Extintos

Professores – o bom senso ajuda

Terminado o folclore, parece que Sindicatos e ME “caíram no real”. Deitados para o caixote do lixo, argumentos patéticos, de um e outro lado, a avaliação vai ser feita aos professores como já é feita há mais de trinta anos, nas mais diversas actividades, como um poderoso instrumento de gestão, e não só de “discriminação positiva” como alguns quiseram fazer crer.

A avaliação poderá apontar para que todos os professores com “muito bom” e “excelente” tenham assegurada a ascenção ao topo da carreira, mantendo as vagas para quem obtenha “bom”. Haverá tambem vagas para os 3º, 5º e 7º níveis.

Acresce que a carreira, com entrada no nível mais elevado, corresponderá a 34 anos de trabalho.

Compreendidos os conceitos que teimosamente aqui ando a pregar, porque é este “o estado da arte”, e que sindicalistas e funcionários do ME conhecem muito bem, e que são a) objectivos discutidos e aceites por todos; b) mensuráveis; c) com consequências na carreira; d) com envolvimento dos pares, a avaliação não é um “bicho” para fazer mal a ninguem, pelo contrário, é um instrumento de gestão que permite alavancar o trabalho da escola, a partir do trabalho individual orientado, segundo objectivos escolhidos e aceites por todos.

Cheguei a ter em cima da minha secretária, durante um ano, 700 fichas de avaliação, todas excelentes, que me recusava a assinar.

Uma palhaçada!

Futaventar: abrir hostilidades

Daqui a pouco, o Glorioso tem um jogo a feijões e não me importo de, adiantadamente, aconteça o que acontecer, dar o flanco.

Já o pessoal do Aventar vai ter um sábado muito preenchido. Desejo-lhes um dia bem passado e que se divirtam. Eu estarei a uns milhares de quilómetros de distância e não poderei acompanhá-los. À noite, para digerir, haverá águias contra dragões, que não poderei também acompanhar.

Espero que tenham todos um dia em cheio, mas que os dragões acabem com uma ligeira azia…

O matrimónio homosexual e as opções de amar

Por curiosidade, parei a minha escrita, esse meu grande amor a seguir à minha mulher, filhas e netos, e ouvi a notícia: o Conselho de Ministros tem aprovado um projecto de lei que liberaliza o mais elementar direito do ser humano: as formas de amar. Por estranha coincidência, a proposta é aprovada no dia a seguir em que Ratzinger impõe uma lei canónica para o matrimónio católico: se dois que se amam e querem casar pela Igreja mas são de diferente fé, antes do sacramento o fiel católico deve pedir autorização à Cúria Romana, por meio do seu Pároco. Se a licença é negada, não há Sacramento e, talvez comece uma vida de amancebamento que a fé romana impede: ou sacramento, ou nada, excepto a lei civil para os filhos serem filhos de dois que se unem por amor. O bom Bispo de Braga comentava, na sua boa vontade, que era apenas uma orientação de Ratzinger. Mas, quando o Papa Romano fala, a sua voz deve ser obedecida por se acreditar que a divindade fala pela sua boca em matérias de fé.

Mas Ratizinger não é apenas Bento XVI, é também o PDS e o muito católico CDS-PP. Partidos que, como sabemos, deve contar entre os seus membros pessoas que vivem amancebadas de forma homossexual ou heterossexual. Nunca há nada puro. Se a pureza existir, não seria necessário o sacramento da confissão, que começara no Século XII, no II Concílio de Letrão. Não era para fazer introspecção como na psicanálise, era para limpar a alma em tempos em que o inferno era uma realidade viva e temida. Temida de tal maneira, que o Concílio de Trento do Século XVI criou como dogma de fé, o Purgatório. Sítio, estou certo, que deve servir aos que estão a pensar em tratar o matrimónio homossexual como um amor diferente. Eles ainda não experimentaram o sentimento definido por Freud em 1905-12 e 22, que a paixão é uma força da natureza e a libido manda na nossa racionalidade, especialmente o texto do ano 1922: O Eu e o Isso, ou o Ego e o Id. Esse Id, tem sido ultrapassado se este projecto de lei é aprovado e promulgado. Não podemos esquecer que o nosso Presidente da República tem direito a veto e toma a eucaristia de joelhos, em Fátima, que visita regularmente. No entanto, confio ma sua racionalidade e em andar nos tempos modernos: não quererá permitir, conforme a sua fé, que seres humanos vivam, como ele diria, em pecado, ou os de diferente fé, assunto apesar da concordata que não é com ele, ou os do mesmo sexo. [Read more…]

