Locomotiva Alemã acelera

O índice do clima de negócios do Instituto de Economia de Munique (ifo), publicado hoje, registou este mês uma subida de quase quatro pontos,a maior dos últimos 20 anos, passando de 101,8 para 106,2 pontos, foi hoje

anunciado. “A economia alemã está de novo em ambiente festivo”, afirmou na capital da Baviera o presidente do ifo, Hans-Werner Sinn, durante a apresentação dos novos números.

http://dn.sapo.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1625081

Comentário

A locomotiva económica alemã voltou a funcionar, os passageiros nas carruagens podem recostar-se e em breve tudo fica como dantes no quartel de Abrantes? Nem por isso.

Uma vez que os gigantescos problemas estruturais mundiais e comunitários não se encontram solucionados, podendo a qualquer momento irromper de novo com violência redobrada, também desta vez e tal como em Fevereiro 2007* trata-se de uma “flor de pânico” – enfim: sol de pouca dura.

Rolf Damher

* Em 2007, num prenúncio da actual crise, na Alemanha já tivemos o caso de uma “flor de pânico”. Na altura, o presidente do Instituto de Economia de Munique (ifo), Prof. Dr. Hans-Werner Sinn, e eu vaticinámos, independentemente um do outro, o carácter passageiro da alegáda retoma. Só o descobrimos quando o Prof. Sinn leu o meu comentário – ele tinha utilizado o conceito “Supernova”. E tivemos razão, infelizmente.

Nobel a favor de bancos do estado!

Joseph Stiglitz, prémio Nobel da Economia defende que se os bancos não emprestam à economia real, Pequenas e Médias Empresas e famílias, então os estados deveriam criar os seus próprios bancos. “Nos Estados Unidos entregamos à banca 700 mil milhões de dólares.Se tivéssemos investido na criação de um novo banco teríamos todos os empréstimos necessários”

Isto faz-me lembrar a nossa Caixa Geral de Depósitos que, em vez de andar nos negócios especulativos e nas grandes empresas do regime, deveria ser o motor da economia financiando as empresas que asseguram 80% do emprego e 70% da riqueza , que produzem bens e serviços transaccionáveis e viradas para a exportação.

Na verdade não há razão nenhuma, e ainda menos, depois desta crise e da imensa culpa que os bancos tiveram no seu  desenvolvimento, que os Estados não tenham nas suas mãos instrumentos de “padronização” da actividade bancária ( e para isso é preciso controlar uma parte importante do sistema financeiro) e uma regulação muito eficaz. Aqui em Portugal, o dinheiro que falta na economia foi entregue ao BPP, ao BNP e ao BCP, nada se sabendo quanto ao destino final desse dinheiro.

Serviu para pagar empréstimos ao estrangeiro e salvar amigos de apertos? Convinha esclarecer!

A farsa das medidas anti-crise!

O ping – pong dura há meses. Teixeira dos Santos manda uns orçamentos para Bruxelas, no dia seguinte tudo o que é comunicação controlada pelo governo, grita de entusiasmo pelas magníficas palavras e louvores que os exercícios mereceram das autoridades financeiras da UE! Fantásticas, no caminho certo, credíveis, o melhor aluno…

Passa uma semana, aí vem a verdade. Não chega, não são suficientes, é preciso acelerar, exigem-se medidas mais duras. Pouco a pouco vão-nos dizendo que o que sabemos não é a realidade, nem perto dela, escondem-nos a verdade toda, não vá o país ter uma azia das fortes e mandar estes tipos para um certo sítio mal cheiroso mas onde não fazem mal a ninguem.

Esta gente que há dois meses sonhava com TGVs e pontes, e aeroportos, HUB, com as grandes transportadoras todas aqui a “pedir batatinhas” cá aos bons, aos únicos que viam o que se estava a passar, os únicos que iam de passo certo, foi para Marrocos vender o “know how” do TGV. Perguntado sobre tão importante negócio, Sócrates, sem se rir e sem morrer de vergonha diz que é o “know how” dos concursos, vamos vender dossiers!

Desde o primeiro PEC que está tudo certo e feito o necessário para, a seguir, não ser bem assim, afinal é preciso mais, não chega, as medidas têm que se prolongar para 2011, vão deixando cair a realidade aos bocadinhos, o país pode ter uma azia, perceber que andou a ser enganado, e a UE lá vai fazendo o papel da má da fita.

