Olh’ó resgate

A estagiária da CBS estava orgulhosa. Tinha sido destacada para entrevistar o ministro das finanças de Portugal! A primeira tarefa que se impôs foi a de investigar onde era esse país – porque se tratava de um país, assegurou-lhe o chefe. Levou algum tempo e precisou da ajuda do Google Earth, já no mapa que percorreu detalhadamente não encontrara tal lugar. Também, pensou, era tão pequeno. Mas agora, com o apoio da Wikipédia, estava pronta. Já sabia que o país tinha sofrido um resgate financeiro – embora não atinasse lá muito bem o que isso significava. O chefe até disse que isso era coisa de peso. Importante. Logo, mal enfrentou o sorridente ministro português, disparou: “Portugal vai ter um segundo resgate?” O senhor, perplexo – mas sempre sorridente – lá construiu uma resposta em que nunca mencionou resgate nenhum e manifestou a sua disposição e empenho em que tudo corresse bem. E pronto.

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Ó Passos, tira os óculos laranja

O presidente do PSD acrescenta: “foi justamente porque tive a oportunidade de ler o livro e de perceber que havia um filtro que não tinha sido aplicado devidamente, pelo menos na minha concepção”. Por isso, Passos Coelho pediu a José António Saraiva que o dispensasse de fazer a apresentação do livro, prevista para a próxima segunda-feira, dia 26 [TSF]

Deve ser o mesmo filtro que mostra uma desgraça a cada esquina.

O saque

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Habitam em Portugal cerca de 10 milhões de portugueses, dos quais perto de 44 mil, 0,44% da população portanto, serão abrangidos pelo perigoso e totalitário imposto da comandante-ministra-das-finanças-sombra-fetiche-da-direita-radical-trotskista-leninista-chavista Mariana Mortágua, que segundo uma série de fanáticos da seita neoliberal, coadjuvados por um pequeno exército de indivíduos que, nas redes sociais, espalha o pânico e a indignação com histórias emocionantes que parecem retiradas da revista Maria, manipulando, sabe-se lá a mando de quem, alguns milhares de portugueses, será o fim do rectângulo à beira-mar plantado. Porquê? Ninguém sabe. Deve ser pelo mesmo motivo que os juros da dívida não parariam de subir, que o desemprego não pararia de aumentar, que a UE aplicaria sanções a Portugal, que o défice haveria de subir para os 6 ou 7% ou que as agências de rating não perdoariam as heresias da Geringonça. Não há seitas sem profecias da desgraça. O suicídio colectivo, já terá data marcada? Já se faz tarde. [Read more…]

Há que proteger os monstros

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A compra da Monsanto pela Bayer representa mais um ponto alto neste absurdo sistema insustentável que tão bem serve os interesses dos grandes e no qual os pequenos engolem tudo por mor do existencial argumento do emprego.

Nunca uma empresa alemã pagou um valor tão elevado (66 mil milhões de euros) por uma empresa estrangeira e, mesmo sob o ponto de vista empresarial, ainda está para se ver se o espectacular negócio irá dar certo. Não raro, a fusão de duas culturas empresariais diferentes acaba em pesadelo, como aconteceu com a Daimler, que pagou 40 mil milhões de dólares pela americana Chrysler. Mas isso é um problema deles. O nosso problema é que este tubarão da indústria química adquire um bombástico “valor sistémico” e catapulta-se para posição ainda mais confortável no que concerne à manipulação de governos e coacção de cidadãos. A Monsanto – conhecida pelas suas obscuras práticas, como a proibição de utilização de sementes provenientes de colheitas das suas sementes transgénicas e pelas funestas consequências do pesticida glifosato – passa agora para as mãos de uma empresa farmacêutica que já tem que se lhe diga. [Read more…]