Adopção por casais «gay»: Uma discriminação inaceitável

O Governo acaba de aprovar uma proposta de lei que permitirá o casamento entre pessoas do mesmo sexo. No entanto, ao arrepio das normas constitucionais, considera que há casais de primeira e casais de segunda em Portugal: os casais de primeira são constituídos por duas pessoas de sexo diferente e podem adoptar crianças; os casais de segunda são constituídos por duas pessoas do mesmo sexo e não podem adoptar.
Concordo, obviamente, com a adopção por parte dos casais «gay». As crianças ficam tão bem entregues como se o fossem a um casal heterossexual. Mas não é isso que está em questão. Estou apenas a falar de Justiça e, em última instância, de Constitucionalidade. Dizendo a Constituição que não pode haver discriminações a este nível, esta legislação, a ser aprovada pelo Parlamento, vai colocar casais que são iguais em tudo perante a Lei mas que, afinal, não têm os mesmos direitos. Contrariando aquilo que, no fundo, os nossos Tribunais já fazem no dia-a-dia, ou seja, entregar a guarda de crianças a pais que vivem em uniões de facto com pessoas do mesmo sexo.
Trata-se, pois, de uma discriminação intolerável. E de uma inconstitucionalidade. E as inconstitucionalidades são para ser removidas, como, penso, acontecerá muito em breve.
E ver que os apoiantes da causa «gay» andam todos contentes por serem discriminados perante a Lei…

Mudança Apetecida

.MUDE DE PLANETA

O nosso País está tão podre, tão cheio de ladrões, tão desfeito, tão sem norte e quase à morte, que sinto que preciso de partir para longe, e, a partir, só me apetece ir para aqui.

Energia – Negócio ou Serviço Público

Na sua intervenção no debate organizado pelo Movimento Cívico da Linha do Tua em Bragança a 17 de Janeiro de 2009, Alda Macedo, do Bloco de Esquerda, destaca a forma como a produção de energia está a ser encarada, mais como “forma de produzir negócio e não como serviço publico”.

Refere que o que foi definido no plano nacional para a eficiência energética é muito curto e que é possível obter ganhos de eficiência energética muito maiores do que o que temos conseguido.

Alerta ainda para o facto de que “falta olhar para a desigualdade de desenvolvimento do pais e perceber quais são as necessidades reais das zonas mais deprimidas” algo que até já é focado no PNPOT que refere algumas causas das desigualdes entre o litoral e o interior.

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Duração Total: 15:16

A máquina do tempo: da nave dos loucos aos sinos de Basileia

A propósito da recente ida do Ricardo Santos Pinto a Basileia, que conheço, embora mal, lembrei-me de dois livros relacionados com aquela cidade suíça, separados por quase quatro séculos e meio. Mas o que é isso para uma máquina do tempo? Lembrei-me desses livros e, por associação de ideias, a acontecimentos ligados a Basileia. Acontecimentos que tiveram a ver com a guerra e com a paz – com as derivas da nave dos loucos.

Há meses atrás, na série «falando de democracia», publiquei um texto a que dei o título da obra «A Nave dos Loucos», acrescentando um subtítulo – «caos e democracia». Foi seu autor, Sebastian Brant (1457-1521), um jurista alsaciano de língua alemã, formado na universidade daquela cidade e que, em 1494, escreveu Das Narrenschiff ou, em latim Stultifera navis – «nave dos loucos», em português. [Read more…]

Uma coisa de bebidas: da Red Bull ao Vinho de Lisboa

Nem sempre acontece mas, desta vez, concordo com Rui Rio: a transferência da Red Bull Air Race do Porto para Lisboa é “mais um factor negativo do caminho trilhado por um país que não tem juízo por tudo acontecer na capital”. Luís Filipe Meneses afinou pelo mesmo diapasão.

