Primeiro pensei que era coisa do Inimigo Público. Depois vi que era do Sapo:
O grupo Mercan, um hotel no Porto, os vistos Gold e o restaurante Nova Luanda

Na foto, podemos ver as obras de construção, no Porto, do futuro Belas Artes Hotel do grupo Mercan, entre o jardim de S. Lázaro e a Batalha e quase em cima do restaurante Nova Luanda e da habitação que o sobrepuja.
Tudo bem, a Câmara Municipal emitiu a respectiva licença. Tudo legal. Ou não fosse o município de Rui Moreira um velho parceiro de negócios do grupo Mercan (a Selminho não estava disponível?)
Não percebo nada do mundo dos negócios. Mas vejo que o Mercan é um grupo com sede no Canadá, cuja principal actividade é a consultoria a nível de imigração. Está especializada nos sectores da imigração, investimento e recrutamento de estudantes e trabalhadores estrangeiros.
Não percebo realmente nada do mundo dos negócios, mas consigo ver que o futuro Belas Artes Hotel aparece publicitado como um investimento de grande valor pela empresa Mercadia Cambodia. Esta parece fazer parte do grupo Mercan e tem a sua sede em Phnom Penh, no Cambodja.
Os eventuais interessados em investir no projecto, cujo custo total ultrapassa os 15 milhões de euros, terão de desembolsar 350 mil euros. A grande vantagem apontada é a possibilidade de aceder ao Golden Visa Portugal 2022. Ou seja, os famosos Vistos Gold.
São 44 os investidores previstos.

