Hoje dá na net: Solaris de Andrei Tarkovsky

Quando por aqui estreou este filme de Andrei Tarkovsky foi hábito confrontá-lo com 2001 Odisseia no Espaço. Já vi comparações piores. O mundo de Tarkovsky numa nave espacial, de uma beleza aterradora.

Ficha IMBD. Legendado em inglês.

SNS: A reforma à Macedo (II)

reforma do SNS (2)

A equipa do Ministro Paulo Macedo é constituída por génios. Prova de que estão atentos à necessidade de racionar, é o recurso a um sistema de sorteio na distribuição dos medicamentos. O que há é pouco e o medicamento como prémio é dado a quem a sorte aleatoriamente contemplar. E os outros? Sofrem e possivelmente alguns morrem. Sem remédios, não há outro remédio.

Angola, emigração e direitos humanos

O jornal ‘Público’, a propósito da emigração e integração no ambiente sociopolítico e económico de Angola, revela um série de opiniões de portugueses a viver naquele país; onde, dizem, não existir liberdade de expressão e ser caracterizado por corrupção endémica.

Ressalte-se a coragem do jornalista Miguel Madeira, pelas denúncias e duras críticas formuladas ao governo de José Eduardo dos Santos – o “Zézinho” antigamente e “Zedu” na versão pós-moderna; e a coragem é, a meu ver, tanto maior quanto é verdade que o jornal em que trabalha integra um grupo económico, presentemente envolvido em investimentos no mercado angolano. Anseio pela não reedição do triste episódio Pedro Rosa Mendes. A notícia em detalhe pode ser lida aqui.

Em jeito de defesa em relação eventuais comentadores críticos – alguns até injuriosos – a questionar se eu, português, tenho o direito de opinar sobre a vida política e social de Angola, desde já avanço com três argumentos:

Não se percebe, não!

Corsários da Barbária

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O Estreito de Gibraltar

Desde o declínio do Império Romano que os piratas Norte Africanos, conhecidos como piratas da Berbéria ou da Barbária, termo derivado da designação dada pelos romanos ao troço Ocidental da costa do Magrebe, atacavam navios mercantes e povoações costeiras mal defendidas, de forma indiferenciada, e buscando apenas o saque que daí obtinham. A partir do século XII a actividade dos piratas da Barbária ganha outros contornos, já que passa a integrar-se no contexto da guerra entre muçulmanos e cristãos, com o início dos ataques aos navios que transportam os cruzados para a Palestina e ataques às próprias povoações costeiras que lhes dão apoio.

Esta alteração legitima a sua actividade perante as autoridades do Norte de Africa e os piratas passam a ser considerados como corsários. As conquistas cristãs no século XIII no Al-Andalus e os êxodos de populações que se lhes seguiram, concretamente nos séculos XV e XVII, com a conquista do Reino de Granada, o estabelecimento da inquisição e a expulsão dos mouriscos, são a principal fonte de recrutamento para a actividade corsária ou corso.

De facto, a guerra aos cristãos levada a cabo pelos Andalusinos acaba por se transferir para o mar, estabelecendo-se muitos dos expulsos em núcleos costeiros de Marrocos, que se tornam autênticos “ninhos” de corsários que atacam permanentemente os navios e as costas da Ibéria. [Read more…]

Pais interessados, filhos preocupados

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Para Camila Iturra e Felix Ilsley, parte da minha descendência preocupada!

Não é por acaso que em 1924, Marcel Mauss falava, na Revista dos Sociólogos, l’Annéee Sociologique, IIª Edição, editado pela Editora Félix Alkan, Paris, que havia uma circulação de bens entre os seres humanos, circulação essa, baseada na acção que ele denominava gratuita ou recíproca, como comento no meu livro O presente, essa grande mentira social, Afrontamento, Porto, 2007.

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P183, o pintor que saiu do frio

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Chamam-lhe o Bankski por comparação com o artista de Bristol e ataca nas ruas de Moscovo. Consta que tem 28 anos e se chama Pavel, o que sabemos é que assina P183, e nos aparece como mais um génio das artes plásticas contemporâneas, feitas no único espaço onde a arte ainda faz sentido: a rua.

