Damares Alves: num país normal estaria internada num manicómio. No Brasil é ministra

Este vídeo, bem como os relatos que se seguem, foram notícia no jornal O Globo, do maior grupo de imprensa brasileiro, que, importa referir, é insuspeito de servir a agenda ideológica da esquerda brasileira. Atacou Goulart na década de 60, fez fretes ao regime militar e nunca foi minimamente simpática com os governos de Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Posto isto, o jornal brasileiro elaborou uma lista das polémicas envolvendo a ministra da da Mulher, Família e Direitos Humanos do governo Bolsonaro, Damares Alves, só no primeiro mês no cargo. A lista é rica em casos bizarros, o que não admira, quando a sua protagonista é pastora de uma daquelas seitas estranhas que encenam curas para enganar palermas a quem extorquem dinheiro.

Os casos acumulam-se, sendo que a história da aparição de Jesus num pé de goiaba será talvez um dos mais insólitos e reveladores da sua total desonestidade e/ou falta de sanidade mental. Acrescente-se a isto a oposição ao ensino da Teoria da Evolução nas escolas, bem como os falsos graus académicos, que ostenta, e que justifica como resultantes do ensino bíblico, e ficamos com uma ideia da fraude que é Damares Alves. À beira desta farsante, os cursos de Relvas e Sócrates parecem ganhar outro valor.

Contudo, esta palestra onde Damares afirma que os holandeses masturbam os bebés a partir dos sete meses, parece inacreditável. Parece retirado de uma comédia passada num manicómio. Se um clérigo radical europeu proferisse uma barbaridade destas em público, tenho sérias dúvidas que fosse sequer considerado para um cargo ministerial. Seria, certamente, o prato do dia para humoristas, mas governante, quero acreditar, nunca seria. Damares Alves, contudo, é uma das estrelas do pelotão de fuzilamento que Bolsonaro trouxe consigo para o Planalto. Num país normal estaria num manicómio. No Brasil é ministra.

As reivindicações dos enfermeiros são justas?

Esta é a pergunta cuja resposta interessa verdadeiramente conhecer. O problema, no entanto, está no muito ruído que é gerado à volta das greves.

António Costa considerou que a greve dos enfermeiros é “ilegal” e “selvagem”. O primeiro-ministro tem direito à sua opinião, embora o segundo adjectivo seja demasiado sensacionalista para que possa ser usado de modo leviano. Sendo licenciado em Direito, estará obrigado também a usar com parcimónia um termo como “ilegal”.

Os políticos, quando estão no poder têm, sobre greves, o mesmo discurso redondo: não está em causa o direito à greve, mas ou é injusta (mesmo selvagem) ou as reivindicações não poderão ser satisfeitas, porque o défice iria ser agravado, ou não é a altura ideal para se fazer greve. Os mesmos políticos, na oposição, são a favor das justas reivindicações dos trabalhadores e fazem de conta que não são igualmente culpados da destruição do sistema.

A Comunicação Social, nestas alturas, prefere o óbvio e entrevista os utentes que estão a ser prejudicados pela greve, como se houvesse greves sem incómodos. Há, com frequência, histórias de alguém que se tinha levantado de madrugada para ter uma consulta por que esperava há meses. Curiosamente, a Comunicação Social perde muito menos tempo a investigar os milhares de casos de pessoas que precisam de madrugar nos Centros de Saúde ou de consultas que só têm lugar muito tempo depois de serem marcadas. [Read more…]

Cenas chocantes de brutalidade policial sobre manifestantes pacíficos na Venezuela

Ninguém escapa. Há mulheres a voar pelas escadas abaixo, idosos agredidos no chão, vai tudo à frente. Bastonadas e pontapés na cabeça, pessoas levadas pelos cabelos, o cúmulo da violência policial só possível nas mais violentas ditaduras.

Esperem lá: eu disse Venezuela? Enganei-me, queria dizer Espanha.

Ufa, por momentos pensaram que era motivo de forte indignação, não foi?

O relatório de auditoria da CGD (sem censura)

Como tem sido amplamente noticiado o poder financeiro achou por bem entregar um documento censurado aos representantes dos portugueses na Assembleia da República. A comunicação social obteve de alguma forma a cópia do relatório censurado, podem ler a cópia divulgada pela TSF, ou por outros meios de comunicação.

Talvez como reflexo da competência do sector financeiro o PDF entregue na Assembleia da República não elimina de facto a informação. É o equivalente electrónico a esconder os conteúdos com post-it.

Versão censurada

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Segredo bancário?

