A Mulher-Petróleo

Talvez a mulher brasileira pudesse ser um novo petróleo para Bento dos Santos Kanganba. Quando, e se!, for encontrado pelas autoridades brasileiras, saberemos.

Não precisamos de uma nova Constituição, coisíssima nenhuma

jornal i fds 26102013

Ao contrário daquilo que nos diz António Barreto – e atendo-me à primeira página do jornal i –, não precisamos de uma nova Constituição, coisíssima nenhuma (lembrando, de novo, um dos clássicos do nosso tempo).

A Constituição que temos serve-nos perfeitamente. É suficientemente assustador imaginar-se uma Constituição (sim, da República Portuguesa) com grafias estranhas em português europeu, como ‘projeto’ [sic] ou ‘respetiva’ [sic]:

Se a Assembleia da República rejeitar o projeto [?] ou lhe introduzir alterações, remetê-lo-á à respetiva [??] Assembleia Legislativa para apreciação e emissão de parecer (CRP, art. 226.º, n.º 2).

Agora, imagine-se uma CRP com algo de semelhante a

  • “qualquer outro *fato que o incapacite para o exercício da função presidencial” (CRP, art. 124.º, n.º 3)
  • “indispensável *contato com os cidadãos eleitores” (CRP, art. 155.º, n.º 1);
  • “decisões contraditórias das *seções” (art. 224.º, n.º 3).

Como as coisas andam, é altamente provável que disparates destes aconteçam. O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 já fez estragos suficientes. É escusado dar-se também cabo da Constituição da República Portuguesa.

Funcionários do partido

A disciplina partidária e os funcionários do partido pagos pelo erário público.

Astérix de saias?

Tenho o Aventar em boa conta e creio que não podemos continuar a ver esta casa como a melhor da Blogosfera sem uma35pt referência ao Astérix. Apesar da enorme quantidade de historiadores que por cá habitam, Astérix não é um tema com muitas referências, mas está na hora de alterar isso.

Chegou a hora do Aventar se render aos baixinhos e aos gordos, pelas mãos do puto da Escola do Cerco. Lembro-me de subir aquelas escadas em caracol até à biblioteca. Lá conseguia encontrar umas almofadas mesmo à medida para umas horas de leitura.

Confesso que gostava especialmente dos piratas e não resistia a ir à última página ver o que acontecia ao bardo

Com a publicação de um novo álbum ficamos a saber que Astérix e Obélix viajaram até à Escócia. Ainda não tive tempo de verificar se as risquinhas tripeiras do Obélix e o vermelho do Astérix foram trocadas por umas saias, mas já me disseram que o monstro da Escócia anda por lá.

Fica a sugestão de leitura a que junto uma outra.

Manifesta-te

A Bárbara do Guimarães e o Carrilho de Manuel Maria não vão sair do conforto do divórcio para uma das manifestações de hoje.

26oDiz não à droga, vem para a rua, divorcia-te.

Simples

O Professor Louça explicou de forma muito clara e até pedagógica na Sic – notícias.

austeridade

O (des) Governo de Pedro Passos Coelho roubou 32,4 mil milhões aos portugueses desde 2011. A consequência desse roubo no défice foi de 0,5 mil milhões. Isto é, não serviu para nada.

Querem, caros defensores de Pedro Passos Coelhos, continuar a acreditar em tal estupidez. Repito – não está em causa se temos ou não temos que fazer isto ou aquilo. O problema não está no diagnóstico.

Está no medicamento!

Quase me apetece pegar na sugestão do Ricardo: façam lá um risquito na moeda que está no vosso bolso e vão ver que ela vai parar ao bolso de um banqueiro.

Fala que eu escuto

Foto: Supercalli

Gosto daquela ideia do café para solitários, ali entre a Carson McCullers e o Tom Waits, balada do café triste encontra o coração de sábado à noite, qualquer coisa por essas redondezas. Cafés com um monólogo em cada mesa, e nos quais nasce – é esse o milagre dessas peculiares igrejas que são os cafés – num arrebato da polifonia, um diálogo, improvável diálogo entre muitas almas que vão falando consigo mesmas. De uma mesa para outra pode lançar-se uma ponte, alinhavar conspirações, começar namoros, descobrir parentescos desconhecidos, qualquer coisa. Para a conversa acabar, é só levantar-se, deixar a moeda sobre o tampo e ir embora, sem mais remorso.

