Os homens que odeiam as mulheres

As mulheres no geral não são muito racionais, nem sequer têm a capacidade de compreender o bem comum, o bem da nação.

Mas isso não é necessariamente mau, eu não estou a fazer um ataque às mulheres, é importante perceber isto. Isto é da natureza da mulher.

Não há problema em a mulher ser assim. Eu não quero dar a decisão do futuro do meu país às mulheres. Eu acho que elas não têm essa responsabilidade. Porque estão biologicamente desenhadas para ter um filho, para agarrar num filho, para cuidar de um filho, não é para tomar decisões importantes para o futuro de um país.

É bastante consensual que os homens são geralmente mais inteligentes que as mulheres, por isso é que eu acho que só os homens mais inteligentes é que devia votar, como acontecia na Grécia Antiga.

 

Já estiveste em alguma sala com 15 mulheres para ver se acabavam as guerras? Elas fazem guerras entre elas naturalmente. Se eu tiver aqui com 15 homens não há guerra nenhuma nem conflito nenhum. Se tiverem aqui 15 mulheres sozinhas, uma é porque tem o cabelo de uma cor, a outra pintou as unhas, a outra passou à frente na fila, a outra anda com um namorado qualquer. Elas criam conflitos por tudo, as mulheres. Para se entreterem.

 

O voto universal não faz sentido. Eu acho que só deviam votar homens portugueses com propriedades. E mulheres não. Eu acho que mulheres não faz sentido que votem. Desde que demos o voto às mulheres, foi a pior coisa que fizemos nos últimos 100 anos na civilização ocidental. Eu não tenho problema nenhum e dizer isto, julguem-me à vontade, eu sei que estou certo.

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Isto não é Portugal

Imagina seres um emigrante português em Genebra, na Suíça.
Nem precisas de ser um daqueles imigrantes que fugiu à ditadura. Imagina que foste um dos que emigrou para lá durante a crise financeira da década passada.
Mas não és assim tão diferente dos emigrantes dos anos 60 e 70.
Também tu foste para lá com uma mão à frente e outra atrás, fazer o trabalho que os suíços já não queriam fazer. E continuam a não querer. Na agricultura, na construção, a limpar hotéis ou a descarregar contentores. Sempre de forma honesta e empenhada.
Apesar de trabalhares no duro, de pagares os teus impostos e de teres uma postura irrepreensível, levaste com propaganda da extrema-direita suíça, que te retrata como uma ovelha negra e quer que “voltes para a tua terra”.
(Soa-te familiar?)

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As bolotas e os porcos

Falava uma deputada do Partido Socialista. Falava e enquanto falava acusava o partido Chega de ser racista e xenófobo. Indignados, os deputados da agremiação tasqueira, pediram a palavra: para dizer que é uma ofensa serem chamados de racistas é xenófobos.

A deputada do Partido Socialista que falava é, só por acaso, negra. Como o é, o deputado Filipe Melo, do Chega, mais conhecido como Bidão Galo, por ser largo e transpirar azeite, decide mostrar que não é nem racista nem xenófobo, atirando um “vai para a tua terra” à deputada socialista.

Eva Cruzeiro, deputada do Partido Socialista.
Imagem: Expresso

Ora, a deputada Eva Cruzeiro nasceu em Portugal, tem origens angolanas e cresceu no Seixal. A menos que o ‘deputedo’ chegano queira que Eva Cruzeiro volte ao Seixal, não estou a ver o que mais pode confirmar o racismo e a xenofobia da seita aventurada transformada em bancada ‘para-lamentar’.

Isto ainda vai piorar: para já, a violência é só verbal. Mas tem vindo a escalar, porque o que interessa é ser notícia, aparecer e “mal ou bem, falem de mim”. Filipe Melo, o deputado que deve mais de quinze mil euros ao fisco, já fez as figuras todas da extrema-direita: já foi machista, já foi homofóbico, já foi racista e já foi xenófobo. Agora, só lhe falta ser anti-semita… mas desconfio que quem arrisca o seu dinheiro no Chega não lhe dê autorização para tal. Durante a troca de palavras, Melo levantou-se e estacionou a sua figura de Barrosão na escadaria entre a bancada da seita que representa e a bancada do partido que representa o quase-governo; a estratégia de intimidação é óbvia e não é nova: levantar a voz, primeiro; levantar-se do lugar, a seguir; aproximar-se do inter-locutor, pressionando-o… e já só falta o próximo passo, o qual todos sabemos qual será.

Filipe Melo, deputado chegano. Imagem: Chega.

Quando a nulidade que temos como presidente da Assembleia da República disse que se pode dizer o que se quer e o que bem nos apeteça na casa da Democracia, não antevendo que quem é tolerante com intolerantes acaba comido pelos segundos, a estória já estava escrita: se a carta é branca e a deputada é negra, “vai para a tua terra” é tão legítimo como qualquer outro argumento, até porque o Aguiar é Branco.

