
Após o desconfinamento e com os números da pandemia a subirem em Lisboa, ouvimos frequentemente aos responsáveis políticos e técnicos da saúde, queixumes que os cidadãos não estão a enfrentar o problema com seriedade. Ameaças veladas que pode ser necessário recuar, interditar praias, centros comerciais, grandes lojas e vários serviços do Estado permanecem encerrados, para nosso bem ao que dizem, enquanto a economia agoniza, aumentando o número de falências e consequente desemprego. Mas em Portugal as regras nunca são exactamente iguais para todos, senão vejamos: [Read more…]
Pandega pandémica em Lisboa
A sessão ortográfica
It was a new breed of men, created by the Renaissance cult of the individual, who embarked on these hazardous voyages of exploration.
— Gustav Jahoda
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Já aqui se reconheceu a vantagem de sexão em relação a secção, por não haver cê à mão de semear para suprimir. Ou seja, enquanto secção é uma presa fácil, sexão é uma grafia à prova de bala. Há uns anos, secção começou a transformar-se em seção na consciência grafémica de determinados escreventes e chegámos ao ponto de sessão. De facto, no caso aqui apreciado, a doutrina alternativa de 1990 — a do n’importe quoi, estimulada por pérolas como “agora facto é igual a fato (de roupa)” ou “se disser Egito escreve sem ‘p’, mas se disser Egipto escreve com ‘p’” — dividir-se-á entre duas interpretações extremamente sofisticadas: por um lado, a sexão de voto e, por outro, a sessão de voto.

Secção de voto, algures na cidade de Lisboa. Foto: Cristina Carvalho (http://bit.ly/2JGgAo2), cf. Aventar, 26/5/2019 (https://aventar.eu/2019/05/26/sexao-seccao-secao/)

Tudo começou a descambar [Read more…]
“Andar de Transportes” *
[Pedro Guimarães]
Este grupo de oferta e procura de emprego é um bom retrato do nosso tecido laboral. Mas quem é esta “senhora” que deve saber “andar de transportes”?
De facto, a empresa que geria o condomínio do prédio onde anteriormente morava, dependia de veículos próprios para “entregar” as suas senhoras por Lisboa fora, cada uma com o seu balde e o seu garrafão com 5l de água.
Tudo mulheres cabo-verdianas, na sua maioria analfabetas e incapazes de falar mais que crioulo. Obviamente incapazes de se localizarem e navegarem na rede pública de transportes. Existe ainda um mundo invisível de exploração, com um cunho racial fortíssimo, a precisar de ser desmontado.
Mas serão precisos cataclismos para trazer estas mulheres para a luz.
Até lá, 6€ por hora para ir sobrevivendo.
* título nosso
O fim-de-semana da RTP
No outro dia, a RTP enganou-nos, dizendo que a semana de calor estava a acabar.

Hoje, a RTP recuperou a forma ortográfica clara.

Todavia, pouco depois, sabe-se lá porquê, a RTP arrependeu-se.

Dizem por aí que está tudo bem.
É provável.
Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.
Os coitadinhos

Isto não é sobre futebol. Melhor, isto não é só sobre futebol.
Não gostei de me sentir melhor porque a seguir à derrota do meu Porto, o benf…os coisos empataram. Eu sei que aqui há a vantagem de continuarmos a ser os únicos que só dependemos de nós próprios. Mas os falhanços dos outros, nem podem desculpar nem devem relativizar os nossos erros. Apesar do contrário, pelo menos para mim, já ser perfeitamente aceitável. Ou seja, as vitórias dos outros podem e devem motivar-nos a ser melhores. A conseguir mais. A transcender-nos, elevando o nosso próprio nível de exigência.
[Read more…]Protesto dos intérpretes nas instituições da UE e #EUsolidarity ?
Nobody should be left behind.
— Nicolas Schmit, 4 de Junho de 2020I would like to highlight that there is a big issue with the freelance interpreters in this house.
— Sophia in ‘t Veld, 4 de Junho de 2020 (entre 09:09:18 e 09:10:29)
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Na página EUAid4Interpreters, podeis encontrar informação completa e actualizada sobre a situação.
Protesto dos intérpretes nas instituições da UE (Euronews, 3/6/2020)
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#EUsolidarity ?
Chatice
É sempre um aborrecimento quando aqueles que tratamos como imbecis se recusam a ser tratados como tal. Estraga-nos os planos e as teorias. Chatice.
André Ventura ARRASA LIBERDADE DE EXPRESSÃO e PROMETE CENSURA nas redes sociais

