Os rankings e o colaboracionismo dos professores

Copio do facebook do José Gabriel, com uma vénia demorada, um excerto que corresponde àquilo que penso sobre a publicação dos rankings, ou melhor, sobre o modo como os rankings são interpretados: «Esta fraude estatística, destinada, inicialmente, a acalmar os ardores hormonais das direcções do Público – e, como é costume, a sangrar o erário público a favor das empresas privadas -, transformou-se numa anedota de efeitos nefastos e pasto fácil de comentários analfabetos.»

Não me espanta, portanto, que os ignorantes atrevidos e mal-intencionados continuem a transformar este rito anual num momento de propagação da ideia de que os rankings são um instrumento de avaliação do trabalho das escolas.

Também já não me espanta, por ser habitual, que, ao fim destes anos todos, directores de escolas e professores se tenham deixado contaminar por esta febre, ao ponto de comemorarem subidas em rankings ou de transformarem descidas em momentos de pura depressão, aceitando méritos ou culpas que não lhes cabem completamente, contribuindo para que a Educação não seja verdadeiramente discutida, aceitando o pensamento simplista de que o sucesso dos alunos depende apenas das escolas ou a ideia de que as escolas devem assumir uma atitude de concorrência empresarial, desvirtuando, afinal, a sua função.

Um dos problemas da Educação – que são muitos – consiste, cada vez mais, no facto de que os professores interiorizam – ou normalizam, como está na moda – os disparates proferidos e impostos por ignorantes e vendedores de banha da cobra com poder político e/ou mediático. Quando, numa área de actividade, os profissionais agem contra a própria área, a esperança é cada vez menor. Hoje, é dia de rankings: não faltarão patetices.

Segurem-nos, que ainda não se lhes fez luz!

“O ministro do Ambiente reiterou que o Governo vê com muitos bons olhos os princípios da oferta pública de aquisição (OPA) da China Three Gorges (CTG) à elétrica liderada por António Mexia.”

Com “muitos bons olhos”??? É impressão minha ou ainda não perceberam que até a UE já fez marcha a ré (depois de ter partido um montão de loiça) e está numa de coordenar a análise dos investimentos provenientes de países terceiros em setores estratégicos, a fim de verificar se estes ameaçam ou não a segurança ou a ordem pública.” ???  E que “entre as infraestruturas críticas incluem-se a energia, os transportes, a água, a saúde, as comunicações, os media, (…)?

Alguém que lhes explique!!! E que lhes abra os “bons olhos” todos!!!

P.S. Se for preciso, peçam ao Rio para lhes explicar o que diz aqui.

Eu ajudo um bocadinho:

Com isto quero dizer que não somos ingénuos defensores do comércio livre. Precisamos de controlo sobre as aquisições de empresas estrangeiras que visem os objectivos estratégicos da Europa (…)” prosseguiu Juncker.

Odorico Paraguaçu é o Secretário de Estado da Energia

Odorico Paraguaçu é uma personagem aparentemente ficcional (porque é a realidade que, de tão absurda, parece verdadeira ficção). Odorico ganhou as eleições para a prefeitura de Sucupira, graças ao seu verbo e à promessa de criar um cemitério. Este espaço, depois de inaugurado, ficou às moscas, porque as pessoas insistiam em não morrer, para raiva e desgosto do prefeito.

João Galamba, uma criação socrática reciclada por António Costa, deslocou-se ao concelho da Guarda, na qualidade de Secretário de Estado da Energia, e, anunciando investimentos na região de uma empresa chinesa conhecida por EDP, levantou o queixo na direcção dos munícipes, exigindo-lhes que consumam mais, quase anunciando que, caso não o façam, serão mal agradecidos. Se coubesse ao Estado abrir bordéis, sendo Galamba secretário de Estado da prostituição, imagino o que estaria a exigir, neste momento, aos habitantes da Guarda.

Já se imagina, entretanto, nos lares egitanienses, as reprimendas que os pais passarão a dirigir aos filhos: “Então tu, minha besta quadrada, vens para a sala e apagas a luz da cozinha? Tu queres a ruína da Three Gorges, queres que o senhor Mexia tenha menos uma gravata  e que o senhor Galamba receba um puxão de orelhas do senhor primeiro-ministro? Vá lá acender a luz e aproveita e liga dois aquecedores, já! O que é que disseste?! Estamos no Verão? Ó rapaz, tu até me tiras do sério, pá! Vais já de castigo para o teu quarto e ligas o computador, a televisão e a playstation! Eu que veja que está escuro, meu animal!”

