Carlos Castro, Renato Seabra, o saca-rolhas e a capa do JN

Ah, quem não se lembra das fantásticas capas que O Independente nos proporcionou? Naquele tempo Paulo Portas tinha em Cavaco Silva o seu odiozinho de estimação, não havia governante que não tremesse à quinta-feira à tarde, com medo de uma chamada daquele jornal, e até o Expresso lançava manchetes que dominavam as agendas informativas durante alguns dias.

Hoje não temos nada disso. Mas, de vez em quando, temos o JN. Às vezes consegue surpreender. Hoje, por exemplo, à boleia do caso Carlos Castro / Renato Seabra oferece-nos uma capa de elevado humor negro. Ao nível do melhor humor britânico. Aposto que amanhã trazem um saca-rolhas.

Guerra da Guiné (pequenas memórias)

O furriel Machado em primeiro plano

O furriel Machado pertencia à minha companhia de origem, a 1547. Esta companhia permaneceu algum tempo de intervenção, mais ou menos o tempo que eu estive em Canquelifá. Uma companhia de intervenção era uma espécie de bombeiro, acorrendo aos mais variados locais onde havia conflito. Findo este período de intervenção, a companhia fixou-se em Bigene, no norte, no sector de Farim. Algum tempo antes, uma Dornier fora buscar-me a Canquelifá para me depositar em Bigene, onde se encontrava a última companhia de farda branca, que estava prestes a acabar a comissão, e que seria substituída pela 1547. [Read more…]

Hoje no Diário de Notícias:

Entrevista Pedro Passos Coelho

“O eventual recurso ao FMI não pode deixar de ter consequências políticas”

Esta é a última entrevista de fundo que Pedro Passos Coelho concede até ao fim da campanha presidencial em curso. A partir de agora, só fará intervenções pontuais, e uma delas está marcada para Vila Real, ao lado de Cavaco Silva, num comício.

Ricardo Rodrigues afastado da comissão de Camarate

Ricardo Rodrigues, deputado do Partido Socialista, está impedido de presidir à IX comissão de inquérito ao caso Camarate, para a qual havia sido indigitado recentemente. Tal deve-se ao facto de a SUCIA (Sociedade Unificada de Carteiristas Ilegais e Assaltantes) ter conseguido uma ordem de restrição que impede que o referido deputado possa estar a menos de cinquenta metros de qualquer aparelho de gravação áudio, o que impossibilitará o socialista de entrar em São Bento e, eventualmente, na sua própria casa.  

Ricardo Rodrigues celebrizou-se, a 30 de Abril, por ter tomado “posse de dois equipamentos de gravação digital”, propriedade da Revista “Sábado”. A fim de explicar a iniciativa da SUCIA, o secretário-geral da associação declarou ao Aventar: “Isto é tudo uma questão de imagem: se começam a confundir-nos com deputados, é uma corporação inteira de criminosos sérios a ficar malvista.”

Carlos Castro teve a morte que merecia


Ouvi no supermercado um homem dizer que Carlos Castro teve a morte que merecia, sendo que, na conversa com o amigo, nunca o tratou pelo nome mas antes pela «bicha louca».
Embora por razões diferentes, sou obrigado a concordar com aquela frase. Carlos Castro foi uma pessoa diferente das outras, não foi uma pessoa dita «normal», por isso não podia ter tido uma morte «normal», na cama de um hospital ou na passadeira de uma rua.
Num país mesquinho, cheio de preconceitos e invejas, Carlos Castro viveu como quis e como lhe apeteceu. Aproveitou bem a vida e, até ao fim, fez-se rodear do prazer. A ironia de ter sido precisamente esse prazer a conduzi-lo à morte não passa disso mesmo, de uma ironia.
A morte num quarto de hotel de luxo da cidade amada, Nova Iorque, às mãos do seu último amor – uma relação de «faca na liga» que foi notícia em Portugal, em Espanha, nos Estados Unidos, no Brasil. Um mito. Quantos não dariam a vida para ter uma morte assim?

