Os brasileiros e os chineses estão revoltados com aquilo que parece ser verdade: a EDP vai ser vendida aos alemães, apesar destes apresentarem a proposta de compra pelo menor valor. Os entusiastas de tudo o que venha de Berlim, tentam encontrar justificações de telejornal, como a “gestão cuidada, a inovação tecnológica”, ou rematando, a sempiterna “Europa”.
Televigilância e os Porcos

Acabei de ouvir um debate sobre a utilização de câmaras vídeo de vigilância nas cidades portuguesas no programa “Quadratura do Circulo” da SIC Notícias (eu lincava a página do programa, mas parece que a SIC desistiu dessas modernices, se souberem onde anda a dita página, avisem-me por favor!).
Não interessam muito as posições de cada um dos comentadores. Perderam-se em considerações sobre a legalidade e a salvaguarda dos direitos e garantias fundamentais dos cidadãos. Todos foram eloquentes, todos falaram muito bem.
O problema é terem todos esquecido a pergunta mais importante:
Estes sistemas funcionam realmente?
Hoje dá na net: Calvin & Hobbes
Bill Watterson, autor da emblemática tira Calvin & Hobbes, nunca autorizou que as personagens desta BD ganhassem voz e movimento, consequência de sempre ter proibido a sua distribuidora, a Universal Press Syndicate, de transformar a tira em produtos de merchandising.
Os vídeos aqui apresentados são, portanto, não “oficiais” mas têm algum interesse no imaginário calvin-hobbiano, nem que seja pelo choque de se constatar que as vozes escolhidas não coincidem com o que havíamos imaginado. São duas curtíssimas baseadas em duas tiras sobre… bom, o melhor é verem.
Hoje estou assim, como que coiso
De manhã tenho um ritual. Começa por acordar – surpresa. Ouço as notícias na rádio, visualizo frases de posts sobre o que vou ouvindo, tomo o pequeno almoço enquanto vou para o trabalho e aí me consumo no resto do dia. Não sei se se vai no trabalho ou se se esgota no noticiário das oito; o facto é que a minha vontade de escrever sobre o que se passa diminui na proporção inversa da crescente parvoíce que ouço aos nossos iluminados líderes. Há de tudo, desde os eternos contra, aos profetas da desgraça, sem esquecer os vira-casacas.
Hoje de manhã, por exemplo, ouvi Camilo Loureço comentar a questão da fábrica de baterias, esse grande desígnio onde o admirável líder aprendiz de filosofia enterrou uns milhões em apoios. O carro eléctrico, a maravilha do futuro-hoje, não está afinal em todas as esquinas e, por isso, não são precisas baterias. Parece que o spin foi meter dois dos responsáveis directos pelo dinheiro perdido e mais um que procura ocupar o lugar do filósofo de domingo a insinuar que a fábrica se foi por falta de acompanhamento por parte do Estado. Enfim, o que é que vai uma pessoa escrever sobre isto? Que há por aí uns tipos a assobiarem para o lado e a insinuarem que a culpa é dos que andam a rapar o tacho para arranjar dinheiro para a banca? Que ainda há menos de um ano havia um governante a falar de quão brilhante era a nossa execução orçamental que até havia excedente orçamental? Para quê? Para sublinhar que o dinheiro que se andou a estoirar nas baterias, na Qimonda, no BPN e em todos esses fabulásticos incentivos à economia tem agora que ser pago?
Mais vale trabalhar. Sou dos antiquados, daqueles que ainda acham que o trabalho traz riqueza, donde, naturalmente, resultam duas consequências: chego ao fim do mês sem fortuna que se veja e faço questão de não me enquadrar no grupo dos que acham que devem receber apoios – nem que por isso tenha que voltar à lavoura. Mais vale, portanto, trabalhar do que comentar a casa sem pão onde todos ralham e ninguém tem razão. Hoje estou assim, como que coiso; amanhã logo se vê.
Post scriptum: Quando a tolice comanda a política…
Sicasal, um ponto de reflexão
Isabel G.
Usamos o Aventar para reclamar, para criticar, às vezes até para lançar veneno. É bom, sabe bem, desopila-nos os fígados. Mas raramente, e corrijam-me se estiver errada, o usamos para elogiar. A verdadeira mudança de paradigmas, de mentalidades, reside, precisamente, e na grande maioria dos casos, muito mais no louvor do que no repúdio.
