Vamos continuar a apertar porque está a resultar

Que ninguém tenha dúvidas, porque a realidade está aí para o mostrar: o Governo em geral e o Nuno Crato em particular já perceberam que o Monstro está a acordar.

Os Professores estão a começar a levantar-se – foi a Manif da semana passada, as vigílias desta semana, serão as concentrações regionais da próxima semana e tudo o que for preciso, porque está a resultar.

Durante meses, o homem desapareceu. Ninguém o via!

Numa semana apareceu mais do que o animal atrás do Pinto da Costa. Após a Manifestação de Lisboa, ainda tentou continuar escondido, mas em cima da marcação das Vigílias fez uma conferência de imprensa e divulgou um comunicado.

É também por isto que não entendo o Paulo, que continua a ter um Umbigo do tamanho do mundo: se é dos sindicatos é porque é do PCP, se é dos professores é porque é do bloco. Posso deixar um desafio – será que queres sugerir alguma forma de luta? O que fazer a seguir? [Read more…]

FNE e Crato: e agora?

A onda está em movimento e como se viu em 2008 já não dá para parar.

Há blogues que continuam a pensar na presença ou na ausência, porque é sempre mais fácil dizer do que fazer, bater depois de acontecer, em vez de avançar antes de ocorrer. Os chamados treinadores da blogosfera que acertam sempre no resultado depois do jogo acabar. Também há os que parecem estar do lado dos professores, mas que depois acabam por subscrever as maldades que nos fazem.

Mas, como aqui no Aventar, não temos esse tipo de limitações, podemos avançar para a rua sem medos, verdadeiramente livres – vamos a jogo antes dele acabar!

E há gente por aí a colocar-se em bicos de pés para aparecer.

A FNE, federação sindical de professores próxima do PSD, tem assinado tudo quanto é acordo com o sr. Ministro e depois, quando percebe que a onda está lançada, aparece para a tentar apanhar. Os professores lançam os foguetes e eles aparecem para apanhar as canas.

Lamento, mas desta vez, não vão apanhar a boleia – parte do que está a acontecer aos professores é culpa da FNE, que irresponsavelmente assinou o que não podia ter assinado, aliás, o mesmo acontece com a “UGT que tem andado de braço dado com a TROIKA”. Respeito a sua estratégia e a condução que é feita pelos seus dirigentes, mas não podem dizer uma coisa para a classe e depois fazerem outra na mesa negocial.

E, como Professor, é isto que vou dizer a quem me ouvir ou a quem tiver chegado a este ponto do post.

Vamos para a rua com quem temos que ir e com quem podemos contar! Não quero ter que escrever que fomos novamente enganados. Não seremos!

 

Vigília pela Educação já mexe

A Vigília já está a mexer e até o sr. Ministro começa a dizer coisas – sabemos que ninguém vai ser despedido agora, mas sabemos que a esmagadora maioria dos docentes contratados não vai ser contratado, isto é, vai ser despedido. Mas e amanhã, o que vai acontecer aos Docentes dos Quadros? Poderá o Ministro garantir isso? Claro que não!

As notícias sucedem-se e a República vai mesmo sair à rua: no Diário de Notícias, na RTP, no Público.

Mais do que uma questão de Professores, trata-se de defender a Educação, o serviço público de educação e em particular a Escola Pública.

Um movimento de pessoas que não desistiu, que não desiste e por isso amanhã vou estar na Praça da República.

Marco António Costa no lugar de Miguel Relvas

O comentar Marcelo lançou o nome de Marques Mendes para a Praça,  logo este é para riscar.

Aceitam-se apostas, mas não deve andar longe do Marco António Costa, que se colocou fora de Gaia, apesar do empurrão do sr. Presidente – candidato – ao Porto.

Com a porta aberta para Ministro, fica a cadeira de Gaia vazia para quem a apanhar. O vice Firmino Pereira “afastou-se” do governo e parece querer ganhar a dianteira, sabendo que tem de se demarcar do desastre governativo para não ficar preso à penalização que o PSD vai sofrer.

Há mais candidatos, mas há uma coisa que é muito clara para todos: é que todos juntos não fazem um!

A Educação nas ruas da República – vigília dia 18 de madrugada

A Escola Pública pegou fogo!

Já não dá para aguentar mais!