Bonecos


Os vários canais de televisão, entre outras patologias, obedecem, de há uns meses para cá, ao princípio ” os telespectadores são, em geral, nabos”. Logo, querem sempre ver bonecos a mexer, mesmo que só longinquamente tenham a ver com a notícia que se está a ler. Os noticiaristas televisivos devem ter, por estes tempos, assistido a inúmeros workshops – como se diz agora em português – onde “formadores” lhes explicam que a malta é básica, sofre de distúrbio de défice de atenção e sem imagens não vai lá. Assim, toca a pôr no ar seja o que for que haja lá pelas prateleiras, qualquer coisa que ilustre o que o pivô está a debitar. O jogo de futebol que acompanha a notícia do ocorrido ontem já foi há um ano? Ninguém vai notar. É preciso noticiar um naufrágio e não há reportagem? Avança um parecido, de há quatro anos. E um incêndio é sempre semelhante com outro incêndio, logo, enquanto não há repórter no local a fazer perguntas tolas, vai-se ao arquivo. Aquele partido reuniu a sua direcção e não mandamos lá ninguém? Usam-se imagens antigas de um reunião semelhante, ocorrida anos antes, mesmo que em grandes planos apareçam pessoas já falecidas.
E assim, com a falta de profissionalismo dos indigentes, a irresponsabilidade dos idiotas, a crueldade dos sociopatas, eles vão-nos “informando”. Verdade e decência, não têm. Mas bonecada nunca falta.

O Diabo do Passos (2)

Portugal lidera descida dos juros da dívida. Querem ver que isto não piora?

Manteiga em nariz de cão

A antiga comissária europeia da Concorrência Neelie Kroes foi directora de uma companhia offshore sediada nas Bahamas durante parte dos mandatos que exerceu em Bruxelas. [Público]

Concorrência, Comissão Europeia, Offshore, como manteiga em nariz de cão. É a escola Junker, do capital sem pátria, feito pela política que aumenta o fosso entre os que têm menos e os mais abastados.

Os números indicam que de 2009 a 2014 os rendimentos dos portugueses tiveram uma quebra de 12% (116 euros por mês), mas mostram também que os 10% mais pobres perderam 25% por cento do rendimento enquanto os 10% mais ricos apenas perderam 13%. [Público]

Kroes é apenas uma das envolvidas em mais um caso de fugas de informação sobre lavagem de dinheiro, o Bahamas LeaksA roda já rola por Inglaterra, Espanha e Portugal. Percebemos que o status quo não mudará tão cedo quando os próprios que têm o poder de o mudar fazem parte do esquema.

Documentos confidenciais das secretas portuguesas aparecem em África

Os nossos “serviços de informações” são uma perigosa anedota.

Erros e falta de rigor

Santana Castilho *

Não será difícil admitir que a Educação é um instrumento ímpar, que não único, para promover o progresso social, sobretudo quando se calcula que 228 milhões de crianças continuam, em todo o mundo, sem escola e que 400 milhões a abandonarão sem qualificação primária, seja porque tiveram o azar de nascer num sítio e não noutro, seja porque nasceram mulheres em vez de homens, seja ainda porque a guerra lhes caiu em cima. Os conhecimentos, as competências que por eles se adquirem e, mais que tudo, o carácter que a escolarização formal ajuda a moldar em cada ser humano contribuem, definitivamente, para o sucesso dos indivíduos e das nações. Neste quadro, os instrumentos de avaliação educacional e de estudo comparado dos resultados da Educação, independentemente das críticas que podemos aduzir à forma como demasiadas vezes são usados para impor políticas e à tendência para tudo medir e expressar em números, constituem referências importantes para compreender o passado e programar o futuro, desde que os interpretemos com rigor. Ora interpretar com rigor começa, elementarmente, por conhecer, antes de usar parangonas que enchem os olhos, as metodologias dos processos e as unidades em que os conceitos se exprimem.

