Manifesto – Pela Verdade dos Factos

[Blogues de Educação]

Como Professores, membros da comunidade educativa e autores de diversos espaços de discussão sobre educação, temos opiniões livres e diversificadas.

Porém, não podemos ficar indiferentes quando está a ser orquestrada uma tão vil e manipuladora campanha de intoxicação da opinião pública, atacando os professores com base em falsidades.

Tais falsidades, proferidas sem o devido contraditório, por membros do Governo e comentadores, deveriam ser desmontadas com factos e não cobertas ou reforçadas pelo silêncio da comunicação social, que deveria estar mais bem preparada para que a opinião pública fosse informada e não sujeita a manobras de propaganda.

Serve este manifesto para repor a verdade dos factos:

  • O Governo, pelo Ministério da Educação, a 18 de novembro de 2017, assinou um acordo com os sindicatos de professores, onde se comprometeu a recuperar todo o tempo de serviço. É, por isso, falso que essa intenção seja uma conspiração da oposição ou resulte de uma ilusão criada pelos sindicatos de professores.
  • A recuperação total do tempo de serviço também foi proposta pelo PS. O PS, em dezembro de 2017, recomendou a total recuperação do tempo de serviço, conforme se pode verificar no diário da república (Resolução da Assembleia da República n.º 1/2018). É, por isso, falso que o PS nunca apoiou a recuperação integral do tempo de serviço congelado.

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O princípio da igualdade como treta

O modo como a luta dos professores é comentada por uma mole de gente muito, pouco ou nada encartada merece algumas notas, mesmo se a distinção entre os vários tipos é difícil, tal é a ignorância, tantos são os preconceitos: no fundo, o que separa os encartados dos outros é o facto de que os primeiros são pagos para serem igualmente ignorantes.

Manuel Carvalho, o director do Público, regozijava-se, há pouco, na pele de comentador televisivo, com os recuos do PSD e do CDS no âmbito da recuperação do tempo de serviço dos professores. E regozijava-se porque a aceitação das reivindicações dos professores criaria desigualdades relativamente a outros trabalhadores, mesmo dentro da Função Pública.

Outros, diplomados em redes sociais, tão licenciados como Sócrates ou Relvas, acusam os professores de só se preocuparem com os problemas da sua própria classe, reclamando aquilo a que outros não têm direito, insensíveis diante dos dramas alheios. Esta reacção (porque não podemos chamar-lhe pensamento) estende-se a qualquer classe profissional que, de algum modo, proteste ou faça greve.

Vou confidenciar-vos algo da minha vida privada: já sofri várias entorses no mesmo pé. Peço antecipadamente perdão pelo meu egoísmo, pela minha insensibilidade, mas, naqueles momentos, estava tão concentrado na minha dor que não conseguia pensar, por exemplo, numa pessoa que tivesse partido as duas pernas. Mais: confesso que não pensava sequer em pensar. [Read more…]

Colocando as coisas em perspectiva (5)

Muitos têm sido os atropelos feitos nas vésperas de eleições ou a nelas pensar. Cavaco duplicou a função pública para dobrar a maioria absoluta. Guterres inventou as SCUT para, acabado o dinheiro da CEE, poder continuar a apresentar obra eleitoral. Barroso e Santana Lopes sofreram de coito interrompido, tendo aberto o caminho para os disparates de Sócrates e da sua Parque Escolar, o parente pobre que arranjou na ausência do TGV e do aeroporto. Passos Coelho tratou criar as condições para uma tal de economia social.

A lista está muito incompleta mas chega para ilustrar o argumento.

Costa ameaça demitir-se, o que deixaria o governo em gestão até às legislativas, em Outubro. Um governo em gestão está limitado quanto ao que pode fazer, reduzindo as possibilidades de disparates eleitorais. Boas notícias, portanto.

Demita-se, então, Sr. Costa.

