O controlo da imigração descontrolada

Como algumas pessoas sabem, até há poucos dias havia em Portugal uma imigração completamente descontrolada, com a velha ponte que liga Valença a Tui (neste caso, Tui a Valença) a ameaçar ruir sob o peso dos imigrantes naturalmente descontrolados. Também descontrolados, entravam outros imigrantes em Elvas, em magotes saídos de Badajoz. Mais abaixo, em braçadas descontroladas, imigrantes saltavam para o Guadiana em Aiamonte e desaguavam em Vila Real de Santo António.

Em muitos cafés, portugueses passaram a desconfiar uns dos outros. Numa certa adega minhota, alguém disse:

  • Acho que o Joaquim da Zeza é imigrante.
  • Porra, a que propósito?

  • Então, o gajo bebeu uns copos e ficou descontrolado. Como os imigrantes.

O que vale é que, do dia para a noite, isso acabou, porque o governo de Luís Montenegro disse que acabou. E todos sabemos que, quando Luís Montenegro diz uma coisa, a coisa passa a ser verdade: ainda há dias se descobriu que o verdadeiro autor dos Cadernos de Lanzarote é Sophia de Mello Breyner, descendente de imigrantes ainda não descontrolados, que irá receber, a título póstumo, o Nobel da Literatura de 1998, o que levou Pilar del Rio, outra imigrante outrora descontrolada, a assumir a paternidade de Miguel Sousa Tavares.

Venturoso país este que, num ápice, num ai, no sopro de um decreto, acaba com a imigração descontrolada. Venturoso país.

Mariana&Leitão

Mariana Leitão.

Para Mariana, já temos a Mortágua.
Para Leitão, já temos a Alexandra.
Portanto, não serve nem para Mariana, nem para Leitão.

Ps. “Novo socialismo” à direita? Pensei que o Hitler já tinha inventado essa em 1920.

A invenção da grande vaga de crimes

Todos já incorremos no disparate de confundir uma experiência pessoal com um dado sociológico alargado. É o “Isto só a mim!” ou o “Este país é uma vergonha!” decorrentes de termos sido vítimas de um carteirista.

Em conversa de café mais ou menos alcoolizada, podemos chegar a defender a pena de morte, a tortura ou a condenação a ver jogos do Futebol Clube do Porto da última época no caso de o criminoso ser portista. Depois, o processo civilizacional a que vamos sendo sujeitos faz efeito e passa-nos.

O populista que chega ao poder (executivo, legislativo ou outro) é um bêbedo numa tasca que tem solução preferencialmente violenta para tudo. Para isso, conta com a ajuda das redes sociais necessariamente desreguladas e com uma comunicação social reduzida tantas vezes a caixa de ressonância.

André Ventura e o seu agente Luís Montenegro alimentam-se de uma insegurança que apregoam, com a ajuda das manchetes que eles próprios geram: o  crime, a insegurança, as violações, os “nossos” valores, a imigração, a nacionalidade.

Note-se: é preciso que haja muita gente crédula e ignorante para engolir falsas percepções. Sim, sim, podemos dizer mal dos eleitores. Podemos, podemos.

A imagem é da primeira página do Diário de Notícias de hoje. A notícia é esta.

Estão a mentir-te sobre o SNS

Hoje tive um encontro com o SNS.
Estava marcado para as 11h.
Fui atendido às 11h.
Fui impecavelmente tratado por todos, da secretária à enfermeira Sónia.
Sai do Posto Médico às 11h05.
Paguei zero euros porque, com muito gosto, desconto todos os meses para garantir serviços como o SNS.
Mas?
Mas o quê?
O SNS tem problemas?
Pois tem.
O SNS tem problemas.
A Disney tem problemas.
A NVIDIA tem problemas.
A sector têxtil tem problemas.
A pesca do bacalhau tem problemas.
O futebol tem problemas (e está falido).
A indústria automóvel alemã tem problemas.
E tu também tens. Temos todos.
Mas mete isto na tua cabeça de uma vez por todas: o SNS tem muitas mais vantagens e virtudes que problemas.
E salva vidas, sem olhar à carteira de quem pede ajuda.
Longa vida ao SNS.

Tenho cá a percepção…

… de que esta notícia…

…não tem qualquer relação com esta…

…e, valha-nos deuze, muito menos com esta…

Percepções, percepções everywhere… temos o governo mais radical desde 1974… e olhem que nos aconteceu o Cavaco duas vezes. 

