O Norte e os chulos
T.P.C. – sim ou não?
Já tinham saudades destas 3 letrinhas. Confessem… Todos para Casa, trabalhos para crianças, tortura para crianças…
A reflexão está de volta: trabalhos para casa: sim ou não?
De um lado, quem acha que o que faz falta é tempo para brincar, para ser criança.
Do outro, quem pensa ser importante o trabalho, a disciplina.
Diria que todos podem ter razão. [Read more…]
Uma leitura essencial:
Um excelente texto, ESTE, para se perceber quem são os Tuaregues.
A verdade silenciada
No momento em que a Câmara Municipal de Lisboa manda retirar os candeeiros de ferro fundido que no Terreiro do paço estavam desde o século XIX, aqui estão umas verdades pronunciadas por um homem há muito saneado dos ecrãs televisivos.
As citações selectivas de Helena Matos
Helena Matos indigna-se porque os especialistas nacionais durante o pico da gripe correlacionaram a anormal mortalidade ocorrida este ano com a crise, o custo da electricidade e as taxas moderadoras, uma ideia amalucada, classifica. E indigna-se porque o Público de ontem refere um estudo preliminar que assinala esse incremento em 12 países europeus.
Com a proverbial distração da extrema-direita só se esqueceu de citar esta parte do artigo:
O excesso de mortalidade tem sempre “uma explicação multifactorial, mas a hipótese que parece mais plausível é a das características do vírus”, reforça o presidente do INSA, José Pereira Miguel. “Ninguém pode afastar os efeitos da crise, mas os fenómenos sociais demoram mais tempo a produzir efeito”, nota Pereira Miguel, que diz que vai ser necessário aguardar mais alguns meses até que o estudo sobre as causas da mortalidade esteja concluído.
Também é possível que não tenha lido até ao fim, mas aí estaria a fugir às suas responsabilidades.
Acordo Ortográfico: uma pergunta de António Emiliano
No Público de ontem, António Emiliano responde a um desafio do jornal, fazendo uma pergunta a Francisco José Viegas:
O Acordo Ortográfico [AO], feito há 22 anos, recebeu pareceres técnicos muito negativos e só dois membros da CPLP o aplicam de facto. Portugal subscreveu a declaração de Luanda de 30/03/2012 que diz que o AO produz constrangimentos no processo de ensino e aprendizagem e deve ser revisto (em prazo indeterminado). Não se deveria suspender imediatamente o AO nas escolas e nas instituições do Estado? [Read more…]
Hoje dá na net: Robin Williams live on Broadway
Excessivo, verboso, imparável, profundamente americano e anti-americano como só um americano pode ser. Robin Williams, em Nova Iorque, em 2001. Com legendas em Português do Brasil.
Seguro e o Camartelo Marcelo
Já era esperado que Marcelo, com uma decomposição metódica do argumentário virgem-ofendidiano do TóZé [desde logo a treta do «ataque vil e miserável»], ganhasse essa espécie de combate inédito Líder Partidário vs. Comentador Tudológico, ainda não se sabe se terá mais rounds. Seguro apanhou. Mas a verdadeira chatice do TóZé continua a ser outra e essa, para que fosse definitivamente decapitada, seria preciso fosse dita por ele e por Homens que, na sociedade portuguesa podre e falhenta composta por imbecis da casta de um vozinha Noronha ou de um caramelo Monteiro, ainda não temos: «Há uma pequena ala corrompida do PS, ainda no Parlamento, que deseja continuar a controleirar o mesmo PS comandada a partir do estrangeiro. Composta por órfãos e viúvas de um Desastre que enriqueceu imenso no preciso processo de nos arruinar e empobrecer, quem a ouve [à ala pequenina] descobre uma nova sensibilidade de Esquerda puta-que-os-pariu!» [Read more…]
A Páscoa dos Mercados
Cada tempo com sua religião. Agora que a fé no Mercado move relvas e petrifica coelhos, não sendo ao terceiro dia (é um deus com poucas pressas) vai ser portanto em 2013. Ou será em 2014? bem, 2015 é o ano a seguir a 2014, e aí, é essa a nova fé, ressuscitará a economia, trovejarão os investimentos, o desemprego será convertido em emprego como da água se milagra o vinho, o maná virá dos céus, cumpridas por nós pecadores todas as merecidas penitências com que fomos castigados por termos andado a pecar acima das nossas possibilidades. Sacrifiquemo-nos, imolem-se os pobres, aguardemos pois a ressurreição.