E porque é assim que penso, não quis deixar passar em branco o grande elogio, que deveríamos até considerar como importante ponto de reflexão, que deve ser tecido à Sicasal. Nem sequer decorei o nome do proprietário, mas isso também não é importante. O que é importante e digno de nota, isso sim, é que esse senhor, talvez com a sua atitude no decorrer da vida, foi capaz, sem aparente esforço falseado, pelo menos que seja notório, de transmitir atitudes geradoras de energia, de solidariedade, de cooperação.
Está patente na Sicasal, segundo o que a comunicação social difunde, o espírito de entreajuda que deveria ser a atitude intrínseca do ser humano. Ali não há patrão versus empregados e vice-versa. Ali há a sensata consciência de que o trabalho conjunto, na abundância e na provação, é a única via possível para que cada um prossiga da melhor forma com a sua vida.
Ali não há antagonismo. Ali não há um contra muitos nem muitos contra um. Ali há o senso comum que deveria pautar as vidas de todos os seres humanos.
Todos aqueles que estão convictos de que este ou aquele partido, este ou aquele sindicato, esta ou aquela facção, esta ou aquela ideologia, são a solução para os profundos problemas que fustigam a nossa sociedade, deveriam pôr os olhos nesse exemplo onde, apesar de “cada macaco no seu galho”, cada um serve, da melhor maneira que pode, um bem comum. Isto sim é evolução, isto sim é construção e avanço. Isto sim é o ser melhor no seu melhor.
As críticas têm o seu lado positivo, é inegável, mas o exagero e a carga negativa e revoltadora com que por vezes são feitas engendram atitudes e acções que corrompem a intenção primeira, desviando-a. Os louvores, os elogios, o reconhecimento das atitudes positivas e geradoras de mudança, porém, estimulam o bem fazer e suscitam acções criativas e positivas.
Com o senhor da Sicasal, cujo nome desconheço, partilho o meu mais humano sentimento. Aos seus colaboradores, modestamente confesso que gostaria de ser assim, de ser capaz de tamanhos actos altruístas.
As escolhas de João Duque
Enquanto João Duque escolhe entre pipocas e cinema, quer dizer, o filme passa-lhe pelas costas. Um espectáculo, quer dizer, o João Duque é um espectáculo.
Hoje dá na net: Ler Ebooks
Não sendo o Hoje dá na net apenas uma série de cinemas e seus parentes chegados, vinha aqui hoje sugerir um livro disponível quando me lembrei que na vizinhança há um blogue especializado no assunto. No Ler Ebooks podem começar por esta listagem de 50 sítios com ebooks gratuitos.
Como o património literário livre de direitos de autor é muito superior a todos os outros à medida que vão sendo digitalizados tendem a formar a maior biblioteca de sempre, o sonho de qualquer leitor.
Noutros dias aqui voltaremos sugerindo livros, porque acima de tudo há livros que se amam, mas para já visitem o Ler Ebooks, e boas leituras.
O Desporto na República das Bananas

“(…) Por razões que se prendem com o Orçamento do Governo Regional da Região Autónoma da Madeira (IDRAM), através da falta de plafond do Instituto do Desporto da Região Autónoma da Madeira junto das Agências de Viagens”, o Porto Santo não veio ontem jogar a Braga.
Aparentemente “Ninguém teve em consideração que a Madeira é uma região pobre, assimétrica, dependente e com graves problemas por ultrapassar” e também se diz que “já não há dinheiro para pagar passagens aéreas a esposas de dirigentes integradas na comitiva desportiva do Portasantense; dinheiro esses dos nossos impostos. Ladrões da puta que os pariu.” Birou…
Os tecidos angolanos do Governo e da Justiça


Parcela importante da urdidura do actual governo é composta e tecida por artesãos de afro-tecelagem. Passos Coelho, Miguel Relvas e Paula Teixeira da Cruz – e, por exemplo, o agora menos mediático Pedro Pinto, todavia deputado – são fios de superior meada da juventude angolana de 1974.
O facto seria despiciendo, se fosse natural desfecho da vida colectiva e não reflexivo de actos conscientes ou, demos de barato, subconscientes. Em ambos os casos, nocivos para a vida do povo português. Como é evidente, a acção é protagonizada por uma elite de retornados – palavra horrível – que sobraçou indevidamente uma causa, justa em relação a muitos, mas hipocritamente usada em proveito próprio por uma minoria.