A hipocrisia de António Costa

A hipocrisia do Governo neste momento, ao ameaçar com a demissão, não é maior do que a hipocrisia dos últimos anos.
Quando é para meter milhões e milhões não orçamentados nos Bancos, o Governo segue em frente como se nada fosse. O dinheiro aparece sempre e ninguém fala mais nisso.
Ao contrário dos Bancos, neste caso não há efeitos no Orçamento do Governo.
António Costa acaba de jogar uma cartada, última e desesperada, para tentar chegar à inalcançável maioria absoluta.
Mesmo não gostando de História, ele devia lembrar-se que assim perdeu o PS a maioria absoluta em 2009 e que assim poderá perder daqui a uns meses muito mais do que isso.
Embora ele já esteja habituado a perder eleições como se as tivesse ganho.

Inventa outra, ó Costa!

As eleições legislativas estão marcadas para o dia 6 de Outubro.
Se o Governo se demitir, as eleições legislativas serão no dia 6 de Outubro.
Inventa outra, ó Costa, que essa não cola.

Vómito

Agora abriram-se as cortinas para o odioso espectáculo do lamaçal, enriquecido, à direita, pela bílis acumulada nos últimos anos.

A chantagem de António Costa

Não peço apoio aos partidos da geringonça que viabilizam o governo na A.R. com o apoio parlamentar, porque sei que discordam da minha posição. Mas caso os partidos da oposição não concordem comigo, demito-me! É esta a chantagem a que o governo de vendedores de banha da cobra sujeitou hoje o país.

Colocando as coisas em perspectiva (3)

Fonte: Wikipedia

PS a descer, PSD a estancar a hemorragia, restantes partidos estáveis. Só pode correr mal para o PS a partir daqui. Sai uma demissão?

As propostas aprovadas prevêem agora, por um lado, que os 1027 dias sejam reconhecidos (sem efeitos remuneratórios) a 1 de Janeiro. Um outro artigo proposto pelo PSD e aprovado com os votos favoráveis do CDS e abstenção da esquerda prevê ainda que, caso a verba necessária para cobrir os salários não esteja prevista no orçamento deste ano seja registada no orçamento do próximo, suportando efeitos retroactivos ao início de 2019.(…) Na prática, a decisão concentra no próximo ano uma verba de 176 milhões, segundo o Governo, ou de 50 milhões, segundo o PSD. [Negócios]

A sindicância e a bastonária nervosa


“As Ordens Profissionais são associações profissionais de direito público e de reconhecida autonomia pela Constituição da República Portuguesa, criadas com o objectivo de promover a autorregulação e a descentralização administrativa, com respeito pelos princípios da harmonização e da transparência.
As Ordens Profissionais são criadas com vista à defesa e à salvaguarda do interesse público e dos direitos fundamentais dos cidadãos e, por outro lado, a autorregulação de profissões cujo exercício exige independência técnica.
Apenas podem ser constituídas para a satisfação de necessidades específicas, estando expressamente afastado o exercício de funções próprias das associações sindicais (..).
As associações profissionais são entidades de direito público e representam profissões que por imperativo de tutela do interesse público prosseguido, justificam o controlo do respectivo acesso e exercício, a elaboração de normas técnicas e de princípios e regras deontológicos específicos e um regime disciplinar autónomo.”
(Conselho Nacional das Ordens Profissionais).

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Nuno Melo não tem a certeza de que o Vox seja de extrema-direita

E já que os comunistas também não têm a certeza de que a Coreia do Norte seja uma ditadura, parece-me que estão quites.

A Democracia atacada de marcelite

No resumo das notícias de política nacional da RTP

Público, um jornal socialista, ou comunista, ou lá o que é

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A imprensa portuguesa, é sabido, é toda de esquerda. Tirando o Diabo, o Observador e o Angelus TV, é tudo esquerdalho. O Público, diz a narrativa dominante, é dos mais esquerdalhos. Ouvi até dizer que é socialista, ou comunista, que, sendo duas palavras diferentes, têm hoje o mesmo significado. Porque sim.