Ou como muito avisadamente usava dizer a minha avó, fia-te na virgem e não corras e vais ver o trambolhão que levas. Aplica-se a netos e aos povos.
O consumo de LSD está a assumir dimensões alarmantes
A Educação é uma das marcas distintivas do PS. Qualquer mácula nesta área de governação, corrói o capital político socialista» – diz ao SOL um responsável do PS.
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Fanny, Passos Coelho e o javali
Fanny é uma das muitas figuras públicas a quem chamam mediáticas. Alcançou esse estatuto ao manter uma distância doentia face a qualquer assomo de inteligência, equiparando-se, portanto, a Passos Coelho, concorrente de uma versão da Casa dos Segredos em que o objectivo é enganar os telespectadores com a colaboração dos restantes elementos da casa. [Read more…]
25 poemas de Abril (II)

É a medo que escrevo. A medo penso,
A medo sofro e empreendo e calo.
A medo peso os termos quando falo.
A medo me renego, me convenço.
A medo amo. A medo me pertenço.
A medo repouso no intervalo
De outros medos. A medo é que resvalo
O corpo escrutador, inquieto, tenso.
A medo durmo. A medo acordo. A medo
Invento. A medo passo, a medo fico.
A medo meço o pobre, meço o rico.
A medo guardo confissão, segredo,
Dúvida, fé. A medo. A medo tudo.
Que já me querem cego, surdo e mudo.
José Cutileiro, «Os Medos»
Guiné – Irkutsk
Não chovia, mas o céu ameaçava desfazer-se em água. Era plúmbeo, presumivelmente a oeste, e carregado de negro do lado oposto. Uma faixa mais clara nascia por cima de Irkutsk e desfibrava-se ao longo do rio Angorá. Mais parecia um quadro de Fiódor Vasiliev ou de Ivan Aivasovsky. [Read more…]
A minha Páscoa
Começava numa caminhada. De Rio Tinto a Contumil onde apanhava o comboio até Vila Meã. Não me lembro do tempo que demorava, mas recordo-me que depois da estação eram mais uns quantos quilómetros a pé até ao destino. Ali bem no meio entre o Pai e a Mãe. Uma vezes para a direita até Real. Outras para a Esquerda até Castelões.

Imagem de Jorge Lopes (http://www.flickr.com/photos/jsepol/6862954096/)
Depois era tudo tão simples, mas tão perfeito. Os verdes e as flores no chão a chamar o compasso. A sineta que se ouvia ao longe e depois mais perto. Aquele grupo de gente que entrava pela casa a anunciar a boa nova – Cristo Ressuscitou!
O orgulho que havia em ser o Juíz da Cruz, em liderar a festa da aldeia. A alegria que havia em ser família. Depois era a correr de casa em casa “atrás” da cruz – umas vezes à frente, outras, mesmo atrás.
Recordo o presunto e o salpicão na mesa. Que maravilha! Que saudades.
Era hora de partir – mais carregados. Cebolas, ovos, “coisas da Aldeia” para os meninos da cidade.
Que bom que era – não pode voltar a ser?
Hoje dá na net: Monty Python, A Vida de Brian
A Vida de Brian, dos Monty Python, um filme que vá-se lá saber porquê não passa nas tv´s nesta quadra. Realização de Terry Jones, com Graham Chapman, John Cleese, Terry Jones e Michael Palin
Ficha IMDB
Em inglês, com legendas.