Há umas semanas, com a divulgação das estatísticas sobre a população nacional, o presidente da Associação de Municípios, Fernando Ruas, dizia que o país estava tão inclinado para o litoral que um dia poderia estar a cair para o mar. Agora, se virmos o país como um pódio (pequenino), sempre se pode ascrescentar que o degrau do sul é cada vez maior que o degrau do norte.

Pronto. A Red Bull Air Race vai ser "deslocalizada" do Porto para Lisboa? Que surpresa… Já agora podiam levar a Torre dos Clérigos e o Vinho do Porto pode passar a ser conhecido como Vinho de Lisboa. Produzido na região demarcada do Trancão.

Regionalização – manobra de diversão

Para o PS a regionalização é uma prioridade, diz Sócrates sem se rir, o que é um exercício que ele faz frequentemente, e com eficácia.

Estamos prontos a abrir as conversações com os outros partidos e discutir profundamente o assunto, desde que sejam cinco regiões, porque meus caros, não se pode governar a partir da Assembleia. Ou são cinco regiões ou não é nenhuma, diz Sócrates (palavra de honra, ouvi e vi na TV).

Enquanto, a crise nacional, endémica, se aprofunda e lança o pais na pobreza, Sócrates, sem nada para oferecer, lança a regionalização e o casamento gay. Aqui e ali a crise internacional dá mostras de arrefecer, mas a crise nacional, que resulta de andarmos a viver há anos acima das nossas possibilidades, nem sequer entra nas contas.

O Orçamento devia resultar de uma ampla e salutar discussão sobre os grandes problemas nacionais, mas o que este pobre homem faz, é aparecer com um Orçamento feito às escondidas, sem qualquer contributo dos outros partidos ou da sociedade civil, ele sabe tudo, ele pode tudo, ele anda a lançarmo-nos no abismo, e nem sequer tem consciência disso.

Para ele política é isto, a regionalização é como eu quero ou então, Ó da guarda não me deixam governar, vítima de tudo e todos…

Talvez a vinda do Papa faça o milagre e nos livre deste ignorante que chegou a primeiro ministro, talve o Papa saiba mais do que nós, como é coisa do inferno…

“Avatar” e as fronteiras de um novo cinema

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É um dos filmes mais aguardados do ano e tem estreia simultânea em todo o mundo. “Avatar” é a primeira longa-metragem realizada por James Cameron desde “Titanic”, película que açambarcou 11 Oscars, incluindo o de Melhor Realizador, em 1997. Projecto antigo de Cameron, que o imaginou há cerca de 14 anos, o filme teve a rodagem das imagens reais em 2005 e levou quatro anos de pós produção e de concepção das muitas – inúmeras – imagens por computador.

Cerca de 60 por cento das duas horas e 45 minutos de duração de “Avatar” são protagonizadas por actores reais, de carne e osso. Já os restantes 40 por cento são fruto de animação computorizada, denominada CGI. Realizado também em versão 3D, “Avatar” é um velho sonho de James Cameron, no qual o realizador e produtor empenhou muito do seu prestígio profissional para o fazer avançar. Afinal não é todos os dias que se podem investir mais de 250 milhões de dólares na concretização material de um filme, sem contar com as verbas para as necessárias acções de promoção.

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O sismo

Data(TU) Lat. Lon. Prof. Mag. Ref.
2009-12-17 01:37 36,50 -9,97 31 6,0 SW Cabo S.Vicente

Ah, foi isso que fez barulho à bocado. Podiam ter logo dito. Pensei que fosse outra coisa. Nem digo o quê que os tremores de terra acontecem mais vezes, e também não se fazem anunciar.

exposure

Este deve ter sido o primeiro sismo twitter em Portugal, e ainda bem,  é sinal que as telecomunicações estão a funcionar, este só matou peixes.

