Outra Foto Porreira

Esta enviaram-ma hoje.

O Euro 2012 é muito previsível e não vai ter interesse nenhum

Os semi-finalistas estão praticamente apurados: Grécia, Irlanda, Portugal e a Itália ou a Espanha. A Alemanha ganha a final com um penalti inexistente marcado por um árbitro francês. É a crise.

A privatização da RTP e as incoerências de João Duque

duque

O grupo que João Duque coordenou quer limitar a informação na RTP, como forma preventiva do Estado usar este canal para manipular. Foi assim que Duque ontem justificou na TSF a oferta de parte do negócio audiovisual – a informação – aos canais privados. Que é disso que se trata.

Mas hoje pelo Público ficamos a saber que a RTP-Madeira e a RTP-Açores, além de não desaparecerem (existem para quê?!) passam para a tutela dos governos regionais. Os quais, como se sabe, são exemplares quanto a não interferirem na comunicação social.

Prepare-se portanto para ter os seus impostos a patrocinarem os serões em família com o Alberto. Esse que chamou  «bastardos» aos jornalistas para não lhes chamar «filhos da puta» (SIC, Junho 2005). Grande filtro este, sr. Duque; parece é uma peneira, daquelas que com se tapa o sol.

Mal me quer

Mal me quer

João Duque podia ter aprendido português? podia, mas nesse caso sabia ler e escrever

Assim, é hoje claro que a televisão do curto prazo pouco terá haver com a televisão de massas do passado, o que obriga necessariamente a repensar a noção de serviço público.

P. 7 do Relatório do Grupo de Trabalho para a definição do conceito de serviço público de comunicação social

Não, não li o ralatório, este naco encontrado no Facebook alimentou-me.

Enviaram-me Esta Foto

Devem estar a gozar comigo.

Para pior, já basta assim!

Governo promete tudo fazer pela autoridade dos professores

Nesta notícia, e sem ser necessário sair do título, há alguns aspectos curiosos, a merecer observação atenta.

Em primeiro lugar, há uma conjugação de duas palavras que nos permite adivinhar o futuro: governo e promete. De acordo com o método Passos Coelho, seguidor acelerado da escola José Sócrates, ficamos a saber que o Secretário do Estado afirmou, na realidade, que nada irá ser feito pela autoridade dos professores.

Finalmente, ao incluir os professores no grupo de cidadãos a quem irão ser cortados os subsídios de férias e de Natal, o governo está a dizer ao país que fazem parte de um grupo de caloteiros que devia dinheiro à nação, o que, convenhamos, não é a melhor maneira de conferir autoridade a uma classe profissional.

Pela minha parte, agradeço que o governo não faça mais nada pelos professores.

Facebook atacado por pornografia e violência

Parece que está a decorrer hoje um ataque ao Facebook, aparecendo imagens de “sexo explícito” e violência no mural de pacifistas que só praticam sexo implícito.

Vai aparecendo alguma especulação sobre a sua origem, como não podia deixar de ser.

Ainda não vi nada, mas fontes muito bem informadas asseguraram-me que esta imagem de extrema violência não faz parte deste ataque, embora possa surgir numa segunda vaga do assalto:

Artur Carlos de Barros Basto e uma justa petição

Li em tempos a história deste homem, penso que numa investigação publicada no Expresso, e é arrepiante. Demonstra como o anti-semitismo germanófilo e ultra-católico também fez parte do Estado Novo, e mostra como a arma da homofobia sempre foi usada pelas ditaduras.

Mesmo que Barros Basto não tivesse sido um republicano, mesmo que não nos tivesse legado uma notável tentativa  de tirar os marranos da clandestinidade ainda inquisitorial, ou seja, da construção da identidade de Portugal enquanto História, Cultura e Sociedade como realmente foi e não como os eternos revisionistas a inventam, assinaria na mesma esta petição internacional para a reabilitação do seu bom nome.

E isto de eu assinar uma petição sabendo que o mesmo fazem muitos sionistas não é todos os dias. Como o que separa os humanos dos rebanhos também é a capacidade de não usar palas nos olhos, não me arrependo.

Gente diferente para pior

No ano de 2010 a Metro do Porto (MP) transportou 267 064 000 passageiros-quilómetro(PK’s). No mesmo ano a CP Porto (CPprt) transportou 622 767 000 PK’s. A CP Lisboa (CPlx), por seu turno, transportou 1 212 540 000 PK’s. Os custos operacionais destas entidades foram respectivamente de 41,729 milhões de euros para a MP, de 38, 244 milhões de euros para a CPprt e 92,477 milhões de euros para a CPlx. Destes números resultam que a MP gastou 0,15 euros por cada PK transportado, a CPprt gastou 0,06 euros por PK transportado e a CPlx 0,08 euros. 