Agora que se foi embora o Constâncio que dizia com uma semana de antecedência as más notícias que o governo reservava.

Faça férias como manda o nosso PR:

Não querendo desiludir o nosso Presidente da República, dou o exemplo fazendo férias “cá dentro” mesmo sabendo que nada disso fará melhorar a situação económica do país. Mas sempre posso afirmar que sou um rapaz cumpridor…

As pontes são boas pr'a todos!

Os hotéis estão cheios no Algarve, as praias da Linha e da Costa não aguentam mais ninguem, a cidade está vazia de pessoas e carros. É o que se chama o paraíso!

Crise, que crise? Aumentam os impostos, as famílias estão superendividadas, vamos todos viver pior, 40% dos portugueses vivem na dependência do estado, o desemprego está nos 10,8%, o rendimento mínimo e os subsídios são uma miséria, mas o que é certo é que os hotéis e as praias estão cheios.

Gasta-se gasolina, carro, alimentação, dormidas e há sempre uns trocos a que não se pode fugir mas a vida é para quem sabe dar a volta por cima. “Eles ” vão tratar disto, vais ver que vem massa lá de fora, achas que os camones dos alemães deixam cair isto? e então o sol e o inverno sem neve que os gajos vêm para cá apanhar? E a cerveja? E o vinho? Pá, não te apoquentes que há sempre algum…

E o pessoal que fica cá dentro, na cidade, está tambem de férias, restaurantes meio cheios, ruas desertas, passeios sem carros, esplanadas magníficas só para uns quantos felizardos, até o Museu de Arte Antiga estava só com uns camones lá de fora, deu para estar sentado a olhar para “Os painéis de S. Vicente”, há uma nova teoria sobre uns números que aparecem na bota de um dos Infantes, pode ser a data e a assinatura do pintor…

E o PIB? Que se saiba esse gajo foi para as Bermudas levar com um ciclone na tola e um dia destes aparece aí com um chapéu de abas largas à maneira. E, logo a seguir temos o campeonato do mundo, hoje já houve festa , milhares de entusiastas a despedirem-se dos jogadores ao longo do caminho de Oeiras para o aeroporto.

Já viram se o aeroporto fosse em Alcochete?

UE – Integração ou dissolução?

A capacidade para o auto-engano é condição base para se tornar político.“

Fernando Pessoa, Livro da Inquietude

Hoje começo com uma breve tradução parcial de uma entrevista que o Ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros, Joschka Fischer, deu ao magazine DER SPIEGEL (21/2010)

SPIEGEL: A UE já existia antes de existir o euro. Porque ela estaria no fim se a moeda comum não se impor?

Fischer: Não se trata só de uma moeda, trata-se do projecto europeu em si. Trata-se da questão se a Europa é suficientemente forte e se tem a vontade comum de defender este projecto contra ataques de fora, neste caso contra especuladores. Aqui é de importância central a unidade e determinação. Infelizmente desde a eclosão da crise em volta a Grécia, o nosso país tem reagido de forma totalmente diversa.

SPIEGEL: Mas com pode ser que um pequeno país como a Grécia lançe a UE para uma crise existencial?

Fischer: Desde o princípio não se tratava apenas da Grécia. Os mercados confrontaram a Europa duramente com a realidade. Todas as nossas bonitas ilusões – também as minhas próprias -, todo o nosso auto-engano, tudo isso foi varrido. Integração verdadeira ou dissolução, hoje é esta a alternativa.

SPIEGEL: A que ilusões se refere?

Fischer: Sempre se dizia que não se podia falar mais dos Estados Unidos da Europa. Dizia-se que o euro era capaz de funcionar só com base nos critérios de Maastricht, sem qualquer integração política. Os mercados nos mostraram que isto assim não funciona. Por isso, agora é preciso dar-se um passo corajoso para frente.

