Serviço

Ora aqui está o blog do governo – ai que Blasfémia!, a explicar porque é que o tadinho do  Passos foi uma vítima do sistema.

Um belo serviço, perdão, artigo, com uma cronologia que, de tão completa, resultará de um bom exercício de transcrição, digo, investigação do comunicado, ai, material preparado pelo assessor de imprensa, desculpem, jornalista. Até aquele pormenor das cartas terem sido enviadas sem aviso de recepção,  detalhe naturalmente ao dispor de qualquer jornalista, que dá margem para o papel de sonso,  agora na moda, do não sabia e, mais importante, mostrando que não existe possibilidade de mostrar que a notificação existiu. Ou se calhar existe, já que os serviços do estado não contactam os cidadãos sem tal registarem, mesmo que não exista registo válido judicialmente. É só uma questão do meticuloso jornalista querer procurar.

Bate tudo certo. Excepto aquela parte de ter pago o que não tinha que pagar. Como? Quem recebeu e a que título? E de o centro da questão não serem os serviços da Segurança Social mas sim o incumprimento fiscal por parte do primeiro-ministro.

Passos: “Em Portugal são relativamente poucos os cidadãos que pagam impostos”
As injustiças que o Governo quer corrigir são provocadas, em parte, pelo facto de apenas 40% dos portugueses pagarem impostos, e porque muitos fogem ao Fisco. É injusto, diz Passos Coelho. (Fevereiro de 2014).

Para além desta afirmação ser falsa, ó novidade,  vamos a ver, o cínico, autor deste e de outros discursos moralistas,  estava a falar dele próprio.

Expliquem agora a todos os que foram sujeitos a penhoras e outros apertos porque razão este cidadão que gosta de apontar o dedo aos outros passou ao lado das consequências. A existir erro nos serviços da Segurança Social, é aí que ele estará e não na suposta ausência de notificação. A que qual, de resto, não precisa de existir para que o dever em causa exista.

E se fosses chamar parvo a outro?

passos relvasPassa pela cabeça de alguém, na plena posse das suas faculdades mentais, que as contribuições para a segurança social sejam voluntárias?

Passa. Pelos sonhos húmidos de um neoliberal, que de resto muito simplesmente pretende a pura e simples extinção do estado providência substituído-o pelas seguradoras, haja quem puxe lustro ao lucro, e pela de um primeiro-ministro  eleito com a maior colecção de mentiras até hoje vista, convencido de ter enganado uma vez os idiotas que nele votaram e imaginando os mesmos repetidamente estúpidos, ao ponto de o reelegerem.

Mas há ainda pior neste caso. João Ramos de Almeida chegou a esta conclusão: [Read more…]

Passos Coelho: entre a irresponsabilidade e o incumprimento

Passos Coelho divida SS

Foto@Mentiras de Passos Coelho & CIA

No fim de contas, esta história da dívida de Pedro Passos Coelho à Segurança Social até acabou por correr muito bem ao ilusionista de São Bento. A situação irregular emergiu, o regime apressou-se a criar um cordão sanitário em torno do primeiro-ministro, alegando erro dos serviços administrativos, e por fim, cereja em cima do bolo, Passos Coelho, o magnânimo, decidiu mostrar ao país toda a sua generosidade e pagou a sua dívida, apesar de, e aqui partilho das dúvidas do perigoso cata-vento Rebelo de Sousa, ser difícil de perceber como se paga voluntariamente uma dívida já prescrita que, por ter prescrito, deixou de existir.

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Um conto de crianças chamado requalificação

Despedimentos

Foto@Jornal de Notícias

A propósito da gestão de panelas sociais-democratas e centristas na Segurança Social sobre a qual aqui falei ontem, chamou-me a atenção a Carla Romualdo para esta notícia, que dá conta da situação de 480 funcionários, também da Segurança Social, que iniciam amanhã um processo de “requalificação” que, como sabemos, significa que vão todos para o olho da rua.

