Sovieticamente implacável

Como qualquer esquerdalho de bem, sou um grande apreciador do trabalho audiovisual do Luís Vargas, outro esquerdalho, perigosíssimo, que habita a Geringonça virtual. Todas as semanas, sovieticamente implacável, Vargas alia factos cirurgicamente ignorados pela imprensa mainstream a doses industriais de humor e a uma cuidada sonoplastia que, em poucos minutos, deita por terra páginas e páginas daquela propaganda barata que a direita radical encomenda ao seu esquadrão de comentadores e cronistas, e que todos os dias nos entra em casa, sem pedir licença, contribuindo para a desinformação e manipulação da opinião pública. [Read more…]

Da estalinização em curso

Governo ultima processo de legalização da Uber e Cabify. Entretanto, no planeta dos unicórnios alucinados, os sindicatos são quem mais ordena.

Carta do Canadá – Pesada herança

A tempestade arruaceira que os dirigentes do PSD e do CDS fizeram por causa das declarações de Mariana Mortágua no último congresso do PS, merecem ser analisadas.

Gritar histericamente que com essas declarações regressavam os tempos do estalinismo e o assalto à propriedade privada é, em 2016, mais do que despropositado: é estúpido. Mais estúpido ainda porque os autores da balela sabem muito bem que não é assim e estão a usar uma arma de arremesso salazarista que, como foi provado em 1974, não funciona. O comunismo, o fascismo, o nazismo, não se evitam com atoardas para amedrontar. Evitam-se com governação séria, competente e transparente que garanta aos cidadãos liberdade de expressão e reunião, igualdade perante a lei, direito a habitação, saúde, trabalho, ensino e apoio social em caso de fatalidade, assim como uma digna representação do  país no mundo e respeito por todo e qualquer cidadão. Governações injustas é que dão origem a extremismos de má memória.

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Sobre a ameaça da tributação soviética

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Paulo Baldaia, esse perigoso marxista-leninista, expõe, com clareza, a forma como a opinião pública tem sido manipulada no seguimento das polémicas declarações de Mariana Mortágua. Vale a pena ler o artigo na íntegra.

Durão Barroso e Goldman Sachs: uma relação de transparência

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O jornal Público divulgou ontem duas novas informações sobre a relação entre Durão Barroso e o Goldman Sachs. A primeira é que, ainda na qualidade de presidente da Comissão Europeia, Durão recebia, confidencialmente e com alguma frequência, “sugestões” de alterações a políticas comunitárias provenientes do banco norte-americano. A segunda diz respeito à inexistência de qualquer registo sobre uma visita de Barroso à sede do Goldman Sachs em 2013, algo que, para além falta de transparência, revela um regime de excepção, na medida em que não existe registo de outros contactos desta natureza que não tenham sido devidamente documentados. [Read more…]

Entretanto, no MRPP…

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Lições dos protestos

Foto: Greenpeace

Enquanto para o governo do PS português o acordo de comércio e investimento com o Canadá (CETA) já estava mais que bem na sua actual forma – talvez por falta de paciência para ler as 1.600 páginas, em que nem uma única vez é referido o princípio da precaução, nem fica assegurado que os OGMs não serão permitidos na Europa – outros dirigentes europeus estão, com a comissão à cabeça, a ter de usar todos os cartuxos para o assinarem em Outubro – incluindo a promessa de anexarem ao texto declarações adicionais com valor jurídico para “melhorar” uns 3 ou 4 pontos dos que têm sido apontados como inaceitáveis pelo movimento de protesto europeu. Há especialistas a dizer que estas declarações não têm valor nenhum se não estiverem no próprio texto, mas o que é certo é que, com mais este coelho tirado do chapéu mágico, muita gente anda a engolir o isco. Segundo declarações no final do encontro de ontem em Bratislava, existirá já um consenso pró-CETA entre os ministros do comércio – pressuposta a inclusão das ditas declarações. Mesmo a Áustria e Bélgica, anteriormente candidatas ao veto, já se terão alinhado.
Ora bem, sem entrar nos detalhes dos problemas que persistem no acordo – e que são os principais – vejamos quais são as lessons learnt deste processo: [Read more…]

Christo Guelov

Christo Guelov

‘Waves’ – school ‘Lourdes’ – Torrelodones, Madrid, Abril de 2o15. O projecto FUNNYCROSS usa passadeiras para intervir na paisagem urbana.

