É preciso lá ter passado para o reconhecer

Passos acusa PS de “ajoelhar” perante a Europa, lê-se no Público.

Não importa o que Costa faça, haverá uma tirada azeda, que nem precisa de ter paralelo com a realidade, por parte do vitorioso de Pirro.

De rosa ao peito, em forma de pin patriótico, lá vai ele em alegre campanha eleitoral, a mesma que dura há quase dois anos. Há que fazer pela vida, mesmo quando Portugal está à frente.

Mário Cruz

Mário Cruz com o primeiro lugar na categoria "Assuntos Contemporâneos"

Mário Cruz, primeiro lugar na categoria “Assuntos Contemporâneos” / World Press Photo

We call it diplomacy, Minister!

Espias tu ou espio eu?

Apple

É, no mínimo, interessante, vir a saber em que é que isto vai dar. Para variar, desta vez não é uma multi a processar um Estado, mas foi o Departamento de Justiça dos EU que apresentou, na sexta-feira passada, uma moção que pretende obrigar a Apple a colaborar no desbloqueamento da funcionalidade do iPhone que provoca a extinção de todos os dados do mesmo, ao fim de 10 tentativas incorrectas de inserção do código de desbloqueio do ecrã.O FBI pretende assim aceder aos dados do iPhone de Syed Rizwan Farook, que, juntamente com a mulher, provocou a 2 de Dezembro passado a morte de 14 pessoas em San Bernardino, Califórnia. O Governo primeiro pediu, mas a Apple recusou. Agora é uma ordem. A Apple argumenta que isso iria pôr em risco a segurança dos seus clientes; Tim Cook, chefe da Apple, afirmou numa carta aberta: “O Governo requer à Apple que „hackeie“ os seus próprios clientes” e argumenta que essas possibilidades poderiam depois ser aproveitadas não só pelo governo, mas também por criminosos. Com certeza que a Apple receia, sobretudo, uma perda de competitividade se ceder a esta pressão. Tal como a Google, a Apple introduziu, em fins de 2014, sistemas de encriptação mais sofisticados, como reacção à denuncia de Edward Snowden sobre os programas de vigilância e espionagem utilizados pela NSA (Agência de Segurança Nacional).

Ó Passos, vamos lá ver se a gente se entende

PPC CS

É natural que haja quem por vezes se esqueça que Cavaco Silva ainda é presidente. O próprio Cavaco, que ao que tudo indica ainda é presidente, parece esquecer-se, ele próprio, do lugar que ocupa. Seja quando trata o PCP e o BE como partidos à margem do sistema, como se de fascistas como aqueles que Cavaco tanto apreciava e que inclusive condecorou se tratassem, seja quando procura sossegar os portugueses afirmando que determinado banco está sólido apesar de em processo de desagregação, seja quando tem declarações infelizes sobre os seus fartos rendimentos serem insuficientes para pagar as contas que não tem, que mais tarde procura negar, seja quando protege larápios no seu Conselho de Estado, seja quando abandona o país a meio de crises políticas para ir passear para as ilhas, para apreciar cagarras ou tecer considerações marotas sobre frutos com formas fálicas. Perante tudo isto e muito mais, que não me pretendo alongar muito, não acha o senhor deputado normal que alguns de nós se esqueçam que o homem ainda é presidente? Pena não nos podermos esquecer todos, fazer de conta que ele não existe. O que vale é que, perto do fim, lá começou a ser capaz de se autocriticar. Largos dias tem a longa noite cavaquista.

A claustrofobia democrática de Passos Coelho e a activista que vai a julgamento por ter pedido a demissão dele

Activista vai a julgamento por exigir demissão de Passos Coelho no Parlamento

A Associação de Combate à Precariedade – Precários Inflexíveis, vem por este meio prestar a sua total solidariedade para com a activista Ana Nicolau, que será brevemente ouvida em tribunal por ter exigido a demissão de Passos Coelho no Parlamento, em Março passado. Este julgamento representa a falta de liberdade de expressão, associada à desresponsabilização política de governantes que, como o anterior Primeiro-Ministro, não cumprem as suas responsabilidades fiscais e sociais, recebendo tratamento especial pelo seu posicionamento político. [daqui]

Ao mesmo tempo que o PSD ensaia recuperação do discurso da asfixia democrática, Ana Nicolau sufoca com a perseguição movida pelas forças políticas que suportaram o anterior governo.