Vamos passar o dia a falar do que caiu das estantes, com aquele tom de pequeno susto e de medo pelo grande. Somos simples locatários do planeta, o senhorio pode abanar-nos,  isso tememos, mas nos outros dias fazemos por esquecer que andamos a destruir a residência terra e às vezes merecíamos mesmo um despejo violento para outro planeta.

Sente-te lá pequenino por um instante que isso passa.

Freeport – Lopes da Mota pede exoneração

O magistrado Lopes da Mota, presidente do Eurojust e que foi denunciado (uns delatores) pelos dois magistrados que titulam (titulavam?) o processo Freeport, foi castigado com 30 dias de férias forçadas.

Fica, assim, provado que aquele magistrado, que já havia estado envolvido numas manigâncias com a Fatinha de Felgueiras, tentou pressionar os seus dois colegas para arquivarem rapidamente o processo, “porque estavam a falar sozinhos…”

Como foi, amplamente divulgado, Lopes da Mota, foi colega de José Sócrates num dos governos de António Guterres e é muito próximo, se não militante, do PS.

O Ministro da Justiça já se apressou a dizer que será proposto brevemente, um substituto para presidente do Eurojust, o que comprova que Lopes da Mota foi para Bruxelas pela mão do governo socialista.

Interesante é saber que Lopes da Mota, por vontade própria, colocou em risco a posição já periclitante do seu camarada primeiro ministro, num processo tão sensível.

Sim, ninguem acredita que alguem lhe pediu para fazer o favorzinho…

Mário Crespo:

Uns gostam, outros não. Ninguém fica indiferente. É Jornalismo. Hoje no JN (via Blasfémias):

O Palhaço.

CAMPANHA Para Uma Vida Melhor, No Norte

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APOIE E DIVULGUE, QUE NÃO CUSTA NADA E DÁ UM GOZO TREMENDO
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Para mim, o Norte só acaba lá para as bandas do Mondego. Acaba o Norte onde o Sul começa. Já o disse antes nestas páginas, que a região norte deveria abarcar não só o Minho, Douro e Trás os Montes, mas também as Beiras, litoral e interior. É a minha ideia, devendo no entanto estar sozinho nesse pensamento.
Não é, no entanto, isso que aqui me traz hoje. Mais cedo ou mais tarde, por certo mais tarde que mais cedo, a regionalização virá, seja com uma região, como agora, seja com três, cinco, quatorze ou trinta e sete. Tantas quantas os mandantes deste nosso País, entenderem.
O que hoje me leva a escrever, é outra coisa. Para já, entendo eu, que a mais importante. Restituir ao Norte a sua real importância.
É por demais sabido que o Norte perdeu força, perdeu influência e até terá perdido o respeito de todo o restante País. Nós, os trabalhadores por excelência, o ganha pão de um País inteiro, somos hoje a zona mais pobre de Portugal, e uma das mais pobres da Europa. O respeito que antes tinham por nós, esfumou-se, e fazem da nossa região, gato-sapato. Basta ver o que os da capital nos tiram ou tiraram, sem se preocuparem connosco, sem se importarem com os prejuízos económicos que daí advieram. estou a falar, como é evidente, dos acontecimentos mais relevantes, como sejam o salão automóvel, o salão de moda e «aquelabebida air race», que do Porto, onde tinham um sucesso estrondoso, rumaram a Lisboa.
É preciso que as gentes portuguesas, mormente as gentes governamentais, saibam que estamos aqui, e que sabemos fazer valer os nossos direitos.
Para tal, é preciso afirmação e trabalho na defesa do que é nosso.
E no fundo, o que é que é nosso?
Nosso, são as nossas fábricas, os nossos produtos, as nossas casas, as nossas gentes, o nosso dinheiro.
E como poderemos nós, defender as nossas coisas? Consumindo-as, usando-as, incentivando os outros a fazerem o mesmo.
E é fácil, e não custa mais caro, e pode dar um gozo danado fazer as coisas do modo que eu faço.
Por isso, lanço esta campanha, para uma vida melhor, a Norte.
Como todos temos de comer e vestir e fazer férias e viver, sempre que possível faço da maneira que vos proponho. São oito medidas simples e fáceis de tomar.
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E tudo o vento levou… há 70 anos

São cinco discos em DVD e edição em blue-ray pela primeira vez. É uma edição especial de “E Tudo o Vento Levou”, de Victor Fleming, que estreou nos cinemas há 70 anos. Mais de sete décadas só cimentaram o prestígio deste que é um dos grandes clássicos da sétima arte e, medidas as taxas de inflacção e correcção monetária, o mais rentável de sempre. Mesmo acima de Titanic.

