A regionalização não vai custar nem mais um tostão…

Um dos argumentos apresentados para justificar a não reorganização administrativa e política do estado é o custo que isso iria ter.

Esta verdade absoluta é postulada inclusive por aqueles que tiveream responsabilidade directa na criação do estado que temos actualmente que, tenho ouvido dizer, não é assim tão sustentável quanto isso.

Para perceber porque não pode a regionalização custar nem mais um tostão e apresentar ideias sobre como o fazer, o Movimento Partido do Norte vai realizar no próximo sábado, 18 de dezembro, no Ateneu Comercial do Porto, ás 16.30, uma sessão sobre este tema com a participação de Eng. Carlos Brito, Dr. Pedro Froufe Madeira e Dr. Paulo Morais.

Estamos na altura de construir novas opções e pensar de forma diferente na resolução dos nossos problemas, se quiserem fazer parte dessa discussão apareçam.

Berlusconi: a vitória pírrica

Confrontado com uma moção de censura e a eventual queda do seu governo, Berlusconi começou por vencer no Senado, como era esperado.

Também no Parlamento, obteve uma vitória por três votos (314 contra 311), devido à inflexão do voto, à última da hora, de três trânsfugas. Ainda assim, a vitória do Cavaliere deixa incertezas quanto à continuidade da sua governação. Analistas consideram que Berlusconi se limitou a uma vitória pírrica.

Todavia, mais demolidor do que os debates e as decisões nos tradicionais areópagos da política, Senado e Parlamento, poder ser o fenómeno das reacções da Rua; e a juventude estudantil, em Roma,  também se amotinou e lutou com coragem contra as políticas de Berlusconi. Basta ver as imagens, aqui ou aqui

Prevemos que em futuro, não muito longíquo, ‘Il Cavaliere’ seja forçado a galopar no sentido da retirada. Aguardemos!

PIDE: Cavaco anda esquecido – o Aventar dá uma ajuda


O Presidente da República e candidato a novo mandato, Cavaco Silva, diz que não se lembra de ter preenchido uma ficha na PIDE.

Utilizando a imagem que a Sábado publicou há uns tempos, o Aventar dá uma ajuda…

Agradecimentos

agradecer colegas e amigos, um novo conceito nunca trabalhado

 Acabo de terminar a escrita de dois textos: Marx, um devoto luterano, de 228 páginas e meses de pesquisa, mais 180 de anexos que explicam as partes mais complexas do texto. Explicam porque sem relatar histórias de vida das personagens estudadas e as suas teorias, ninguém era capaz de entender as partes ocultas da vida do criador das ideias sobre o materialismo histórico. Foi preciso adiar outros compromissos de publicações, para acabar o livro. Quem mais colaborara comigo, foi a minha mulher, que fixara a sintaxes e a gramático do texto. Também, a paciência dos meus colegas dos blogues nos que normalmente escrevo todos os dias, a espera de sempre mais um texto. Agradeço essa bonomia. Pensava escrever sobre solidariedade para o Aventar do dia de hoje, mas uma mensagem que aparecera enviada por um colega amigo e respeitável como pessoa, fizeram-me pensar que solidariedade é um conceito muito trilhado e ultra conhecido, desde 1892, quando Émile Durkheim o definira no seu texto A Divisão do Trabalho Social.

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Eu acrescentaria: há um aroma a submarino no mar

“Pode ser tentador discutir o que diz este telegrama ou aquele. Nós não discutimos por uma questão de princípio. Se aceitássemos discutir este telegrama ou aquele estávamos a ser cúmplices e a patrocinar a violação da correspondência diplomática que é essencial à segurança dos Estados”, declarou Paulo Portas, ex-ministro que fotocopiou, e levou para parte incerta, 61893 documentos abrangido pelo segredo de Estado.

Pedro Sales

Código de Contratos de Consumo – mera utopia ou magno objectivo alcançável a curto prazo?

A apDC carreou em 25 de Novembro de 2009, por ocasião do seu XX aniversário, ao Secretário de Estado da Defesa do Consumidor a proposta cujo teor é o seguinte:

“Não seria despiciendo preparar-se, independentemente da solução a que se chegar no tocante ao decantado Projecto do Código do Consumidor (13 anos é algo de inimaginável!), um Código dos Contratos de Consumo, que condensasse a disciplina das espécies contratuais nominadas ou típicas constantes de leis avulsas e sem o indispensável denominador comum.” [Read more…]

O último voo da TAP, sob o comando do corretor Fernando Pinto

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Antes do mais, sublinho que a oposição a Fernando Pinto, quanto ao seu empenho na privatização da TAP, não é acto de xenofobia, por ele ser brasileiro. Poderia ser chinês, japonês, sueco, jamaicano ou mesmo um dos muitos “bons e patrióticos” gestores portugueses que andam por aí, em roda livre, a criar fama e proveitos.