Antigamente, qualquer um podia ir ao café pôr a cabeça em ordem, ver gente, meter conversa, comentar as notícias, confessar mágoas, embebedar-se ou curar a ressaca. Sentavas-te sozinho e acabavas a ouvir os poemas do Rui, a preencher o IRS da velhota que se tinha esquecido dos óculos em casa, ou a meter água na fervura de uma discussão conjugal, a ajudar a jovem mãe a dar o iogurte ao catraio, ou simplesmente a ouvir a história da pessoa do lado, sem preâmbulos nem porquês. [Read more…]

Moscas

O meu amigo Carlos Fonseca incomodado. Insecto da época, Carlos, no Inverno pouco voam embora fiquem sempre as larvas.

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Casa Sem Segredos

Deplorável novela!

Lavagem mediática do socratismo

No espaço de uma semana houve a entrevista ao Expresso e  à TSF, a ida ao Herman na RTP e duas entrevistas na Antena 1. Várias personalidades do núcleo duro socrático também andaram em entrevistas,  como é o caso de Amado,  Assis e Óscar Gaspar.

Com efeito,  Sócrates,  como todos os  políticos portugueses  de resto, não precisa de “depender do favor popular”. Basta-lhe convencer o partido a torná-lo cabeça de lista e fica a um passo de ser primeiro ministro. É este o conceito de democracia representativa em Portugal e a actual lavagem mediática do socratismo é mais um degrau na escadaria do poder.

Um *fatos, dois *fatos, três *fatos

Ontem, no sítio do costume.

DRE 24102013 Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

Post scriptum: Segundo leio na comunicação social, o “Facebook volta a permitir publicação de imagens e vídeos violentos“. Óptimo. Esta imagem pode ser publicada no Facebook.

Idade da reforma

O governo aumentou a idade da reforma baseado no aumento da esperança de vida. Não desesperem.

Graças ao empenhado trabalho de Paulo Macedo no Ministério da Saúde, seguindo o governo o mesmo critério, a idade da reforma não deixará de baixar rapidamente.

Serviço público e TDT

TDT_tv

Como é do conhecimento público, a transição para a televisão digital terrestre (TDT) em Portugal não foi exactamente exemplar. Depois de um falso arranque em 2001, o modelo que viria a ser lançado em 2008, contemplando uma componente gratuita irrisória face à oferta paga, continha os ingredientes certos para falhar. Falhanço anunciado não só pela experiência estrangeira (a falência dos modelos pagos em Espanha e em Inglaterra e a sua rápida substituição por bem sucedidos modelos de TDT gratuita, verdadeiramente atractivos e alternativos às implantadas plataformas de satélite e de cabo) como pela ausência de autênticos incentivos à migração ao nível da oferta básica. [Read more…]

Acho que vou dar melhores notas

Se as notas de matemática são assim tão importantes, caramba, vamos a isso, pela felicidade nacional!

Nota: um excelente vídeo para mostrar a todos os estudantes e, já agora, a todos os pais.

No Expresso, a hipocrisia continua

Dois apontamentos muito rápidos sobre a hipocrisia ortográfica no Expresso, enquanto espero pelo comboio para Bruxelas — acompanhado por um café, algures em Estrasburgo, mas ainda em profundo “New York State of Mind”.

Depois do abrupto *objetivo de anteontem

RC1

hoje, as coisas voltaram (quase, quase) ao normal: [Read more…]

Sócrates está de volta

A minha entrada na blogosfera foi feita por um blogue pessoal que nos anos quentes da luta dos professores contra a Ministra Maria de Lurdes teve um papel instrumental muito forte. Em setembro de 2008 resolvi acabar com o Diário de um Professor escrevendo:

The END
Boas,
car@s amig@s, car@s colegas,

o Diário de um Professor chegou ao fim!
São vários os motivos que me levam a deixar este espaço que ocupei durante três anos:
– um país de faz de conta em que a pior Ministra da Educação da nossa Democracia é vista como um
génio;
– um Primeiro que o foi antes de ser engenheiro…
– uma Democracia de faz de conta, onde a cidadania é vista como uma brincadeira
– uma pro fissão que o deixou de ser…
E claro, o desgaste, o tempo que um espaço como este também exige.

Quando decidi escrever isto tinha um percurso feito de oposição quase permanente a José Sócrates e às suas políticas para as carreiras dos funcionários públicos e em especial os professores. Os ataques feitos à profissão docente foram tão intensos que nem me atrevo a trazer para cima da mesa as decisões acertadas que foram tomadas em relação à Escola Pública. [Read more…]

Não tenho amigos

Não tenho amigos

A notícia

Orgulhosamente só

“Senhor deputado, eu não tenho amigos.” – Pedro Passos Coelho. “Não admira!” – João Oliveira, deputado do PCP.

Nós, a malta da aldeia:

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Obrigado, muito obrigado pelo reconhecimento.

