O negócio dos chips

Arranja-se uma lei emanada do governo que obriga todos ou quase todos os cidadãos automobilistas a comprarem um “chip” para poderem pagar as portagens das autoestradas. Esse “chip” já existe, é de invenção e produção Dinamarquesa, que com esta lei passa a ter um mercado de 2 milhões de automóveis, mercado sem concorrência, o preço é o que quiser impor ao cidadão, ninguem sabe se é caro ou barato, sabemos que temos que o comprar.

Por acaso, o chefe máximo dessa empresa em Portugal é um ex-assessor de um secretário de estado ainda em funções, que passou directamente das funções públicas para a empresa privada, tendo estado directamente envolvido nas negociações que levaram ao negócio “da china”!

São estes negócio da “china” que se repetem sem cessar ao abrigo deste governo, negócios feitos a partir de uma qualquer  lei que cria uma mercado à revelia das leis do mercado, ninguem precisa dos “chips” para nada, é o próprio governo que cria essa necessidade e, por acaso, há sempre uma empresa que já tem o produto ou o serviço para corresponder a essa necessidade artificialmente criada.

A prova disso é que é o próprio governo a dizer que o pagamento das portagens pode começar já no pŕoximo dia 1 de Julho sem “chips!...

Cobria a cara de merda…

Se um dia recebesse um elogio dessa criatura abjecta e repugnante que utiliza o nome Miguel Abrantes.
Paulo Pinto Mascarenhas, para não ter de fazer o mesmo, saiu do 31 da Armada.

O pior do Campeonato do Mundo de Futebol em 56 segundos

O descalabro francês, o regresso a casa da seleção italiana, os 7-0 de Portugal à Coreia do Norte e o futebol praticado pela Argentina marcaram a primeira fase do Campeonado do Mundo de Futebol 2010. Mas nada se compara à falta de desportivismo evidenciada pelo selecionador francês quando, derrotado pela África do Sul, se recusou a apertar a mão ao seu colega Carlos Alberto Parreira.

O bacalhau está caro mas não era preciso poupar tanto, monsieur Domenech.

nas dissertações, nós ou eu?

meditações sobrejúri de agregação de Ricardo Vieira, ISCTE, Março 2006

…para Ricardo Neve Vieira, o meu melhor discípulo….

Umberto Eco, no seu livro Como se Faz Uma Tese em Ciências Humanas? recomenda o uso do nós. Existem outros que exigem esta posição aos seus orientados e ainda outros que não se manifestam, sendo-lhes indiferente. Mas, contudo, quando a natureza dos estudos tiver uma componente etnográfica e porque o trabalho etnográfico vive do eu do investigador? (Silva, 2003, p. 71), e também porque todo o texto etnográfico deve sempre utilizar a primeira pessoa do singular? (Ball, cit. ibidem), parece-me que será mais indicado seguir este caminho. Como as características da abordagem qualitativa se confundem com as características do método etnográfico, sendo esta comparação acentuada na obra de Bogdan e Biklen (1994), de Caria (2002) e de Silva (2003), não fosse a referência à descrição profunda? (Bogdan e Biklen, 1994, p. 59) ou ao vocabulário diferente? (ibidem), onde acrescentam que actualmente os investigadores utilizam o termo etnografia quando se referem a qualquer tipo de estudo qualitativo, uma vez que ambos acentuam a vertente descritiva relativamente a conversas e pormenores com pessoas e locais, o uso do eu numa investigação predominantemente qualitativa (intensiva) tem todo o sentido. Outras das razões é a coerência descritiva, e evitar alguns contra-sensos sem qualquer lógica, como por exemplo afirmar que somos presidentes do conselho executivo na Escola. Parece-me também, que não se deve responsabilizar ou mesmo abusar do orientador, afirmando [Read more…]

90% de chumbos ! E do grosso!

Na Ordem dos Advogados os candidatos a estagiários foram corridos a chumbo grosso!

Os alunos dizem que é assim porque a Ordem quer limitar o acesso à profissão. O bastonário diz que os alunos estão mal preparados!

E o que dirá quem passa a licença de abertura dos cursos e autoriza o número de vagas? O Ministério da Educação!

Em outros países decentes costuma funcionar o mercado, mas como o mercado não tem “mão invisivel” os interessados resposáveis regulamentam, analisam e verificam se andam a vender gato por lebre. Aqui quem se lixa é o aluno, o que tem menos força, não está organizado nem tem voz, atraem-no a um curso e depois verifica que o tão desejado curso não tem saídas profissionais.

