Os Deuses devem estar loucos…

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-Regozijo-me ao ver algo que na minha adolescência seria impensável, o líder religioso e chefe de Estado do Vaticano ser recebido de forma apoteótica nas terras outrora governadas pelo pérfido assassino Enver Hoxha…

O atoleiro de Obama

-Obama pretende combater o terrorismo do Isis. À primeira vista parece uma decisão acertada, colocar um ponto final às atrocidades de bárbaros que manifestam completo desprezo pela vida humana, com práticas que qualquer ser racional terá de considerar inaceitáveis no sec. XXI, como a decapitação de pessoas inocentes, para fins políticos. São vermes, escória da pior que a sociedade produziu, pouco importam as motivações, justificações ou teorias sobre o seu aparecimento. Nada justifica a barbárie.

Mas será o Isis uma ameaça suficientemente credível para os EUA ou UK se envolverem militarmente? Penso que não. Em primeiro lugar porque segundo tenho lido pela imprensa, o Isis não ultrapassará algumas dezenas de milhares de membros. Serão um problema na sua zona de actuação, mas perante tal número, julgo que os exercitos dos países da área, poderão colocar um ponto final nas actividades da besta. Sabemos como começam as intervenções militares, mas nunca como terminam. O Vietnam também começou apenas com a presença de conselheiros militares e depois foi o que se viu. Mais recentemente o Afeganistão, tinha como objectivo uma intervenção punitiva visando decapitar a liderança talibã, face ao 11 de Setembro a 1ª fase poderia ser justificável, mas os objectivos subsequentes levaram ao vespeiro que ainda hoje perdura. A atracção de jovens no ocidente pelo Isis ou organizações similares, será travada pela presença dos EUA, UK ou aliados? Alguém me informa um único movimento terrorista ao longo da História que tenha sido destruído pela força militar? Eu não conheço. Longe de resolver o problema e travar o fundamentalismo, a intervenção ocidental irá agravar o actual caos existente. Não é uma questão de ser pacifista ou anti qualquer coisa, mas olhar para o passado e procurar compreender o presente.

Estupefacção

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Ontem, alguns habitantes do planeta Terra terão ficado estupefactos com esta sondagem da CNN. São coisas que acontecem — ou, como diz o Guardiola, “son cosas que pasan. Contudo, ao contrário dos espectadores da CNN, os leitores do Diário da República já estarão tão habituados a estrangulamentos e constrangimentos, na forma de contatos, fatos e seções, que muito provavelmente já não há estupefacção que os afecte. No entanto, como o Conselho Científico do Instituto Internacional da Língua Portuguesa garante não ter identificado nem estrangulamentos nem constrangimentos, é porque eles certamente não existem.

Sim, hoje, no Diário da República:

Curriculum Vitae atualizado, detalhado, datado e assinado, acompanhado dos documentos comprovativos dos fatos naquele descritos, nomeadamente em que contem a formação e experiências profissionais, respetivas áreas e duração (os fatos curriculares não acompanhados dos correspondentes documentos comprovativos não serão considerados);

(…)

A lista unitária de ordenação final dos candidatos, após homologação, é afixada no placard da seção de recursos humanos desta Autarquia e disponibilizada na sua página eletrónica em http://www.cm-castroverde.pt, sendo ainda publicado um aviso no Diário da República.

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

Infiltrados, invasões e propaganda

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No inicio deste mês, o irresponsável e patético mordomo-fantoche Barroso fez correr um boato que dava conta de uma conversa telefónica tida com Vladimir Putin, na qual o presidente russo teria referido, em tom de ameaça, que poderia tomar Kiev em duas semanas. O boato do cherne deu imediatamente origem a manifestações de reprovação por parte dos moralistas ocidentais que também gostam de invadir estados soberanos e os seus soldadinhos de chumbo na comunicação social fizeram o resto do trabalho. De um momento para o outro, Putin preparava-se para tomar Kiev em duas semanas. Era dado adquirido.

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Escócia e o lobo mau

Não, não tenho a certeza de qual é a melhor escolha para os escoceses. A complexidade da questão e a ausência de propostas de caminhos e opções políticas para além da independência pura e simples levam-me a reservar entusiasmos e suspender a opinião, até por não dominar grande parte das variáveis em jogo. Além do mais, tenho as maiores reservas sobre o referendo como instrumento de deliberação democrática – por razões que podemos discutir noutro lugar e em diferentes condições.