Ainda o sucesso dos alunos

A jornalista Bárbara Wong, autora da notícia aqui comentada, teve a paciência suficiente para responder à crítica/provocação que deixei no Educar em Português, de que é co-autora. Devo dizer que não li apenas a edição on-line.

Mantenho a crítica de falta de trabalho jornalístico, porque não é questão de somenos conhecer o currículo das autoras do estudo, entre outros aspectos. O texto limita-se a indicar em que Universidade trabalham. É pouco. O facto de Cláudia Sarrico ter feito parte do grupo de trabalho que preparou a avaliação externa das escolas não me deixa mais descansado, pelo que explicitarei a seguir

As escolas confrontam-se com vários problemas resultantes das ideias que circulam pelos meios políticos e universitários que presidem às políticas educativas. O pouco que conheço deste estudo leva-me a entrever duas dessas ideias: a imposição acrítica de conceitos vindos das áreas da gestão e da economia e, sobretudo, a diminuta influência da origem social nos resultados escolares. [Read more…]

Morreu Carlos Castro

Morreu o “jornalista” e cronista social Carlos Castro. A RTP abriu o jornal da tarde com a notícia da morte violenta deste cidadão português e a SIC dedicou ao tema os nove primeiros minutos do seu noticiário das 13h.

Seguem-se as honras de Estado? – o seu imenso trabalho “social”, o seu altruísmo, a sua abnegação e a sua relevância cívica assim o exigem.

Na terra da liberdade…

… 8 dólares valem prisão para toda a vida. E um rim pode ser usado em troca desta maquia. Mais ou menos isto, muitos insólitos pelo meio.

ninguém toca na minha mulher. eu preciso dela como ela de mim

eu precisso dela como ela de mim

Para nossa desgraça, hoje de manhã, enquanto tratava de cumprir os meus deveres com Aventar, a irmã de uma amiga de minha mulher foi assassinada. Não sabemos nem o motivo, nem o nome nem esse porquê necessário para entender a nossa vida. Apenas sabemos que ela colaborava comigo para Aventar, a presa, para sermos capazes de entregar um texto solicitado para hoje antes do meio-dia. Era impossível cumprir o pedido. Como é natural, Maria da Graça que sabe ironizar bem, perguntou-se com tristeza: como é que as mulheres não se sabem defender? Ripostei: nem todas, mas há muitas, como escrevi no texto que reproduzo cá para não esquecer

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O sucesso dos alunos depende pouco do meio socioeconómico

Um estudo divulgado pelo Público de hoje defende que o meio socioeconómico de origem e a idade dos alunos têm um peso de 30% no sucesso escolar dos alunos, dependendo os restantes 70% do trabalho realizado nas escolas. O estudo é, ainda, realçado positivamente no editorial do jornal.

Seria interessante ler o estudo e perceber como se consegue alcançar os valores referidos. Não o conheço e não sei se virei a conhecer, mas há algumas coisas que me intrigam.

Em primeiro lugar, das quatro investigadoras apenas uma, Maria de Fátima Pinto, está ligada ao ensino não universitário. De resto, numa investigação apressada que poderá conter falhas, descobri que Cláudia Sarrico é Licenciada em Engenharia e Gestão Industrial, Margarida Cardoso é assistente do Instituto Abel Salazar nas áreas de Bioestatística e Epidemiologia e Maria João Pires é Licenciada em Engenharia Química. Não é impossível que estas três respeitáveis senhoras possam perceber imenso de Educação básica e secundária: Rómulo de Carvalho licenciou-se em Ciências Físico-Químicas e escreveu uma monumental História da Educação em Portugal, por exemplo. É claro que há o pormenor de ter sido professor do ensino liceal durante 40 anos.

Finalmente, parece-me muito pouco científica a terminologia que divide as escolas em quatro grupos: escolas de elite, à sombra da bananeira, que surpreendem e fatalistas. Não, não estou a brincar.

