“Senhora chanceler, vá fazer isso noutro sítio“
Foi desta forma que, após duas chamadas de atenção, o presidente do Parlamento alemão puxou as orelhas à tagarela que, em total desrespeito pelo deputado que intervinha na tribuna, conversava alto e em bom som com o líder parlamentar do SPD. Petulante, a chanceler levantou-se e, na companhia do seu colega reguila, foi sentar-se nas cadeiras vazias mais atrás para continuar na sua amena cavaqueira, ignorando os trabalhos em curso no Bundestag. Um belo exemplo da cultura democrática da mais alta figura do país que mais lições de moral dá aos europeus.



Não é fácil encontrar palavras para escrever sobre o orçamento apresentado pelo Governo. Parece-me que os nomes atribuídos à mãe do Pedro Proença nos jogos do Benfica serão insuficientes para qualificar esta gentinha medíocre. E, como vem sendo habitual, a Educação é o sector com o maior corte:
A viagem foi de transporte público e o hospital que a recebeu também. Quem a despachou foi o privado, esse reino maravilhoso dos BES e BPN’s. E, ao contrário de alguns camaradas aqui da casa, nada tenho contra o privado, desde que não funcione à pala dos dinheiros públicos o que, em boa verdade, acontece com quase todos os grupos económicos. Serve esta regra também para a Educação: se há pessoas que querem para os seus filhos uma formação com uma forte dimensão religiosa devem ter o direito de o fazer. Não podem é exigir que seja eu a pagar, isto na base do argumento da direita, o famoso utilizador / pagador.









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