Nasceu princesa, foi rameira…

Quem diria que, lá dos longínquos tempos em que escreveu, António Botto nos deixava um tão expressivo retrato de uma coisa que nunca viu, a União Europeia – sobretudo a dos últimos anos -, que, pensada como uma deusa, veio a dar no que deu. Após a negociata de ontem, adivinhem quem são os chatos coçados e os fregueses que aproveitam.
(almas mais sensíveis, abstenham-se) [Read more…]

Bilhete do Canadá: Perguntar não ofende

Quando foi anunciado que do actual governo faziam parte um homem de ascendência cigana, uma senhora cega e uma senhora negra, um tipo tido por católico, apostólico, romano, pôs a circular entre os amigos, via on line, esta bestialidade: “o cigano roubou a bengala da cega e deu um ensaio de porrada na preta”.

Que se faz a um aleijado de carácter como este? Dá-se-lhe um par de estaladas? Ou dá-se uma condecoração?

Haja quem saiba responder.  Entretanto, tudo quanto era saudoso do salazarismo, delirou com o vómito.  Que a terra lhes seja leve.

Porque é que Passos defende Carlos Costa?

carlos costa

Carlos Costa não aceita ser confrontado com as suas decisões. Não aceita que lhe perguntem diretamente se os 700 milhões de euros que obrigou o BES a constituir para salvaguardar as aplicações que muitos investidores fizeram em papel comercial do GES não queriam exatamente significar que essas aplicações estavam salvaguardadas. Não aceita que lhe perguntem porque é que, sabendo o que se estava a passar no GES, guardou durante largos meses essa informação para si, sem a partilhar com a CMVM. Não aceita que lhe perguntem se concordou com a estratégia de Vítor Bento para o Novo Banco (recuperá-lo num prazo de três a cinco anos) ou se pura e simplesmente mudou de repente de opinião e decidiu que o banco tinha de ser vendido em seis meses. Não aceita que lhe perguntem se essa sua mudança de opinião não teve a ver com o interesse do Governo PSD/CDS em encerrar o dossiê antes das eleições de 4 de outubro de 2015. Não aceita que lhe perguntem como é que havia 17 interessados no Novo Banco e depois apenas três e depois a venda falhou de forma clamorosa. Não aceita que lhe perguntem porque passou três emissões de dívida sénior do Novo Banco para o BES “mau” em vez de fazer um corte igual de 16% para todas as emissões. Não aceita que lhe perguntem como foi possível o caso do Banif ter chegado ao beco sem saída a que chegou. Não aceita que lhe perguntem o que fez o Banco de Portugal perante as oito propostas de resolver o problema que foram entregues em Bruxelas, todas chumbadas. Não aceita que lhe perguntem porque pagou 300 mil euros à BCG para avaliar a atuação do supervisor no caso BES e agora se recusa terminantemente a divulgar as conclusões do relatório. E não aceita que lhe perguntem como não foi ele a impedir a venda de uma sucursal do Novo Banco em Cabo Verde a uma empresa ligada a José Veiga (só o fez agora) e sim o Ministério Público, que ordenou a detenção do empresário quando o negócio estava prestes a ser assinado. [Nicolau Santos,  Expresso Diário, 18/02/2016]

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Bilhete do Canadá: Ui que medo


Nas jornadas para lamentar do PSD houve duas tiradas de génio.

Uma foi do podengo da maçonaria que corre ao chamado de Montenegro: se a esquerda falhar, o governo deixa de existir.

Outra foi dum tal Passos que foi empregado duma dita Tecnoforma que pescava dinheiros europeus sem fazer uma única obra, de parceria com o Relvas, tarefa hercúlea que o levou a esquecer-se de pagar à segurança social uns anos. Disse o artista: ninguém acredita que esta maioria dure. E não será por causa do PSD.

Aos dois assenta como uma luva o ditado ribatejano: quem com porcos sonha até o mato lhe ronca.