A posse de 50 mil euros é argumento suficiente para obrigar os bancos a informarem o Estado deste facto. Já as perdas multimilionárias do banco do Estado não merece que esse mesmo Estado tome conhecimento do nome dos devedores.

O segredo bancário está ao nível de outros aspectos do actual panorama político, tais como o fisco e a justiça. Forte com os fracos e fraco com os fortes.

“Fiquei chocado com o que vi, independentemente dos números, datas ou nomes que lá estejam, mas que estão em branco. É de uma relativa opacidade face ao esforço que os portugueses fizeram com cinco mil milhões de euros de impostos”, salientou Rio.

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Taxes, taxes, taxes

E se forem todos culpados?

“Sou contra achar-se que todos os que passaram pela CGD são culpados” – Paulo Macedo

Venezuela, uma ditadura sui generis

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Fotografia via SIC Notícias

A Venezuela é uma ditadura sui generis. Permite que milhares saiam à rua para protestar contra ela, algo raro em ditadura, para não dizer inédito, e que o líder da oposição, financiada pelos países que embargaram e ajudaram a destruir a economia venezuelana, discurse numa universidade publica contra o ditador. [Read more…]

Gente perigosa

Não é só o retomar da indústria do carvão, com todos os problemas ambientais associados. Não é só o racismo e misoginia abertamente declarados. Não é só o constante ataque ao jornalismo. Não é só o tomar de posições de força, unilaterais, dignas de qualquer ditadura de esquina. Não é só o entusiasmado apoio à indústria das armas. Não é só a quebra de acordos entre aliados. Não é só o fascínio por regimes ditatoriais.

É tudo isto e um ego à frente de qualquer outro interesse, aliado à escolha das opções que potenciem o negócio. Um bronco capaz de colocar o mundo em pantanas porque uma jornalista o adjectivou de cobarde. Gente perigosa.

Imagem: The Washington Post

Aquele momento em que a SIC deixou de ser Notícias

Reduzida a opinião. Múpis com temas diversos versando um ponto de vista, em vez de uma notícia.

Há dias, a SIC publicou uma reportagem sobre fake news, olhando para as redes sociais e para os blogs de forma acusadora. Nunca precisaram de sair de casa, como agora novamente se constata.

imagem: jmc

Os cabelos brancos de Letizia

A mulher estava parada frente a uma montra de marmitas e lancheiras. Levava na mão um saco de uma loja famosa, já deslavado, destes que se conseguem uma vez e são usados todos os dias para transportar o almoço, as compras, a bata do trabalho, e duram anos até se romperem. Dentro do saco, via-se o cabeçalho da revista ¡Hola!.

A mulher esticava a cabeça para ver todos os preços das marmitas da montra, mas não se decidia a entrar. Passou um autocarro e o ruído deve tê-la feito tomar consciência de que já tinha perdido demasiado tempo. Seguiu caminho com passos rápidos. Por curiosidade, fui até ao quiosque ao lado e procurei a capa da ¡Hola!. Havia umas quantas mulheres, algumas desconhecidas para mim, mas a foto central era da rainha Letizia, de quem se garantia estar a “apostar na naturalidade” e orgulhosa dos seus cabelos brancos. Inclinei-me para ver melhor a foto. Os cabelos brancos da rainha resumiam-se a umas linhas estrategicamente dispersas por um cabelo imaculadamente castanho. Não eram cabelos brancos, eram madeixas de realismo pintadas com mestria para fazê-la parecer quase uma de nós.  [Read more…]

O campeão?

Este é o décimo segundo diploma vetado por Marcelo Rebelo de Sousa. Mais os avisos.

O sonso e a lei

Nuno Veiga/LUSA

A argumentação – acompanhada por uma ameaça de veto – com que o presidente da República pretende sustentar a sua exigência de uma Lei de Bases da Saúde à medida dos seus desejos, é um rosário de falácias e equívocos.

1- As leis em que se tem fundado o Serviço Nacional de Saúde nunca foram obtidas pelo consenso agora tão desejado por Marcelo. Foram sempre suportadas por convicções e votadas por partidos determinados com objectivos determinados. O próprio PR, tendo sido líder de um dos partidos em causa, e tendo ele próprio tomado posições – ideológicas, claro está – sobre a matéria, sabe disso perfeitamente. Estar agora a exigir um consenso geral, uma votação para a eternidade – quiçá com todos os partidos a votar a favor – configura uma nebulosa e demagógica patranha na qual só são claros os interesses a servir. [Read more…]

Com a Saúde brinca-se

Concorrência, meritocracia, eficiência e outros chavões aparentemente virtuosos foram o cavalo de Tróia que permitiu que os privados deitassem a mão a áreas essenciais da sociedade, como a Saúde ou a Educação. O empresarialês é a linguagem que tudo explica, disfarçando o que não é mais do que a sede de lucro. O gestor-economista-empreendedor-consultor é o guru da boa nova, a luz que guiará os ignaros.