O Diário do Professor Arnaldo – Ainda o drama da fome nas escolas

No dia 19 de Novembro, escrevi o post A fome nas escolas, relativo a uma situação concreta de que tive conhecimento na minha escola e que envolvia alunos meus.
Nos últimos dias, o texto começou a espalhar-se por mail e por diversos blogues de grandes audiências, trazendo para primeiro plano um assunto que, no fundo, não tem nada de novo. Infelizmente, a fome das crianças portuguesas tem vindo a aumentar constantemente nos últimos anos, na mesma medida em que os lucros das grandes empresas tendem a aumentar.
E há em tudo isto uma questão que é decisiva: como seria se não fossem as escolas? Se não fossem as refeições providenciadas pelas escolas, muito para além daquela que é a sua obrigação legal, e muitas vezes envolvendo dinheiro dos professores, já teria havido crianças a morrer à fome.
Quanto ao caso que denunciei, só espero não ter perdido o rumo daquelas crianças. Nos Conselhos de Turma de Dezembro, ouvi uns zunzuns acerca da emigração da família para o estrangeiro. Não sei se é verdade, mas o certo é que o aluno faltou à única aula que tive com ele neste Período que está agora a começar. Também não seria novidade os pais partirem e deixarem os filhos ao cuidado de familiares. Sinceramente, não sei.
Seja como for, agradeço a todos os leitores e comentadores que manifestaram a sua preocupação e posso garantir que farei tudo o que está ao meu alcance para a preocupação de todos não tenha sido em vão. Quanto à identidade da família, como é óbvio, nunca poderá ser revelada publicamente sem autorização.

Violência infantil

É a terceira estalada que a gaja à minha frente dá na filha de 4 anos. Porque anda a saltar de um lado para o outro, porque não pára quieta, porque sim.
Estremeço por dentro, mas olho à minha volta e parece que ninguém no café dá por isso. A empregada diz que a criança é mal educada, a mulher ao lado da mãe vira-se para a miúda e diz «És má, és má».
E ninguém olha para a mãe – eu olho-a nos olhos com desprezo, mas infelizmente, não tenho coragem de me levantar e dar dois pares de estalos na fronha daquela puta. No fundo, sou tão culpado como ela.

Avisem a JP Sá Couto:

Pois quando o nosso Primeiro souber vai deitar fora os Magalhães…

Adenda: O Albergue faz hoje um ano.

Fernando Ulrich (BPI) ou as dúvidas de um banqueiro

Membro da comissão de honra de Cavaco Silva e administrador do BPI – posições, aliás, irrelevantes –Ulrich veio a público lançar dúvidas sobre a relação CGD – BPN. Terá a Caixa beneficiado da transferência, para os seus activos, dos dinheiros depositados no BPN? Eis a questão do desassossego de Ulrich.

O destino do dinheiro é, ao que parece, causa provável de insónias do banqueiro. Já o  Estado ter injectado à volta de 5 mil milhões de euros, na promíscua instituição BPN, deixa Ulrich imperturbável. Que  a origem do dinheiro seja o erário público, em grande parte suportado por impostos cobrados a cidadãos de baixos salários, ainda o deixa mais indiferente. Primeiro a banca e em último dos últimos o povo do trabalho, do desemprego e de vidas amarguradas.

Outra curiosidade: Fernando Ulrich afirmou haver muita coisa do BPN por saber. Há certamente. Mas, adiantamos, também se sabe com rigor que ex-governantes cavaquistas, com Oliveira e Costa e Dias Loureiro à cabeça, têm fortes responsabilidades no caso Só que sobre este capítulo, e por certo em ordem a obedecer ao sacro-santo segredo de justiça, Ulrich opta por esquivo silêncio. “Compreendi-te”, diria o histórico Vasco Santana, de voz cheia e embriagada, ao estilo do ‘Pátio das Cantigas’. Ai esta vida de banqueiro…, entoamos nós.

