Basilius

basilius

Joaquim Vieira Basílio de seu nome, anda desde 1959 nas andanças do teatro amador. Em 1992 criou o Mendigo Basilius, personagem que vai percorrendo recriações históricas (nasceu na Feira Medieval de Coimbra) em Portugal, Itália e Espanha.  

É um mendigo muito peculiar: as esmolas que recolhe são oferecidas a uma instituição de solidariedade, como costuma dizer o Mário da Costa devolve a generosidade que cada terra tem.

Finalmente homenageado pela Câmara Municipal de Coimbra, estas fui eu que as fiz, com uma máquina fotográfica.

Ministro da Economia confrontado com Borda D´Água

Álvaro ri de Gaspar a bandeiras despregadas

O horror! Inês Gonçalves é do Bloco de Esquerda!

No princípio, era o verbo, ou seja, o texto. E o texto tinha uma autora. E a autora dizia que tinha 18 anos e que se chamava Inês Gonçalves. E o senhor Vítor viu que um texto daqueles não podia ser de uma rapariga de 18 anos.

Foi então que o senhor Vítor criou o homem de meia-idade com bigode. O homem de meia-idade com bigode era, afinal, o autor.

O senhor Vítor, mais tarde, descobriu que, afinal, existia mesmo uma Inês com 18 anos que era mesmo autora do texto que, durante uns minutos, fora da autoria de um homem de meia-idade com bigode.

A Inês, afinal, não era um homem de meia-idade com bigode, mesmo que possa haver algum homem de meia-idade com bigode que, à noite, goste que lhe chamem Inês, mas não temos nada com isso.

O senhor Vítor, aceitando que a autora se chamava Inês, não aceitava que uma rapariga de 18 anos se pudesse interessar por problemas próprios de homens de meia-idade com bigode. Há homens de meia-idade sem bigode, mas esses interessam-se por outras coisas, que um bigode faz muita diferença. Também há homens com bigode sem ser de meia-idade e, por isso, com interesses completamente diferentes dos dois anteriores.

O senhor Vítor encontrou, então, uma nova solução: como a Inês, por ter 18 anos, estava impossibilitada de formar opinião sobre temas próprios dos homens de meia-idade com bigode, tornou-se óbvio que o texto tivesse sido ditado à jovem autora por um homem de meia-idade com bigode. [Read more…]

Inês Gonçalves?

Oui, c’est moi!

Mudem a k7

Mas alguém ainda acredita na cantiga dos professores manipulados pela Fenprof? 100 000 carneiros é um rebanho que não cabe em Portugal.

Palhaço!


DVDs comprados e nos quais me chamam ladrão

um mundo sem fimOs editores de DVD continuam a insistir na inserção de um clip de visualização obrigatória antes de se poder passar ao conteúdo comprado (clip este financiado pelo estado). Nele afirmam que eu não roubaria certos artigos e, portanto, não faria um download ilegal. E fazem-no precisamente num produto que comprei. [Read more…]

Duas ou três coisas sobre *fatos do Acordo Ortográfico de 1990

DR AO90

Pour prendre position il faut, en général, 
savoir d’abord un certain nombre de choses.
— Georges Didi-Huberman (2009:15)

And intellectual bankruptcy, I’m sorry to say, 
is a problem that no amount of drilling 
and fracking can solve.
— Paul Krugman, 15/3/2012

Em 2009 (p.18), escrevi:

Existindo, como em qualquer reforma, opções susceptíveis de contestação e de debate no plano linguístico, já se torna difícil rebater argumentos taxativos, simplistas e contraditórios, que não vão ao cerne da motivação, ou então acusações avulsas, suspiradas através do facilitismo da emoção, peças movidas em tabuleiros não linguísticos e não culturais.

De facto, é extremamente difícil rebater aquilo que Seixas da Costa escreveu há pouco mais de um ano:

A má fé [sic] e a distorção propositada obtêm, por vezes, algumas vitórias. Admito que alguns possam não gostar do novo Acordo Ortográfico, mas não é aceitável que, por mera vigarice intelectual, se procurem criar mitos em torno das mudanças que ele introduz.

O mais flagrante, e que tenho verificado que que [sic] está já na cabeça de muitas pessoas incautas, é a ideia de que a palavra facto passa, por virtude do Acordo, a mudar para fato. De tanto isto ser repetido, há quem acredite.

Ora isto é uma falsidade, que alguns se entretêm a instilar. Por uma vez, que fique claro: o novo Acordo Ortográfico não altera a forma de escrita (e, naturalmente, de pronúncia) da palavra “facto”.

Quantas vezes será necessário repetir isto?

Depois desta acusação em abstracto, consideremos uma hipótese remota, mas concreta: [Read more…]

Descobri a identidade da verdadeira Inês Gonçalves

ines
Pensavas que escapavas imune, Fernando Nabais?
Está tudo explicado: a Inês Gonçalves é tua familiar e usaste-a como alegada autora de um texto que verdadeiramente foi escrito por ti.
O Vítor Cunha acertou na «mouche»: um homem de meia-idade com bigode a fazer passar-se por uma adolescente. Que tristeza!

A Inês Gonçalves não existe

Como descobriu bem cedo o Vítor Cunha e seus comentadores aplaudiram. Esta entrevista é uma fraude, só pode.

Respondam à Inês

30370O Vítor Cunha muniu-se de cachimbo e lupa e, convencido de que o hábito faz o monge, deu por si a pensar que já era o Sherlock Holmes. Depois de ter lido com alguma atenção o texto da Inês Gonçalves que aqui republicámos, deduziu, julgando-se decerto brilhante, que a Inês se preocupava com assuntos reservados a homens de meia-idade com bigode, já que está cientificamente provado que é necessário possuir ornamentos pilosos na cara e próstatas inchadas para uma pessoa se preocupar com problemas tão chatos como a criação de mega-agrupamentos ou os cortes de horários lectivos.

É claro que o nosso Sherlock quis parecer suficientemente hábil para poder afirmar que nunca tinha dito que a Inês não existia, embora tenha deixado a insinuaçãozita a espreitar com o rabo de fora. Ainda que reconhecendo a hipótese remota de que uma adolescente tivesse um facebook sem o Justin Bieber, Vítor Cunha, esquadrinhando, ainda e sempre de lupa em riste, pôs a mão no queixo e ter-lhe-á cheirado que, a existir uma jovem Inês Gonçalves, o texto talvez tivesse sido ditado pelo misterioso homem de meia-idade, enquanto cofiava o provável bigode. [Read more…]

Viagem a Atenas e ao futuro de Portugal

Aviso à navegação: este relato não é  asséptico, nem imparcial. É a história de uma ida a Atenas, o berço da democracia, agora transformado em laboratório de experiências pela Troika, que todos os dias mata em todos nós mais um pouco de esperança. É o relato do contacto, na primeira pessoa, com um estado policial, que nos deixa o sentimento de que, na Grécia, a polícia é um dos principais inimigos dos cidadãos. É a narrativa de uma perda pessoal. Do vazio que fica depois de nos roubarem algo que nos é precioso e vital. De nos sonegarem a memória. Mas é também a história de gente que resiste. Que teima em idealizar um sonho colectivo. Que persiste em ser solidária. E que acredita que todos os povos são irmãos. [Read more…]

O subsídio de férias

Faço parte dos portugueses que não entendem esta recusa do governo em pagar o subsídio de férias a tempo e horas, prejudicando  não apenas aqueles a quem este é devido mas, também e por arrastamento, indústrias como a hotelaria, o turismo, etc.

A justificação da vingança parece-me curta, pobre e, a ser verdadeira, grave, comezinha e desprezível.

Por isso mesmo, descartada a desculpa esfarrapada do primeiro-ministro, sendo política a razão, não a consigo entender.

Quererá o governo evitar que portugueses façam férias no estrangeiro desequilibrando a balança? Nesse caso, e porque os portugueses endinheirados continuarão a viajar, procura tapar um buraco abrindo outro maior, contraindo mais ainda a economia interna. Procurará desincentivar o aumento consumo estival? Se assim for não responde às necessidades de relançamento económico nem combate, ainda que temporariamente, o desemprego. Não há dinheiro? Pois o próprio Passos Coelho afirmou não ser esse o caso. Especulo que pretenda acabar com o subsídio de férias, mas quanto a isso já teve a resposta em relação à legalidade da pretensão.

Politicamente falando, esta medida é um desastre e eleitoralmente parece-me suicidária.

Por mais voltas que dê, procurando uma resposta séria ( que faça sentido na cabeça de Passos Coelho, Portas e militantes dos seus partidos, mesmo que não o faça na minha ) que justifique mais este tiro nas expectativas dos portugueses, no respeito pelos portugueses, no estado de espírito do país, não percebo. Não entendo, repito. Alguém me pode explicar de forma racional?