Deixo-vos também dois vídeos: [Read more…]

Um mundo de elefantes brancos

Que o Brasil ande deslumbrado com a sua nova condição de potência emergente, parece-me natural. Que o deslumbramento o leve a cometer os mesmos erros de muitos “novos-ricos”, parece-me pouco inteligente.

Há uma certa tendência para o exagero e para a celebração de nacionalismo bacoco na organização de grandes eventos mundiais. Os exemplos de Portugal, da África do Sul, etc., etc., deviam estar presentes quando o sonho se torna megalómano.

Mas acima de tudo, instituições como a FIFA ou UEFA deveriam ser mais contidas no plano das exigéncias, em vez de se portarem como uma espécie de FMI dos eventos e imporem condições tão exigentes que, para atingirem os fins a que se propõem, deixam agonizantes (ou, pelo menos, muito mais depauperados) os países que os acolhem.

Eu não quero pagar os estrangeiros das equipas madeirenses… nem do continente, claro!

Voleibol

São 15h. No pavilhão do Gueifães está a começar um jogo de voleibol entre o Gueifães e o Leixões. A equipa de matosinhos luta pelo primeiro lugar no campeonato nacional feminino e as maiatas procuram um lugar na fase final que vai disputar o título. A luta pelo quarto lugar é com o Braga e com o Castêlo da Maia.

Já apuradas estão uma equipa dos Açores, o Ribeirense e uma outra da Madeira – o CSMadeira. Ambas com um plantel quase constituído por atletas profissionais vindas do outro lado do atlântico.

Quando se sucedem as notícias que dão conta das dificuldades que os clubes da Madeira sentem para honrar os seus compromissos por força do aperto financeiro importa questionar que sentido faz a aposta insular na profissionalização das suas equipas com atletas estrangeiras.

Que o “meu” dinheiro seja usado para apoiar o desporto, tudo bem e em particular o desporto jovem, fantástico.

Que o “meu” dinheiro seja usado para apoiar os clubes que estando numa ilha têm dificuldades inerentes à descontinuidade geográfica, tudo bem na mesma.

Que o “meu” dinheiro seja usado para ir buscar brasileiras, entrar em campo com 6 estrangeiras profissionais que vão competir com equipas do continente completamente amadoras é que não!

Se a TROIKA não servir para nada, que sirva para moralizar a verdade desportiva.

Orquídeas III: Paphiopedilum

A viagem do Aventar pelo Universo das Orquídeas leva-nos hoje, depois das Cattleyas da América do Sul, até à Ásia.

Paphiopedilum

Paphiopedilum, Manuel Lourenço, Vila Nova de Gaia, Portugal

As Paphiopediluns estão distribuídas um pouco por toda a Ásia e aqui no cantinho que liga a Europa ao Atlântico chamamos a esta planta sapatinho, talvez pela forma do labelo central. Indo à origem latina da palavra Paphiopedilun encontramos uma referência à sandália de Vênus, que nos leva para um universo mais simbólico do que simplesmente sapatinho…

Cada planta entrega aos nossos olhos uma única flor de beleza singular que podemos observar em algumas das galerias disponíveis na web.

Volta para a tua terra

Hoje dá na net: Nostalgia de Andrei Tarkovsky

A obra-prima de Andrei Tarkovsky? todas as obras de Tarkovsky são a.

Com esta se abre um ciclo dedicado ao realizador soviético, cortesia da Mosfilm que tem colocado grande parte do seu acervo na net.

Ficha IMBD. Legendado em português (clique em CC para seleccionar a legenda).

Este golo é tão belo como a Vénus de Milo

espero que haja mais gente a dar por isso. Esculpido por Hugo Viana, num jogo entre o Braga e o Portimonense.

Father and Son

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=aVuX7znwqKw]
Portugal é uma república secular, peculiar; em Celorico de Basto, como aliás na Coreia do Norte, subsiste um enclave democraticamente governado por um pai que, pela vontade do povo, transmite o ceptro ao filho. Alegria é isto. Alegria é quando a vontade dos astros se alia à vontade do povo. Alegria. Progresso. Dinamismo!