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A crise à média luz

(Desculpem mas não resisto à transcrição deste texto de Marcos Cruz)

Não é de hoje que, para mim, a decifração da mensagem mediática devia constar dos programas do ensino básico. Todos os dias vejo pessoas a viver no passado e no futuro, atormentadas que estão pelo agoiro jornalístico, agora tão comprazido nesta possibilidade de chupar a crise até ao tutano, como se esta fosse não a madrasta que tanto lamentam, mas a costeleta mais apetitosa que já alguém lhes pôs na mesa. Desculpem os que acharem este discurso uma irresponsabilidade, mas estou plenamente convicto de que a melhor maneira de responder a todas as crises, e também de as evitar, é estar presente em cada momento, é aquilo a que comummente chamamos ter sangue frio. Só assim um piloto de avião pode pensar em aproveitar a percentagem mínima de hipóteses de salvação que se lhe apresentam se os motores do aparelho deixarem de funcionar. [Read more…]

A próxima vez

A próxima vez que ouvir um banqueiro, um gestor de topo, um economista de trazer por casa que sempre comeu da mão de banqueiros e gestores de topo, o gajo da CIP que ainda é pior que o anterior, ou o da CAP, ou esse tal de Carreira cujo apelido diz tudo, ou outro ex-ministro das finanças, ou o actual, ou o próximo, ou o primeiro-ministro, ou o segundo que ainda está na oposição,

a próxima vez que uma destas imitações de um padre na hora de punir em confissão a beata que acaba de sair da sua cama com 30 avé-marias, e 5 padre-nossos pelo sexo oral,  repetir à exaustão, como se não soubesse que mente, que engana, que sabe muito bem que está a mentir, que pretende deliberadamente aproveitar a sua crise  para proveito seu e dos seus,

a próxima vez  que ouvir que a crise se resolve com poupanças, que a crise é culpa de ganharmos (nós, nunca eles) excessivamente e de produzirmos pouco, e a dívida, a dívida que é deles mas agora é de todos, e nem sequer é grande coisa como dívida mas virou o adamastor com que se mandam os meninos para a cama fugindo das águas revoltas que nos abrem novos mares,

da próxima vez, juro, vou retomar a leitura de um velho barbudo e mal comportado, de seu nome  Karl Heinrich Marx, leitura interrompida vai para anos que ando com preguiça para mudar o mundo e quanto mais interpretá-lo, e em plena contradição aparente repescar de um outro cidadão oitocentista a frase

A Propriedade é o Roubo

e depois não digam que não vos avisei, quando levardes  com o espectro que paira de novo sobre a Europa e desta vez muito mais mundo.

Do virtual para o real:

Pois eu, Pedro Correia, tenho que discordar de ti.

Discordando por entender que existe uma grande confusão na tua argumentação. A primeira no tocante a um pretenso neo-liberalismo de Passos Coelho. Será que defender tratar diferente o que é diferente é ser-se neo-liberal? Será que compreender a necessidade de uma presença diminuta do Estado na nossa vida é ser-se neo-liberal? Será que acreditar na iniciativa privada é ser-se neo-liberal? Quem pensa assim só pode ter uma resposta da minha parte: então eu sou neo-liberal mesmo sabendo que não o sou. Sou apenas Liberal, ponto.

O que PPC defende é algo simples de sintetizar: tratar diferente o que é diferente. Entende que a Saúde como a Educação, etc, devem ser assegurados pelo Estado mas não necessariamente de forma gratuita. Ou seja, sendo simplista que isto é um blogue e não uma tese, garantir o acesso de todos mas sabendo que aqueles que podem pagar, o fazem de molde a que aqueles que não podem não tenham de o fazer. Por outro lado, permitindo que os privados o possam fazer por vez do Estado desde que o façam melhor e com menos custos. Isto é ser neo-liberal?

Depois vamos a algo mais grave: carácter.

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Solidariedade Territorial

Ontem o primeiro-ministro referiu que uma das linhas orientadoras do plano para combater o défice foi distribuir o esforço por todos de uma forma equitativa referindo que não queriam por em causa a saúde, a educação e as pensões nem por só os funcionários públicos a pagar a crise.

Parece-me mais ou  menos bem… só mais ou menos porque não sei até que ponto assumir que não se pode mexer sobre 67% da despesa é um luxo que podemos correr,  mas até concedo isso.

O que já não percebo é a insistência na falta de solidariedade territorial que se tem verificado e não, não estou a falar das SCUT.
Estou mesmo a referir às noticias de hoje que mostram mais uma vez que uns são filhos e outros enteados

Para um investimento que vai beneficiar principalmente a região mais rica do país  (pib = 120% media europeia) temos “260 milhões de euros para linha temporária do TGV” para a região mais pobre do pais, sim atrás dos Açores, Alentejo e Centro e também de todas as outras regiões europeias excepto Guiana Francesa e uma outra da Grécia, (pib = 80% da média europeia) “Governo vai reavaliar verbas para a segunda fase do metro do Porto

A crise e a integração Europeia

Muitas conclusões se tirarão do que se está a passar nestes tempos na UE, mas a mais importante de todas, é que, ou se aprofunda a integração europeia  ou o euro e a seguir a UE vão pelo esgoto!