Marcelo Rebelo de Sousa defende a existência de consensos no que se refere ao Serviço Nacional de Saúde, deixando a ameaça vetar o projecto de Lei de Bases da Saúde, caso não conte com voto favorável do PSD. Há pouco tempo, Luís Filipe Pereira, economista, claro!, e antigo ministro da Saúde de Passos Coelho, defendeu que deve haver mais parcerias público-privadas (PPP) na Saúde.

O desinvestimento nos hospitais públicos é mau para a saúde dos portugueses. As PPP são más para a saúde de Portugal. Tudo isto, no entanto, é bom para Luís Filipe Pereira e para Marcelo Rebelo de Sousa.

O que fazer com tanto dinheiro, caso acabemos com a corrupção – um abecedário de sugestões que podem mudar Portugal

CP

Entre resgates, nacionalizações e outras piratarias, as aventuras dos mercenários da banca portuguesa custaram, nos últimos 10 anos, perto de 17 mil milhões de euros aos cofres públicos. Leu bem, caro leitor: 17 mil milhões de euros. Pagos por todos nós sob a forma de impostos, cortes nas funções sociais do Estado, privatizações low cost e incrementos sucessivos de dívida pública, da qual dificilmente nos livraremos, porque ela é pura e simplesmente impagável.

E se o caro leitor ficou perturbado com estes números, que são, efectivamente, perturbadores, vou então contar-lhe um segredo mal guardado: este valor, que, sublinhe-se, diz respeito a 10 anos de ajudas à banca, não chega para pagar um ano de corrupção em Portugal. Sim, um ano. Segundo um relatório apresentado recentemente no Parlamento Europeu pela Aliança Livre Europeia, o fenómeno da corrupção em Portugal tem um custo anual de qualquer coisa como 18,2 mil milhões de euros, custo esse que, como qualquer prejuízo de monta, acaba socializado por todos os contribuintes. Deve ser a isto que a direita do século passado se refere, quando afirma que o socialismo lhe vai ao bolso. [Read more…]

Vetar ou não vetar

Marcelo parece então ameaçar vetar o projecto de Lei de Bases da Saúde caso esta seja aprovada pela esquerda. Está no seu direito e não surpreende ninguém. Perante a situação, há três respostas possíveis:

1 – A tal possível maioria recebe o veto, tira educadamente o chapéu ao Presidente, confirma o voto anterior e aprova a Lei, sendo o PR obrigado, então, a promulgá-la.

2 – O Governo e o PS arreceiam-se perante a situação, dizem “vamos fazer a vontade ao sr. presidente” e alteram a proposta fazendo vénia à direita e aos grupos privados.

3 – O PS procede segundo conhecidas práticas de procrastinação e, empurrando com a barriga, adia a questão para qualquer dia, lá longe, não se sabe bem quando, mas com uma certeza tão implacável como a garantia de um daqueles “rigorosos inquéritos” com que se fintam os embaraços políticos.

§. Há a possibilidade de o PR recorrer ao Tribunal Constitucional, mas isso não é problema. Lei inconstitucional é com a direita.

A hipocrisia de Davos e a importância de taxar as grandes fortunas

https://twitter.com/i/status/1090217105797074944

E agora vou ali arder no fogo do Inferno liberal e já venho.

Jamaica

Pessoa amiga disse-me, há uns anos, depois de dar aulas a criancinhas de um bairro problemático, que nunca pensou ser possível odiar criancinhas de oito anos. Terão sido momentos, mas esses momentos em que o comportamento é todo bairro, já família, impõem a selvajaria na sala de aula, numa agressividade incontrolável, seja contra quem for. Coube a essa pessoa, irrepreensível, manter-se no seu posto, cumprindo um dever profissional e social, porque é a Escola que, tantas vezes, faz pelas crianças aquilo que família e sociedade não fazem, uns porque não sabem, outros porque não querem.

Imagino o que será a raiva reprimida de um polícia sério obrigado a lidar diariamente com gente agressiva que a sociedade mantém na pobreza e no crime ou com gente agressiva que se mantém na pobreza e no crime, que um pronome pode fazer diferença quanto às causas, mas não apaga a realidade. Explicar as razões de um crime não é, evidentemente, razão para perdoar um crime: se um polícia for agredido por um pobre ou por um negro, o pobre ou o negro continuam a ser criminosos, por muito que a vida lhes seja madrasta ou guarda prisional. [Read more…]

Tudo bons autarcas III – já reparou que lhe estão a ir à carteira?