No concelho mais pobre de Portugal…

Nem pão nem circo

Louvo a decisão de Passos Coelho: quem tira o pão em coerência também deve tirar o circo. Agora, e em coerência, espero os veementes protestos da Igreja: o Carnaval é uma festa tão religiosa como o Natal, ambas de origem pagã e a seu tempo adoptadas pelo cristianismo versão Vaticano.

O facto de esta medida apenas atingir a função pública (no privado, porque não se trata de um feriado, cada um sempre fez o que entendeu), tem um toque de crueldade socrática em ritmo de samba. E lá chegaremos ao fim do ano como o país da Europa que mais dias e horas trabalha e menos por isso recebe. Uma combinação perfeita para a festa final: esta gente vai sair vestida de alcatrão e penas, o traje mais que merecido. Vai ser um carnaval.

“Canção de Inverno”– Sara Bareilles e Ingrid Michaelson

Da corrente de ar frio vindo da Sibéria, abrigo-me no calor desta “Canção de Inverno”, plena de harmonia e reconfortante. No espectáculo, a que assistiriam Obama, Michelle e filhas, Sara Bareilles, em interpretação vocal e ao piano, e Ingrid Michaelson, apenas voz, são acompanhadas pela Banda da Guarda Costeira dos EUA.

O desempenho instrumental e as vozes de Sara e Ingrid fazem parte das companhias desta tarde fria, vivida em saboroso recanto.

The Offshores – Inner Light

Dizem que hoje é um dos dias mais frios do ano. Bom para ficar em casa, quentinho, a ouvir The Offshores, uma banda que não parece portuguesa, mas é. Um luxo!

4 de fevereiro de 1961

Mel de caju

manel cruz

A Isabel nunca andara na Faculdade, para falar tão bem nas traseiras do sentimento, mas foi criada de servir em Bissau, o que, numa aldeia do mato, era um curso superior. Isabel era uma mulher muito bonita, daquelas que são sempre futuro, ainda que a pele se engelhe. As suas formas afeiçoavam-se aos olhos, mais despindo a existência do que o corpo. Uma espécie de mulher à flor da pele, bem calculada por dentro. Mulheres nascidas de si mesmas, sem vida nos outros. Mulheres de além-desejo, voo de ave, caminhando fora dos passos. Isabel, um torvelinho de tonturas. [Read more…]

Hoje dá na net: Jethro Tull – Live at Madison Square Garden 1978

Aos 19:53 inicia-se o concerto propriamente dito.

Alinhamento:

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As Noites Quentes de Barcelos

As noites quentes de verão chegaram hoje a Barcelos; na Assembleia Municipal teria sido debatido o tema do século: a água.

 

Ah Carnaval, Ne Me Quitte Pas

NÃO HAVERÁ TOLERÂNCIA DE PONTO NO CARNAVAL, CUSTE O QUE CUSTAR

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NINGUÉM PERCEBERIA SE ASSIM NÃO FOSSE!

Ne me quitte pas

Kuwait invadido…

…pelos assessores presidenciais que tão bons conselhos e sapiência prodigalizam ao Prof. Cavaco Silva.

O Kuwait foi parte de uma República nos saudosos tempos do Senhor Saddam Hussein, mas tal felicidade foi sol de pouca dura, pois o emir regressou. Mesmo assim, pretendendo nomear um Leitão como embaixador português naquela Monarquia muçulmana, o Palácio de Belém tomou um lugar numa máquina do tempo e decretou um posto naquela  “antiga parte de República”.

Um simples fait-divers que passou despercebido a PPC e a PP. É a República Portuguesa no seu melhor. Viva…

“Cabo de São Vicente”

©Pedro Noel da Luz

A privatização do crime

José Manuel Fernandes está muito indignado porque é direito, aliás dever, de um funcionário público quando lhe é dada uma ordem ilegal exigir que tal seja feito por escrito (não é bem isto que ele cita, mas é isto que diz a lei). E pode cumpri-la sob protesto, ou mesmo recusar-se a fazê-lo, como manda o direito e os bons costumes.

