O Especialista

Rainbow FrogEspecialista em rapacidade disserta em modo gagá sobre delinquência.

Para Atravessar 2014 com Passos

PassosDeixem Pedro Passos Coelho em paz e esperem dele coragem para enfrentar os interesses mesquinhos da EDP e de outras mordomias de Regime, Estado Matrioska grátis dentro do Estado Exorbitante que pagamos. Vão insultar outros e outras, de preferência estrangeiros ou ninguém, o que seria ainda mais são. Sejam patriotas. Não sejam malignos. Evitem o maniqueísmo ideológico e passem a ver pessoas, dilemas, desafios, complexidades lá, onde vêem maldades, ladrões, bandidos e coisa similares. Alarguem o campo de visão aos constrangimentos reais do País. Se os outros são sempre maus, incorreremos permanentemente no erro da nossa iliteracia de carácter. Reconheçam os rapaces. Reconheçam os que se imolam e enfrentam todas as incompreensões na tentativa de salvar Portugal, bem maior.

Ignorem o que o Governo pretenda ou não fazer, em obediência à Troyka, no sentido de a tais medidas não dar o pior sentido nem esperar o pior efeito possível engravidando as psiques e as vontades nacionais com o vírus do Medo. Não aterrorizem ninguém nem se deixem aterrorizar por ninguém. Fujam da lamechice de Seguro, da choraminguice comiserativa de Seguro a cada corte, a cada medida dura, fujam da demagogia bonzinha e reversora de Seguro e notem o nascimento de um António Costa de Estado, muito mais ponderado e com mais calado que Seguro, repleto de bom-senso e ciente da necessidade de pactos de Regime e da não demonização do adversário político, dou o braço a torcer à mais-valia pelo menos retórica deste Costa. [Read more…]

A ponte é uma barragem

A direita mais reaccionária sempre teve um problema com a Ponte 25 de Abril. Foi assim em 1994 e é assim em 2013. Não é de estranhar, uma vez que, de cara lavada com as mãos igualmente sujas, os rostos do poder são os mesmos. [Read more…]

Machete vai hoje a S. Bento.

Melhor seria se fosse às compras.

Equívocos de sobrevivência

A justa indignação geral a propósito das pensões de sobrevivência tem trazido consigo um equívoco que urge clarificar, tanto mais que, se a maioria das pessoas nele labora sem qualquer malícia, já o governo e a corte de canalhas que o parasita aprecia imenso este tipo de confusões, uma vez que um eixo fundamental da sua estratégia de esbulho é o de criar divisões no tecido social, procurando que, ao atacar um sector em particular, os outros se sintam – com alívio ou torpe entusiasmo – livres do problema.

Ora, a tentativa de assalto às pensões de sobrevivência que agora corre insere-se – pensam os distraídos – no castigo ao grupo que o sector fascistóide dos apoiantes governamentais chama “peste grisalha”, logo, procura-se associar a pensão de sobrevivência à ideia de idoso. Nada mais errado. Não que, na maioria dos casos, não seja assim. Mas a situação de viuvez pode ocorrer em qualquer momento da vida.

Claro que, em jovens, não pensamos nisso. Lá diz um verso do Mahabharata: “a maior maravilha do mundo é os homens, apesar de rodeados de morte, viverem como se fossem imortais”. Mas é a pensão de sobrevivência que acode aos jovens viúvos e viúvas quando a tragédia sobre eles se abate, sendo que o cálculo dessa pensão é feito independentemente da idade. É ainda esse bem social que garante um suporte financeiro a cada órfão, prolongável até ao final da sua escolaridade, que será a que o beneficiário quiser. E permite ainda que uma criança deficiente órfã dele beneficie por tempo indeterminado.

Penso que bastam estes pontos para que se perceba o alcance do que os criminosos que nos governam estão a perpetrar e desmistificar o equívoco de que é mais uma medida (só) para os idosos. E para que se perceba que os comportamentos de alguns destes governantes em particular – pelas habilidades de retórica excrementícia com que embrulham estas medidas – merecem, muito para além de uma oposição política, uma reacção de puro asco. Somos governados por más pessoas.

Sobre as pensões

Prefiro contratar um seguro de vida, que pode ser capitalizado ao longo dos anos, mas sempre de forma voluntária, com regras claras e montantes definidos, ao poder discricionário do Estado, que obriga os clientes cidadãos a contribuir para um sistema de segurança social, construído em pirâmide, onde as receitas podem ser manipuladas ao sabor do governo de turno. O problema mais uma vez é o excessivo poder do Estado, que dá e tira quando lhe convém.