Quiosque Regional, #11, Diário de Coimbra

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Diário de Coimbra

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Leituras

Very important classe media“, de João Quadros, que se pode ilustrar assim:

A herança de Pedro Passos Coelho

Mais um excelente trabalho do Luís Vargas, que coloca, preto no branco, o resultado de uma governação que empobreceu o país e o tornou mais desigual. Recomenda-se a visualização deste curto vídeo para um melhor entendimento daquela que é a verdadeira herança deixada pela coligação PSD/CDS-PP. Um enorme fosso entre um país com uma arma apontada à cabeça e uma pequena elite imune a sacrifícios. Social-democracia? Yeah, right…

Via Geringonça

Revista Sábado em versão Correio da Manhã

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Nem vou perder tempo com a forma reles e baixa como a revista Sábado procura transformar as declarações da Mariana Mortágua num ataque a quem poupa, como se as mesmas visassem o comum dos mortais que, ao longo de uma vida de trabalho, acumulou um pequeno pé-de-meia. Só quem está nisto de má-fé pode afirmar tal barbaridade. Mas usar o pai da deputada do BE para justificar este pseudo-argumento, como se Mariana Mortágua fosse responsável por aquilo que o pai fez ou deixou de fazer, está ao nível do mais tóxico esgoto jornalístico. Isto sim, é deprimente. E perigoso.

Imagem via Os truques da imprensa portuguesa

Somewhere in white America…

“Não disparem. Ele não tem nenhuma arma”, ouve-se no vídeo gravado no telemóvel de Rakeyia Scott, esposa de Keith Lamont Scott, morto a tiro pela polícia de Charlotte.

Apesar dos factos obscuros que envolvem o caso, é o registo criminal de Keith Lamont Scott que se tornou o ponto focal da imprensa de direita norte-americana.

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Ganda Miséria!!!

Carlos Carreiras e Isaltino Morais

Carlos Carreiras, coordenador autáquico do PSD, e Isaltino Morais, retratado no seu livro

É a conclusão que se tira quando, por declarações do próprio à comunicação social, se sabe que Isaltino Morais foi convidado a regressar à Câmara de Oeiras pelo PSD e recusou. Mai nada. Passos Coelho e Paulo Portas não se ficaram só por lançar o povo na fome, também levaram os seus partidos à miséria da falta de credibilidade. Nem os compagnons de route já os querem.  Noutro tempo, eram partidos em que pontificavam pessoas que, ao menos, tinham brilho académico e boas maneiras.  Agora, não têm ponta por onde se lhes pegue. Uma cambada.   Terão razão os que ao anterior regime chamam Outra Senhora e ao actual, Esta Gaja?  Porque, na verdade, é de gajos e gajas que falamos quando apontamos a PAF.

Gente sinistra

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Este indivíduo sinistro é Kay Nerstheimer, membro do partido alemão de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (Alternative für Deutschland – AfD), recentemente eleito para o parlamento de Berlim, nas regionais alemãs.

Entre os seus contributos para um melhor entendimento dos tempos que vivemos, Nerstheimer apresenta-se como um orgulhoso defensor da herança nazi, alinhando em teses alucinadas que procuram transformar Adolf Hitler numa vítima da Segunda Guerra Mundial, atribuindo culpas à Polónia.

É nestes momentos que sinto alguma pena de certas individualidades académicas e das suas comparações entre trogloditas como este e outros anormais, como Trump ou Viktor Orbán, e governantes da nova esquerda europeia como Alexis Tsipras. Como se extrema-direita, racista, xenófoba e apologista da violência, tivesse paralelo com qualquer governo de esquerda na Europa. Como se o elogio nazi fosse comparável à luta contra o radicalismo neoliberal.

Foto@The Telegraph

Uma capa para a história

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Via O Inimigo Público

Leituras

Subir Lall sabe muito bem que as contas de 2015 foram aldrabadas com a manipulação dos reembolsos do IVA, bem como com taxas de retenção na fonte de IRS muito superiores às devidas, com o objectivo de empolar as receitas fiscais de 2015. Porque é que o senhor Subir Lall ficou calado em 2015 e aparece agora a dar conselhos? Porque é que diz que uma boa parte do défice qe se venha a registar em 2016 resulta do grande volume de receita negativa (reembolsos de IVA e IRS transferidos para 2016) varrida para debaixo do tapete do OE de 2016? [Blog O Jumento]

Mais umas perguntas a juntar a (mais) um relatório do FMI.

A gente que se ajeite, né?

Protestos contra o CETA e TTIP em Bratislava

Os ministros do comércio da UE estão reunidos em Bratislava para deliberarem sobre acordos de comércio e investimento da UE, em especial sobre o Acordo Económico e Comercial Global (CETA) com o Canadá.