Um dos pressupostos que os políticos Alemães tiveram que oferecer ao povo Alemão em troca do “sim europeu” é que os países teriam que tratar da sua própria casa e não seriam ajudados (leia-se, receber dinheiro) sempre que fizessem asneiras. Isto explica as hesitações da senhora Merkel para além das eleições internas que perdeu .

Ora, esta crise, veio mostrar que estão todos no mesmo barco, o rombo é no barco que escolheram para se juntar, não é possível, sem enormes perigos para as economias dos países mais fortes deixar a Grécia, ou Portugal, ou a Espanha sòzinhos, quando a dívida destes países seja atacada por especuladores com a consequente desvalorização do euro, tornando mais dificil o aumento das suas exportações e tornando mais caras as importações.

A primeira medida estratégica, é a constituição do Fundo de Garantia de 600 Mil Milhões de euros que estará imediatamente disponível caso volte a acontecer uma crise semelhante. Outra medida, será o reforço das instituições de controlo europeias. Os orçamentos nacionais vão ter a análise prévia de Bruxelas e limites ao endividamento público do estado e das empresas públicas vai ser norma !

Sempre tive para mim, europeísta convicto, que o melhor de tudo o que a UE nos poderia trazer era tirar das mãos destes incompetentes que nos governam, grande parte do poder. É o que está a acontecer!

Não há almoços grátis!

PSD ou psd?

Ler AQUI.

A Tertúlia do Cafeína:

No Cafeína – Fooding House (Porto) reuniu, na passada quinta-feira, uma tertúlia dinamizada por um conjunto de 40 “tertulianos” do Porto. Sob o olhar atento de umas “Lulas Recheadas com Gambas, Puré de Açafrão e Chutney de Pimentos”, deliciosas, segundo palavras dos comensais presentes, o tema foi “Portugal em 2015”.

A convite de Rosa Carvalho (Jornalista), António Lopes (Médico), Pedro Froufe (Advogado) e Pedro Nunes (Médico), juntei-me a este grupo heterogéneo de homens e mulheres do Porto e com eles partilhei ideias e assimilei conhecimentos. Desta vez fui apenas tomar café mas prometi que a partir de agora serei assíduo e atento participante nesta tertúlia portuense.

Os monárquicos presentes foram duros nas palavras: “Em 100 anos a República escavacou a Mãe Pátria”, recordando que “hoje o aparelho sucede ao aparelho num verdadeiro sistema monárquico republicano”. Entretanto alguém lembrou: “Fomos à Índia e 500 anos depois continuamos cansados por tamanho esforço”. Pode ser impressão minha mas noto um crescimento do sentimento monárquico em importantes franjas da sociedade portuguesa. Estranho. Pode ser mera impressão.

Mas como o futuro era o tema, as ideias surgiram em catadupa: “Em 2015 a Europa estará em decadência” e rumo “à desagregação” ao que alguém contrapôs que por essa altura “viveremos em comunidades mais ecológicas, privilegiando a qualidade de vida e o respeito pelo meio ambiente”. Do fundo da mesa alguém atirou, “a Europa Central não olha para nós (Europa do Sul) como parceiros mas como um corpo estranho”. A ideia maioritária, pareceu-me, foi a de uma Europa e de um Portugal bem pior em 2015 do que aquele que temos hoje.

As opiniões são como as cerejas mas é com satisfação que vejo renascer, aos poucos, o tradicional espírito portuense de tertúlia e com prazer passo a integrar esta “Tertúlia do Cafeína” que uma vez por mês, entre deliciosos pitéus, discute a Pátria e outras desditas.

Um dia de crise

Foi o calor, de certeza. A temperatura subiu muito, o corpo tarda em acostumar-se. A cidade vibrou, houve um tremor, os nervos esticados ao limite. Convulsionaram-se as entranhas da terra, parecia prestes a soltar-se a torrente.  Ouviu-se um zumbido no ar, uma trepidação, qualquer coisa capaz de levar à loucura.  Mas logo vieram as primeiras gotas mornas do aguaceiro.