João Pinto e Castro sobre as patologias da sociedade portuguesa [Educação]

«(…) Por vezes, o exercício retrospectivo faz-se de uma memória crítica (…). O economista João Pinto e Castro (aluno que passou entre 1961 e 1967 pelas três casas do Camões – Alvalade, Areeiro e a sede) pensa que a reflexão em torno do «estilo autoritário e prepotente do lendário reitor Sérvulo Correia», se tem prestado a interpretações claramente regeneradoras de uma má memória que o tempo tornou incómoda. Reabilitação que, transformando os valores da época e do regime em renovados bons exemplos, Pinto e Castro considera espelhar a «nostalgia do autoritarismo, hoje muito em voga». Valores que absolutamente questiona, considerando-os geradores «de nefastas consequências». [Read more…]

Alguém explica o que se está a passar no Agrupamento de Pegões?

via Blog de Ar Lindo - arlindovsky.net

via Blog de Ar Lindo – arlindovsky.net


Que eu não posso. Desde Alfena, fiquei escaldado. Mas as denúncias sucedem-se nos blogues de professores. Isto é mesmo assim?

O que não perdoam à Inês Gonçalves

«Ando há 12 anos na escola, na escola pública». É isto que não lhe perdoam. Se se chamasse Martim e estudasse nos Salesianos, já era a maior.

2ª feira TODOS podem e devem fazer GREVE – é a última?

Ora aí está a confirmação que todos esperavam. Depois de nos ter sugerido trocar o exame de português pelo de matemática, Pedro Passos Coelho, seguramente o mais competente primeiro-ministro depois do 25 de abril, vem agora confirmar o que os sindicatos sempre disseram: a Lei não garantia a exigência dos serviços mínimos em educação. Confesso  que não pensava ser possível ter um governante tão competente na convocação de uma Greve.

Aliás, pelo que se vai percebendo, a Direita está em pânico e de trapalhada em trapalhada caminha para o fundo de um buraco que parece não ter fundo. Então agora vão mudar a Lei da Greve?

Quer dizer, perdem o jogo, logo, ‘bora lá alterar as regras. Parece-me que o Glorioso Sport Lisboa e Benfica, a seguir o exemplo do Governo, vai exigir que na próxima época os jogos acabem mesmo aos 90 minutos.

Nuno Crato convocou os sindicatos para uma reunião ainda hoje (16h), mas só há um caminho para os nossos representantes: o MEC retira de cima da mesa a Mobilidade Especial e o aumento da carga horária e os Professores voltam às negociações. Tudo o que seja menos do que isso e a GREVE às avaliações é para continuar.

Quanto à GREVE de 2ª feira, Nuno Crato vai tentar, hoje, forçar os sindicatos à sua desmarcação e, caso o tiro volte a falhar (como tem sido habitual) terá que alterar a data do exame de Português porque há uma mensagem muito clara que todas as escolas estão a dar: segunda-feira a GREVE é mesmo TOTAL!

Todos podem (devem!) fazer GREVE, não há qualquer tipo de condicionamento formal e tudo o que um ou outro imbecil possam dizer para condicionar a GREVE, será uma… imbecilidade. Eu vou MESMO aproveitar, quem sabe não terei outra oportunidade de fazer GREVE.

João Pinto e Castro, RIP

jpcAlgures neste blogue repousam umas trocas de mimos a tender para o vernáculo entre alguns de nós e o João Pinto e Castro, algumas minhas, é para isso que cá andamos.

Divergências à parte tratava a língua portuguesa com mestria e tinha um sentido de humor notável.

Ficarei para sempre com a tristeza de nunca o ter conseguido convidar para o BiTri.

Que descanse em paz.

A mentira é a pose natural de um blasfemo, a calúnia também

Depois de ter lido um qualquer manual do KGB, Vítor Cunha decidiu que Inês Gonçalves, autora de um texto que publicámos, “parece corresponder à descrição de um tipo de meia-idade com bigode.”. Apontou o dedo canalha para um perfil no Facebook que diz aberto em Janeiro deste ano. E continua feito soviético a achar que o que ele vê nesse perfil é o que lá está.

A  Inês está no Facebook desde 29 de Agosto de 2009, 5 meses depois do Vítor Cunha. E tem fotografias pessoais, gostos musicais e muitos outros, “bikinis, motas ou verniz garrido para as unhas” não me parece, mas nem todos os jovens terão os mesmos gostos pessoais do Vítor Cunha.

Vítor Cunha, que mal chegou a blasfemo-mirim decidiu seguir-me no Facebook  o que deve fazer parte de um curioso ritual iniciático que com curiosidade retribuí, não desconhece que esta rede tem níveis de privacidade e que eu posso ler nos perfis dos amigos dos meus amigos coisas que ele talvez não veja, mas nunca uma data em que mentiu. Lá acreditou que os seus leitores iriam ter acesso ao mesmo perfil reduzido que eventualmente ele terá visto.