Os executores das ordens do capital estão em grande azáfama para abafar as últimas vozes críticas que se fazem ouvir contra a assinatura do acordo que vai, definitivamente, selar a primazia dos grandes investidores sobre os cidadãos.

O contorcionismo e a pressão exercida neste processo foram abismais. Sigmar Gabriel, presidente do SPD com aspirações a candidato a chanceler nas eleições do próximo ano, usou de tudo – desde a ameaça de se retirar se o partido não alinhasse, passando pelo bombástico anúncio, em sintonia com o seu colega francês, de que o TTIP (acordo de comércio e investimento entre a UE e os EU) estava moribundo, até a promessas de adendas com valor jurídico ao acordo – para conseguir o sim do seu partido. A comissão ameaçava que um não ao CETA representaria o naufrágio da política comercial da UE; aos romenos foi feita a promessa de facilitação de vistos; e por aí fora. Em Bratislava, está a ser preparada, em panela de pressão, a assinatura do acordo a 27 de Outubro e foi para lá que Gabriel levou a sua cábula das correcções ao texto do tratado, que prometeu aos seus correligionários para que lhe dessem luz verde: melhorias quanto à independência dos tribunais arbitrais, defesa dos serviços públicos, leis de protecção dos trabalhadores, introdução do princípio da precaução e reforço da defesa dos consumidores. Veremos, promessas leva-as o vento. [Read more…]

Yahups

Já se falava há algum tempo e agora confirma-se. A Yahoo  reconhece que foi pirateada, tendo-lhe sido roubado dados dos seus utilizadores, algo que poderá afectar 500 milhões utilizadores.

A empresa afirma que “a cópia de uma certa conta de utilizador foi roubada da rede da empresa em finais de 2014, no que se crê ter sido um ataque patrocinado por um actor estatal.” De acordo com Sam Biddle, repórter da publicação The Intercept,  a Yahoo demorou dois anos a divulgar a quebra de segurança e, só agora que um hacker anunciou que tinha dados de 200 mil utilizadores para vender, é que o, ainda, gigante tecnológico  confirmou os piores receios. Entretanto, implementou medidas de segurança adicionais, tais como invalidar passwords que crêem ter sido roubadas.

A fronteira entre os mundos virtual e real é cada vez mais inexistente, sendo possível o virtual comandar o lado físico das nossas vidas. Não são apenas passwords que estão em causa, como se percebe se pensarmos nas nossas contas bancárias, no controlo de dispositivos, como alarmes e automóveis, e na nossa informação pessoal, como dados médicos e laborais, etc. Tal como no aspecto físico da nossa vida tomamos precauções e medidas de segurança, também o mesmo precisamos de fazer na nossa vida digital. Independentemente do que os prestadores de serviços têm obrigação de fazer pela segurança dos seus utilizadores, estes devem evitar serem um alvo fácil, o que passa pela escolha de passwords não óbvias e autenticação em dois passos, só para citar dois exemplos.

Imposturices

Sobre o eventual novo imposto, Assunção Cristas afirmou, ontem, no debate quinzenal na Assembleia da República, que “já muita gente deixou de comprar casa, já muita gente deixou de vir para aqui”. Baseou-se em quê para fazer semelhante afirmação? Só ela sabe.

Fez-me lembrar um velho conhecido que juntava uma percentagem a todas as suas opiniões. Dizia: “Cerca de 70% das pessoas gostam de bacalhau.” Ou: “Há aí uns 10% que vão à praia no Inverno”.
No início ainda pensei que ele trabalhava no INE, depois descobri que as estatísticas só o representavam a ele.
Questões ideológicas à parte, um líder partidário com este tipo de discurso não pode ser sério.

Não deixa de ser curioso, por isso, que a Juventude Popular tenha hoje lançado um cartaz com as fotos de Catarina Martins, António Costa e Mariana Mortágua, encimadas pelo título “As Impostoras”. Graçola à parte (a ideia é ridicularizar o primeiro-ministro referindo-se a ele no feminino?), percebe-se onde foi a JP buscar inspiração para o adjectivo. Basta olhar para quem preside o partido.

