Donald “the fraud” Trump

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Se ele o diz, quem sou eu para duvidar?

Montagem via Uma Página Numa Rede Social

Os “factos alternativos” do semanário SOL

uma cuidadosa selecção da informação mais rigorosa que se produz neste país. A não perder.

Scarfolk, o Diário da República e a suspensão dos factos

Minds have semantics. Programs are purely syntactical. The syntax of the program isn’t sufficient for the semantics. Therefore, the program is not a mind. It’s a very simple argument, I don’t know why it takes so much trouble to get people to understand it.

— John Searle

The government, together with local councils and public authorities, has scrapped the use of facts.

The Fact Ban (1976)

“Imaginary” universes are so much more beautiful than this stupidly constructed “real” one; and most of the finest products of an applied mathematician’s fancy must be rejected, as soon as they have been created, for the brutal but sufficient reason that they do not fit the facts.

G. H. Hardy (apud K. David Jackson, Adverse Genres in Fernando Pessoa, p. 9)

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Hoje de manhã, ao reflectir acerca do melhor enquadramento para a ocorrência de hoje no sítio do costume, pensei em recorrer a José Maria Adrião e aos Retalhos de um Adagiário Nasceu em boa hora — diz-se de quem é ditoso e a sorte lhe corre bem», p. 50). Depois, admiti outras possiblilidades: o «“Fake news” is so yesterday. “Alternative facts” is where it’s at now», este excelente «it is a mistake to demand too strictly that new physical theories should fit some preconceived philosophical standard», do Weinberg, ou até a hipótese de Riemann confirmada pela teoria dos Factos Alternativos.

Contudo, felizmente, a história de Scarfolk, em boa hora aqui trazida pela Carla Romualdo, trocou-me as voltas.

Ao reparar neste cartaz, [Read more…]

Sobre as Testemunhas de Jeová

Sessão de perguntas e respostas a uma ex-Testemunha de Jeová.

O toque de Midas da jihad financeira

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O capitalismo que temos, talvez o pudéssemos ter mais regrado e amigo da (esmagadora) maioria, é selvagem, opressor e não olha a meios. A regra é lucrar o mais possível e, sempre que necessário, levar tudo pela frente. Os ayatollas da coisa chamam-lhe liberdade, e o mercado livre ao qual rezam o terço não difere muito do conceito de imprensa livre preconizado por Hitler ou Estaline. As armas e os métodos podem ser diferentes. O fim, esse, é essencialmente o mesmo.

E como tudo vale, seja exterminar espécies em vias de extinção ou florestas tropicais, seja recorrer a trabalho escravo para reduzir custos e aumentar a produtividade, que o ambiente e os direitos humanos não têm espaço nas folhas de Excel dos déspotas do capital, as alterações climáticas e a poluição, como tudo na vida, são excelentes oportunidades de negócio que o empreendedorismo da ganância não pode desperdiçar.  [Read more…]

Pode alguém ajudar a envenenar este animal?

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Em Aveiro. Numa cidade em que a Câmara Municipal disponibiliza sacos-luva para que os donos depositem os detritos dos seus animais. Ir à respectiva junta ou à câmara (para os requisitar ou para reclamar do facto de existirem muitos cães vadios naquela zona) dá trabalho. Voltamos ao tempo da justiça popular.

O Evangelho segundo São Mendes

Rui Vitória diz que Gonçalo Guedes representa o que é a formação do Benfica. Eu cá continuo a acreditar convictamente que a formação do Benfica é o que São Jorge Mendes quiser. 

Câmara de Lisboa deixa que o Hospital da Luz construa em terrenos municipais

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José António Cerejo

Lembram-se da escandaleira, sobre a qual muito escrevi no PÚBLICO em 2014/2015, da venda do mais moderno quartel de bombeiros de Lisboa ao que restava do Grupo Espírito Santo (GES) para alargamento do vizinho Hospital da Luz de que era proprietário, junto ao Centro Comercial Colombo?
Se não se lembram, aqui fica o essencial: a Câmara de Lisboa, pela mão de Manuel Salgado, vereador do Urbanismo, autor do projecto do dito hospital e primo direito de Ricardo Salgado (antigo patrão do GES), fez aprovar um plano de pormenor desenhado à medida dos interesses do Hospital da Luz, para que se tornasse possível ampliar esta unidade de saúde para o espaço onde se situava o quartel/museu dos bombeiros municipais; [Read more…]

Braga das árvores mortas

Braga é, por desígnio católico, um sítio onde as explicações são dadas sempre depois, quando o são.
De repente, o único pedacinho de terra a que a cidade de Braga poderia chamar de jardim – o Jardim de Santa Bárbara, – perdeu as suas árvores.
Deve certamente haver uma explicação para isto. Deve haver. Ou talvez não.