O Governo é oposição
A estratégia comunicacional do Governo consiste em retirar espaço à oposição defendendo várias posições contrárias ao mesmo tempo. Ao princípio, talvez por mau funcionamento da máquina partidária ou por disfunção psiquiátrica, esse papel cabia unicamente a Passos Coelho, o que chegou a trazer alguns problemas à integridade física do primeiro-ministro, porque é muito difícil separar o agredido do agressor quando são a mesma pessoa. A última vez que se assistiu a um fenómeno semelhante remonta à primeira metade do século XX, quando Álvaro de Campos escrevia cartas à namorada de Fernando Pessoa.
A nova estratégia começou a ser testada com as polémicas “piegas” e “se és professor, emigra” e ganhou consistência aquando da recente e aparente confusão relativa à reposição adiada dos subsídios de férias e de Natal: primeiro, Vítor Gaspar garantiu que voltariam em 2013; depois, Passos Coelho afirmou que talvez voltassem em 2015; finalmente, Vítor Gaspar, opondo-se a si mesmo, garantiu que já tinha afirmado o mesmo que Passos Coelho. [Read more…]
Es.Col.A da Fontinha
A história do Espaço Colectivo Autogestionado do Alto da Fontinha, pelos próprios intervenientes. O Rui Rio não gosta.
Austerifornicação
Vivo em austeridade voluntária [não há dinheiro, tudo está pela hora da morte, combustíveis, tudo] e vivo assim muito antes da dita começar para os demais portugueses: em 2008 já andava eu com novos hábitos de contenção espartana e poupança minorca, demasiado sensível aos malefícios trapaceiros, ao rumo desvairado da tirania rapace socratesiana. Mas hoje começamos a ficar demasiado conversados em matéria de utilidade e justiça na austerifoda em decurso, imposta pela Troyka e aplicada pelo tripé de porcelana Passos-Relvas-Portas. Não consigo que as minhas vísceras revolvidas em rejeição de quaisquer fraudes políticas e de quaisquer maus caracteres políticos se descentrem da denúncia e combate à Espessa Mentira Socratesiana que nos trouxe aqui [o Primadonna tem a sua cela prisional vaga, aguardando-o!] para se centrarem na mentira e Covardia dos que dizem querer tirar-nos daqui: qualquer coisa que o Governo Passos faça ou não faça que recorde o modus operandi Sócrates é Sócrates e é, por isso mesmo, o diabo, ainda o diabo!, a começar pelos laivos de arrogância gaspariana, manto com que nos nivelam em totós: a respeito dos cortes nos subsídios, o lixo começa a avolumar-se, a verdade e a transparência esvaem-se, sobretudo quando se pensa nos Interesses Intocáveis e nos Privilégios Vitalícios habituais. Se Passos pensa que pode prosseguir austerifodendo-nos sem nos olhar olhos nos olhos, sem a rocha sólida de uma cumplicidade todos os dias renovada Governo-Povo votante, nem pense!
Só uma ocorrência de proporções diluvianas impossibilitará Francisco Assis de continuar a proferir perífrases vácuas
Marcação do dia da Páscoa
A cultura cristã na sociedade portuguesa é pouco informativa e muito alegórica. Quero com isto significar que a relação das pessoas com a Igreja e com o conhecimento e a informação em torno das “coisas” da religião são muito pouco conhecidas e boa parte da população desconhece elementos centrais da própria religião.
Não sou um estudioso da religião, nem pouco mais ou menos, mas sempre tive muita curiosidade em perceber algumas coisas, nomeadamente porque é que a Páscoa não é sempre no mesmo dia tal como o Natal. [Read more…]
Portugal é a Grécia
Hoje dá na net: Paixão de Cristo (Mel Gibson)
A “Paixão de Cristo” é um filme de 2004 realizado por Mel Gibson.
Em inglês, com legendas.
(Se preferirem uma versão com mais qualidade, está disponível, mas sem legendas)
Filas e a estupidez de quem governa
Dou de barato que a culpa não seja da responsável pela pasta do turismo.
Mas esta notícia do Expresso é a melhor prova da incompetência de quem nos governa.














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