PSD, CDS-PP e PCP unem-se contra os direitos humanos em Angola

LB

Neste momento estão presos em Angola 17 cidadãos cujos crimes foram ler um livro, cantar música de intervenção e debater modelos de transição pacífica de uma ditadura para um regime democrático. E ao contrário do que se passa com outros regimes repressivos, o regime angolano é tratado como se democrático fosse. E ninguém pede um golpe de Estado. Se Lula da Silva fosse pedir emprego a José Eduardo dos Santos em vez de pedir a Dilma Roussef, safava-se bem e ainda arranjava um espaço de comentário político num jornal cá da terra. [Read more…]

No dia em que a justiça brasileira “virou” Mortágua

Moro foi afastado da investigação da Lava Jato por não ter compreendido bem aquela parte na qual não podia divulgar assim levianamente uma escuta feita ao telefone da presidente da República enquanto, ao mesmo tempo uma colega de profissão comeu

O crime compensa

PSD

Eram 10, agora já só são 6. Mais dia menos dia, estás cá fora como se nada tivesse acontecido. Valeu a pena Duarte, pena não teres tido igual sorte à dos teus amigos. É que estas coisas requerem engenho percebes?

 

Direita radical engrossa fileiras

MC

Com o triunfalismo a que estas coisas obrigam, e ilustrado com uma fotografia repleta de bandeiras ao vento, o PSD anuncia na sua página web que terá atraído 4000 mil novos militantes desde as Legislativas:

Sobretudo jovens, os novos membros da família social-democrata reforçam a natureza interclassista e o carácter dinâmico do PSD. Um partido amplo e abrangente, que se renova a partir das bases e tem nos militantes a sua principal força.

Apesar do número redondo, o detalhe apresentado pela página do PSD refere apenas aqueles que se inscreveram entre Outubro e Dezembro de 2015 – 1689 novos militantes – sem fazer qualquer referência aos restantes 2311 que se terão inscrito no partido de Janeiro até agora. Da mesma forma, não existe qualquer referência aos militantes que abandonaram o partido, aos que deixaram de pagar cotas mas que ainda contam para as estatísticas ou a casos bizarros como a da freguesia de Esmoriz, onde 80 militantes do PSD vivem na mesma morada e 121 outros partilham entre si três números de telemóvel. [Read more…]

Crónicas Desportivas (7) – Homenagem a um leão rampante

fernando mendes

Dispo por momentos a minha capa isenta aqui no Aventar. Obrigado por todo o esforço, dedicação, devoção e glória Fernando Mendes. Tornei-me em parte Sportinguista graças a si e aos relatos apaixonadíssimos que o meu avô fazia de si e da sua equipa, dos 5 a zero ao Manchester, goleada que deixou Best, Law e Charlton moribundos no tapete do velhinho Alvalade, do drama contra o Olympique de Lyon (cuja maior estrela de então era o pai de Youri Djorkaeff, Jean Djorkaeff) contra a Atalanta e contra o MTK Budapeste . Do Cantinho de Morais em Antuérpia. Do Géo, do “mamão” Osvaldo Silva, do Pérides, do José Carlos, do Mascarenhas, do Morais, do Carvalho, do Pedro Gomes, do Alexandre Baptista, do Figueiredo e de todos os que se seguiram.

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Sim, estamos todos sujeitos

bombs

Desde o dia em que Durão Barroso decidiu associar Portugal à invasão terrorista do Iraque, sob o pretexto da erradicação de armas de destruição maciça que afinal não existiam, que o nosso país ganhou o seu lugar no radar dos fundamentalistas islâmicos. Estávamos em 2003, dois anos haviam passado desde o 11 de Setembro e, nos dois anos seguintes, Madrid e Londres seriam palco de violentos atentados terroristas. Na estação de Atocha, em Março de 2004, morreram 191 pessoas e 2050 ficaram feridas. No metro de Londres, em Junho de 2005, morreram 56 pessoas e cerca de 700 ficaram feridas. Portugal escapou milagrosamente à barbárie jihadista. Já o Iraque, incomparavelmente mais violento hoje do que antes da invasão, assiste a atentados terroristas com uma cadência quase semanal. O último foi no passado Domingo, num estádio de futebol em Bagdade. Morreram mais de 40 pessoas mas o Facebook não se encheu com bandeiras do Iraque. [Read more…]

O humorista “de,pu,tado”

Capture

Ricardo Araújo Pereira vai perder o emprego. Nem ele, com todo o seu génio, consegue bater o famoso “de,pu,tado” Duarte Marques.