Pobres trabalhadores. Tivessem eles o cartão partidário certo e talvez não fossem “requalificados”. Tivessem eles o cartão partidário certo e, como se dizia nos tempos do saudoso conselho de administração do BES, “punha-se o Moedas a funcionar” e arranjavam-se uns cargos de assessor. Não tinham experiência? Não faz mal, estes também não e safaram-se bem. Tivessem eles o cartão partidário certo e facilmente estariam entre os milhares de boys que o bloco central usa como instrumento para perpetuar o seu poder na pesada máquina estatal. Tivessem eles o cartão partidário certo, ou que sabe o pai certo, e lá se arranjaria qualquer coisinha. Imunidades incluídas.

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A uma heroína anónima

Fotografia retirada da página online do Público

Fotografia retirada da página online do Público

Não ficará para a História da nação.

Ficará certamente na pequena história familiar, talvez a mais importante de todas, e principalmente na história dos quatro irmãos mais novos que salvou antes de voltar a entrar naquele maldito apartamento e o seu corpinho ser, desafortunadamente e injustamente, roubado de toda a vida. Será falada na família como uma heroína. Será contada aos sobrinhos que talvez lhe venham a dar e que nunca chegou a conhecer, da forma falaciosa que as nossas memórias nos fazem reviver momentos passados.

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Rendição

O Tribunal de Contas era uma instância da qual, embora timidamente, saíam pareceres e relatórios onde se vislumbrava alguma da decência que gostaríamos de ver noutras estruturas do Estado. Por ser assim, muita da sua produção era ignorada pela comunicação social e pelo governo. Hoje não foi assim. Excitada pelo relatório agora publicado – e, designadamente, no que diz respeito à Segurança Social – a imprensa não se fez rogada em agitar os monstros habituais e o governo esfrega as mãos de contente. Através de estatísticas com metodologias que já fariam rir um cientista social sério há anos, o TC vem, agora, apresentar a sua rendição à doutrina social dos canalhas e oferecer-se para receber as festinhas no lombo que estas coisas sempre proporcionam. Tristeza.

O bug da Segurança Social

Tem mais, mas este é tão kafkiano quanto informático.

Cooperativas de serviços sexuais

Há uns anos fiz uma reportagem sobre prostituição na baixa do Porto. Falei com várias mulheres (e poucos homens) que se prostituíam e a preocupação comum a todas, para minha surpresa, que esperava outro tipo de angústias, era a impossibilidade de fazer os seus descontos para a Segurança Social. Algumas estavam mesmo a pagar as respectivas prestações por inteiro, pedindo a alguém que as inscrevesse como empregadas domésticas. Porque a grande angústia era mesmo não ter direito a subsídio de maternidade ou doença e, sobretudo, a uma reforma na velhice. E apontavam, como exemplo de degradação máxima, alguma companheira de sessenta ou mesmo setenta anos que continuava a prostituir-se por não ter qualquer outro rendimento. De entre todas as humilhações a que a sua ocupação as podia submeter, nada lhes parecia pior do que ser velha e continuar na rua. [Read more…]

A verdadeira Troika da direita

O grupo de boys incompetentes que nos tem roubado nos últimos anos procura vender a ideia que a salvação está mesmo a chegar e que, ali ao virar da esquina, está a luz.Só não dizem que a luz ao fundo do túnel é ainda a luz da frente do comboio que nos vai trucidar

Podiam ser sinceros e apresentar a verdade toda. Confesso que, pessoalmente, teria o mesmo comportamento, mas pelo menos tinha a certeza que lutava contra alguém que tinha apenas ideias diferentes das minhas. Mas, não. Esta gente não se dá a esse respeito.

As verdadeiras intenções deles podem ser arrumadinhas em três pacotes: [Read more…]

Subir um bocadinho

Atravessei a ponte, claro.pontes9

Vi muita gente, muitos milhares de rostos que mostraram, na rua, a sua indignação. A palavra mais ouvida, de Gaia ao Porto, foi DEMISSÃO!

Não vi na multidão, nem tão pouco nas pessoas que a formavam, os rostos de sempre. Estiveram pessoas diferentes, outras gentes. Isso sentia-se nos olhares, nas roupas que traziam, na forma como não aderiam a todas as palavras de ordem – as mais tradicionais ficavam por dizer.

Senti o desespero da classe média na Manif da Ponte.

E é esta classe média que comenta a necessidade de subir um pouco a parada. A CGTP teve a ponte como oportunidade, mas optou pelo caminho mais fácil – como Dirigente de um dos seus sindicatos, manifesto publicamente o meu desacordo. Eu, teria esticado a corda da ponte. Penso que é preciso, como me dizia um amigo no sábado, pregar um cagaço a estes gajos.

