Na Alemanha

há 12 milhões e meio de pessoas no «limiar da pobreza(*)» (eufemismo onde cabe muita sobrevivência), de que os media não falam, que não votam, e que nenhuma força política representa. Só para avisar.
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(*) viver com menos de 60% do rendimento médio

Tornado: fundamentos filosóficos

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Soberania por moeda

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Desmond Tutu, o famoso clérigo sul-africano, costumava citar em jeito de anedota uma frase que lhe houvera sido equivocadamente atribuída:

“Quando os missionários chegaram a África, eles tinham a Bíblia e nós tínhamos a terra. Então disseram-nos: “rezemos”. Fechámos os olhos, e quando os voltámos a abrir eles tinham a terra e nós a Bíblia”.

De algum modo este chiste contém alguma verdade, e presta-se mesmo a ser usado no contexto português de hoje. Se considerarmos que o Euro hoje em dia não é mais do que uma diferente designação facial do Marco alemão, e que há quinze anos a Alemanha era considerada o “homem doente” da Europa e Portugal o “bom aluno” da União, poderíamos parafrasear o bispo, dizendo:

Quando os alemães nos propuseram o Euro, nós tínhamos a soberania e eles a moeda; agora, eles têm a soberania e nós nem sequer temos a moeda.

Grécia, Europa, vamos ao que interessa…

Não entrei no circo mediático em torno da Grécia. Percebo o interesse, fui lendo aqui e ali diferentes argumentos técnicos e ideológicos, mas nunca tive grandes dúvidas que a Grécia iria continuar no Euro, pelo menos para já, desde logo por razões internas, apesar da vitória eleitoral do Syriza, a saída da moeda única não constava do programa de governo, muito provavelmente por saberem que a maioria dos eleitores gregos não querem ouvir falar no assunto. Por outro lado a U.E., por muita influência que a Alemanha possa ter, é mais que que a mera vontade de Berlim, não poderia expulsar um país, porque isso não está escrito em qualquer tratado e nem mesmo Angela Merkel queria ficar com o odioso para si. Todos cederam politicamente um pouco, permitindo agora continuar a discussão se Bruxelas obrigou o governo grego a recuar no seu programa  ou pelo contrário, Tsipras e Varoufakis abriram um precedente na U.E., posição esta muito oportuna para fins eleitorais em Portugal e Espanha. [Read more…]

Os crimes da troika

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«Há centenas de pessoas que morrem todos os meses porque não têm acesso a cuidados de saúde, mas essas mortes não aparecem em lado nenhum. Mas nós, os médicos, nós sabemos.» – Um médico grego entrevistado pelo jornalista alemão Harald Schumann (doc estreado há horas aqui).

Que a Alemanha reembolse a Grécia já!

Kai Littmann

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© Bundesarchiv via Wikimedia Commons

[Nos anos 1980, o alemão Kai Littmann passou um ano na ilha grega de Creta, numa aldeia recôndita onde não havia electricidade. Um dia, um velhote grego mostrou-lhe um cemitério onde haviam sido enterrados 150 resistentes gregos, fuzilados pelos nazis durante a Segunda Grande Guerra, e explicou-lhe alguns factos da História. As gerações alemãs (mas nem só) nascidas depois da Grande Guerra ignoram muita coisa que aconteceu, incluíndo os crimes de guerra perpetrados pelos nazis na Grécia, que não figuram nos manuais escolares de História. Não admira por isso que ninguém perceba muito bem do que falam os gregos quando agora, pela mão do Governo recentemente eleito, reclamam o pagamento de uma dívida que os alemães têm para com eles. Uma dívida que, ao contrário do que tem sido sugerido pelos media que chegam a Portugal, não corresponde a reparações de guerra, mas a um roubo. S.A.]