No dia 28 de Março, há uns longínquos 3 dias, o famoso “de,pu,tado” dizia:
“É lamentável o que está a ocorrer em Angola com a prisão de alguém apenas por discordar do regime. Aguardamos a indignação do Bloco de Esquerda e o seu pedido de ingerência por parte do governo português nesta situação. Também aguardo a reação do partido-irmão do MPLA, o PCP, e dos primos do PS com quem partilham a cadeira na Internacional Socialista. “

Um nojo

Os votos contra do PSD e do CDS já se esperavam. Afinal de contas, enquanto governo foram os partidos que mais incentivaram esta relação pedante que temos com o regime angolano: censuras e violações à parte, a relação que aqueles partidos criaram com o regime angolano pode ser explicada com recurso a uma analogia de tasca, ou seja, aquele bebedo que já não tendo fichinhas para ir ao balcão malhar meio-porto numa casa que não lhe presta fiado, contenta-se em ficar com os restos da picheira de 5 litros de Real Lavrador que os amigos trouxeram para a esplanada, ficando ali a aguar pela vez de ir beber directamente da picheira os restos para matar o vício. O Princípio Jurídico da Igualdade Soberana foi só a escusa usada pelos meninos para não cortar já uma possível ponte de entendimento futura perante o dito regime. Todos sabemos que desde a invasão ilegal do Iraque por parte das forças aliadas, o Direito Internacional serve precisamente para aqueles momentos de aflição na redondinha.

O voto contra dos deputados da CDU também não me estranhou. Arreigados até à medula ao velho pacto, os camaradas continuam a tapar a viseira aos atropelos judiciais que lá se cometem em prol de uma fraternidade sem sentido.

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Pedro Passos Coelho, a cara de pau e a eterna aposta na falta de memória dos portugueses

Despesista

No registo decadente marcado pela ironia barata que vem caracterizando os dias do fim da caranguejola, Pedro Passos Coelho afirmou ontem no Parlamento que é “bom notar a diferença entre o PM António Costa e o secretário-geral do PS António Costa”, a propósito da suposta necessidade de aprofundar as reformas estruturais apresentadas pelo governo. [Read more…]

Acima de tudo os órgãos de soberania

Capture
Luís Montenegro, protagonista de um PSD sem rumo, a explicar a decisão de votar contra a proposta (do PS e do BE) de pedido de libertação dos ativistas angolanos, ao mesmo tempo que se condena a atitude dos tribunais e regime angolanos: fazem uma intromissão, uma ingerência numa decisão, concorde-se ou não se concorde com ela, de um órgão de soberania angolano”.
Fica para memória futura. A partir de hoje o PSD nunca aprovará, ou proporá, nenhum voto de condenação de nenhum país que tome decisões arbitrárias e contrárias aos direitos humanos, desde que essas sejam decisões de um órgão de soberania desse país. E o PSD respeita acima de tudo os “órgãos de soberania”. A liberdade, a democracia, os direitos-humanos, etc., isso será sempre secundário a partir de agora.
Mais importante do que isso – com esta declaração de Luís Montenegro – o PSD está, aparentemente, a dizer que se enganou em 2014 quando propôs a “condenação dos crimes cometidos pelo regime norte-coreano contra o seu próprio povo e lamenta as vidas perdidas às mãos de um regime autocrático e repressivo. Na verdade, esses “crimes” foram/são cometidos por “órgãos de soberania” da Coreia do Norte e condená-los é, seguindo o “raciocínio” de Luís Montenegro, uma “ingerência nessa decisão”.
Fantástico! E muito esclarecedor!