Duarte Lima foi dirigente, deputado e líder da bancada parlamentar do PSD durante o cavaquismo, ao qual está intimamente ligado. Desempenhou um papel de relevo na fraude do século, o BPN, protagonizada por um conjunto de cavaquistas que, contas redondas, lesaram o país em vários milhares de milhões de euros, parte dos quais garante hoje a quase todos os envolvidos uma reforma dourada, a par com uma ou outra subvenção vitalícia, igualmente dourada. [Read more…]

Foi para isto que se fez o 25 de Abril?

Ontem em dia de sessão solene evocativa do acontecimento, lá apareceu o inenarrável deputado Carlos César falando em nome do partido do governo. Pensando no número de familiares a quem o político conseguiu emprego no Estado, dei comigo a pensar, será que Portugal mudou assim tanto nos últimos 45 anos? Bem sei que talvez não seja caso único, mas este deputado é um símbolo do descrédito que nos merece toda a classe política. Depois queixem-se do populismo…

O 25 de Abril em versão comercial

bisolnatural_25abrilO acto histórico que mais impacto tem nas vida das pessoas da minha geração entrou agora naquela fase sem adjectivos possíveis. Faltam-me mesmo as palavras. Dá-me comichão, ataca-me a tosse.
Talvez o bisolnatural seja mesmo aquilo de que estou a precisar.
Viva o 25 de Abril.

O povo é quem mais ordena?

Lamento arruinar o clima sempre festivo de mais um 25 de Abril, mas o povo não é – nunca foi – quem mais ordena. A cantiga é bonita e inspiradora, arrepia-me porque me transporta para um importante e decisivo momento que, infelizmente, não vivi, mas não passa de um belo verso de um ainda melhor poema.

Não é minha intenção negar as conquistas de Abril. Elas aconteceram, mudaram este país para melhor, libertaram-nos da opressão de um regime desprezível e temos hoje à nossa disposição um conjunto de escolhas e possibilidades que antes nos estavam vedadas. Vedadas ao povo, claro, que às elites económicas e outros aristocratas que gravitavam em torno do salazarismo nunca nada faltou, os não vivessem eles na exacta mesma promiscuidade público-privada da qual ainda hoje nos queixamos. Poucas coisas são tão portuguesas como o compadrio, a corrupção e o tráfico de influências.

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Intoxicação: contra os professores

No Correio da Manhã de hoje, a manchete era aquilo que se vê mais acima. O valor do salário mensal indicado a vermelho é o ilíquido, ou seja, há uma parte daquele valor que não serve para ir às compras ou para pagar uma renda, entre outras actividades lícitas e necessárias. Não sou muito dado a teorias da conspiração, mas qual é o leitor incauto que não pensará que aquele é o valor líquido que 22 mil professores milionários irão receber já a partir de Dezembro de 2021.

O Expresso, citando o Correio da Manhã, anuncia que esse valor será alcançado graças à “contagem de 70% do tempo de serviço”. Os professores perderam quase cerca de 9 anos de tempo de serviço e recuperarão pouco mais do que dois anos. É só fazer as contas e, sobretudo, ler o Decreto-Lei.

O valor noticioso de algo que pode vir a acontecer daqui a dois anos é extraordinário e serve apenas para confirmar que os media estão ao serviço da manipulação da opinião pública. Retiro do facebook do Maurício Brito a análise que se segue. Lapidar. A hiperligação inserida no texto é da minha responsabilidade. [Read more…]

Autarca e Sacerdote

Ricardo Rio, no exercício do seu segundo mandato como presidente da Câmara Municipal de Braga fotografado hoje, no interior do edifício-sede da Câmara Municipal de Braga, no exercício das funções de sacerdote religioso.
O Estado português é laico.
A CMB não é.  Já o sabíamos.

A dinâmica dos mercados de combustível

Nasci e ainda vivi no tempo em que o petróleo e seus derivados, bem como a distribuição de combustível, eram pertença do Estado. Assim foi com Salazar, com Marcelo Caetano, durante o PREC.
Os enormes benefícios com que tentaram convencer de que a privatização dos combustíveis e sua distribuição seria um desígnio do livre mercado, de uma economia desenvolvida que promovia uma salutar concorrência e, daí, uma redução dos preços, vingou, felizmente para muitos.