[Read more…]
Bloco de Esquerda e o rabo de fora…

O Bloco de Esquerda decidiu unir-se ao Podemos (Espanha) num movimento internacional criado por este com o objectivo de evitar o envio de armas à resistência ucraniana. A primeira surpresa: ver o Bloco de Esquerda a unir-se a um partido que em Espanha tem feito e dito, sobre a invasão russa da Ucrânia aquilo que o Bloco critica ao PCP. Um cheirinho a hipocrisia, não? Então, cá dentro critica o PC e lá fora une-se com os que dizem/defendem o mesmo que o PCP. Hummm, parece que estou a ver ali no canto um rabo de fora…
(estas linhas da notícia são uma delícia: El pasado lunes, Podemos celebró que los comunistas portugueses del Bloco de Esquerda se hayan sumado a la iniciativa. Esta entente sirve a Podemos para posicionarse en el tablero internacional y ganar espacio en la política interna)
A segunda surpresa: não enviar armas para os resistentes ucranianos cujo seu país está a ser invadido pela Rússia de Putin. Entendem que o esforço deve ser todo concentrado na busca pela paz. A paz é o que todos queremos, sejamos de esquerda, de direita ou candidatos a Miss Universo. Só que, para que a paz exista é preciso que todos a desejem. Putin quer a paz? Quer, mas só depois de ter conseguido matar todos os ucranianos que desejem ser ucranianos e não russos e depois de ter destruído toda a Ucrânia. Até o conseguir, não teremos paz. E os ucranianos, querem a paz? Querem. Querem o seu país livre de forças militares ocupantes e com isso, existirá paz. É assim tão difícil perceber a realidade? Depois de os russos terem invadido a Ucrânia a paz só é possível se eles regressarem a casa. A partir do momento que entraram e começaram a matar e destruir como raio se ontem a paz sem recuarem? A paz só não a quer quem vende armas ou quem for chalupa. Todos a queremos. O problema é como a obter.
Para uns, a paz só se consegue se as tropas russas regressarem a casa e aí as partes se sentarem a negociar a dita. Para outros, não chega. Será necessário Putin ser corrido ou morto. E depois temos os líricos que entendem que a paz se obtém com a rendição dos ucranianos (não sei se pensavam o mesmo em 1939 ou na ocupação de Timor). E depois temos os sonhadores, que acreditam em unicórnios e que com músicas e corações desenhados a coisa vai lá.
Por último, temos os hipócritas. Os hipócritas estão do lado de Putin mas sabem que afirmar isso prejudica a sua imagem e o seu negócio (os votos) e então defendem coisas que não lembrariam nem aos terraplanistas: somos pela paz e por isso o caminho é não fornecer armas aos ucranianos. Ou seja, traduzido, se os ucranianos não tiverem armas a paz é garantida. Pois é. Após serem assassinados e o seu país totalmente destruído, só fica uma das partes. E assim temos paz. A paz dos agressores e a morte dos oprimidos.
Como chegamos à invasão da Ucrânia – opinião de John Mearsheimer
John Mearsheimer, reconhecido académico da Universidade de Chicago, é um dos principais representantes da “escola neorealista” em Relações Internacionais da actualidade, que se contrapõe à escola do “Liberalismo Internacional”, defensor da teoria “offensive realism” das grandes potências.
Apesar de eu ser de opinião de que o responsável pela invasão da Ucrânia é Putin, de achar que, de momento, o que mais me deve preocupar é o fim da guerra e a busca de um cessar-fogo imediato até que as negociações sejam concluídas, de modo a impedir um ainda maior massacre de civis, continuo a tentar ser livre para ler e ouvir opiniões fundamentadas, mesmo que possa estar em desacordo com elas, total ou parcialmente. É o caso deste vídeo, onde John Mearsheimer expõe as suas opiniões e respectivos fundamentos históricos e geo-políticos à luz da política das grandes potências.
O conhecimento não faz mal! O que faz mal é o uso que lhe podemos dar.
Somos todos de Esquerda ou de Direita mas….
Os mandamentos do pensamento único:
Se és de direita não te podes manifestar contra o capitalismo selvagem que prefere produzir onde os direitos dos trabalhadores são uma miragem. Se és de direita não podes denunciar os desmandos dos dirigentes dos partidos ideologicamente próximos do teu pensamento político (deve ser por isso que o PCP não pode criticar a Coreia do Norte). Se és empresário e ainda por cima de direita não podes criticar as empresas, sejam ou não tuas concorrentes, por produzir em países não democráticos com tudo o que isso significa de concorrência desleal e de asfixia aos direitos mais elementares (sejam eles laborais ou humanos). Não podes.
Caso contrário, és um sacana de um comunista. É isso? Com ou mais molho? Agora percebo melhor a posição do PCP. Realmente, não pode criticar. Porque são os seus. Uns sacanas mas são os seus sacanas. Ainda não tinha percebido essa regra. Caramba, andei eu a criticar o PSD, o CDS ou a IL de quando em vez e não podia. Raios… Tenho de colocar umas palas para ser politicamente correcto como exige o mainstream…
Uma escandaleira da nova escola
Pessoas de negócios indignadas por um administrador executivo de um grupo de empresas gerir o negócio para o qual foi contratado, é um novo perfume da nova escola liberal!
Estamos aqui, estamos todos comunistas! Liberais, sempre, mas comunistas!
É o Capitalismo, Fernando!
O meu camarada Fernando Moreira de Sá ficou chocado com as declarações do CEO do Grupo Volkswagen, que afirmou que a empresa não pode vender apenas em países democráticos. Mas a coisa consegue ser ainda mais complexa e desavergonhada. A Volkswagen, como outros gigantes dos mercados ditos livres, não se limita a vender carros aos regimes mais violentos e totalitários. Consegue ter a distinta lata de distinguir entre ditaduras do bem (China, Federação Russa, Arábia Saudita, Qatar) e ditaduras do mal (Cuba, Coreia do Norte), provando que, mais do que o regime, importa saber o preço certo em euros das multinacionais ocidentais. A este respeito, o capitalismo é uma prostituta da mesma categoria do mini-Putin que anda pelas TVs a debitar propaganda pró-Kremlin.
Grupo VW e as mãos cheias de sangue
Vou acreditar que o Observador traduziu bem o que disse o homem. Uma vergonha sem nome.