“O PSD tem de fazer o seu trabalho e não esperar nada do Presidente”

Esta frase de Paulo Rangel diz tudo sobre o que foram os mandatos de Passos Coelho e de Cavaco Silva. Um presidente de facção, que fechou os olhos a flagrantes inconstitucionalidades (orçamentos), que manteve um governo ligado à máquina (a demissão irrevogável), que deu tempo aos partidos de governo para se prepararem para eleições (não antecipou as legislativas, tal como precisava o país) e que fez todos os possíveis para que um governo minoritário governasse sem apoio da Assembleia da República e sem corresponder à vontade maioritária dos portugueses. Uma nódoa, portanto, que levou um governo ao colo.

Percebe-se que o PSD estranhe. A quem se habitou a jogar com o árbitro, custa-lhe perder a vantagem.

Crónicas Desportivas (6) – Dos salvamentos e dos apuramentos

No jogo desta madrugada, Dani Alves salvou Dunga de um “impeachment” no Paraguai, destituição que começa a ser pedida pelo povo brasileiro em virtude dos fracos resultados da selecção brasileira na primeira ronda de jogo da qualificação COMNEBOL para o campeonato do mundo de 2018, torneio no qual a selecção brasileira é actualmente 6ª à passagem da 6ª jornada com 9 pontos, fruto de 2 vitórias, 3 empates e 1 derrota. Estando a 1 ponto dos 5ºs e 4ºs classificados, respectivamente Colômbia e Chile, não se poderá de maneira alguma dizer que os brasileiros começam a ficar fora da corrida porque a corrida ainda vai no seu início e nas próximas duas jornadas que se irão disputar em Setembro, a 7ª e 8ª das 18 previstas tudo poderão alterar na classificação geral.

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A política monetária do BCE

Logo European Central Bank

Logo do BCE – representa uma moeda de euro encravada numa valeta

O Banco Central Europeu anunciou no inicio de Março mais um conjunto de medidas de política monetária. Apesar do comunicado do banco não referir os motivos (o que se compreende, os cidadãos não são preocupação do BCE), a imprensa não tardou em anunciar as consequências destas decisões.

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A conspiração Banif

JT

Em Dezembro de 2015, lancei aqui uma pequena conspiração, envolvendo a venda do Banif a preço de saldo e os interesses do Grupo Prisa, dono da TVI e parcialmente propriedade do Banco Santander, que ganhou a corrida pelo banco insular. Hoje foi a vez de Jorge Tomé, o último presidente do Banif, que interrogado pela comissão política de inquérito ao caso Banif, decidiu alinhar nesta conspiração.

Não me entendam mal: bem sei que com banqueiros, sempre cheios de truques, todo o cuidado é pouco. Mas não é mentira nenhuma que, na sequência do anúncio da TVI, os clientes do Banif entupiram os balcões e, num ápice, retiraram do banco perto de mil milhões de euros, martelando desta forma mais alguns pregos no caixão do banco do jardinismo. [Read more…]

Correio da Manhã: assim se vendem jornais (e se manipula a opinião pública)

CM

Não vale a pena gastar muitas linhas com isto. O Correio da Manhã é assim e está no direito de o ser. Tal como qualquer um de nós está no direito de o acusar de sensacionalismo, manipulação ou aldrabice compulsiva. Mas devo dizer que esta tirada de primeira página me deixou boquiaberto. Eu até compreendo que o grande catavento esteja a causar algum mal-estar junto do seu eleitorado natural (e de grande parte do público-alvo do CM), aquele que tanto lutou para o eleger. Mas daí até uma tirada destas, com certeza parida num momento de alucinação, é caso para ficar estupefacto. Quererá o CM fazer concorrência à imprensa cor-de-rosa?