Os ziguezagues vergonhosos do Ministério da Educação

Santana Castilho*

“Sim, estamos a falar de gente que vive bem explorando os novos escravos”. Esta frase é do director do Público. Escreveu-a no dia 20, elogiando uma denúncia de Manuel Narra, autarca da Vidigueira, a quem pertence a expressão “novos escravos”. Substituamos “gente” por Ministério da Educação e trabalhadores agrícolas por professores e a afirmação redobra exponencialmente de legitimidade. Porque o Ministério da Educação tem vivido bem, sem escrúpulos, há décadas, escravizando os professores contratados. Ou terá escrúpulos quem obriga terceiros a contratar ao fim de três anos de trabalho instável, mas mantém, por décadas, a precariedade dos seus?

Um observador atento e informado só pode considerar vergonhosos os ziguezagues do ME nas negociações sobre o processo de vinculação dos professores aos quadros. A 20 de Dezembro, na AR, a secretária de Estado Alexandra Leitão foi assertiva e clara quando afirmou que os professores da rede privada não podiam concorrer em paridade com os da rede pública. Há dias fez uma pirueta inteira e proclamou o contrário. Num dia os contratos exigidos têm que ser no mesmo grupo de recrutamento. Noutro dia já podem ser em grupos diferentes. Num dia só conta o tempo de serviço após a profissionalização. Noutro dia já vale o tempo antes e depois da dita. Num dia só ascenderão ao céu os que estiverem colocados em horários completos e anuais neste ano-lectivo. Noutro dia a aberração cai e a dança macabra continua, iludindo uns e desiludindo outros, todos escravos de uma vida, que o ME trata como lixo descartável.   [Read more…]

Para mais informação, por favor leia outra vez

Scarfolk, uma cidadezinha no noroeste de Inglaterra, é um lugar estranho.

Para começar, nela o tempo deteve-se em 1979. Com efeito, desde então, tem revivido a década de 1970, uma e outra vez, num loop infinito. [Read more…]

Se o ridículo render votos, Cristas será sempre a campeã eleitoral

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Descansem camaradas! Não, não vos venho falar da imagem colocada em epígrafe. Não vos venho falar da tentativa frustrada que a autora da imagem fez para tentar transparecer sensualidade de um feio e infantil vestido de kiwis. Não vos venho falar da imagem que a meu ver deverá ter sido o motivo que levou a Juventude Popular a promover a educação para a abstinência sexual nas escolas como aqui ironizou (e bem) o meu camarada João Mendes nem vos venho falar da falta de beleza da senhora, caso para considerar como um terrível act of god para a humanidade. Venho portanto falar-vos de Assunção Cristas, uma líder partidária bifurcada que nos dias que correm se tem assemelhado a um daqueles tentáculos das máquinas de brindes, ora focada em tirar com um crédito coelhos da cartola da gestão de Costa na CML, ora focada em tirar com a outra nabos da púcara do mesmo sujeito na AR nas questões da descida da TSU e da dívida pública.

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Sai Ecclestone, entra Ross Brown

O excêntrico magnata que revolucionou, internacionalizou e tornou mais segura a prova sai de cena com  um ganho total de 4,8 mil milhões de dólares, depois de ter sido confirmada hoje a total aquisição dos direitos comerciais da prova pelo grupo Liberty Media. Ross Brown, o engenheiro dos títulos de Michael Schumacher é o senhor que se segue na liderança do circo.

Vagner, nascido para vencer

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O Vagner foi eleito o jogador da semana passada. Como tal, como tem vindo a ser feito pelo departamento de formação do Anadia para todos os escalões de formação de futebol de 7 teve direito ao vídeo do jogador da semana, vídeo que pode ser visto aqui. 