Dicionário de Guerra: Português – Correctês
À medida que a invasão de Putin avança, aperta-se o cerco da liberdade de expressão. Mas esse cerco, lamentavelmente, não se resume à trincheira do tirano russo. Aqui pelo Ocidente, à caça às bruxas está ao rubro. De maneira que quem não debita a narrativa oficial é pró-Putin, quem questiona os antecedentes da invasão é pró-Putin, quem ousa debater qualquer variável que coloque em causa a narrativa simplista imposta pelo novo politicamente correcto é pró-Putin. Assim estamos.
Ciente dos riscos que corro, decidi lançar esta pequeno dicionário, onde pode. Os ver algumas expressões correntes e o seu equivalente em correctês. Para ir actualizando.
[Read more…]Raquel Varela: Alexandre Guerreiro, és tu?

Li algures que existem pessoas que a certa altura decidem ser do contra por ser contra. Por muito desmiolada que possa ser a sua opinião e sendo elas pessoas não destituídas de inteligência. Dizem-me que é uma defesa. Um mecanismo natural do cérebro a defender-se de uma realidade que não querem ou não podem aceitar.
Eu sempre considerei a Raquel Varela uma pessoa sensata e dotada de inteligência. Mesmo não estando de acordo com imensas das suas opiniões. Mais, há meses fui um dos que escrevi que cheirava a perseguição toda aquela história das suas habilitações académicas e os “papers” supostamente repetidos. Por isso ainda estou incrédulo com as suas atitudes, mais do que as suas opiniões, no tocante à guerra na Ucrânia. O que leva Raquel Varela a parecer um Alexandre Guerreiro de saias nesta temática?
A última foi na passada sexta-feira, no programa na RTP em que participa, “O último apaga a luz”. De repente e com um ar até um pouco estranho, Raquel Varela começou a debitar que a bombardeada maternidade de Mariupol* tinha lá dentro o batalhão AZOV e que nem sequer estava a funcionar como tal. Bem, eu das “fontes russas” já tinha ouvido/lido que o ataque à maternidade tinha sido feito não pelos russos mas pelo tal batalhão AZOV. Mais tarde, como a coisa não pegou, veio uma nova versão, afinal tinham sido eles, russos, mas a maternidade já não funcionava como tal e era poiso do batalhão dos neo nazis do batalhão AZOV. Agora, confesso, não esperava ver uma Raquel Varela, transfigurada, em fúria e de cabeça quase perdida a debitar propaganda russa. Porquê? A que propósito?
Podia ter sido um caso isolado. Podia existir um qualquer erro de percepção solitário. Quem nunca? Só que não é. É uma narrativa constante de Raquel Varela no que toca à Guerra na Ucrânia e aos ucranianos. Alguns exemplos do que tem dito e escrito:
“É completamente incompreensível o cerco e a provocação que a NATO faz à Rússia através da Ucrânia” afirmou. Raios, a Ucrânia é que foi invadida. Será assim tão difícil de entender que essa narrativa não cola? Outra: “Zelensky provocou Putin com a adesão da Ucrânia à NATO”. Santo Deus, outra vez a história “a gaja até estava de mini saia”. E continua: “O que vem aí agora: A Ucrânia vai-se sentar à mesa das negociações e aceitar os termos da negociação que a Rússia vai impor” ou “Isto que a Ucrânia fez é completamente suicida”.
Citando Luís Ribeiro, “Morreu a mãe e morreu o filho. E continua a haver gente a dizer “Sim, mas…”. “Mas a NATO. Mas os EUA. Mas o imperialismo. Mas o belicismo. Mas os nazis.” Expliquem todos esses “mas” ao bebé que morreu antes de viver”.
*The pregnant woman in the photo has died, according to the Associated Press. Her unborn child has also died. The woman was injured in the Russian attack on the maternity hospital in Mariupol on March 9. Photo: Evgeniy Maloletka via Instagram.
Os Ultras e a Política
Dois dos temas pelos quais me interesso mais, que não gosto de misturar na minha vida, mas que gosto de assistir ao fenómeno que acontece quando estes dois se juntam. Apesar de existir uma ideia de que há política nas bancadas portuguesas, por ser a nossa pequena realidade, é praticamente nula essa existência, quando vemos o que acontece noutros palcos europeus. Quando falo de outros palcos, não falo da Lazio, conhecida pelo seu grupo ultra de extrema-direita, nem do Marselha, conhecido pelos seus de extrema-esquerda, mas sim de sítios onde os intervieram na cena política. Muito mais do que mostrar um estandarte ou uma bandeira com um símbolo.
Antes de mais, penso que é importante perceber o porquê do fanatismo e a predisposição para a violência ser muito maior em países como a Sérvia, a Croácia, a Ucrânia e outros quantos do que em Portugal. Sim, porque aquilo que nós fantasiamos e chamamos de hooliganismo em Portugal é uma brincadeira quando olhamos para países como os exemplos que dei. Ao contrário de Portugal, países de outras zonas da Europa estão constantemente debaixo de fogo. Enquanto nós demos a paz como garantida, esses povos não se puderam dar a tal luxo. Para termos uma ideia, em 1998, Portugal recebia a Expo e Belgrado, em 1999, era bombardeada pela NATO. Uns iam ver exposições, os outros tinham de fugir para sobreviver. Naturalmente, tanta coisa vivida tem de ser libertada e podemos ver isso em vários campos, inclusive os estádios. Os graus de sentimento de pertença são maiores. A noção de camaradagem, de clã, também. Não há ninguém da minha geração nos Balcãs que não tenha tido algum familiar a batalhar nos anos 90. [Read more…]
China pressionada por Biden – Invasão da Ucrânia
Há uns dias atrás, após o logro da 3ª ronda de negociações entre Ucrânia e Rússia, onde esta ousou endurecer as suas posições em vez de as desanuviar, ao declarar que nem a independência da Ucrânia aceitaria, sugeria que uma pressão sobre a China talvez ajudasse a travar aquela horrenda tormenta que se abateu sobre o povo ucraniano.
É que, vejamos, por muito que as sanções económicas estejam a afectar a Rússia, podemos já constatar não são suficientes para demover Putin. De facto, o que está a acontecer é que as suas transacções financeiras, arredadas do sistema “Swift”, estão a ser canalizadas para o sistema “Cips”, controlado pela China, aproximando os dois países rivais desde há séculos.