 

Passageiros x km [PK] Custos Operacionais [M€] Custo por PK [€]
Metro do Porto 267 064 000 41,729 0,15
CP Porto 622 767 000 38,244 0,06
CP Lisboa 1 212 540 000 92,477 0,08

 

Salta à vista que as duas unidades de comboios urbanos da CP, de exclusiva gestão pública, onde todos os trabalhadores operacionais são seus funcionários e não “alugados” a um suposto concessionário, fazem uma gestão muito mais eficiente dos seus recursos apesar das supostas “melhores práticas internacionais” da Metro do Porto. Antes que perguntem pelos proveitos, eu respondo já que os preços são ditados administrativamente e é público que o preço pago pelos passageiros do MP é o mais alto do país. Ainda assim são os que no global conseguem obter o maior prejuízo por passageiro transportado. Mas isso deve-se, valha a verdade, a factores financeiros (a dívida acumulada) que para a questão em apreço não interessam.

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De Que Feriados Eu Abdicaria?

O Público está a perguntar aos seus leitores de que feriados abdicaria “a bem da Nação” (digo eu).
Mas, antes de pedir respostas, não seria bom perceber se os portugueses sabem o significado e a razão de existir de feriados tais como “Corpo de Deus”, Assunção de Maria”, “Imaculada Conceição”?

Eu, confesso, não sei.

Retrato do artista quando idoso

Romântico.

Estação do Pocinho, 1972

Comboios de via larga e via métrica na estação do Pocinho, por Paul Brysn.

Coimbra XVI

Uma questão de baixeza

O Secretário de Estado do Emprego, Pedro Martins, terá dito hoje que “em termos relativos, o salário mínimo não é realmente baixo em Portugal”.

Nem me importa saber quais são os estudos em que se baseia semelhante afirmação. Nem sequer a valia académica ou certeza objectiva dos mesmos.

O que eu valorizo mais é a pena que tenho de não se poder conceder, a quem afirma tal coisa, a oportunidade de provar no plano real as afirmações que faz. Ou seja, dar a oportunidade a Pedro Martins de viver com o salário mínimo.

Não tardaria que fizesse de tais estudos o uso reciclado de papel higiénico. Até mesmo por necessidade.

Já agora, a notícia era comentada com o facto de ter havido deputados que deram gargalhadas perante tal afirmação. É espelho de quem se diz representante do povo na casa da democracia: não deviam ter rido, mas, sim, vaiado. Porque a miséria não admite graças.

Imposto de circulação: as distracções pagam-se caro

Em Fevereiro de 2008, a cobrança mensal do imposto único de circulação, antigo imposto de selo, foi adiada pelo Governo devido a problemas informáticos. Milhares de contribuintes acotovelavam-se então nas Repartições de Finanças para tentar, sem sucesso, efectuar o pagamento.

Três anos depois, o Fisco está a intimar toda essa gente a pagar 15 euros de multa pelo pagamento fora do prazo.

É curioso: o Ministério das Finanças adiou o prazo de pagamento, mas agora quer cobrar multa a quem pagou dentro do novo prazo. Como dizia aqui no Aventar o Jorge Fliscorno, as datas de pagamento estão informatizadas mas a informação de quem pagou a multa, não.

Das duas, uma: as Finanças têm razão e houve contribuintes que se esqueceram de pagar na devida altura ou as Finanças distraíram-se e não inseriram nos computadores os nomes dos que pagaram quando deviam. Partindo da segunda hipótese, podem as Finanças ter caído na tentação de cobrar mais uns dinheiros a alguns contribuintes distraídos ou suficientemente desorganizados para não saberem onde deixaram a porcaria do comprovativo.

 Leituras adicionais:

Prorrogado pagamento do imposto único de circulação até 25 de Fevereiro

Ministro das Finanças nega novo adiamento para o imposto de circulação automóvel

Imposto automóvel adiado

 

Era uma vez um país muito muito pobre

Há muito pouco tempo, num país muito muito perto, os governantes disseram que o país só ficaria rico se os seus habitantes ficassem cada vez mais pobres, tal como já tinha feito um outro governante do mesmo país que andava sempre de botas e que acabou por cair de uma cadeira.

Esses governantes já tinham sido governantes e eram amigos de outros que também já tinham sido governantes. Como eram muito comilões, passaram anos a comer o que era deles e, sobretudo, o que era dos outros. Também deram de comer aos amigos e aos amigos dos amigos. Um dia, descobriram que a comida tinha acabado e puseram a culpa nos habitantes.