A caça aos gambozinos

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«A associação [ACAPOR] não representa os detentores dos direitos dos videos partilhados na Internet. Mas esta prática de partilha, disse Nuno Pereira, levou à crise dos videoclubes. “Os nossos associados estão a ser verdadeiramente chacinados. A fecharem lojas quase diariamente, não é possível manter esta indústria”.» no Público

Realmente, há qualquer coisa com a malta dos videoclubes. Para além da agenda mediática, há a questão dos argumentos.

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Défice – responsáveis e responsabilizados

Um dos meus prazeres quotidianos consiste na leitura das crónicas de Manuel António Pina, na última página do JN. O prazer não desaparece nas raras ocasiões em que discordo do conteúdo.

Neste texto, o cronista faz uma chamada de atenção justíssima para a necessidade de o jornalismo evitar ser confundido com a mais antiga profissão do mundo, a propósito desta notícia saída no i e já comentada aqui.

O jornal visado tem, efectivamente, uma tendência tablóide na escolha das notícias e na criação de títulos, que são, frequentemente, menos engraçados do que pretenderiam os seus autores. Deste ponto de vista, a crítica de Manuel António Pina às deficiências do exercício jornalístico parece-me justa. Julgo, no entanto, que a excessiva atenção dada aos defeitos alheios estará a impedi-lo de descobrir o meretrício praticado pelo jornal em que escreve, com um critério editorial que usa ligas e pisca o olho ao poder.

Ora, a notícia do i poderá ser extemporânea, mas não serôdia. Na verdade, o que ali se conta é um dos muitos exemplos de um exercício irresponsável da política. O problema está na multiplicação desses exemplos e na consequência do costume: todos estes buracos orçamentais acabam por ser pagos por quem não os abriu. Os responsáveis foram demitidos, é certo, mas isso significará que foram responsabilizados?  

Os identificadores para as SCUT são desnecessários

Há condutores que ainda não receberam o identificador para as SCUT, pedido e pago em Outubro, o que não os tem impedido de usufruir das benesses previstas, uma vez que a matrícula já está registada no sistema. Este facto conduz à conclusão de que os referidos identificadores não são necessários, sendo, portanto, incompreensível o pagamento dos mesmos, quando um simples registo da matrícula teria sido suficiente.

Este facto constitui mais uma imoralidade, uma vez que os utentes foram obrigados a realizar uma despesa desnecessária, proporcionando ao Estado mais uma receita. Mais um momento de absurdo, e, eventualmente, de ilegalidade, a juntar aos disparates associados a outros tipos de pagamento e à injustiça de impor cobranças nestas estradas, como já se pôde verificar aqui.

Um Povo Assim Não Merece Misericórdia

As “Vendas de automóveis disparam 61,9 por cento em Dezembro” ao mesmo tempo que “petróleo atinge novo máximo e a gasolina já passa 1,50 euros” e, em simultâneo também acontece isto e se fazem longas bichas para comprar o chip para meter na orelha…
Um povo assim merece ser afogado na água choca das barragens.

ACOP propõe o regresso a um regime de preços máximos para os combustíveis

Com o petróleo a atingir o limiar psicológico dos $US 100, impõe-se, em situação emergencial, que o regime de preços livres, estabelecido há anos, cesse transitoriamente, já que o País vive uma crise sem precedentes por razões que se não ignoram…

Para tanto, a ACOP propõe se retorne ao regime de preços máximos, calculado segundo critérios rigorosos e que escapem a uma “pseudo-concorrência”, como a que ora se observa, sendo que no intervalo de preços poderá haver sempre uma salutar concorrência se as empresas do sector petrolífero honrarem o seu respeito pelo mercado e pelos consumidores, o que parece não se haver verificado desde a abertura do mercado à liberalização estatuída. Basta atentar no que sucede com os elevadíssimos preços praticados nas auto-estradas, cuja “concertação” os painéis não escondem… e no mais, onde a similitude preços poderá não ser mera coincidência! [Read more…]

