Henrique Raposo, a direita salta-pocinhas

Este texto de Henrique Raposo constitui mais um momento de delírio de uma certa direita não-pensante.

Se eu fosse completamente acéfalo, descobriria, em primeiro lugar, que a recuperação dos impropriamente chamados subsídios de férias e de Natal depende de os funcionários públicos aceitarem a necessidade de que é importante separar “o trigo do joio da Administração Pública.” Se é assim, exijo a reposição dos meus subsídios, uma vez que reconheço essa necessidade. Diante desta declaração pública, espero ver um acrescento substancial na minha conta bancária, no máximo, até amanhã.

Para explicar aos que considera ignaros, dá o exemplo dos gastos supérfluos do concelho do Alandroal como um dos motivos para que os funcionários públicos tenham sofrido os cortes que sofreram. Curiosamente, apesar de apresentar alguns números, Raposo limita-se a fazer perguntas, não tendo a certeza de que o referido concelho tenha, efectivamente, funcionários a mais. Não acredito que um governo responsável se limitasse a cortar sem ter a certeza de que esse corte era necessário. Recuso-me a acreditar que um responsável político pudesse pensar qualquer coisa como “Bem, se calhar, há alguns municípios que têm funcionários a mais e, diante dessa probabilidade, não vamos estudar o assunto e vamos cortar os salários dos funcionários públicos.”

No último parágrafo, a loucura de Raposo chega ao ponto de dizer que a compra de casas e os próprios subsídios de férias dependia de dinheiro pedido ao estrangeiro. Nem uma palavrinha para os muitos dislates de vários governos que desperdiçaram subsídios europeus, destruíram tecido produtivo, inventaram parcerias públicas de interesse privado ou tiraram dos impostos para dar bancos que faliram por má gestão. A culpa é, evidentemente, dos funcionários públicos e não de quem anda, há anos, a servir-se do Estado.

Felizes os pobres de espírito, que deles será o governo do país.

Uma repartição de Finanças em cada autocarro

Fisco vai cobrar multas de quem anda nos transportes públicos sem bilhete

Quando o PS voltar ao poder ainda lhe vão dar um lugarzinho na ERC

Ricardo Rodrigues foi condenado por atentado à liberdade de imprensa e atentado à liberdade de informação.

Depois de Ricardo Rodrigues ter ficado com os gravadores, foi nomeado para o Conselho Geral do Centro de Estudos Judiciários, e integra, actualmente, a Comissão Parlamentar para a Ética, a Cidadania e a Comunicação.

 

Hóquei em Campo: Europeu Júnior no Jamor, em Julho

Armindo de Vasconcelos

É já no próximo mês de Julho que as selecções nacionais participam nos Eurohockey Junior Championships, Campeonatos da Europa de sub-21, masculinos e femininos. A prova tem lugar no Complexo desportivo do Jamor.

Em masculinos, Portugal compete com Azerbaijão, Grécia, Turquia, Chipre e Gibraltar, num campeonato que inicia a 17 de Julho e tem o final marcado para o dia 22.

A prova feminina, mais curta, inicia-se só a 19, e as “linces” terão de haver-se com  Azerbaijão, Turquia e Irlanda.

As duas selecções têm cumprido o programa possível de preparação e partem com fundadas esperanças na prova. O responsável técnico da selecção masculina é Rui Graça; o da selecção feminina é José Martins.

Fotos: fphoquei.pt

Gravatas

ou está tudo doido ou um dirigente do PSD abriu uma academia de artes marciais que precisa de uma ajudinha – da crónica de José Vítor Malheiros.

Sou o que faço

No livro Memórias do Livro de Geraldine Brooks  descobri uma frase muito bela de Gerard Manley Hopkins (1844-89) que, naquela edição portuguesa (casa das letras), Ângelo Pereira traduziu como “Sou o que faço, foi para isso que nasci.” Fui à procura do poema. Partilho com todos: Chispeia o papa-peixe

Chispeia o papa-peixe, brilha a libelinha;
Tombado sobre a borda de um tanque redondo
O seixo soa; a um toque a corda ecoa; e o som do
Badalo é língua e brada longe o nome – é assim a
Ação que sempre é feita: o ser que em nós se aninha
Cada coisa mortal o distribui de todo;
Vem-a-si, trilha a si; “eu” exclama, escande, estronda o
Eu sou o que faço: tal era a missão que eu tinha.