Hoje venho-vos contar uma história incomum nos nossos dias, a história do Vagner, um menino de 11 anos, nascido em São Tomé e radicado em Anadia há alguns anos. A história do Vagner é uma história ímpar de luta, de esforço, de dedicação, de devoção, de resiliência e de perseverança que deve servir de modelo para todos aqueles que lutam por um sonho, indiferentemente do grau de dificuldade daquilo que pretendem atingir nas suas vidas.
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Vamos matar um ser vivo?

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Anda! Vem!
Junta-te ao Clube de Caça e Pesca de Santa Tecla (Sezures-Vila Nova de Famalicão), arma-te de um pau, faz-te de valente e vem dar umas cacetadas num bicho mais inteligente do que tu!

Lemos, ouvimos e vemos

Ana Cristina Pereira Leonardo

 

O capitalismo é como aquelas pessoas a quem emprestamos um dedo e, dois dias não são passados, nos querem levar os membros. A frase não é do velho Marx, nem sequer de Žižek: é minha. E em época tão dada à arrogância da humildade opinativa, digo-o sem falsa modéstia. Porque o caso é este, ao debate de ideias opõe-se hoje uma batalha de opiniões: «Eu acho isto, tu achas aquilo. Eu tenho direito a achar isto, tu tens direito a achar aquilo. Eu estou certo em achar isto e tu és uma besta em achar aquilo» – como se ao criticismo kantiano acrescesse, vá lá, uma espécie de democratização do insulto e do disparate. São tempos palavrosos, pois, em que o império das imagens (cf. o fenómeno narcísico das selfies) não correspondeu ao colapso anunciado das palavras: à imagem de Trump como palhaço de cabeleira bizarra seguiu-se a presidência dos EUA por via de meia dúzia de frases feitas e curtas (não será por acaso que não larga o Twitter).

Quem fala de Trump, fala de capitalismo, pelo que não me desvio do assunto. E o assunto é este: são OITO. Contas feitas, oito multimilionários detêm riqueza idêntica à miséria somada de cerca de metade da população mais pobre da Terra: 3,6 mil milhões de pessoas. [Read more…]

Ajustes directos à lupa – Coimbra

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Coimbra tem mais encanto na hora… do ajuste.

Chegou a hora da bela cidade dos estudantes, Coimbra. São mais de 130 milhões de euros em ajustes directos por parte da Câmara Municipal sem contar com empresas municipais ou participadas.

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Caos instalado nos centros de emprego

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Num passado não muito distante, dados como aqueles que a imprensa ontem revelou sobre o desemprego, com aquela timidez que vem marcando a era da Geringonça, teriam enchido capas de jornais durante vários dias. Porém, na ausência de manchetes bombásticas e publicações patrocinadas no Facebook, teremos que nos contentar com meros factos: seria necessário recuar ao final da década de 80 para assistir a uma sequência de quatro meses em que o número de inscritos nos centros de emprego não parou de diminuir. Nada mais nada menos que 28 anos[Read more…]

Um vilão chamado Marcelo

O ex-presidente do PSD, atualmente comentador politico, Marcelo Rebelo de Sousa, durante a sua intervencao na Univesidade de Verao do PSD. Castelo de Vide, 28 de agosto de 2012. NUNO VEIGA/LUSA PUB: 29/08/2012

Ele era o último grande herói da direita refém do radicalismo passista, ainda que, ironicamente, só o próprio Passos se tivesse atrevido a pôr em causa as qualidades do grande catavento. Foi levado em ombros a Belém pela direita, pela selva liberal e pela imprensa, que lhe garantiu mais espaço mediático que à soma de todos os seus opositores. Chegou, viu, venceu, e os órfãos da Pàf, feridos por essa estranha forma de estalinismo, também conhecida por democracia representativa, decretaram o início do fim dos acordos à esquerda. A contra-revolução estava em curso. [Read more…]

A CPLP e os pontos de contato

Kule brzęczą o sprężyny w kanapie. Sprężyny wydają długi, wibrujący ton. […] Zaprowadzili mnie do fotografa, zrobili zdjęcie, wywołali je i natychmiast skonfiskowali.