Para perceber de que dívida se trata (essa mesma cuja urgente liquidação o actual Governo grego reclama) é preciso saber que em 1942 os nazis obrigaram o Banco da Grécia a acordar-lhes um “crédito” de valor equivalente a 476 milhões de marcos da época, o que hoje, acrescido de juros de mora, soma algo que pode ascender aos 70 mil milhões de euros. Uma dívida que a Alemanha afirma ter honrado em 1960, quando transferiu para os cofres do Tesouro grego a quantia de 115 milhões de marcos. Sucede que esse valor foi na verdade pago a título de indemnizações às vítimas do nazismo na Grécia, que foram muitas, e não tem nenhuma relação com a dívida de que aqui é questão. [Read more…]

Comer e gostar

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Muito elogiou Bruxelas as políticas de austeridade portuguesas! E também numerosos ministros do grande Norte se desfizeram em elogios. O governo português, por seu lado, aplicava com prazer tais medidas – com umas lagrimitas de crocodilo à mistura – e dizia que eram boas as suas políticas. E melhores ainda as obrigações que, a cada dia, os “parceiros europeus” acrescentavam a essa austeridade. Mais sacrifícios, mais pobreza logo, para o governo, mais deleite. Mais humilhação, mais gozo.
A propósito: chama-se coprofagia ao hábito, que certos animais apresentam, de ingerir excrementos. Já quando se trata de humanos, este hábito, neste caso designado coprofilia, sendo categorizado como patologia, traduz-se no prazer em ingerir fezes ou, no caso de práticas sexuais de dominação, impor ao submisso a deglutição de matéria fecal. No melhor dos mundos coprofílicos, dominante e dominado encontram, cada um a seu modo, prazer.
(a imagem não é simpática, mas há dias em que a paciência se esgota)

Quando não se consegue imaginar a possibilidade de dizer não, não se está a negociar

Varoufakis explica o acordo e como se escreve a palavra negociar, legendado em português.

Memória vigilante

Não, não sou anti-alemão nem nada que se pareça. Mas procuro também não ser ingénuo. Estamos e queremos continuar em paz, mas convém não ter memória curta. Esta citação não é uma provocação nem se ignora a diferença de contexto. Mas talvez seja bom para todos (todos!) lembrar tempos não muito antigos, uma certa maneira de ver:

Fazemos unicamente o que convém ao nosso povo e, neste caso, o interesse do povo germânico consiste no estabelecimento de uma rigorosa ordem alemã nestes países, sem prestar a menor atenção às reclamações, mais ou menos justificadas, das pequenas nacionalidades” ( Joseph Goebbels)

“Espanha e Portugal tentaram bloquear o acordo”

Tal como a Carla noticiou em primeira mão, a Skai TV, que faz parte de um dos maiores grupos de media da Grécia, afirma que “Espanha e Portugal tentaram bloquear o acordo” da Grécia com o Eurogrupo.

Aqui fica o link e uma captura de ecrã para que esteja documentada a canalhada a que estamos sujeitos.

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Tradução Google, fraquita, mas pode-se sempre ler o original em grego.

PS: o fuso horário da Grécia é Lisboa + 2 horas.

Adenda: Ouça os comentários dos intervenientes no vídeo seguinte:

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Um Exército de Mentecaptos

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Qualquer dia recebem um oscar ou um bafta ou acções do BES.

Até na Noruega já lhe ouviram os latidos

Passos Coelho “ergue-se sobre as patas traseiras” – escreve um jornal.

Teoria da Tradução: temos de enfrentar o fato

Expresso, ao traduzir excertos do discurso de James Comey na Universidade de Georgetown, apresentou (há cerca de uma semana) uma proposta, no mínimo, ousada.

Comey disse:

We need to come to grips with the fact that this behavior complicates the relationship between police and the communities they serve.

Expresso traduziu:

Temos de enfrentar o fato de que esse comportamento dificulta a relação entre a polícia e as comunidades que servem.

enfrentar o fato

Muito bem.

Por seu turno, o Diário da República continua em excelente forma.

o fato

Felizmente, “em Portugal, as novas regras estão a ser aplicadas sem atropelos“.

Correspondência entre Atenas e Berlim

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A carta de Varoufakis a pedir mais seis meses de financiamento.
Schäuble diz que não.
[em Inglês]

Dijsselbloem meets Miguel Relvas

Eurogrupo           Foto@Freedom Bytes

Jeroen Dijsselbloem, ministro das Finanças holandês, presidente do Eurogrupo e ponta de lança do Austeridade FC, foi apanhado num momento Miguel Relvas: o seu CV referia um mestrado em Economia Empresarial pela universidade de College Cork, Irlanda, algo que, infelizmente para Dijsselbloem, nunca seria possível na medida em que tal mestrado simplesmente não existe na referida universidade.