Foi o calor, mas também a greve que enlentecia os autocarros e os fazia chegar empanturrados, com as costas dos passageiros coladas à porta por onde já ninguém podia entrar. E talvez fossem também as notícias das bolsas no vermelho, da dívida, da bancarrota, do fim do mundo tal como o conhecemos, mentiroso e injusto, mas tranquilizadoramente familiar.

O sem-abrigo que todos os dias fica à porta do supermercado decidiu, pela primeira vez, entrar e sentar-se ao pé dos carrinhos. [Read more…]

Faltam 407 dias para o Fim do Mundo…

…e mesmo assim já temos mais de mil empresas na falência. A começar pelas empresas de construção civil responsáveis pelas casinhas do nosso Primeiro. Realmente o fim do mundo está perto, sobretudo no mundo da lagartagem. É cada tiro cada melro…

Nestes tempos de Bolonha o que realmente vale é o capital..erótico. O Fim do Mundo aproxima-se a passos largos…

Tudo Beleza!

Faltam 416 dias para o Fim do Mundo

Afinal, o nosso Primeiro é um tipo com algum humor. Um dia não são dias. Por falar em paródia, nada como os aviões da Red Bull a substituir os da TAP no Lisboa-Porto. Mais uns dias e uns cobres a menos e ainda vão parar a Portimão…

O passado mês de Fevereiro ficará para a história pelos recordes: o benfas consegue garantir o seu campeonato da década – agora só a partir de 2020 é que vão voltar a cheirar o título – e o desemprego, upa-upa, sempre na frente e rumo ao milhão…

Nas voltas por este Mundo temos o México a marcar a agenda dos próximos protestos da comunidade Gay internacional; as fotos dos criminosos mais procurados (façam o favor de ver bem as fuças dos meninos não vá o diabo tecê-las e um deles ser nosso vizinho). E Obama, sempre ele, a colocar Portugal no mapa – mais uns 30 dias de sossego para o nosso Primeiro!

Duas seguidas…

…sem tirar, da concorrência (mas da boa):

Realmente, não se percebe, caro Paulo.

Crise? Deixem lá, a malta dos €550/mês paga, caro Pedro.

Conflito não resolvido entre economia e meio ambiente

“Mas eu não quero conforto. Quero Deus, quero

a poesia, quero o perigo autêntico, quero a liberdade,

quero a bondade. Quero o pecado.”

Aldous Huxley, Admirável Mundo Novo

Chamou-me a atenção um ensaio do Dr. Daniel Sieben*, um jovem economista alemão doutorado, que recebi através de um amigo alemão. Por demonstrar que o pensar e agir sistémico-holístico se encontra instalado em todas as faixas etárias e por apontar exactamente na mesma direcção por mim postulada em relação à saída da crise, resolvi traduzi-lo. Espero que dê para pensar e que vos seja útil.

Rolf Domher [Read more…]

A economia com base no Euro

Para lá do livro do José Reis (Economia Impura) que é interessante, coincidiu terem-me enviado um artigo do Paul Krugman (“The Making of a EuroMess”, traduzível por “A Construção duma EuroTrapalhada”) muito actual sobre a economia com base no Euro, com notícias em vários jornais (p.ex. o Público de hoje) sobre como “abalado pela crise, o FMI mudou de discurso”, expresso em afirmações de responsáveis de que : “um pouco mais de inflação até pode ser positivo”, “reduzir os défices públicos pode não ser, num cenário de crise, a melhor opção” ou que “os fluxos de capitais nos países em desenvolvimento têm de ser controlados”…

Porque estes temas merecem óbvia reflexão, achei por bem enviar-vos em Anexos. O segundo, acessível através deste link abaixo

http://online.wsj.com/article/SB10001424052748704337004575059542325748142.html

relata essa “nova” postura do FMI e inclui referência a um relatório de Janeiro que é um trabalho “surpreendente” (para o próprio Paul Krugman) de Olivier Blanchard (com 2 colegas do Fundo), economista-chefe do FMI, um ex-PS esquerdista que já foi conselheiro desde o Mitterand até ao Sarkozy, mas sobretudo da Comissão Europeia..

Rapidinha – a crise

“Mais vale uma crise política que viver todos os dias em crise !”

” O governo tem estado a correr à frente da crise. Dá a impressão de que está à espera que alguem lhe dê um golpe de misericórdia”.