Ora, felizmente para os que acreditam numa economia desregulada, passámos os últimos dias, às tantas mais uma vez felizmente para os mesmos, com uma luz sempre acesa a alumiar-nos o sinal de reserva dos veículos, enquanto as empresas privadas da distribuição se degladiavam com os seus trabalhadores e vice-versa.
Eu, por mim, aguardo ansiosamente e também talvez mui felizmente, [Read more…]

Crise energética

A presente crise energética em que o país mergulhou por força da greve dos motoristas de transporte de mercadorias perigosas, deixou uma vez mais a nu algumas deficiências estruturais que existem em Portugal.
É inconcebível que não existam oleodutos para assegurar o transporte de combustível das refinarias aos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, obras que seriam muito menos dispendiosas que alguns elefantes brancos construídos nas últimas décadas. Apenas numa lógica de satisfação clientelar, por força de interesses instalados que vivem encostados ao Estado, aliados ao facto deste tipo de obra apesar de estrutural, ser pouco visível e render poucos votos a políticos que preferem inaugurações com direito a banquete e fotos cortando fitas… [Read more…]

A direita incapaz de se livrar do diabo

Agora foi Cavaco Silva que surgiu a auspiciar algo de grave lá para 2050, mas o que constato é que, infelizmente, de há uns largos anos a esta parte, a direita não oferece nenhuma ideia positiva de governação, remetendo-se ao papel de lançar medos de um futuro que nos esmagará! Não há uma luz futura, um caminho que não seja de trevas e que não nos conduza a um abismo de labaredas infernais!

Gus Fink – Clown Apocalipse

Isto não é oposição, é um portefólio de profecias de demoníacos apocalipses!

Quanto custa a recuperação do tempo de serviço dos professores?

Em Julho de 2018, os sindicatos e uma grande quantidade de professores resolveram que era preciso trair a luta pela recuperação do tempo de serviço sonegado à classe docente, porque havia férias e porque as negociações seriam retomadas num Setembro que traria uma vitória quase certa e bronzeada.

Foi o que se viu. O governo insistiu em pagar uma parte da dívida que tem para com os professores, fingindo que está a ser generoso.

Na altura da traição, governo e sindicatos concordaram em criar uma comissão para saber quanto custaria recuperar o tempo de serviço docente. Apesar de não haver, até hoje (e para sempre), conclusões, o governo tem continuado a propagar a ideia de que isso implicaria um custo de 600 milhões de euros, com os sindicatos a fazer algum barulho para que não se note o silêncio.

Finalmente, um grupo de professores resolveu fazer o trabalho que o governo, os partidos e os sindicatos não quiseram fazer, facto que, finalmente, teve alguma repercussão nos jornais e na blogosfera. Ficam aqui algumas ligações, caso alguém queira informar-se. Para os mais preguiçosos, fica já um spoiler: o custo é bastante inferior ao anunciado por António Costa. Mais: mesmo que não fosse, as dívidas são para se pagar.

Louve-se o trabalho desenvolvido pelo Maurício Brito e pelo Paulo Guinote.

Revista SábadoQuanto custa compensar 100 mil professores pelos 9 anos de serviço?

Correio da Manhã – Tempo de serviço dos professores custa 320 milhões de euros por ano

Contas a sério – Maurício Brito

Sempre soubemos que o valor é apenas um pretexto – este texto é mais uma análise lúcida do Paulo Guinote e inclui, no final, um print screen de uma polémica entre o Maurício Brito e o Camilo Lourenço no facebook. Aqui, no Aventar, alguns autores já têm escrito sobre Camilo Lourenço, pelas piores razões, as únicas para se escrever sobre a triste figura.