Com efeito, e sobretudo no PSD, filtrados maioritariamente pela Secção do Campo Pequeno – Lisboa, a história, se aprofundada, é em grande parte preenchida pelas investidas vigorosas e ambiciosas dos ‘filhos privilegiados da colonização e da descolonização’. Ao tempo, os ora bem sucedidos, apresentavam-se como ‘teen-agers’ travestidos do ideário social-democrata. Francisco Sá Carneiro era, então, o supremo e admirado apóstolo, sob cujo comando e doutrina se abrigaram e encobriram.
Um bramido de raiva
Senti um frio arrepiante e um buraco negro nas entranhas tão fundo como a silhueta daquele maldito comboio da inglória velocidade rebentando a dor direito à morte que está em pé na berma do cais pela mão de uma criança.
O pai nos braços de um escombro deste mundo sem sol nem lua destino bárbaro e cruel da perda total de mão dada com o filho contra a majestade de um gélido cadafalso de ferro parido pela força de um desumano progresso contra o qual se esmagam os pobres e desamparados que vivem em contra-mão.
Meu menino sonâmbulo de olhos negros e pálida doçura quase luminosa firme terna inocente confiante na verdade desfeita em sangue pela mentira das mãos fatalistas de uma sociedade podre.
Podia ser um menino nascido no berço do lado ao colo de um pai ou de um avô trabalhador-milionário desiludido porque a sua fortuna não havia atingido o limiar do absurdo o que não deixava de ser triste mas a vida filha da puta meu menino pobre nada mais te deu do que um pai sem nada sem prendas sem força nem entreactos que te enxergassem melhor sorte do que a morte.
O monstruoso comboio entra na tua boca a toda a brida o ar louco sai em turbilhão do teu pequenino peito sem eco a vida estilhaça-se em ruidoso estrondo e o teu corpo frágil cai em pedaços sobre os bonecos das tuas meias no pavoroso silêncio dos teus olhitos redondos.
E o mundo continua como se nada tivesse acontecido.
Quando vi que eras tu o menino que estava no curto caminho da morte pela mão de um pai que não dominava a fome e não tinha dinheiro para te comprar uma bola um pai que não sorria nem cantava para ti porque a alma se perdeu na praça do medo com o sol congelado na boca senti um bramido de raiva e uma louca vontade de pedir contas a Deus.
São necessários mais professores, estúpidos!
Se é certo que defendo que é a solidariedade que deve presidir à actuação do Estado e que, portanto, me faz muita confusão que se fale em despedimentos como se as pessoas fossem objectos que se podem pôr no lixo, não me custa, igualmente, reconhecer que o Estado não tem a obrigação de garantir emprego a qualquer cidadão. Assim, é óbvio que o Ministério da Educação não tem de ser visto como uma agência de emprego que ofereça colocação a todos os que queiram ser professores.
É, então, fundamental que se analisem as necessidades das escolas, para que se possa saber quantos professores são, efectivamente, necessários. Não será admissível outro critério, sob pena de se estar a pôr em risco aquilo que verdadeiramente interessa: a educação dos jovens. Na pior das hipóteses, e aceitando que estamos em crise, poder-se-ão discutir medidas transitórias decorrentes de uma austeridade que, pelo menos, a Chanceler da Alemanha considera imperativa, mas isso é outra questão.
Desde 2005, têm sido tomadas várias medidas que tiveram como reflexo o aumento do desemprego entre os professores. Esse processo iniciou-se com Maria de Lurdes Rodrigues e prossegue com o actual ministro, afectando milhares de docentes que não têm conseguido entrar nos quadros, apesar de darem aulas, por vezes, há mais de dez anos. Também com a actual equipa, mantém-se um discurso de omissão relativo a esse problema, sendo sinal disso a não resposta do Secretário de Estado João Casanova de Almeida, ao dizer que os professores do quadro não seriam afectados pela revisão curricular, depois de lhe ter sido perguntado quais seriam os efeitos dessa mesma revisão sobre os professores contratados. [Read more…]
A tal prisão com ilhas à volta
O que faz a nossa democracia pobre? Coisas simples como a falta de coragem politica dos principais agentes políticos nacionais e dos sindicatos, a hipocrisia e o cinismo dos nossos quadros e experts melhor cotados, sempre prontos a curvar perante cheques e estudos encomendados, a promoção da malandragem intelectual e doutrinação dos nossos principais académicos. Como se isso não bastasse temos ainda o amadorismo generalizado da opinião sobre a política, da crítica especializada e a total inexistência do jornalismo de investigação. Falo de Cabo Verde senhores…aquela prisão com ilhas à volta.