Sławomir Mrożek 

Não interessa como, é para a frentex.

— Rodolfo Reis, 22/1/2017

Nobody speaks English anymore.

— Faith No More (*)

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Onde? No sítio do costume.

 

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Por falar em “onde?” e em “sítio do costume”, já assinou a petição? Que petição? Esta.

E a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação do AO90? E a Iniciativa de Referendo. Já assinou? Óptimo!

(*) ‘Spanish’, nesta versão.

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Salvem esta criança!

O futuro da América depende disso!

Gordon Kaye (1941-2017)

Partiu hoje aos 75 anos o icónico René du Cafe de Allo Allo

Uma questão de princípio…

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Na qualidade de sportinguista, presumivelmente sócio com as quotas em dia, Jorge Jesus tem total legitimidade para integrar a comissão de honra da recandidatura de Bruno de Carvalho à Presidência do Sporting Clube de Portugal. Mas o cidadão Jorge Jesus não se pode esquecer que exerce uma actividade remunerada no clube, o que pressupõe direitos e deveres. Mesmo que possamos considerar o cenário pouco provável, em caso de derrota nas eleições de Março do candidato apoiado pelo treinador, estará Jorge Jesus preparado para colocar o lugar o lugar à disposição da eventual nova direcção do clube, caso ela venha a existir? Era bom que este ponto fosse clarificado, mas ainda não vi esta pergunta formulada pela imprensa desportiva ao treinador, agora que o black-out terminou…

A TSU e a hipocrisia do PS

Nem vou falar do PSD de Passos Coelho. Porque já vimos o que foram os 4 anos da sua governação, porque sabemos aquilo que a casa gasta e, sobretudo, porque não gosto de bater em mortos. Mesmo aqueles que ainda não foram enterrados.
No fundo, em demasiados aspectos, o PS não é muito diferente do PSD. Relembre-se que na Oposição, foi sempre contra a redução da TSU. E o próprio António Costa nunca falou da TSU como contrapartida para o aumento do Salário Mínimo. Nem na campanha para as primárias do PS, nem na campanha para as Legislativas de 2015, nem em nenhuma outra altura.
Vêm agora dizer-nos que foi o Presidente-da-República-estacionador-nos-lugares-de-deficientes que esteve na base da medida. É igual ao litro. Esse senhor não tem poderes legislativos e só pode patrocinar seja o que for se o Governo estiver pelos ajustes.
Pelos vistos, esteve. Nem que para isso tivesse de rasgar os acordos com os parceiros de Esquerda (propositadamente?), onde assumia expressamente «a reavaliação das reduções e isenções da TSU».
Com efeito, o PS reavaliou as reduções da TSU. Só que para baixo.

Lettres de Paris #75

«There is never any end to Paris»

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assim chamou Hemingway a uma parte de ‘Paris é uma Festa’ (A Moveable Feast, no original). Hoje que é a última noite que passarei em Paris após 3 meses, mas sei que também para mim Paris não acaba aqui. Que hei-de voltar, embora por menos tempo. Porque se volta sempre a Paris, porque é impossível não querer voltar a Paris. Estou um bocado triste, é verdade, ou não será bem tristeza, mas uma certa melancolia, que não é a mesma coisa, de deixar a cidade onde vivi nos últimos tempos. Foi por pouco tempo, bem sei, mas ainda assim, constroem-se rotinas, criam-se laços, frequentam-se sítios, reconhecem-se cantos e lugares e de repente tudo isso deixará de existir e será substituído por outros sítios, outros cantos, outros laços, outros lugares, outras rotinas, que me são muito familiares. Penso que as retomarei sem esforço. Voltar a casa também tem os seus encantos. Mas, como já escrevi numa das cartas anteriores, nos primeiros dias será difícil não estar aqui, sei-o bem.