(…)

(tradução de Alípio C. de F. Neto)

Há dois anos à espera de resposta da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária

Eu, que não sou polícia nem profissional do ramo automóvel, sei o que é um seguro de carta. Os agentes da PSP do Cartaxo, Alcochete ou Vila Franca de Xira parecem não saber e nunca ter ouvido falar em tal coisa.

Por causa desse seu desconhecimento multaram por três vezes um mecânico de Alenquer, apreenderam três carros que pertenciam a clientes seus e, por fim, apreenderam-lhe também a carta de condução.

Como resultado desta acumulação de erros o mecânico ficou sem poder trabalhar e espera resposta da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária para que a justiça seja reposta. O problema é que a primeira destas multas (e consequente reclamação para a ANSR) aconteceu há dois anos e a resposta da dita autoridade ainda não chegou.

Contactada pelo jornal i, a ANSR limitou-se a dizer que:

“existem condicionalismos que dificultam a rapidez da tramitação processual das decisões administrativas”

Perante isto, suponho que também “existem condicionalismos que dificultam a rapidez da tramitação processual das decisões administrativas” para pôr esta gente no lugar onde ela devia estar: no olho da rua!

A indiferença e a cumplicidade

Como diz José Mário Silva, “não deixa de ser extraordinário que um autor de língua francesa seja mais aguerrido na defesa das nossas consoantes mudas do que muitos escritores portugueses, indiferentes ou cúmplices perante as amputações e alterações absurdas à grafia da língua”.

Está de parabéns Antoine Volodine.

Não estão de parabéns os cúmplices e os indiferentes.

O neo “liberalismo” pinochetazo

Que caiam muitos mais, seja pelo voto, seja pela força

– diz um pinochetinho tuga referindo-se aos governos de esquerda sul-americanos.

Tutu: o cuidado pelo outro

O Nobel da Paz 1984, Desmond Tutu, esteve em Portugal para uma conferência na Gulbenkian. Disse, entre outras coisas:

«Os seres humanos só têm uma casa, que estão a destruir, e ainda não perceberam que são ‘da mesma família’» ; realçou que uma das «lições de deus» é a de que «não podemos ser humanos em isolamento, precisamos dos outros para nos complementar». Acredita que os seres humanos são originalmente bons e que é «um incrível privilégio fazer deste o nosso mundo»; Desmond Tutu falou do «cuidado pelo outro», que «é da mesma família».

Comparou os «escandalosos orçamentos» gastos em defesa e armamento à pequena parte canalizada para «dar água limpa e comida suficiente às crianças do mundo».

Acredita que é possível ter um mundo diferente.

 

 

A patologia da mentira em Henrique Raposo

Conta-me como não foi.

Carta do Canadá: Umas boas férias

Parafraseando Steinbeck, bem podemos dizer que este é o verão do nosso descontentamento. E porque o inverno que aí vem não se afigura mais prazenteiro, aconselha o senso prático que nos ofereçamos as férias que nos carregarão as baterias de que tanto vamos precisar. Férias simples, modestas, como as de antigamente, no campo, cheias de silêncio e ar puro, sem jornais, rádios  ou televisões. Um tempo de completo pousio e contemplação, rodeado de gente que à terra tem dado a vida por gerações e que tem sempre um jeito saboroso de enfrentar a adversidade. Acrescente-se uma alimentação saudável e uma sesta bem dormida, um longo passeio a pé depois do jantar, que podemos aproveitar para rezar ou meditar, e teremos a receita de que precisa o nosso cansaço e desalento.
E, já se sabe, senso de humor, rir o mais possível. Para o que, sem pretensões, venho contribuir.
No meu tempo de Colégio de Nun´Álvares, em Tomar, tive o privilégio de conhecer João Santos Simões, engenheiro têxtil porque a isso obrigava uma empresa de família que vinha do seculo XVIII, uma fábrica de fiação, mas homem de nata vocação artística. Veio ele a ser o maior especialista de azulejaria portuguesa, devendo-lhe o país e a cultura, entre outras coisas, o levantamento completo do azulejo luso em terras brasileiras. Conversador admirável, generoso e alegre, de uma simpatia irresistível, guardou de rapaz um jeito desligado e boémio que era uma delícia. Porque em jovem pintou a manta. [Read more…]

O tempo fora do tempo

 (pormenor da Ribeira Negra) 

 O verão entra hoje, lembrou a velha a comer um pedaço de pão. à porta da padaria.