Tirar às viúvas para dar aos privados

cavaco_campanha

Quando se ultrapassa a meta da mais elementar decência, ou seja quando,  por exemplo, se assaltam as pensões de sobrevivência, é natural que os defensores do governo venha o último argumento: acabava-se com a RTP e já não havia necessidade de roubar quem mais precisa.  Eu compreendo a obsessão com a RTP, televisão fora do controle directo de um capitalista é sempre um perigo para a propaganda do regime (eles dizem que vivemos num regime socialista, mas não vou agora discutir o consumo de drogas pesadas).

Assim como assim, e se falamos de 200 milhões de euros, podiam ter-se lembrado dos contratos de associação com colégios privados, que nos custam essa quantia anual. Também podíamos ir à saúde, e fazer umas continhas sobre o que nos custam as PPP no ramo, já para não falar dos subsídios à medicina privada, tipo ADSE, ou indo mesmo mais longe os que se sustentam em seguros de saúde porque o estado não cumpre o seu dever.

Desse a RTP lucro a um qualquer grupo GPS e deixavam-na na paz do senhor. Ámen.

CTT

Há vários países interessados em nacionalizar os CTT. Portugal não se inclui nesse grupo.

Difícil de entender…

A ver se percebo.

O anunciado corte nas pensões de viuvez dificilmente será aprovado pelo Tribunal constitucional. Certo? Assim sendo, quem é o autor da ideia? Mais, a poupança em causa nem o será. É mais um corte com efeitos de tal forma negativos na economia que em vez de ajudar na receita vai aumentar a despesa a médio prazo. Certo? Pelo que li (e vale o que vale) estamos a falar de 100 milhões de euros. Uma gota no oceano, como bem explicou Marcelo Rebelo de Sousa.

Sinceramente, não consigo perceber. Nem o alcance nem a frieza.

Ronaldo Herbalife

ronado-get-a-lifeGet-a-Life by Cristiano Ronaldo,  Bucareste – Roménia, 2013.

Roubar dinheiro aos mais pobres

Serve exactamente para quê?

Para poupar?

Vejamos – alguém que ganhe 1000 euros ou menos, no nosso país, tem dois destinos para o seu dinheiro: a economia, por via do consumo e uma ou outra aplicação bancária, quase sempre um pequeno depósito a prazo.

Percebo tanto de economia como o Major de timing para homenagens, mas parece-me que o nosso país precisa de ambos como de pão para a boca: de dinheiro na economia e de poupanças.

Assim, o motinhas e o aldrabão, só conseguem uma coisa quando tiram dinheiro aos titulares de pensões de sobrevivência: afundar ainda mais o país. É verdade que poupam uns tostões (milhões), mas como a economia vai piorar o resultado será, como se tem visto nos últimos dois anos, sempre um desastre.

Em jeito de conclusão: mais portugueses ficarão abaixo do limiar da pobreza e o país cada vez pior. E estes imbecis que não conseguem parar de escavar.

Um não, dois!

Bem atravessados!

 

Estacionamento ilegal para autocarros de Lisboa duas horas e meia por dia

Parece, à primeira vista, bastante peregrina a possibilidade de o estacionamento dos autocarros lisboetas ser considerado ilegal durante duas horas e meia por dia. Contudo, será mesmo disso que se trata:

Estacionamento ilegal para autocarros de Lisboa duas horas e meia por dia.

Não? Não, nem por isso.

Felizmente, como o Público não foi atrás do mito da “unidade essencial“, a mensagem não sofreu os danos colaterais causados pela base IX do Acordo Ortográfico de 1990.

Sim, há esperança.

pára autocarros

Eureka

César das Neves descobriu o capitalismo de compadres. Só lhe falta perceber o capitalismo.

Danos colaterais

Ah pois é, Banksy anda por Nova Iorque, em residência artística, Ontem saiu este video de combate.

Viva o Rei! Abaixo a Intolerância!

Sou simpatizante da causa monárquica. Não gosto do tom provocador do meu amigo João José Cardoso. Mas gosto mais do João José Cardoso do que estou disponível para me escandalizar com o que pense. Não sou comunista nem posso ser anti-comunista.