Dias Gomes está às voltas na tumba, triste por descobrir que, afinal, a realidade é um guionista verdadeiramente genial: Galamba será menos tétrico, mas não fica atrás de Odorico.

O fato de apresentação

If ifs and buts were candy and nuts we’d all have a Merry Christmas.
Sheldon

Acquisition takes time; it takes far more than five hours per week over nine months to acquire the subjunctive.
Stephen Krashen

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Como ontem e anteontem, temos na epígrafe uma referência ao conjuntivo. Como ontem e anteontem, temos grafias exóticas, no sítio do costume:

Amanhã e depois de amanhã, felizmente, é fim-de-semana e não há Diário da República. Efectivamente, fim-de-semana: com hifenes, com certeza, logo, sem fatos e sem contatos no sítio do costume. Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

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Tudo bons autarcas IV – o Lexus LS500h do Dr. Malheiro

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Salvador Malheiro é vice-presidente do PSD e um dos homens mais próximos de Rui Rio, o tal que há uns meses prometeu ao país um “banho de ética”. Salvador Malheiro é também presidente da CM de Ovar, um município de pequena/média dimensão, que paga 2000€ por mês para que o senhor Malheiro se passeie num confortável e moderno Lexus LS500h, viatura que alegadamente terá usado para participar em reuniões do PSD, estando por isso a ser alvo de uma investigação conduzida pelo DIAP de Aveiro. [Read more…]

Humor negro

Maduro lembra cada vez mais o cómico Ali.

Quem investe num país dirigido por comunistas? As multinacionais que fazem fila para se instalar em Lisboa

Aventar

Pelos vistos, e apesar do Diabo que um dia ainda há de chegar, existe, segundo o semanário Expresso, uma fila de dezenas de multinacionais à espera de uma oportunidade para se instalar na capital desta infame ditadura governada pela implacável frente de esquerda.

Fica, portanto, provado, uma vez mais, que o capital não escolhe ideologias. Escolhe em função dos ganhos que pode obter. Esteja quem estiver no poder. Como se explicam estas coisas nas universidades de Verão é que é algo que me ultrapassa. Mas deve ser um exercício interessante de se ver.

Os hospitais privados e a ADSE

Sem rodeios, a gestão hospitalar privada faz-me pensar num filme saído da sequela animada pela personagem Don Corleone, faltando-lhe, no entanto, o lado lúdico. Em O Padrinho, Marlon Brandon, Robert De Niro e Al Pacino seguem um caminho de poder, dinheiro, esquemas e spaghetti emocional, embrulhado numa melancolia musical por vezes interrompida por uma tarantela.

Nos hospitais privados, a música é outra e teria o som dos euros a cair, caso os electrões fizessem barulho ao passar pelo terminal Multibanco.

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O fato é parâmetro preferencial

Phenomena in physics are also conditioned by all kinds of extra-physical parameters, which may be biological, chemical etc. Would physicists try to explain physical phenomena by extra-physical causes before having tried physical explanations? Would anybody believe that extra-physical explanations are superior to physical ones per se?
Tobias Scheer

Penny meant “if he were a purple leprechaun”. Penny forgot to use the subjunctive.
Sheldon

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Depois de termos ouvido Searle a pronunciar-se sobre o modo que exprime acções e estados ainda por realizar e hipóteses ou acções e estados irreais, hoje é a vez de ouvirmos (e lermos) o Sheldon a exprimir-se sobre o conjuntivo. Relativamente a ontem, esta é a grande novidade que me apraz registar. No sítio do costume, lamento imenso, continua tudo exactamente na mesma.

Continuamos com contatar (e contactar!):

Aliás, abrindo um parênteses, esta tendência não é exclusiva do Diário da República — também sofrem do mesmo mal quer a Lusa, quer quem divulga os despachos (os meus agradecimentos ao excelente leitor do costume, por este alerta):

Fechado o parênteses, mantêm-se os fatos:

Até há mais fatos: [Read more…]

Portugal a saque

Não bastavam os partidos políticos, temos também a Igreja Católica, para mais num país que se diz laico. Ao que parece o favorecimento vem dos tempos em que Cavaco Silva era primeiro-ministro, de então para cá, sucessivos governos de António Guterres, Durão Barroso, Santana Lopes, José Sócrates, Passos Coelho e António Costa, nada fizeram para alterar a aberração de conceder isenção fiscal a uma Universidade que deveria concorrer com as demais. Há uns tempos indignaram-se por uns crucifixos nas salas de aula, apenas tostões, já que sobre os milhões não ouvimos uma palavra aos políticos ao longo dos anos.

A ler…

CGD serviu para “comprar aliados”. E há mais uma “bomba prontinha a explodir”

A propósito,

o comércio livre é o proteccionismo dos mais fortes.