Na verdade, o que  está em causa é  a racionalidade e a defesa do interesse público em privatizar a TAP, cujo posicionamento no mercado é definido por Pinto nos seguintes termos:

“A TAP está no auge da sua posição estratégica”, tem “um recorde de resultados muito bom” e tem uma posição estratégica nos mercados de África e Brasil “que passa a ser interessante para outros grupos que estão a formar-se pela junção de empresas”. [Read more…]

Pensei que em Portugal já não havia discriminação

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Não sei quem colocou o cartaz, algo tosco e com uma caligrafia irregular. Mas não posso deixar de classificar como delicioso o remate, uma pequena tira de fita-cola de uma marca associada, normalmente, a produtos para crianças e jovens.

A ilusão de sermos pais – Notas e Bibliografia

 

a infância dura um dia, metadóricamente falando

  Retirado do meu livro de 2008: A ilusão de sermos pais, aqui e aqui.

 A política do aventar de publicar apenas um texto por autor por dia, fez ruir o meu projecto de entregar cada dia um texto do meu livro A ilusão de sermos pais. No entanto, tem me sido oferecido pelos Senhores gestores publicar o derradeiro capítulo que complementa a todos os anteriores. Este são 1.Prelição, 2. Introdução, 3. A materialidade dos afectos, 4. O real dos pais. 5. A ilusão de sermos pais, 6. Fala que não entende, 7. O Pequeno Pecador. 8. Bibliografia e notas de rodapé, que é este poste. [Read more…]

Porto, Ponto de Encontro de História, Arte e Religião

Com gente desta na Administração, o que me admira é que o Millennium ainda não tenha ido à falência


É tudo boa gente, desde o Opus Dei Jardim Gonçalves ao jovem reformado Paulo Teixeira Pinto, passando pelo apreciador de robalos Armando Vara e terminando no aspirante a espião e traidor Carlos dos Santos Ferreira.
E como cada um que entra na Administração sai de lá milionário, o que me espanta é como é que o Banco ainda subsiste. Espanta? Se calhar não. Afinal, o poder nunca sabe de nada e estará sempre pronto a ajudar em caso de necessidade.

Entrecampos, ano de 1968

O então apeadeiro de Entrecampos, 1968, actualmente uma das estações mais povoadas de Portugal.

O novo hino da campanha de Cavaco Silva

Cavaco sempre ao lado dos que têm fome.

Horóscopo para hoje

Na Bolsa de Lisboa dizem que as acções do BCP vão descer.

pisa, pisa…

O presente de Natal de Cavaco

O presente de Natal de Cavaco  

Fonte bem informada disse-me qual é a prenda de Natal de Cavaco Silva. Algo para compensar desgostos passados…

President Cavaco Silva
———————-
14. (…) Cavaco Silva was displeased that he did not get an
Oval Office meeting with President George W. Bush during his
2007 visit to Washington to open a Smithsonian exhibition of
Portuguese art, and he declined the former President Bush’s
offer to visit Kennebunkport.
(…)

daqui

Whikileaks, droga, diplomacia.liberdade e morte?

O caso do  Wikileaks versus Assange-agora eleito o homem do ano  pela “Time” -levanta questionamentos  muito interessantes  para a nova sociedade global em que já vivemos, particularmente no domínio da net, jurídico, e das Liberdades.

Começou por ser um susto-escândalo quando, de repente, somos confrontados com um acervo de  250 mil documentos,  confidenciais ou secretos, a maior parte  descontextualizados ,enviados de vários organismos diplomáticos  americanos, para Washington .
Os primeiros a reagir, com muita virolência  foram os EUA e a Inglaterra,mas depois, veio a Rússia, Itália,Paquistão, Venezuela, e muitos outros, todos a braços com  pretensas revelações, que  verdadeiras ,ou não ,desequilibraram  o stablishment, e  deram vida a muitas oposições.
O Wikileaks  veio comprovar  um novo modelo de informação que deixou de ser de massas, controlada por empresas,para ser  em rede, e nessa rede cada um forma  do caso, a sua opinião individual. 
Abriu uma interessante batalha  pelo controlo da internet ,pela liberdade total na rede , sobre os conceitos de segredo e privacidade,obriga a  uma redefinição das diplomacias ,e abre a luta sem quartel, entre aquilo  a que se chama a transparência, como contrapeso democrático.
Estamos face à primeira infoguerra mundial,onde o campo de batalha é o Wikileaks,  os soldados  são os utilizadores da rede,e as bombas são lançadas pelo piratas,ou pelos governos, para liquidar  o inimigo.
Houve  no início duas instâncias  que vieram credibilizar  o Wikileaks.  [Read more…]

O espião que veio do banco

O presidente do BCP queria ganhar umas massas no Irão, mas ao mesmo tempo violar o segredo bancário espiando para os Estados Unidos.