Mas coisa bem diferente é não reconhecer o direito dos escoceses tomarem a sua decisão sem ameaças torpes vindas do poder – de todos os partidos parlamentares – político e económico inglês. Tais ameaças vêm de todo o lado. Até a União Europeia já resmunga ameaças. Mesmo Platini e a merdosa UEFA se sentem no direito de ameaçar! Os últimos dias têm sido um compêndio da arte de fazer uma campanha suja. [Read more...]

I wish a good day for freedom

O flower of Scotland
When will we see
Your like again
That fought and died for
Your wee bit hill and glen
And stood against him
Proud Edward’s army
And sent him homeward
Tae think again [Read more...]

Pela Alba independente, sonhar não é pecado

ESCOCIA-

Não acredito que o dia de hoje acabe com uma Escócia independente. Conheço tão bem a perfídia da Velha Albion, sou português, ou seja nativo de uma ex-colónia britânica (e às vezes ainda parecemos) que duvido sempre quando se trata de a derrotar.

Une-me aos escoceses essa mesma História, o Walter Scott que me sabe sempre ao travo doce do malte da infância, a parte Astérix das terras que os romanos não conquistaram, a gaita-de-foles catedral dos instrumentos e nem por isso o uísque, que os prefiro de outras paragens.

Mas acima de tudo sou escocês como sou palestiniano, basco e catalão, irlandês ou galego, filho de uma pátria conseguida com mais sorte que juízo e muito sacrifício, seja os dos que caíram no séc XIV ou nos levantamentos populares que forçaram a fidalguia ao golpe de estado de 1640 ou em tantas outras guerras mais esquecidas, e por isso solidário com os povos que outros sequestraram.. [Read more...]

Deslocados climáticos

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© Arif Ali/AFP

19 de Agosto de 2013: um grupo de paquistaneses caminhando por uma estrada inundada perto de Lahore. Segundo a ONG Norwegian Refugee Council, 2013 registou mais 22 milhões de pessoas deslocadas em razão de desastres naturais causados pelas alterações climáticas. Trata-se do dobro de ditos «refugiados climáticos» no Mundo relativamente aos anos 1970, e do triplo se comparados com os deslocados resultantes das zonas em guerra

 

Obrigada por este bocadinho, François! (II)

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A baixa política e o baixo jornalismo franceses geraram Valérie Trierweiler, uma cara bonita que aos 23 anos se agarrou com unhas e dentes (literalmente) à corda de ascender socialmente. Valérie era pobre mas aquilo não ía ficar assim. Ensombrada por essa infância de pobreza e por um casamento que não a tirou de lá, muito pelo contrário pondo no Mundo três filhos para criar, Trierweiler (nome do pai dos seus filhos, Massonneau de seu apelido de solteira) descreve no seu livro-vingança, escrito com a raiva do despeito, um começo de vida que evoca um famoso livro de Christiane Rochefort, Les petits enfants du siècle (1961): estimulado pelas ajudas estatais à natalidade, um casal em dificuldades esmifra-se por gerar a descendência que lhe permitirá comprar os electrodomésticos com que sonha. Despeito é a palavra que domina o livro, visando antes de mais François Hollande que, como a maior parte dos homens faz, trocou uma mulher na meia-idade por uma mais nova, mas talvez e sobretudo a mulher anterior: Ségolène Royal, mãe dos quatro filhos de Hollande a cujos poderosos calcanhares influentes Valérie tenta sem sucesso chegar.

Embora ciente da ironia do destino que expõe com crueldade o ciclo da infidelidade, a despeitada dedica longas passagens do seu livro-sensação Merci pour ce moment a desancar Ségolène. A actriz Julie Gayet, por quem Hollande se perdeu de amores, não está isenta de culpas, mas a pior de todas é Ségolène que, não satisfeita e tendo perdido a eleição presidencial anterior, se abalança em 2012 à presidência da Assembleia nacional de França, a câmara baixa do Parlamento francês. Supostamente em nome da defesa da separação dos poderes executivo e legislativo, Valérie lança no espaço do Tweeter 139 caracteres em defesa de outro candidato ao cargo, desafiando a paciência de Hollande que publicamente apoia Ségolène, «o símbolo supremo, a mãe, a intocável». Trierweiler também é mãe, «mas não a dos filhos do Presidente», e por isso não conta. Royal é uma espécie de Hillary Clinton, diz a dado passo a despeitada. O caso do tweet terá sido o começo do fim para Trierweiler.