Perspectivas de Adriano

Ce provincial ignorait le grec, et parlait le latin avec un rauque accent espagnol qu’il me passa et qui fit rire plus tard.
— Marguerite Yourcenar, Mémoires d’Hadrien

God, how I miss the subjunctive! […] Far be it from me to use the subjunctive in a lecture. But, anyway, I just did.
John Searle

Je pense qu’il faut avoir ressenti ce que Proust a ressenti pour pouvoir trouver du plaisir à la fameuse histoire de la madeleine, pour n’en rester qu’à ça. Et encore, la madeleine de Proust c’est le Don Quichotte contre les moulins: il suffit d’une anecdote pour résumer la totalité du livre.
Michel Onfray

***

A ortografia portuguesa continua na mesma: estável na sua instabilidade. Repare-se na crónica publicada no Expresso, acerca do jogo de futebol A.S. Roma-FC Porto de ontem. Começa tudo muito bem, do ponto de vista da ortografia portuguesa europeia e da “unidade essencial da língua portuguesa”, com perspectiva (quartos-de-final, mas não nos dispersemos).

Efectivamente, em primeiro lugar, para impedir o fechamento (ou elevação) da vogal, convém meter uma consoante (como já expliquei aqui e ali): neste caso, o c. Além disso, em segundo lugar, a tão propalada “unidade essencial da língua portuguesa” é mantida pela recaída do Expresso, mas posta em causa pelo próprio Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990: no Brasil, mantêm a perspectiva; por cá, criaram a perspetiva.

Todavia, logo a seguir, a crónica do Expresso resvala para terrenos de 1990, com esta receção.

Portanto, perspectiva por um lado, mas receção por outro.

estamos habituados.

Quanto ao sítio do costume…

Exactamente.

Continuação de uma óptima semana, se possivel, com mais recaídas.

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Lembrete aos membros do Parlamento Europeu

É hoje que o Parlamento Europeu vai votar o Acordo de Protecção do Investimento da UE com Singapura (EUSIPA), juntamente com o acordo “de comércio livre”, mas “sabiamente” separados para descomplicar o processo de ratificação, pois o primeiro, de “competência partilhada”, está sujeito às imprevisibilidades das votações nos parlamentos nacionais. Já o negócio em si é da “competência exclusiva“ da UE, por mais que mexa com as normas que afectam todas as áreas do nosso quotidiano.

Com a actual relação de forças no PE, assistiremos provavelmente a mais uma funda machadada contra os cidadãos e o planeta e a instalação de mais uma bem oleada alavanca para a supremacia das empresas transnacionais sobre os estados.

O acordo “em matéria de protecção dos investimentos” prevê um ISDS (investor– state dispute settlement) maquilhado, denominado ICS (investment court system), o mesmo que já foi contrabandeado no CETA (acordo UE-Canadá).

Sim, de facto este sistema de “resolução de litígios investidor-estado” apresenta leves melhorias (sistema bilateral de arbitragem com 15 árbitros permanentes e um órgão de recurso). Porém, são melhorias processuais e a serem custeadas com o contributo dos cidadãos, para conforto dos investidores estrangeiros nas suas investidas contra legislação que possa, real ou potencialmente, afectar os seus lucros.

Tal como o ISDS puro, o ICS:

  • Não estabelece limites para indemnizações a investidores estrangeiros, atribuindo-lhes um poder desmesurado, especialmente em relação a estados mais fracos.
  • Os árbitros continuam a ser remunerados com base em honorários e não em salários fixos e, portanto, têm interesse em encorajar a ocorrência de mais casos, o que propicia decisões em favor dos investidores.

  • Contém normas legais que favorecem os investidores, como a protecção de “expectativas legítimas”, um conceito que já foi interpretado de forma tão abrangente, que põe em causa a capacidade de legislar dos estados.

  • Representa um enorme risco de intimidação regulatória. A simples existência de um sistema unilateral de arbitragem entre investidor e estado já demonstrou efeitos notórios sobre tentativas de melhorar a regulação ambiental e social. É bem conhecido o caso Vattenfall vs. Alemanha I, em que o governo do estado de Hamburgo reverteu regulação destinada a restringir a poluição no rio Elba. [Read more…]

Caminho

“Não temos medo do caminho

Somos dois, ninguém está sozinho”

Mais um tema:

 

Alexandria Ocasio-Cortez, uma esperança entre os parasitas

 