A farsa do rating

O jornal Expresso avançou ontem que o Estado português paga a um consultor francês para fazer lóbi junto das agências de rating. Os plebeus convencidos que a economia e os mercados, acima das paixões e defeitos do comum dos mortais, funcionam sem necessidade de intervenção humana, e, vai-se a ver, é preciso sustentar um antigo economista-chefe da Moody’s para interceder pelo país junto dos terroristas de colarinho branco que comandam as agências de rating.

O 69 das reformas

A notícia aparece com declinações diversas. De facto, a encomenda do estudo sobre a sustentabilidade da Segurança Social que propõe que a reformas passem a ser aos 69 anos é da prestimosa Fundação Francisco Manuel dos Santos e não do Instituto de Ciências Sociais, como rezam algumas notícias. O coordenador do estudo pertence, de facto, àquela instituição, mas isso é tudo. De resto, faz aquilo para que lhe pagam, servindo os interesses do encomendante do estudo: criar insegurança e as condições subjectivas que sirvam a gula de bancos e companhias de seguros. Reconhecemos este tom; era o que dominava o discurso do poder durante o governo anterior. Um espécie de terrorismo social em versão português suave que leve as pessoas a comportar-se como os mandantes querem, canalizando as suas parcas poupanças para produtos de aforro privados – para não falar na sonhada via de privatização da própria Segurança Social. A estratégia das alcateias ao atacar rebanhos.

Como me atrevo a ir tão longe nestas considerações sem ser especialista? Não é difícil. É estar atento ao que o estudo diz – as receitas do costume – e, sobretudo, ao que omite – como seja uma mudança estratégica ao nível fiscal, uma abordagem séria do financiamento da Segurança Social. Até lá, ficamos sujeitos à pressão dos estudos que, no nosso país, tantas vezes substituem a razão ou um simples fundamento de legitimidade democrática. Assim, os famosos estudos sempre aparecem do mesmo modo que as estratégias de publicidade: se é necessário vender produtos, não se lhes demonstra o valor objectivamente mostrando-se as suas qualidades; cria-se nos consumidores a necessidade subjectiva de os possuírem, mesmo que isso não lhes sirva para nada. Se se querem obter certos comportamentos sociais e políticos, um das vias é muito semelhante; mas chama-se-lhes estudos. Sempre é outro nível.

Deputados de outro patrão

O Diário de Notícias avançou ontem que cerca de um quarto dos deputados portugueses trabalha para outro patrão que não o povo e o Estado português. Desses 59 deputados em regime de não-exclusividade, a maioria exerce advocacia, sendo que muitos deles representam escritórios com interesses que, não raras vezes, estão em conflito directo com o Estado e o país. Outros são avençados do Estado e das diferentes autarquias, participando, directa e indirectamente, nos mais variados negócios e na produção de leis. Outros ainda, que não são advogados, trabalham para empresas com interesses em comissões parlamentares das quais fazem parte. Mas não se passa nada. O problema são os familiares e os boys do bloco central. Os impolutos deputados que decidem sobre o nosso dinheiro, em função dos interesses de outros patrões, são para ser deixados em paz. Era o que mais faltava, não poderem fazer pela vidinha com o dinheiro da malta que vive acima das suas possibilidades.

Cavaco Silva, um moralista com pés de barro

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Imagem via Expresso

Sempre moralista, sempre igual a si próprio, Cavaco Silva tentou cavalgar a onda de indignação que vem incendiando o país, à medida que as revelações sobre a monarquia governamental socialista se foram avolumando. [Read more…]

Orgulhosamente sós!

Mais de 50 anos separam este discurso deste: “Portugal não deve ter problemas em ficar isolado sempre que isso corresponda à defesa de um interesse vital” . Enfim.

Endogamia social-democrata

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Se julgava que o FamilyGate socialista era uma novidade no panorama político português, caro leitor, lamento informá-lo que estava enganado. A prática parece remontar (pelo menos) aos anos do cavaquismo, durante os quais inúmeros ministros e secretários de estado, como o spin master Marques Mendes ou o incorruptível Dias Loureiro, nomeavam entre si as suas esposas, para cargos nos gabinetes dos seus companheiros de partido. Exactamente o que está a acontecer agora com o governo socialista.