E se estes alunos todos accionassem judicialmente o Ministério da Educação, exigindo compensações pecuniárias pelos prejuízos? E as Universidades? Seria que todos estes irresponsáveis não teriam mais cuidado em abrir cursos que sabem à partida não terem futuro?

Ou o melhor é os alunos inscreverem-se nas Juventudes partidárias?

de menina subordinada a figura carismática

a capacidade de acolhimento universal de uma mulher carismática
Nel Museo dell’Opera del Duomo di Firenze. Foto personale aprile 2005.

Ensaio de etnologia da infância

Para a Senhora Engenheira Maria de Lourdes Pintasilgo

Por assuntos vários, tive um desgosto hoje e lembrei-me deste texto dedicado a uma amiga:

Vamos andando, Maria de Lourdes. Vamos andando. Com passo lento, com memórias, cheio de respeito. Um passo que acompanha um modelo de comportamento. Vamos andando ao ritmo das minhas letras, enquanto a nossa Antiga Primeira-ministra é levada a descansar. [Read more…]

A Segurança Começa por Si

Apesar dos esforços desenvolvidos no sentido de combater o desrespeito pelas regras de segurança na utilização do caminho-de-ferro, são prática frequente acções negligentes em plena via-férrea ou em passagens de nível, que colocam em perigo a integridade física dos transgressores e dos próprios passageiros do comboio.”

Passagens de Nível no Facebook. O Livro Verde deu lugar a algumas conclusões. O comboio tem sempre prioridade.

Assim, sim!

Segundo “fontes bem informadas” e alguma imprensa, o papel de Marco António Costa na decisão do PSD no tocante às SCUTs foi fundamental.

Numa primeira fase os deputados Adriano Rafael e Agostinho Branquinho foram fundamentais – lembro a visita à Maia do Grupo Parlamentar do PSD e os consequentes requerimentos na Assembleia da República. Recordo a forma como ficaram sensibilizados para a matéria.

Nesta fase final, com o PSD em negociações com o Governo, o facto de Marco António Costa conhecer muito bem a realidade e dela não se ter esquecido, bem pelo contrário, foi determinante para sensibilizar toda a Direcção Nacional e, dessa forma, evitar uma gritante injustiça.

Ora, ficam assim provadas duas coisas: a importância de se conhecer a realidade e a existência de verdadeiros representantes das populações que os elegeram. Numa época em que todos nós criticamos os eleitos por se esquecerem de quem os elegeu, devemos enaltecer aqueles que contrariam essa regra.

Na altura sublinhei a importância da eleição de Marco António para Vice-presidente do PSD e alguns cépticos manifestaram a sua estranheza pela minha posição nas respectivas caixas de comentários. O tempo deu-me razão. Espero que agora compreendam.

As dinastias berberes no despontar de Bortuqal

gibraltar-18

O Jebel Moussa, montanha que domina a margem Sul do Estreito de Gibraltar

“Por muito pouco que eu viva saberei devolver aos muçulmanos todas as províncias que lhes tomaram os cristãos durante este período calamitoso. Para combater os nossos inimigos enchê-las-ei de cavaleiros e de peões que ignoram o repouso, que não sabem o que é viver na moleza, que não sonham senão em domar e treinar os seus cavalos, em cuidar das suas armas e em precipitar-se para o combate à primeira ordem.” (COELHO, 1989, pág. 272)

Com estas palavras Yussuf Ibn Tachfin parte de Sevilha acompanhado por Al-Mu’tamid, rei de Sevilha, Al-Mutawakil, rei de Badajoz e Abdallah, rei de Granada, para defrontar as forças de Afonso VI de Castela e Leão, que tinham sido reforçadas com tropas enviadas por Rodrigo Diaz de Vivar, o famoso El-Cid, o campeador, comandadas pelo seu vassalo Alvar Fañez. Os Almorávidas respondiam assim ao pedido de auxílio feito pelos Reinos de Taifas do Al-Andalus reunidos na conferência de Sevilha. Os dois exércitos defrontam-se em 1086 na batalha de Zalaca, nos arredores de Badajoz, na qual as forças do Islão esmagam as dos Cristãos. [Read more…]

maria fernanda loureiro

homenagem a uma compatriota, conhecia à moda etográfica de Lewis

Conheci a Maria Fernanda, pelos anos 80 do Século passado, mais precisamente em 1988. Tinha 22 anos, magra, alegre, sempre com um sorriso, a tomar conta das crianças com as limpezas que fazia na escola e as comidas que preparava para as crianças que trabalhavam connosco na escola. Os seus pais são Manuel Marques Loureiro e Elvira de Jesus de Loureiro. O seu irmão, o amigo e compadre Ramiro Vítor Loureiro, casado com Fátima Abrantes e pais de Sara, a minha afilhada. [Read more…]

Escolinha Primária

Pepe? Danny? Duda?