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Foi a 15 de Dezembro de 1939, que estreou em Atlanta, capital do estado norte-americano da Geórgia. Uma festa em grande, que faria corar de vergonha algumas das luxuosas ‘premieres’ dos dias de hoje. Foram três dias de festa e até um feriado estadual. Apesar do essencial da história se passar na Geórgia, quase todo o filme foi rodado na Califórnia.

Foi um sucesso de público e crítica. Ganhou dez Oscars, incluindo o de Melhor Filme, num recorde que durou 20 anos, até Ben-Hur, e continua a ser um dos 10 melhores filmes americanos de todos os tempos, segundo o American Film Institute.

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Sócrates vaiado no Alentejo

Uma vez fui com o PM inaugurar um centro de saúde em Extremoz, amplo, bem equipado, dos melhores que se construiram cá no país.

Antes da inauguração houve o costume, umas visitas para encher o olho, um almoço de encher a pança e vai devagarinho para te mostrares. O tipo que me acompanhava lá da região, fazia tudo para eu não ver, mas só não via quem não queria. O Alentejano é um povo digno, orgulhoso, estava a apanhar sol e assim ficava, nem um viva nem uma emoção.

Mas estes políticos acham que fazem um grande favor às gentes que visitam, se eles percebecem a alma deste povo, que eles tão maltratam, entenderiam que as palmas, quando as há, são as dos arregimentados, os da cor, foram de camioneta.

Só que hoje quem estava em Elvas eram os familiares dos soldados que iam jurar bandeira, queriam abraçar os entes queridos, estavam ali debaixo de chuva intensa, e o gajo fez-se fino e chegou com meia hora de atraso, por causa do mau tempo (explicou ele com um sorriso amarelo).

Pois é, senhor primeiro ministro, as pessoas vaiaram-no e bem, talvez para a próxima perceba que quem bate palmas tanto bate no Alentejo como em Freixo de Espada à Cinta, vão de camioneta, mas a maioria, no seu imenso saber, dizem para os seus botões: vá lá põe-te a milhas, não me tires o que não me podes dar!

Crónica de Basileia em imagens

Continuação daqui
237
Mercado de Natal
039
Servindo Vinho Quente (Gluhwein) no Mercado de Natal
042
Simpático grupo de suíços bebendo Vinho Quente (Glühwein) no Mercado de Natal
018
Rede de eléctricos rápidos no centro da cidade
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O homem não é o centro de nada

O homem não é o centro de nada e poderá não ser, tão pouco, o ser mais desenvolvido do planeta

 Todo o indivíduo está envolvido em sistemas de redes culturais e sociais que têm uma profunda influência no ser e no saber dos próprios indivíduos, criando identidades, visões do mundo e das coisas, convicções culturais e sentimentos muito diversos.

Na metafísica tradicional, todos os níveis “superiores” à matéria são realmente “metafísicos” isto é, estão para além da física e da matéria. Estes grandes pensamentos metafísicos constituíram estruturas interpretativas que os homens mais sábios foram dando às suas experiências mentais, também ditas espirituais.

 À medida que a evolução se desenvolve, novos horizontes são usados para recontextualizar e remodelar o saber, através dos resultados científicos das experiências modernas. Em minha opinião, todas as mentes racionais e lúcidas foram abandonando as interpretações metafísicas, por incongruentes e desnecessárias, e por não conseguirem uma aceitação perante o juízo do pensamento moderno. [Read more…]

Transparentemente opaco

O presidente do Tribunal Constitucional, Rui Moura Ramos, proibiu que as contas das campanhas eleitorais e anuais dos partidos políticos sejam publicamente divulgadas pela Entidade das Contas e Financiamentos Políticos.