Motoristas da Uber

Sotero

Todo motorista de UBER que eu pego faço uma entrevista em off. Percebo que há muita mentira sobre o trabalho para o aplicativo. Minha opinião sobre o aplicativo segue a mesma; os usuários pagam barato e estão felizes, muitos motoristas UBER estão deslumbrados e ainda não sentiram o impacto das contas. No final é mais uma forma de exploração pois quem enriquece mesmo são os acionistas. As relações de trabalho do Uber não dão garantias aos motoristas. E olha que vejo até Sindicalistas defendendo UBER! Mas isso está mudando.
Em Belo Horizonte um motorista do Uber está processando a empresa. Fazia 20 corridas chegava a trabalhar mais de 16 horas. Gastou mais de 50 mil para ter o carro novo e então foi desligado do aplicativo pois é necessário ter uma média alta de avaliação. Já rolou o primeiro julgamento e vai para o segundo.
Nos EUA mais de 300 mil motoristas processaram o UBER. A justiça americana deu ganho de causa aos motoristas e o Uber teve que negociar com eles. E olha que lá nos EUA os sindicatos são mais fracos! Todos alegaram que eram funcionários do UBER sim! E a justiça americana entendeu isso pois viram que não há vantagens de fato em trabalhar para uma empresa nesse esquema. Enfim.
Aguardemos os próximos capítulos.
O caso de BH pode abrir um precedente nacional.

Fezes de Coelho não chegam ao céu

besouro

Todos recorremos a mecanismos de negação para lidar com situações especialmente perturbadoras, é uma forma de defesa e pode preparar a consciência para o rebate. Eu uso a desvalorização para não soçobrar à realidade. Morreram 200 mas salvaram-se 500. E há dezenas de reconfortantes maneiras de chupar um seixo… Agora, insistir nas virtualidades da austeridade para a recuperação económica de um país e na eficácia dos seus resultados tendo à frente o resumo do estudo coordenado por Carlos Farinha Rodrigues, intitulado “Desigualdade do Rendimento e Pobreza em Portugal – As Consequências Sociais do Programa de Ajustamento”, já não pode ser negação, é perversão sexual. Saborear o produto defecado e insistir em servi-lo aos outros como uma iguaria não é senão uma forma de sado-masoquismo coprofágico.

São conhecidas as primeiras conclusões do documento: o “processo de ajustamento” teve profundas consequências na distribuição de rendimentos em Portugal. Entre 2009 e 2014, os 10% mais ricos sofreram uma quebra de 13% no seu rendimento enquanto os 10% mais pobres tiveram uma quebra de 25%, o que agravou o fosso entre ambos os extremos, ou seja, a desigualdade social.

É que, na verdade, como se refere no dito estudo, a forma como os custos do “processo de ajustamento” foram repartidos entre a população portuguesa constitui um elemento essencial para a caracterização das políticas seguidas neste período. O desemprego delas resultante tornou irrelevantes os paliativos fiscais para os rendimentos do trabalho mais baixos. E, citando, o recuo das políticas sociais (no Rendimento Social de Inserção, no Complemento Solidário para Idosos e no Abono de Família), tanto na sua abrangência como nos montantes atribuídos, alterou significativa e decisivamente as condições de vida das famílias mais pobres.

Ou seja, o discurso oficial da justiça distributiva da penalização dos rendimentos revela-se uma treta absoluta em todo o seu esplendor.

A pobreza disparou, mais cerca de 143.500 pobres – eram, em 2014, números corrigidos, 2,5 milhões de pobres, quase ¼ da população -, como cresceu a intensidade da pobreza e em números que rondam os 30%, atingindo este indicador o valor mais alto desde que há registos desta natureza (2002). O estudo não leva sequer em conta a situação dos 500.000 portugueses que tiveram de fugir de toda esta carnificina programada.

Foi assim, enojado e enjoado, que ouvi ontem o debate parlamentar. Que a política se pode tornar num alucinado exercício de retórica… Mas isto, em bom inglês, já é tomates.

 

 

Portugal tem dos partidos mais ricos da Europa

Notícia do Diário de Notícias.

2015-10-04 Eleições - 230_deputados

Composição do parlamento resultante das últimas eleições

O combate político deveria ser o combate de ideias, não deveria ser o combate de orçamentos de propaganda. E se houvesse uma reforma do financiamento partidário que colocasse em primeiro lugar as ideias?

Proponho o seguinte:

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Viva a Chéquia!

Morreu a República Checa, nasceu a Chéquia!

Manuais Escolares

debater-escola-publica-e1467571337416Há, no nosso país um conjunto de pessoas com uma capacidade fantástica de saberem tudo, sobre tudo. Aliás, há quem diga que a TVI conseguiu colocar um desses a Presidente, mas eu não acredito.

Por maioria de razão, até a Ferreira Leite, por ter sido um dia mãe, achou que podia ser uma excelente Ministra da Educação.

E, trago até si, caro leitor (e cara leitora, para o politicamente correcto, tão em moda) esta reflexão introdutória porque há coisas sobre as quais sou um perfeito ignorante. Não sei falar Castelhano como o Jorge Jesus e estou longe de conseguir miúdas giras como o Pinto da Costa, isto só para citar dois exemplos.