O Chega clama por Salazares. Chora por estados novos. Vocifera contra a indisciplina. E fá-lo porque sabe que toda a autoridade está incumbida de branquear as práticas anti-democráticas, inconstitucionais, criminosas e cleptomaníacas do partido de Um Homem Só, qual União Nacional modernizada.

Quando a autoridade é uma bolota, acaba a ser comida pelos porcos.

Aguiar, o Branco. Imagem: SIC Notícias.

A iniciativa iliberal de Cotrim de Figueiredo

Cotrim de Figueiredo podia ter escolhido qualquer um para seu mandatário.

Podia ter escolhido um liberal.
Podia ter escolhido um moderado.

Escolheu José Miguel Júdice, um radical ligado ao MDLP, a organização de extrema-direita que deu respaldo a assassinatos políticos e atentados terroristas na década de 70.

É uma opção legítima, esta de Cotrim e da IL. Só não é lá muito liberal. Algo que, infelizmente, surpreende cada vez menos.

Burcas e outros adereços performativos

Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas e a lenço para a cabeça

Acho que já podemos parar de fingir que esta decisão de proibir as burcas tem alguma coisa a ver com o bem-estar das mulheres muçulmanas.

Porque isto partiu dos mesmos que querem a mulher recatada, obediente e do lar.

Dos que enchem a boca para falar de segurança e a seguir assobiam para o lado quando são confrontados com os números da violência doméstica.

E foi parida no mesmo partido onde há quem defenda a remoção dos ovários das mulheres que decidam abortar, a ponto de levar a proposta a congresso e receber o apoio de 15% dos delegados.

O mesmo partido que construiu um altar ao abusador e possivelmente pedófilo Donald J. Trump, cujo regime autoritário em construção acelerada abafou o caso Epstein.

E porque, se estas mulheres forem casadas com fanáticos, deixarão simplesmente de sair de casa.

Podemos parar a encenação, não acham?

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Salazar é o maior bandido da História de Portugal

O populista-mor da actual república e entrevistado semanal das televisões portuguesas afirmou que são precisos, não um, mas três Salazares para combater a «corrupção», a «impunidade» e a «bandidagem» do país.

Faz parte do manual do populista propagar a ideia de que há caos, as papas e os bolos com que se deixam enganar os tolos.

O Salazar elogiado pelo autoproclamado combatente da corrupção e da bandidagem governou Portugal durante 36 anos e 82 dias, entre 1932 e 1968, até bater tardiamente com a cabeça.

Durante o seu governo, distribuiu cunhas e favores, criou e alimentou uma polícia política, contribuiu para a miséria geral de um país descalço, colaborou com pedófilos, atirou o país para uma guerra colonial que tirou vidas mesmo a quem não morreu nela, falsificou eleições, alguém que foi, enfim, um mafioso que mandou num país (governar um país é outra coisa). Portugal foi roubado e torturado durante quase trinta anos por um bandido chamado Salazar – não há nenhum bandido que tenha actuado durante tanto tempo, com a vantagem de mandar na polícia.

Quando alguém vê nesta figura sinistra virtudes de governante não merece consideração, como não merece consideração quem vota nele. É gente que gosta de bandidos no poder, mesmo que não tenha consciência disso. É realmente importante combater esta bandidagem.

Pinto Balsemão e a doentia obsessão dos portugueses por Marcelo Rebelo de Sousa

Efectivamente, até na morte de Francisco Pinto Balsemão. Esta contínua e doentia obsessão dos portugueses por Marcelo Rebelo de Sousa pode traduzir-se em imagens. Quereis uma actualíssima imagem desta doentia obsessão?

Ei-la:

Diário de um chegano (4)

Diário másculo e viril

 

O almirante Gouveia e Melo, ainda e vergonhosamente candidato a Presidente da República, insinuou que os portugueses não têm um gene especial, como se houvesse alguma coisa portuguesa que não fosse especial também geneticamente.

Como este diário não serve para propagar propaganda enganosa, aqui deixo alguns ensinamentos, mesmo sabendo que o nosso André irá ganhar as eleições presidenciais com 600 % dos votos expressos.

O português, como toda a gente sabe, descende directamente dos lusitanos, um povo que vivia para os lados de Folgosinho e comia com frequência no restaurante Albertino, para descansar das cargas de porrada que dava aos romanos, às duas e três vezes por semana nos Montes Hermínios.