Faltou apenas alegar que a medida se justifica a bem da transparência.

Opacamente transparente

Dilma Rousseff, a putativa sucessora de Lula da Silva, tem metido os pés pelas mãos na Cimeira de Copenhaga. O pior foi, no entanto, quando decidiu meter também as mãos pelos pés.

Na melhor das hipóteses foi uma gafe. Caso contrário, fugiu-lhe a boca para o que ela pensa ser verdade. Peça opinião ao seu psicanalista ou decida você mesmo.

O meio ambiente é uma ameaça ao desenvolvimento sustentável!!!

Ora, toma!

O padre apaixonou-se, e então?

Lá em Celorico toda a gente quer explicações do padre que se apaixonou por uma gaiata da terra. Mas que explicações?

Apaixonou-se, ponto, fez o que tinha a fazer, foi viver o seu amor que Cristo abençoa, não tem que dar explicações a ninguem. Olha , vi-a e fiquei como um bêbado à porta de uma taberna, sem saber se ía a sair se a entrar. Não é o que acontece a todos?

Qualquer daquelas pesssoas pode dar as explicações que espera do padre, a não ser que acreditem que o jovem padre falava todos os dias com o Senhor, o que lhe aconteceu com ele aconteceu com todos, é como um polícia vestido à paisana ao domingo, não sabe se mantem ou não a autoridade.

Querem saber como é que as pessoas se apaixonam? Isso queremos todos, a gente até se apaixona por pessoas que nunca viu, há lá explicações!

Mandem é rezar umas missas pela felicidade dos jovens, acolham-nos na vossa terra, exijam muitos meninos e ofereçam-se para padrinhos.

E, não esqueçam, naquela filosófica dúvida que nos traz os copos a mais, estamos sempre a entrar…

Vale do Tua como uma identidade própria

Nuno Castro Henriques, Presidente da direcção do IDP, apresenta o estudo “Tua Valley” que o instituto realizou sobre o Tua, um estudo que dá por adquirido que é necessário manter na totalidade a linha, porque ela é uma alavanca para o desenvolvimento da região.

Nesta apresentação efectuada a 17 de Janeiro de 2009 em Bragança num debate organizado pelo Movimento Civico da Linha do Tua, refere que um dos objectivos deste estudo e da sua eventual implementação é projectar o vale do Tua como uma identidade própria explorando património natural, produtos agrícolas e bens culturais já que “viajar no Vale do Tua é viajar na natureza da região e também na sua cultura“.

Refere ainda que as afinidades com outras terras do mediterrâneo que poderiam ser aproveitadas pelos autarcas de forma a criar uma rede maior de contactos.

Em relação ao projecto da construção da barragem, considera que “não há razões tecnológicas para continuar a investir num programa de barragens com tecnologia de 60 anos” e que o projecto “é um excelente negocio para a EDP mas um péssimo negócio para a região e para o país”.

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Duração Total: 19:07

O mistério de um inocente convite

O mistério de um inocente convite (suspense 7)

 Os testemunhos foram crescendo, crescendo, e foram sendo registados, um após outro. Havia necessidade de os tratar informaticamente, para elaborar uma conclusão que resultasse numa espécie de consenso que por sua vez levasse a uma acção e a uma estratégia comuns.

 Como a minha terceira mulher, terceira mais em termos extemporâneos do que cronológicos, tem imensas relações extra-conj…, perdão, intra-prisionais, conseguiu enviar toda a documentação para um amigo íntimo, que trabalha numa empresa encarregada da avaliação de professores, ligada ao ministério. Estragou tudo, porque a ex-ministra, desconfiada como era, pensou logo que havia por ali mão do Nogueira.

 Reconhecendo o fracasso, esse amigo íntimo valeu-se de uma amiga ligada à associação de mulheres desactivadas pelos maridos, por sua vez ligada a não sei quê de não sei quantos, dessas coisas que há para aí aos montes e que dão por nomes bestiais, criadas para a protecção do cidadãos e que não levam a lado nenhum. Uma porra!