Pelo meio, a best-sellerista vai descrevendo a sua triste vida privada de “First Girl Friend”, como lhe chamavam os norte-americanos por não ser casada com Hollande, e os encontros com este e aquele, no âmbito das responsabilidades de Estado que, como mulher de Hollande, teve de acompanhar. O dia em que se encontrou pela primeira vez com Angela Merkel, por exemplo, que a convidou para ir ao festival de Bayreuth.

Obrigada por este bocadinho, François!

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145 mil exemplares vendidos em 4 dias (de uma 1ª tiragem de 200 mil)

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Valérie Trierweiler na noite da eleição de François Hollande, em Maio de 2012

[Resumo do 1º capítulo]
Valérie (Val) era feliz junto do seu François, organizando almoços de caridade e promovendo o bem em redor dela com a ajuda, designadamente, do seu chefe de gabinete – um antigo jornalista da RFI. Até que outra mulher (há sempre outra) lhe tirou o marido e o descanso. Interrogado certa tarde no apartamento conjugal, na sequência de algumas notícias que o davam como adúltero (um fotógrafo paparazzi apanhara-o a sair de motorizada pela manhã, da casa dessa outra mulher), François confessou: que sim, que andava a dormir com outra há um mês. Val conteve-se para não gritar com ele nem partir loiça, e propôs-lhe que fizesse sem mais demoras uma declaração pública pedindo-lhe desculpas e comprometendo-se a não voltar a ver essa outra mulher. Sucede que François estava afinal a mentir, e que já andava naquilo há mais tempo. Há quanto tempo François? perguntou Val. Há três meses. Não, há seis. Não, desculpa, há nove. Um ano, na verdade, disse finalmente François, antes de voltar para o seu gabinete. Val fica ali feita parva no apartamento e a sua tarde de trabalho vai para o galheiro.

À noite, François volta para jantar e Val vai dar com ele de joelhos no quarto, a cabeça entre as mãos. Como é que vamos fazer? pergunta perdido de todo. Durante o jantar, Val pergunta-lhe onde está afinal o presidente exemplar, que anda naquela vida durante a noite enquanto as fábricas fecham, o desemprego aumenta e a sua popularidade baixa todos os dias? [Read more...]

Please say yes…

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-Os assuntos de qualquer nação apenas a ela dizem respeito. Considero positiva a realização do referendo na Escócia. Como também defendo o mesmo princípio para o País Basco, Catalunha e nem me importaria que Portugal para satisfazer a vontade de muitos monárquicos realizasse uma consulta para decidir o regime político. No final há que respeitar o resultado. Principalmente os estrangeiros, como eu, era o que mais faltava ter uma palavra a dizer nos destinos de qualquer nação que não a minha. A Democracia pode ser uma maçada para alguns e nem sempre estamos de acordo com as consequências da livre escolha. Mas não existe sistema melhor. No entanto confesso estar a torcer por uma vitória do Sim à independência da Escócia.

Sanções, petróleo e os hipócritas do costume

Rex Putin

(Na foto: shake-hands entre o presidente russo Vladimir Putin e Rex W. Tillerson, CEO da Exxon Mobil)

Há algo que não bate certo nesta cruzada do Ocidente contra o opressor russo. Na verdade, existem várias coisas que não batem certo. O Ocidente – leia-se a política externa norte-americana imposta aos seus colaboradores habituais – vai endurecendo o discurso contra a suposta ingerência de Moscovo na crise ucraniana e as sanções sucedem-se. É expectável que hoje sejam apresentadas novas sanções, tanto da parte dos EUA como da UE, que incluem proibições ao sector financeiro russo de aceder a capitais norte-americanos e a empresas energéticas de se financiaram nos mercados de capitais da União. Um acto de coragem? Não é o que parece.

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In Memorian (II)

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Dedicado a todos os seres humanos que perderam a vida às mãos de bárbaros terroristas num dia infame.