Imagem@Os truques da imprensa portuguesa

Crónicas Desportivas (5) – As ilações que Santos deve tomar

Dois jogos distintos contra duas selecções distintas, com poderios ofensivos e defensivos bem distintos e modelos de jogo quase antagónicos. Historicamente, Portugal dá-se melhor contra equipas da sua qualidade, cujo modelo de jogo seja um futebol mais aberto e mais técnico, tendo muitas dificuldades contra equipas de menor potencial como é o caso da Bulgária, selecção que faz da retranca, à falta de poderio técnico ofensivo, a sua grande arma contra as equipas de maior nomeada. Fernando Santos decerto irá tirar lições destas duas partidas realizadas na recta final da preparação para o Europeu, não esquecendo a derrota contra os Búlgaros: em França, contra Austríacos e magiares, teremos um pouco mais de Búlgaria e um pouco menos de Islândia, selecção cujo elenco é mais próximo do futebol belga.

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Crónicas Desportivas (4) – O ciclismo tem um novo problema

Algumas semanas depois do último escândalo que abalou o mundo do ciclismo (a utilização do chamado “doping mecânico” por parte de alguns ciclistas, questão que foi levantada há alguns anos por causa de uma perfomance duvidosa do suiço Cancellara numa prova de contra-relógio há uns anos atrás que levou a UCI a um controlo mais apertado das bicicletas utilizadas por alguns dos ciclistas das várias modalidades cujas competições organiza), a UCI depara-se agora com um novo problema: a falta de segurança em alguns provas.

A luta de Oleg Tinkoff por melhores condições de segurança começou no ano passado quando na Vuelta, Peter Sagan e o ciclista português Sérgio Paulinho foram obrigados a desistir da prova por culpa de dois acidentes causados por condutores de motorizadas da TVE (responsáveis pela transmissão televisiva) e por uma mota de apoio da prova espanhola, actualmente organizada pela ASO, a mesma empresa que organiza o polémico Dakar (prova que também não tem sido abonada pelo zelo adequado ao nível de segurança nas últimas edições) e a Volta à França em bicicleta. As duas desistências (Paulinho teve que ser soturado com 17 pontos numa perna) levaram o patrão da equipa Tinkoff, o excêntrico Oleg Tinkoff a ameaçar a retirada da equipa da prova a meio desta e posteriormente a pedir à UCI  que revesse algumas das regras de segurança vigentes nas provas que tutela e organiza. A falta de respostas da UCI às pretensões da equipa levou o multimilionário russo a perder a paciência e a anunciar que a partir do final desta temporada deixará de patrocinar a equipa.  [Read more…]

BES, Banif e a inutilidade do Banco de Portugal

Banksters

A banca portuguesa é sempre sólida e generosa com os seus administradores e accionistas até ao dia em que a bolha rebenta e os comuns mortais são chamados para a resgatar dela própria, sem que nunca se encontrem culpados ou se confisque o resultado da pilhagem da mafia bancária. Eles comem tudo, não deixam nada e ainda ficamos nós sem nada que comer. [Read more…]

Crónicas Desportivas (3) – o brilharete de João Sousa em Miami

«O João obrigou-me a jogar. Forçou-me a aumentar o meu jogo bastante no segundo set porque ele estava a jogar bem. Posicionou-se mesmo em cima da linha e apanhou a bola muito cedo, de forma eficiente, coisa que eu não estava à espera. Pensava que ela ia jogar mais recuado no court»

«O João criou-me grandes dificuldades, especialmente quando jogou a favor do vento. É um bom jogador, muito talentoso e rápido. Serviu bem mas eu depois comecei a ler-lhe melhor o serviço e a entrar no ritmo».

Foi assim que Novak Djokovic resumiu o seu desempenho, tecendo rasgados elogios ao tenista português (actual 38º da hierarquia mundial) na partida referente à 3ª ronda do Masters de Miami (prova que vale 1000 pontos para o ranking ATP) na qual o sérvio venceu por 6-4 e 6-1.