Alguns esquerdalhos apaneleirados tentam convencer-nos de que passaram por aqui demasiados povos para que tenhamos genes bem definidos. É não saber o que é um lusitano. Um lusitano não andava metido com malucas de outras raças, um lusitano só tinha relações com lusitanas, que não tinham nada de malucas, eram umas senhoras. É verdade que passaram por aqui gajas de outras raças, sempre desejosas da potência lendária dos lusitanos, mas o lusitano sempre foi forte, ciente da necessidade de manter a pureza da raça, um lusitano não se mistura, não desperdiça a sua semente. [Read more…]

Diário de um chegano (3)

Querido diário com eles no sítio

 

Anda a esquerdalhada flotilhesca toda excitada com a saída do Gabriel Mithá Ribeiro, que, ainda por cima, anda a dizer mal do nosso André.

É preciso analisar a situação com testosterona e voz grossa. Começo por dizer que nunca gostei muito do dito Gabriel, porque Ribeiro ainda vá, mas Mithá é mesmo nome de quem quer violar as nossas mulheres e dançar mapiko, porque é preciso não esquecer que o Gabriel nasceu em Moçambique.

É verdade que, quando nasceu, Moçambique ainda pertencia ao país certo, mas depois resolveu sair do império português, para desgraça de todos os criados que tinham a sorte de servir os portugueses em África. O próprio Gabriel teve o desplante de estudar e de tirar um curso em vez de ficar para mainato.

Além disso, o Mithá (para mim, deixou de ser Ribeiro e está quase a deixar de ser Gabriel) não é certo: primeiro, o racismo tinha acabado; depois, disse que o racismo tinha voltado. Durante algum tempo, dizia que o nosso André era o maior, agora diz que é tóxico e narcísico, como os esquerdalhados costumam dizer, tudo palavras que até fazem um gajo começar a cantar músicas da Gloria Gaynor, não é como o nosso André, que amava tão masculinamente a sua coelha Acácia.

Diário de um chegano (2)

Diário macho

 

Foi com a alegria de um membro da Mocidade Portuguesa que pude ver o nosso André a regozijar-se com um jovem que, com ardor lusitano, mostrava o seu ódio aos estrangeiros que vêm para o nosso país preguiçar, violar as nossas mulheres e que recebem um subsídio mal saem do mar, depois de virem a nado desde Bombaim. Quando uma criança grita que é preciso mandar embora os estrangeiros, ergo as mãos e canto graças, porque está no bom caminho: quando acabar os trabalhos de casa (primeiro, os trabalhos de casa), irá cuspir em pretos e bater em homossexuais ou vice-versa, desde que cuspa e bata.

Foi também com enorme gáudio que vi a nossa Ritinha a divertir-se na presença de jovens que chamavam “gatuno” a Luís Montenegro. A minha cunhada, que é da corja esquerdalha e até nem gosta do Montenegro, veio dizer que não se pode andar assim a insultar pessoas, mas nós, no nosso partido, não temos medo das palavras, não queremos palavras que escondam. É por isso que nosso André fala em “bandidagem”, que é para toda a gente entender. Há quem diga que só se passa a ser “gatuno” quando isso é provado em tribunal, mas nós sabemos bem que os tribunais fazem parte do sistema corrupto que protege sempre os mesmos há 50 anos.

Além disso, só complicam – quando mandarmos nisto, nem vamos precisar de tribunais. Perguntamos ao nosso André, que é um perdigueiro de bandidos. Mostramos-lhe uma pessoa e ele dá logo a sentença e manda aplicar a pena. Mais: só não vê um gatuno quem não quer ver. É tão simples: ou tem a pele escura ou não é do Chega.

Isto da pele escura, a propósito, faz-me pensar que é perigoso uma pessoa ir de férias. O meu vizinho foi daqui branquinho e, quando voltou, todo bronzeado, via-se mesmo que era um gatuno, pronto a vender tapetes, a violar as nossas mulheres e a fritar chamuças ao mesmo tempo, porque os monhés, por causa daquela deusa com muitos braços, conseguem fazer tudo ao mesmo tempo.

Já me disseram que falo muito de os imigras violarem as nossas mulheres, mas eu bem vejo que a minha tem muitas saudades do Sandokan, que era um preto claro que batia nos brancos e andava metido com uma loura. Depois digam que não tenho razão.

Contra o Orçamento do Estado para 2026

When the band first started, I went for a vocal approach that was rhythmic and spoken, but sometimes unleashed, because of all the different guitar tunings we used.
Kim Gordon

Ministro das Finanças entregou OE no Parlamento (foto: Rui Gaudêncio)

Ontem, um dia antes da data prevista, o Governo apresentou a proposta de Orçamento do Estado para 2026 (OE2026). É sabido que em 20122013201420152016201720182019, 20202021, 2022 [1] e [2], 2023, 2024 e 2025 as coisas não correram bem. Prevê-se que, para 2026, tudo esteja como dantes. Recorde-se que, nas palavras do Governo, a Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2026 é um dos documentos políticos e legislativos mais importantes da vida colectiva de Portugal (e das “vidas individuais das pessoas e empresas”), por isso, “é urgente, inadiável e uma exigência categórica de transparência, a apresentação e explicação aos portugueses do seu conteúdo”.