Ao JJC é preciso respeitá-lo, amá-lo, compreendê-lo e opor-se-lhe com génio e inteligência, especialmente num âmbito muito dado às lógicas branco/preto, maus/bons, quente/frio por que certa cultura de pensar fez o seu trajecto secular.

É preciso também que tenhamos aquela tolerância editorial e aquela paciência benevolente por que se pautou a Monarquia Constitucional na maior parte do tempo e a República inicial destruiu, forjada em sangue, em jacobinice, caos, balbúrdia, acotovelamento ávido do mando, pensamento único, a baixeza indigna dos assassínios, das purgas, sangue e mais sangue, até ao cansaço-acalmia de uma Ditadura da qual alguns depois se queixaram, quando precisamente abriram caminho a ela pela morte estéril e equivocada de um Chefe de Estado. Digam-me um só exemplo de utilidade e benefício humanitário ou democrático de um tal tipo de assassínio.

Notoriamente o País pagou caro o regicídio, a desgraça desse assassínio covarde e inútil. Não será, porém, a revolução, mas a aclamação que mudará as lógicas pervertidas do actual Regime em Portugal com as suas elites viciosas. Não será talvez uma tarefa para esta geração, mas para cem ou mais anos de persuasão, comportamento exemplar, argumentos racionais e de bom senso.

Insaciabilidade

Diz-me quem te apoia… De que está à espera Machete para sair do Governo e ir gozar à vontadinha da sua reforma milionária e a sua insaciabilidade prebendística?!

Relações SM

merkel_mutti
Foto: Jens Wolf

Merkel representa uma mulher que sobrevive e predomina nas actuais sociedades: a mamã castigadora (os alemães chamam-lhe Mutti – reparem como há tantas na imagem) que transfere para os filhos, regra geral na mais inacreditável inconsciência, as culpas que carrega – as dela, e as dos pais e avós. «Mas pensar em Merkel como essa mãe é totalmente desadequado à descrição de uma personalidade política», escreve-se hoje  no Der Tagesspiegel. «A distância entre a mãe que cuida e a castradora de homens corresponde mais coisa menos coisa ao que separa uma santa de uma meretriz. Mas até mesmo a imagem da castradora é desadequada para compreender quem é Merkel. Trata-se tão simplesmente do fruto da imaginação masculina… Pois se nos dispuséssemos de uma vez por todas a fazer uma leitura de Merkel na sua qualidade de política e não de mulher (entenda-se do estereótipo feminino), poderíamos enfim ocupar-nos da sua política – com benefício para a Alemanha e para a Europa.»

Nós, portugueses e restantes povos do Sul (a que se acrescentam os irlandeses), somos os seus enteados: burros que nem portas, que aceitam todas essas culpas e culpabilizações, enquanto os alemães e os franceses nos censuram, acusando-nos de sermos esbanjadores, preguiçosos, irresponsáveis, como crianças que se recusassem a crescer, e muito embora o dinheiro que hoje falta para financiar a nossa soberania e independência se tenha essencialmente perdido na corrupção mais abjecta. Uma sorte para os alemães e para os franceses, como bem explicou Harald Schumann.

E no entanto, e como sempre (é um padrão humano, que diz muito sobre o subdesenvolvimento da consciência humana) há uma relação de amor entre o carrasco (o sádico) e a vítima (o masoquista). E não saímos das relações de poder. Manda quem pode, obedece quem quer (Salazar dizia que obedecia quem devia, lá está).

Rui Moreira, Tango e Governabilidade

Os partidos, os partidos, e os partidos. As lições aos partidos. A moralização dos partidos. É espantoso que o dr. Rui Moreira, nesta entrevista, revele demasiada permeabilidade a uma aliança com o Partido Socialista, vendo nela uma solução natural para a câmara do Porto, o que na verdade equivale a tresdizer [tresleitura dos eleitores!] o que se disse dos partidos e das dinâmicas partidárias no poder local ao longo de toda a campanha.

Para que serviu o terror caça-hereges do dr. Lobo Xavier, o pudor eremita do dr. Pacheco Pereira e os pruridos preferencialistas do dr. Costa, tudo e todos contra a putativa perigosíssima eleição do dr. Menezes, se a eleição do dr. Rui Moreira, ao que parece, já redunda nisto, nesta forma de capitulação?! Dentre todo o tipo de alianças possíveis arquitectáveis para a governabilidade do Porto, alugar agora a barriga aflita de independente inexperiente ao PS de Pizarro para que o PS cresça, lidere, federe, no Porto, não lembrava ao careca. Na prática, quem dança o Tango com o PS, leva um pontapé no cu, não tarda, secundarizando-se naturalmente.