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Não precisas de agradecer, Passos. Ficaste mal na mesma

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Pedro Passos Coelho cedeu à pressão e já não vai apresentar a compilação de mexericos de José António Saraiva. Depois de ter dito “Não sou de voltar com a palavra atrás nem de dar o dito por não dito. Estarei a fazer a apresentação dessa obra”, o líder do PSD foi igual a si próprio e, tal como em tantas outras ocasiões, a palavra dada não foi palavra honrada. Nada que surpreenda, vindo de quem vem[Read more…]

O Embuste no Vale do Tua

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O destino do AMOR” é certamente um slogan que enche de orgulho José Cascarejo, ex-autarca de Alijó, cúmplice da pornográfica barragem do Tua e elevado, claro, à categoria de director da coisa. Aliás, é um slogan que enche de orgulho todos os autarcas do vale do Tua.

E ao prezado leitor do Aventar apresenta-se-lhe a questão: “como se promove um pretenso “parque natural regional” instituído depois de perpetrado o crime que inutiliza metade do vale do Tua? A resposta é fácil: criam-se frases fantásticas, polidas e reluzentes, a puxar à emoção do espaço aberto e livre. A natureza a pulsar quer oferecer-nos o que tem de melhor:

“É a natureza que grita!” (de facto, grita…)
“São os vales, as sombras das frondosas árvores” (serão os milhares de sobreiros e oliveiras cortados por causa da subida das águas?)
“São as águas cristalinas que refrescam o amor” (as águas eutrofizadas, é isso?)

E porque um parque natural, estimará o prezado leitor do Aventar, é algo visual (para lá de sonoro, olfactivo, táctil e emotivo?), qual a melhor imagem possível para promover o vale do Tua?
A resposta tipicamente cascarejana não podia ser outra: uma estrada de terra batida, remotamente africana ou na América selvagem e… um carro.
Um carro vermelho que é para ser ainda mais bonito.
Se o parolismo tinha limites, os mesmos acabam de ser ultrapassados por um carro vermelho.

Não seria de prever, prezado leitor do Aventar, que um parque natural se promovesse com imagens do mesmo parque natural?
Ou tem esta gente bem almoçada medo e pavor de mostrar que o “parque natural regional do vale do Tua” é o que sobra depois do conluio que tem levado a barragem do Tua avante?

E o que dizer do vídeo promocional que consegue a proeza de não ter uma única imagem natural do parque? Porque um vídeo promocional de um parque natural… em animação digital?
Tenham vergonha…

Ouvintes gajos

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© John Frost and daughter listening to radio in their home.

Marco Faria

Hoje, ouvi na rádio três vezes a palavra “gajo”. Em rigor, numa das situações foi proferido o plural – “gajos” – o que acentua ainda mais a minha preocupação. É verdade que a estação em causa dirige-se a um público muito jovem, estilo Porta 65 Jovem. Não quero divulgar o nome da emissora, mas vou dar uma pista enigmática: começa com um “V” e termina em “fone” (podendo sublinhar que na parte inicial está o termo de uma bebida muito apreciada pelos eslavos, vod(k)a). Como todas, é .FM, porque em AM só a Renascença, a Antena 1 e os “Mujahidin” escondidos no Monte Atlas no norte de África.
O calão é sim sinal, e eu não vou de forma alguma armar-me em moralista dos bons costumes e ler os códigos do tempo.
No dia-a-dia, todos recorremos às mesmas expressões. Com excepções. Em Cascais, por exemplo, não se diz “gaja”, mas, deixem-me pensar cinco segundos… pindérica. “Ó sua pindérica, não te vi no Tamariz. O teu namorado estava lá com a Cacá”.
Pindérica é mais poético que “lady”, menos valorizado que outras variantes de tocar piano e falar francês. Por sua vez, no Porto, no mercado do Bolhão, qualquer conversa resvala para: “- Ó jeitosa, eu sei que ontem foste à Badalhoca comer uma sandes de presunto?” “- Estás por acaso a chamar-me nomes? Sabes, vi uma saia de folhos igual à tua na feira de Custóias?” [Read more…]

Dá-lhe, Cristas!