Daí, ter sugerido que, sendo os europeus um dos melhores clientes de produtos chineses, uma pressão no sentido de afastar a China de um limbo de nem sim, nem não ao massacre da Ucrânia, empurrando-a para pressionar Putin e assim o encurralar, poderia [Read more…]
Vamos aproveitar e olhar para a China? #2

A China sabe que o dia seguinte pode ser complicado. Muito complicado para os seus negócios, para a sua política geoestratégica ou seja, para os seus interesses. A liderança chinesa sabe interpretar os sinais.
E os sinais são claros. A Rússia de Putin cometeu um erro crasso ao invadir a Ucrânia e, no fim, aconteça o que acontecer vai ficar de rastos em termos económicos e sociais. Pior, principalmente para a China, conseguiu unir o mundo ocidental. De repente, a Europa está unida, quer a NATO e pensa até na criação de uma força militar interna. Simultaneamente, os Estados Unidos e a Europa reaproximam-se; o Japão, a Coreia do Sul e a Austrália (juntamente com outros países do Pacífico) nem um segundo hesitaram. E a China?
A China olha para todo o cenário e pensa que por culpa de Putin, os seus adversários principais, os Estados Unidos, emergem desta crise numa sintonia com os seus aliados que não se via há décadas. E sabe que unidos se tornam, economicamente, mais interdependentes e, consequentemente, mais fortes. A China está a ver o comportamento da sociedade civil ocidental e percebe que a linha que a separa de ser o próximo alvo de boicotes económicos é ténue. Cada vez mais. Aliás, sabe que dentro da sociedade civil ocidental já se discute, já se propõe esse boicote. Os cidadãos. Os governantes ainda estão a “esperar para ver” e a rezar para que a China dê um sinal. Aliás, sobre isto e pela rama já vários aventadores falaram nas Conversas Vadias.
Ora, o primeiro sinal de que a China pode mudar o rumo desta história de guerra foi dado hoje. Foi João Querido Manha, na sua página no Twitter que chamou a atenção para um facto relevante: “um analista político chinês em Shangai diz que a China tem duas semanas para decidir apoiar o Ocidente e pressionar Putin a acabar a guerra”. Quem desejar ter o trabalho de ler, em inglês, o que esse analista escreveu (AQUI) percebe que essa mudança estratégica da China pode ser mais rápida do que alguns, como eu, imaginavam. Ainda bem
Resta saber é se, mesmo assim, no dia seguinte ainda vai a tempo de ultrapassar a má vontade em consumir produtos “Made in China”. Veremos, se Putin deixar, se o mundo mudou. Eu não acredito no Pai Natal mas…
Novo aumento do preço dos combustíveis: a culpa é de António Costa