Sem mais delongas, vejamos alguns exemplos do Relatório (pdf), para compreendermos um bocadinho melhor aquilo que efectivamente se passa no mundo ortográfico português: [Read more…]

Diário de um chegano (1)

Diário de raça lusa (“querido diário” é coisa de paneleiragem rafeira, não da raça pura lusitana)

 

Fiquei com o sangue a ferver de fervor patriótico, quando o nosso venturoso líder lembrou, e bem, que até pode haver problemas em Gaza, mas que aqui na Moita as pessoas também passam muito mal. Até pode ser que haja por lá milhares de mortos, mas o que é nós temos a ver com isso? Além disso, enquanto morrem não imigram para cá, para nos roubar os empregos, violar as nossas mulheres e obrigar-nos a comer carneiro com bedum. Nós somos lusitanos e machos e, se é para violar as nossas mulheres, estamos cá nós, nunca precisámos que viessem substituir-nos. Quanto ao emprego, o meu é tão mau que até devia ser dado a um imigra.

Se eles vierem, ainda sou capaz de lhes dar a morada da minha cunhada, que é uma esquerdalha comuna, que está sempre a falar em empatia e a dizer-me que eu devia ter vergonha de ser um grunho, porque até tirei um curso. Está sempre a dizer-me que vou todos os domingos à missa, mas que de cristão não tenho nada, como se eu não soubesse que o primeiro dever de um cristão é aviar mouros, pretos e paneleiros, gente que nem um touro sabe pegar. E toda a gente sabe que Deus escolheu o Trump e o Ventura, que assim podem trabalhar por turnos.

As outras da flotilha foram meter-se no meio da confusão e, como é costume nas gajas de esquerda, estavam mesmo a pedi-las. Agora, queixam-se de maus tratos, quando toda a gente sabe que estavam financiadas por terroristas que mataram e matam milhares de pessoas, não é como o exército israelita, que também mata milhares de pessoas, mas são pessoas que merecem ser mortas.

Agora vou dar sangue, que é para poderem fazer transfusões, a ver se a raça portuguesa fica forte como o Pichardo ou o Nader, lusitanos puros.

Jane Goodall e André Ventura

Podemos escolher várias palavras e expressões para designar a morte de alguém. Podemos dizer que morreu, que foi para o outro mundo, que dorme o sono eterno, podemos dizer que nos deixou. Jane Goodall deixou-nos.

Quando morre alguém que deu exemplo de tanta generosidade e dedicação, que olhou para diferentes como semelhantes ou para semelhantes como iguais, ficamos abandonados à sorte de uma humanidade que continua a revelar-se animalesca, verificando-se, nos últimos tempos, uma  revalorização do ódio, uma perseguição do outro, a obsessão da identidade nacional como desculpa para a agressão.

Jane Goodall deixou-nos sozinhos diante de uma multidão que vive maravilhada com símios que descobriram que mostrar constantemente os caninos dá votos.

No tempo do Salazar é que era bom

Citando:

De acordo com os dados recolhidos nos Censos de 1970, um em cada quatro portugueses (25,6%) era analfabeto. Essa percentagem de pessoas que não sabem ler nem escrever foi baixando ao longo das décadas seguintes: 18,6% em 1981; 11% em 1991; 9% em 2001; 5% em 2011; e 3,1% em 2021.

Também é verdade que, em 1970, cerca de 68% das casas não tinham duche ou banho, 53% não tinham água canalizada e 42% não tinham instalações sanitárias.

De resto, nesse mesmo ano da morte de Salazar, a taxa de mortalidade infantil registada em Portugal era uma das mais elevadas da Europa: 55,5‰, isto é, morriam 55,5 crianças com menos de um ano de idade por cada 1.000 nascimentos. Em 2024 fixou-se em 3‰, uma das mais baixas do mundo.

Sublinhe-se neste âmbito que, em 1970, apenas 38% dos partos ocorriam em estabelecimentos de saúde.

Efectivamente.

Ceci n’est pas un Bürger

Alguém lembrou o festival do marisco, nos Camarões, mas aguardem a fúria do Ventura quando Marcelo anunciar que vai a um certame em Cheddar ou Yorkshire, a uma ‘vernissage’ em Champagne ou de férias para Chantilly. Isto para não falar do próximo encontro luso-brasileiro, pensado para Limão, Palmitos, Polvilho ou Jaboticaba. Esperemos sobretudo que nada o leve a Damasco, ou a Lima, no Peru. Bolonha ‘mai’, apesar de lhe agradar a Meloni mas Frankfurt ou Hamburgo é que nunca mesmo, que o germanófilo de Mem Martins já saiu escaldado de Berlim.