In Memoriam

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Dedicado a todos os seres humanos que perderam a vida às mãos de bárbaros terroristas num dia infame.

Juncker & Junker

Acabo de ler, algures: “O presidente da futura Comissão europeia, Jean-Claude Juncker” e “A equipa de Junker será forte”. Portanto, Juncker e Junker. Juncker e Junker? Sim: Juncker e Junker (que horror, Junker [ˈdʒʌŋkə]). No fim da notícia, o esclarecimento: “Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela Agência Lusa“. Ah! Juncker e Junker. Ou seja, é facultativo. OK.

 

Os meninos querem brincar às guerras

Carlos Zorrinho fez hoje a mais miserável das declarações sobre as vantagens do aumento do esforço militar na Europa – com correspondente agravamento orçamental em cada país -, considerando que tal situação fará esquecer a crise, com sempre acontece quando tem de se defender “um bem maior”.

Isto, a que se podem juntar os entusiasmos belicistas tão frequentes em quem nunca ouviu um tiro e se sente, por assim dizer, entediado com tanta paz, faz-me corar de raiva e lembra-me uma velha canção de caserna dos tempos da guerra colonial, dedicada aos que, no conforto do ar condicionado, davam ordens imbecis aos que estavam no terreno: “ora vai p’rá mata, ó meu malandro, por tua causa é que eu aqui ando…”.

Isto faz-me sonhar com a cena de uma fileira de engravatadinhos e sortidos entusiastas na prosteridade das industrias militares – encabeçados por Barroso, o gangster sec. da NATO, Obama, Cameron, Coelho… enfim, todos esses broncos, prontos para o combate à cabeça das suas tropas – ou “à cabeça da manada”, como canta o fado. A imaginação não tem limites. Aparentemente, a estupidez também não. Por isso, estes crápulas terão quem os apoie. É fatal.

Terrorismo, medo e manipulação

ISIS

(Tão provável como encontrar armas de destruição maciça no Iraque. Ou no que sobrar dele…)

Por estes dias, os líderes terroristas Barack Obama e David Cameron afirmaram, em artigo conjunto, que não se deixam intimidar por assassinos. Pudera! Seria a mesma coisa que o líder dos Crips se sentir intimidado por um carteirista amador de LA. Obama e Cameron não têm motivos para temer um pequeno grupo de rebeldes fanáticos com recursos praticamente inexistentes quando comparados aos seus. Querendo, lançariam imediatamente uma esmagadora ofensiva e limpavam-lhes o sebo a todos. Mas essa talvez não seja a solução que lhes interessa. Os conflitos são tão mais rentáveis quanto mais se prolongam no tempo. E quantos mais holofotes para ali apontarem, menos haverão que apontem noutras direcções mais incómodas.

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Ucrânia: a arma da Língua

Des figurines de soldats séparatistes prorusses en vente dans un atelier de Moscou, le 29 août. (Photo Sergei Karpukhin. Reuters)
Soldadinhos separatistas pró-russos à venda numa loja de Moscovo
(Photo Sergei Karpukhin/Reuters)

Quando estalou aquilo a que a que nos telejornais chamaram com simplismo a “revolução ucraniana”, conversei com uma jovem nascida na Crimeia soviética, numa pequena cidade a cerca de 150 quilómetros de Simferopol cuja construção, de raiz, se iniciou em 1976 para acolher as famílias dos operários e do pessoal especializado de uma central nuclear que veio depois a ser abandonada, na sequência da catástrofe de Tchernobyl. A rapariga falou-me da crescente “ucranianização” da sua terra, que considera russa: «Nós somos russos, a Crimeia é russa. Nós já sabíamos que isto ia acontecer, que mais tarde ou mais cedo ia haver problemas, porque apesar de aos dezasseis anos ter recebido um passaporte ucraniano, eu sei que não sou ucraniana. O meu pai é russo, e eu também. A Crimeia ucraniana não existe, é uma realidade artificial. Vão estudar a História.»

E no entanto, apesar do posicionamento pró-russo (entenda-se pró-reintegração da Crimeia na Rússia, realizada enquanto o diabo esfregava um olho em Março passado), a rapariga não é anti-europeísta, e aliás vive na Europa.«Nós não somos anti-Europa, mas trata-se da nossa História, dos nossos próprios problemas, que temos de ser nós a resolver. A política e os negócios são uma coisa, mas a História é do povo, respeitem-na. Vamos ter de arranjar uma maneira, uma federação pode ser a melhor solução para a actual Ucrânia. Somos como irmãos zangados uns com os outros, mas vamos ter de nos entender.»

