… contra o esquecimento. Hoje, morreu mais um ditador!
Reshma Begum e os mortos por capitalismo
Reshma Begum tem 19 anos e não foi uma das 1.127 vítimas da tragédia numa fábrica têxtil do Bangladesh. Sobreviveu 17 dias com umas gotas de água e quatro bolachas, segundo revelou. Reshma trabalhava numa das fábricas que fornece empresas como a Inditex (espanhola), com lucros de 994 milhões de euros em 2012, a C&A (holandesa), que já em 2006 estava envolvida em situações de exploração de trabalhadores, e a H&M (sueca), que em três trimestres, em 2010, conseguiu lucros de 1,4 mil milhões de euros.
A tragédia coloca várias questões, de vários prismas, pelo que considerarei apenas as que me parecem mais flagrantes: [Ler mais ...]
Ao escrever um post do Aventar em França estarei a contribuir para uma comédia
E quem diz comédia, diz tragédia. É isto o socialismo?
Patentear Deus
Foi o que fez o Grupo Monsanto com a patente das sementes.
As sementes e a água: isto é muito grave
Conseguem imaginar o que será querer semear, mesmo que para subsistir, e as sementes da colheita de um ano serem estéreis no ano seguinte? E estar dependente da compra de sementes que grupos como a Monsanto controlam? E ser-lhe negada a venda dessas sementes?
E ter sede ao pé de um curso de água venenosa, apenas vos sobrando a alternativa de comprarem água para beber? Ou pior, existir uma enorme barragem de água potável ao vosso lado e não poderem aí matar a sede porque essa água pertence a um grupo privado?
Fica a faltar o controlo do ar, como em Total Recall. Ficção? Falassem sobre isto das sementes e da água a alguém do séc. XIX e veriam a resposta que teriam.
O que se passou nos EUA e o que se está a passar na Europa quanto a sementes, a par com a privatização da água, fará a actual guerra das dívidas parecer coisa de meninos. A fome e a sede caminham para ser a maior arma de controlo de massas que a humanidade alguma vez viu.
1J – Povos Unidos
Não podem ser vencidos. A Historia já nos mostrou isso.
Vão buscar as agendas. Tomem nota desta data. Adiem o Dia Mundial da Criança. Comemorem com as vossas crianças noutros dias. Levem os vossos filhos.
Façam o que quiserem, mas vão para a rua. Lutem para que as vossas crianças continuem a ser crianças. Para que os filhos delas possam nascer e crescer num mundo onde se respeitam as pessoas acima, muito acima dos valores.
Façamos algo para mudar a escravização em curso dos países «menores» da União Europeia. Somos mais pequenos, somos mais pobres, somos mais fracos…
Mais fracos? Não, não somos mais fracos. Se quisermos somos mais fortes do que tudo o que nos querem fazer. Se unirmos esforços, seremos ainda mais fortes.
Com os nossos conhecimentos e especificidades como trabalhadores, com a nossa solidariedade, com a nossa experiência de vida, com tudo o que herdámos dos nossos antepassados, somos fortes, muito fortes. Juntos, conseguimos derrubar governos de gente que abomina a inteligência e as mentes esclarecidas. Conseguimos mostrar a quem nunca nada fez para ganhar a vida que o esforço vale a pena. O trabalho não é desprezível. Os trabalhadores (ou desempregados) não são lixo.
Cada um de nós tem muito valor. Cada um de nós tem muita força.
Todos juntos, somos uma força imparável.
Espanha, Grécia, Irlanda, Portugal, a nossa luta é internacional!
O conselho que vem das Falkland (sem taxa e sem termos que esperar pelo Natal)
David Cameron afirmou, no âmbito da Global Investment Conference – iniciativa que se enquadra dentro dos trabalhos da “UK’s Presidency – G8” – que o Investimento Directo Externo (IDE) é a alavanca para o crescimento económico e sublinhou que o Reino Unido já começou a percorrer o seu caminho, sendo exemplo claro as recentes medidas anunciadas pelo Ministro das Finanças, George Osborne, para estimular o crescimento por via do incentivo às empresas, reduzindo o imposto cobrado de 28% para 24%, sendo previsto ainda a redução desta taxa em 20%, em 2015, tornando-se deste modo a mais baixa do G20. Esta medida posiciona o Reino Unido como o território mais competitivo do Mundo para atrair IDE (Investimento Directo Externo).