 Então foi obrigada, por uma questão de coerência e lealdade, a dar uma conferência de imprensa, explicando o ponto da situação, calma e plausivelmente, a todos os jornalistas e a todas as senhoras suas correlegionárias nesta nobilíssima causa. [Read more…]

A máquina do tempo: o nosso coração também é árabe

Ouvimos aquí uma das «Cantigas de Santa María», do rei Afonso X de Leão e Castela (1252-1284) que, como sabemos utilizou na sua poesia o idioma galego-português. Este rei, embora tenha participado activamente na guerra da Reconquista, conservou na sua corte numerosos artistas, nomeadamente músicos mouros, dando assim um exemplo de tolerância para com os vencidos. Esta cantiga fala dos alarifes mudéjares, ou seja dos arquitectos e artífices mouros. Mudéjares eram os mouros aos quais foi permitido continuar a viver entre nós, mediante o pagamento de um tributo. Muitos deles eram artistas, cientistas, médicos… Afonso X, o Sábio, dedicou esta cantiga a esses artistas e artífices que embelezavam com a sua arte igrejas e palácios dos cristãos vencedores. [Read more…]

O Assis aprendiz…

O Assis, deputado que diz sempre três adjectivos que querem dizer o mesmo, para qualificar a ideia que quer transmitir, anda com a regionalização em bolandas. E repete, vezes sem conta, é preciso não ter pressa, sem atropelos, maturar a ideia…

Ora, o que é interessante, é que ele que acha que não deve haver pressa é o único que fala na regionalização. De um momento para o outro, num país onde as contas públicas estão numa situação dramática, em que a dívida externa já levou a que o “rating” do país desse um trabulhão, o desemprego cresce como em nenhum outro país, porque será que o grande Assis, não tem pressa com a regionalização ? Mas fala dela, uma e outra vez?

O nosso Fernando “felgueiras” Assis, bem quer lançar a ideia a ver se os tormentos desaparecem como por encanto, olha como é giro a gente falar da regionalização, do casamento gay, das “maiorias negativas”, interessa lá estarmos a “patinar” numa situação cada vez pior?

A regionalização não tem pressa, pois não, Fernando…

A babel de Paredes

Primeiro o espanto. Um mastro para uma bandeira custa um (1) milhão de euros? Depois leio melhor. Custa, pois. Mas nessa verba já está previsto um arranjo urbanístico numa área de três mil metros quadrados. Assim, tudo muda de figura.

Afinal, não se trata de um simples mastro para uma bandeira. É um monumento, garante o presidente da Câmara de Paredes, autor da ideia, que pretende assinalar os 100 anos da implantação da República.

Garantidamente este será um dos maiores mastros para bandeiras de todo o mundo. É quase tão alto quanto o monumento do Cristo-Rei, em Lisboa, tem mais 25 metros do que a Torre dos Clérigos, no Porto, e até é maior que o Big Ben, a famosa torre – relógio de Londres, que só mede 96 metros.

Para um mastro deste tamanho, está visto que a bandeira terá se ser à altura. Terá 25 por 16 metros. Imagino que o preço da bandeira já esteja no valor total a pagar.

E até parece que já vejo as romarias que se farão para ver este monumento. Ou talvez não, afinal deve ser visível de bem longe.

Como Se Fora Um Conto (ano de crise na venda de automóveis)

ANO DE CRISE NA VENDA DE AUTOMÓVEIS

Nos primeiros dias deste mês de Dezembro, há muito poucos portanto, resolvi trocar de carro. O que uso diariamente já é velho e está cansado, para além de ter começado a dar-me alguns problemas. Também não é de admirar, já que tem quase vinte anos e era a entrada da gama de um utilitário.

Pensei depressa e resolvi ainda mais depressa, tinha ouvido falar, em notícias na rádio, que até ao fim deste ano de 2009, várias marcas faziam descontos especiais para incrementar as vendas, a juntar à comparticipação do Estado na troca e abate de viaturas velhas.

Voltei a consultar as revistas da especialidade que semanalmente compro, vi quais as marcas e modelos que me poderiam interessar, e parti em busca do carro desejado.

Eu sei que há crise no comércio de automóveis. Toda a gente o sabe. Os representantes das marcas não se cansam de apresentar queixas pelas quebras nas vendas.