O entendimento está destinado a ser falado em Língua russa, apesar [Read more...]

Guerra à guerra na Ucrânia

ucrania trincheirasPara comemorar o centenário da I Guerra Mundial, no essencial um conflito entre impérios pelo domínio de outros povos, resolveram os herdeiros russos e alemães (agora aliados a ingleses e franceses) brincar às recriações históricas na Ucrânia.

O objectivo germânico, que patrocinou a oposição ao governo que por ali oligarcava, é claro: retirar um país ficcional de proximidades com a Rússia, esquecendo que a zona leste, mais rica, é russófila e os impérios detestam concorrência à porta. Obviamente Putin não se ficou, e temos de convir que perante uma horda anti-russa tinha obrigação de proteger os seus.

Temos instalada uma guerra, onde para o revivalismo ser perfeito nem faltam nacional-canalhas de um lado e outro.

O assunto entre nós tem sido tratado aproveitando para brincar também à guerra fria: uns batem na Rússia como se esta fosse a URSS, outros defendem-na como se ainda o fosse. [Read more...]

“Politicamente incorrecto”? seja…

Depois de ter falhado a tentativa de pôr os ucranianos a escolher em referendo se preferiam o imperialismo americano ou o russo, as forças “ocidentais” resolveram forçá-los de modo vário. Quando patrocinaram um governo golpista com a participação de confessos nazis, sabiam (saberiam?) qual seria resposta da terra dos heróis.

Uso estas palavras sem receio de exagero. Há muitos anos, quando estive na Ucrânia vi o que qualquer observador minimamente atento veria: a(s) diversidade(s) dessa república. A oeste, com forte presença católica (sobretudo junto à fronteira polaca) e uma história que envolveu manchas de colaboração com o nazismo; a leste um verdadeiro culto aos mártires e heróis da Grande Guerra Pátria (segunda Grande Guerra). Não admira, pois a extraordinária resistência destas populações perante o avanço das hostes nazis deixou um rasto de morte ( a maior chacina num só país na II Grande Guerra) e de feitos de coragem que ainda hoje são venerados com respeito, o que é patente nos muitos monumentos e memoriais que lembram estes eventos. [Read more...]

Política: profissão sem preparação!

Uma questão de Liberdade…

-Concordo muitas vezes com a Maria João. Mas apesar de compreender o ponto de vista que defende neste artigo, não posso de forma alguma deixar passar sem tecer algumas considerações. Também eu gosto da Grã-Bretanha, seus valores e cultura, a única excepção será mesmo a família Windsor pela qual não morro de amores. O multiculturalismo e liberdade fazem parte do ADN da Grã-Bretanha, sem os quais a ilha se tornaria em algo diferente, para pior. Também não tolero o fundamentalismo, seja islâmico, católico, judeu ou qualquer outro. Mas proibir e punir crenças religiosas ou políticas de qualquer ordem, é ceder aos valores dos fanáticos que pretendemos combater. São os actos criminosos que devem ser reprimidos através de apertada legislação e não as ideias. Para que exista de facto diferença entre a civilização e a barbárie. Proibir uma muçulmana de vestir uma burka se o pretender fazer livremente, é igual à proibição num país islâmico que um católico adore a imagem da Virgem ou se ajoelhe perante Jesus Cristo crucificado. Não deveremos ceder perante o ódio e sem dar a outra face, há que continuar a defender a Liberdade de todos, até mesmo a Liberdade dos bárbaros que pretendem tirar a nossa…

Enquanto a Europa definha, os dividendos aumentam

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© Jacques Demarthon

Uma parte importante dos recursos públicos destinados aos cuidados em saúde, à educação, à criação e fruição cultural, enfim, ao desenvolvimento numa perspectiva larga e de longo termo, foram já subtraídos aos orçamentos dos Estados como consequência de decisões políticas que privilegiam outras prioridades – mesmo se anunciadas em nome de pacotes reformistas ou do «rigor orçamental». É certo que as Constituições ainda asseguram, mesmo se nessa letra pequena de lei que a actual classe de governantes tem relutância em ler, os princípios democráticos que servem uma ideia de sociedade em que a desigualdade extrema não cabe – mas também que as leis fundamentais perderam relevância no quadro das actuais políticas dos Governos, ligados entre si pelos contextos obscuros de uma economia global cujos primeiros grandes embates justamente sofremos por estes dias.