Sim, nós aqui somos uma aldeia. Aliás, uma espécie de aldeia do Asterix. Claro, a malta entende a vossa estranheza. Não é normal, sobretudo para quem vive numa espécie de capital do império, compreender os motivos de sermos (e gostarmos de ser) uma aldeia.
Como toda a aldeia, sabemos receber quem nos visita. Quem o faz com educação, simpatia e amizade, é tratado como um rei. Quem nos visita com tiques imperialistas, arrogância e de forma malcriada, é tratado a pontapé. Somos assim, uns orgulhosos aldeolas.
Muito senhores do nosso nariz, de antes quebrar que torcer e, sobretudo, citando um dos nossos maiores vultos, “se na nossa aldeia há muito quem troque o B por V, há muito pouco quem troque a liberdade pela servidão”. É a grande diferença entre nós e os meninos do cartaz.

Jerónimo Martins a Bastonário

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Nas eleições da Ordem dos Advogados que se avizinham, concorrem seis candidatos ao lugar de Bastonário.

Um deles, tem todo o meu apoio e confiança.

Chama-se Jerónimo Martins.

Mas, quem é Jerónimo Martins? [Read more…]

Três Corruptos. Um Livro. Um Público.

friso de corruptosEra uma vez um simpático friso com três corruptos: Soares, Lula e Sócrates. Soares, com a EMAUDIO-Fax de Macau e outro tanto num longo currículo de nebulosidades negras, delinquentes, pelas quais nunca foi julgado ou demitido: ele é o Regime e o Regime geme na mão dele; Lula, com o Mensalão, um escândalo nacional a estarrecer o Brasil, esse imenso Portugal; Sócrates, com tudo e ainda mais, especialmente o tardo-cripto-burlo-keynesianismo 2008-2011 de encher pneus e atochar o recto dos amigos com o último dinheiro, vai-fechar, coisa que veio a revelar-se a Falência de um País, com suas malignas consequências, com os seus dez milhões de torturados, vítimas, danos colaterais. [Read more…]

Notícias da reserva agrícola

Lagostins

Nasci e vivi no campo, nos campos de arroz, durante muitos anos, dos quais guardo algumas histórias engraçadas e que até poderão ter interesse para publicar. Um dia, talvez, que esse não é agora o momento. A ribeira da foto acima passa num desses campos, os quais há uns anos foram classificados como reserva agrícola. Essencialmente, isto significou que a vida de quem os trabalha ficou mais difícil, porque um qualquer manga de alpaca achou que era preciso proteger não se sabe o quê, num vale onde há décadas não nasce uma única edificação. Pelo contrário, o número de fogos até tem vindo a diminuir. Mas já se sabe, quem não produz, não é preciso e um burocrata produz regulamentos, logo seria uma questão de tempo até que o incansável braço da papelada viesse aborrecer quem trabalha.
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Pensavam que dói a todos por igual?

Contribuição extraordinária para o gás, electricidade e petróleo é válida até Outubro de 2014. Toma!  Senhores do governo, se não se importam, o meu ano fiscal também é para terminar em Outubro.

Portugal e o Sémen da Palavra

Portugal, o País que amo, alberga gente com formas de pensar as mais diversas e o talento, muito ou pouco, para as expressar. Somos fauna de ideias, à procura de analogias, de caminhos e de verdades. Mas há muita dessa fauna, Fauna de Esquerda Mal-Humorada, que não tolera o pensamento diverso dos outros, a leitura diversa dos outros, pois só existe a sua leitura e a sua emissão conceptual, o seu quadro descritivo da realidade, fora do qual outro qualquer ejaculador das palavras poéticas ou poético-analíticas só pode estar doente e deverá ser ou internado ou evacuado da plataforma que usurpa para debitar e debitar-se. É como que o Perigo de Haver Diversos, o Horror de Haver Diferentes. É a teoria dos escreventes malditos. Dos corpúsculos estranhos. Do 8.º Passageiro. Em suma, o Medo do Outro. Não separo a Poética da Poética de uma Poética da Política e é a partir desse meu corpo sexuado do dizer que insemino e inseminarei com Palavras a vagina passenta dos leitores em regime de estrito consentimento. Todo o leitor é um consentidor do diálogo da palavra que afinal busca e busca porque quer. Nenhum texto, postulado ou ideia, invadem o cérebro desprevenido do leitor por penetrar. Nada mais consensual que a leitura e a rejeição da leitura. Os inquisidores proibiam leituras, indexavam-nas. Os comunistas mais petrificados e aterrorizados com o Outro fazem outro tanto. Está inscrito no pensamento único, dogmático e violento como o Islão. [Read more…]