Está na hora de sair à rua. Depois da fantástica manif de Lisboa, está na hora de continuar a lutar pela Educação.
Das redes sociais surgiu uma ideia simples, mas que pode ser eficaz:

Vigília toda a noite de 18 para 19 de julho, em todas as capitais de distrito.

Lema: “Que nenhum português fique em casa!”

Em Lisboa seria junto ao parlamento, onde, nestes dois dias se vai discutir Educação.

Nas outras capitais, nas respetivas Praças da República como símbolo da importância da Educação para a República. Umas violas, umas telas para umas pinturas, uns poemas e teremos uma noite…

Começamos às 19h de 4ª feira. Uns poderiam ir dormir ou ficar…

Mas todos regressavam com o sol para terminar ao meio dia. Fica a dica….

Vamos a isso?

A ideia é mostrar à população que está em causa a Escola Pública com o aumento dos alunos nas turmas, com a redução das horas de apoio, com menos tempo para trabalhar matemática e língua portuguesa, com o fim dos CEF e dos Profissionais, com a estupidez dos Mega-agrupamentos.

Não se trata de coisa de professor!

Estamos a falar da Escola como um direito e da Escola como um pilar da Democracia e da República!

Vamos fazer da noite de dia 18 uma noite histórica – a noite em que Portugal saiu à rua para lutar pela Escola!

Orgulho

A Lusófona meteu-se numa alhada! Ou antes, algumas das suas práticas junto dos “poderes” colocaram os alunos que a frequentam ou que a frequentaram (na sua maioria são jovens a quem as famílias pagaram, a custo, os estudos) em dificuldades.

Percebe-se, por isso, a preocupação.

Estou certo que o Sr. Miguel tem orgulho na Lusófona. E o sr. João também.

Cursos CEF e Profissionais – é urgente uma solução

Desde há uns anos que as Escolas Públicas (tal como algumas privadas) oferecem aos seus alunos a possibilidade de fazer um curso profissionalizante, algures ali pelo terceiro ciclo. Estes Cursos de Educação e Formação (CEF) destinam-se a alunos com o 6º ano concluído, tal como refere o IEFP:

“Face ao elevado número de jovens em situação de abandono escolar e em transição para a vida ativa, os cursos de Educação e Formação para jovens visam a recuperação dos défices de qualificação, escolar e profissional, destes públicos, através da aquisição de competências escolares, técnicas, sociais e relacionais, que lhes permitam ingressar num mercado de trabalho cada vez mais exigente e competitivo.”

 

Este texto parece saído dos discursos do Paulinho das Feiras, mas retrata, formalmente o que é um CEF  – alunos “complicados”,  em risco de abandono que são encaminhados para um curso onde aprendem uma profissão (pasteleiro, empregado de mesa,…). Naturalmente, pelas suas dificuldades, muitos destes alunos seguiam, depois, para um curso profissional ao nível do ensino secundário.

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Concursos de professores: a angústia em forma electrónica

Concursos. Concorrer. Plataforma. Mobilidade. DACL. DCA.DEGRE.DGAE…

A loucura total em forma de aplicação electrónica. Está a concurso (sem colocação) gente que não concorre desde os tempos em que só o Bill Gates sabia o que era um computador. Com todas as condicionantes emocionais que estão em cima da mesa são mais que muitas as dúvidas e nem sempre a legislação disponível ou o aviso de abertura ajudam a esclarecer. Há gente a tentar ajudar, mas na véspera do concurso começar há ainda algumas coisas pouco claras, que se esperam ver resolvidas ainda antes do concurso terminar (decorre de 2ª a 6ª).

E muita gente pergunta: no meu lugar o que é que fazias?

Mas, infelizmente, a pergunta fica sem resposta – o momento, profissionalmente falando, é tão delicado que nem me atrevo a fazer sugestões. A ajuda é técnica, mas nunca opinativa… Infelizmente, estamos assim!

E ainda me custa mais saber que a 6 de junho, aqui no Aventar, fiz as contas que só agora todos entenderam!

Quem disse que ter razão antes do tempo era bom, enganou-me!

Sexta-feira 13 dos Professores, mas ainda mais das Escolas e dos alunos

Estou há horas para começar este post, mas os dedos teimaram em não responder.

Hoje, vi as escolas como nunca tinha visto

Depois de um dia fantástico, o de ontem, nas ruas da Lisboa antiga, do Rossio ao Parlamento,eu não merecia um dia assim. Nós, os resistentes, não merecíamos um dia assim!