A história do empresário português de sucesso que acredita no OE16

Guimarães,03/11/2011 - Fortunato Frederico empresário e industrial do calçado na fábrica da Kyaia , produtora de marcas de marcas como a Fly London e Foreva .( Pedro Granadeiro / Global Imagens )

Fortunato Frederico não é típico empresário mediático e presunçoso que podemos encontrar em cocktails na capital, rodeado de tráfico de influências, ostentação e tias fúteis de Cascais. Começou por baixo, trabalhou muito, construiu o seu negócio do zero e hoje emprega mais de 600 pessoas em cinco fábricas e mais de 80 pontos de venda espalhados pelo globo, do Porto a Nova Iorque, Londres ou Berlin. A sua marca, Fly London, é mais famosa e reconhecida lá fora do que em Portugal. Um daqueles exemplos que tanto inspiram os fervorosos adeptos do capitalismo sem freio. O self made men que todos poderíamos ser se vivêssemos na ilha da utopia neoliberal.

O sector de actividade de Fortunato Frederico, o calçado, é um dos mais bem-sucedidos e um dos que mais exportações tem dado ao nosso país. O patrão da Kyaia compete directamente com a oleada máquina italiana e com as principais insígnias mundiais e, de acordo com uma notícia publicada no Dinheiro Vivo no final de 2011, a Fly London era já a oitava marca de sapatos mais vendida em todo o mundo. [Read more…]

Bilhete do Canadá: Um patriota

Quinta-feira.  No final do noticiário da RTP, Nuno Melo e Carlos HEIL Amorim  botaram faladura numa coisa que era suposto ser um diálogo.  A dada altura, o Melo do CDS enumerou pausamente todos os ataques que o governo e seu orçamento têm merecido duns figurões de Bruxelas, doutros figurões dos mercados, doutras entidades que, nos dias que correm, andam de calças na mão com o trambolhão financeiro que se avizinha na Alemanha e outros países do clube. O eurodeputado Melo relatou os ataques com grande entusiasmo e uma expressão resplandecente.

Enternece o amor que têm à Pátria estes que vivem dos dinheiros públicos.

Pacquiao obrigado a retratar-se publicamente

Segundo o jornal I, o pugilista Manny Pacquiao «foi obrigado a retratar-se publicamente», depois de ter comparado «homossexuais a animais».

Contudo, como podemos verificar, «retratar-se publicamente» não constituirá qualquer obrigação para Pacquiao. Antes pelo contrário. Eis alguns exemplos: [Read more…]

Hoje

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Patricia de Melo Moreira/AFP/Getty Images (http://bit.ly/1TnYKCU)

Ontem, efectivamente, além do espectacular golo do CR7, houve  facto tributário e fato tributário:

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Hoje?

Hoje, menciona-se “o motivo que determinou tal fato”, com uma alusão quer aos “fatos constantes da candidatura”, quer ao “contato com o solo”.

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Exactamente, Hoje.

Bons exemplos

Por trair as promessas eleitorais, autorizando a permanência da fábrica de celulose ENCE junto à ria de Pontevedra até 2073, Mariano Rajoy passa a ser “persona non grata” na sua própria cidade.

A Parque Expo e os negócios nebulosos do CDS-PP

O presidente do Conselho de Administração da Parque EXPO, John Antunes (E), cumprimenta o membro do Conselho de Administração do Grupo Jerónimo Martins, José Soares dos Santos (C), após a assinatura do contrato de alienação das ações da Oceanário de Lisboa à Sociedade Francisco Manuel dos Santos, no Parque Expo em Lisboa, 15 de julho de 2015. ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Encostado à esquerda na fotografia em cima está um homem bem encostado à direita. Trata-se de John Antunes, conselheiro nacional do CDS-PP, nomeado em 2011 por Assunção Cristas para presidir à Parque Expo, após ter integrado a comissão de honra da candidatura às Legislativas da mais que provável próxima líder do CDS-PP.

A tarefa de John Antunes era a de liquidar a empresa até ao final de 2013. Porém, e à imagem do governo que o incumbiu de tal missão, o centrista falhou a sua meta e o plano de liquidação não seria aprovado até Outubro de 2014. Desde então, a gestão do centrista gastou cerca de 700 mil euros em aquisição de bens e serviços, de um total de 3,9 milhões de euros desde Agosto de 2011, correspondentes a 103 contractos que, com a excepção de 16 concurso públicos, foram assinados na modalidade preferida do poder: ajuste directo. Para uma empresa a liquidar, convenhamos que dinheiro não parece faltar. [Read more…]

Retrato realizado na Técnica de Pintura a Óleo

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“Deseja ver mais retratos de artistas e personalidades?”