Eu sei que há necessidade de aumentar as vendas e o incentivo ao abate de carros com mais que um determinado número de anos é uma boa medida.

Também sei que esse incentivo, pelo menos para já, acaba, tendo no dia 31 de Dezembro o limite temporal. Depois, poderá voltar, mas só depois do Orçamento para 2010 ser votado e posto em prática.

Eu, que já fui durante muitos anos comerciante, muito embora num ramo totalmente diferente deste dos automóveis, sei que, se se espera um aumento das vendas num qualquer produto, se deve, atempadamente, prover o stock de quantidades suficientes.

Por todas estas razões, parti confiante para o primeiro stand, certo de que o carro que mais me interessava, lá estaria à minha espera, ávido de dono, e que seria recebido com música, flores, champanhe e passadeira vermelha.

A minha primeira escolha, que na realidade era a única na altura, era um Peugeot, modelo 207, na sua versão mais recente, 99g. Tinha um preço competitivo e a marca para além do valor do incentivo governamental, ainda oferecia mais um valor sensivelmente igual, pelo que o preço de tabela desceria consideravelmente. Como única exigência, eu não aceitaria que o carro fosse branco. [Read more…]

Acho bem, mas depois não se queixem

O artigo 1986 do Código de Direito Canónico estabelece a partir de agora que “é inválido o matrimónio entre duas pessoas, uma das quais baptizada pela Igreja Católica ou nela integrada e outra que não seja baptizada.”

Tem lógica. Que se case pela igreja quem é da igreja. Claro que assim menos gente se vai casar pela igreja (o número de casamentos civis em Portugal já ultrapassa  o número de casamentos religiosos), o que prejudica o negócio. Mas isso é problema deles, e há sempre generosas fontes de rendimentos, tipo Fátima.

Adenda: comentário de ASF, que dá outro tom à notícia:

Bastaram-me 15 minutos de pesquisa para perceber que isto não passou de uma peça de mau jornalismo do “i”

1. O Código Canónico (C. C.) já permitia o casamento entre uma pessoa baptizada e uma não baptizada antes desta modificação. Depois desta modificação continua a permiti-lo. São os chamados casamentos mistos (artigos 1124 e seguintes). A grande diferença relativamente ao casamento entre dois baptizados é que para se celebrar um casamento com um não baptizado tem de se obter autorização da Igreja.

2. Foram alterados três artigos (1086, 1117, 1124) relativos ao casamento entre uma pessoa baptizada e outra não baptizada. Mas as alterações dizem respeito a um pormenor relativo apenas às pessoas anteriormente ligadas à Igreja Católica e que se separaram da mesma através de um acto formal. O resto (basicamente, o que escrevi no ponto 1) mantém-se.

Conclusão: mais um exemplo de mau jornalismo; há que estar atento ao que se lê, mesmo se a notícia ataca a Igreja Católica…

http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/apost_letters/documents/hf_ben-xvi_apl_20091026_codex-iuris-canonici_it.html

A cultura também evolui

Este não é mais um post sobre Portugal vs Espanha, sobre o que um tem de bom ou o sobre o que outro tem de mau.

Mas permitam-me, ainda assim, fazer uma comparação directa entre estes dois países num aspecto tão simples quanto demonstrativo. Refiro-me a uma notícia de hoje do jornal El Mundo, onde se lê que Espanha irá descer o IVA de 16% para 4% nos livros electrónicos.

Por muito que quisesse evitar a confrontação, o meu subconsciente (ah, maldito!) rapidamente me fez aperceber que, felizmente para nuestros hermanos, no seu país há quem se preocupe verdadeiramente com a cultura e esteja atento aos seus meios de difusão mais recentes.

Por cá, onde a cultura é muitas vezes tratada mais como um fardo do que uma riqueza, resta-nos esperar que venha a ser adoptada uma medida semelhante. Até porque, estando Portugal tão virado (e bem) para as novas tecnologias, uma decisão deste género poderia ajudar a dinamizar um mercado praticamente inexistente no nosso país: precisamente, o dos livros electrónicos.