Se hoje temos o casal Eduardo Cabrita e Ana Paula Vitorino no conselho de ministros de António Costa, no passado tivemos os irmãos Leonor e Miguel Beleza no conselho de ministros de Cavaco Silva. Se hoje temos Vieira da Silva e a sua filha, Mariana, no executivo governamental, na era cavaquista tínhamos Diamantino Durão e o seu filho, Durão Barroso. [Read more…]

A arte de destruir a Linha do Douro

miradouro

[Luís Almeida]

Ao longo dos anos, os pseudo ferroviários que administram e definem politicamente as orientações do setor tem-se revelado muito criativos na “arte” de destruir a oferta comercial de linhas ferroviárias um pouco por todo o país.
E quando se pensa que já se viu de tudo, percebe-se que a imaginação não tem limites.
Em 2016, os operadores fluviais do Douro deixam de usar o comboio por falta de fiabilidade e condições de conforto da oferta ferroviária. São os parâmetros mínimos de um transporte ferroviário de sucesso. Estima-se que 30 mil passageiros passaram do comboio para os autocarros.

Em 2017, a CP reage, por pressão dos operadores interessados em vender um produto no Douro que tenha… Douro! Assina-se pomposamente um protocolo em Janeiro e um novo comboio, exclusivo para operadores, começa a circular em Maio. Os mesmos operadores exigem que o mesmo se prolongue até ao Pocinho, a CP não acede mas percebendo finalmente a importância dessa parcela de turismo e a reboque de tudo o que há décadas se faz na Europa em matéria de turismo ferroviário e que se traduz em relevantes receitas para as empresas, lança o Miradouro até ao Tua. [Read more…]

Quando Seixas da Costa, o embaixador pistoleiro, andava aos tiros a jornalistas

Depois de ter chamado javardo a Sérgio Conceição, aos portistas e aos sportinguistas apoiantes de Bruno de Carvalho, o embaixador Seixas da Costa veio admitir que provavelmente não escolhera bem as palavras.

É uma constante, de resto, na vida desta personalidade pouco diplomática: a má escolha das palavras e das acções.

Que o diga o jornalista Simões Ilharco, que em 1975 levou um tiro. Seixas da Costa deixou-o entre a vida e a morte.

Muita sorte teve Sérgio Conceição. Desta vez, o embaixador pistoleiro ficou-se pelas ofensas verbais.

Pouco certeiro no tiro a Ilharco, que ainda assim escapou, Seixas da Costa foi bem mais certeiro nos seus disparos politicos. Com um único tiro junto do ICOMOS, assassinou a Linha do Tua em nome de uma barragem que interessava a muita gente.

Interessava ao Governo PS, que em 2017 o nomeou para o Conselho Geral da RTP. Interessava à construtora Mota-Engil, que o convidou para administrador da empresa. Interessava à EDP, que também o convidou para seu administrador.

É hoje tudo isso e ainda administrador da Jeronimo Martins e opinador em tudo o que é sítio.

Não há almoços grátis e Seixas da Costa sabe-o melhor do que ninguém. Ele e a generalidade do PS, que neste tipo de promiscuidades consegue ser ainda pior do que o PSD.

Os outros? Os outros são uns javardos.

 

 

 

As 33 perguntas que o Aventar gostaria de fazer ao Presidente da República


No âmbito das comemorações dos 10 anos do Aventar, o nosso blogue convidou o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, para uma entrevista em data aberta, ou, em alternativa, para um texto de opinião a ser publicado pelo Chefe de Estado.
Dado que ambas as hipóteses foram recusadas, o Aventar aproveita o dia do seu aniversário para publicar em forma de post as perguntas que gostaria de fazer ao Presidente da República.
Por ser um trabalho colaborativo, que contou com a participação dos vários autores do blogue (e que aguarda também a participação dos leitores), optámos por não seguir qualquer critério na ordenação das perguntas. [Read more…]