A experiência ensina mas nem todos aprendem

Jesse Hughes,  vocalista dos Eagles of Death Metal, sobrevivente do massacre no Bataclan, reclama o “acesso universal às armas de fogo”.

Cavaco Silva e a PIDE

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Encontrei esta imagem no mural da Ana Cristina Leonardo, que, por sua vez, remete para uma publicação do José Simões no Der Terrorist.

Uma imagem vale mil palavrões. Vai longa a noite. Para além de Cavaco Silva, assina Jorge Braga de Macedo.

A crise que se segue: Deutsche Bank, os mercenários de serviço e o OE16

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A Mariana Mortágua explica tudo no seu artigo de ontem no Jornal de Notícias: há um incêndio na Europa e um batalhão de burocratas sem escrúpulos em negação. O Deutsche Bank arrisca-se a ser o próximo Lehman Brothers, depois de ter anunciado perdas no valor de 6 mil milhões de euros, a que se juntam 65 triliões de euros acumulados em derivados, o que equivale a 20 vezes o PIB alemão. Se a isto juntarmos a crise dos refugiados, a eventual saída do Reino Unido da UE e, acrescento eu, a insistência na imposição dessa não-solução chamada austeridade, que ao invés de resolver aprofunda os problemas europeus, a conclusão só pode ser uma: o problema da União é o orçamento de estado português. Só pode ser essa a justificação para o nervosismo dos mercados. Pelo menos pela óptica da direita nacional e do seu ministério da propaganda, sempre firmes ao serviço da direita neoliberal europeia. Quem quiser, como sugere Mortágua, ver para além da porta da gaiola onde esta gente nos enfiou, percebe que tudo isto não passa de uma forma moderna de totalitarismo, onde a violência física é substituída pela imposição do medo levada ao extremo, que explora os instintos mais primários do ser humano. Já era tempo de corrermos com estes mercenários.

Imagem via Rabble.ca

Problemas técnicos nos jornais ao serviço da PàF

I

As páginas do jornais Sol e I, detidos até Novembro passado pela Newshold de Álvaro Sobrinho, estão, no momento em que escrevo estas linhas, indisponíveis. Depois da saída do grupo angolano destes jornais, que levou ao despedimento de mais de 100 trabalhadores e que aconteceu, curiosamente, pouco depois de consumada a subida do governo do PS apoiado pela esquerda parlamentar, este parece ser um sinal de que o fim estará próximo. Terá a Fox News do PSD o Observador um lugar disponível para o arquitecto Saraiva e para o fundamentalista Ribeiro Ferreira na sua coluna de opinião exclusivamente de direita? Que bem que eles lá ficavam ao lado Fernandes e restante tropa de choque da dupla Passos/Portas.

SOL

Sic transit…

Já não há livrarias como antigamente

Pê-éSse-Dê: unidade sindical!

Montenegro

A luta dos camaradas da direita regressa às ruas no próximo dia 4 de Março para pedir a queda do governo. Na foto podemos ver o deputado líder sindical Luís Montengro que participou, por momentos, na pequena mas muito simbólica manifestação que os camaradas da PàF organizaram no passado dia 10 de Novembro, a tal que alguma imprensa tentou agigantar mas que afinal não chegava para encher um autocarro da Rede Nacional de Expressos.

Mas desta vez é que vai ser: o sindicalista Mário Gonçalves, líder do movimento “Por Portugal”, diz pretender com esta manifestação mostrar a força popular “do pessoal da direita com a bandeira de Portugal (à Frente?) em punho e com gritos de revolta. Depois do sucesso que têm feito “a estética neo-bolchevique da candidatura à liderança do PSD” de Pedro Passos Coelho, e do tão anunciado regresso da social-democracia, não tarda teremos os TSD, aos milhares, a lutar por melhores condições de trabalho na função pública. Quem sabe um acampamento no Terreiro do Paço onde tias de Cascais em fato-de-treino se misturarão com a plebe. Desta vez, os camaradas da direita não estão para brincadeiras.