Obrigado wikileaks. Assim vemos a fibra dos nossos banqueiros.

Wikileaks: EUA agradecem a Sócrates a utilização da Base das Lajes para repatriar os presos de Guantanamo

La Embajada de EE UU describe a Sócrates como un político “carismático”, un “eficaz pragmatista” y un líder “tozudo”, que se “resiste a tomar medidas que parezcan una cesión a la presión de la opinión pública”. Los diplomáticos agradecen a Sócrates haber “permitido a EE UU usar la base de Lajes en las Azores para repatriar a detenidos de Guantánamo”, “una decisión difícil que nunca se hizo pública”, señala un despacho de septiembre de 2007.

Para quem não percebe espanhol: os Estados Unidos agradecem a José Sócrates por ter permitido utilizar a Base das Lajes para repatriar os presos de Guantanamo. Algo que até hoje nunca tinha sido tornado público.

Ainda não é desta que se demite?

A árvore de Natal em tempos de crise

a árvore natal em tempos de crise

O Wikileaks e a máfia nórdica

21 de Junho de 1994. Jan Fredrik Wiborg, um engenheiro civil norueguês, cai da janela de um hotel em Copenhaga e morre. As circunstâncias do acidente nunca foram apuradas, mas o suicídio/acidente passou a ser a explicação oficial. Na altura da morte, Wiborg tinha consigo uma pasta de documentos comprometedores para o Governo norueguês, documentos esses que provavam a falsificação de informações na escolha da localização do novo Aeroporto de Oslo. A pasta desapareceu e Gardermoen acabou por ser a localização escolhida em detrimento de Hurum.

Os jornalista noruegueses Paul Enghaug, Wenche Harbo, John Hultgren e Alf Endre Magnussen iniciaram então uma profunda investigação sobre o caso, publicando como resultado dessa investigação, no jornal Aftenposten, o extenso artigo «Wiborg e as previsões meteorológicos para Gardermoen. Duas histórias sobre o novo aeroporto», que viria a vencer o SKUP Award em 1999.

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A não perder:

A revista TimeOut Porto é um sucesso. Este último número dedicado ao Natal no Porto é excepcional.

Um merecido sucesso. Não é apenas o único guia de tudo o que se passa no Porto e arredores. É, sobretudo, o melhor. Muito bem feito. Uma apresentação excelente (as capas são do melhor) e muito original. Sempre com boas ideias e um retrato fiel de um novo Porto que está a crescer.

A TimeOut Porto já se tornou indispensável para todos nós, portuenses e para quem nos visita. Os meus sinceros parabéns aos responsáveis por este fantástico trabalho.

À atenção dos responsáveis pelos exames nacionais

Agora que querem meter os professores a fazer trabalho extraordinário à borla, não seria altura de pouparem os professores do ensino privado a esse sacrifício?

Eu explico porquê. Em primeiro lugar não passa pela cabeça de ninguém que funcionários de uma empresa privada façam um trabalho que compete única exclusivamente ao estado. É o mesmo que pôr empresas de segurança a fazer trabalho da polícia. Já os alunos do privado não terem de ir fazer o seu exame a uma pública é perigoso, e por alguma razão nem sempre foi assim.

Depois tenho uma pequena experiência. Quando fui corrector pela primeira vez de acordo com as modernices actuais das grelhas supostamente mais objectivas e das aferições dos critérios trabalhadas em grupo, dois colegas dentro do assunto explicaram-me os novos procedimentos e no final avisaram-me:

– E nas reuniões de aferição vais ver como está sempre alguém de um colégio e como avalia sempre por baixo. [Read more…]

O Baú das Músicas Portuguesas – VIII

Foi um fenómeno breve, mas contribuiu decisivamente para a renovação da música portuguesa e talvez até das mentalidades. Chamaram-lhe punk português. Faíscas, Minas & Armadilhas, Aqui d’el Rock, UHF, abriram um caminho que possibilitou o caldo onde nasceria o dito rock português, uma “new-wave” local em que surgiram nomes como Xutos & Pontapés, Corpo Diplomático (ex-Faíscas, mais tarde Heróis do Mar e depois Madredeus, com algumas cisões pelo meio) e até Rui Veloso. Estava-se em 1978.

O homem mais importante do planeta

homem_misterio

Hoje bateram à minha porta. Queriam falar do ‘homem mais importante do planeta’. Não especificaram de quem estavam a falar. Como tenho noção de que ‘o homem mais importante do planeta’ varia de pessoa para pessoa, achei que não eram merecedores da minha atenção.