Em Portugal é suposto o cenário ser mais ou menos o mesmo.
Segundo o nosso Ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, temos consciência de que é fulcral a redução do IRC para nos tornarmos competitivos em termos ficais e conseguirmos ter capacidade de atracção para o tão esperado IDE. [Ler mais ...]
A guerra em 2013
E enquanto os abutres da finança, representados pelos governos dos países a saque, nos forçam a uma austeridade sem fim à vista que não seja o desmantelamento das nações pelo confisco dos seus cidadãos e pela privatização dos seus recursos, o desemprego prossegue a sua marcha infernal, atingindo taxas históricas entre os jovens da Europa e dizimando especialmente os do Sul: 58% na Grécia, 55,7% em Espanha e 42,1% em Portugal. Na Alemanha e na Áustria as estatísticas ainda vão de feição para essa ideia de Europa que se constrói contra os seus povos. Mas há muitos milhões de alemães a viver com muito pouco.
Em 26 milhões de desempregados na UE, 19 milhões encontram-se na zona euro. E no entanto, um programa político de inflexão desta realidade, mediante a criação de oportunidades de emprego para os jovens na UE (em relação estreita e forçosamente necessária com um relançamento das economias nacionais) custaria apenas 1% do PIB - é Philip Jennings, Secretário-geral da união sindical Uni-global que o diz. De que mais evidências precisamos para abandonar o euro – já que esperar pelas políticas pós-austeritárias significaria ver Portugal deitado por terra como em nenhuma guerra declarada e com armas de fogo aconteceu?
(actualizado às 18h55)
Christine Lagarde – A mulher invisível
Hoje, Christine Lagarde deu uma aula prática ao batalhão de jornalistas, repórteres de imagem e fotógrafos que aguardavam a sua chegada.
Enquanto os media perscrutavam os vários pomposos carros que iam chegando à procura da Directora do FMI, Christine Lagarde resolveu ir para a sua Conferência a pé (como qualquer outra pessoa comum). Chegou, passou à frente dos jornalistas, passou à frente dos repórteres de imagem, passou à frente dos fotógrafos, disse boa tarde aos assessores e entrou.
Comentário dos Media após alguns segundos: “Did anyone get her image?”
Comissão Europeia e da Confiscação
A SIC Notícias exibe no seu ‘site’ este vídeo.
Em título, a estação de Carnaxide anuncia:
Bruxelas admite que depósitos de 100 mil euros sejam convertidos em ações nos países em resgate
Por sua vez, o texto da notícia diz:
A Comissão Europeia admite que os depósitos bancários acima dos 100 mil euros sejam reduzidos ou convertidos em ações em países alvo de um resgate financeiro, tal como aconteceu em Chipre. Esta é a resposta de Bruxelas, depois de uma questão colocada pelo eurodeputado português, Nuno Melo.
Sublinhei propositadamente acima, uma vez que o texto altera radicalmente o anunciado em título – serão depósitos de 100 mil euros ou acima de 100 mil euros? A dúvida é mais do que natural. O erro jornalístico parece-me flagrante, sendo indispensável saber qual a informação que prevalece.
Sei também que este anúncio, divulgado pelo eurodeputado Nuno Melo do CDS, numa ou noutra versão, é claramente um ataque à classe média e, sobretudo, à propriedade privada de que a direita tanto se ufana de ser ideológica e intransigente defensora. Ainda existe razoável número de depositantes que, ao longo de décadas de trabalho, teve a oportunidade de aglutinar poupanças até 100.000 euros ou de verbas acima desta. [Ler mais ...]
Fundador alemão do euro pede o fim da moeda única
Oskar Lafontaine, um dos fundadores do euro quando era ministro das Finanças da Alemanha, pediu o fim do euro para deixar os países do Sul recuperarem. E sublinha que “os alemães ainda não perceberam que o sul da Europa, incluindo a França, será forçado pela sua miséria actual a lutar, mais cedo ou mais tarde, contra a hegemonia alemã“…
…“Merkel vai despertar do seu sono hipócrita quando, a sofrer por causa da política salarial alemã, os países europeus unirem forças para fazer um ponto de viragem na crise penalizando inevitavelmente as exportações alemãs”, avisa Lafontaine… [Ler mais ...]