Os bandalhos que estão no governo e que tomaram um partido SOCIAL DEMOCRATA de assalto têm como objectivo um novo país: a escola pública será para os desgraçados que não tiverem lugar nos colégios financiados pelo estado. As portas dos hospitais públicos serão a enfermaria dos mais desgraçados e a segurança social estará nas mãos da igreja para assistir os mais carenciados. O dinheiro de poucos será entregue às seguradoras e o dinheiro de muitos será para dar esmolas. Este é o projecto que Passos Coelho e os seus amigos têm para Portugal.

E, para lutar contra esta gente, está na hora de subir o tom. Não me parece que a solução esteja no dia 26 – lá estarei – ou no dia 1 ou na Greve do dia 8. Está na hora desta gente começar a ter medo do povo!

Estado social, por Daniel Oliveira

É então que os privados ficarão finalmente sozinhos a tratar destes apetecíveis e inesgotáveis negócios.”
Fica a sugestão de leitura para os amantes de Passos Coelho que habitam cá no corner.

A Segurança Social, a Cruz Vermelha e o Centro Infantil de Valbom (II)

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Ainda a propósito deste post.
Não gosto deste Governo, abomino a sua política, mas a verdade, quando existe, também é para se dizer. No mesmo dia em que enviei o mail a denunciar a situação, recebi uma resposta de Ana Venâncio, assessora do director do Centro Distrital do Porto da Segurança Social, Sampaio Pimentel, reencaminhando o caso e pedindo celeridade na sua resolução a quem de direito. Resposta pronta e eficaz como se impõe quando estão em causa os legítimos interesses de um contribuinte. Nesse mesmo dia, quando cheguei ao Centro Infantil de Valbom para recolher as minhas crianças, lá estava um aloquete a impedir a entrada de automóveis no átrio da instituição, acabando com a insegurança dos seus utentes.
Infelizmente, foi «sol de pouca dura». A Cruz Vermelha, tomando-nos a todos por imbecis, decidiu logo no dia seguinte deixar o aloquete apenas pousado em cima da corrente de ferro em causa, permitindo assim que qualquer um a abra e entre com o seu automóvel no espaço que devia ser sagrado para as crianças. Foi assim, por exemplo, que uma carrinha da própria Cruz Vermelha violou a corrente e entrou para o átrio do CIV. Do seu interior, saiu uma senhora perfeitamente saudável que – supõe-se – tinha medo de mexer o cu por uns míseros 10 metros – a distância entre o parque de estacionamento e a porta da instituição.
Como é óbvio, pedi de novo o Livro de Reclamações e informei a Segurança Social do sucedido.

P. S. – As fotografias que ilustram este post são do Parque Infantil do Centro Infantil de Valbom. Um espaço com uns 10 mil metros quadrados de extensão. Um verdadeiro luxo quando comparado com aqueles infantários de prédio que nem espaço exterior têm.
Desde que a Cruz Vermelha passou a gerir a instituição, as crianças deixaram de poder frequentar o Parque Infantil. [Read more…]

Finalmente uma boa notícia

enfermeiraParece que a política do governo começa por fim a produzir os seus frutos de forma assinalável. Sobretudo no plano da sustentabilidade da Segurança Social.

As más línguas do costume diziam que os despedimentos em massa e o desemprego não ajudavam nada ao equilíbrio de contas da Seg. Social.

Essa corja de viperinos extremistas insinuava que haver menos pessoas a descontar e mais a receber (apesar de pouco estas últimas), estava para o equilíbrio das contas como um turista com destino ao Porto apanhar o comboio para Faro.

Ou que fazer emigrar a população em idade fértil não era uma boa ideia para assegurar a estabilidade do sistema e a inexistência de broken links geracionais. Vontade de maldizer está bom de ver.

Os ingleses estão muito contentes com os nossos enfermeiros.

Os alemães pelam-se pelos engenheiros que nós formámos.engenheiros

E, todos juntos, pelam-se pelos descontos que uns e outros fazem para as respectivas seguranças sociais. E pela produtividade que entregam. E pelas crianças que irão certamente contribuir para o futuro dos seus sistemas.