Sobre Manuais Escolares também. É uma daquelas áreas que abordo com algum receio porque me parece que os lugares comuns existentes nas Praças da República deste país não têm permitido uma reflexão séria sobre o modelo. Entendam este texto como um contributo para um debate que poderá e deverá continuar até na caixa de comentários.

Começo por vos deixar a ligação para o site oficial do Ministério da Educação onde podem consultar toda a informação disponível e perceber como está tudo mais que regulamentado. Na prática e para abreviar a prosa, existe um calendário de adopções definido pelo Ministério da Educação, as editoras apresentam aos Professores as suas propostas e depois, em cada escola (ou agrupamento) o grupo de docentes responsável por leccionar cada uma das disciplinas escolhe o manual que entende ser mais adequado. A fase seguinte passa pela aquisição dos respectivos. Agora, no primeiro ano com oferta do Ministério da Educação, com a presença de inúmeras câmaras municipais na oferta de manuais no 1º ciclo, havendo ainda casos em que a colaboração das autarquias com os pais se alarga até ao 3º ciclo. Este envolvimento do governo e do poder municipal na aquisição dos manuais é uma demonstração da dificuldade que esta factura representa para as famílias, a quem compete uma parte demasiado importante desta despesa.

E, a pergunta que quase todos fazem é: não é possível ter uma política de manuais escolares que permita uma despesa menor às famílias? [Read more…]

Tortura nos Comandos?

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Uma investigação do programa Sexta às 9, da RTP, que cita testemunhas e familiares de Hugo Abreu, um dos militares recentemente falecido durante o curso dos Comandos, refere que o jovem terá sido forçado a comer terra quando se encontrava já em convulsões.

Honestamente, não quero acreditar que isto possa ser verdade. Não quero mesmo. Porque se for, é preciso encarcerar, imediatamente, o troglodita responsável. Uma brutalidade destas não é treino, não prepara ninguém para melhor defender a pátria nem honra o exército ou a nação. É apenas cruel e perverso. É tortura. Estamos em Portugal, não em Abu Ghraib. E estamos a treinar Homens, não carrascos.

Foto@DN

Ano lectivo abriu

E não ia ser uma trapalhada por causa dos alunos que tinham saído dos colégios?

A memória na política

Muitos políticos comportam-se como se os eleitores não tivessem memória – e por vezes esse parece ser o caso.

A Persistência da Memória - Salvador Dalí

A Persistência da Memória – Salvador Dalí


 
No tempo do online, repleto de registos de áudio e vídeo e de artigos publicados e republicados, é trivial confrontar as posições do presente com as de há pouco tempo, por vezes com meses apenas, constatando-se que umas e outras estão nos antípodas. Mesmo assim, a facilidade com que se demonstra a posse de um carácter tão sólido quanto o de um junco mole não impede a reviravolta de posição desses políticos, capazes de serem, simultaneamente, um Dr. Jekyll e um Mr. Hyde, sem, no entanto, manifestarem conflito algum.

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“PSD recua e quer manter cortes nas subvenções” *

Rui Naldinho

“É uma reviravolta na posição do PSD, já que o comunicado enviado esta tarde, assinado pelo secretário-geral José Matos Rosa, contraria as declarações feitas pelo próprio no dia anterior à imprensa” – Observador

Começa a perceber-se que este PSD está a tornar-se numa organização disfuncional, sem um rumo e uma ideia que não seja austeridade. Não quer ser Oposição como seria sua obrigação, porque isso obriga a vir a jogo e dar a cara. Caso contrário apresentaria propostas de alterações ao Orçamento e a um conjunto de leis indispensáveis para o funcionamento da República.

Apostou na tragédia Grega, mas parece que falhou. Depois acreditou no inferno, e, esperando que Lúcifer fizesse o seu trabalho, este tarda em dar notícias.
Por fim, com a rentrée política do novo ano legislativo, só vemos gente do PSD desorientada a dar tiros nos pés. Do livro de mexeriquices sórdidas do Saraiva, que era para ser mas já não é, ao dito por não dito às subvenções dos partidos, qual delas a mais desastrada.

Porra! Mas já não há partidos da oposição?

*TSF

Parece que há (mais) um relatório do FMI

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Imagem: PÚBLICO

Este tem a particularidade de, pela amostra, só apontar aspectos desagradáveis para os portugueses e, em particular, de seguir a corrente, à qual a direita se cola, de mais austeridade.

Já tivemos outros documentos do FMI a dizerem o oposto. A questão é porque é que não mereceram o mesmo destaque do relatório hoje divulgado.

Leituras: