o dia de são lourenço é a festa de Vilatuxe

São Lourenço de Vilatuxe, mártir cristão, patrono de Viletuxe

Parte de um livro que escrevo na actualidade

O reino da Galiza tinha já sofrido diversas invasões. Como nas lembranças sociais de Victoria, nas de Pilar há também uma memória social que as repete. Mas, ao contrario que no caso de Victoria e os seus pares. Porque para Victoria, a Conquista é uma benção que permite que um povo Nativo, seja primeiro um Reyno, depois um Estado e República independentes, autónomo. O que, como Pilar, a sua família e os seus pares, sabem que não é assim na Galiza. A Galiza é Celta, é Romana, é Sueba, é Visigótica, é Castellana, é Lusa, é Española, é autónoma, como Estado parte do Estado Español, entre os séculos antes de Cristo e o dia de hoje. [Read more…]

Uma pequena achega para a história do cartoon em Portugal

Uma obra prima do grande Abel Manta. Criada logo no pós 25 de Abril (1974, nada de confusões) e que marca no humor nacional o tempo em que muito boa gente publicava anúncios nos jornais garantindo não ter tido nada, absolutamente nada, nem um bocadinho, de participação no regime na altura acabado de depor. Aliás, nesse tempo mesmo muito remoto, ninguém tinha alguma vez aplaudido o tal de Salazar.

Nesse tempo vincou a expressão vira-casacas, e  era mais por medo acorriam ao alfaiate. Mais tarde, ficou o clássico oportunismo, não caracterizando exactamente alguém se faz às oportunidades.

Estando as oportunidades, agora novas,  um bocado queimadas como expressão caracterizante do mesmo espírito e prática, temos de criar outra. A base para a inspiração é imensa. Não me afoito.

Claro que isto não vem exactamente a propósito das últimas ocupações umbiguistas do Paulo Guinote, embora me pareça que anda com falta de ilustrações para alguns dos seus postes (a malta é de História, ele é um bocadinho mais novo).

Mas estou de férias e apeteceu-me preparar uma aula para o ano lectivo que vem. Vícios.

A cona da mãe de Luis Horta

Pelos vistos, a ofensa de Carlos Queirós a Luis Horta, durante o estágio da Selecção, resumiu-se a algo como isto: «Se fosses fazer o controlo anti-doping na cona da tua mãe!»
Compreende-se que Luis Horta não tenha gostado e que tenha ido fazer queixinhas ao seu superior. Afinal, mãe é mãe e, imaginando-se a frase no seu sentido literal, a cena não se torna lá muito agradável.
Mas sejamos sinceros: em nenhuma parte do mundo essa frase seria justa causa para despedimento, sobretudo num mundo com as características do futebol (e já se esqueceram quem é Luis Horta?). Nem sequer uma razão atendível, seja lá isso o que for.
Querem despedi-lo por maus resultados e mau futebol? Força, mas então não inventem outras razões.

Nossa Senhora das Portagens

Apareceu numa azinheira na Área de Serviço de Alvão (norte) da auto-estrada (a pagantes) A7, ali entre Ribeira de Pena e Vila Pouca de Aguiar. Confesso-me espantado, já eu vira muitas obras de arte nas Áreas de Serviço de muitas auto-estradas. Nunca antes tinha vista uma Nossa Senhora das Portagens (só pode ser). Ainda bem que o Estado é laico e católico ao mesmo tempo…

Ter memória e…

… ser agradecido! Obrigado por tudo, Deco!

A Google trocou o “do no evil” por “do money”?

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Depois do “Do no evil!” estará a Google a entrar numa nova fase? Andará o dinheiro, a tentação do poder e do controlo a subir à cabeça dos senhores que fizeram o maior sucesso empresarial do mundo dos últimos dez anos? Esqueceu a Google o poderoso contribuiu – suportado na neutralidade da internet – que os utilizadores dos seus serviços tiveram para ser o colosso que é hoje?

Pensará que o pedestal onde foi colocada não lhe pode ser retirado um dia, quando o “do no evil” estiver morto e enterrado?

Pensará que apenas por ser uma proposta Google, o mundo vai levantar-se num clamor e aplaudir? Acharão mesmo que o futuro da internet ou de uma qualquer rede mais ou menos parecida passa pela criação de divisões entre os ricos e os pobres? Acreditam realmente que uma melhor internet e uma melhor distribuição de dados passa por criar uma divisão entre quem paga e não paga?

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Há judeus com cara, há sim senhor

É fatal: escrevo duas linhas sobre sionistas e na caixa de comentários aterra a brigada mossad. Limpinho.

Como não tomo uma parte do povo judeu pelo seu todo, fica aqui um exemplo de que nem todos os judeus evoluíram para sionistas. Norman Finkelstein é atacado por uma jovem chorando lágrimas de crocodilo, e responde-lhe a doer:

E assim fica demonstrado haver quem saiba honrar a memória dos seus pais.

vídeo legendado em castelhano, via Renato Teixeira.

Ainda o romance de Lúcio e Rosalina

Tudo o que se tem escrito e dito nos últimos dias na comunicação social, sobre o assassínio de Rosalina Ribeiro, é estranho, mesmo muito estranho. E merece que revisitemos o tema.

Em primeiro lugar, o assassínio foi ocultado à opinião pública, desde Dezembro de 2009 e apenas há dias, poucos, começou a ser notícia de primeira página dos jornais e dos noticiários televisivos em ‘prime-time’. Estranho!

Em segundo lugar, dá-se conta que o assassínio ocorreu pouco tempo depois de um encontro de Rosalina com o seu advogado, Duarte Lima. Desapareceram apenas documentos, inclusivamente de identificação de Rosalina. As jóias ficaram. Muito estranho!

Para adensar a suspeita da relação de Duarte Lima com este caso, hoje proliferam na imprensa, jornal ‘i’, Publico e  TVI, notícias das declarações de Olímpia Feteira, filha do empresário e também ex-administradora da Covina. Diz Olímpia que, no espaço praticamente de 5 meses e com início em Janeiro de 2001 – o pai morrera em Dezembro de 2000 – foram feitas transferências de cerca de 5,25 milhões de euros, a favor de Duarte Lima. É também uma estranha intumescência!

A filha do empresário, que estava em disputa judicial com Rosalina, alega nunca ter visto o conhecido advogado em tribunal e que honorários de 5,25 milhões de euros em 5 meses são, de todo, injustificáveis.

A confirmar-se a realização das avultadas transferências, Duarte Lima, em nossa opinião, tarde ou cedo, terá de a explicar. O valor parece, de facto, absurdo, por elevado. Ou então Duarte Lima é dos advogados mais caros do mundo, ou até o mais caro do planeta, e ninguém em Portugal sabia. São as tais preciosidades do tecido humano-político e profissional em que a nossa terra é fértil.

O Ramadão Que Deveria Haver Em Cada Um De Nós

Começa agora o mês sagrado do Islão.

Para nós, os que não somos Muçulmanos, o jejum alimentar é a parte mais visível do Ramadão. Durante este mês, os crentes não podem comer nem beber, entre outras coisas, entre o nascer e o pôr do sol, com honrosas excepções.

É um dos pilares do Islão, e serão cerca de dezasseis, as horas diárias de jejum.

Há porém uma parte escondida neste jejum, da qual nós, os que não somos Muçulmanos, não falamos.

Mas não são os fiéis que a escondem, somos nós que não a queremos ouvir. Talvez que não nos convenha.

É que o jejum não se limita a ser físico. [Read more…]

Novas Ligas

Ainda agora o esférico começou a rebolar-se no relvado, e já uma equipa de luxo deu o primeiros toques e ameaça a concorrência na arte de bem comentar.

Na Liga Aleixo.

não se importe, não fica obrigado

a solidão do escritor

Para os amigos que apresentaram os meus novos livros… e para os que ouviram a apresentação, essa, a minha família inventada… em memória desse dias em que eu tinha amigos…

É comovente, é difícil de entender, e voltar a ser criança, é uma festa que parece não ser merecida. É um presente. Esses embrulhos amados pelas crianças. Especialmente na época do Natal. Essa impaciência pela surpresa do que deve estar dentro dos pacotes/embrulhos ai. Impaciência que nem deixa dormir em paz. Impaciência do imaginário. O que será, o que há dentro do pacote? Uma carícia, um mimo, uma maré de seres humanos? Os mais novos sempre ficam à espera dessa noite de Natal, com ou sem consoada. Os mais velhos voltam a ser crianças a partir do momento que sabem, como eu, que deve haver uma festa, tudo por causa de livros. Ideias usadas apenas pelos que têm esse pensamento, por mim denominado doutoral e não pensamento do povo ou vulgar. Povo ou vulgar, por outras palavras, pensamento válido da mente cultural, outro conceito criado por mim, o que me dá direito de autor.

Quem deve aparecer, o que vão dizer? Parece-me que os livros são bons, têm sido muito trabalhados, muito pesquisados, muito provados. Dos dois que vão ser apresentados, há um que parece ser igual a um anterior, só por causa do título. Será que vão ler o conteúdo para reparar que é substancialmente diferente? A impaciência do adulto feito criança perante o segredo e o silêncio eterno dos que preparam a festa.

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Concurso de Professores prolongado


Só pode!
A menos de um dia de terminar o prazo e o sistema está indisponível durante horas.
E a pobre contratada que esteve durante quatro horas a preencher o boletim e, no fim, nada ficou gravado. Haja vergonha!

a Joana da Figueira e os rapazes da Madeira

violência familiar:uma testemunha

Para as crianças vítimas de violência familiar

Sabemos que o mito que orienta o nosso comportamento é o da Sagrada Família definida pelos cristãos romanos: um pai que trabalha, uma mãe a tomar conta da vida doméstica, uma criança que brinca com os seus pares e ensina aos eruditos do Templo de Jerusalém, por brincalhão, sorridente e sábio que é ao ponto dos pais ficarem impressionados. Ideais conhecidas por nós da cultura romana e faladas por mim nesta coluna imensas vezes. Reiterada, para lembrar sempre o necessário respeito incluído na interacção dos seres humanos, seja qual for a sua idade e a sua geração. Esse respeito que precisa de ser entendido como a conversa entre adulto e criança, com ideais e palavras definidas pelo entendimento do mais novo. O mito serve apenas para nos indicar da necessária bondade e educação que esse adulto transmite ao mais novo. No denominado Decálogo ou Dez Mandamentos, existe uma frase que manda respeitar pai e mãe. Mas, não há retorno: em lado algum é possível ler honrar as crianças. Pode-se comentar que todo o Decálogo tem por objectivo organizar o contexto de bem-estar para o conjunto do grupo social. E, sem qualquer dúvida, receio do esquecimento dos pequenos no conjunto da vida social. Diz Freud em 1885 que a criança  é todo ser humano desde a concepção até o começo do entendimento aos cinco anos de idade. Procura o seu divertimento ideal e erótico e a subtracção à morte, o que denominou Eros e Thanatos, para surpresa do mundo científico e do mundo social em geral. Até ao dia de hoje. Em 1966, um seu seguidor, Wilfred Bion, contradiz e para definir que o ser humano, criança ou adulto, tenta confrontar a dor para aceitar a humilhação a que a vida definida por Adam Smith, John Maynard Keynes, Margaret Thatcher, Ronald Reagan,

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A evolução da espécie sionista

A comunidade sionista portuguesa está indignada com este cartoon de André Carrilho.  Infelizmente não se notam sinais de estarem indignados com a sua própria história, em que de vítimas passaram a carrascos.

Tomem lá mais este do mesmo autor, e façam lá o papel de coitadinhos, já que vos falta uma coisa na cara: a vergonha, é claro.
http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=12358444&server=vimeo.com&show_title=1&show_byline=1&show_portrait=1&color=e08a00&fullscreen=1&autoplay=0&loop=0

Israel: Pirates from Spam Cartoon on Vimeo.

A propósito do romance de Lúcio e Rosalina

Nos últimos dias, a imprensa notícia e comenta amiudadas vezes o assassínio em Dezembro de 2009 de Rosalina Ribeiro, nas proximidades do Rio de Janeiro. Tinha sido amante do empresário e milionário Lúcio Tomé Feteira, falecido em 2000. O jornal i na edição de hoje revela alguns detalhes das vidas e da ligação amorosa das duas figuras.

Lúcio Tomé Feteira foi meu patrão, na antiga Covina. Há alguns méritos na história do industrial. Contestou a política de condicionamento industrial salazarista e pagou a ousadia com um exílio no Brasil.

Ao saber aproveitar o financiamento do sogro, teve meritória acção na iniciativa e liderança do processo de introdução da indústria mecânica de chapa de vidro em Portugal. Sucedeu Justamente em 1936, através da fundação da Covina – Companhia Vidreira Nacional. Após o 25 de Abril, uma fatia de 80% do capital da vidreira, proporção pertencente a empresários portugueses, foi nacionalizada. Os restantes 20% mantiveram-se em poder da companhia francesa Saint-Gobain; mais tarde, em processo de privatização, a referida multinacional adquiriu ao IPE os 80% de capital que lhe faltavam e ficou proprietária absoluta da empresa. O nome Covina viria, pois, a volatilizar-se.

Vale a pena analisar os efeitos da privatização citada. No tempo dos accionistas portugueses e mesmo com a empresa maioritariamente nacionalizada, a Covina empregava cerca de 1.200 trabalhadores, em Santa Iria de Azóia. Hoje e desde há mais de dois anos, a produção  está paralisada e aquilo que foi uma fábrica de muita gente laboriosa não passa de um armazém com cerca de 30 trabalhadores ou “para-trabalhadores”.

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Expensive parking…


O aeroporto de Beja “já está” operacional”, mas apenas para aviões sem passageiros. Excelente notícia, a EMEL bem podia apoderar-se da infraestrutura, um luxuoso parque de estacionamento. A Bragaparques estará interessada?

Já agora, aproveitem o espaço e arrendem-no à USAF, de modo a poder ali ser instalada uma base para drones.

Concursos de professores – a trapalhada do costume

Acaba na quinta-feira, pelas 18 horas (por que será que tem de terminar às 18 horas se todo o processo decorre via net?), o prazo do concurso de professores para o ano lectivo de 2010/2011.
Apesar de concorrerem apenas professores contratados e professores em destacamento por diversos motivos, as trapalhadas já são inúmeras. O «call-center» de apoio ao candidato está indisponível desde ontem – por isso ninguém pode esclarecer as suas dúvidas; e o site da DGRHE (Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação) está assustadoramente lento e revela falhas constantes. Ontem, uma candidata esteve duas horas a manifestar as suas preferências e, quando quis gravar, o impresso virtual foi ao ar e desapareceu tudo. Neste momento, já são muitos aqueles que não conseguem aceder ao site.
Não colhe, como é óbvio, a justificação de que está tudo a concorrer ao mesmo tempo. Ainda faltam dois dias e meio para o prazo terminar. E com uma única semana de prazo, é óbvio que tem de haver uma grande concentração seja em que dia for.

Professor Doutor

Continuando a explorar a informação do site do parlamento quisemos ver se a ideia de que na Assembleia da Republica predominam os advogados era real.

Assim sendo pegamos na informação disponibilizada por este serviço e criamos uma nova tag cloud usando o wordle.

Curiosamente, pelo menos para mim, também temos um grande número de professores entre os nossos deputados. Não é seguramente por falta de capacidade técnica e científica que os trabalhos no parlamento serão melhores ou piores.

A única alteração que fiz em relação à informação estava no site do parlamento no passado dia 6 e 7 de agosto foi mudar o género das profissões de forma a ser sempre a versão masculina.

Paulo Guinote v Santana Castilho: Cavalheiros, entendam-se!

Paulo Guinote e Santana Castilho são duas figuras de proa da Educação em Portugal. Dois professores que têm lutado por um melhor ensino e pela dignificação do estatuto da classe docente.

Com Paulo Guinote, no Umbigo, e Santana Castilho, no Público, aprendi a ganhar forças. Quando o cerco apertava e Maria de Lurdes Rodrigues e os seus capangas tentavam infligir-nos o golpe de misericórdia, estes dois homens ali estavam para nos dar forças, para denunciar, para desmascarar.

É por isso que me custa ver estes dois homens de candeias às avessas. Por causa de um artigo que Santana Castilho escreveu para o Público (e que o Aventar publicou como habitualmente) e que motivou a resposta de Paulo Guinote e o contraditório de Santana Castilho.

Não me interessa quem tem razão, porque quando as posições se exrtremam facilmente se percebe que a razão é de todos e não é de ninguém. O que me interessa, aqui, é lembrar um «pequeno» pormenor: o inimigo continua aí, à espreita, pronto a continuar a tarefa que Maria de Lurdes Rodrigues e os seus capangas não conseguiram terminar. Por isso, esta não é hora de divisões mas sim da união. Afinal, não estamos todos no mesmo barco?

Sem Internet no Alentejo e na Vida – Uf!

Vida serena, a de Ribeira das Vinhas, minha aldeia adoptiva. Tem cerca de quatro dezenas de casas dispersas. Nem sempre habitadas. Parte da população é flutuante. Os residentes fixos, ao todo, não excedem três dezenas e meia, com poucas crianças. Vivem na companhia de galinhas, patos, perus, coelhos, ovelhas e o porco; sim, o pobre porco condenado à matança no ritual da festança anual – Ah! E os inevitáveis cães. Amanham a terra e praticam a agricultura de subsistência.

Alfacinha de gema, sinto-me filho daquela aldeia alentejana. Hoje não tem sequer um estabelecimento aberto. O último a encerrar foi ‘a venda’ do senhor ‘Maneli’. Não escapou ao furacão feroz e omnipresente das superfícies modernas, na cidade mais próxima. Com o fecho da loja, evaporaram-se os fins de tarde regados a tinto ou cerveja, acompanhados de torresmos caseiros, azeitonas e do casqueiro alentejano; e ainda de farpas e queixumes contra políticos, esquecidos daquela gente. Excepto em tempos de campanha eleitoral, claro.

O espírito de aldeão transformou-se em deleite do meu dia-a-dia alentejano, embora tenha de percorrer 3 km, até Galveias, para tomar um café. É um hábito mais, cumprido sem sacrifício, diga-se. Dois dedos de conversa no café e, de regresso a casa, repito uma das praxes diárias. Acciono o portátil, acedo à Internet. Só que naquela malfadada tarde, e de súbito, a ‘net’ despejou-me ou despejou-se do computador. Verifico o ‘modem’ e confirmo a existência do sinal, via ADSL. “Bom, a merda do computador pifou!”, desabafo de mim para mim. Desfalcado de meios de sobrevivência de cibernauta, fiquei destroçado e em ebulição. Tive vontade de destruir tudo à minha volta. Ímpeto passageiro.

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Nadadores-Salvadores, Uma Espécie de Trabalhadores Sem Formação Adequada?

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OS NADADORES-SALVADORES QUE TEMOS

Hoje, num dia de uma temperatura alta, diria mesmo, num dia escaldante, resolvi ir almoçar a um restaurante de praia, daqueles onde ainda se consegue comer com um custo baixo.
Atravessei Leça em direcção ao Cabo do Mundo, e, antes da pista de Karts, resolvi parar. Praia, restaurante e aparcamento remodelados recentemente.
Prato do dia, que isso eles também têm para preços económicos, massa com molho de tomate e frango. Bastante bem servido, a quantidade dava perfeitamente para duas pessoas. Pelo mesmo preço, também servem a sopa e uma bebida à escolha.
Para adiantar pormenores, e encurtar a história, devo dizer que comi tudo a que tinha direito, que era uma hora da tarde, e que a esta hora, quatro da tarde, ainda estou «enfartado».
Ao meu lado, no restaurante, um nadador-salvador. Rapaz dos seus vinte e poucos anos, bem constituído, alto e moreno do sol. Comeu o mesmo que eu, com a diferença de que, enquanto eu deixei alguma comida no prato, tanta ela era, ele comeu até à última partícula. No fim, do mesmo modo que eu, tomou um café. Levantou-se, saiu e logo de seguida foi substituído no repasto por uma nadadora-salvadora, que curiosamente comeu o mesmo que ele. Não fiquei à espera de saber se tinha comido tudo até final.
Agora, depois de ter presenciado isto, pergunto-me: [Read more…]

Nem se Via o Sol

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Neste fim de semana resolvi ir dar um passeio pelo Douro Vinhateiro. Meti-me a caminho, no sábado após o almoço, que a carteira só dava para um dia de folga e no sábado de manhã ainda há quem trabalhe.
Tinha marcado estadia para uma unidade hoteleira muito boa entre a Régua e o Pinhão, e ansiava por lá chegar e deitar-me ao sol, na piscina de onde se vê uma curva e mais um bocado do rio.
No Porto estavam trinta graus e o calor apertava.
Auto-estrada fora, ar-condicionado ligado, velocidade de cruzeiro de cento e dez, cento e vinte e um sorriso nos lábios.
O termómetro do carro marcava já trinta e oito, e a subir, como eu, na IP4. O sol nem se via graças a algumas nuvens. Trinta e nove, quarenta, mas dentro do carro estava-se bem.
Chegados ao alto do Marão, resolvi parar. Abri a porta do carro e um sopapo de ar quente atingiu-me, misturado com o cheiro a incêndio. As nuvens que eu via a tapar o sol mais não eram que fumo dos inúmeros fogos espalhados pela região. Continuei o meu caminho já com uma atenção virada para essa realidade.
Chegado ao hotel, ainda tentei ir para a piscina, onde a exemplo de todo o caminho e também das horas que se seguiriam, o sol não se via e o chão estava coberto de cinzas, juntando a isso um calor abrasador.
Já no quarto e ligada a televisão, soube que muitos dos incêndios tinham começado de noite (????) e [Read more…]

a criança, esse valor de câmbio

uma das crianças sujeitas ao que anda na moda: a pedofilia

Para a escola de Belas

Estou empenhado em duas lutas, em duas frentes diferentes. Um, é mostrar aos leitores, como pensavam os fundadores da nossa ciência da Antropologia, especialmente em etnopsicologia da infância; a outra, em desmascarar os adultos abusadores de crianças. Este texto tem por objectivo a luta por crianças sãs e a viverem no seu lar.

O que acontece na faixa de Gaza e quotidianamente no Afeganistão, esses Talibãs que não apenas matam, mas abusam das crianças. Como na Madeira….

Temos hábitos. Hábitos de conceitos. Hábitos de significados. Hábitos emotivos. Os primeiros, são de grande facilidade de definir: um conceito diz o que uma coisa é, uma actividade ou um facto. O significado, diz-nos a abstracção dessa realidade. Como valor, o tempo usado em fabricar uma mercadoria. Como câmbio, a utilidade de trocar um bem que eu faço por um bem que não tenho, intermediado pela abstracção dinheiro ou capital. E fica assim, rapidamente tudo definido e no seu sítio racional. Os emotivos, nem conseguem ser hábitos. Ou, por outra, temos o hábito de ter emoções e sentimentos, como referi no jornal de Julho deste ano. Texto que referia conceitos abstractos de sentimentos. E, como refere a dedicatória, bom para o que eu costumo denominar processo de ensino e aprendizagem.

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As amigas são para as ocasiões


Cândida Almeida travou equipa mista liderada pela PJ para investigar o Freeport

Como Se Fora Um Conto – A Minha Tristeza e a Dona Ana da Casa Grande

Se estiver triste ou alegre ou se se sentir assim-assim, ou ainda se estiver mais sensível do que de costume, não leia. Esta é uma história penosa.

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É quase noite e é forte, a dor da tristeza. É sempre assim, não importando a razão porque se está triste. Desta vez em nada é diferente. Estou triste, e o tempo que tudo cura demora a passar.

É chato o estar triste. E ainda por cima as pessoas olham-nos de través e se tiverem oportunidade, fogem de nós. Para tristeza, basta-lhes a que carregam, não precisam de se aborrecer com a dos outros. Até eu me olho de través, e nessas alturas, se pudesse, ia-me embora de mim, e não voltava.

«Lembro-me que nos meus tempos de miúdo, perto da casa de meu avô, vivia uma senhora que estava sempre triste. Era uma mulher muito rica que vivia sozinha num enorme casarão, sem marido, sem filhos, sem qualquer familiar. Chamavam-lhe dona Ana da casa grande. À sua passagem, falava-se baixinho, comentando o que ninguém sabia. Amores antigos e impossíveis, diziam uns, enquanto outros se inclinavam para as hipóteses de assassinatos múltiplos, [Read more…]

Contadores de Verão

film strip - Contador de incêndios

A notícia: «Mais de 2000 incêndios nos últimos seis dias em Portugal continental», Público, 07.08.2010

E também:

  • «Falta de dinheiro retira vigilância do Parque Nacional da Peneda-Gerês», TSF, 06 de Agosto de 2010
  • «Continua activo incêndio no Parque Nacional Peneda Gerês», i, 08 de Agosto de 2010
  • «Fogo: Mata do Cabril em perigo na Peneda Gerês», i, 08 de Agosto de 2010

As habituais e inúteis soluções sazonais pela via legislativa: «Tutela quer penalizar abandono das florestas», RTP, 08 de Agosto de 2010. Que de resto já tinham sido tentadas, sendo de sublinhar que o próprio Estado se esquece de fazer a sua parte na limpeza dos seus baldios (notícias de 2009 e 2005).