Depois de ter ganho a autarquia sem maioria absoluta, o independente Rui Moreira, apoiado por um certo CDS e um certo PSD enrustido, entrega afinal a sua independência, o seu projecto, as suas ideias, à caução determinante de um partido, o PS?! Se um tango não se dança sozinho, ao dr. Moreira já não importa a governabilidade proporcionada por quem votou nele, por quem confiou nele e por quem o pode apoiar nas causas e batalhas da cidade?! Será preciso chamar o António, que por acaso se chama Manuel Francisco Pizarro de Sampaio e Castro?!

Não percebo como é que os eleitores do PSD-Porto interpretarão esta rendição. Nem percebo o que os eleitores do CDS-Porto ganham com isto. Do que tenho a certeza é que o tal ethos do Porto que aparentemente rechaçou Menezes, os seus porcos assados, as suas bailarinas pimba e os seus interesses nebulosos, também não suporta fraqueza ou demasiado azar na rifa. Como será, dr. Moreira?! Se não é político, vai ter de se tornar num, quer queira quer não queira.

TSU das viúvas

A Dona Maria vive ali perto e limpa escadas. Também passa a ferro na casa dos Professores. O António é o marido e ganha o salário mínimo numa empresa da baixa.

Algures ali pelo fim da juventude, no arranque da década dos quarenta, o coração não aguentou e a Dona Maria ficou sozinha com as duas filhas, uma delas na Faculdade. Continuou a passar a ferro, a limpar escadas e outras coisas mais. O dinheiro, sempre muito esticado, foi chegando. Os bifes eram para as meninas porque a Dona Maria não tinha fome e a sopa até lhe chegava.

A pensão de sobrevivência foi parte importante da vida da família do António, depois da sua morte. Sem ela, a Filha não teria acabado o curso e se calhar nem poderia escrever no Aventar.

É por estas e por outras que não aguento esta gente que nos governa e lutarei com todas as minhas forças para que morram com um pinheiro bem atravessado no recto!

É possível acordar melhor?

A Comissão de Educação do Senado brasileiro resolveu “criar um grupo de trabalho destinado a estudar e apresentar proposta para aperfeiçoar o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, firmado em 1990 por todos os países de língua portuguesa.”

Desse grupo de trabalho fará parte Ernâni Pimentel, criador do movimento Acordar Melhor, que visa “propor uma simplificação na ortografia para que todos a dominem e se libertem de dicionários e manuais, na hora de escrever x/ch, j/g, s/z, s/ss/sc/sç/x/xc.” O mesmo movimento combate o recurso à memorização e defende que a simplificação ortográfica dará origem à inclusão social.

Já tinha exprimido a minha opinião sobre os pressupostos deste movimento. Insisto: a aprendizagem, tal como qualquer outro processo, deve estar a salvo de obstáculos artificiais ou escusados, mas partir do princípio de que se deve facilitar para que todos possam aprender ou de que o treino da memória deva ser excluído é, antes de mais, antipedagógico e, portanto, censurável. Para além disso, sempre encarei os dicionários e os manuais como instrumentos de libertação.

Relembre-se que o senador Cyro Miranda, presidente da Comissão acima referida, já havia defendido que o início da vigência do acordo ortográfico deveria passar para 2018 e não para 2016, de modo a serem feitas alterações.

Face a isto, não me espantará que venham a surgir alguns linguistas portugueses a defender que verbos como “axar” ou “puchar” fazem todo o sentido. Vai ser o “mássimo”! Basta que haja pressões nesse sentido.

Talvez por aqui apareçam alguns iluminados a fazer referência ao meu antibrasileirismo por atacar esta coisa a que chamam acordo ortográfico ou porque me atrevo a discordar de opiniões de brasileiros, pecado capital para os seguidores da Lusofonia, cujos fiéis vociferam “nacionalista” ou “colonialista”, sempre que um português tem o atrevimento de criticar qualquer cidadão de outro país de língua portuguesa. Não me espantaria, aliás, que Millôr Fernandes viesse a ser queimado em efígie. Ou em esfinge.

Quando a Europa salva os bancos, quem paga?

Documentário do canal Arte com Harald Schumann, jornalista de investigação num diário berlinense, demonstrando quem foram os beneficiários dos resgates bancários na Europa; não foram os países, nem sequer os cidadãos que, com os seus impostos, pagam estes resgates.