André Ventura ESMAGA-SE a si próprio

Apoiantes do Chega divididos entre a liberdade de expressão desbragada de André  Ventura e o 'respeitinho é muito bonito' dos seus detratores - Expresso

Cartoon: Nuno Saraiva

André Ventura, como populista que é, usa tudo o que pode para pôr as redes sociais a arder. Porque é, politicamente, um incendiário e um completo irresponsável, que não olha às consequências da sua demagogia, prejudique quem prejudicar. Todos os meios justificam o único fim que lhe interessa: poder absoluto.

Sendo o extremista que é, não será de admirar a figura absolutamente ridícula que ontem fez, e que agora transcrevo para vocês. Disse Ventura:

“Pessoal, vocês não vão acreditar, eu acho que ninguém vai acreditar, eu próprio tenho dificuldade de acreditar que isto que eu tenho aqui é verdade. Vocês sabem que o Parlamento português aprovou hoje uma deslocação do Presidente da República – pá, eu tenho que olhar para isto bem que eu tenho que ter a certeza disto – para ir com os nossos impostos e o nosso dinheiro à Alemanha a um Burgerfest. A um festival de hambúrgueres. O CH votou contra, como é evidente, isto é uma bandalheira, mas sabem porque é que isto passa, porque é que estas coisas passam? Porque vocês não sabem disto, vocês não se revoltam com isto porque não sabem. Então eu vou-vos dizer isto: o Parlamento aprovou hoje a ida do nosso Presidente da República, a nossas expensas, às vossas expensas, à Alemanha, a um festival de hambúrgueres. Agora digam o quão ridículo isto é. O quão estúpido isto é.”

Marcelo foi convidado para estar no Bürgerfest 2025, um evento anual realizado na residência oficial do presidente alemão, que celebra o trabalho voluntário e o envolvimento cívico dos cidadãos. E Portugal é o país homenageado na edição deste ano. Bürgerfest significa, literalmente, Festa do Cidadão. Numa coisa, Ventura tem razão: isto é mesmo ridículo. E estúpido. Mas só porque Ventura não conseguiu evitar a diarreia mental.

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A propósito dos incêndios e do “conhecimento do território”

Que nous cherchions le sens du mot latin arbor ou le mot par lequel le latin désigne le concept « arbre », il est clair que seuls les rapprochements consacrés par la langue nous apparaissent conformes à la réalité, et nous écartons n’importe quel autre qu’on pourrait imaginer.
–Saussure (1916)

***

Há poucas horas, soube que o “conhecimento do território” (conceito extremamente vago) foi aduzido algures enquanto trunfo para discussões televisivas de canais portugueses entre leigos. Convém conhecer as árvores do território, sim, mas igualmente ler os relatórios (os políticos não lêem relatórios, como a nossa experiência com o AO90 explica).

Além disso,  como sabemos, uma árvore é um amigo.

Siga:

Arderam, em 2017, cerca de 1,4% dos espaços que tinham sido considerados como urbanos, no IFN6, em 2010. As percentagens referentes a cada uma das utilizações secundárias indicam que são o pinheiro‑bravo e o eucalipto as espécies que, em ocupação secundária das áreas urbanas, mais fazem aumentar a probabilidade de o espaço urbano arder (12,5 e 9,4% respeCtivamente). Valores intermédios (entre os 2 e os 3%) correspondem a situações de mato, de carvalhos, de castanheiros, ou de outras folhosas, ou a culturas permanentes (olival, vinha, pomar), com percentagens de 2,1%, de 2,8% e de 3% respeCtivamente. Percentagens mais baixas encontram‑se em situações em que as ocupações secundárias são pinheiro‑manso, outras resinosas ou sobreiros (0,9%), culturas temporárias ou pastagens de sequeiro (1%) ou, ainda mais baixa (0%) nas pastagens de regadio.
— AVALIAÇÃO DOS INCÊNDIOS OCORRIDOS ENTRE 14 E 16 DE OUTUBRO DE 2017 EM PORTUGAL CONTINENTAL RELATÓRIO FINAL (pdf) (link)

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Assegurado o normal funcionamento das instituições bancárias

O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!

A integração do CH no sistema segue dentro de momentos

Lina Lopes foi militante do PSD, eleita deputada pelo círculo de Lisboa em 2019 e 2022. Antes disso esteve no SINDEP, e, posteriormente, na direcção da UGT.