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Relativismo fanático

Relativismo fanático

Das montanhas do Paquistão aos comícios do Tea Party, os fanáticos crescem como ervas daninhas e multiplicam-se como mosquitos no Verão: matas um, aparecem mais 10. E não te deixam dormir. Era tempo de varrer este entulho da face da Terra. Antes que o entulho nos varra a todos e à Terra.

Marcelo

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Li as análises à intervenção de ontem do Presidente da República. Lamento, mas já não tenho pachorra para os comentadores de televisão, cada vez mais fracos e alinhados. Do que li fiquei surpreendido pelo tom de varias análises mais à direita: somente Nuno Garoupa se distingue pela lucidez. Nota-se uma enorme irritação com o Presidente. Uns esperavam que ele alertasse para os “enormes perigos” do OE2016, outros que dissesse que o orçamento é muito perigoso pois assenta num modelo errado, outros que levantasse o cartão amarelo, esperando para ver, mas avisando da margem de manobra, outros que fizesse algum “jogo” com o PSD, etc. Mas ninguém esperava, aparentemente, que Marcelo Rebelo de Sousa fosse igual a si mesmo. O que é surpreendente. As reações descabeladas do PSD são uma demonstração da sua desorientação estratégica. O CDS, para mim surpreendentemente (pela positiva), esteve calado, deixando o ridículo para o PSD.

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Passagem por Peniche

banca peniche

É a história banal de uma cidade enormemente degradada por há muito ter entrado em declínio a sua principal actividade económica – a pesca – e não haver (ainda) alternativas que possibilitem uma recuperação. Apesar de ser até hoje um dos principais portos de pesca portugueses, a actividade no porto de Peniche foi drasticamente reduzida: dos 80 barcos de pesca da sardinha que existiam há 40 anos, restam hoje 8, segundo nos diz um velhote no jardim. Quanto à indústria conserveira, que chegou a ter perto de uma vintena de fábricas de transformação e conservação de sardinha, restam hoje duas ou três. A maior delas, a ESIP, é detida por capitais tailandeses do maior grupo mundial  de conservas. “A sardinha vem de Marrocos já preparada e prontinha para ser enlatada em Peniche”, acrescenta o velhote. A queda dos stocks de sardinha desde 2006, que atingiu agora mínimos históricos, levou nos últimos anos à imposição de quotas para a pesca deste produto. [Read more…]

“Marcelo fala hoje e Orçamento entra em vigor antes do dia das mentiras”

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Eis a capa do DN de hoje. Não, não é fotomontagem. É mesmo um título da imprensa de referência cof-cof. Havia outros títulos possíveis? Claro que sim, mas não era a mesma coisa. Com efeito, é doença.

Um partido para o qual a verdade é acessória

O deputado do PSD disse ainda que os sociais-democratas entendem que, agora, o Governo deve ser capaz de, “pelo menos”, assegurar que “o percurso de consolidação das contas públicas não é interrompido” [Público]

A dívida pública atingiu o máximo com o governo PSD/CDS. O défice nunca foi controlado e só não disparou devido a sucessivos aumentos colossais de impostos. Consolidação? O país só não está novamente na bancarrota porque os juros estão historicamente baixos.

O mentiroso de Massamá tem seguidores.

Os dias do fim da caranguejola

PPCx2

As notícias que dão origem a esta montagem não são recentes. A primeira é de Março de 2014 e a segunda de Dezembro de 2015. Mas a sua combinação ilustra bem aquilo que tem sido a oposição destrambelhada da direita, em particular do PSD. Antes das eleições afirmavam intenção de devolver rendimentos, hoje consideram a devolução de rendimentos irresponsável. Tal como em campanha asseguravam a devolução da sobretaxa para agora criticarem a decisão do actual governo de reduzir os encargos com a mesma. Entre outras contradições, estamos a falar de um partido que optou por fazer uma birra e não apresentar qualquer proposta de alteração ao OE16, episódio que me veio hoje à cabeça quando li as declarações do vice-presidente do PSD, José Matos Correia, que em reacção à promulgação do OE16 por Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou que “O papel do PSD é fazer oposição e propor outros caminhos“. Chega a ser anedótico. Os dias do fim costumam ser assim.