Assunção Esteves, porta-voz da Assembleia da República?
Será que, em 21 de Junho de 2011, Assunção Esteves foi eleita porta-voz da Assembleia da República? Terá Assunção Esteves sido a primeira mulher a assumir o cargo de porta-voz da Assembleia da República? Será que um porta-voz da Assembleia da República ocupa o segundo lugar nas Precedências do Protocolo de Estado? Poder-se-á dizer que estes cavalheiros foram porta-vozes da Assembleia da República? Claro que não.
Ontem, no Telejornal da RTP, a propósito desta notícia, disse-se – e muito bem – que Nigel Evans era ‘Vice-Presidente’ (Deputy Speaker) da Câmara dos Comuns. Por esse motivo, não se percebe a razão de se chamar ‘Porta-Voz’ (sic) ao seu Presidente, John Bercow. ‘The Speaker of the House of Commons chairs’, ou seja, o Presidente da Câmara dos Comuns preside. Bercow, porta-voz? Nem por isso. Nem John Bercow, nem os seus antecessores Michael Martin e Betty Boothroyd, nem sequer os homólogos neozelandeses.
Aliás, para que não haja dúvidas, o próprio John Bercow esclarece: «(…) the Speaker shall act as representative and spokesman for the Assembly and for Parliament to the outside world». Isto é, nem “the Speaker shall act as speaker”, nem “the spokesman shall act as spokesman“, nem, mais importante, “the spokesman shall act as Speaker“. Já agora, aproveitando a onda dos porta-vozes…
Aprender a Matar Políticos é em Itália
Quando se vai mais fundo para perceber o tipo de desespero do manuseador de armas que, em Itália, disparou sobre polícias quando visava políticos, percebe-se como, qualquer dia, qualquer um, sob qualquer pretexto, disparará. Cá nesta Doce Brandura. Pelo menos quem sintonize a Rádio Carbonária Instigadora do dr. Soares.
Desta vez, o dedo desastroso no gatilho foi o de Luigi Preiti, um desempregado de 49 anos, separado pela segunda vez, que tinha voltado a viver com os pais, sem antecedentes criminais, e que se havia viciado no jogo electrónico videopoker, no qual perdeu as suas economias, de acordo com o La Repubblica. Ontem, o Luigi. Amanhã, outro otário qualquer. Veremos. Desesperado! Pois. [Ler mais ...]
A democracia é uma chatice…
Confesso a minha quase total ignorância sobre a Islândia. À excepção da música de Bjork e Sigur Rós ou Eiður Guðjohnsen, um jogador de futebol que andou por grandes clubes do futebol europeu, raramente ouvia falar deste país. Até à crise da Banca e posteriormente ao para mim impronunciável, vulcão Eyjafjallajökull. Após a crise da Banca e mudança política que se seguiu quando a população forçou a demissão do governo, muitos comentadores lusos que suspeito serem tão profundos conhecedores como eu da realidade islandesa, não perderam tempo a tecer loas ao governo social-democrata que assumiu o poder, procurando justificar em Portugal a defesa da tese do “não pagamos”. Com argumentação intelectualmente desonesta, foram omitindo propositadamente a presença do FMI e implementação de políticas de austeridade. Desenganem-se os portugueses que imaginarem que voltarão ao tempo das vacas gordas quando o PS for novamente governo. Procurando mais informação sobre a ingratidão do povo islandês, passei pelo Arrastão, 5 dias ou Jugular mas nem uma explicação, até tropecei na azia de quem se julga moralmente superior. Mesmo os especialistas cá da casa permanecem em silêncio. Não falta em Portugal quem considere apenas legítima a defesa dos seus pontos de vista, uma espécie de superioridade moral. Esquecem que é sempre do eleitor a última palavra…
O ataque da matilha:
Contudo, vários jornalistas e um ou outro “comentador”, sem esquecer alguns bloggers, andam entretidos a bater na escolha de FAL para Secretário de Estado. Na verdade, qual o motivo para tanta raiva? No caso dos jornalistas, é sempre assim. O corporativismo no seio dos jornalistas, sempre que toca a alguém que não seja do BE, da CDU (ou do PS ou aparentado) funciona ao contrário. Se o jornalista decide mudar de vida e iniciar uma carreira na política (o último foi Paulo Portas) ou na assessoria, é o fim do mundo em cuecas. Como se estivesse a cometer um pecado mortal. No caso dos comentadores e dos bloggers faz parte da tradição da espécie (na qual, enquanto blogger, me incluo).