Meio triste por vir tão cedo, meio contente por vir tão tarde, já que a primavera o deixa de mãos a abanar com este tempo sem tempo. Ainda agora caiu um aguaceiro que fez as gaivotas encolherem-se e o rio cobrir-se de um espesso véu.

O verão está à porta como a velha na padaria. Nem entra nem sai.

Também à porta passa o eléctrico na sua lenta e gemida marcha de outros tempos, que nada tem a ver com as velocidades de hoje. O tempo fora do tempo. [Read more…]

Bandex – Nós temos um objectivo

Tá? tá.

Um chá de tília para a direita

Vamos retirar do vademecum medicamentos que se possam substituir por alguma coisa natural.

A frase é de Ana Mato, Ministra da Saúde do estado espanhol, conhecida militante da Opus Dei. É certo que os bancos deles são mais caros que os nossos, e que Ana Mato é capaz de dizer coisas como “adoptámos uma medida que já estava adoptada” ou “nada tem mais importância que uma medicina que cura doenças“, sendo conhecida por em tempos ter garantido serem as crianças andaluzes praticamente analfabetas (é do clima), mas antes que a moda pegue por estes lados e excite o nosso ministro da médis, o melhor será que o governo tome um chá de tília. Sem açúcar, o efeito é mais rápido.

Alceste, de Eurípedes

Peça de teatro «Alcestis», tragédia escrita por Eurípides. Pretende-se dar apenas um exemplo do que seria o teatro grego, repreentado neste caso por uma companhia americana. Um trecho de 4 / 5 minutos, acompanhado de explicações por parte do professor, é suficiente para os alunos ficarem com uma ideia do que era o teatro na Grécia Antiga.

Da série Filmes completos para o 7.º ano de História
Tema 1 do Programa: Das sociedades recolectoras às primeiras civilizações
Unidade 2.1. – Os Gregos no século V a. C.: O exemplo de Atenas

Ainda a Ponte do Romeu

A ponte do Romeu, Linha do Tua.

Até o marisco regressa aos mercados antes de Portugal

Marisco de Fukushima volta aos mercados após o desastre nuclear

Social Media Day :: Portugal 2012 :: V.N.Gaia

Citando:

 

O Social Media Day foi assinalado pela primeira vez a 30 de Junho de 2010, numa iniciativa do Mashable, espaço exclusivamente dedicado a notícias sobre a web 2.0 e redes sociais.
O grande objectivo da data é celebrar à escala global a revolução que transformou os media num ambiente eminentemente social. Logo no ano inaugural, mais de 340 encontros em 76 países do mundo assinalaram a data. Em 2011, o número de encontros subiu para os 1422, com as cidades de Nova Iorque e São Paulo a acolherem os eventos com maior número de participantes. Portugal associou-se ao Social Media Day desde o primeiro momento, com a cidade do Porto como palco para a comemoração.

Em 2012 vai ser em Gaia, no convento Corpus Christi, no próximo dia 30 de Junho (Sábado). Podem ver todo o programa AQUI. Lá estarei para falar sobre “Redes Sociais, as cidades e o turismo”.

João Pereira Coutinho, o idiota útil

João Pereira Coutinho quando pretende ser idiota não precisa de se esforçar muito, a coisa flui-lhe naturalmente. Outras vezes é propositadamente idiota com intenção utilitária, de tipo tarefeiro ideológico. É o caso desta crónica que publicou no Correio da Manhã, com o título muito apropriado de “Delírios”.

E porque é que o delirante João Pereira Coutinho é um idiota útil? Porque – ainda que faça uma pergunta pertinente (ou precisamente por causa disso) cuja resposta servirá sempre para levantar dúvidas e não chegar a conclusão alguma – a utiliza para esconder o fulcro das questões e evitar, desse modo, abordá-las.