“Não é possível num momento em que se está a exigir ao Governo que seja austero na despesa pública, que se venha depois pressionar um aumento de despesa para as regiões autónomas”

” A Madeira é uma das regiões mais desenvolvidas do país e isso não pode deixar nenhum social-democrata indiferente”.

Pedro Passos Coelho em directo! despesa pública, madeira,PSD,

O comentador MAT é objectivamente um bocado subjectivo

O argumentário do Governo para a crise que o atravessa tem sido distribuído na forma de comentador MAT, começando sempre por largar a prosa no blogue oficioso da corporação socrática, onde ganha logo direito a publicação, seguindo-se o percurso habitual das assessorias por outras caixas de comentários.

É fraquinha a capacidade argumentativa, que a causa não dá para mais, e desta vez agarra-se à subjectividade da coisa: as escutas, os pareceres, é tudo muito subjectivo, tópam? tão a ver?

Objectivo era Sócrates ter entrado pela TVI dentro e dado um murro nas fuças ao casal Moniz, essa é que era objectiva, percebem, mas não aconteceu, ou pelo menos não há provas.

Objectivo era o orçamento geral do estado contemplar a nacionalização de todos os grupos de comunicação social. Mas não contempla e se contemplasse era objectivamente chumbado.

E como não aconteceu nada disso, nada aconteceu, toda a gente objectivamente vê  isto, até nas sondagens do Rui Oliveira Costa que não são nada subjectivas salta à vista que o povo o ama,  só um conjunto de gente  é que anda subjectivamente a lançar o país no caos;  “desde o caso da licenciatura de Sócrates, há um conjunto de gente convencida que José Sócrates não tem carácter“, é verdade, conjunto esse de gente que em Setembro se juntou para votar contra Sócrates que por acaso só teve o apoio de um conjunto de gente um bocado mais pequeno, mas claro que isto é muito subjectivo porque não votaram todos na velha, e isso é que tinha sido uma derrota.

Como aventa o Luís Moreira em resposta a um comentário do mesmo género:

Então as escutas não existem? É uma hipótese…

Pois é. Uma hipótese um bocado subjectiva, mas porra, é o que se pode arranjar.

Economia, Liberdade e outros tremores

Hoje a TVI vai lançar uma grande reportagem do que pode acontecer se, em Portugal, tivermos uma tragédia natural como aquela que assolou o Haiti. Ora, numa altura como esta, em que estamos a ser assolados por outras tragédias, de índole económico, convinha qualquer coisa mais alegre.

Continuando neste tom negro da espuma dos dias, temos os dados económicos a piorar de dia para dia e o Rangel a vociferar em Estrasburgo pela Liberdade de Imprensa. Para melhorar, nada como os perigos da internet.

O Mundo está mesmo a ficar perigoso.

Faltam 430 dias para o Fim do Mundo

E as famílias já dão os primeiros sinais claros da enorme crise que se abate sobre os portugueses, em especial a classe média (ainda existe?). E temos mesmo que gritar, berrar, não calar esta tendência estranha de controlo governamental dos media. E este governo já segue o cherne.

Chantagem de Sócrates: Oposição não pode ceder

A Oposição não pode ceder às chantagens do Governo Sócrates. Se ao fim de meia dúzia de meses já se fala em demissão, então a situação já ultrapassou todos os limites do absurdo.
Já se sabe que a Sócrates interessa um cenário de eleições antecipadas. O PSD está esfrangalhado e a hipótese de repetir a primeira maioria absoluta é por demais tentadora. Para além disso, a Assembleia só pode ser dissolvida entre Março e Setembro, porque depois vêm as Presidenciais. O momento actual vinha mesmo a calhar, mas convenhamos: esteja-se de acordo ou não com a Lei das Finanças Regionais, não é motivo – nem aqui nem em nenhuma parte do mundo – para levar à queda de um Governo.
Entretanto, a crise económica e financeira não dá mostras de abrandar, a Bolsa de Lisboa despenhou-se e o desemprego atinge valores vergonhosos. Nada que preocupe José Sócrates, apostado nas obras públicas faraónicas e nas mesquinhas intrigas palacianas em que se especializou desde que saiu da Covilhã.