Entre outros assets exportamos pessoas qualificadas e férteis e isso contribui para o equilíbrio da balança, de qualquer coisa, de alguém, algures!

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É ou não é uma oportunidade, cambada de velhos do Restelo?

Que ignorantes, pá!

Carta aberta à Segurança Social e à Cruz Vermelha Porto

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Exmos. Senhores,

Tenho duas filhas, desde há dois anos, a frequentar o CIV – Centro Infantil de Valbom.
A situação que hoje trago ao Vosso conhecimento já foi relatada à Directora da referida instituição e, por nada ter sido feito, já foi plasmada no respectivo Livro de Reclamações.
Trata-se de uma situação que envolve um enorme risco para todas as crianças que frequentam o CIV e que a qualquer momento pode transformar-se numa tragédia que, a acontecer, terá de ser assumida por todos os que tiveram conhecimento desta situação e nada fizeram para a resolver.
O facto de a Segurança Social ter privatizado o CIV não a iliba de quaisquer responsabilidades nesta matéria.
Refiro-me ao cadeado em ferro que impede a entrada de veículos na zona fronteira ao edifício do CIV e que separa essa zona do parque de estacionamento. Desde sempre, com a gestão da Segurança Social, que esse cadeado esteve fechado e não me lembro, em dois anos, de algum dia ter estado aberto.
Desde que a Cruz Vermelha assumiu a gestão do CIV, esse cadeado está aberto diariamente, sendo muitíssimo frequente ver automóveis estacionados em frente à porta do CIV, transitando por entre as crianças e colocando-as num perigo tremendo. Num desses dias, já tive de agarrar a minha filha mais nova para evitar que fosse atropelada. [Read more…]

Quando é que um mais um dá 1?

Esta foi a pergunta que o mais pequeno me fez ontem quando entrou no carro depois das aulas.nos

Confesso que só a resposta dele fez luz perante a minha ignorância.

As gotas de água – uma mais uma…

É, talvez, a metáfora perfeita para o dia de hoje. Não vou por mais ninguém – vou por mim! Pelo meu futuro.

Serei apenas mais uma gotinha, que junto de outras, formarão uma gota maior, uma MARÉ tão grande que não será possível a Relvas, a Gaspar e a Portas passarem entre os seus pingos.

Não vou, não vamos por modas, por ter sido convocado ou porque vai toda a gente!

Vou por mim!

Vou porque defendo a Segurança Social, a Educação e a Saúde na esfera do Estado, para todos e de qualidade. Simples, não?

É isso que vou afirmar mais logo!

Eu vou fazer a minha parte!

Espero que faças a tua!

Miguel Sousa Tavares ‘online’

Confesso ser leitor assíduo da coluna de Miguel Sousa Tavares no ‘Expresso’, o que, todavia, não significa estar incondicionalmente de acordo com tudo o que escreve. Em diversos artigos, e embora se exiba como detentor absoluto da verdade, comete erros, como outros. Atreve-se de volta e meia a julgamentos inexactos e reveladores de desconhecimento da matéria por si abordada.

Estou a lembrar-me de, há algum tempo, ter publicado no ‘Expresso’ uma opinião sobre as reformas. Invocou uma conversa com uma idosa que se lhe dirigiu, a queixar-se de viver com dificuldades.

Sousa Tavares, assumido sábio e polivalente em conhecimentos científicos – evite-se o epíteto de ‘tudólogo’ – fez de imediato as contas aos 11% de quotização de décadas que a senhora pagou à Segurança Social e sentenciou: “como se comprova, com este nível de descontos, é impossível ao Estado pagar-lhe um valor mais alto de reforma”.

O conhecido escritor, jornalista, comentador, seja lá o que for, esqueceu-se ou ignorou que aos 11% de quotização teria de incrementar 23,75%  correspondente à agora designada Taxa Social Única dos trabalhadores dependentes, que os empregadores entregam mensalmente ao Ministério da Segura Social, para financiar prestações sociais, como as próprias reformas, os subsídios de desemprego e outras prestações – seria útil que Tavares lesse o LBSS – Livro Branco da Segurança Social ou ‘Distribuição do Rendimento, Desigualdade e Pobreza’ de Carlos Farinha Rodrigues que, na última edição do ‘Expresso’, página 33, publicou o artigo ‘Segurança Social: quinze anos passados’. Teria, então, a oportunidade de concluir que a aritmética de que se serviu é uma base científica errada e elementar, demasiado elementar, para analisar e extrair conclusões rigorosas sobre a sustentabilidade da Segurança Social, assim como os níveis de reforma daqueles que não tiveram a sorte de passar cinco anos pelo Banco de Portugal, dezoito meses pela CGD ou uma dúzia de anos pela AR.

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Carta aberta a Pedro Passos Coelho

M. Conceição Batista

S.SOCIAL VERSUS PENSIONISTAS, REFORMADOS E APOSENTADOS (CARTA ABERTA A PEDRO PASSOS COELHO)

FALEMOS SÉRIO!!!!

Pedro é o trato que usarei para me dirigir a ti, naquilo que há para falarmos sério. Porque sou veterana, apesar de ter consciência de que não somos amigos.

Não és meu amigo, como me trataste, hipocritamente e de forma quase insultuosa, na tua mensagem de Natal. Eu não sou tua amiga, porque não tenho como amigos quem me insulta, quem procura humilhar-me, que mente e me tira o que a mim me pertence. Amigos respeitam-se. E eu não me sinto respeitada por ti, Pedro.

E não sou hipócrita ao dizer frontalmente o que sinto, na pele daquilo que é hoje o meu estatuto: pensionista, reformada APÓS 49 ANOS DE TRABALHO. Mais anos do que aqueles que tens de vida, Pedro.

Falemos sério, Pedro. Porquê essa obstinada perseguição àqueles que construíram riqueza nacional ao longo de muitos anos de trabalho, enquanto tu, Pedro, crescias junto de pais que, creio, trabalhavam para tudo te darem, e que hoje não valorizas como esforço enquanto cidadãos e enquanto pais?

Porquê essa perseguição obsessiva àqueles que construíram um país de verticalidade, de luta e resistência, enquanto caminhavas nas hostes dos boys de um partido disponível para compensar aqueles que gostam de “engrossar” a voz, mesmo que desrespeitando os que tudo fizeram pela conquista do espaço democrático, onde cresceste em liberdade? Uma liberdade conquistada, muito suada, e por isso ainda mais digna de ser respeitada? [Read more…]

Câncio Sobre Passos Coelho

«Não há como negar: temos o primeiro-ministro mais aldrabão, incompetente, irresponsável e perigoso de sempre (desde que há eleições livres, bem entendido).» Em geral, a opinião de Fernanda Câncio não vale a ponta de um corno. Passe o eufemismo, um monte de merda a pronunciar-se acerca de um monte de lixo deixar-nos-á invariavelmente na dúvida quanto à pureza de intenções do monte de merda, pelo menos. Conhecida por distorcer e maleabilizar os factos, os pressupostos, as preposições argumentativas, até ao limite dos seus interesses facciosos e pontos de vista do mais tendencioso e venenoso que a imprensa nacional já conheceu, o que tem passado basicamente por suportar o socratismo, todos os seus refinados roubos, desvarios e excessos, Câncio não serve para mais nada. Especializou-se em aputalhar e debochar o debate tanto pelo que omite quanto pelos alvos que privilegia: está tudo bem com a Segurança Social Portuguesa? Bagão Félix é assim tão insuspeito? Passos é um superlativo aldrabão? Até poderia ser verdade. Tudo. Mas há um problema. Se e quando é Câncio quem o afirma, a força performativa da afirmação inverte-se. Aquele que Câncio execra ou detrai só pode ser um santo.

Reformas na Suíça têm tecto máximo de 1700 euros

Aparição fugaz, de 3 minutos, na RTP2! O governo suíço fixou que o máximo que um suíço pode receber de reforma são 1700 euros

Esta notícia foi tratada apenas em noticiário pouco visto para evitar, naturalmente, o contágio. Porque será ?

Nunca se poderia passar em Portugal porque… cá…  somos MUITO RICOS!!!

E se jogassem antes no Euromilhões?

Segurança Social perdeu 1500 milhões de euros na bolsa.