Em vez de se esperar para ver o resultado da escolha, aguardar para perceber o que vai fazer o novo secretário de estado, faz-se um ataque furioso como se não houvesse amanhã. Uma tristeza. Um ataque pessoal rasteiro, com ares de encomenda e todo o aspecto de estar a ser feito em matilha. E sem qualquer pudor: até antigos jornalistas que já estiveram em cargos de nomeação política e que, olhando para o teor das críticas, certamente se esqueceram do seu passado. Enfim…
O salário mínimo é um incentivo ao desemprego?
A excelente professora Merkel e o bom aluno Passos Coelho
Merkel debitou para a imprensa – através do diário Bild Zeitung citado pelo ‘Público’ – a teoria de que numerosos países europeus se confrontam com uma taxa de desemprego mais elevada do que a alemã, porque o salário mínimo garantido favorece o desemprego.
O axioma da dita teoria não constitui novidade para os portugueses. Passos Coelho, em inícios de Março passado, já havia garantido:
Medida mais sensata para combater desemprego seria baixar salário mínimo
Desconfiado de que a ignorância o obstaculiza a saber e pensar pela própria cabeça – excepto no prodígio de acções e disputas de golpes baixos – é um óptimo transmissor de recados da fonte inspiradora da ‘sensata medida’, a amiga Merkel.
Não é surpreendente que se mova e profira sentenças, sobretudo tolices, ao estilo de marioneta usada no mimetismo da figura caricata que o artista levou para divertir a criançada. O risco de Passos Coelho enveredar pelo absurdo é, de facto, muito elevado, submetendo-se ao papel de personalidade, acrítica e ignara, naturalmente manipulável e apropriada a objectivos de refinadas estratégias de especialistas da ‘realpolitik’, caso de Merkel, Schäuble e companheiros holandeses, austríacos e finlandeses, em especial. [Ler mais ...]
Passos Coelho a Nobel da Economia?
Muito se tem dito, e escrito, acerca das opções de política financeira e económica do 1º ministro Passos Coelho, alguns elogiando outros denegrindo. A meu ver, todos estão errados.
É comum, entre as mentes menos esclarecidas, aceitar de forma acrítica ou rejeitar sem fundamento, as teorias verdadeiramente revolucionárias e que representam um vigoroso salto em frente no pensamento e conhecimento humanos. E Passos está a ser vítima desse tipo de inércia característico das pessoas vulgares. Vejamos mais detalhadamente as razões que me assistem na formulação de tão categórica asserção.
Começo por esclarecer os mais cépticos sobre as razões que me têm tolhido o verbo na análise dos aspectos macro-económicos da crise que afecta a zona Euro, em particular, e a União Europeia, em geral. Tal facto deriva apenas do “encolhimento”dos meus rendimentos – assoberbado pelas necessidades do dia a dia, as minhas atenções têm recaído sobre questões cada vez mais pequenas, isto é, micro económicas, como a renda da casa, a alimentação, a conta da farmácia, etc.. [Ler mais ...]
O relato do funeral de Tatcher
O funeral de Tatcher já entrou na Catedral de S. Paulo. Gooolo!
Contenção de estragos
Quando em ditadura guerrilheiros executam um ataque a reacção lógica do poder é a de impedir a sua divulgação: sabem bem que assim limitam o estrago ao material, isto com a óbvia excepção do envio de um tirano para onde está bem, o que se me recordo infelizmente não acontece com sucesso desde Carrero Blanco.
Em democracia claro que não se proíbe mas é inteligente recomendá-lo, e da parte da comunicação social decente entendê-lo. Repetir a notícia à exaustão alimenta o pãnico e é precisamente isso o que ambicionavam os criminosos.