Os governantes começaram, então, a tirar tudo aos habitantes do país, e disseram que os habitantes tinham sido uns privilegiados e que, agora, precisavam de aprender a viver com menos ou que até deviam pensar em ir para outros países ou que era uma sorte perderem apenas quase tudo o que tinham, porque é melhor do que perder tudo o que tinham.

Como os habitantes não estavam habituados a contrariar governantes, vieram grandes fomes e doenças. Os habitantes que se revoltaram não eram ouvidos ou eram calados. Muitos habitantes morreram, porque os médicos deixaram de tratar os que não tinham dinheiro para pagar os tratamentos. Outros habitantes passavam tanta fome que chegaram a beatificar o bolor de um pão encontrado no lixo. Outros fugiram para países distantes, onde aprenderam a ler de tal maneira que perceberam que não podiam voltar para o país deles.

Ao fim de alguns anos, deu-se o milagre: os habitantes que ainda estavam no país ficaram muito pobres e agradecidos. O país estava, agora, muito muito rico.

O amor não tem idades, nem limites

Nesta novela de quem ganha mais, público ou privado, e perante o remorso do Tomás Belchior por me ter empurrado para os braços de Manuela Ferreira Leite, confesso que não reparei e sinceramente a senhora não faz o meu género por razões que me abstenho de divagar mas em nada se prendem com a idade. Digamos que foi apenas um beijinho.

Mas como troquei com o Tomás umas ideias sobre um célebre estudo da Capgemini, do qual só se conheceria uma nota do Correio da Manhã, lamento pela minha parte se o vejo muito enleado com o ex-ministro Teixeira dos Santos. É que nos idos de 2006 houve uma troca de palavras entre o ele e o então deputado Eugénio Rosa, que o Diário de Notícias narrou assim: [Read more…]

Que é da Democracia?

Um Primeiro-Ministro de um país declara, talvez demasiado tarde, provavelmente sem convicção, quase certamente por calculismo, que é necessário fazer um referendo para que os cidadãos desse país, independente, possam decidir sobre a sua vida, exercendo o conteúdo de uma palavra inventada pelos seus antepassados.

Num outro país com quem a Europa tem dívidas que nunca poderá pagar, um Primeiro-Ministro, que sempre preferiu ser Bórgia a ser Cícero, foi obrigado a sair do poder, após anos de escândalos, como, por exemplo, o de ser dono de jornais e de televisões e de um clube de futebol.

Um terceiro país desperdiçou a oportunidade da Democracia para se transformar numa pátria, depois de ter desperdiçado meio século a acentuar um atraso que ainda está a pagar.

A Europa, que já foi raptada por um deus grego, está hoje sujeita a gentinha sinistra como Merkel, Sarkozy ou Barroso, gente para quem a Democracia é um adorno, ou seja: pode-se usar, desde que não atrapalhe. Percebe-se, então, por que tanto aplaudem Primeiros-Ministros que não foram eleitos. Provavelmente, aplaudem porque não foram eleitos.

Os governos desses três países procuram cumprir à risca as ordens da gentinha sinistra, ignorando, naturalmente, os interesses dos cidadãos do seu próprio país, até ao dia em que estes acordem e se lembrem do verdadeiro significado de uma palavra inventada há mais de dois mil anos.

Empresas sociopatas

Público on-line - clique na imagem para obter o artigo

Esta história da engenharia financeira usada como forma de fugir aos impostos afigura-se-me como qualquer coisa fundamentalmente injusta. Afinal, se os lucros são obtidos num determinado local, sob um conjunto de regras de negócio previamente estabelecidas, usufruindo dos recursos humanos e materiais desse local, apenas seria justo que esses impostos fossem pagos no sitio onde os lucros são gerados.

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A Vítor Gaspar soletrado em três palavras: filho da puta

Trata-se de intervenção do ministro da Economia, que estaria a submeter ao colectivo medidas de intervenção na economia. Terminada a exposição, o ministro Vítor Gaspar afirmou seca e cortantemente: “Não há dinheiro”. Mas Santos Pereira insistiu; e então o ministro das Finanças retorquiu-lhe apenas: “Qual das três palavras é que não percebeu?”. É, efectivamente, um bom número, mas que revela três coisas inquietantes: a pesporrência de Vítor Gaspar, a falta de respeito dele para com o PM e a incapacidade deste para meter na ordem o seu ministro das Finanças.

Magalhães e Silva citando Maria João Avillez

E em filho da puta, qual será a palavra que Vítor Gaspar não percebe?