Mentiu ao nível do sénior José Manuel Fernandes que hoje no Público descobre armas de destruição massiva nas sedes dos sindicatos, promove o bigode do Màrio Nogueira ao estatuto de bigode do Sadam e se embrulha como de costume, mas a esse já estamos habituados. Fez escola, e numa coisa a cópia é ultrapassa o criador: não tenho encontrado no Vítor Cunha a mesma falta de habilidade em lidar com a língua portuguesa. Valha-nos a forma, o conteúdo calunioso é exactamente o mesmo.

A greve, os professores e as famílias

professor familia greve

Eu não fui ensinada por mágicos ou feiticeiros

Inês Gonçalves

Estudo no 12º ano, tenho 18 anos. Sou uma entre os 75 mil que têm o seu futuro a ser discutido na praça pública.

Dizem que sou refém! Dizem que me estão a prejudicar a vida! Todos falam do meu futuro, preocupam-se com ele, dizem que interessa, que mo estão a prejudicar…

Ando há 12 anos na escola, na escola pública.

Durante estes 12 anos aprendi. Aprendi a ler e a escrever, aprendi as banalidades e necessidades que alguém que não conheci considerou que me seriam úteis no futuro. Já naquela altura se preocupavam com o meu futuro. Essas directivas eram-me passadas por pessoas, pessoas que escolheram como profissão o ensino, que gostavam do que faziam.

As pessoas que me ensinaram isso foram também aquelas que me ensinaram a importância do que está para além desses domínios e me alertaram para a outra dimensão que uma escola “a sério” deve ter: a dimensão cívica.

Eu não fui ensinada por mágicos ou feiticeiros, fui ensinada por professores! Esses professores ensinaram-me a mim e a milhares de outros alunos a sermos também nós pessoas, seres pensantes e activos, não apenas bonecos recitadores!

Talvez resida aí a minha incapacidade para perceber aqueles que se dizem tão preocupados com o meu futuro. Talvez resida no facto de não perceber como é que alguém pode pôr em causa a legitimidade da resistência de outrem à destruição do futuro e presente de um país inteiro! [Read more…]

PSP – umas vezes a violentar, outras a contestar


Sempre senti aversão a fardas. É coisa antiga. Desde a pré-adolescência, quando aos 10 anos me obrigaram a envergar a farda da Mocidade Portuguesa, com o célebre ‘S’ – de Salazar – no cinto. Sucedeu no, então, Liceu Nacional Gil Vicente em Lisboa, hoje designado Escola Secundária.

De todas as filtragens da vida, retenho um particular asco à PSP. Ainda no passado dia 31 de Maio, na manifestação de Lisboa contra a ‘troika’ e o governo, observei atentamente a postura e ar ameaçador da maioria dos agentes do PSP.  Em grupos alinhados, vigiavam a populaça. Não lhes deram motivos para intervir. Alguns pareceram-me frustrados.

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Proença na abertura da Taça das Confederações

Vantagem para os de azul. Brasil? Japão?

«Bella Ciao» na Praça Taksim

De canto de trabalho rural a hino da resistência partigiana, «Bella Ciao» já conheceu versões em dezenas de línguas e tornou-se um hino dos povos oprimidos.  Na noite passada, ao piano de  Yiğit Özatalay e David Martello juntaram-se as vozes dos cidadãos  turcos que, com máscaras de gás e armaduras improvisadas, têm dançado no centro de uma praça em chamas.

Una mattina mi son svegliato / o bella, ciao! bella, ciao! bella, ciao, ciao, ciao! / Una mattina mi son svegliato,  /e ho trovato l’invasor.

Quem prejudica os alunos?

No sector da educação por exemplo, a racionalização da rede de escolas e a convergência de indicadores chave, nomeadamente a dimensão das turmas, para próximo de níveis de referência, estará no centro das nossas reformas”

Está assim, preto no branco, no sétimo relatório das potências ocupantes, vulgo troika. São as reformas deles. É uma tendência que vem de anos anteriores, e como só um idiota defenderá a bondade da ideia, mas já que até funciona nalguns países devidamente acompanhada por castigos corporais, resta isto:

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Ou seja, o regresso da vara, da palmatória ou da menina de 5 olhos. Veja vídeos demonstrando o sucesso desta modalidade de ensino na Coreia do Sul,

Chico Buarque poderá ser processado

Fernando Pessoa vai processar Nuno Lopes

Portas, o tempo está a contar

Governo tem até 15 de Julho para encontrar substituto para a TSU dos pensionistas.

Greve às avaliações alargada até ao dia 28 de Junho

Desta vez, os sindicatos estão de parabéns! Em Junho não há notas para ninguém…

Futebol em gráfico

O que é nacional é bom? Pensando algumas situações por trás dos resultados, parece-me que sim.