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Na sequência da polémica em torno das declarações de Mariana Mortágua sobre algo que o BE defende desde que me lembro, Assunção Cristas afirmou que “O primeiro-ministro veio pôr ordem na casa mandando o Bloco de Esquerda estar calado“, um daqueles delírios que tão bem caracteriza a líder do CDS-PP, ainda que longe do elevadíssimo nível daquela célebre anedota, capaz de ombrear com um índio que faz a dança da chuva na esperança que os deuses salvem as colheitas. [Read more…]

Ao cuidado dos camaradas do PSD

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Faz ou não faz sentido, perante os valores da social-democracia, que aqueles que têm rendimentos mais elevados, tenham de ter, em cima de todos os impostos que já pagam, nomeadamente do IRS, uma taxa de solidariedade adicional? Eu acho que faz sentido. Como faz sentido aqueles, que tinham activos imobiliários acima e um milhão de euros, que têm uma tributação agravada por causa disso. É ou não é um bom princípio social-democrata, de dizer a todos os portugueses, que podemos isentar, ou podemos aliviar, o esforço que poderia ser pedido àqueles que têm menos, pedindo um contributo adicional àqueles que têm mais? Eu orgulho-me disso.

Pedro Passos Coelho, num longínquo comício em 2014.

Imagem e video confiscados à Geringonça

Partir a esquerda

Esta súbita enxurrada de “notícias” e posts sobre Mariana Mortágua comandar o PS não é acidental. É a óbvia tentativa de provocar fricções no PS e no PCP, como tábua de salvação face ao Diabo que teima em não chegar – e o fim do mês está à porta.

Há de facto um pequeno partido que mandou no partido maior. Foi o CDS do Portas, com a sua demissão irrevogável, que condicionou todo o plano político do PSD em 2013. Talvez seja por isso que Cristas e companhia, tendo-se olhando ao espelho, procuram nos outros os sinais que viram em si mesmos faz pouco tempo.

Não estou lá, nos partidos da Geringonça, para saber se a Mariana manda. Do que vejo, não encontro sinais disso. Mas que importa isso, se se acabou de construir um spin tão bom?

Victor Habchy

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Participação do fotógrafo Victor Habchy na exposição anual Burning Man, no deserto de Black Rock, no Nevada. Fotografias surreais de cenas que parecem saídas de sonhos, graças a tempestades de poeira, a obras de arte incomuns e ao olho talentoso de Habchy. (via)

Quatro dias em Saturno


(c) NASA Jet Propulsion Laboratory
A sonda Cassini da NASA olhou para Saturno durante quase 44 horas em Abril de 2016 para obter este filme que mostra quatro dias Saturno.

Bilhete do Canadá – Dupond & Dupont, Secos e Molhados

dupont e dupond

Às ordens de Vocências, era a legenda apropriada para a imagem transmitida pela televisão: Jorginho Bilderberg Moreira da Silva e Nuno Magalhães, lado a lado, muito anchos, com todo o ar de quem se julga necessário.  Como as mercearias de bairro.  Jorginho, agora de barbas para ver se a malta o leva a sério.  Nuno, a roncar grosso para ver se assusta a malta.  Ambos para comunicarem ao país esta coisa transcendente e urgente: nunca pensaram que a Mariana Mortágua fosse a verdadeira Ministra das Finanças.   E estão passados com a descoberta, logo trombeteada  por aquela televisão onde palra o Orelhas, aquele escritor que cresce um palmo a dar notícias más.   Ora, sendo o Nuno daquele partido que até mandou o Aguiar de Vizeu à festa do MPLA, porque os extremos encontram-se sempre, e sendo Jorginho Bilderberg o mesmíssimo que, enquanto Ministro do Ambiente, foi uma nódoa, e não apenas no caso da Legionela que matou várias pessoas, sendo assim, é de caras que todos queremos que fechem a loja e vão dar uma curva.  Vendem  bolachas a cheirar a bafio.  E a televisão que tome tento e dê notícias de facto importantes, porque quem paga o pato somos nós todos.  É que já não há pachorra para tanto despautério.  E a Mariana que leve com paciência, porque lidar com jericos foi sempre uma chatice.