O barril de Brent, referência para o mercado de combustíveis português, está hoje a ser negociado ao valor mais baixo desde o início do mês, 20 euros abaixo dos 127,98€ que, na semana passada, a 8 de Março, foram usados como justificação para o violento aumento que entrou hoje em vigor.
Quer isto dizer que os preços vão baixar, de forma proporcional aos aumentos das duas últimas semanas, ou será que as gasolineiras vão fazer o que sempre fazem, que é garantir que a redução do preço, ao contrário de qualquer aumento, só se reflecte daqui por dois ou três meses?
Eu disse gasolineiras? As minhas desculpas! Eu queria dizer António Costa. Porque foi o António Costa que ordenou à GALP, BP e Repsol & Cia que aumentassem os preços, imediatamente, caso contrário ia tudo dentro e as empresas seriam nacionalizadas. Agora vou acabar de comer o meu gelado com a testa, que o gajo está a começar a derreter e eu não quero ter que esfregar o chão com a fronte, que não estamos em tempo de desperdiçar comida.
De Alexandre Guerreiro a João Lemos Esteves é um salto…

Sobre o Alexandre Guerreiro já o Aventar falou inúmeras vezes ao longo destes dias. Desde o primeiro post a 25 de Fevereiro que se tornou viral passando por ESTE que viralizou de igual forma até ao que se publicou hoje. O Expresso acordou um pouco mais tarde assim como a Sábado e ontem o Ricardo Araújo Pereira. E de repente, ontem, surge um texto em castelhano sobre o rapaz.
Dizer que o texto é em castelhano é simpatia minha. Enfim, pouco importa. Ora, o texto é de um português, de seu nome João Lemos Esteves. O nome não era estranho. Ora este João Esteves é, segundo o seu twitter: Senior Intell Analist Hagana Consulting. Mas que raio se passa com os “Intell” portugueses? É que o Alexandre Guerreiro também o é/foi. Onde são recrutados? Mais, onde são formados? É que se um é amigo do Putin, o outro é amigo de Trump. Será que ser-se chalupa é requisito para ser espião em Portugal?
Mesmo tendo deixado mais acima o link para o tal texto em castelhano, não resisto a partilhar aqui uma parte do mesmo.
Um e outro, académicos. Um e outro cepas de universidades portuguesas. Um e outro a defender o indefensável. Se a estes juntarmos o trio de militares putinianos que pululam nas televisões só se pode concluir que a culpa foi do Covid. De certeza. É miolo comido. Muito comido. Valha-nos Deus….
Ricardo Araújo Pereira e Alexandre Guerreiro
Estação de S. Bento (Porto): Isto não se inventa…
Miguel Tiago e Alexandre Guerreiro entram num bar…