Vamos imaginar, por breves momentos, que o CV aldrabado era de Varoufakis. Conseguem imaginar a tropa de choque do regime, montada nos seus unicórnios cor-de-rosa, bandeira com os focinhos de Hayek e Hitler em riste, a despejar chumbo grosso no alvo do momento? Seria épico mas, as far as we know, a cavalaria do regime terá que esperar porque o CV do Varoufakis é mesmo dele, não um embuste pseudo-académico relviano (acho que inventei uma palavra).

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O heliocentrismo negado pela aviação e pela estupidez

Fico sempre na dúvida se estes radicais islâmicos são apenas patetas ou se usam argumentos desta categoria para manter os seus correlegionários na infinita estupidez subjacente a qualquer radicalismo religioso. E, como de costume, os piores exemplos acabam sempre por chegar desse nosso estimado aliado que é a Arábia Saudita, a referência maior no financiamento do fundamentalismo islâmico.

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As manobras do poder

À hora a que escrevo, a Carta Aberta de Alexis Tsipras aos Leitores do Handelsblatt e o artigo Não há tempo para jogos na Europa somam entre si 12 mil partilhas no Facebook. Outros textos sobre o que se passa na Grécia são também habitualmente populares aqui no Aventar, indicando, claramente, que os portugueses não estão desatentos quanto ao desenrolar desta crise política europeia.

Há uma bola de neve que começou na Grécia e, tal como aconteceu com a expansão das revoluções da Primavera Árabe, pode tornar-se na avalanche que derrube a hegemonia nórdica, alemã, sobretudo. A popularidade destes textos, bem acima do habitual não só deste blog mas também do panorama nacional, aponta para que não estejamos apenas perante wishful thinking.

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A funda

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Não faltam, nestas e noutras páginas, referências comparando o confronto entre a Grécia e o directório comandado pelo governo alemão ao mito de David e Golias, usado como atraente metáfora. Acontece que a lenda do Livro de Samuel passa-se depois de a conversa ter acabado. Já não havia negociações. Era o momento. Por isso, o jovem David não perdeu tempo e partiu, com sucesso, para a calhoada. Quer dizer, se nos agrada a imagem, fiquemos cientes de que ainda não chegamos a esse ponto. Mas não faltará muito. A ver se o nosso David consegue.

Agora é a minha vez…

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Ainda não é desta que me irei pronunciar sobra a Grécia. Como dizemos em África, há que deixar correr o marfim… Mas indignou-me o noticiário das 14h na SIC-N. Federica Mogherini visitou Portugal, foi recebida por Rui Machete, a estação televisiva avançou para o Palácio das Necessidades, aturei quase 5 minutos do discurso do ministro e quando me preparava para ouvir a voz da senhora, qual Varoufakis qual quê, esta senhora deve ser o político europeu mais interessante nos dias que correm, que me perdoem os amigos aqui do blog, as senhoras até compreendo, mas de facto queria ouvir a voz da responsável europeia da política externa. Ainda por cima italiana. Depois admiram-se que os cidadãos estejam cada vez mais afastados das instituições europeias. A culpa é da comunicação social. Quando um político tem algo a dizer, um cidadão interessado como eu se predispõe a ouvir, o máximo que oferecem é um canastrão, sem que consiga recordar uma palavra ou sequer o assunto da conferência. Salvou-se a foto, ou pelo menos metade. Neste caso, prefiro a esquerda à direita…

O ultimato alemão

Conferência de imprensa de Yanis Varoufakis depois da reunião do Eurogrupo (16/02/2015). Em vez de se ler recortes criteriosamente seleccionados pela comunicação social, é de ouvir as declarações integrais do próprio (em inglês), bem como a sessão de perguntas e respostas.