Com apenas 29 anos, Alexandria Ocasio-Cortez (AOC) é já uma das maiores dores de cabeça para os donos disto tudo dos EUA. Para a direita autoritária e ultraliberal que forma a base de apoio de Donald Trump, AOC é uma perigosa comunista que quer “venezuelizar” os EUA. A própria, contudo, define-se como uma apologista do socialismo democrático, que deste lado do oceano seria algo próximo da social-democracia, e defende, entre outras coisas, saúde e educação acessível para todos e um processo de transição energética que aposte nas renováveis e reduza drasticamente a utilização de energias poluentes. Um perigosíssima marxista-leninista, pois claro! [Read more…]

Quer um milagre? Verifique os horários e passe numa IURD perto de si

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Todos os Domingos, numa IURD perto de si, há milagres às 07h30, às 09h30, às 15h e às 18h. É só escolher a hora e o milagre pretendido. E não se esqueça de pagar o dízimo, que a obra social de Edir Macedo, livre de encargos fiscais, precisa de si!

LIVRE, Iniciativa Liberal e Aliança: descubra as diferenças

PSL

Fotografia: Nuno Ferreira Santos@Público

O LIVRE existe desde 2014, participou em quatro actos eleitorais e é praticamente ignorado pela comunicação social.

O Iniciativa Liberal existe desde 2017, apesar de não ter ainda participado em qualquer acto eleitoral, e é literalmente ignorado pela comunicação social.

O Aliança existe há três meses e meio e teve um batalhão de jornalistas a acompanhar o congresso deste fim-de-semana. Teve ampla cobertura na imprensa escrita, com destaques de primeira página, e directos nos vários canais noticiosos.

Tal como o Aliança, o LIVRE e o Iniciativa Liberal também realizaram, recentemente, os seus congressos, dos quais praticamente não se ouviu falar. A diferença é que o Aliança, liderado pelo mediático Pedro Santana Lopes, que há um ano queria liderar e unir o PSD, é feito de dissidentes influentes e poderosos desse mesmo PSD. E poucas coisas são tão ilustrativas da forma como o regime trata os seus. Os outros que se amanhem, que este país não é para novos.

Recado à CML

Lisboa quer ser cidade, não um shopping center

Engenharia e evasão fiscal: a receita para o sucesso do eterno aumento da desigualdade

G2

Imagem via The National Business Review

Os lucros actualmente obtidos por gigantes como a Google ou o Facebook, que vivem essencialmente daquilo que quase todos, directa ou indirectamente, lhes damos voluntariamente, colocam estas empresas, a par de outras tecnológicas como a Amazon ou a Alibaba, entre as entidades mais poderosas do mundo. Não existem, nos dias que correm, muitos chefes de Estado ou de governo com poder efectivo comparável ao de pessoas como Larry Page, Jeff Bezos ou Mark Zuckerberg, apenas para citar alguns nomes da nova oligarquia mundial.

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A quem possa interessar

O modelo de negócio que estragou a internet;  Esta semana bloqueou o acesso à ProPublica

A que soa esta linguagem?

Aliança,  “crime de lesa-pátria”, “regra sagrada da Aliança”  “Aliança, Aliança será boa esperança na terra e no mar“

Mercado livre

Google paga mais em multas da UE do que em impostos

A Google anunciou as receitas de 2018, revelando que pagou 900 milhões de dólares a mais em multas da UE do que o valor pago em impostos (artigo em inglês; tradução Google – tem o seu quê de irónico).

Com valores estratosféricos de lucro, assentes num mercado publicitário construído à conta do uso gratuito dos dados pessoais dos seus utilizadores e sem restrições , a Google depara-se com uma Europa menos aberta ao faroeste digital e com uma América a acordar para o tema da protecção e segurança destes dados.

Esta situação talvez tenha algum impacto nas receitas da empresa, mas a questão central é outra. Como é que é possível que se tolere a evasão fiscal, perdão, a engenharia fiscal, permitindo que uma empresa apenas pague um resquício de impostos? Pelo caminho, muitos sectores de negócio vão fechando portas, não só porque perderam o comboio da inovação tecnológica, mas também devido aos compromissos fiscais que precisam de honrar.

A solução poderia ser simples, passando pelo fecho dos paraísos fiscais, houvesse para isso vontade e coragem política para actuar ao nível global.

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À tona: tendência dominadora

Marcelo pode vetar o que se votou, não quem votou.

As comissões do MBWay

Partilho um ponto de vista sobre o chicoespertismo da banca quanto à cobrança de comissões, neste caso no serviço MBWay.