Precisa-se de blogger da área do PSD

Para relação séria.

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Tempos houve em que a laranja surfava a onda das trapalhadas socráticas, de forma pujante e suportada por uma poderosa máquina que mexia em tudo o que era corner. Cheirava a poder e por todo o lado apareciam apoiantes – alguns até iam a manifestações de professores, esses Mários Nogueiras da desgraça Lusa. Mas conseguiram. Levaram carta a Garcia (como eu gosto destas frases feitas!). E, no Aventar tivemos que ir à luta com um anúncio que ainda hoje é singular.

Conquistaram o poder com os resultados que se conhecem – atingiram todos os seus objectivos, deixando o país muito pior do que aquele que receberam.

Hoje felizmente, Portugal e os portugueses respiram melhor. A Geringonça continua o seu caminho e havendo uma candidatura para uma relação séria com ela, não primarei pela ausência.

Só que, nem tudo são rosas e eu não gosto de ver o sr. Pedro a cair pelo cano e vinha pedir que nos ajudem nesta tarefa nacional. Portugal precisa de alguém que defenda o Pedro e subscreva as tuas propostas para o país. Sim, aquelas que nem ele sabe quais são, mas o Marques Mendes tratará do resto, logo que consiga descer da estrado.

E, se naquele tempo, o anúncio não deu resultado, pensei que estaria na hora de seguir a mesma estratégia, esperando conseguir precisamente o mesmo resultado.

Não é claro o conteúdo funcional da tarefa, mas  pode sempre começar por eleger o Aventar como blogue do ano. Assim, na entrevista a realizar, poderá sempre dizer que ajudou o patrão a subir na vida. Poderia, por exemplo (a ter acontecido) trazer o mail da empresa que serviu para receber as inscrições na Universidade de Verão. Mas, se calhar o seu mail já foi apanhado pelo Carlos Teixeira. [Read more…]

Coitadinho do Sócrates

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Por vezes dá-me para conspirar e fico com a sensação que os supostos haters de José Sócrates lhe estão na verdade a fazer fretes. Não, não estou a falar do juiz Carlos Alexandre, personagem com quem simpatizo e pela qual até tenho alguma admiração mas que, após a sua inenarrável entrevista, me deixou com a sensação de ter feito um enorme favor ao ex-primeiro-ministro, providenciando novos argumentos para a estratégia de vitimização de alguém que, apesar de tudo, tristemente suspeito, ainda há-de governar. [Read more…]

Será que como o outro, também vai ser retratado com a Tromba Rija?

Rui Patrício, o rapaz de Marrazes, vai ter estátua de bronze em Leiria

O Ex do Arq.º Saraiva

Bruno Nogueira (sempre na frente) sobre uma edição fraquinha da Gina.

Passos Coelho e a pornografia: agora sim, tudo faz sentido

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A senhora na foto é Sasha Grey, uma actriz de filmes pornográficos cuja imagem foi escolhida pelos fabricantes de perfis falsos afectos à saudosa Pàf para dar corpo a Laura Campos, uma das muitas faces de uma estratégia de manipulação da opinião pública e “culambismo”, direccionada para denegrir os adversários da coligação PSD/CDS-PP, através de um esquema, também ele pornográfico, de alargar o raio de acção e influência das tropas da dupla Passos/Portas através da utilização da imagem de mulheres bonitas e aparentemente disponíveis, vulgares q.b., que fizeram as delícias de milhares de babões e fanáticos ingénuos. Infelizmente para eles, o J. Manuel Cordeiro desmontou o esquema da líder espiritual dos clones, Maria Luz, e a página, exposta, acabou por desaparecer. [Read more…]

As finais são para se ganhar

Confesso. Gosto de estar na frente.

E, como lei de vida, uma frase que me acompanha desde 1904 – é melhor ganhar do que perder.

Mas, há finais e finais. Uma coisa é jogar com o Rio Ave e outra é receber o Copenhaga, que, depois dos derrotados em Madrid será, manifestamente, a equipa mais forte da champions deste ano.