Na eleição de 2024, o jogo de cadeiras no interior da AD atirou-a para lugar inelegível. E foi então que Diogo Pacheco Amorim, o deputado do CH que outrora integrou o MDLP, organização ligada ao terrorismo de extrema-direita no pós-25 de Abril, a convidou para o seu gabinete parlamentar.

Ou, como se diz em linguagem Chega, “ofereceu-lhe um tacho à girl, pago pelos contribuintes”.

Uma vergonha, portanto.

E, como aconteceu a tantos ex-PSD, foi escolhida pela unipessoal de André Ventura para ser candidata à CM de Setúbal. Decisão revertida quando surgiu a acusação de que terá recebido um “apoio financeiro” de um empresário da cidade, que incluiu almoços, jantares e até lanches grátis, um empréstimo no valor de 20 mil euros e até a compra do carro de Lina Lopes por um valor acima de 38 mil euros.

Não sei quanto a vós, mas fico com a sensação de que o CH está a integrar-se de forma muito rápida e plena no tal sistema que alega combater. As suas principais figuras chegam do PSD, os seus financiadores vêm das famílias mais ricas e poderosas do país, as tramoias sucedem-se, como se sucedem os tachos, e, aparentemente, vale tudo para chegar ao poder.

A farsa anti-sistema já só engana os tolos. Como papas e bolos.

À frente dos portugueses, prioridade aos boys…

O antigo CEO da Spinunviva tem plena consciência da gravidade dos incêndios que assolam Portugal. Tanto assim é que hoje pediu ajuda internacional e cancelou as férias. Perguntará algum leitor distraído, porque não o terá feito anteriormente, quando se sabe há alguns dias que a situação é catastrófica? A resposta é simples, porque estava agendada para ontem a festa do Pontal, o país está em vésperas de eleições autárquicas, o Primeiro-Ministro também é líder do PSD e não se poderia dar ao luxo de cancelar o maior evento anual do circuito pimba do azeite e carne assada, que contou com a esmagadora maioria dos membros do governo e candidatos às autárquicas…

 

Chamar xenófobo e racista a um xenófobo e racista é um insulto?

Segundo parece houve, recentemente, até na direita democrática,

(temos de acreditar na possibilidade de que há uma direita democrática)

um certo regozijo porque André Ventura terá arrasado Filipe Costa Santos numa entrevista conjunta na CNN.

Na realidade, André Ventura fugiu a duas perguntas incómodas, limitando-se a criticar o comentador, tendo este considerado que o líder do Chega é xenófobo e racista. Ventura, especialista em demagogia, considerou que essas duas classificações constituem insultos ao partido e aos eleitores do partido.

Vamos por partes.

  1. Se se considerar que alguém é racista e xenófobo, não há eufemismo que lhe valha.
  2. “Racista” e “xenófobo” poderão ser usados como insultos, mas apenas no caso de os visados não serem racistas nem xenófobos.
  3. O facto de o Chega ser o segundo maior partido não serve para provar que não é xenófobo nem racista.
  4. O mesmo facto referido no ponto anterior pode levar-nos a pensar na possibilidade de que, em Portugal, há, pelo menos, um milhão e meio de xenófobos e de racistas.
  5. O Chega, os seus militantes e os seus eleitores poderão, se quiserem, tentar provar que não são racistas nem xenófobos.
  6. Também poderão não querer provar nada disso ou o contrário ou poderão, em muitos casos, querer confirmar que são isso tudo, porque os portugueses e o sangue e a história e as naus e o cristianismo.
  7. Ventura, no debate, limitou-se, repita-se, a não responder a duas perguntas e a fazer barulho, algo que lhe trouxe muita popularidade e muitos votos. É, portanto, natural, que os seus eleitores e outros nas proximidades tenham gostado do seu desempenho.

O Chega virou woke (ou como o lambão baba o dedo para ver de onde sopra o vento)

Chega woke.

O Chega não tem ideias nem ideais próprios. Os ideais, esses, são os de antanho, de um tempo de miséria e penumbra geral. As ideias, essas, são aquelas que a extrema-direita, sobretudo a europeia, estiver a difundir por aí. No caso, como o único exemplo de uma espécie de moderação da extrema-direita surgiu do governo italiano, encabeçado por Georgia Meloni (e a sua amiga benzoilmetilecgonina), o Chega tem tentado, desde as últimas eleições, tornar Ventura numa Meloni.

Ora, se o Chega é contra os transexuais, convinha tentar não tornar o seu líder num. E se o Chega fala tanto em substituição populacional, que lhe importa se as portuguesas fornicam, engravidam e parem? Afinal, estamos a ser substituídos.