João Marcelino entrevista José Sócrates na TSF

Quando José Sócrates entrou para o gabinete onde geralmente reune com a imprensa, já o Director do DN e entrevistador da TSF, José Marcelino, o esperava. Vestira o seu melhor fato para a ocasião, comprado de propósito na melhor loja de Manhattan.
– Boa tarde, sr. Director – disse o primeiro-ministro.
– Muito boa tarde, sr. primeiro-ministro -João Marcelino levantou-se atarantado para cumprimentar o primeiro-ministro, mas logo se pôs na posição original. Atabalhoado, deitara abaixo um pass-partout com a foto de um projecto que José Sócrates acarinhava especialmente, o da moradia de Valhelhas, dos tempos em que era técnico na Câmara da Covilhã.
– Peço desculpa, sr. primeiro-ministro.
José Sócrates dirigiu-se ao seu lugar e, sem querer, calcou João Marcelino enquanto passava por ele.
– Peço muita desculpa, sr. primeiro-ministro.
Sem tempo para conversas de circunstância, José Sócrates foi directo ao assunto:
– Sr. Director, não sei se o nosso amigo Joaquim falou consigo… [Read more…]

Sábado

Hoje é sábado. Poderia ser outro dia se a luz viajasse com velocidade diferente. Que até viaja, já que nos tempos do Big Bang  a constante c era, afinal, uma variável.  E numa redoma de vidro, por não ser o vácuo, também a luz demora mais tempo a ir de um ponto a outro.

Portugal, dizem, está 25 anos atrasado relativamente à Europa. Parece que o tempo corre aqui a outro ritmo. Poderá assim ser por a luz no nosso rectângulo viajar a uma velocidade menor. O que faz sentido se atendermos a essa campânula vítrea que parece isolar os nossos governos do país que os rodeia.

 

Sobre a teoria da velocidade variável da luz e sobre João Magueijo, um dos seus autores, é de ouvir o programa Pessoal e Transmissível de 25 de Setembro de 2007. Deveras interessante.

A Minha Escola

A minha escola, há 42 anos personagem plena do Vale d’Este (Braga, Barcelos, Famalicão) está a ser atacada. E outras escolas de acesso livre também

‘Cambalache’, o tango recomendado para políticos

Tango ‘Cambalache’ de Discépolo

Estamos em fim-de-semana. É  tempo de pausa para missas,  idas ao ‘shopping’, ao cinema ou ao pontapé na bola. Ou ainda para permanecer em casa a ler, a meditar na merda a que chegámos ou a tentar reparar o sacana do autoclismo que não se silencia.

Compadecido com a dor do político a quem falta parceiro para dançar o tango, invadiu-me a ideia de recomendar: talvez com este histórico tango, o ‘Cambalache’, a escassez se converta em abundância de pares para dançar. O autor, Enrique Santos Discépolo Deluchi, falecido em 1951, criou-o em 1935.

A letra é intemporal. À semelhança do tango e das milongas  que nos cantam para aumentar impostos, congelar salários e pensões, eliminar ou reduzir prestações sociais, infernizando-nos a vida.

Agora como não chumbam estão no 10º ano e fazem testes Pisa com muito melhores resultados

Onde é que meteram em 2009 os alunos com 15 anos que em 2006 estavam no 7º e 8º?

No Expresso de hoje Isabel Leiria pensa que estão no 10º ano, porque agora não reprovam e como tal sabem mais. Fantástico. Mas também podem estar num Curso de Educação e Formação (CEF) e não terem feito os testes Pisa.

A grande mudança no ensino em Portugal entre 2006 e 2009, afectando os alunos que dantes chumbavam de forma a estarem no 7º e 8º com 15 anos, foi precisamente terem sido encaminhados para os CEF’s (e muito bem, acho eu).  Nos CE’Fs pelo menos não chumbam. Mas os CEF’s não constam desta tabela. Até parece que os alunos dos CEF’s foram marginalizados desta oportunidade de demonstrarem as suas competências, o que seria uma enorme injustiça, e para alguns uma grande batota.

Por coincidência a subida da média nacional nos testes Pisa resulta sobretudo da subida dos piores alunos. Ou do truque de terem sido substituídos por outros, correspondendo aos que em 2006 estavam no 10º ano, bastando para isso que os alunos dos CEF’s com 15 anos não tenham feito o teste.

Um caso em que uma escola básica pediu escusa porque o “grupo de estudantes a avaliar tinha uma taxa muito elevada de casos de insucesso,” é conhecido.

Nesta remota hipótese, que não queria colocar mas já coloquei depois de esfregar os olhos na caixa de comentários do post onde esta tabela foi publicada pelo Paulo Guinote,  toda a propaganda que o governo tem feito seria um enorme barrete, a enfiar por todos nós, e ainda pela OCDE a quem primeiro teria servido.

O que está totalmente fora de causa, é claro, mas fará de Maria de Lurdes Rodrigues a maior prestidigitadora de números da História da Educação em Portugal.