Diz que há funcionários públicos a mais

É fácil encontrar nas notícias os vários sinais da crise que o cidadão comum, eterno sísifo, suporta todos os dias. Hoje, apetece-me realçar este título: Segurança Social tem 154 técnicos para 37 mil casos de regulação parental. A leitura da notícia torna evidente a falta de recursos humanos num campo em que as resoluções tardias afectam a vida de milhares de crianças.

Entre actuais governantes, respectivos conselheiros e opinantes da mesma cor, fazem-se sempre umas contas muito simples e descontraídas: Portugal tem funcionários públicos a mais. Sem se perder tempo com estudos ou com planeamento, faz-se de conta que o conjunto de ordenados de profissionais qualificados é o mesmo que despesa e, levianamente, atira-se com a necessidade de despedir ou, no máximo, com a alegada benesse de baixar salários para evitar despedimentos.

Enquanto o país prossegue o seu naufrágio, comandado por roedores, é vê-los fugir em todas as direcções: Coelho vai em frente; Portas sai porta fora.

“Um terço é para morrer”

José V. Malheiros (não) foi duro! Escreveu hoje no Público O Sonho de Pedro Passos Coelho. Coloca aspas na primeira frase e fecha aspas após a última palavra de um longo e eventual sonho do PM ou, melhor, o grande pesadelo dos portugueses:

Um terço é para morrer. Não é que tenhamos gosto em matá-los. (…)não os vamos matar-matar (…). O Mota Soares (…) com aquela cara de anjo (…). O Paulo Macedo (…) não é genocídio, é estatística. (…) Estas tretas da democracia e da educação e da saúde para todos foram inventadas quando a sociedade precisava de milhões e milhões de pobres (…). O outro terço temos de os pôr com dono. (…) O outro terço são profissionais e técnicos (…) estes estão no papo. (…) Com um terço da população exterminada, um terço anestesiado [futebol, telenovelas e reality shows] e um terço comprado, o país pode voltar a ser estável e viável. (…) O Ângelo diz que, se continuarmos a portarmo-nos bem, um dia nós também vamos poder pertencer à elite.”

Estamos todos no papo, independentemente do terço a que pertencemos.

Mas pensando bem… Malheiros não fez bem as contas. A divisão em 3 partes não é rigorosa.  Infelizmente, é mais que “um terço para morrer” …

Um ingrato…

O indivíduo que nos governa oferece-lhe de mão beijada 20 milhões de euros por ano e o Belmiro ainda vem criticar a medida. Há cada ingrato neste mundo…

Cartilha das papas e dos bolos

O governo criou um documento para ajudar os ministros a explicar as últimas medidas. Encontrado no Expresso.

Governar assim é fácil

É fácil governar assim. Mentir com quantos dentes se tem na boca para chegar ao poder e, depois de lá estar, roubar os mesmos de sempre à força toda. Uma vez, duas vezes, as vezes que forem necessárias. Com total descaramento e com a suprema lata de se fingir muito triste com as decisões tomadas.
Enquanto o roteiro da gatunagem inclui o roubo de mais um salário a quem trabalha, os únicos responsáveis por esta crise continuam impunes. Não se mexe nos privilégios da Banca, para quem o saco infinito dos contribuintes está sempre aberto. Não se mexe nos off-shores. Não se mexe nos dividendos em Bolsa. Não se mexe nas grandes fortunas. O indivíduo até falou disso no discurso de sexta-feira, mas concretizar? Tá queto, fica para as calendas gregas.
Realmente, é fácil governar assim. Falta dinheiro, vai-se buscar sempre a quem não pode fugir. Rouba-se a uns para dar aos outros. Quanto vai poupar António Mexia e os seus accionistas com a descida da TSU? E Alexandre Soares dos Santos? E Belmiro de AZevedo? E Américo Amorim? Alguém acredita que eles vão contratar um único funcionário a mais por pagarem menos à Segurança Social?
Não, o indivíduo não é burro. Pelo contrário, é muitíssimo inteligente. Mas extraordinariamente insensível, desonesto e moralmente corrupto. Daqui a 2 ou 3 anos, é vê-lo num exílio de luxo numa qualquer Paris deste mundo.

José Gomes Ferreira comenta as medidas do governo

Daqui por um ano, os meninos do governo estarão a fazer de conta que estão surpreendidos com os valores do défice e do desemprego.