Aquilo era para aprender a soletrar e a contar as sílabas? bê-á-bá?

O sr. professor (com habilitações) apresentou uma lista cheia de erros, vá lá que os alunos já passaram por outras escolas.

*

(Onde é que eu já ouvi isto?)

Portugal – apesar do treinador…

Belo jogo, com um Eduardo cheio de confiança a dar garantias!

Os Ingleses para além de terem inventado o futebol , inventaram algumas tácticas que ainda hoje não insubstituíveis, ou quase.   Uma delas é o “target player”, o jogador que joga entre os defesas centrais e o guarda-redes, marcando-os, obrigando-os a andarem atrás dele. A primeira vantagem é que se fica logo a ganhar em número de jogadores na batalha do resto campo; a segunda é que os colegas, como o próprio nome indica, sabem por onde ele anda; a terceira é que abre espaços para os colegas entrarem. Pois bem, o Queiroz é useiro e vezeiro a não só prescindir destas vantagens como ainda por cima lhe soma uma idiotice. Apaga o Ronaldo, que precisa de espaço para as arrancadas e não sabe jogar fixo.

O Pepe, como ando aqui a dizer há um mês,  treinava com o Brasil e como se viu com uma falta de ritmo assinalável, como não podia deixar de ser. O Dany, corre, corre mas não constitui perigo nenhum; o Duda vai defendendo mas é um jogador muito abaixo dos seus colegas; o único que se safou bem, dos que entraram, foi o Ricardo Rocha.

Com esta exibição e com a volta à equipa do ponta de lança, do Simão e do Pedro Mendes, podemos chegar longe. Em principio não jogaremos, 3ª feira com a Espanha, será com o Chile, que está ao nosso alcance.

Vamos ver se o Queiroz deixa…

Carlos Santos, o 31 da Armada e a Direita homofóbica

«A minha Direita despreza criaturas pouco masculinas» (Jacinto Bettencourt no 31 da Armada sobre Carlos Santos).
Pois, a Direita do 31 da Armada, pelos vistos, é uma Direita homofóbica. E Carlos Santos, para além de todos os crimes que cometeu, ainda por cima é pouco masculino.
Pela minha parte, estou esclarecido.

P. S. -Antes que os arautos da moralidade venham com as merdas do costume nos seus blogues de «referência» sem sequer referirem o meu nome, esclareço desde já que não concordo com a divulgação pública de mails privados e que eu nunca o faria.

Saramago, o festim dos medíocres

A morte de Saramago parece ter acordado ódios, rancores e invejas que jaziam latentes e adormecidos.

Escrevem-se artigos, fazem-se comentários em blogues, circulam e-mails que, como dizia Almada, se são portugueses me fazem desejar ser espanhol. Morar em Espanha é, aliás, uma afronta que muita gentinha não perdoa a Saramago. Ontem, um post num blogue a que não faço o favor de linkar deixou-me triste, muito mais triste do que revoltado, com a pequenez de alguns conterrâneos meus contemporâneos, com a maldade verrinosa perante alguém cuja obra lhes é indiferente e desconhecida, ainda que a ela depreciativamente se refiram.

Saramago era um homem perfeito? Todos sabemos que não, de homens perfeitos estão os céus e restantes paragens vazios.

Mas gente que não escreve quatro palavras seguidas sem dois erros ortográficos de permeio perora sobre o escritor e sua escrita.

Tipos que têm de Deus a imagem de um velhinho de túnica e barbas brancas sentado no cocuruto do universo, zelosamente velando por eles, dissertam sobre a falta de fé de Saramago.

Católicos convictos comparam a cremação a um acto de fé tardio e desejam que arda eternamente no inferno, sem remissão nem perdão.

Acríticos defensores das virtudes do neo-liberalismo chamam-lhe traidor por ter decidido atravessar fronteiras e habitar outro país.

Filhos que venderiam a mãe por três tostões acusam-no de avidez e ganância.