A luta continua!

Umas pastilhas resolvem isso

Fotografia: Luís Carregã

Pelos corredores da direita circula um novo spin que procura colar Costa a Marcello Caetano. A tese? Costa foi para o YouTube falar aos portugueses, logo há base para evocar as Conversa em Família, como aqui se fez, por exemplo.

Mas se é para usar o argumentário ad dictatorem, ninguém levará a mal que recordemos o homem que teve Salazar como suporte. Pois não?

Nota: Alguém que avise o Obama que ele não inovou e que, apenas, teve mau gosto ao imitar Marcello.

GOOOOOOOOOOOLO!

Em suma, é isto.

JONAS

Armando Franca/AP (http://bit.ly/1QHcZOh)

TAP, passa-te ao caralho!

Quem é que precisa da TAP para o que quer que seja?

Os cães ladram e as panelas da família Soares passam

JS

A panela obtida pelo filho de João Soares na CM da Lisboa é duplamente interessante. É interessante, por um lado, porque demonstra que o clientelismo está vivo e de boa saúde no seio do PS. Nada de novo. Interessante também é verificar o regresso da máquina de propaganda da direita a estes temas, depois de um silêncio ensurdecedor de quatro anos. Já tínhamos saudades deles. [Read more…]

Bilhete do Canadá: Prós e contras

Segunda-feira discutiu-se a Eutanásia.

Qual não foi o espanto, aquém e além mar, do lado Contras estavam as mesmas damas que se bateram contra o Aborto. Usaram a mesma argumentação e o mesmo discurso. Não sei se os cabelos são pintados. Só sei que são loiras.

A Direita não aprende nada. E depois, queixa-se. Haja pachorra, Fátinha, haja pachorra.

Orçamentos movediços

cameloMarco Faria

Como diria Abud Aba, o maior vendedor de pneus de bicicleta de Marraquexe, os portugueses têm muito amor e pouco dinheiro… Com que então o Orçamento do Estado para 2016 já mereceu 46 páginas de correções? O mais interessante é que o Orçamento prevê a “manutenção da carga fiscal em 2016” (ou uma subida, se acrescentarmos as contribuições sociais, corrigiu o economista e deputado independente eleito pelo PS, Paulo Trigo Pereira).
O Orçamento será outra vez corrigido no dia em que o ministro Mário Centeno nos tirar um subsídio lá para o Verão… Mas o prémio BAFTA vai para o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Fernando Rocha Andrade, que aprovou uma portaria ainda antes de o galo começar a cantar, e assim os combustíveis conhecem o maior aumento de impostos desde o ano do “bug” informático, 2000.
É justo o BAFTA para Rocha Andrade, quando as suas palavras são corroboradas pelo “draft” do Orçamento, que aponta para um novo futuro aumento de 4 a 5 cêntimos por litro. Tudo isto, dizia há dias o primeiro-ministro que foi ao Festival Berlim, se justifica em nome do princípio da neutralidade fiscal. Eu gosto muito dos princípios invocados por homens que optam por esvaziarem-nos os bolsos. Abud Aba é um marroquino sensato: os portugueses têm muito amor e pouco dinheiro… E Habib Selam, o ajudante de Abud Aba, diz que os orçamentos portugueses são como os desertos africanos: quanto mais se mexe, mais se asfixia o contribuinte, que cai desesperadamente nas areias movediças. Não há camelos que nos lhe valham desta aflição fiscal.

Marcelo Rebelo de Sousa: Isto, sim, é começar em grande

No dia seguinte ao da eleição, conduziu sem cinto e estacionou num lugar reservado a deficientes. Podem achar uma coisa menor, para mim não é. Diz muito da personagem.
Num dia destes, esteve em Braga. Recebeu um prémio das mãos de António Salvador. Presidente do Braga, dono da Britalar e uma pessoa acima de toda a suspeita. Numa cerimónia em que, recorde-se, foi evocado Marcelo Caetano e o Cónego Melo (Padre Max,lembram-se?)
Para quem ainda nem sequer tomou posse, não está mau…