E nem falo por mim.

Tenho dificuldade em colocar em palavras o que aconteceu.

Há de tudo: diretores que chamam os professores, tipo centro de saúde com o povo todo na sala de espera.

Há quem mande por correio, quem ordene um telefonema. Também há quem recorra ao mail e, é verdade, por SMS:” Caro colega, ao abrigo da Legislação em vigor, venho a informar que não temos componente letiva para si”.

Eu já tinha ouvido falar em despedimentos por mail, agora por sms!!!

Queria conseguir explicar isto aos leitores do Aventar que não são Professores, mas não é fácil – acham normal que professores “efectivos” há mais de vinte anos estejam sem horário para o próximo ano? E aos milhares?!!

São Directores de Turma e Coordenadores, professores do 1ºciclo, do secundário, educadores de infância e professores do básico. São de matemática e de línguas, de expressões e de história. No litoral e no interior…

Não há post algum que possa receber a raiva que se viveu hoje nas escolas públicas portuguesas.

Foi, de facto, uma verdadeira 6ªfeira 13 para a Escola Pública.

E Nós só queremos que nos DEIXEM ser Professores!

Só isso!

Pelo DIREITO dos Portugueses à Escola Pública

Às 15h no Rossio!

Pelo teu direito à Escola e à Educação, eu vou!

Nos últimos dias tenho passado por dezenas de escolas do grande Porto e a confusão está instalada. As medidas do comentador televisivo Nuno Crato são de tal forma absurdas que são já os alunos a sofrer com toda esta trapalhada. E os professores, enquanto classe, estão a acordar!

As continuidades, os projetos, as investigações, tudo e mais alguma coisa valem zero para os burocratas que têm a missão de empurrar a Escola Pública, tal como o Sistema Nacional de Saúde, para um cantinho da nossa sociedade – não me surpreende, por isso, o acordar da classe média. É um acordar contra a degradação e contra a privatização da educação e da sáude.

A receita laranja é simples e pode explicar-se em breves linhas: [Read more…]

Youtube vai ter que aumentar

Pois é.

Em cada Mega – agrupamento, mais de 50 professores serão despedidos. Nos agrupamentos “normais” o número andará à volta dos trinta.

Os números apresentados pela FENPROF que elevam os números totais para a casa dos vinte mil parecem pequenos.

Isso – dia 1 de setembro de 2013 mais de vinte mil professores que hoje educam os nossos filhos serão despedidos em nome da TROIKA.

O youtube vai ter que crescer. E não faltarão bolachas.

Só um dos 4 avaliou Sócrates

Ups!

Não!

Afinal não é sobre o curso de Filosofia em Paris.

Idiotice do MEC – mais uma

O MEC publicou em Diário da República as alterações à Organização Curricular do Ensino Básico e do Ensino Secundário – o Decreto – Lei 139 / 2012, de 5 de julho.

E pedia a algum advogado que visse o ponto 3 do seguinte artigo:

“Artigo 38.º
Produção de efeitos
1 — O presente diploma produz efeitos a partir do ano letivo de 2012 -2013.
2 — O disposto no n.º 4 do artigo 28.º, relativo à não contabilização da classificação obtida na disciplina de Educação Física para apuramento da média final do ensino secundário, produz efeitos de forma progressiva, aplicando -se:
a) No ano letivo de 2012 -2013, apenas aos alunos matriculados no 10.º ano de escolaridade;
b) No ano letivo de 2013 -2014, também aos alunos matriculados no 11.º ano de escolaridade;
c) No ano letivo de 2014 -2015, a todos os alunos matriculados no ensino secundário.
3 — Os mecanismos de transição para os desenhos curriculares aprovados pelo presente diploma são definidos por despacho do membro do Governo responsável pela área da educação.”

Isto quer dizer que as mudanças só vão entrar no 5º, no 7º e no 10º. Certo?

Se falam em mecanismos de transição é porque vai haver transição, logo…

Datas dos concursos de Professores

Finalmente!

O MEC acaba de divulgar as datas para os concursos de Professores que se seguem e que vão ser os mais importantes, pelo menos desde que a televisão ganhou cor.