Caros neofascistas pseudocristãos com disfunção eréctil

A Bette tem uma mensagem para vocês.

Sorria como manda a hipocrisia

Estamos num ponto tal em que já nem sequer choca que o líder da extrema-direita portuguesa recite, como se de uma lista de descartáveis ou criminosos incuráveis se tratasse, os nomes de crianças que frequentam as escolas portuguesas; crianças essas filhas de pais estrangeiros, mas muitas delas já nascidas em território nacional.

Façamos, pois, o exercício contrário.

De repente, enquanto se discutia a lei da imigração em França ou na Alemanha ou na Bélgica ou no Luxemburgo ou na Suíça, um qualquer bobo da corte armado em Hitler da loja dos trezentos balbucia meia-dúzia de cagalhões contra pessoas de origens diferentes que frequentam as escolas lá do burgo, grande parte delas nascidas no próprio país e começa a recitar:

  • Luís Miguel Marques
  • Vitor da Silva Fonseca
  • Mariana Santos Travassos
  • Diana Andrade Ribeiro
  • Ricardo André Esteves
  • Tiago Filipe Cunha
  • Rui Miguel Dias Lopes
  • Fátima Campos Rios

E por aí fora.

Há algum português que não tenha familiares emigrados?

A pimenta, no cu dos outros, é sempre refresco. Mas, em tempos de ódio puro àquele que vem de fora (mas que chique usar, comprar e visitar aquilo que vem de fora), convém sempre relembrar que somos sempre estrangeiros nalgum lugar. E que não somos nem daqui, nem dali, somos do Mundo.

Não ser nem ateniense nem grego é não querer ser mais papista que o Papa. Saibamos integrar e adaptarmo-nos, para que sejamos sempre acolhidos e nos adaptemos.

E as percepções continuam a dar abadas à realidade, quando se comprova, agora, que a maioria das nacionalidades atribuídas se deveram à lei dos judeus sefarditas e, também, ao pedido de nacionalidade por parte de brasileiros, entre outros, com avós portugueses.

Volvidos cinquenta anos, Portugal quer voltar a ficar orgulhosamente só – seguindo a lógica dos Donos Disto Tudo, da Rússia à China, dos Estados Unidos a Israel, do Irão à Turquia -, enquanto uma elite radical se apodera da República para a transformar noutra coisa qualquer que com ela se assemelhe.

A tudo isto, o ilustre Dantas que é Presidente da Assembleia da República chama-lhe “liberdade de expressão”. Já antes nos tinha dado a solene lição de que ser racista é mera questão de opinião, agora confirma-o com veemência. “Morra o Dantas, morra! Pim!”

“Sorria como manda a hipocrisia;
Ser escravo e se adequar é bem mais adequado que dizer que não.
E oportunamente as oportunidades surgirão
Para que você também possa escravizar os seus irmãos.

E por ora é razoável não pisar fora do raso,
Não cagar fora do vaso,
E comer merda todo dia.
Mas no fundo quem aceita o inaceitável
É o grande responsável pelo mal do mundo. Você não sabia?”

Diogo Jota (1996-2025)

Descansa em paz, Diogo.
Como nós, um de nós. 

Salário e paracetamol

 

Colaborador – Ó senhor doutor, ando aqui muito insatisfeito.

CEO – Ai sim? Temos de ver isso. Então porque anda insatisfeito?

Colaborador – É que não ganho o suficiente para pagar as minhas contas todos os meses.

CEO – Homem, o dinheiro não compra tudo.

Colaborador – Ó senhor doutor, mas eu não quero comprar tudo.

CEO – Então o que é quer?

Colaborador – Queria só pagar as minhas contas todos os meses.

CEO – Mas o que é que acha que deveríamos fazer?

Colaborador – Se o senhor doutor me pudesse aumentar… [Read more…]

O plural majestático da culpa não vai derrotar a extrema-direita

José Mário Branco já ironizava. Na hora de tirar lições, a culpa é de todos no geral para não ser de ninguém em particular. Essa incapacidade crítica tem certamente responsabilidade no pior resultado eleitoral da esquerda da história democrática. Pior do que a derrota eleitoral, que já seria má, é essa derrota ser o espelho da relação de forças em vários campos de batalha da nossa sociedade, das tascas às redações, dos andaimes à academia. A baixa intensidade da generalidade do movimento social e sindical – salvo poucas e honrosas exceções – associado a uma juventude muito individualista, e, consequentemente, muito à direita, devia levar todos a pensar que é um ato de loucura tentar mudar a realidade a repetir uma equação com os mesmos parciais, à espera de um resultado diferente.