Os pobres de Portas

Foto: http://tiny.cc/6rge5w

Um destes dias, num noticiário da hora de almoço, numa das agora frequentes reportagens sobre populações a quem encerram mais um serviço essencial, apareceu,  numa localidade do interior, um grupo de gente a grandolar pelas ruas. Ouvi ao lado o comentário: “Têm cara de quem nunca cantou isto antes”. E tinham, é verdade, com tudo o que de preconceituoso, e como tal possivelmente falso, que isso implica. Tinham essa cara tão portuguesa de quem nunca se quis meter nas coisas da política, de quem nunca quis confusões, de quem acreditou nas promessas repetidas ano após ano, e logo década após década, e se vê agora, envelhecido e desalentado, a sentir como lhe foge o chão debaixo dos pés e como a ideia de futuro faz o estômago apertar-se de angústia.

Fecham-lhes o centro de saúde, as urgências nocturnas, a estação de correios, o balcão da segurança social e das finanças, e a alternativa está a uma distância incomportável para quem tem de deslocar-se em transporte público, sem dinheiro para pagar o bilhete da camioneta da carreira, quanto mais o táxi. [Read more…]

Os devoristas

Santana Castilho *

O Governo de Portugal e o Governo da Europa perderam o contacto com os seus cidadãos. Para quem não desiste da sua cidadania, outrossim dela faz alimento da alma, a raiva e o desespero dominam. Só me contém a noção dos meus limites e da minha mortalidade. Mas sofro. Sofro com tantos que sofrem às mãos de devoristas.

O pior de Portugal não é a dívida em si. É o que foi feito com a dívida contraída. Não edificámos com ela uma economia competitiva e produtiva. Não tornámos sustentável um débil Estado social, que agora soçobra às investidas dos devoristas. Instituímos, tão-só, um perene cartão de débito internacional, que alimenta a sofreguidão da “mercadotecnia” dominante. Até o presidente da República traveste, de modo repugnante, o juramento que fez em mercantilismo primário, anunciando que a constitucionalidade ou não do orçamento não é assunto de Direito, mas de custos. Para ele, o mais honesto entre os honestos, os compromissos de honra prescrevem se os custos forem altos. Os recursos do nosso país, o destino dos nossos filhos, estão hoje entregues a pessoas que nada fizeram para os merecer. Chefes que representassem verdadeiramente os portugueses só podiam seguir outras políticas e actuar com moral diferente. Malevolamente, dolosamente, o discurso oficial mistura o custo dos serviços que o Estado presta aos cidadãos (razão da sua existência) com os custos operacionais da máquina burocrática e política. Os primeiros diminuíram drasticamente. Os segundos cresceram exponencialmente. A análise das contas de 2012, única possível neste momento, mostra isso: a aquisição de bens e serviços cresceu 1.500 milhões de euros. [Read more…]

José Eduardo dos Santos que meta a parceria estratégica onde melhor lhe convier

Era o que faltava que Portugal continuasse a baixar as calças a um regime corrupto e a um dos maiores cleptocratas do mundo.
O anedótico ministro Machete já ultrapassara todos os limites ao misturar, de forma abjecta, o poder político com o poder judicial. Só faltava vir Passos Coelho, no Sábado, quase a pedir desculpa a Angola e a comprometer-se a fazer tudo para que José Eduardo dos Santos reveja o fim da parceria estratégica.
Por mim, o cleptocrata-mor pode meter essa parceria onde melhor lhe convier.

Blogues à esquerda

Dois novos, Linhas da Ira e L´obéissance est morte.  Ambos se recomendam.

A arte da mentira em João Almeida

Houve Prós e Contras, coisa rara, pela segunda semana consecutiva. Os cortes orçamentais no estado discutidos por quem é pró e por quem é contra.

João Almeida e Ricardo Arroja levaram uma monumental coça, como se pode perceber pelos blogues do costume (queixando-se da irmã do secretário de estado dos supositórios, senhora que tantas vezes promoveu programas onde só a direita debate).

É natural: a “argumentação” resume-se ao clássico não há alternativas, vivemos acima das nossas possibilidades desde o 25 de Abril (dantes é que era bom); a k7 ideológica do costume em forma de ladainha quando encontra pela frente quem a desmascara acaba mal. E depois mente-se.

João Almeida à falta de melhor, dedicou-se às lendas e narrativas:

A manif anti-pró-troika

Ontem foi dia de mais uma manif, que afinal não o foi. Ou foi, mas o contrário do que estavam à espera que fosse. Afinal, a manif pró-troika consistiu numa forma de romper aquilo que o movimento Que Se Lixe a Troika considera ser um bloqueio mediático às manifes de dia 26, que terão lugar em todo o país. A acção foi muito bem conseguida e deve fazer-nos pensar em pelo menos dois aspectos. [Read more…]