Para entenderem do que falo, mesmo se estiverem a ler este post e não estiverem por dentro da temática, diria que, sem qualquer margem de dúvida, no segundo ciclo, em cada duas turmas, um Professor será despedido. Imaginem a letra que a vossa turma do 5º ou do 6º tinha e percebem que facilmente teremos entre 20 a 30 professores despedidos em cada escola.

Despedidos! Assim, com as letras todas. Porque o que vai acontecer na escola A, acontecerá também na escola B.

A nova legislação de concursos não favorece os docentes e promove a mobilidade “forçada”.

Para todas as necessidades transitórias estão aí as datas, se, numa lógica de serviço público, quiser deixar algum tipo de dúvidas sobre os concursos, talvez o Aventar possa ajudar!

Pelo menos para partilhar angústias e raivas, estamos cá! Diga coisas!

Correto e afirmativo, sr. Miguel

Eu não diria melhor e por isso estou cada vez mais convencido dos méritos do Programa de Novas Oportunidades que permitiu a Vossa Excelência a aquisição de tão qualificada licenciatura:

“Tem que se prestar contas,…, tem que se ser responsabilizado”

Nova organização curricular do ensino básico e do ensino secundário está publicada

O que ninguém queria aconteceu! Está publicado em Diário da República o diploma que vai levar milhares de docentes para o desemprego e que vai tornar mais pobre a Escola Pública.

O Decreto-Lei 139/2012, de 5 de julho é um momento mau da História da Educação. Haverá um antes e um depois do 139.

Mas será tarde.

Mudam disciplinas, acaba o Estudo Acompanhado e a Formação Cívica, reduz-se o tempo de trabalho com os alunos, muda-se para poupar dinheiro, não me muda para melhorar a aprendizagem dos alunos.

R.I.P Escola Pública

Palmas para o simpático

Algures pelo norte do país, ali a cair para o centro, aconteceu história!

Tomaram posse as Comissões Administrativas Provisórias  dos novos mega-agrupamentos, algo a que ninguém queria pertencer, mas cuja exclusão é agora motivo para reclamações e afins. Nada que espante.

Como também não estanho os aplausos – tal como se leu no Aventar, as Escolas tinham que comunicar aos serviços centrais, até dia 6, quem eram os docentes que teriam horário zero. Como o senhor secretário deu mais uma semanita, os senhores e as senhoras presentes aplaudiram efusivamente! (Informação direta de alguém que assistiu ao acontecimento)

Ai… o Campo Pequeno!

Ministério da Educação – nomear Conselhos Gerais?

Tomam hoje posse as novas Comissões Administrativas Provisórias dos Mega-agrupamentos.

E o MEC continua a mentir:

“O processo de agregações ocorreu através de um amplo diálogo em que a maioria dos intervenientes manifestou o seu acordo. Os agrupamentos criados têm uma dimensão racional, e têm em conta as características geográficas, a população escolar e os recursos humanos e materiais disponíveis.”

Podiam estar caladinhos porque mentir assim:

a) amplo diálogo – nem diálogo, nem amplo! Duas mentiras!

b) manifestou o seu acordo – MENTIRA! A maior de todos. Tirando as pessoas do partido (PSD) ninguém disse que sim!

c) Dimensão racional – mentira!

d) têm em conta… – mentira e anedota!

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Está publicado em Lei o novo regime de Gestão das Escolas

Curta se torna a espera de algo que não se quer! No Aventar tivemos oportunidade de pensar as propostas do MEC que agora ganham a forma de Lei.

No contexto Educativo global é mais um instrumento do projeto deste governo para reduzir a Escola Pública a um espaço de alguns, onde outros, com dinheiro, não vão querer estar.

Os pais estão fora do pedagógico e é desta forma que se pretende fomentar a participação da sociedade na Escola. Um absurdo que se junta a outros porque o modelo de gestão que tem por base um Diretor já provou que não serve. Ou será que serve os interesses que estão fora da Escola Pública?

Jotinhas que nunca trabalharam

O colega aqui do quarto direito, atirou-se, no Forte Apache a um sindicalista que, segundo ele não trabalha desde 1979. Como li o texto um bocadinho depois da hora, ainda pensei que se tratava de um trocadilho sobre o espantoso currículo do Pedro Passos Coelho nas empresas dos amigos, isto é, na Jota do Ângelo Correia.