Vídeo de http://www.youtube.com/user/livrescowordpress

Passos Coelho acumula cargo com actuações cómicas

Passos Coelho, revelando uma mestria própria dos grandes comediantes, declarou, num espectáculo ao vivo, que o governo deu “sentido aos sacrifícios dos portugueses“. Aproveito para revelar alguns dos dados em que, provavelmente, se baseou o primeiro-ministro/artista de stand-up para criar essa piada:

Receita fiscal aquém do esperado no orçamento aprovado em Abril

Eurostat aponta desemprego recorde de 15,7% em Portugal

Mais cortes na Segurança Social

Helicóptero do INEM em Vila Real demorará “o triplo do tempo” a socorrer Bragança

Mais de 43 mil professores sem trabalho no novo ano letivo

Custos com material escolar podem ultrapassar 800 euros em família com três filhos

Neste momento, sou forçado a parar, porque estou cheio de dores nos abdominais: o comediante faz-me rir descontroladamente; o primeiro-ministro provoca-me uma irritação pouco saudável.

Michael Seufert, o deputado que não precisa de reforma

O estudante nas horas vagas (ainda não acabou o “mestrado”, designação pós-bolonhesa para licenciatura) e deputado por profissão Michael Lothar Mendes Seufert  quer a malta nova a trabalhar sem Segurança Social.

A afirmação tem causado a repugnância habitual. Eu fiquei contente. Em novembro escrevi no Aventar: “vamos ouvir falar muito deste deputado na presente legislatura, diz-me o meu dedo que adivinha.” Assim de repente recordo-me de ter tido outro palpite sobre Ricardo Rodrigues, personagem que superou as minhas piores expectativas.

É pena não haver apostas sobre deputados como as há para actividades desportivas. Desconfio que tal como Seufert também passava a desdenhar da Segurança Social.

Privatização dos infantários da Segurança Social: Ninguém luta pelas nossas crianças?

O Governo prepara-se para privatizar a partir de 1 de Setembro 25 infantários e centros infantis em todo o país. A comunidade criada no Facebook é cada vez maior. A Comunicação Social em breve vai dar atenção a esta luta.
Mas e os Partidos políticos, onde param? Por onde anda o PCP e o Bloco? Não é uma luta que lhes interesse, a luta das nossas crianças? Não é uma luta que lhes interesse, a privatização de 25 infantários e o despedimento colectivo encapotado de mais de 1000 funcionários públicos?
E os Sindicatos de Professores, onde param? As educadoras de infância não são colegas? Não são sindicalizadas? Não estamos a falar de pré-escolar?
E os blogues de educação, onde param? Há tanto para falar de educação e nem uma linha para defender as nossas crianças? Para defender as educadras de infância que vão ficar sem emprego?
Vamos à luta, porra! Podem conseguir o que querem, mas não hão-de consegui-lo sem luta!

Privatização dos infantários da Segurança Social: A menos de 80 dias do início do ano lectivo, nem o concurso público foi lançado


Até posso aceitar que se defenda a privatização dos infantários da Segurança Social. Não concordo, mas posso aceitar.
Até poderia admitir que as novas entidades gestoras prefiram ter a sua equipa educativa em vez de uma equipa herdada da Segurança Social. Não concordo, mas poderia admitir.
O que para mim é completamente intolerável é que tudo se faça em cima do joelho e que este processo vá prejudicar, acima de tudo, as nossas crianças. Não admito nem aceito que, a menos de 80 dias do início do novo ano lectivo, ainda nem sequer tenha aberto o concurso de privatização e se vá mudar tudo – entidade gestora, direcção, funcionários – em cima da hora.
Qual é a entidade? Qual vai ser a sua estrutura orgânica? Qual será o Projecto Educativo? Como vai funcionar?
É escandaloso que se faça tudo desta forma. Ao ponto de se admitir contratar pessoal exterior em regime de outsourcing se a transferência não estiver concluída, como se sabe que não vai estar, a 1 de Setembro.
Para lutar contra tudo isto, está criada uma Página no Facebook para lutar contra o despedimento colectivo de mais de mil educadores e auxiliares especializados em 25 infantários da Segurança Social em todo o país.
São eles o [Read more…]