Guerra da Guiné (Pequenas memórias)

O velho Uíge atracou em Bissau no dia 13 de Maio de 1966. Entrámos dentro do forno da cidade. Aí aguardei um mês até ao meu destacamento para o mato. Eu e o meu colega e amigo Gomes Pedro, hoje professor catedrático da Faculdade de Medicina de Lisboa e Director do Serviço de Pediatria do hospital de Santa Maria. Ele seguiu para Cuntima, no norte da Guiné, perto da fronteira do Senegal, e eu embarquei para Canquelifá, no leste, próximo da fronteira com a Guiné-Conackry.

Um velho Dakota levou-me até Bafatá. Dentro do avião, além de mim, ia o piloto, o co-piloto que tinha meia cara feita numa cicatriz, uma mulher negra sentada sobre o caixão do filho e um capitão que eu não conhecia de lado nenhum. Este capitão desembarcara momentos antes no aeroporto de Bissalanca, vindo do Porto, e seguia directamente para o mato. Confessou-me que transportava consigo alguma angústia, pois deixara para trás mulher e nove filhos. Três meses depois encontrámo-nos em Bigene, no norte. Reconhecêmo-nos e tornámo-nos muito amigos. Era o capitão Brito e Faro. [Read more…]

The Cove

Antes de visitarem espaços como o Zoomarine (aqui fica a minha opinião) façam o favor de ver este documentário (Óscar 2010 documentários):

Carta berta à ERSE por Rajesh Pai

Pessoas de bem, as Entidades Públicas? O Estado e as Entidades Reguladoras?

“Com papas e bolos se enganam os tolos…”

E ninguém fez contas. Nem denunciou esta situação!

Ainda há quem não se distraia…

Rajesh Pai, matemático e inventor português que conquistou em 2009 a Medalha de Prata da Feira Internacional de Invenções de Genebra, põe em causa a transparência da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos na (má) informação prestada aos consumidores e envia Carta Aberta ao seu presidente.

Bom Ano.

Tribunais arbitrais de conflitos de consumo condenados a desaparecer?

A ausência de um financiamento adequado do Estado – via Ministério da Economia/DGC – Direcção-Geral do Consumidor – aos tribunais arbitrais de conflitos de consumo, com reduções previstas da ordem dos 50 a 80%, parecer estar a condenar estas estruturas de resolução ágil e célere de conflitos de consumo ao desaparecimento. [Read more…]

«Se pudessem, já me tinham eliminado de várias maneiras»

Em ano de conquista de direitos sem precedentes para os cidadãos LGBT em Portugal, o dezanove entrevista António Serzedelo, figura histórica do activismo LGBT, presidente da Opus Gay e autor do programa de rádio Vidas Alternativas:

dezanove: Muitos consideram António Serzedelo uma figura incontornável do activismo português. Que balanço político faz da sociedade portuguesa entre 1974, quando foi publicado na imprensa o primeiro manifesto sobre a “Liberdade para as Minorias Sexuais” 17 dias após a revolução, e 2010, quando foi convidado para almoçar com o primeiro-ministro no dia da publicação da lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo? [Read more…]

Ano velho, ano novo

velho ano - novo ano

Quando os blogs são notícia

Audição de Pinto Monteiro na AR, em 16-01-2007

Volta e meia diz-se por aí que os blogs dependem mais dos media tradicionais do que o contrário mas temos assistido nos últimos tempos a consideráveis marcações de terreno – chamemos-lhes assim. Já houve o caso do blog O Jumento, com a identidade do autor revelada por um jornalista de uma forma pouco elegante; há o caso do blog dos assessores do governo, onde estes procuram dar linhas de orientação ao povo blogosférico pró-governo; há os diversos casos de intimidação a bloggers, de onde as ameaças da CONFAP ao Paulo Guinote e ao blog Ensinar na Escola são notórias e onde o processo movido ao autor blog Do Portugal Profundo por causa da licenciatura ao domingo de Sócrates fez correr muita tinta (curiosamente, esses posts já não existem no blog em causa…)

E agora há o caso Jonas/Ensitel, onde a Maria João Nogueira (Jonas), responsável pelos serviços de comunidade Sapo e autora do blog Jonasnuts está em vias de ser processada pela Ensitel.