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Burros que nem uma rocha

Fotografia retirada do site do Observador.

Como sabem, nada me une ao Rui Rocha. Muito menos à IL. Aquilo que hoje foi feito, é uma parolada. Como já tinha sido uma parolada o que fizeram ao Montenegro no ano passado (o que se seguiu a isso foi vergonhoso também, da parte do próprio, mas são outros quinhentos).

Ora, que efeitos tem o Rui Rocha apanhar com pó verde? Nenhum. Dá para encher noticiários e os comentadeiros andarem a botar faladura sobre nada.

Agora o resto. Como comecei por dizer, nada me une ao Rui Rocha. E tenho evitado tecer comentários sobre o Rocha e sobre a IL. Porquê? A esposa de Rui Rocha luta, neste preciso momento, contra um cancro. Tudo o resto é secundário. O combate político fica para outra altura, deixando o homem fazer campanha. O combate de ideias continua, mas há que haver um pouco mais de tacto, por agora. Empatia é para todos, não se esgota só nos nossos. É de um esforço hercúleo, de Homem, conseguir estar em campanha e, a seguir, ir para casa para um ambiente que não será o melhor e, mesmo assim, tentar transparecer uma postura de optimismo.

O que fizeram hoje revolta-me, porque o combate não é isto e cada vez percebem menos. Badamerda para todos. E força Rocha!

NOTA: se da próxima vez quiserem invadir um comício dos liberais com pó, levem antes o que vem da América do Sul… eles são mais adeptos dessas farinhas: ¡Viva la libertad, carajo!

Pessoas que namoram com bonecos gerados por Inteligência Artificial

Antigamente, dizer que vivíamos numa simulação era coisa de ficção.

Chegados a 2025, viver numa simulação é uma escolha.

O apagão e os interesses privados

João Sedas Nunes

Num sentido de que o próprio não se terá dado conta, as explicações prestadas pelo Administrador da Ren por volta das 18:30  do dia 28 de abril foram muito esclarecedoras. Ressalto duas afirmações.

  1. Que o “apagão” resultou de que, à hora do colapso do sistema elétrico, por razões de preço inferior, este importava energia elétrica de Espanha;
  2. que teria sido e será possível criar redundâncias que prevenissem o “apagão”, mas que tal implica aumento significativo do custo da eletricidade para o consumidor final.

Traduzindo, tudo se resume a opções logístico-operacionais e tecnológicas ditadas pela maximização da rendibilidade económica do sistema empresarial que fornece os serviços de eletricidade. Nem lhe passou pela cabeça que o custo das “redundâncias” fosse absorvido pelos elevadíssimos lucros que o negócio do fornecimento de energia elétrica proporciona – está quieto reduzir os dividendos pagos aos acionistas.

Há empresas que não devem estar no sector privado. No sector energético, é o caso da Ren, como é também o caso da EDP. Trata-se menos de relevar o papel do Estado na vida pública do que de reconhecer que a proteção e promoção de certos bens comuns essenciais não pode estar nas mãos de atores que, por definição, cuidam em exclusivo de interesses privados. A lógica da gestão privada é a da defesa dos interesses económicos dos acionistas das empresas, não dos seus “clientes”.

Quando forem votar lembrem-se de duas coisas:

a) que a visão liberal da economia (mais extremada na IL ou no Chega, mas igualmente prevalente na AD e em parte do PS), na “hipótese mais benigna”, propõe “cegamente” reduzir à função de regulador o papel do Estado na economia;

b) que, por isso mesmo, estruturalmente, se trata da visão que mais favorece episódios de disrupção de serviços fundamentais como o ocorrido ontem.

Apagão na selva

Esta é uma imagem real de um Mercadona na zona do Porto.

E diz-nos quase tudo o que precisamos de saber sobre o que se passou ontem.

Basta um apagão de algumas horas para entrarmos todos em paranoia e correr para os supermercados para comprar 100 litros de água, 500 rolos de papel higiénico e latas de atum para alimentar 10 pessoas durante 1 ano.

Pelo caminho, também dá para que alguns trogloditas resolvam diferendos sobre enlatados à chapada, como foi reportado em vários pontos do país. [Read more…]

Portugal de cu ao léu

Imagem de Iara Sobral.