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O socialista Luís Correia, presidente da CM de Castelo Branco, adjudicou dois contratos à empresa do pai e outros sete à própria esposa, a deputada Hortense Martins, entre outras adjudicações a empresas directa ou indirectamente ligadas a familiares, revelou o jornal Público, em Maio de 2018. Em Setembro, o Ministério Público pediu perda de mandato para o autarca.

No mês passado, o Tribunal Constitucional negou provimento ao recurso apresentado pelo autarca Luís Mourinha, condenado em 2016 pelo Tribunal de Évora a 2 anos e 8 meses de pena suspensa e perda de mandato, por suspender o subsídio a uma associação cujo presidente criticou abertamente o presidente da CM da Estremoz, o que configura um grave atentado contra a sua liberdade de expressão. Ao crime de prevaricação junta-se ainda um outro de peculato de uso, avança o Público. [Read more…]

Operação Marquês

Arrancou a fase de instrução do processo em que o ex-primeiro-ministro José Sócrates está acusado de 31 crimes. A maior parte das defesas optou por não discutir os factos imputados na acusação, insistindo em várias alegadas ilegalidades que dizem invalidar a prova.

Portanto, os senhores não contestam os factos, mas tão só o modo de obtenção das provas dos crimes que cometeram.

Pois imaginem, meus senhores, que a nós nos interessam os factos. E também nos interessa, meus senhores, que os crimes não prescrevam.

Isso interessa-nos, interessa-nos muito, mas somos bem capazes de vir a não ter sorte nenhuma.

A Justiça, muitas das vezes, parece do mais injusto possível.

E você, caro leitor, também sente vergonha pelo estado a que isto chegou? É bom que sinta, porque a culpa também é sua

Estive a ver o último episódio do programa Linha da Frente, na RTP3, que aconselho vivamente. Acho até – correndo aqui o risco de ser acusado de totalitarismo por algumas almas mais coniventes com este tipo de práticas – que devia ser de visualização obrigatória. Se em algum momento se sentir envergonhado, caro leitor, é normal. Até porque a culpa pelo estado a que isto chegou é um pouco de todos nós. [Read more…]

Mineradora destruindo vidas no Brasil.

Estou nas 72 horas mais tristes do início do ano. Uma barragem de rejeitos da mineradora VALE, rompeu e estima-se que há pelo menos 40 morto e mais de 300 desaparecidos na cidade de Brumadinho, há alguns quilômetros perto de onde vivo, Belo Horizonte. Já é o maior crime de todos os tempos em número de vitimas. Fui ao local e registrei muitas imagens de destruição, dor e desespero.

Para entender como chegamos a tantas mortes é preciso voltar no tempo. É importante ressaltar que a mineração não é de agora mas após a privatização no governo da direita brasileira (anos 90) a empresa acumula lucro e crimes ambientais mortais.

No capitalismo o que importa é o lucro e o fluxo dele. É por isso que a VALE financia politicos, artistas e etc para desfocar suas reais ações na exploração de minério.
É claro que os corrompidos também são co-autores desse “genocídio” mas precisamos seguir as pistas do dinheiro despejado para flexibilizar leis e fazer a empresa lucrar mais enquanto mata centenas de trabalhadores. Essa reportagem das queridas Maria Clara Prates e Alessandra Lula Mello dá uma ideia de como a empresa atua no loby por seus interesses . Toda minha solidariedade aos moradores, trabalhadores, e demais pessoas soterradas vivas pela ganância.

A quermesse eleitoral em curso

[Santana Castilho*]

Três membros do Governo e o Presidente da República defenderam a abolição das propinas no ensino superior, por considerarem que são factor de desigualdade social. Vejamos por que razão, ao invés, a medida transfere o dinheiro dos mais pobres para os mais ricos.