Li, depois, com mais atenção e percebi, com umas trocas de comentários, que a sátira era sobre uma questão bem mais delicada – a dificuldade de renovação do movimento sindical, algo comum a todas as estruturas coletivas da nossa sociedade.

O que me dizem os responsáveis da igreja, não é diferente do que se passa nas associações de pais, nos clubes, nos partidos e, claro, nos sindicatos.

As jotinhas dos Partidos (PS, PSD e CDS) são um fantástico mecanismo de promoção social – todos o sabem. Também sabemos todos e eu já o escrevi no Aventar, o que significa o movimento sindical para o PCP.

Mas, estas são duas dimensões apenas duma realidade bem mais complexa. Tem havido baixa rotatividade no mundo sindical? Se calhar.

Mas, nas outras organizações tem sido diferente? Ao nível local, quem manda no PS e no PSD não têm sido os mesmos desde sempre?

Respondem-me que, então estão bem uns para os outros, ou antes, estão mal uns para nós! Sim. Claro. E daí o problema!

A questão central é mesmo esta, porque é que as dimensões coletivas da nossa sociedade estão a falhar? E como é que se consegue dar a volta a isto?

Metas de aprendizagem

Há documentos que falam pelos seus autores.

Este fala por Crato – senhores e senhoras, meninos e meninas, o regresso ao tempo da televisão a preto-e-branco numa matriz pedagógica completamente velha e vazia de conteúdo: as Metas de Aprendizagem!

Neste momento, as de matemática, as de português e as de  TIC. Depois aparecem duas, as de EV e de ET, que não estão assinadas. Será que ninguém as quer assinar? Será que …

Mas uma só pergunta: isto são Metas de Aprendizagem baseadas no currículo, certo?

Em que currículo, se ele ainda não existe?

E já agora, os programas? De EV e de ET?

E na minha área, matemática, o “novo programa” é para manter? Com metas que falam em objetivos?

Concursos de Professores – alguém sabe as datas?

Depois da dúvida sobre a propriedade do Porsche, esta é a dúvida mais importante do momento.
O mês em que tudo se decide numa escola começou e do MEC, nada! Zero!
As direções não sabem quantas horas terão que atribuir a cada professor – os professores não sabem se vão ou não continuar na escola.
Do calendário escolar “ouviu-se falar” num projeto de despacho.
Mas, quanto ao resto, nada. Que disciplinas? Quantas horas? Que concursos? Quando?
Apetece perguntar, quantos colégios privados estão com esta dificuldade?
Quantos, num mês crucial para a preparação do ano letivo, estão nesta situação?
É cada vez mais evidente a matriz privatizadora deste governo. Mas, no caso da Educação usam uma estratégia assustadora – matam o serviço público de educação para “forçar” a mudança para o sistema privado.
Também foi assim na Argentina, até os argentinos terem corrido com o Banco Mundial e o FMI.

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Dulce Félix Campeã da Europa dos 10000 metros

Ana Dulce Félix acaba de conquistar o título europeu dos 10000 metros.

Esta menina de Guimarães (Azurém), nasceu em 1982 e depois da medalha de Patrícia Mamona, merece o nosso reconhecimento, até porque nos lembra os sucessos de outros tempos.

Ser campeão da Europa de Futebol é uma coisa que move o país. Vinte-e-três milionários atrás da bola, com um país louco à sua volta.

E como reage o país às vitórias de outros atletas?

Não reage.

Fica o registo da nossa campeã: 31:44.75!

Benfica, o meu sonho

Calma! Isto não é sobre futebol! É sobre amor!

Amor!

Sim, ao BENFICA!

Perceberam agora porque é que não se trata de futebol? Esta é a carta que eu gostaria de ter escrito se um dia deixasse a camisola do Sport Lisboa e Benfica!

Entendo Del Piero.

Quem não ama um clube, como Del Piero amou a Juventus, não vai perceber esta carta!

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Herança Magna – o melhor do turismo em Gaia

Vila Nova de Gaia é um Concelho com uma enorme taxa de desemprego, onde os problemas sociais parecem ser proporcionais à qualidade da frente marítima – grandes!

Mas, para que não me acusem de só escrever sobre o lado mau da vida, abro hoje a porta a um Projeto que conheci ontem.

Ali, na zona histórica, junto ao cais de Gaia, na singular rua de Serpa Pinto, nasceu um conceito que junta o melhor de Gaia com a necessidade que todos sentem de mais emprego, de mais investimento, de mais saídas para  a situação atual do país.