O melhor, nestas matérias, era pôr a anti-feminista Rita Matias a falar… porque já se provou que esta anta usa argumentos feministas para se dizer anti-feminista. E agora o Chega, cheio de tesão woke, quer pôr-se ao lado das feministas também… sendo anti-feminista. Está bem, abelha…

Por fim:

Rita, presta atenção:/Verás que não há nenhum mal,/abre lá o teu coração/e as pernas por Portugal. 
André, não tenhas vergonha/e não sejas salafrário;/eu sei que tu largas peçonha,/mas está na hora de saíres do armário. 

O controlo da imigração descontrolada

Como algumas pessoas sabem, até há poucos dias havia em Portugal uma imigração completamente descontrolada, com a velha ponte que liga Valença a Tui (neste caso, Tui a Valença) a ameaçar ruir sob o peso dos imigrantes naturalmente descontrolados. Também descontrolados, entravam outros imigrantes em Elvas, em magotes saídos de Badajoz. Mais abaixo, em braçadas descontroladas, imigrantes saltavam para o Guadiana em Aiamonte e desaguavam em Vila Real de Santo António.

Em muitos cafés, portugueses passaram a desconfiar uns dos outros. Numa certa adega minhota, alguém disse:

  • Acho que o Joaquim da Zeza é imigrante.
  • Porra, a que propósito?

  • Então, o gajo bebeu uns copos e ficou descontrolado. Como os imigrantes.

O que vale é que, do dia para a noite, isso acabou, porque o governo de Luís Montenegro disse que acabou. E todos sabemos que, quando Luís Montenegro diz uma coisa, a coisa passa a ser verdade: ainda há dias se descobriu que o verdadeiro autor dos Cadernos de Lanzarote é Sophia de Mello Breyner, descendente de imigrantes ainda não descontrolados, que irá receber, a título póstumo, o Nobel da Literatura de 1998, o que levou Pilar del Rio, outra imigrante outrora descontrolada, a assumir a paternidade de Miguel Sousa Tavares.

Venturoso país este que, num ápice, num ai, no sopro de um decreto, acaba com a imigração descontrolada. Venturoso país.

Mariana&Leitão

Mariana Leitão.

Para Mariana, já temos a Mortágua.
Para Leitão, já temos a Alexandra.
Portanto, não serve nem para Mariana, nem para Leitão.

Ps. “Novo socialismo” à direita? Pensei que o Hitler já tinha inventado essa em 1920.

A invenção da grande vaga de crimes

Todos já incorremos no disparate de confundir uma experiência pessoal com um dado sociológico alargado. É o “Isto só a mim!” ou o “Este país é uma vergonha!” decorrentes de termos sido vítimas de um carteirista.

Em conversa de café mais ou menos alcoolizada, podemos chegar a defender a pena de morte, a tortura ou a condenação a ver jogos do Futebol Clube do Porto da última época no caso de o criminoso ser portista. Depois, o processo civilizacional a que vamos sendo sujeitos faz efeito e passa-nos.

O populista que chega ao poder (executivo, legislativo ou outro) é um bêbedo numa tasca que tem solução preferencialmente violenta para tudo. Para isso, conta com a ajuda das redes sociais necessariamente desreguladas e com uma comunicação social reduzida tantas vezes a caixa de ressonância.

André Ventura e o seu agente Luís Montenegro alimentam-se de uma insegurança que apregoam, com a ajuda das manchetes que eles próprios geram: o  crime, a insegurança, as violações, os “nossos” valores, a imigração, a nacionalidade.

Note-se: é preciso que haja muita gente crédula e ignorante para engolir falsas percepções. Sim, sim, podemos dizer mal dos eleitores. Podemos, podemos.

A imagem é da primeira página do Diário de Notícias de hoje. A notícia é esta.

Tenho cá a percepção…

… de que esta notícia…

…não tem qualquer relação com esta…

…e, valha-nos deuze, muito menos com esta…

Percepções, percepções everywhere… temos o governo mais radical desde 1974… e olhem que nos aconteceu o Cavaco duas vezes. 

Sorria como manda a hipocrisia

Estamos num ponto tal em que já nem sequer choca que o líder da extrema-direita portuguesa recite, como se de uma lista de descartáveis ou criminosos incuráveis se tratasse, os nomes de crianças que frequentam as escolas portuguesas; crianças essas filhas de pais estrangeiros, mas muitas delas já nascidas em território nacional.

Façamos, pois, o exercício contrário.

De repente, enquanto se discutia a lei da imigração em França ou na Alemanha ou na Bélgica ou no Luxemburgo ou na Suíça, um qualquer bobo da corte armado em Hitler da loja dos trezentos balbucia meia-dúzia de cagalhões contra pessoas de origens diferentes que frequentam as escolas lá do burgo, grande parte delas nascidas no próprio país e começa a recitar:

  • Luís Miguel Marques
  • Vitor da Silva Fonseca
  • Mariana Santos Travassos
  • Diana Andrade Ribeiro
  • Ricardo André Esteves
  • Tiago Filipe Cunha
  • Rui Miguel Dias Lopes
  • Fátima Campos Rios

E por aí fora.