A desigualdade atinge em 2014 níveis jamais sonhados pelas gerações nascidas na Europa e na América depois das guerras do século XX. Por todas estas razões, é sempre bom ir tendo notícias do paradeiro da riqueza que ainda ontem servia a vida de muitos mais, designadamente sob a forma de direitos adquiridos por contrato social, mais do que hoje empenhado na qualidade da vida e na mobilidade social dos cidadãos. Em França, um índice recentemente publicado por uma empresa de gestão de activos chamada Henderson Global Investors (HGI) acaba de revelar o aumento exponencial dos dividendos pagos pelas grandes empresas aos seus accionistas. Incidindo no segundo trimestre do ano, o referido índice dos melhores retornos mundiais em dividendos emergiu no espaço mediático francês no exacto momento em que as ajudas públicas às empresas privadas (em nome da retoma económica e da criação de emprego) atingiram um patamar de investimento jamais conhecido.

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França: Hollande manda despedir o executivo governamental

depois de duras críticas do ministro da Economia, apoiado pelo também já despedido ministro da Educação. Rajoy e Merkel apoiam a dita «política reformista» e de «rigor orçamental» que o amiguinho de Hollande Manuel Valls pretende prosseguir.

E Bombardear o México?

ann_coulterA escritora americana Ann Coulter é, apesar de loira, parva. Adepta das técnicas de defesa que Israel tem levado a efeito perante a ameaça dos palestinianos da Faixa de Gaza, a moça parece defender para os EUA a mesma abordagem quanto à fronteira com os indigentes do Sul, o México. Bomba neles.
E porque a ignorância é quase tão grande como a estupidez humana, gostava eu de saber como resolveriam os nativos americanos (vulgo “índios”) os seus problemas de fronteiras e território se, como os EUA ou Israel, tivessem acesso a recursos bélicos ilimitados. Uma chacina, como em Gaza?

Faixa de Gaza em Agosto

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Parece Hiroshima em 6 de Agosto de 1945.
A Humanidade tende para a monotonia à medida que a História se repete.

Há Várias Diferenças

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entre Adolf Hitler e Benjamin Netanyahu. O bigode é uma delas.

Gaza: Uma mensagem com um bordalesco manguito aos senhores que mandam na guerra

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As notícias que não passam nas tevês nem aparecem nos jornais

« Nous n’étions pas une télévision d’Etat ». from Passages on Vimeo.

Em Salónica, um grupo de 20 jornalistas e técnicos da televisão pública grega mandada fechar pelo governo em Junho de 2013, trabalha há 13 meses sem autorização nem salário emitindo 24 horas/dias em favor do Serviço Público de Televisão. Emitem através da Internet e de canais analógicos cujo sinal não foi cortado nalgumas ilhas e zonas rurais da Grécia, cobrindo perto de 1/3 do território. «Queremos ser a voz dos todos os que têm ficado à margem da cobertura mediática. Até porque estes estúdios, estas câmaras, são deles: foram pagas com o dinheiro dos contribuintes», afirmou Kostas Karikis que, à imagem dos restantes jornalistas e técnicos em protesto resiliente, se mudou de Atenas para Salónica pagando do seu bolso as despesas dessa escolha. A alternativa era ficar em Atenas no desemprego, e ficar a assistir à depressão colectiva (e ao desaparecimento, por suicídio, de muitos) dos mais de 2000 trabalhadores que o projecto de privatização deixou de fora: apenas 600 foram readmitidos (a maioria precariamente) para a nova televisão, controlada pelo Governo (os funcionários têm sido pagos directamente pelo Ministério da Economia grego). «Se o Siriza chegar ao poder, reabriremos a ERT», disse Karikis. [Fonte: Revolting Europe]
 

Violence is in the eye of the beholder

Obama

Pelo caminho enviem mais umas munições para os moços que ainda lá existem umas escolas e uns hospitais cheios de mísseis e terroristas. Yes you can!!!