Ouvir por exemplo que o governo grego estava pronto para assinar um documento de extensão do programa a troco de algumas condições, tais como não haver mais cortes das pensões mais baixas e não haver aumento do IVA durante esse prolongamento.  Mas esse documento foi retirado minutos antes da reunião do Eurogrupo começar, tendo sido trocado por uma versão anterior, da passada quarta-feira, no qual os gregos estavam a ser pressionados para assinar não uma extensão mas sim um novo programa, onde era pedido “alguma flexibilidade” nos cortes, sem explicitar.

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SSchäuble, ordem para matar

E o terceiro anjo tocou a sua trombeta, e caiu do céu uma grande estrela ardendo como uma tocha, e caiu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas.
E o nome da estrela era Absinto, e a terça parte das águas tornou-se em absinto, e muitos homens morreram das águas, porque se tornaram amargas.

Apocalipse 8:10-11

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E à terceira semana cessou o fogo de artifício (do cachecol à ausência de gravata, passando pela mentira dos arbustos), e a extrema-direita apontou a artilharia pesada. Paulo Rangel explica tudo hoje no Público, com uma franqueza exemplar: “O caso mais glosado, mas que não é sequer o mais iminente, é o do contágio dos extremismos de esquerda“.

Traduzindo: há que dar uma lição à esquerda grega, antes que pela Europa fora, a começar no estado espanhol, a esquerda comece, ó horror, a ganhar eleições. A ser irresponsável, como já afirma um monte de excrementos chamado SSchäuble, decidido a brincar à blitzkrieg sem força aérea.

Assim se demonstram vários factos, para os quais muito distraídos andamos: quem governa a Europa não é a direita, mas uma extrema-direita, ordo ou neoliberal, que quando sente ameaçado o edifício totalitário que subtilmente construiu e se chama federalismo, não hesita em mandar às urtigas o direito dos povos ao voto livre, que já não o era numa sociedade onde a informação é controlada pelo poder económico, mas fica assim bem claro como nunca o foi. [Read more…]

Não há tempo para jogos na Europa

Yanis Varoufakis

Yanis Varoufakis

ATENAS— Escrevo este artigo à margem de uma negociação crucial com os credores do meu país — uma negociação cujo resultado poderá marcar uma geração, e tornar-se mesmo um ponto de viragem quanto aos efeitos da experiência da Europa com a união monetária. [Read more…]

O Egito, o Egipto e o Estado Islâmico

Exactamente: o Egito e o Egipto. Efectivamente.

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O infiltrado fascista

Petro Poroshenko

Fico sempre muito comovido quando assisto a declarações do milionário ucraniano que os EUA adquiriram para servir os seus interesses nos jogos de poder em curso fronteira russa, posteriormente convertido em presidente da república daquele triste país transformado em ringue de boxe por russos e ocidentais. Como se já não chegasse serem governados pela extrema-direita que, apesar de extremamente violenta e perigosa, não desperta a obsessão pelo uso dos termos “radical” e “extremista” por parte dos Josés Rodrigues dos Santos desta vida, os ucranianos têm também que aturar este mercenário alinhado com os neonazis no poder chamado Petro Poroshenko.

Depois do encontro em Minsk, e de Poroshenko ter imediatamente afirmado não acreditar que o cessar-fogo entre forças ucranianas e separatistas pró-russas fosse respeitado, a verdade é que, à excepção de pequenos incidentes que se verificaram durante o fim-de-semana, os beligerantes parecem estar empenhados em cumprir o acordo assinado na capital bielorrussa, o que poderá complicar os planos de imposição da tão pretendida lei marcial por parte dos fascistas ucranianos. A NATO vai ter que esperar.

Êxodo de treta

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O absurdo apelo de Benjamin Netanyahu para que todos os judeus do mundo fossem viver para Israel, não é só demencial; traduz a expectativa, muito em voga, que nos vê a todos como idiotas. Com esta patranha, o governante israelita quer fazer passar a ideia de que todos os judeus são sionistas e, portanto, solidários com todos os desmandos que por lá se fazem.