Se for eleito, André Ventura promete acabar com a “bandalheira” que é o Twitter. Uma bandalheira onde Ventura chafurda diariamente, como tantos porcos fascistas, e que o deputado de extrema-direita pretende monitorizar a censurar, caso vença as próximas Legislativas. Está ficar crescido, este aspirante a Estaline. Será que já começou a apagar os dissidentes das fotos?
Sem surpresas, André Ventura continua a imitar as piores práticas de Donald Trump, referência máxima dos neofascistas portugueses, a par de Salazar, Bolsonaro e Hitler. Apesar de inexistente no panorama político internacional, Ventura sonha já com o fact checker do Twitter, a sinalizar as fake news que debita diariamente, no processo contínuo de tratar os chegófilos como otários acéfalos, o que, em bom rigor, não anda muito longe da verdade. [Read more…]
O tom de Trump
Novoselic escreve direct, mas a Blitz traduz direto. Como diria Cobain, “I don’t know why“. É directo. Lembrai-vos dos One *Diretion.
A arma secreta dos mega-poluidores

É um daqueles monstros que quase ninguém conhece mas que, na sombra, influenciam fortemente as políticas dos estados: O Tratado da Carta da Energia (TCE).
É um tratado de cooperação multilateral em matéria de trânsito, comércio e eficiência energética, assinado em meados dos anos 90, no contexto da proliferação de acordos internacionais de protecção de investimento e da queda da União Soviética. Tem actualmente um alcance geográfico único: 56 membros= 54 estados + UE + EURATOM, a maioria dos quais da Europa ocidental e Europa do leste e Ásia Central. O seu elemento-chave é a protecção de direitos especiais e exclusivos para os investidores, incluindo o absurdo ISDS (Investor-state dispute settlement), que permite aos investidores estrangeiros processarem os estados perante tribunais privados quando consideram ameaçados os seus lucros presentes e futuros. Foi ao abrigo deste tratado que foi accionado o maior número de casos ISDS.
De tão explicitamente ultrapassado que está face à crise climática actual, o tratado está a ser submetido a um processo de “modernização”, para o qual os estados-membros da UE e a comissão apresentaram já propostas de ligeiras melhorias ao conteúdo do tratado. Inconsequentes, porque o TCE actualmente não faz sentido – protege as energias fósseis – e porque as alterações têm de ser unanimemente aprovadas – ora o Japão já anunciou que não há nada a “modernizar”.
Hoje, 2 de Junho, estão a decorrer negociações de preparação do futuro do TCE; Um tratado que deveria simplesmente ser abandonado, como teve a Itália coragem de fazer em 2016.
Nesta carta aberta, 278 organizações apelam à UE e aos estados-membros que abandonem o tratado, que não passa de uma arma das gigantes energéticas apontada às políticas de defesa do clima e ambiente dos governos.
Donald Trump, o wannabe Xi Jinping, arraçado de ayatollah
Especado em frente a uma igreja como um espantalho, o devasso presidente norte-americano segura na mão uma Bíblia, logo após ter ameaçado colocar o exército nas ruas para conter os “terroristas”, termo que, por estes dias, serve para classificar manifestantes pacíficos e grunhos infiltrados, ou pouco à imagem daquilo que a China está a fazer com quem se atreve a protestar em Hong Kong. Donald Trump é um aspirante a Xi Jinping, que usa uma Bíblia em vez do livro vermelho do Mao. Um arraçado de ayatollah, portanto.
Depois do «¿Por qué no te callas?»
do rei de Espanha, eis o “keep your mouth shut” do chefe Acevedo. Eis Trump a fazer de Chávez.
O FC Porto não é o clube da cidade do Porto
O FC Porto é o Porto, quer queiram quer não!
— Pôncio Monteiro (1940-2010), 7 de Março de 2002O FC Porto é o FC Porto e é o clube da cidade.
— Rui Moreira, 12 de Maio de 2018… e quem tiver amor à cidade não pode deixar de ter ao FC Porto.
— Pinto da Costa, 31 de Maio de 2020