Por Daniel Santos

“Ainda a propósito do BPI, ser o primeiro banco a cobrar €1,2 por transação feita no MBWay (https://lnkd.in/dYwGmCA):

Quando é que a banca tradicional portuguesa vai perceber que as pessoas não são palermas? Este tipo de situações são de um chico espertismo tremendo. No mínimo, denunciam uma preguiça instituída, que os bancos têm de compreender o que as pessoas, realmente, precisam. Para além de ser manipulativo, do ponto de vista da interação com o serviço (pesquisem “dark pattern UX”), esta é uma abordagem, também, punitiva (“ai usas o MBWay? Então toma lá uma prenda!) e de um autoritarismo perverso, que, infelizmente, ainda é norma em muitos serviços em Portugal.

Numa altura que, a nível europeu, se regula o “open banking” (procurem o que é o PSD2), os próximos dois anos serão determinantes para que o mercado se “abra” ainda mais à inovação vinda das FinTechs. Ora, os bancos que forem pelo mesmo caminho protecionista e reactivo do BPI irão ter um belo fim!
Foto Luis Cortes”

Breaking News: roubaram-nos (mais) 3 mil milhões de euros

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Álvaro Sobrinho, antigo presidente do BESA, a extensão angolana do outrora poderosíssimo império dos pobrezinhos da Comporta, revelou à revista Visão algo surpreendente e inesperado: os portugueses foram roubados.

São declarações bombásticas, que poderão levantar uma série de dúvidas ao caríssimo leitor, a começar por esta: exactamente a que assalto se referirá Álvaro Sobrinho? É que, dada a quantidade de assaltos bancários de que temos vindo a ser alvo, fruto da faustosa existência desta sociedade de salafrários que insiste em viver acima das suas possibilidades, torna-se difícil perceber a que assalto se referirá o doutor Sobrinho. Estará relacionado com papel comercial? Será algo de natureza socrática? Quiçá um Monte Branco? [Read more…]

A falta de maneiras de Seguro Sanches

O ministro dos negócios estrangeiros salientou “que a State Grid (a energética chinesa e principal acionista da REN) tem sido “um parceiro fiável e não trouxe nenhuma dificuldade”, tal como aconteceu noutras empresas, com maioria de capital em mãos chinesas como a EDP ou o BCP, onde “a intervenção [chinesa] foi no sentido de estabilizar os acionistas”.

Sem dúvida, estabilizar os accionistas e atacar o estado quando as decisões deste não lhes convêm. Patente no caso da EDP, seja por meio de ameaças de recorrência ao ominoso mecanismo arbitral internacional investidor-estado (ISDS), seja agora por meio de um tribunal nacional. Os investidores estrangeiros estão à vontade, têm acesso às duas vias, opcionalmente, simultaneamente ou consecutivamente. Um direito todo exclusivo que assiste a actores globais deste calibre.

Aliás, às tantas, na visão do ministro esta “dificuldade” não foi causada pelo “parceiro fiável”, mas pelo desplante do ex-secretário de estado da energia, Jorge Seguro Sanches, de enfrentar o “parceiro fiável” para defender os cidadãos. Tudo por uns ridículos 285 milhõezitos que a EDP foi obrigada a devolver (o suficiente, por exemplo, para financiar durante um ano o funcionamento de 250 escolas).

De facto, Seguro Sanches não foi nada diplomático, pois não?

Para os cidadãos, fica o pagamento das facturas, sem esquecer as das custas judiciais. Não, sr. ministro, nenhuma dificuldade à vista.

Isaltino Morais na festa da SIC: tudo está bem, quando acaba bem

SIC

Fotografia: Tiago Miranda@Expresso

A SIC tem uma nova casa, em Paço de Arcos, e, como seria de esperar, fez uma festa de inauguração à qual nem Marcelo Rebelo de Sousa faltou, quiçá na esperança de se cruzar com a amiga Cristina, que a senhora deve ser mais difícil de apanhar do que o próprio Presidente da República. [Read more…]

Edir Macedo: impunidade e vigarice, livre de encargos fiscais

EM

Na foto, o elevador do bólide de Edir Macedo, no seu luxuoso apartamento em Miami, pago com donativos dos fiéis da IURD em Portugal

Estive ontem a ver a reportagem que passou na TVI sobre a IURD, da jornalista Alexandra Borges, que aconselho vivamente. E devo dizer, apesar de não ter ficado minimamente surpreendido com o conteúdo, que as façanhas do terrorista social Edir Macedo nunca desiludem nem cessam de elevar a fasquia do que de mais reles e desprezível existe no ser humano. Macedo é absolutamente repugnante. Um nojo sem igual. Não admira que tente impedir o seu rebanho de ver notícias, ler jornais, ouvir rádio ou consultar as redes sociais durante estes dias. Quem deve, teme. [Read more…]