Para além dos imperativos da realidade física – eles não cabiam todos lá…-, talvez seja útil lembrar o governo Israelita que os judeus da Diáspora têm, há muitas gerações, as suas próprias pátrias, elas próprias muito mais reais que a ficção que era Israel enquanto país. E o facto dessas pátrias os terem tratado, em muitos momentos da História, com a violência que conhecemos, nada tem a ver com a existência ou inexistência de Israel, nada tem a ver com “este” Israel. Tem a ver com razões muito mais complexas, que aqui não se discutem, a não ser lembrando que as perseguições que os judeus sofreram em muitos países da Europa têm muito mais a ver a barbaridade e os interesses torpes dos perseguidores que com qualquer demérito ou culpa dos perseguidos. [Read more…]

Arrufos

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- Pedrito, apetece-me algo.
- Senhora, vossos desejos são ordens para mim.
- Traz-me um copo de água!
- Sim, vou já privatizar!
[via maquinistas.org]

 

Se o Podemos ganhasse…

 Ricardo F. Colmenero

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Se o Podemos ganhasse as eleições, defende o doutorado pela Universidade de Navarra Miguel Carvajal, deixaria Espanha com uma taxa de desemprego de 25%. A corrupção estaria tão instalada na sua estrutura que até o seu tesoureiro pagaria envelopes com dinheiro negro a MonederoErrejón e Pablo Iglesias, para não falar das obras de remodelação da sua sede. Defende Carvajal que, se o Podemos ganhasse as eleições, os seus ministros acabariam a trabalhar para as multinacionais às quais beneficiaram através de concursos fraudulentos. Tornar-se-iam banqueiros que ludibriam reformados, analfabetos e cegos. E criariam cartões de crédito com dinheiro negro para comprar putas e lingerie.

Se o Podemos ganhasse as eleições, gastar-se-iam milhões para erguer edifícios inúteis, redes ferroviárias, estradas e aeroportos com orçamentos inflados. Aos presidentes das regiões autónomas sairia a lotaria. Muitas vezes. Viveriam em Palacetes, velejariam com narcotraficantes, abririam contas na Suíça e teriam testas-de-ferro que guardariam o dinheiro em latas de Cola-Cao enterradas no jardim. Defende Carvajal que, se o Podemos ganhasse as eleições, haveria mais de 2.000 políticos arguidos, o seu presidente falaria num televisor de plasma, reunir-se-ia com ditadores acusados de crimes contra a humanidade, e venderia armamento a países acusados de violar os direitos humanos. [Read more…]

Grécia, Portugal – A Luta É Internacional #2

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15 de fevereiro, domingo, jornada internacional em resposta ao apelo lançado a partir da Grécia, pela realização de manifestações de solidariedade com o povo grego e de repúdio pela hostilidade das instituições europeias.
Lisboa – 15h Largo de Camões

Mais informações aqui

Federalismo europeu para tótós

O neoliberalismo não dominou a Europa através de um partido, de uma acção clara, democrática, porque na sua essência tenta precisamente subverter a democracia de forma discreta, quase invisível. Vivemos dominados por ele e não damos por nada, o que é pura ideologia é-nos vendido como sendo uma “solução natural”, inevitável, lógica. O neoliberalismo é uma ideologia clandestina, tão subtil como isto:

Um desses autores é Friedrich Hayek, a grande referência intelectual de pessoas como a senhora Thatcher e que escreveu este livro, ‘O Caminho para a Servidão‘, que tem um capítulo sobre as perspectivas da ordem internacional.
Este capítulo tem uma citação de Lord Acton, uma referência muito conhecida do pensamento liberal, em epígrafe E eu queria ler-vos essa epígrafe: “de todos os controles à democracia, a federação tem sido o mais eficaz e o mais adequado. O sistema federalista limita e restringe o poder do soberano, dividindo-o e atribuindo ao governo apenas alguns direitos bem determinados. É o único método de condicionar não só a maioria, mas também o poder do povo“.

José Castro Caldas desmonta uma dessas facetas, a da federalização anti-democrática que vivemos. Quinze minutos a não perder.

Via Ladrões de Bicicletas.

“Regras são regras”, diz Merkel…

… mesmo quando são arbitrárias. «O senhor Abeille inventou este número [défice de 3%] “em menos de uma hora, nas costas de um envelope”».