Indivíduos a quem não se compraria um carro em segunda mão falam do seu sucesso como produto, apenas e somente, de bem sucedidas campanhas de marketing.

Patetas que se curvam de inveja e bajulação perante um vencedor do terceiro prémio do totobola desdenham o Nobel de Saramago.

A lista continuaria se a mim próprio não agredisse.

Triste país, tristes filhos, fraca gente, alegre falta de escrúpulos e de vergonha.

Portugal – mudanças na equipa

Entram o Ricardo Costa, o Pepe, o Dany e o Duda. Assim teremos:

Eduardo

Ricardo Costa -Bruno – Ricardo Carvalho -Coentrão

Pepe – Raul – Tiago

Dany – Ronaldo – Duda

O Pepe vai jogar contra a equipa mais forte depois de seis meses sem jogar. O Duda entra para tapar as subidas do Maicon ou para jogar recuado e jogarmos num 4x4x2 ? E o Dany é para o contragolpe juntamente com o Ronaldo!

Besta ou bestial? Daqui a duas horas já saberemos.

Aventar: mais rápidos que a nossa sombra

Quanto tempo demorou o Corta-Fitas a resolver um problema de saneamento básico que superámos num fim-de-semana?

Ainda tinha umas coisas para dizer sobre o Saramago mas li isto

Nunca liguei muito ao José Saramago-escritor.
Adorava o José Saramago-político.
Gostava assim-assim do José Saramago pessoa.
Tinha uma opinião francamente positiva em relação ao José Saramago homem.
O José Saramago-jardineiro era um desastrado.
O José Saramago-contador-de-anedotas-em-castelhano era um prato!
Era impecável o José Saramago-vizinho.
O José Saramago-colega-de-quarto era um desleixado inacreditável.
O José Saramago-marido era muito atencioso mas deixava sempre o tampo da sanita levantado.

e assim sendo,  o Diogo Augusto deixou-me sem essas coisas, palavras e esse género de.

Já não tenho.

Portugal – Brasil : jogo de empatas

Não serve para nada, ou antes, serve para empatar, que é o resultado melhor para ambos, isto sem broncas pelo meio porque o melhor resultado mesmo, para o Brasil era perder, encontraria o Chile ou a Suiça nos oitavos de final, as equipas mais fracas. Assim, para Portugal só interessa o empate, por uma questão de orgulho porque mesmo perdendo a Costa do Marfim não dá oito à Coreia.

É a oportunidade de fazer descansar jogadores, o Ronaldo, o Raul, o Coentrão , o Ricardo Carvalho e o Pedro Mendes e, já agora, perceber o que foi Pepe fazer à África do Sul. Não só pelo Pepe mas tambem pelo Nani!

Com a Suiça ou o Chile temos muitas hipóteses de chegar aos quartos de final, somos melhor equipa, e menos desgastados. Depois teoricamente poderemos encontrar a Argentina, o Brasil ou a Holanda melhores equipas do que nós.

A Alemanha é a pior de todas estas equipas e a seguir a Inglaterra o que dá alguma margem para Portugal, são equipas do nosso  nível podemos ganhar o que nos levaria à final com o Brasil  a Argentina ou a Holanda e, na final, é o que vier, tudo pode acontecer. Podemos ganhar o campeonato com :

Empate com a Costa do Marfim, equipa do meio da tabela; vitória sobre a Coreira uma das equipas do fim da tabela; vitória sobre a Suiça ou Chile, equipas do meio da tabela; Inglaterra ou Alemanha equipas numa forma muito distante a que nos habituaram  e, verdadeiramente, com um só jogo em que o adversário é superior. E a  final com o Brasil  a Argentina ou a Holanda!

Isto mostra bem que estes campeonatos são máquinas de fazer muito dinheiro e dizem muito pouco quanto à capacidade desportiva das equipas. Em 2004 a Grécia sagrou-se campeã europeia com uma das mais fracas equipas da competição.

Touché:

que a minha direita despreza delatores, criaturas gelatinosas e pouco masculinas que tudo fazem e penhoram por um momento de fama ou calor humano; e que no mundo da política como eu o vejo e desejo, serão sempre bem vindos adversários políticos como o João Galamba e o Guilherme Oliveira Martins, mas não haverá, junto a mim e aos meus, espaço para entusiastas convertidos da filigrana do senhor Carlos Santos“.