Foto de fundo: Chevrolet

prostitución de crianças

reedito este texto en memória del amigo que me desafaria a escreve-lo

Devuelvan nos al niño!

(canção sem palavras)

Em memória de mi amigo Estevão Stoer, amigo durante anos, cujos comentários me desafiaram a escrever este texto. Como outros escritos da minha vida.

1. A ilusão da infância

Ilusão de quem? Do adulto ou da criança? O adulto tem pensado como deve ser uma criança. Tem desenhado as suas habilidades e aptidões, a sua inocência e a sua responsabilidade. A compilação de decretos eclesiásticos do Bispo católico Graciano, feita durante o século IX e convertido em Código no passado século XX, define à infância. Com essa inocência e irresponsabilidade civil e criminal, já conhecidas pelos meus leitores, à força de tanto martelar sobre o facto neste jornal. Napoleão Bonaparte, mandou também compilar esses textos, para o Código Civil que nos governa. [Read more…]

O Manel e a Maria


Recentemente foram publicadas as estatísticas da actividade dos nossos deputados. Essa é uma informação interessante na medida em que ter uma visão quantitativa do que fazem os nossos representantes é sem dúvida melhor do que não ter nenhuma ideia do que fazem.

Claro que, na minha opinião, este tipo de trabalho não seria feito só uma vez por ano, mas sim continuamente, nem teria que ser necessariamente feito pela A.R., podiam simplesmente dar-nos as ferramentas para nós, cidadãos, usando as ferramentas da web 2.0 fazermos nós próprios a nossa análise.

Como ainda não temos uma forma fácil de aceder à vastíssima informação que o site do parlamento disponibiliza, e quando digo fácil quero dizer à moda do sec xxi ou seja automatizável, referenciável, etc., um grupo de pessoas achou que podia contribuir na criação dessa infraestrutura.

Quem estiver interessado em pormenores técnicos ou nos dados que construíram esta, e outras, visualizações entre em contacto com esse grupo. Se só quiserem ver o resultado final fiquem atentos ao Aventar.

Ah!, a imagem é uma tagcloud de todos os nomes de todos os deputados cuja informação estava no site do parlamento no passado dia 6 e 7 de agosto.

António Dias Lourenço, O Segredo

O Segredo, um filme de Edgar Feldman.

António Dias Lourenço, (…), comunista, relembra os anos de encarceramento no Forte de Peniche, durante a ditadura fascista em Portugal, focando-se no episódio da sua evasão em 1954. É essa fuga, de uma coragem física notável, que o filme pretende mostrar. Percorrendo a velha cadeia de alta segurança e o que resta do antigo edifício, Dias Lourenço evoca as peripécias pelas quais passou para se evadir e mostra algumas das salas onde ele e os seus camaradas viviam diariamente. Foi depois de ter sido castigado a um mês de “segredo” (um cubículo sem luz destinado às piores reprimendas) que resolveu engendrar uma das mais bem sucedidas e espectaculares fugas.

Prémio Tóbis para o melhor documentário português de curta-metragem “DocLisboa 2008”

RTP

[clicar na imagem para ver o filme completo no youtube]

Prognóstico no final de um jogo:

A falta que Ricardo Costa vai fazer ao Benfica esta temporada.

Já agora: espero que a TVI seja multada. Se é para transmitir um jogo é com som e tudo, e não para deixar que os comentadores do Canal Benfica ocupem a cabine, embora lhes tenha escutado lágrimas, verdadeiras, escorrendo pela cara, o que provoca um ruído engraçado tal como esta frase,

O Benfica não mostrou a sua habitual capacidade goleadora

do Público, como rescaldo, também tem a sua piada.

Vai fazer uma falta do caraças.