Pois é, por cá também a mesma “estória” da carochinha: não há crise mas congela-se o aumento salarial, não há crise mas o FMI recomenda uma diminuição do endividamento do país para níveis inferiores a 50%. Não fosse Sócrates a filosofar metido num sofá design em Paris, isto estava muito pior.
Na crise também se pode falar de uns tais valores que se perderam, ouvir da boca do excelentíssimo senhor Adriano Moreira que nada tem a reabertura do campo de concentração do Tarrafal é prova não só da demência do mundo como também, neste caso muito particular, do sumo pontífice reitor da Universidade de Mindelo que em boa hora resolveu dar um “Honoris Causa” ao homem. “Dementis Causa” da qual nem a Portaria nº 18 539 nos salvou. 7 bilhões e tal de seres humanos no mundo e o primeiro honoris cabo-verdiano vai exactamente para um santo homem ligado a Salazar e ao campo de concentração à volta de qual foi construída a nossa identidade nacional. Não fosse este o meu primeiro post no Aventar ia logo um palavrão de bónus. Mas sejamos meninos bem comportados, que o natal vem aí, o Sócrates cá da banda ainda fala em competitividade e o nosso Passos Coelho por enquanto não saiu da cartola. …e se for mesmo igualzinho a Passos Coelho que fique lá bem quentinho.
Nosso consolo é que num golpe de mágica a ditadura em África foi banida de uma vez e por “todos os tempos e sempre” num acto de dúvida filosófica. Assim chegamos lá depressa e sem necessidade de andar às cavalitas.
Queres pagar portagens? tens de ter mail e telemóvel
Sim, telemóvel, um telefone fixo não vale. Deliciosa a estória que nos conta o Luís Fernandes.
Hoje dá na net: Programado para avariar…
…ou OBSOLESCÊNCIA PROGRAMADA. Baterias que deixam de trabalhar ao fim de dezoito meses, lâmpadas que fundem ao fim de mil horas, impressoras que param de repente, veja como a indústria programa os objectos de forma a terem curta duração ou a avariarem propositadamente, com o fim de o fazerem comprar um novo. Perceba porque é mais barato deitar fora do que mandar consertar. Compare o discurso “verde” e “ecológico” das empresas com a sua prática, veja como algumas tecnologias regridem e pioram os desempenhos, e constate o óbvio: é feito estudadamente e com precisão para avariar.
Em Alijó, trocam o Património da Humanidade por um monte de betão, mas não gostam de ser acusados disso. Por isso, censuram todos os comentários desagradáveis no Facebook!

No concelho de Alijó, porque o caciquismo caceteiro de alguns autarcas começa a fazer escola, a ordem é calar todas as vozes contrárias à construção da ignóbil Barragem que vai destruir o Douro Património da Humanidade.
No Facebook, a censura está a actuar pela noite fora. Os lacaios de Mexia, Viegas e quejandos estão atentos e, ao mais pequeno comentário contra a Barragem, censuram. Apagam o comentário, impedem novos comentários daquela pessoa e, em última instância, apagam a página, como aconteceu com aquela que o Dario abordou no post anterior.
Os Vereadores do PSD no concelho de Alijó, por razões que se percebem facilmente, também têm andado, pela noite fora, com o lápis azul bem afiado. Tentei comentar algumas vezes, mas os comentários não duraram mais do que meia dúzia de segundos. Desapareceram imediatamente. O mesmo aconteceu na página do Teatro Municipal de Alijó, em que a censura é ainda mais rápida.
O que se passa em Alijó para que, de repente, todos se tenham unido em torno de algo que vai destruir o que de mais belo o concelho tem? Não precisam de responder, todos já percebemos o que está em causa…
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Objectivos e órbitas em torno do PIB
Com recurso ao PIB, hoje conhecido indicador dos portugueses, programam-se estratégias e estabelecem-se objectivos que, na maioria dos casos, conduzem a visões e práticas tecnocráticas e economicistas, em sacrifício da qualidade de vida dos povos. De resto, é este o fenómeno a que assistimos no mundo, em especial na Europa.