Documentário extremamente sóbrio e objectivo, contêm entrevistas a vários ministros das finanças europeus (incluindo o alemão), ex-administradores de bancos, a activistas, etc. Mostra quem realmente beneficiou dos resgates e demonstra as profundas consequências destes resgates.

Toda esta informação não é novidade. Interroguemo-nos sobre os motivos de, sendo conhecida e estando bem documentada, não fazer todos os dias as primeiras páginas dos jornais. Desde o inicio da crise que é evidente o que se está a passar, pelo menos para quem acompanha estes assuntos. Em 2010 falávamos disto mesmo aqui no Aventar. Os próprios conselheiros da Sra. Merkel admitem em público que os resgates dos bancos dos países em dificuldades servem para salvar os próprios bancos alemães.

A legendagem foi feita por vários autores e leitores do Aventar. Se encontrar erros não hesite em contactar-nos.

Respectivamente, sim, mas só para alguns

Diário de Notícias entrevistou José Carlos — futebolista que, como se depreende e bem, nunca representou a selecção brasileira.

6102013a

Pois, segundo o ILTEC, ‘respectivamente’ “não é usado em Portugal”.

6102013c

Contudo, se a Folha de São Paulo tivesse entrevistado José Carlos, em vez de *respetivamente, teríamos ‘respectivamente’.

6102013b

Bem-vindos, de novo, ao fabuloso mundo da “unidade essencial da língua portuguesa“.

A FLAD de Rui Machete

contada pelos norte-americanos em 2008 (via Wikileaks). Em Julho passado o Expresso pegou na história.

WL_Hour_Glass_small

Rui Machete, Junho de 1985

12junho1985_assinatura_tratado_adesao_pt(c) Parlamento Europeu
Mário Soares, Rui Machete, Jaime Gama e Ernâni Lopes assinam o tratado de adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeiaum negócio arriscado, consideraram então os franceses e os alemães. Hoje sabemos que até nem lhes correu assim tão mal, muito pelo contrário.

O assalto às viúvas e orfãos

Corte de 100 milhões de euros nas pensões de sobrevivência.

Viva a República, seu feriado e heróis

 A fama dos dois homens enchera as bocas e as almas; à porta da necrópole, durante alguns domingos, vendiam-se postais com os seus bustos e os garotos gritavam: “Olha o retrato do Costa e do Buiça… Olha o retrato dos mártires!”

Rocha Martins, O Regicídio

.

manuel Buiça 1908

O discurso de Cavaco pelo dia da República

ou o País oficial “democrático, desenvolvido e justo” que o site da Presidência da República Portuguesa vai deixar para a posteridade.

Golpes de Machete

Em declarações à Rádio Nacional de Angola, Rui Machete pediu “diplomaticamente” desculpas por haver figuras do regime angolano a serem investigadas pela justiça portuguesa. Se, algum dia, vier a ser investigado, apesar de, por enquanto, não fazer parte do regime angolano, espero merecer o mesmo tratamento de um qualquer membro do governo português. Pela minha parte, estão, desde já, desculpados, mas que não volte a repetir-se.

Nessas mesmas declarações, Machete acrescenta às desculpas a declaração de impotência, lembrando que o governo português não pode intervir nas investigações. Resumidamente, o ministro pede desculpa a um país estrangeiro por haver um entidade pública portuguesa que, tanto quanto se sabe, está a cumprir o seu dever. Não deixa de ser uma novidade refrescante pedir desculpa por se cumprir um dever.

Para complementar o seu pedido de desculpas, Machete afirma que pediu informações à Procuradora-Geral da República. Posteriormente, veio desmentir as suas próprias declarações, explicando que se baseou num comunicado do DCIAP. Talvez alguém devesse explicar ao ministro que pedir informações a uma pessoa ou ler um comunicado não são a mesma coisa. Talvez não valha a pena explicar ao mesmo ministro que proferir incorrecções factuais é feio, porque já lá vai o tempo em que devia ter torcido o pepino. [Read more…]

Por baixo da mesa

Segundo resgate “não está em cima da mesa”, diz Durão

“ Quem fez mal à República?”

E à Escola pública, a maior realização da República? Alberto Nogueira Pinto, na passagem do 5 de Outubro, dia da Instauração da República (foi numa quarta-feira, em 1910).
2-Republica_0003