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ainda não se confirmou a suspeita

desaparecida A miúda fugiu de casa na noite de natal, “de madrugada, e deixou uma carta à mãe a dizer que ia seguir o seu sonho: ser cantora e aparecer na televisão, no programa ‘Ídolos’. Sara Filipa Marques, de apenas 13 anos, nunca mais foi vista, desde que deixou a casa onde vive com os pais e mais quatro irmãos em Tabuaço, concelho de Vagos.
Na carta de despedida, que deixou escrita no caderno da escola e ficou largada em cima da cama, disse que um homem, chamado ‘Manel’, ia ajudá-la e levá-la à televisão. Pagava a sua estadia e ajudava-a com a carreira em Lisboa”
. O Correio da Manha esfregou a língua nos lábios, babou-se e avançou no combate aos perigos da internet devoradora de criancinhas.

Sou muito pacifista nesta guerra, também porque vivo com pais que não querem net lá em casa pode por ali perder-se uma filha, e é uma guerra não só dos jornais em papel mas do mundo na parte do mundo que tem de ter medo, lugar do pânico. Um computador vale pelo velho perigo de ir sozinha à fonte, às romarias, aos bailes, rondar os becos escuros  da cidade, depois os cafés, as discotecas, os festivais, agora a rede. Sempre o medo do medo, do novo. quando há um novo, vem um novo medo.

Azar. A miúda tinha fugido  com “o namorado, um pouco mais velho, que também estava desaparecido”, um pouco mais velho por sorte são 15 anos, idade em que fugir de casa numa noite de natal pode ser amor, com 16 já era pedofilia.

O Correio da Manha não aguenta e suspeita:

Apesar de a menina já se encontrar em casa, ainda não se confirmou a suspeita levantada pelos pais da jovem, que acreditavam que esta tivesse sido seduzida por alguém através da Internet.

Como ainda não se confirmou a suspeita podemos estar descansados. Agora se ela se confirma, estão a ver os riscos que as crianças correm, mesmo quando nem têm computador e internet em casa, como é o caso.

O Norte precisa de uma bússola

“No 3º trimestre de 2010, voltou a atenuar-se a tendência negativa do emprego na Região do Norte. Face ao trimestre homólogo do ano anterior, o número de empregados residentes na Região do Norte registou uma queda de 0,4% (equivalente a menos sete mil indivíduos empregados). No trimestre anterior, a variação homóloga  tinha sido de – 0,9%. A taxa de emprego (dos 15 aos 64 anos) atingiu novo mínimo histórico, fixando-se em 63,0%”.

Destaque para “novo mínimo histórico”.

Está no relatório de conjuntura divulgado esta terça-feira pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte.

A cáfila…


O sr. Cavaco Silva anda em não-campanha eleitoral, isto é, continua a ter a sua agenda presidencial cheia de iniciativas que substituem facilmente os famosos outdoors, tarjas ou autocolantes.

Há uns tempos, depositou uma coroa de flores – que mania, esta republicanagem tem em depositar coroas, preferindo-as aos barretes! – no monumento de Salgueiro Maia. Bem vistas as coisas, deve-lhe o cargo. Ele e todos os outros “tacheiros” que por aí (ainda) andam. Seria interessante sabermos o que diria o capitão, acerca de todos os ataques que as Forças Armadas têm sofrido às mãos da cáfila que nos arranjaram.

SCUTS – entrevistas de alunos de Escola de Matosinhos

1. É a favor do pagamento das SCUT nas auto-estradas da Costa de Prata, Grande Porto e Norte Litoral?

Seria a favor se cumulativamente: [Read more…]