Ontem à noite, Dia de S. Pedro, estive na abertura da Herança Magna, um evento que junta música tradicional, fado, teatro e… A  comida… uau… As pataniscas, o bacalhau e as tripas,…

Da parte dos vinhos não falo porque seria quase um pleonasmo – é uma casa na “casa” do melhor vinho do mundo!

É um “acontecimento para turista ver”, mas que é perfeito para qualquer tuginha, até pelo preço, condição bem importante nos dias que correm.

Fiquei surpreendido e por isso arrisquei escrever um post no Aventar, numa área que não é a minha. Já na noite de S. João tinha experimentado uma outra visão do fogo, muito bem instalado num barco no meio do Douro.

Também agora, o meu estatuto de turista local, dá-me a independência de sugerir que aproveitem esta oportunidade.

Outro licenciado ao Domingo?

A questão não é saber se é ou não licenciado. Isso tem interesse zero. A cortina de silêncio em torno da “coisa” é que complica tudo.

E até pela Blogosfera o silêncio mata! Miguel Relvas é ou não licenciado?

O Mirante diz que sim e o site do parlamento também. No site do Governo nada dizem…

No tugaleaks a pergunta é feita e colocada no ponto certo – será que alguém está a esconder alguma coisa? Será que há alguma coisa para esconder?

Vamos continuar atentos…

Desporto em Portugal – finalmente!

Há duas vantagens na pontaria do Bruno Alves. Não, não estava a pensar nas questões traumáticas dos adversários.

A primeira vantagem é a possibilidade de ler o que se escreve no Record. A ser verdade, nem encontro palavras para descrever.

A segunda e verdadeiramente importante é a possibilidade, nova, do país se voltar para o que o Ministério da Educação se prepara para fazer com a Educação Física e com o Desporto Escolar. O Miguel explica.

Para que servem os professores? Para o presente do país!

Andei uns dias com a pergunta na cabeça: “Para que servem os professores?

Fui pensando que, de facto, os Professores, enquanto classe são algo muito diverso que, na sua maioria, levam a sua prática profissional centrada em dois eixos:

– o trabalho com os alunos, na maioria dos casos, excelente, de grande empenho e de muita entrega;

– uma visão individualista da profissão, quer enquanto agente diário de mudança social, quer enquanto autor permanente de mudanças para o futuro.

A maior estrutura coletiva de professores, a FENPROF, tem, desde sempre, exigido ser um parceiro ativo nas questões educativas, mesmo que fora da  esfera profissional, mas os professores nunca se sentiram verdadeiramente envolvidos nessa dimensão. Penso, pois, que aqui está parte da resposta à questão colocada: os professores estão disponíveis (estiveram!) para sair à rua contra a sua avaliação, mas não se conseguem mobilizar para lutar por uma coisa tão “simples” como a ESCOLA PÚBLICA! [Read more…]

Ponte “Vai e não voltes”

Teria a sua piada. A ponte “Vai e não voltes“.

Começaria do lado de cá e em sentido descendente, aproveitando a gravidade, seria sempre a descer e por isso descendente. Assumidamente, desceria para baixo.

Dirão os mais atentos que do outro lado seria ascendente, porque seria a subir. Subir para cima!

Mas aqui é que está a solução!

A ponte seria para lá e de sentido único. Seria aberta uma única vez e levaria um carrinho cheio deles: o que está de partida, o que foi para Lisboa, o descendente, o vice candidato. Todos.

Resolvia-se um conjunto bem amplo de problemas – um dia aparece um num jornal ao lado do arquitecto com as pontes todas. No outro é o Presidente que está com problemas na caixa de correio que aparece ao lado do Vice, mais uma vez, as pontes… E ainda há o que quer ser, mas ninguém o quer.

Meus amigos, isto aqui em gaia, no que diz respeito ao PSD, vai uma verdadeira anedota!

E o eleitor, contribuinte, que os ature! Não há paciência. O desemprego continua a crescer como em nenhum concelho deste país e esta gente fala de pontes. Não foi o cimento, a Mota Engil e a Soares da Costa, com os seus amigos, que nos trouxeram até aqui? Insistir no erro?

A sério, aproveitem a descida, ali da Serra do Pilar até à Ribeira…