 

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Aprendam senhores, aprendam como se enxotam mendigos e afins

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José António Cerejo

Este é um texto que era para ser irónico (se eu soubesse sê-lo) e que é dedicado à Câmara de Lisboa e à Junta de Freguesia de Campolide. Resolvi publicá-lo no dia em que, devido à vaga de frio que se faz sentir, foi accionado o plano municipal de contigência para a população sem abrigo.
Ora bem! A Câmara de Lisboa e a Junta de Freguesia de Campolide merecem um prémio. O nome do dito até pode ser Prémio da Inovação Social Autárquica, ou até mesmo do Empreendedorismo Social Autárquico – coisas muito na moda. Imagine-se que, discretamente, sem alarde, nem polémica, conseguiram resolver o problema dos mendigo romenos, um quebra-cabeças que muitas outras autoridades locais, um pouco por toda a Europa, procuram há décadas solucionar sem sucesso.
Que chatice, mendigos nas ruas, gente feia, porca e má a cada esquina e debaixo de cada viaduto, a incomodar quem passa, e quem manda sem poder fazer nada, atado de pés e mãos. E não há muros, arame farpado, rusgas policiais, ou brigadas de limpeza municipal, que lhes resistam.
Os gajos furam por todo o lado e não arredam pé. Chega o Inverno, o frio do Leste empurra-os para terras de clima mais ameno e aí estão eles de novo. É assim desde há mais de vinte anos. Sobretudo desde que a Roménia, com as suas insuportáveis minorias ciganas, aderiu à União Europeia em 2007. [Read more…]

Continua a azia

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Higiene democrática” não está mal visto. Aplica-se a quem não sabe que não se elege um primeiro-ministro e que é preciso uma maioria no Parlamento.

Não me venham falar de virgens ofendidas – o Sporting merece mais respeito!

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O golo bem validado ao Marítimo na 1ª parte. Denote-se que num lance destes, o árbitro tem que estar atento obrigatoriamente a dois pormenores.

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Na 2ª parte, o mesmo auxiliar, no mesmo ângulo de visão, com uma linha espacial de passe bem menor do que aquela que tinha na 1ª parte para analisar no lance do golo do Marítimo, com Bast Dost no campo de acção directa do olhar (enquanto que no lance do Marítimo, o árbitro tinha que estar atento a dois pormenores: ao momento do passe a 40 metros de distância da linha defensiva e ao posicionamento dos homens que estavam dentro da área) viu um fora-de-jogo inexistente e o árbitro João Pacheco só decidiu apitar quando viu que Ruiz tinha ultrapassado Charles, encontrando-se completamente isolado para dar o toque final…

A minha pergunta de partida para este post é a seguinte: Se o lelé da cuca Madeira Rodrigues for eleito e o Bruno de Carvalho e o Jorge Jesus forem queimados em praça pública como se fazia no tempo da Inquisição, fazem o favor de nos deixar em paz?

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É mesmo para acabar.

“Com a retirada de Obama e a entrada em cena do Luís XIV da Quinta Avenida, o mundo entra noutra fase. Podemos chamar-lhe incerteza mas incerteza é o que menos existe” – Clara Ferreira Alves, Expresso, 21 de Janeiro de 2017.

Quando acabei de ler o artigo desta semana de Clara Ferreira Alves na revista do Expresso fiquei a pensar que nunca como nos últimos tempos concordei tanto com aquilo que ela escreve. Sempre gostei de ler os seus artigos e ainda mais quando discordo das suas opiniões. Mas este seu texto, com o título “É para Acabar”, é do melhor que tenho lido nos últimos anos. Está ali tudo, devidamente retratado e colocado no seu real contexto:

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A maior prova, se tal seria necessário, foram os resultados das eleições nos Estados Unidos. A imprensa a fazer campanha contra Trump e o resultado foi ao contrário. O mesmo se diga no que toca ao Brexit. Retomando o texto de Clara Ferreira Alves:

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Estou plenamente convencido que assim será. Um a um, eleição a eleição os “Trump” mais ou menos letrados por esse mundo fora, a começar pelas próximas eleições em França, vão vencer com o voto popular. Porque o povo está farto. Completamente farto e prefere o “quanto pior, melhor”. As elites merecem que assim seja, para desgraça de todos. Voltando ao artigo de Clara Ferreira Alves:

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Subscrevo tudo isto que a Clara Ferreira Alves escreveu. Para mal dos nossos pecados, estou convencido que assim será. É mesmo para acabar…

Resumindo,

O Obama quer mas o Trump fecha.