Foto: Peter Spark/Movephoto
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Como muito bem escreve Ana Gomes, «Rui Moreira e acompanhantes na lista do Conselho Superior do FCP não se enxergam». Efectivamente, depois do blá-blá-blá (“o azul não tem qualquer conotação clubística“) e da afronta (“o FC Porto é o FC Porto e é o clube da cidade“), só faltava mesmo a Rui Moreira a rampa de lançamento no conforto da estrutura do FC Porto e uma inadmissível espargata entre o comando dos destinos da cidade do Porto e a ambição de ser presidente do FC Porto. Com a rampa de lançamento montada, é claro, veio a anunciada passagem de testemunho. Tudo isto é, obviamente, ridículo e, pior, esta promiscuidade política/futebol é inaceitável.
O FC Porto é um clube da cidade do Porto e merece da parte de Rui Moreira exactamente o mesmo respeito, carinho e interesse que merecem todos os outros clubes onde se pratica futebol na cidade do Porto. Clubes como o Boavista, o Pasteleira, o Salgueiros, o Bom Pastor, o FC Foz, o Académico, o Ramaldense, o Desportivo de Portugal, o S. Vítor ou o Sport Clube do Porto merecem tanto respeito como o FC Porto. O Porto não tem clube de futebol. A Associação de Futebol do Porto tem uma selecção e é muito boa. Mas o Porto, como tereis ainda agora lido, não tem clube de futebol. Dois dos melhores futebolistas portugueses de sempre (o Humberto Coelho e o João Vieira Pinto) são portuenses, nunca jogaram no FC Porto, não são portistas e foram ídolos do Glorioso. Sou portuense, sou benfiquista ferrenho e até sou sócio do Benfica, mas Rui Moreira e Pinto da Costa, garanto-vos, não gostam mais do Porto do que eu. Convém que haja menos propaganda e menos mistura de assuntos sérios (a gestão da cidade e as condições de vida de quem mora e trabalha nessa cidade) com futebolices, vaidades pessoais e rampas de lançamento.
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Nas vésperas de Verão
Há algo de compatível entre um Dão, colheita seleccionada, a moleza do calor e as palavras saídas da guitarra de Pablo Sáinz-Villegas.
O feudalismo da dívida
A Europa optou por criar liquidez com duas técnicas: 750 mil milhões de euros, dos quais 500 mil milhões serão distribuídos a fundo perdido pelos Estados-membros e os restantes 250 mil milhões via empréstimos.
Empréstimos no valor de 250 mil milhões! Com deliciosos juros para que os imensamente ricos fiquem ainda mais ricos através dos seus empréstimos.
A solução que teríamos antes do euro seria cada estado membro imprimir moeda e colocá-la no mercado. Em consequência, haveria empobrecimento de forma homogénea entre todas as camadas sociais, reflectindo a diminuição da capacidade produtiva trazida pelo confinamento.
Recorrer à emissão de dívida, como tem sido feito nos diversos “resgates” e agora na “solução” covid, produz empobrecimento e enriquecimento selectivos. Os muito ricos ficarão melhor, ao lucrarem com a dívida, e os remediados e os pobres ficarão mais pobres, ao terem mais impostos para pagar e menos regalias. Os fundos que paguem a dívida hão-de vir de algum lado.
Há um séculos, o feudalismo era o instrumento de enriquecimento selectivo. Agora chama-se crise. O resultado é o mesmo. Captura da riqueza individual por parte de um grupo restrito.

Floyd e a América racista
Copwatch (also Cop Watch) is a network of activist organizations, typically autonomous and focused in local areas, in the United States and Canada (and to a lesser extent Europe) that observe and document police activity while looking for signs of police misconduct and police brutality. They believe that monitoring police activity on the streets is a way to prevent police brutality. [Wikipedia]
Grupos de pessoas organizam-se, nos EUA, para filmar a acção policial porque já sabem que a probabilidade de esta ser violenta e injusta é elevada. Esperam pela reacção da polícia quando essa violência acontece e depois publicam os vídeos se o caso começa por ser abafado.
Foi o que aconteceu com Floyd.