… e pedem os dois uma Vodka bem geladinha. O meu espanto é ver um comunista (Miguel Tiago) aliado a um próximo do Chega (Alexandre Guerreiro). Eu sei que segundo a teoria da Polaridade, “Tudo é Duplo; tudo tem pólos; tudo tem o seu oposto; o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau; os extremos se tocam; todas as verdades são meias-verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados”. Eu sei mas não deixo de me espantar.
Também sei outra coisa, o José Milhazes incomoda muito esta malta. É bom sinal.
Reposição da reposição
O militante do Bloco de Esquerda que escreve no Aventar e que dá pelo nome de João Maio errou. Não chegou a corrigir o erro, mas cá estou também para ajudar: não se pede desculpa por mim nem por qualquer outro aventador sem minha autorização ou autorização do próprio.
As minhas desculpas aos leitores pela confusão do jovem bloquista. No Aventar os diretórios partidários não riscam. Ou como diziam por aqui: No pasaran
Reposição
No passado dia onze de Março, aqui no Aventar, o colega Fernando Moreira de Sá publicou “Mariana Mortágua: Um pedido de desculpas aos leitores”, onde pede desculpa por, num texto anterior, ter suposto que Mariana Mortágua, deputada do Bloco de Esquerda, envolta em polémica, desconheceria a lei que estaria a quebrar, como afirmou publicamente, pois “a deputada Mariana Mortágua foi uma das subscritoras da lei em causa”. Sobre isso, não sei, não fiz esse trabalho de casa, até para não me/vos enganar. Deixo para o Fernando.
O que sei é que, no texto escrito pelo colega Moreira de Sá, é apresentado como sustentação do que é afirmado, o Projecto de Lei 768/XII/4, projecto esse que, sim, foi da autoria do Bloco (e, como tal, com a ajuda da Mortágua má). No entanto, esse Projecto de Lei 768/XII/4 foi rejeitado na Assembleia da República, na votação na generalidade, com os votos contra de PS, PSD e CDS-PP. A bem da Justiça, fica corrigido o erro.
Mariana Mortágua errou. Aparentemente, já corrigiu o erro.
Fernando Moreira de Sá errou. Não chegou a corrigir o erro, mas cá estou também para ajudar.
As minhas desculpas aos leitores pela confusão.
Branco, Agostinho e Companhia Limitada – Os Generais que nos envergonham
O texto é do historiador António Araújo. No Diário de Notícias. Está tudo dito.
O caso Mortágua
está na moda e passará de moda, como passou o caso Fazenda: «ficarmos com três grafias é absolutamente insustentável, não faz sentido nenhum, é de uma ilogicidade total».
Refugiados, segundo André Ventura (feat. Vladimir Putin)

Apesar das dissidências, e dos processos de autodeterminação de vereadores eleitos pelo CH, André Ventura conseguiu montar uma convenção autárquica. Mais dois ou três meses era capaz de só lá estar ele, Maria Vieira e Nuno Afonso.
Parafraseando Bruno Aleixo: “a mim que me importa”, a convenção do CH?
Não importaria muito, de facto, não a tivesse Ventura usado para lançar o isco a palermas como eu, sempre preparados para lhe dar o palco que ele deixou de ter há semanas, por não terem – no meu caso – a capacidade de ficar calados perante manifestações de racismo e xenofobia que, em boa verdade, já não surpreendem ninguém. Pela conveniência do momento, os refugiados da Ucrânia são receber de braços abertos. Já outros refugiados, de outras guerras e latitudes, não passam sub-pessoas, munidas de um extravagante iPhone, que querem vir para Portugal “viver à conta dos nossos subsídios e dos nossos impostos” e “tornar as nossas mulheres objectos e obrigá-las a andarem de burqa na rua”.
Este discurso é abjecto. Lamento se contribuo para dar palco ao indivíduo, na insignificância do palco que lhe possa conceder, mas não é para mim possível ficar calado perante este nojo. Ventura encara os refugiados do Iémen, da Síria ou da Líbia com o mesmo desprezo e a mesma falta de humanidade com que Putin encara os ucranianos. E causa repulsa, a tentativa forçada, e sucessivamente falhada, de difundir a islamofobia, num país sem historial de problemas com a comunidade islâmica, apenas para seguir a cartilha dos seus parceiros europeus, que ainda ontem recebiam financiamento em rublos e envergavam t-shirts de Vladimir Putin.
Se eu estiver enganado, por favor, corrigi-me, mas o Durão Barroso não apareceu aqui há dias a comentar a invasão russa? Faz todo o sentido – Durão sabe o que é estar ao lado de gente igual ao Putin, gente que inventa pretextos para invasões, guerras que nunca deveriam ter começado, como a maior parte das guerras.












Recent Comments