Há algum português que não tenha familiares emigrados?

A pimenta, no cu dos outros, é sempre refresco. Mas, em tempos de ódio puro àquele que vem de fora (mas que chique usar, comprar e visitar aquilo que vem de fora), convém sempre relembrar que somos sempre estrangeiros nalgum lugar. E que não somos nem daqui, nem dali, somos do Mundo.

Não ser nem ateniense nem grego é não querer ser mais papista que o Papa. Saibamos integrar e adaptarmo-nos, para que sejamos sempre acolhidos e nos adaptemos.

E as percepções continuam a dar abadas à realidade, quando se comprova, agora, que a maioria das nacionalidades atribuídas se deveram à lei dos judeus sefarditas e, também, ao pedido de nacionalidade por parte de brasileiros, entre outros, com avós portugueses.

Volvidos cinquenta anos, Portugal quer voltar a ficar orgulhosamente só – seguindo a lógica dos Donos Disto Tudo, da Rússia à China, dos Estados Unidos a Israel, do Irão à Turquia -, enquanto uma elite radical se apodera da República para a transformar noutra coisa qualquer que com ela se assemelhe.

A tudo isto, o ilustre Dantas que é Presidente da Assembleia da República chama-lhe “liberdade de expressão”. Já antes nos tinha dado a solene lição de que ser racista é mera questão de opinião, agora confirma-o com veemência. “Morra o Dantas, morra! Pim!”

“Sorria como manda a hipocrisia;
Ser escravo e se adequar é bem mais adequado que dizer que não.
E oportunamente as oportunidades surgirão
Para que você também possa escravizar os seus irmãos.

E por ora é razoável não pisar fora do raso,
Não cagar fora do vaso,
E comer merda todo dia.
Mas no fundo quem aceita o inaceitável
É o grande responsável pelo mal do mundo. Você não sabia?”

O escândalo político do 4 de Julho português

It is noteworthy that English native speakers show a clear tendency to perceive Catalan diphthongs in terms of English diphthongs.
— Juli Cebrian (2017)

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As crianças não são identificáveis, mas os nomes são associáveis e a associação é tendenciosa. Em Portugal, o Pedro, o António e o José passam despercebidos, mas o Anselmo, o Miguel Maria e o Tadeu já não — apesar de serem portuguesíssimos de bem e da Silva (como eu, na acepção populista). A deputada do Livre (livra!) poderia ter perguntado ao deputado Ventura o porquê de nāo ter mencionado o nome do portuguesíssimo e actualíssimo Zeinal. Mas, para isso, para desmontar esta conversa bacoca, é preciso pouca politiquice, mais qualidade na AR, menos gritaria, ausência de pathos (ui!) e muita leitura.

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O Preço dos Ovos vai baixar

Ontem, só entre a porta do meu laboratório e a casa de banho apanhei 30 m2 de burcas (ai não, eram 70m2). Já não se pode, é burcas a sair pelas fichas da eletricidade, uma praga. Esta medida do Chega é muito boa porque vai baixar o preço dos ovos, da habitação e diminuir as filas de espera nos hospitais, vai ser espetacular.
Mas acho que o Chega não foi suficientemente corajoso. Eu proibiria a construção de iglus nos areais das nossas praias, mandaria prender todos os esquimós e expulsá-los para a terra deles. Aí é que daríamos um salto no índice de desenvolvimento que até os cangurus (a proibir também) ficariam com os olhos em bico.

Botas cardadas

“O fascismo é uma minhoca
Que se infiltra na maçã
Ou vem com botas cardadas
Ou com pezinhos de lã.”

Longe vão os tempos em que os fascistas se deslocavam pelo Rectângulo com pezinhos de lã. Agora é vê-los ameaçar e agredir sem filtro ou vergonha, de botas cardadas calçadas, em todo o esplendor da sua delinquência criminosa, a espancar cidadãos comuns na sopa dos pobres ou à porta de teatros.

A normalização do terrorismo a que temos assistido, por estes dias – que, estranhamente, não levou ao rasgar das vestes dos hipócritas securitários, que podem ter lá um ou outro amigo – tem várias origens.

Tem raízes na seita do Bolsonaro da Temu, na postura do PAR quando legitima o discurso troglodita no Parlamento, na importação do pensamento neofeudalista, distribuído a baixo preço, em reels e tiktoks, por aspirantes a techbros, e, claro, nos burlões do YouTube, que descobriram que o ódio, a violência e a redução das mulheres a objectos são negócios tão ou mais lucrativos que a promoção de casas de apostas ilegais. [Read more…]