Portugal vendeu os anéis. Eventualmente, vendeu os dedos. Hoje, dá o cu. Não se queixem, meus iluminados. Sejamos soberanos, pelo menos uma vez.

25 de Abril no Porto: fotografias

Os Aliados encheram para receber as comemorações dos cinquenta e um anos da Revolução.

Viva Abril, viva a Liberdade.

Fotografias: João L. Maio

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25 de Abril para todos

Homo sum: nihil humani a me alienum puto.
Terêncio
‘Sou homem: considero que tudo o que é humano me diz respeito.’

No dia 12 de Março, Kilmar Abrego Garcia foi detido em Baltimore. No dia 15, foi enviado para El Salvador, de onde tinha fugido em 2011. Abrego Garcia foi enviado para o país de origem, para o Centro de Confinamento do Terrorismo, uma prisão em que estão 40000 reclusos,  com base em acusações que não estão provadas, o que, numa sociedade civilizada, quer dizer que é inocente.

De um lado, está Trump, com o discurso musculado dos cobardes poderosos, praticantes de um marialvismo bacoco que fascina os que acreditam que as vítimas serão sempre os outros. Do outro lado, está Nayib Bukele, presidente de El Salvador e lambe-cu de Trump, não necessariamente por esta ordem, que já decidiu, sem necessidade de tribunais, que Abrego Garcia é um terrorista que, portanto, não pode ser devolvido aos Estados Unidos, mesmo que, repita-se, não haja nenhuma condenação em tribunal.

O mundo sempre foi dirigido por bestas que se comportam como qualquer um de nós, que somos capazes de decidir que alguém é culpado de alguma coisa porque tem mesmo cara de ser culpado dessa coisa. A História, no fundo, é esta contínua luta contra a barbárie em que nos espojamos, uma luta contra os nossos caninos sedentos do sangue de iguais. As leis, a civilização e a decência atrapalham-nos muito. [Read more…]

Quadrados

Alguém sabe quantos metros quadrados tem o palheiro com logradouro do Luís Filipe Vieira?

#JUNTOS

Agora e na hora da morte do Papa, amém

André Ventura, sempre a postos para instrumentalizar a fé em proveito próprio, agradeceu hoje ao Papa Francisco “por tudo”.

O mesmo André Ventura que, não há muito tempo, acusou Francisco de prestar “um mau serviço ao Cristianismo” e de contribuir “para destruir as bases do que é a Igreja Católica na Europa”.

Haver tanta gente que confia neste cata-vento, capaz de afirmar tudo e o seu contrário, é algo que nunca vou compreender. Como nunca vou compreender como é possível alguém achar que Ventura ou outro extremista de direita representa os valores do Cristianismo, como se Jesus tivesse pregado o ódio aos imigrantes e a vassalagem aos oligarcas. Alguém saltou Mateus 25:35 e encontro com os vendilhões do templo.

Francisco era a antítese de políticos como Ventura e de toda a propaganda de ódio e divisão da extrema-direita. Nunca o perdoarão. Perdoar seria demasiado cristão para eles.

Descansa em paz, Francisco

Pode ser uma imagem de 1 pessoa e a texto

Partiu o Papa que tentou e conseguiu reaproximar a Igreja das pessoas.
Vai deixar saudades.
Eu terei saudades dele.
Descansa em paz, Francisco 🤍

 

E vocês…

… de zero a dez, quão psicopatas são?

Diário de Notícias. 2020.

Correio da Manhã. 2025.

Vamos falar do nojo

jornal Público

Vamos falar um bocadinho do nojo?! Vamos, pois.

Anda toda a gente a cavalgar a onda. Sem informação, sem um pingo de empatia, sem um esgar de humanidade. Só cavalgar. Mas vocês são quem, o D. Quixote? Assim montados são mais a Cicciolina.

Por mim, tudo bem. Façam-no. Aliás, por mim, expulsem-nos a todos. Deixem só ficar os reformados ingleses, holandeses e alemães. Mas daqui a três, quatro, cinco anos, pio calado. Nem um ai sobre falta de mão-de-obra, sobre o colapso da Segurança Social, nem um sus sobre a estagnação total. Calem-se só.

Não há uma frase sobre os direitos e deveres de quem vem para cá fazer vida, trabalhar. Há, sim, o discurso punitivo, o “extraterrestre ilegal”. Eu tenho vergonha desta merda, porque havia gente no bidonville, amontoado, cheios de merda até ao pescoço, foram de cá para lá sem nada, eram empurrados, guetizados, ilegais. [Read more…]

O roast de RAP & Joana Marques a Gustavo Santos (e Miguel Milhão)

Chega a dar pena. O nível de alucinação é cinematográfico.