Manuel Pinho na Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva

Segundo o noticiado por órgãos de comunicação social, Jornal Digital por exemplo, Manuel Pinho foi nomeado Presidente do Conselho de Administração da Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, por decisão da Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas. Substitui, no cargo, António Vitorino.

Manuel Pinho é descrito como coleccionador de arte e além disto, acrescente-se, um homem deveras exigente em matéria de decoração das paredes do gabinete de trabalho. Mas, desta feita, no que respeita à selecção da fotografia mais apropriada, a tarefa ficou muito facilitada. Optou-se naturalmente pela imagem do gesto tão taurino quanto magistral e solene que imortalizou a última presença de Pinho na AR, como ministro da economia.

Encimar este ‘post’ com a imagem em causa é a nossa singela homenagem a Manuel Pinho.

 

o começo dos começos-Lewis Morgan

o criador das ideias do começo dos comportamentos civilizados

Lewis, Morgan Henry: Ancient Society or Researches in the lines of human progress from savagery through barbarism to civilization, Peter Smith: Massachussets, (1877) 1974.

Lewis Henry Morgan (Rochester, 21 de Novembro de 181817 de Dezembro de 1881) foi um antropólogo, etnólogo e escritor norte-americano. Considerado um dos fundadores da antropologia moderna, fez pesquisa de campo entre os iroqueses, de onde retirou material para sua reflexão sobre cultura  e sociedade. O seu mais afamado livro, o mais importante para a moderna Antropologia com trabalho de campo é: Ancient Society by Lewis H. Morgan 1877 (texto integral, em inglês). O título do livro é uma ligação para a obra, motivo pelo que está em azul. [Read more…]

Só Custam Uns Tostões (SCUT), mas não são poucos

Encargos dos Estado com as concessões SCUT  
Fonte: Auditoria às concessões rodoviárias em regime de portagem SCUT, Tribunal de Contas, Maio 2003

Este gráfico evidencia o aumento brutal da despesa com as SCUT em 2005, num retrato feito pelo Tribunal de Contas em 2003, apenas 3 anos após o lançamento das SCUT. Um problema com barbas, de  700 milhões de euros anuais, criado pelo governo de António Guterres.

"Portugal está a viver o período mais significativo de lançamento de obras públicas da sua história", afirmou Guterres a 20 de Maio de 2000 em Aveiro por ocasião do cerimónia de assinatura do contrato de concessão ao consórcio Lusoscut da construção, financiamento, conservação e exploração de 109 quilómetros de lanços do Itinerário Complementar nº1.  Acrescentou que "a colaboração entre o Estado e a iniciativa privada é um modelo de desenvolvimento que tenderá a generalizar-se na Europa, pois permite mais eficácia e rapidez a custos controlados".

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Quando Morre um Jornal

… morre um bocadinho de um Povo (uma certa fatia de Povo).  Desaparece o 24 Horas, Lisboa fica assim mais pobre.

Genial:

Um grande momento, mais um, do 31 da Sarrafada:

BP Ajuda Nano-Micro-Piquenas Empresas


Para não chorar, rir.

Dicas para uma acção à esquerda

Quando a realidade muda, a esquerda também tem de mudar.

É o que está a acontecer em Portugal, e no Mundo,portanto, é o que deve acontecer também entre nós.
São vários os níveis de intervenção que deveremos tentar alterar.
Tratam-se de novos parâmetros de vida.
Mas antes ,quero dizer,a propósito do que vou desenvolver, que    na Europa foram os partidos progressistas,que com algumas democracias cristãs,  criaram o Estado Social tal como o temos hoje , a partir de 1945,até como forma de pacificação social. Desde  essa data ,até 2006, 21% dos governos europeus foram de esquerda,e foram os que o  ajudaram a construir.
Por outro lado,as políticas do PAC,que hoje se discutem , também são diferentes quando são levadas a cabo  por governos  de direita,que pretendem destruir o Estado social ,  ou por governos progressistas .
Nestes  está sempre em jogo o Estado Providencia,naqueles é o  contrário.
Passo a enunciar os níveis de intervenção que me parecem urgentes mudar . [Read more…]

A tiro de obus!

Oportunamente distraídos pela plena e ininterrupta campanha eleitoral em que há muito se empenha Belém e pelos futebóis que se tornaram no principal esteio do cambaleante Esquema, os portugueses não podem imaginar o que os seus lídimos dirigentes preparam. Nem sequer já mencionando o nada estranho conluio que representa a “força de intervenção europeia” que ditará Golpes de Praga em ocasiões azadas pelo directório bruxelense, eis que surge uma clara e incontornável programação para o enfrentar de qualquer eventualidade.