Com os dados disponíveis, referentes a 2017, sabemos que frequentavam o ensino superior 361 mil 943 alunos, dos quais 72 mil e 26 não pagaram propinas, graças às bolsas de estudo. Ainda que sem expressão numérica apurada, existe um outro conjunto de estudantes, excluídos pelos critérios limitativos das bolsas, sem recursos para pagar as propinas e outros custos bem mais relevantes. Só a ampliação desses critérios e o aumento dos valores das bolsas resolverá a exclusão por carências económicas e constituirá medida de política socialmente justa. Se se abolirem as propinas, significa isso que todos os portugueses, mesmo os mais pobres (isentos de IRS mas não isentos dos impostos indirectos, os socialmente menos justos) financiarão a formação de alguns portugueses, entre os quais os mais ricos. Assim, não combatemos a desigualdade social de que Marcelo falou, antes alimentamos a quermesse eleitoral em curso, iniciada com a medida iníqua, por idênticas razões, de atribuição de manuais escolares a todos (cerca de 130 milhões de euros, licenças digitais incluídas). [Read more…]

A Venezuela e o ultimato europeu

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Com a Rússia e a China na rectaguarda, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela esteve ontem na reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, muito seguro de si, e tinha uma mensagem muito particular para os Estados europeus:

A Europa dá-nos oito dias de quê? De onde tiraram a ideia que nos podem fazer ultimatos?

A intenção até podia ser boa, mas, numa próxima ocasião, caros Estados europeus, fica a sugestão: e que tal demonstrar o mesmo músculo com, sei lá, uma Arábia Saudita, daquelas mesmo totalitárias, que encomendam esquartejamentos de jornalistas em embaixadas de outros países? Começavam por não lhes vender mais armamento, seguido de um embargozito, e depois, quando os supermercados estivessem mesmo vazios, a população revoltada e um potencial líder da oposição posicionado, exigiam-lhes eleições livres, coisa que de resto nunca acontece por essas bandas. Assim, quando quisessem fazer ultimatos às Venezuelas desta vida, sempre tinham outro arcaboiço moral para o fazer.

Uma “posição mais arrojada”, Dra. Cristas?

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A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, defende que o governo português deve ter uma posição mais arrojada face à crise política na Venezuela, isto após ter sido conhecida a posição do executivo, alinhada com os principais parceiros europeus.

Assim de repente, vem-me à cabeça uma posição arrojada à moda de Paulo Portas, eterno líder espiritual do seu partido, que nunca de inibiu de partilhar um abraço amigo com o amigo venezuelano. Nos anos em que esteve à frente dos negócios estrangeiros, não se lhe conhece posição mais arrojada que esta.

Se o PNR ganhar as eleições, podemos ficar com a medalha de ouro do Nélson Évora?

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Fotografia via Federação Portuguesa de Atletismo

Segundo os inconstitucionais fascistas do PNR, secundados por esgotos de fake news como o Direita Política, pessoas como Mamadou Ba devem voltar para a terra deles. No caso de Ba, seria o Senegal. No caso de Francis Obikwelu, que conquistou para Portugal uma das nossas oito medalhas olímpicas de prata, seria a Nigéria. [Read more…]

PNR: poderá o líder de um partido inconstitucional ameaçar quem quiser sem consequências?

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Lembram-se daquela vez que um grupo de militantes do Bloco de Esquerda marcou uma “manifestação” à porta da sede do PNR, com o objectivo deliberado de intimidar os pobres apreciadores de suásticas?

Lembram-se daqueles deputados do PNR que foram ameaçados de morte por dirigentes bloquistas?

Não lembram porque não aconteceu. O monopólio da violência política grunha está todo nas mãos de tipos como este. E já é tempo de cumprir a Constituição da República Portuguesa e ilegalizar este partido violento. Não pode valer tudo.

O marxismo e outros demónios

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Aprecio bastante esses grandes debates virtuais, por estes dias a propósito da mais recente crise política venezuelana, em que se mistura socialismo, comunismo, marxismo ou até – juro que vi – anarquismo, como todos estes conceitos correspondessem a uma e à mesma coisa. Alarvidades deste género, naturalmente, servem na perfeição a agenda de estupidificação promovida por certos sectores à direita, uns assumidamente violentos e antidemocráticos, outros aparentemente muito bonzinhos e cristãos, apesar de servirem, entre outras coisas, de asilo para o que sobrou do energúmeno salazarismo. [Read more…]

A arte como solução contra a epidemia de plástico no oceano e nas praias portuguesas

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Apresento-vos Goby, The Fish. Trata-se de um escultura feita de arame e malha de ferro ou aço, a fonte não é esclarecedora, instalada numa praia não faço ideia onde, algo que de resto é complemente irrelevante para o caso, onde se pode ler: “Goby loves plastic, please feed him”.

Esta foi a solução que as autoridades locais encontraram para substituir os velhos contentores. E o sucesso foi imediato, principalmente entre as crianças. Todas querem alimentar o Goby! E quanto mais se alimenta o Goby, menos plástico fica no areal das praias. Menos plástico chega ao oceano, que, neste ritmo, poderá em 2050 ter mais plástico do que peixes. [Read more…]

Jobs for the boys and girls…

O maravilhoso mundo das jotas