Só que esta final é para ganhar – nas meias-finais o palco está dividido com outras três equipas, que, de tão óbvias teriam entrada directa no discurso contra os mouros ou, num registo mais intelectual, depois da penhora da sanita, nós só queremos o Lopetegui a arder.

Imaginei, há muitas luas atrás, que o Aventar poderia ser muitas coisas, mas parceiro de finais destes três, nunca… Jamais, em tempo algum.

Poupadinho? TeamLewis?

Mas, têm a certeza que é esta a categoria?

Palpita-me que o autor de tais classificações deverá ter ajudado o Antero Henriques a escolher os reforços azuis ou então escreve os discursos do Bruno de Carvalho. Apostaria nesta última.

Bom, basicamente, ninguém entra em campo para perder – excepto os lesados do NES: Nuno Espírito Santo. Por isso, não tenho intenção de largar o primeiro lugar até ao fim da liga, embora a diferença seja feita pelo treinador e, nessa área, temos nada mais, nada menos do que o special one do superior. Sim, meu caro JJC, nem imaginas como adorei voltar a escrever sobre bola no Aventar. É um gosto tão grande puxar por todo o teu mau feitio, por toda a tua azia nas derrotas que te acompanham. É bom ver-te perder e poder adivinhar que depois da última, outras se seguirão.

Portantus pá, puxa aí da tua caneta e mesmo que possas vir a recorrer à assinatura de qualquer um dos incompetentes escribas azuis que por aqui andam, incluindo os das camadas jovens, nem penses em faltar a esta provocação. Os vermelhos, como bem sabes, querem o acordo em todo o lado. Ou em lado algum. São meninos para exigir que, um dia destes, o JJ faça uma conferência de imprensa em português, imagina tu. Sim, com os vermelhos não podemos contar porque de bola, percebem bola – como o Luis Filipe Vieira, aliás.

Em todo o caso, há por aqui gente azul que, devidamente picada era capaz de nos levar ao título, na tal meia final contra os talões do continente e a startup com putos americanos no cabeçalho. Pancada no adversário sempre foi uma marca da tua escrita – lembras-te daquele dia em que os jogadores do Porto correram atrás de um arbitro? Foi neles que me inspirei para escrever este parágrafo.

Mas, verdadeiramente, o que eu queria escrever é que tenho muitas saudades tuas. E, contigo vamos ganhar!

 

 

Manipular a economia é desígnio divino e não merece castigo.

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O Departamento de Justiça dos EUA pretende multar o Deutsche Bank em 14 mil milhões de dólares pelo seu envolvimento numa série de atentados terroristas que culminaram na crise financeira que afundou a economia mundial, levando países como Portugal e a Grécia na enxurrada. A jihad neoliberal arrasou tudo à sua volta, exceptuando, claro, as elites que tão bem souberam aproveitar o sangue nas ruas para comprar propriedade, como aconselhava em tempos um famoso terrorista venerado pela seita. [Read more…]

A muito difícil relação de Braga com as árvores

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A bimilenar cidade de Braga, opcionalmente conhecida como Bracara Augusta, cidade dos arcebispos, Roma portuguesa ou ainda cidade dos cinco pês tem, desde há décadas, uma tenebrosa relação com as árvores, jardins e, em geral, espaços onde os automóveis não entram.
Pelo contrário, no período pato-bravista que vem dos anos quentes do 25 de Abril até aos dias que correm (e noites, vai-se já ver), tem sido um rasgar de avenidas e circuitos para automóveis nas freguesias do perímetro urbano da mui condigna cidade brácara, outrora um conjuntos de quintas e ruelas.
Se há semanas algumas árvores que aparentemente haviam danificado os passeios foram depostas para, impunemente, dar lugar a painéis publicitários – pagos pelo beneficiário – agora é a vez de, no escurinho do entardecer, duas mãos cheias de árvores serem derrubadas para darem lugar a mais um supermercado.
É mais um supermercado a nascer junto de uma das principais entradas da cidade (a rotunda Santos da Cunha/EN 14/Avenida Imaculada Conceição).
Dá gosto ver gente a correr num ímpeto comercialesco num momento em que, na dezena de “shoppings” da zona central da cidade, há em todos eles lojas encerradas.
O que causa mais impressão em alguns bracarenses é o porquê de a obra do novo supermercado estar a ser realizada já fora da luz do dia, de forma repentina e sem que no local existam sequer placas para reorientar o tráfego.
Surgem já relatos de moradores da zona que, no regresso a casa, vão parar dentro do que já é um estaleiro.
De manhã eram ruas de mau asfalto e terra mal batida.
À tarde  é já um estaleiro.
Já não há árvores.
É bom viver em Braga.