Muito pela rama, um canal noticioso passou rapidamente uma peça, cujo tema versava a segurança interna do Estado. A má nova despercebidamente se desvanecerá nos sinais rádio enviados para o insondável abismo cósmico. No entanto, consiste num preocupante motivo de rápida reflexão por parte dos potenciais e evidentes alvos da securitária intenção: nós, o vulgo.

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Rita Ferro, Isabel do Carmo e o Grupo Espírito Santo

O que há de comum nas vidas de Rita Ferro e de Isabel do Carmo? A resposta é espontânea e sonante: nada!

A escritora, lisboeta, é filha do ensaísta António Quadros e neta de António Ferro, intelectual e doutrinário do Estado Novo, fundador do célebre Secretariado de Propaganda Nacional salazarista.

A médica, hoje doutorada e professora da Faculdade de Medicina de Lisboa, natural do Barreiro, foi militante do PC, fundadora do PRP. Esteve detida em consequência de activismo de extrema – esquerda.

Entre as duas jamais existiu efectivamente algo em comum, o que justifica a resposta pronta e negativa à pergunta formulada. Todavia, analisados comportamentos recentes de Rita Ferro e Isabel do Carmo, infere-se que, erodido o passado, ambas convergem no presente em duras críticas a esse monstro económico-financeiro chamado Grupo Espírito Santo.  

Vamos a factos. Rita Ferro, no jornal ‘Expresso’, edição de 12 de Junho, publicou o artigo “Carta aberta à família Espírito Santo”. Desanca forte e feio na família dos banqueiros. Assumindo ser “herdeira genética do salazarismo, mas penitente pelos efeitos do seu regime”, crítica com voracidade o Grupo Espírito Santo (GES), por este servir de retaguarda interesseira ao governo de Sócrates e ter a chancela nos principais consórcios financeiros devotados às grandes obras do executivo socialista – Auto-Estradas, TGV, Novo Aeroporto de Lisboa e 3.ª Travessia sobre o Tejo. Considera, pois, o GES plataforma relevante de suporte a estes investimentos em inoportunos prazos. E tece eloquente conclusão:

Ao contrário do vosso Grupo – e doutros, claro, mas com menos pergaminhos – não teremos a Suíça como abrigo quando a lâmina da bancarrota nos cortar a jugular…

Acerca da escritora, estamos falados. Deambulemos agora pelos argumentos de Isabel do Carmo, na edição de Junho de “Le Monde diplomatique”. Como médica e Directora do Serviço de Endocrinologia do Hospital de Santa Maria, Isabel do Carmo desmistifica os topetes da insolente Isabel Vaz, engenheira química, gestora da Espírito Santo Saúde SA e do Hospital da Luz. Com base em entrevista da engenheira Vaz ao jornal “i” em 16 de Março, e a propósito do “emagrecimento” do Estado, a médica demonstra a falta de seriedade e de sensibilidade social da gestora do Hospital da Luz sobre o protocolo com a ADSE, quando a citada engenheira afirma:

O facto de a ADSE não ter plafond é desde logo uma vantagem

Mas, como isto não chegasse para se entender a prevalência de objectivos de ganância lucrativa sobre os direitos constitucionais de acesso a cuidados de saúde dos cidadãos, a engenheira Vaz, escrito preto no branco por Isabel do Carmo, ainda se arroja a outras afirmações reveladoras do espírito de usura:

O plafond dos seguros é em média de 20 a 25 mil euros. Se diagnosticarmos uma doença oncológica o seguro cobre em média 50%. Então mandamos para o hospital público de referência.

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Mais um fruto da nossa…

…árvore no mundo da blogosfera: ESTE.

Força Carla!

Respeito.

Conheci o João Távora num programa do Porto Canal sobre blogues em que participamos. Fiquei com uma imagem muito positiva da sua pessoa (como, aliás, dos dois outros membros do Corta-fitas). Uma pessoa bastante civilizada e moderada.

Por isso, não me espanta nem a decisão tomada pelo Corta-fitas nem tão pouco a posição assumida pelo João Távora. É uma atitude própria de “um senhor”, como se diz na minha terra.

Assim, saúdo-o a ele e ao colectivo por esta decisão.

Sobre o tema, é obrigatório ler ESTA POSTA.