Há assim tanto para investigar?
A enorme diferença
O que esta crise tem, inegavelmente, demonstrado é que a esquerda aposta e depende da estupidez do eleitorado enquanto o centro e a direita precisam desesperadamente que a inteligência e o nível cultural médios dos Portugueses aumentem rápida e substancialmente.

Election first
Trump saiu da OMS num momento difícil de política interna. Tudo o que ele faz é no intuito de assegurar a sua reeleição. Quem quiser que apanhe os cacos.
A questão da responsabilidade do que é publicado
Até agora, as redes sociais estavam protegidas pela secção 230 do Communications Decency Act (CDA), que as impedia de serem responsabilizadas pelos actos dos seus utilizadores e as permitia regular livremente as discussões nas suas plataformas. [PÚBLICO, 2019-05-29]
O “Telecommunications Act” de 1996 (EUA) e o “Electronic Commerce Directive 2000” (UE) são pacotes legislativos aprovados com o objectivo de protegerem as plataformas electrónicas alimentadas por conteúdos dos seus utilizadores. Em termos brejeiros, são o equivalente a um café não ser responsabilizados pelos anúncios que os seus clientes afixem ao lado do balcão.
Ou seja, eu posso afirmar que o Trump é um filhodaputa sem que ele possa processar o WordPress, que é a plataforma onde o Aventar está alojado. Se se tratasse de um órgão de comunicação social traditional, este poderia ser alvo de processo pode difamação.
Mark Zuckerberg, o sonso, veio a público criticar Jack Dorsey, CEO do Twitter, por este ter dado o passo de permitir que os seus leitores verificassem, com um clique, a veracidade de conteúdos publicados no Twitter. Em particular, por este juntar a algumas mentiras de Trump uma ligação directa a serviços de fact check.

Zuckerberg, o sonso, a mentir ao Congresso dos EUA
“Não deixes que a verdade te estrague uma boa história”, Trump, 2020
O mentecapto in chief fez o que sempre fez, que é usar o o Twitter para disseminar o seu chorrilho de mentiras. Para os distraídos, entre as últimas, inclui-se o uso da hidroxicloroquina para tratar a covid, uma falsa acusação de homicídio e diversas mentiras sobre fraudes eleitorais.

Desta vez o Twitter adicionou um link para que quem quisesse se informasse. Fez mais do que as multidões de reporters fazem nas “conferências de impressa” na Casa Branca. Foi chamado de mentiroso por umas letrinhas azuis em fundo branco. Veneno para um narcisista como ele.
Só para recordar,
como está a situação daquele aeroporto que o Costa quis dar à Vinci ali para os lados de umas areias que ficarão debaixo de água daqui as umas décadas?
28 de Maio? Vale pela inauguração do Estádio das Antas
Acordam com o despertador num telemóvel fabricado na China ou nos EUA. Vão tomar banho num chuveiro que pode ser da Roca ou da Grohe, enquanto ouvem música comercial. Vestem-se de marcas francesas, alemãs, entre outras. Vão almoçar ao Mc Donalds e depois, aproveitando o calor, vão beber algo ao Starbucks ou comer um gelado à Haagen Dazs. Depois enfiam-se no seu Renault, Peugeot, Porsche, ou lá o que quiserem para ir até à praia. Voltam antes do fim de tarde, pois precisam de cortar o cabelo num cabeleireiro Jean Louis David. Metem uma foto no facebook, no Instagram, no Twitter e pedem opinião a alguém no Whatsapp. À noite, vão sair com os amigos, e como não está nada aberto, para comprar umas bebidas para levar para casa, têm de ir a alguma lojinha de asiáticos. Com sorte, pelo caminho, encontram um restaurante turco aberto para comer um belo kebab.
Esta gente também é a que chega o dia 28 de Maio e dá viva a Salazar e exalta o amor à nação.
Celebremos o 28 de Maio apenas pela inauguração do Estádio das Antas.
«BCE faz teste de stress a maiores bancos para quantificar impatos da pandemia»
Nuno Pacheco denunciou estes *impatos do Expresso. Impatos? Do professor Expresso? Efectivamente: impatos da pandemia.
André Ventura e o Chega são inimigos do Estado laico