Faltam 435 dias para o fim do Mundo

Eu já tinha ouvido falar de uma que queimou o soutien nos idos de setenta. Ao longo destes anos já me habituei a ver queimar a bandeira dos Estados Unidos e de Israel com o devido esmero, nas inúmeras manifestações nos diferentes países do eixo do mal (e não, não estou a falar do programa da Sic Notícias). Agora, ver um enfermeiro a queimar a sua bata numa manif é uma estreia. Só não sei se ria ou se chore. É que o ridículo mata… Nos tempos da outra senhora que se divertia, qual pirómana, a queimar soutiens, o Povo gritava nas ruas: “Os ricos que paguem a crise”. Como diz essa grande referência intelectual portuguesa: “acho bem!”.

Agora, algo completamente diferente mas que me permite manter o rumo neste post, uma vez que se pode enquadrar entre a senhora pirómana e a referência intelectual e, sobretudo, tirar do sério os aventadores professores, mais que muitos, que por aqui circulam:

Se o aluno chumba o ano, a culpa é do professor; se o aluno desiste de estudar, a culpa também é do professor; e se o aluno falta às aulas, a culpa é outra vez do professor. O sucesso escolar de uma criança está sempre nas mãos do professor. Nem as origens socioeconómicas nem o contexto familiar servem de justificação – a culpa é sempre da escola, que não soube encontrar as estratégias certas para ensinar os seus alunos.
Esta é a convicção de Paul Pastorek.

Pois é, com toda a cagança, segundo o i, o Braga continua a liderar. É com cagança e com toda a pujança. Não nego, está um título do caraças! Realmente o Braga continua com “ela toda”….olha, olha, o meu Word diz que “caraças” é “locução própria do nível de língua informal, pondere o emprego de uma expressão alternativa”! Olha-me este Word todo ele cheio de cagança, deve ser de Braga! Sem pujança ficou o Carvalhal. Ele há dias assim. Já o meu Porto, com a devida cagança própria dos maiores do Mundo (e somos, carago!) foi buscar Kléber, o Gladiador. Vai ser um massacre!!! Ele fez falta no túnel, tinha sido uma mortandade, tipo a que aconteceu junto de Paredes da Beira, no seu conhecido Vale dos Mil, onde os cristãos mataram mais de mil mouros numa só noite…

Assim se caminha rumo ao fim do Mundo. Bom fim-de-semana.

Portugal para onde vai? Alguém sabe?

TUDO  O QUE CHEGA , CHEGA SEMPRE POR ALGUMA RAZÃO

Fernando Pessoa

Notícias – mesmo as ditas importantes – que por aí pululam não são alvo de muita atenção. No entanto, geralmente as coisas mudam de figura e a atenção sobe, quando publicações de prestígio mundial, tais como THE ECONOMIST e DER SPIEGEL, ligam importância ao tema.

Desta vez é DER SPIEGEL ONLINE que fala sobre Portugal (ver abaixo). Fala sobre uma situação ameaçadora que todos conhecemos. Contra à mesma já adverti em 2001 numa carta dirigida a um articulista no Expresso (18.08.01) que então perguntava:

“Portugal Para Onde Vai ? Alguém Sabe ?”

(ver abaixo).

Como já escrevi hoje aos meus amigos alemães, toda a União Europeia deve ter um interesse máximo em que os seus subsistemas menos desenvolvidos não tenham que “passar pelas armas”. Quem pensa de outra forma esquece que numa UE às avessas todos estamos na fila para o abismo, alguns mais à frente e outros mais atrás – incluindo parceiros grandes e (aparentemente) menos apertados como p.ex. a Alemanha. O dilema da UE, na forma introvertida e egocêntrica das pessoas, coloca-se entre o diabo e belzebú: se ajudamos a Portugal, Grécia, etc., é contra as regras e o euro perde valor – se não ajudamos o mundo pensa que a UE está nas lonas e acontece o mesmo. A alternativa estrategicamente correcta e eficaz que aumentaria a atracção da UE e do euro existe: chama-se New Deal!

Agora a saída do círculo vicioso depende de nós, tanto do suprasistema UE como do respectivo subsistema que por sua vez também pode consegui-lo sózinho – com a estratégia certa! [Read more…]

Um crescimento miserável…

Crescer 0.7% no PIB é mais ou menos o que vão crescer os outros parceiros, mas a má notícia é que não são as exportações a puxar pela economia, é o consumo interno.

E como é o consumo interno só serve para agravar o défice externo, o crescimento devia vir das exportações e do investimento.

Tudo que já  se sabia, o crescimento potencial da última década foi muito mau e da que vem aí vai ser tão mau ou pior, as fragilidades estruturais mantêm-se, mas o Ministro da Finanças passa pelo assunto “como cão por vinha vindimada” .