A epistemologia da infância: ensaio de Antropologia da Educação

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O falecimento de Celso Costa, em 18 de Outubro deste ano, fez-me lembrar das nossas conversas e dos trabalhos partilhados com a sua mulher, Maria Luiza Cortesão, desde 1984, em Alfândega da fé. Este original ensaio, é dedicado a ela dedicado a ela, Luiza. Entre os Zuzarte Cortesão, se escreve de forma tradicional.

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Com Monti no governo italiano, a música será outra?

Mário Monti e o governo italiano
Vittorio Monti e as Csárdás

Dançar com(o) os gregos

Em vez de estarmos preocupados em não sermos como os gregos, deveríamos estar mais preocupados em ser europeus, ou seja, solidários, evoluídos, civilizados, enfim, democratas, aprender a dançar sem pisar os pés do parceiro.

Filha-da-Putice (versão ilustrada)

Saiu dia 11 do corrente no Diário da República.

Sacrifícios? – o povo que sa fôda…

Auktyon

Já aqui escrevi sobre os AuktYon, a banda indie russa de Leonid Fjodorov.  Hoje descobri que têm um novo álbum, Top de seu nome, o que já era uma boa notícia a que se acrescenta uma ainda melhor: é possível ouvir e descarregar o disco na sua página Facebook.

Este vídeo não é deste álbum, mas de uma actuação ao vivo de Leonid Fedorov interpretando uma cantiguinha chamada Portugal (ou portugueses, os tradutores automáticos não dão para tudo).

Supondo que o homem andou por estas bandas, aposto em como ouviu Pop DellArte.

As duas faces da moeda: a “oculta” e a “ocultada”

Dias LoureiroCavaco Silva, há tempos no ‘Expresso’, inspirou-se na Lei de Gresham, de Sir Thomas Gresham (1558), utilizando-a como metáfora para sustentar que os “maus” políticos acabariam de ser expulsos pelos “bons”. Do escrito, depreendia-se que a tese da proscrição se aplicava, então, a Pedro Santana Lopes, hoje Provedor da SCML por escolha de Passos Coelho.

Cavaco, se original no uso da metáfora, foi plagiado, nestas histórias monetárias, pelo ‘Sistema de Justiça Português” que baptizou de ‘Face Oculta’ o processo de investigação e acção judicial, envolvendo o sucateiro Godinho, Armando Vara, os Penedos, pai e filho, e outras figuras conectadas com o PS – o próprio Sócrates, até agora não pronunciado, é alegadamente protagonista de escutas suspeitosas.

Temos, pois, a moeda de ‘Face Oculta’, mas como a circulação da “má moeda” é intensa no espaço do “centrão”, entre a diversidade de operações duvidosas e correntes, existe uma outra, a do caso BPN, à qual, auxiliados pela imaginação dos investigadores e outros agentes do aparelho judicial, damos o nome de ‘Face Ocultada’.

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Pull Up Those PIIGS! Gotta save our banks!

Martha Rosler e o seu filho, Josh Neufeld, decoraram assim um edifício em Berlim, onde Marta se encontra numa residência artística.

É certo que o trabalho foi comissionado por uma organização alemã e está na Alemanha, mas daí às legendas com que tem sido brindado entre nós vai uma certa distância. Estas coisas googlam-se, até porque se tivesse sido feito por alemães o texto não apareceria em inglês e a lona estava mais esticadinha.

Como trabalho de street art tem a sua graça, mas é fraquinho.


Post Scriptum: como não podia deixar de ser no artigo de Josh de onde retirei esta informação aparece um comentador tuga que não percebeu a ironia e acha que Cristovão Colombo nasceu em Portugal.  Tristeza.

O presente, essa grande mentira social. VIII – Conclusões. A recriação de Durkheim e Mauss

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Era o começo. Era a incerteza. Diz Maurice Halbwachs[1], colaborador e discípulo de Durkheim, da equipa do Année Sociologique, que, enquanto andavam um dia por Paris, passaram em frente da catedral de Notre Dame e diz Durkheim, “é disso que eu preciso, um púlpito para falar”. Apesar de não ser religioso e confessar o seu ateísmo, a formação judaica nunca abandonará Émile Durkheim. [Read more…]

Olá Itália, acabou um pesadelo, começa outro

Já se foi Berlusconi. Não que resolva o assunto: por mais técnico e de unidade nacional que seja o novo governo os mercados, ou seja a especulação, já marcaram a Itália que agora fica refém de Merkozi, ou seja, tá tramada. As hienas não largam as presas. O último dos PIIGS tem o destino traçado, e desta vez a Europa vai mesmo atrás. A coisa promete, mas verdade seja dita, quanto mais depressa formos todos ao fundo mais depressa virá a possibilidade de dele sairmos, se é que vem.

A democracia no seu melhor. Demetrio Stratos já o cantava nos anos 70: [Read more…]