Usado como parâmetro de aferição polivalente, o PIB serve também para avaliar a qualidade de vida relativa entre nações, como demonstra o quadro seguinte, construído a partir de documento do Eurostat.
PIB per capita em unidades PPS (Poder de Compra Padrão)
|
Posição |
País |
2008 |
2009 |
2010 |
| UE (27) |
100 |
100 |
100 |
|
| Z.Euro(17) |
109 |
109 |
108 |
|
|
1.º |
Luxemburgo |
279 |
266 |
271 |
|
2.º |
Holanda |
134 |
132 |
133 |
|
3.º |
Irlanda |
133 |
128 |
128 |
|
4.º |
Áustria |
124 |
125 |
126 |
|
5.º |
Bélgica |
116 |
118 |
119 |
|
6.º |
Alemanha |
116 |
116 |
118 |
|
7.º |
Finlândia |
119 |
115 |
115 |
|
8.º |
França |
107 |
108 |
108 |
|
9.º |
Itália |
104 |
104 |
101 |
|
10.º |
Espanha |
104 |
103 |
100 |
|
11.º |
Chipre |
99 |
100 |
99 |
|
12.º |
Grécia |
92 |
94 |
90 |
|
13.º |
Eslovénia |
91 |
87 |
85 |
|
14.º |
Malta |
79 |
82 |
83 |
|
15.º |
Portugal |
79 |
80 |
80 |
|
16.º |
Eslováquia |
73 |
73 |
74 |
|
17.º |
Estónia |
69 |
64 |
64 |
Para onde vão os nossos impostos em 2012
Noticias recentes dizem-nos que apesar de tudo a quantidade de impostos que pagamos até nem é muito elevada quando comparamos com o resto dos países da OCDE.
Claro que somos também dos países que mais tem aumentado os impostos mas isso não interessa nada.
Importante é ter uma ideia do destino desse dinheiro.
Imaginemos que recebemos o salário médio, que foram uns dez mil euros por ano em 2009, isso quer dizer que vamos pagar cerca de 3000€ de impostos.
Para onde é que vai esse dinheiro? Vejam na imagem abaixo ou experimentem “O teu Orçamento para 2012”
Com Crato é sempre a poupar: viva a revisão curricular!
A divulgação da proposta de revisão curricular feita ontem pelo Ministério já está a ser comentada pelo mundo blogosférico, sendo de destacar, mais uma vez, vários textos do Paulo Guinote, com realce para este, e outro do Arlindo.
Nuno Crato afirmou, para não ser diferente das suas antecessoras, que estas medidas foram tomadas, tendo em conta, apenas, o interesse dos alunos. Permito-me duvidar.
João Casanova de Almeida, não querendo divergir dos seus antecessores, recusou-se a dizer se estas medidas iriam afectar os professores contratados, (não) respondendo que não iriam afectar os professores do quadro.
Tentarei, num texto posterior, explicar por que razão considero que esta revisão curricular faz parte de um caminho profundamente errado para a Educação, no que não serei, decerto, original.
Entretanto, embora compreendendo, em parte, a atitude quase festiva da Associação de Professores de Geografia, parece-me uma posição demasiado corporativista. Dos professores deve esperar-se uma visão mais holística do Ensino, porque, neste momento, não basta que uma disciplina seja beneficiada – mesmo que justamente – para que haja lugar a comemorações.
Rupturas
Com a Revolução do 25 de Abril, milhões de trabalhadores e de jovens, de todos os sectores da sociedade portuguesa, uniram-se para tomar em mãos os seus destinos.
Apostaram, então, na construção de uma nação livre e independente, que proclama a paz, que quer um País assente na justiça social, na saúde, na qualificação e na cultura, na cooperação entre os povos.
Um segmento importante destes homens e mulheres, destes jovens, voltou-se para o Partido Socialista (PS), construíram-no como o partido que defendia os sindicatos livres (unidade sindical) e independentes, a liberdade e a existência das comissões de trabalhadores, a banca nacionalizada (ao serviço da economia nacional), bem como da nacionalização dos sectores vitais da economia (transportes, energia, comunicações), para uma sociedade democrática e de progresso. [Read more…]





















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