O diagnóstico há muito que está feito mas as medidas não são tomadas, tocam em interesses instalados, é mais fácil andar a deitar dinheiro para cima dos problemas, o que se “meteu” no BPN é o dobro do que se guardou para o resto da economia.

Entretanto, a Moody’s ( instituição internacional de notação financeira) já deixou o aviso, e os mercados reagiram muito mal, o crédito já esta a encarecer para o país.

Mudando ao sabor dos “tempos”, andam aí uns “pandegos” que dizem que nada disto é grave porque nos outros países a coisa não é muito diferente, é tudo resultado da crise internacional (suponho mesmo que na década de 90 já era da crise que ainda não havia), mas não conseguem explicar é porque o nosso país é o mais pobre e o mais injusto! E que por isso mesmo é imperativo que cresçamos mais que os outros, estamos mais abaixo, assim o fosso mantem-se e alarga-se.

Mas isso são tudo coisas que não interessam nada!

Crise No Sector Automóvel

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ISTO VAI DE MAL A PIOR
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A venda de automóveis vai mal.
Neste ano de 2009, venderam-se tantos carros como em 1988, ano em que a importação estava muito limitada.
Neste ano, não houve qualquer limitação. As pessoas não compraram carros, porque não podiam.
E não puderam porque não tinham dinheiro. A crise está aí para lavar e durar, com a falta de emprego a continuar a ser o nosso maior problema.
Claro que houve quem quisesse comprar, para beneficiar dos incentivos do governo, e não tivesse podido, pois que os carros não chegaram na medida das encomendas. E tudo por causa dos importadores que os não importaram a tempo, e também porque nos países de origem, guardaram os carros para venda aos seus nacionais, que estavam a comprar normalmente. Mas isso são outras histórias.
Em Portugal é assim. O nosso governo entende que tudo estará bem se nos continuarmos a endividar, se a oposição se comportar como deve, e se não se fizerem muitas ondas, etc..
Os Portugueses, entretanto, apertam o cinto, sabendo que esta crise está para durar, e que isto vai de mal a pior. Os piores dias ainda não chegaram cá. É que teremos que aguentar este governo pelo menos mais um ano e tal, e ficamos sem saber se o País aguenta. Melhor, se nós aguentamos!
Em contrapartida, no resto do mundo, e na Europa em particular, a retoma já começou.
estive nos últimos dias em Roma, e o que vi não é, nem de perto nem de longe, um País em crise. A retoma está florescente.
No que respeita à venda de automóveis, o que se passa em muitos países, que não em Portugal, é a prova provada da capacidade que existe nesses lugares para dar a volta à crise. Em França, o aumento da venda de automóveis em Dezembro de 2009, relativamente ao ano anterior foi da ordem dos 40%. Em Inglaterra terá sido de quase 60%. No Japão foi de 37%.
E o nosso governo, no entretanto, acabou com os incentivos ao abate e troca de veículos, numa medida, a todos os níveis, “inteligente”.
O fundo do poço está aí, e ninguém parece interessado em querer vê-lo.

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Copenhaga – uma benção

Quem falhar a primeira casa de botão

atrapalha-se com o resto do abotoamento”

Johann Wolfgang von Goethe

Se em Copenhaga tivesse havido um acordo concreto, com muitas centenas de milhares de milhões de euros de investimentos no meio, então ter-se-ia falhado a “primeira casa de botão” – e, com isso, perdido muito tempo e dinheiro.

Tendo havido um desfecho inconclusivo – flop –, existe esperança que com o avançar implacável da crise mundial de sentido e de economia se identifique rapidamente a verdadeira “primeira casa de botão”, ou seja, o actual estrangulamento central que impede o nosso desenvolvimento e que tem que ser resolvido em primeiro lugar. E então o tema central serão as causas imateriais-psiquicas subjacentes à crise mundial e respectivas soluções e não uma das suas muitas consequências.

Assim, os mais novos entre nós dos quais muitos hoje estão totalmente convencidos da alegada cadeia causal tão dúbia como mecanicista – emissão de CO2 = fim do mundo –, verificarão dentro de 20, 30 ou 40 anos que o fracasso da cimeira de Copenhaga foi um benção porque nos obrigou a prestar atenção sobre os perigos muito mais graves e mais imediatos.

Rolf Dahmer