Um virgem opina sobre ninfomania

Debater o jornalismo. Sem jornalistas…

Perfeitos imbecis.

Retirado do site da Câmara Municipal do Porto.

Rui Moreira opina sobre a comunicação social.

Salvar o planeta

Não se preocupem, estamos a combater os combustíveis fósseis…

O pequenino que torce o pepino

Director Nacional da Polícia Judiciária ARRASA percepções (outra vez)

MAGA is Woke

Parece que as “pessoas do mal” andaram a criar vídeos gerados por inteligência artificial para gozarem com o presidente dos presidentes da cambada incel.

No primeiro vídeo, que já gerou um clima de perseguição nos corredores administrativos, Donald Trump aparece a beijar os pés do presidente de facto (tal como o filho do Mark Robinson para pessoas brancas, o jovem XYLGBTMAGA/Twitterx2AoQuadrado, já nos tinha afiançado na semana passada) dos Estados Unidos, o oligarca Elon Musk. Outrageous! Toda a gente sabe que, caso Donald Trump tencionasse beijar alguma parte do corpo do sul-africano, não seriam os pés…

E como se não bastasse, hoje alguém invadiu a conta de Donald Trump no Instagram para publicar um vídeo onde aparecem transexuais vestidos de sultões a dançar na praia em Gaza. Para quem andou a assinar decretos para tirar transexuais do desporto… já se percebeu que os quer empregar no paraíso em Gaza (ao contrário de vocês, seus balofos rednecks, que o máximo onde poderão ir é a Las Vegas). Dizem que o invasor também se chama Donald Trump, mas eu não confio – há-de ser tudo uma teoria da conspiração. Alguém acredita que a administração que confundiu Gaza na Palestina com Gaza em Moçambique, com preservativos à mistura (já agora, repito a questão de Trump junto dos seus apoiantes: vocês sabem o que é um preservativo?) seria capaz de tal comicidade?


A juntar a toda esta promiscuidade de extrema-esquerda, um dos soldados do braço-armado do puro homem laranja, desceu um lugar no pódio dos podbros, tendo sido destronado por um podcast de… liberais. Não se faz! É uma sacanagem! E, mais do que tudo, é certamente uma teoria da conspiração! Alguma vez as pessoas mudam de opinião quando vêem que as políticas reais daquele que apoiaram e em quem votaram, quando passam da retórica à acção, lhes lixa a vida toda com F maiúsculo?! Nunca na vida! Somos todos fiéis cordeirinhos do deus-nosso-senhor.

É caso para dizer: MAGA is woke.

Um país de defessientes

Quem é Sofia Afonso Ferreira?: Jogo de Espelhos (ACTUALIZADO)

Nos últimos dias, ganhou contornos de romance policial uma suposta ligação do Bloco de Esquerda a empresas do Paquistão relacionadas com serviços de emigração. Tudo isto porque, como se pode constatar pelo Google Maps/Earth ou outro, o Bloco de Esquerda partilha o nº268 da Rua da Palma, onde se situa a sua sede, com algumas lojas que estão no tal beco (ou pátio, o que é indiferente), assim como com habitações.

Tal não teria mistério. Como surgiu, então, a tal ligação? A obreira de tal chama-se Sofia Afonso Ferreira. E quem é Sofia Afonso Ferreira? Poucos são os que sabem.

Curta biografia de Sofia Afonso Ferreira no jornal israelita Times of Israel.

Escalpelizando. Segundo o que é público, Sofia escreve para o jornal israelita, propriedade de um judeu do Reino Unido e de um oligarca norte-americano, Times of Israel. Por lá, apresenta-se como “jornalista” e “consultora de comunicação”. Quanto ao seu trabalho como jornalista, não conseguiu o Aventar encontrar provas de tal actividade. Apenas encontrámos artigos de opinião publicados no Times of Israel, nada mais. Quanto ao trabalho de consultoria, também não foi possível apurar em que âmbito já prestou serviços do género. No entanto, no mesmo site, apresenta-se, também, como “política”. O trabalho de Sofia como servidora da causa pública, esse, é mais fácil de expor e deixar à consideração.

Sofia Afonso Ferreira e um jogo de espelhos.

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