Santana Castilho*
Não há nada como o querer do candidato autárquico Luís Filipe Menezes. Bastou o concorrente do PSD prometer que, se ganhar, todas as crianças do Porto terão Inglês no Básico, para Nuno Crato dar a pirueta da semana. O inconsistente ministro afirma agora que pretende tornar o Inglês obrigatório, incluindo-o no currículo do 1º ciclo do Ensino Básico. Num dia desvalorizou a disciplina (anulou a obrigatoriedade de inclusão nas Actividades de Enriquecimento Curricular do 1º Ciclo e reduziu-lhe a carga horária no 2º e 3º). No outro promoveu-a a fundamental. Depois disto e das mentiras que nos ofereceu na recente entrevista à SIC, alguém sensato pode confiar neste ministro catavento?
Para além da espuma da inconsistência, que produziu notícias, parece-me necessário fixar a substância da incompetência, que marca a realidade.
A incontinência conceptual caótica de Nuno Crato permite que tenhamos hoje crianças que poderão concluir o 1º ciclo do Básico com 4, 3, 2, 1 ou nenhum ano de Inglês. Tudo em nome da “livre escolha” e de uma cínica “autonomia”. E é nestas condições de “igualdade” que se prepara o percurso, a medir por mais um exame. [Read more…]


Aí está o condicionamento psíquico do redil eleitor provindo das hostes socialistas-bloquistas-comunistas. Será isto justo para os bons candidatos sejam de que partido forem?! Ir a jogo lealmente, isso é que o desespero segurista não pode nem o dos outros. Primeiro, foram as impugnações manhosas na secretaria, festa do PS e do BE. Agora, a tentativa do tudo ao molho contra o PSD e CDS-PP e fé em Deus, como se subjacente a uma eleição local não repousasse o princípio de escolher os melhores e mais capazes. Não se deixem enganar: dia vinte e nove, votem no melhor candidato do BE, no melhor do PS, no melhor do PSD, no melhor do CDS-PP, no melhor do PCP/PEV. Se fosse possível que nos vingássemos do Governo com eficácia, jamais poderíamos perder a oportunidade de nos vingarmos do PS igualmente, porque devastou e porque é frouxo. Infelizmente, não nos podemos vingar do BCE, da CE e do FMI, senão fazendo o que nos pedem e o que a Alemanha, por trás, exige inflexivelmente.
Foi na Faculdade que em mim primeiro cintilou o encantamento pela 
Se houver um segundo resgate é porque a política, o jornalismo e o comentário político falharam. Não sou, jamais serei, como outros que imputam quase exclusivamente a Passos Coelho o malogro do Primeiro Programa de Resgate. Não suporto a linha discursiva ultradestrutiva de Pacheco Pereira. Estranho muito João Gonçalves cujo conhecimento privilegiado da experiência governativa recente não se traduz em qualquer expectativa favorável para Portugal, em confiança no nosso destino, ou no recato de uma lealdade básica, mas apenas no ressabiamento, justificado ou não, pela própria evacuação com a saída de um dos melhores ministros, Álvaro Santos Pereira. Não podemos alegrar-nos por Portugal cair de borco; não se pode fazer figas por que naufraguemos, dadas as desavenças com o timoneiro em plena borrasca.







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