No atentado artesanal que ontem ocorreu em Boston (com um número de vítimas mínimo comparado com à rotina do Afeganistão ou do Iraque, por exemplo, em Bagdade ainda agora assassinaram 31) não é isso que vejo.
Ou a comunicação social não é decente ou a ideia é outra. E se for pode ser muito perigosa.
Portugal envia submarinos, Relvas, Sócrates e Bernardino Soares para a Coreia do Norte
A notícia foi dada com grande destaque na televisão norte-coreana.
Morreu a bruxa má
The Wicked Witch Is Dead, a música votada pelos ouvintes que a BBC censurou. Entretanto o funeral de Margaret Thatcher, 12 milhões de euros e 2200 convidados, foi nacionalizado; paga o contribuinte.
Entrevista de Manuela Ferreira Leite à TVI24

Acabo de engolir um sapo grande e gordo para poder iniciar este poste.
Nunca pensei concordar em tantos pontos com (desculpem, é só um momento, tenho que engolir outro sapo) … Manuela Ferreira Leite.
Fiquei genuinamente convicta de que (com a decisão do Tribunal Constitucional) tinha saído a sorte grande ao governo
ou, mais à frente:
- Como é que vai ser o país (após o “ajustamento”, lá para dois mil e não sei quantos, à custa da recessão, do desemprego, do empobrecimento, do aniquilamento da estrutura produtiva)?
-Não sei. É que eu não sei fazer renascer o país a partir das cinzas…
Veja a entrevista de MFL aqui a partir do minuto 2.30.
Se o caro leitor precisar de engolir algum sapo, pode pedir-me, envio-lho grátis, nos últimos tempos tenho andado a fazer criação intensiva.
E agora vou-me, está na hora de ir à caça de insectos para alimentar a bicharada.
Alguma preocupação
O parlamento húngaro acaba de, por iniciativa da maioria de direita (de um partido que, no Parlamento Europeu, se senta nas bancadas da família do PSD) instituir um regime de tipo fascista. Já sei que o nome incomoda algumas almas mais sensíveis, mas é mesmo a sério.
Apropriando-se do controlo da justiça e estabelecendo que a maioria pode ignorar e rejeitar as deliberações do Tribunal Constitucional – logo, lá se foi o estado de direito – volta a autorizar o uso dos símbolos e organizações nazis enquanto proíbe os comunistas. De resto, comunistas, sem-abrigo e homossexuais passam a ser ilegais. O anti-semitismo é encorajado, enquanto piedosas referências ao cristianismo passam a fazer parte do texto constitucional. Segue-se a perda de direitos das mulheres e a reinstituição dos trabalhos forçados na moldura penal (“o trabalho liberta”, não é?). Entretanto, órgãos de comunicação são fechados, jornalistas fazem greve da fome.
Durão Barroso e os seus manifestam alguma preocupação por aquilo que se passa. Deputados do Parlamento Europeu – dos seus sectores decentes – já defendem a necessidade de uma intervenção imediata e mais assertiva, de acordo com os tratados, que prevêem medidas claras quando os direitos humanos estão em causa em qualquer país da união. Mas os manda-chuva não têm pressa. Nestas coisas, nunca têm.
Goodbye Maggie
-Haverá quem aqui no blogue não partilhe a minha opinião, autores ou comentadores, mas apesar de considerar que nem tudo foi perfeito durante a sua governação, recordo a determinação em libertar o seu povo do jugo estatal, sendo por vezes a única voz que então se erguia em Bruxelas contra a eurocracia que começava lentamente a ganhar forma, com os desastrosos resultados que hoje conhecemos. A minha geração tem ainda uma dívida de gratidão para com Margaret Thatcher, que a par de Ronald Reagan, Karol Wojtyla e Mikhail Gorbachev tornaram o mundo um lugar mais seguro, terminando com o pesadelo vermelho que amordaçou e exterminou milhões de seres humanos no gulag. Well done Maggie! R.I.P.
Margaret Thatcher
Ninguém devia ser obrigado a morrer assim. Nem mesmo quando se foi uma cabrona em vida..









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