O impaciente inglês

o-paciente-inglesUm paciente inglês, sujeito às agruras de uma lista de espera, impacientou-se e resolveu operar-se a si mesmo. A história tem mais alguns nós, mas dá que pensar. O pior, para alguns mais tendenciosos, será o facto de o pobre homem ter andado quinze anos inclinado para a esquerda, esperemos que sem cair em extremismos.

Portugal é um país com alguns hábitos estranhos, como, por exemplo, a manutenção, há anos, de épocas de incêndios e de cheias, infelizmente nunca coincidentes. Não sou de ler o Diário da República, mas, diante da constância de fogos estivais e invernais inundações, não me admiraria que as referidas épocas resultassem de decretos. Chegou mesmo a haver um ministro a explanar uma verdadeira teologia da enxurrada, que, para isso, pelo menos, os ministros servem, sejam de Deus ou do Diabo.

Outro hábito estranho é o das listas de espera nos hospitais, numa contradição evidente, já que a espera pode fazer mal à saúde. Se há sítios em que a palavra ‘paciente’ faz sentidos, é nos hospitais.

As listas de espera resultam, certamente, de vários factores e o mercantilismo economês não será um dos menos importantes, com os espécimes que gerem hospitais muito preocupados com competitividade, porque tudo é um campeonato. Os que (se) ocupam (d)o Estado têm, de qualquer modo, tecido o esvaziamento dos hospitais públicos, favorecendo empresas, porque ao lado de uma lista de espera há sempre um hospital privado a abrir. O cidadão que seja desinformado ou desabonado ficará sentado na lista de espera e não faltará muito tempo para que os portugueses, desenrascados como são, passem a tratar da própria saúde, seguindo o exemplo do impaciente inglês. [Read more…]

Já os lesados do EVR…

Estão calados que nem ratos!

JJ e Lesados do NES

Como eu gosto das regularidades.

Cosmos

Certa amiga contava-me, não vai há muito, as suas desventuras numa repartição do Registo Automóvel, para onde partiu, manhã cedo, logo depois do beijo de despedida aos filhos, à porta da escola, sem certezas quanto ao seu retorno. Levou para fazer-lhe companhia na espera o Pela Estrada Fora, de Jack Kerouac. Passou boa parte do dia a lê-lo, mal sentada num dos bancos de plástico da repartição, e, quanto mais lia, mais se lhe afirmava irrefutável a ideia de que há dois tipos de vida: aquele, na estrada, livre, improvisado, sem regras; e o seu, que impõe a actualização de livretes e a apresentação de actas, certidões, registos vários.

Concordei com ela. E contei-lhe que passo com frequência por uma livraria especializada em economia, finanças, contabilidade e quejandos, e que por vezes me detenho frente à montra, sempre com o mesmo espanto. Enquanto a sonda Huygens da missão Cassini envia as primeiras imagens de Saturno, e o Curiosity anda aos tropeços por Marte, e se decifram os primeiros mistérios do cosmos, e se reconhece a espantosa contracção do espaço onde existe matéria, aqui, no planeta Terra, há quem se dedique a escrever (e quem o compre) o Boletim do Contribuinte. [Read more…]