Fotomontagem@Uma Página Numa Rede Social

Eleições? Quais eleições?

Kremlin acusa “serviços secretos estrangeiros” de pretenderem perturbar as eleições na Rússia” [DN]

Crónicas Desportivas (2) – Sagan, o quebra-maldições

O Campeão do Mundo Peter Sagan voltou a vencer no difícil pavé da Flandres uma das suas provas fetiche: a clássica Gent-Wevelgem, uma das provas que serve de antecâmara às duras clássicas e provas por etapas de pavé e colinas da primavera (Liège-Bastogne-Liège, Amstel Gold Race, Paris-Roubaix, Fleche-Wallone; 4 dias de Panne). Sagan continua a confirmar que após um início de carreira a todo o gás no qual batia tudo e todos ao sprint, evoluiu para um  all-rounder disposto a vencer todas as grandes clássicas do calendário World Tour.

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Activistas angolanos condenados. Luaty Beirão, cinco anos e seis meses de prisão

Vamos ler um livro em conjunto e discutir formas democráticas de apear ditadores?

Talvez seja melhor não, podemos ser condenados por associação de malfeitores (nós, pugnando por um pouco de decência, não eles – a clique das malfeitorias organizadas e programadas) e por actos preparatórios de rebelião.
Quem quiser compactuar com isto, pode, porque as acções ficam com quem as pratica, mas quem estiver do lado da justiça, da dignidade humana e do direito de participação, deve começar já a denunciar e reagir. [Read more…]

Sementes de esperança em Cuba

Cuba_©Marco_Faria5
Marco Faria

«Panaderos, panaderos», o refrão ecoa pela Calle Peña Pobre em Havana. O vendedor de pão empurra um carrinho de mão carregado com o mais universal dos alimentos. Farinha, água, fermento e mãos pacientes. Em todo o lado, o pão nasce da mesma forma. Mas Israel, chamemos-lhe assim, não produz pão, apenas o comercializa pela zona velha da capital cubana. Todas as manhãs, o vendedor procura atrair a atenção de potenciais clientes (alguns habituais, outros de passagem): «pan con sabor a mantequilla», insiste.

Cuba atravessa em certa medida uma fase político-económica próxima do processo de panificação: encontra-se no estado fermentação. Não se espera uma mudança repentina, uma Primavera Caribenha, por exemplo, porém, o crescente degelo de relações diplomáticas, políticas e comerciais com Washington, que culminou na visita de Barack Obama a Havana, poderão trazer mudanças assinaláveis. [Read more…]

Mick Jagger em Havana

A lenda daquele falseto divinal em “Emotional Rescue” arrastou meio milhão de cubanos no histórico concerto realizado ontem à noite em Havana, no corolar de uma semana inesquecível na capital cubana, simpatias pela figura de Fidel à parte. Se na primeira parte do show, Obama não convenceu o “Castro” mais novo (peço imensa desculpa por ter que catalogar desta forma a sombra do seu irmão Fidel) quando este esperava seguramente que o presidente Norte-Americano levantasse finalmente uma ponta do véu do embargo vigorante sobre o país (a todos aqueles que enchem a boca para criticar o regime cubano, pergunto sempre como seria a vida no nosso país se estivesse sob embargo económico de 75% dos países mundiais; decerto que não seríamos capazes de sobreviver), resumo apenas a visita do presidente Norte-Americano como um passo histórico sim, cheio de danças, show-off, promessas opacas e vazios de conteúdo, quando Castro esperava algo mais, dado que é peremptória a assumpção entre o regime de que este economicamente terá que ter alguma abertura (controlada, obviamente) ao investimento privado externo. De nada valeram para já as intercessões negociadas pelo Santo Mujica e pelo Papa Francisco.

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