A superioridade do privado em relação à função pública será então, na opinião do ilustre liberal, que um trabalhador (o que ele chamaria um “colaborador”) se lhe for dada uma ordem que infrinja a a lei a  cumpra, atento, venerando e porque a tal é obrigado.

Não devo estar a ver bem a coisa, mas se isto não é uma aceitação tácita da criminalidade (que tanto pode ser fiscal como muito pior, imaginem uma empresa de segurança) é pelo menos muito parecido.

Liberdade sem cultura e sem educação?

(Foto:blog A Devida Comédia)

Malraux dizia que “a Cultura é a soma de todas as formas de arte, amor e pensamento que, ao longo dos séculos, permitiram ao homem ser menos escravizado”.

Fico a pensar no meu país, evidentemente, que já nem Ministério da Cultura tem… -conforme a promessa eleitoral do PSD.

Dei-me ao trabalho de ler o Programa deste que é o XIX Governo Constitucional. A Cultura aparece como o último item, ocupando seis das 129 páginas. Segundo o governo, ela “constitui, hoje, um universo gerador de riqueza, de emprego e de qualidade de vida”. Balelas eleitorais. [Read more…]

Vasco Graça Moura, o Acordo Ortográfico e um país de lunáticos

Vasco Graça Moura, novo presidente do Centro Cultural de Belém, mandou retirar todos os conversores ortográficos dos computadores do CCB e determinou que fosse utilizada a antiga ortografia. Se Graça Moura, o poeta e escritor, pode ter uma posição pessoal sobre o assunto, é duvidoso que Graça Moura, o funcionário, possa impor essa visão aos trabalhadores subordinados apostados em cumprir a lei.

Este aspecto, assim comentado, ignora no entanto a fundamentação exposta por VGM:

“o Acordo Ortográfico não está nem pode estar em vigor”, já que, diz, na ordem jurídica portuguesa, “a vigência de uma convenção internacional depende, antes de mais, da sua entrada em vigor na ordem jurídica internacional”. Refere-se ao facto de Angola e Moçambique ainda não terem ratificado o AO, de que são subscritores, recusando os efeitos do “segundo protocolo modificativo”, assinado em 2004, que prevê que o AO entre em vigor desde que três países o ratifiquem. O ex-eurodeputado do PSD lembra ainda que o próprio AO exige que, antes da sua entrada em vigor, os Estados signatários assegurem a elaboração de “um vocabulário ortográfico comum da língua portuguesa”, algo que, alega, nunca foi feito. E defende que o acordo “viola os artigos da Constituição que protegem a língua portuguesa, não apenas como factor de identidade nacional mas também enquanto valor cultural em si mesmo”.

Não sei se, à luz do direito, assim é, mas, segundo o mesmo artigo do jornal Público, esta discussão surge “num momento em que crescem, dentro do próprio PSD, as vozes que se opõem ao acordo”.

Ora, aqui é que a porca torce o rabo: [Read more…]

A luz era azul

adão cruz

A luz do sol era azul…lembro-me como se fosse hoje a luz azul azulava os claustros as caras e o sentir.

Imaterial pálida e fria.

As grandes janelas filtravam a luz azul que entrava dentro de nós como chuva miudinha. [Read more…]

Frases que fazem história

Orquídeas II: Cattleya II

Com um pretexto cinéfilo, abrimos o Aventar às Orquídeas. Continuamos nas Cattleyas.

A Wikipédia tem informação significativa e de qualidade sobre esta Orquídea.

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Cattleya (Híbrido), uma planta de Manuel Lourenço (V. N, Gaia, Portugal)

De forma simplista corresponde a uma das orquídeas mais familiares aos nossos olhos, nomeadamente pela forma e até pelas cores, mas esta flor representa algo que é marcante no universo das orquídeas nos dias que correm – é um híbrido.

A origem da palavra leva-nos a algo menos simpático (latim: contrário às leis da natureza), mas numa lógica mais otimista podemos pensar neste conceito como algo que resulta do cruzamento de duas espécies ou de dois géneros.

Na cattleya hoje apresentada podemos ver um híbrido que resulta do cruzamento de três géneros: Brassavola x Cattleya x Laelia.

Atreva-se! Este fim-de-semana vá conhecer melhor as Orquídeas.