Ao pretender reduzir a discussão da cimeira Rio + 20 ao aquecimento global antropogénico, João Pereira Coutinho lança uma cortina de fumo sobre aquilo que este tipo de cimeiras deve e deveria realmente debater: a sustentabilidade dos recursos, o aumento populacional, a democratização do consumo à escala global, a redistribuição, a equação energética, a plausibilidade da manutenção de modelos desenvolvimentistas baseados no crescimento constante pelas vias da produção e do consumo, as políticas de cariz ecológico e ambiental (não é por algumas expressões estarem desgastadas  e vilipendiadas que deixaram de significar precisamente o que significam) que o futuro exigirá para que a viabilidade da vida humana no planeta se mantenha em termos conjunturalmente equilibrados.

João Pereira Coutinho faz-me lembrar as igualmente delirantes autoridades da Carolina do Norte, também elas estúpidas, idiotas e com uma perspectiva “utilitária” da sua própria estupidez. [Read more…]

Parabéns PCP

Paulo Portas afinal ainda existe. Está e mentir na AR como há muito tempo se não via.

Os traumatizados da Moção de Censura

Não faremos portanto o que há um ano nos fizeram a nós e sobretudo porque pomos à frente o interesse nacional“, Silva Pereira, defendendo a abstenção violenta do PS.

Não quer, mas nem pode nem manda

O não querer de Crato.

Blade Runner – 30 anos

Lágrimas, chuva, um dos filmes da minha vida (reaccionária era a tua avózinha, pá) faz hoje 30 anos. Um dia como qualquer outro para o rever, sempre.

Lousada campeão nacional de Hóquei em Campo

A Associação Desportiva de Lousada (ADL) sagrou-se tricampeã nacional de Hóquei em Campo em seniores masculinos e conquistou o sexto título da sua história, o quarto em cinco épocas, igualando assim o Futebol Clube do Porto e o Clube Futebol Benfica na história da competição máxima da modalidade no nosso país, mas ainda atrás do Ramaldense FC, o clube mais titulado, ainda que, no momento, com a prática suspensa por dificuldades estruturais e financeiras.

Nas últimas três épocas, a formação do Vale do Sousa conquistou as maiores provas do calendário nacional no escalão de seniores masculinos, nomeadamente os Nacionais de Campo e Sala (indoor).

Para chegar ao título, a ADL venceu a Académica de Espinho, que chegou a estar em vantagem na final do play off, disputado à melhor de três,no seguimento da vitória por 3-2 na 1.ª mão, realizada em Lousada, mas a equipa orientada por Bruno Santos respondeu à altura e venceu os 2.º e 3.º jogos, levando o título, uma vez mais, para Lousada.

No jogo decisivo para atribuição do título, a ADL venceu a Académica de Espinho por explícito 5-1, resultado que não deixa dúvidas quanto à justiça do vencedor do encontro e do campeonato.

Texto: Armindo de Vasconcelos

Foto: fphoquei.pt

Nota: O Aventar inicia aqui a divulgação de um dos muitos desportos quase ignorados em Portugal. O campo está aberto a outros. Contactem-nos.

O tédio de Passos Coelho

“Não vale a pena estar sempre a gastar tempo a falar do desemprego, das casas que se entregam ao banco”. Declaração de Passos Coelho, hoje, no Parlamento. Está aborrecido, coitado. Roubado ao Ricardo M. Santos.

Panelas de pressão

Se começa a abrir-se a arca da memória, ninguém do bloco central escapa.

Acordo Ortográfico: a leviandade de José Eduardo Agualusa

Descobri no facebook estas declarações de José Eduardo Agualusa acerca do chamado acordo ortográfico.

O escritor começa por considerar que o acordo “não tem importância nenhuma; é irrelevante”. Por outro lado, declarou que o absurdo estava no facto de “haver duas ortografias.” [Read more…]

Parabéns Moçambique

Pré-aviso aos comentadores saudosos do colonialismo: estão avisados.

vídeo e título via Paulo Granjo

Na Polónia a música é outra

Eusébio está internado num hospital desconhecido e que deve ser público. Se fosse em Portugal já tínhamos visto o nome da empresa 100 vezes.