Um dos pilares de qualquer democracia consolidada é a laicidade do Estado. Foi uma conquista arrancada a ferros, depois de séculos de domínio do Vaticano sobre reis e imperadores, feito das mais variadas formas de opressão, cruzadas e “hereges” a arder em fogueiras. Em Portugal, as ligações estreitas entre o Estado Novo e o topo da hierarquia de Igreja Católica são conhecidas, sombrias e a total negação dos ensinamentos de Jesus Cristo. E sim, ainda existem por aí uns quantos abades com sangue inocente debaixo das unhas. E não, não foi assim há tanto tempo.
Não é preciso ir muito longe para perceber o quão nociva é a captura de Estados por instituições religiosas. Basta olhar para o Médio Oriente para perceber isso mesmo. Ou até para o papel dos fundamentalistas evangélicos em governos como o de Bolsonaro, onde a pastora evangélica e ministra Damares Alves exigiu recentemente a prisão imediata de todos os juízes do Supremo, por estes não se vergarem as exigências do presidente. A separação de poderes, tal como a laicidade, é, para os fanáticos religiosos, um alvo a abater. [Read more…]
Preguiça jornalística
Na última edição, a revista SÁBADO cometeu um enorme erro. Partilhou esta notícia sobre Catarina Martins.
Veio a ser desmentido que se trata de Catarina Martins. O jornalismo português cada vez é menos levado a sério por culpa própria.
O problema n.º 4 só aparece daqui a uns meses
Tende paciência. Entretanto, ide-vos entretendo com o problema n.º 1, o problema n.º 2 e o problema n.º 3.
Problema n.º 3: COVID-19
Resolvidos os problemas n.º 1 e n.º 2, descubra agora, no seguinte parágrafo, as cinco palavras escritas com os pés pela redacção da Rádio Renascença:
“Sempre que uma pessoa é validade como infetada há um trabalho do Serviço Nacional de Saúde (SNS) de procurar os contatos recentes dessa pessoa, por serem potenciais infetados”. Este trabalho de detetive pode ser facilitado com o recurso à aplicação agora desenvolvida pelos investigadores do INESC Tec, e assim poupar-se tempo ao SNS.
SOLUÇÃO: [Read more…]
UE sem palavras com o coronavírus a limitar o trabalho dos intérpretes
[tradução: Nuno Bon de Sousa]
Versão portuguesa de artigo publicado no POLITICO de 30 de Abril de 2020 e actualizado hoje, 25 de Maio de 2020.
A tradução é de Nuno Bon de Sousa.
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Linguistas definham enquanto Bruxelas adopta o distanciamento social e reuniões virtuais.
Por Maïa de la Baume 30/4/2020
(actualizada em 25/5/2020)
O coronavirus turvou a clareza e aumentou o ruído na bolha de Bruxelas.
A pandemia reduziu de forma drástica o volume de interpretação oferecido pelas instituições europeias, o que levou ao cancelamento de contratos de intérpretes freelance e deixou os representantes europeus com dificuldades de expressão.
Há duas semanas, Sandra Pereira, uma eurodeputada portuguesa da extrema esquerda, comunicou numa reunião da Comissão da Indústria do Parlamento Europeu que “lamentava” não poder falar na sua língua materna “num momento em que os tradutores e intérpretes estão a ser afastados.”
Numa reunião da Comissão de Assuntos Externos do Parlamento Europeu, o Presidente, David McAllister, pediu aos eurodeputados que falassem “na sua língua materna se for uma daquelas para as quais há interpretação.” Posteriormente pediu a um eurodeputado “que falasse inglês, porque os intérpretes já cá não estão.”
Apesar do distanciamento social e da proibição de viagens, o Parlamento afirma conseguir agora fornecer interpretação em todas as 24 línguas da UE para as sessões plenárias. Inicialmente não houve interpretação de gaélico e maltês, porque os intérpretes freelance dessas línguas não se podiam deslocar a Bruxelas.
“Os intérpretes garantem o multilinguismo da UE e são essenciais para a manutenção dos trabalhos e funcionamento das instituições” – Terry Reintke, eurodeputada alemã. [Read more…]

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