Aventar com Pedro Passos Coelho, parte II

Depois do Porto, Lisboa. Pedro Passos Coelho, candidato à liderança do PSD, voltou a reunir com representantes dos mais prestigiados blogues nacionais. Desta vez em Lisboa. Depois de ter marcado presença no encontro do Porto, Aventar também esteve no de Lisboa, através de Fernando Moreira de Sá.

Mais logo, vamos saber tudo sobre o almoço. A comida, as palavras, as perguntas e as respostas, as roupa, da lavada à suja, e, claro, os temas fortes. Do casamento homossexual, passando pela adopção por casais gay, pela liberalização das drogas, a economia, a política interna e externa do PSD.

Enfim, vamos contar tudo. Mais logo, no Aventar.

A soberania da nação e o sermão do monte

Primeiro governante de Portugal era Rei

Afonso Henriques autoproclama-se Rei em 1128, após batalha de São Mamede

Ensaio de Antropologia Política e da Religião

Portugal nem sempre foi um país soberano. Nasceu do Império das Astúrias e foi governado pelo Infante Afonso Henriques ao longo de mais de sessenta anos. O infante (príncipe) d. Afonso Henriques é filho do conde Henrique de Borgonha e de d. Teresa, bastarda do rei Afonso VI de Castela e Leão. Quando morre Afonso VI, inicia-se uma disputa entre a mãe deste (d. Teresa, a herdeira legítima) e vários outros pretendentes ao trono. Entre eles, o seu próprio filho. Ganha a Guerra e expande os territórios do Condado de Portugal até expulsar os mouros de grande parte do actual território português e faz do país o primeiro na Europa com consciência de nacionalidade, unidade e soberania. D. Afonso I de Portugal, mais conhecido pelo seu nome de conde, Dom Afonso Henriques, (1109 (?) — 6 de Dezembro de 1185) foi o primeiro rei de Portugal, conquistando a independência portuguesa em relação ao Reino de Leão em 1143 no tratado de Zamora.

Em virtude das suas múltiplas conquistas, que ao longo de mais de quarenta anos, mais que duplicaram o território que o seu pai lhe havia legado, foi cognominado O Conquistador; também é conhecido como O Fundador e O Grande. Os muçulmanos, em sinal de respeito, chamaram-lhe Ibn-Arrik («filho de Henrique», tradução literal do patronímico Henriques) ou El-Bortukali («o Português»).Em 1139, depois de uma estrondosa vitória na batalha de Ourique contra um forte contingente mouro, D. Afonso Henriques autoproclamou-se rei de Portugal, com o apoio das suas tropas. Segundo a tradição, a independência foi confirmada mais tarde, nas míticas cortes de Lamego, quando recebeu a coroa de Portugal do arcebispo de Braga, D. João Peculiar, se bem que estudos recentes questionem a reunião destas cortes. [Read more…]

Uma perspectiva islâmica no Aventar

Mesquita do Sultão Hassan e a de Al-Rifai por feaemarco.

As primeiras palavras com que o visitante depara na página de entrada do Aventar são as seguintes: Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar. Blogue pluralista.

Pois somos cada vez mais pluralistas e expomos ao vento, a partir de hoje, com um novo aventador. Frederico Mendes Paula é arquitecto, reside no sul do país, é amante e estudioso da cultura árabe, converteu-se ao Islão.

Pedi-lhe umas linhas de apresentação e recebi o texto que a seguir publico na íntegra. Em vista do mesmo, não é necessário que eu faça as introduções. Melhor do que ninguém, Frederico  apresenta-se a si próprio:

“Desde meados dos anos 70 que me senti atraído pela cultura Árabe/Islâmica, tendo frequentado o curso de Árabe Clássico e Cultura Muçulmana da Universidade Nova de Lisboa até ao 3º nível (1978-1980).

Desde 1975 que comecei a visitar regularmente Marrocos, tendo também passado 3 semanas na Tunísia em 1982 a fazer um estudo sobre a habitação degradada na Cidade de Tunis, integrado num curso pós-graduação que frequentei na Holanda.

Publiquei em 1997 um livro sobre Lagos no Período Árabe.

Mantenho desde essa altura uma grande ligação com Marrocos, país que visitei umas quantas dezenas de vezes (49 mais precisamente), não só em turismo como profissionalmente, concretamente tendo sido enviado em 2001 pela Câmara Municipal de Lagos a Al-Hoceima para estabelecer protocolos de cooperação com dois municípios dessa província (Ait Youssef Ouali e Imzouren) e reunião com o Governador da Província, participado como conferencista num curso pós graduação sobre Arqueologia / Património Arquitectónico e Natural / Turismo Cultural na Universidade de Tetuan em 2005 e no III Seminário Luso-Marroquino em 2007 em Marrakeche com uma comunicação sobre a Influência Islâmica nas Técnicas Tradicionais de Construção no Sul de Portugal. [Read more…]

SIGNIFICADO – A música Portuguesa se gostasse dela própria #1

Trata-se do novo filme de Tiago Pereira, uma produção/encomenda da d´Orfeu Associação Cultural. Estão disponíveis três trailers para divulgação, com grandes e não tão grandes nomes, todos eles importantes para que a música portuguesa goste de si própria.

O Aventar apresentará um trailer por dia, começando hoje.

PS: Por motivos a que somos alheios estes vídeos foram retirados, dando lugar a um único trailer. Pode ser visto aqui.

http://www.facebook.com/v/241712201529 [Read more…]

O consumidor protegido jamais será

Um gajo apanha aqui a hiperligação para o  local do Portal do Consumidor onde se pode inscrever na Lista nacional de não recepção de comunicações publicitárias, uma boa ideia para evitar receber sms’s publicitários que quanto ao imaile deixem-me rir.

O gajo preenche aquilo, e carrega em enviar e aparece uma janelinha a dizer:

Por favor preencha o n.º de telemóvel ou e-mail

e estranha, estava preenchido, repete o gesto. Sendo o gajo um gajo calejado nestas cenas de portais do estado, decide experimentar noutro navegador, o explorador que o sr. Gates impingiu ao mundo através do truquezinho de o instalar como navegador por defeito no windows prái 95 se bem me lembro.

Funciona. À primeira. O Portal do Consumidor força-me a consumir um produto que detesto, e que guardo para estas emergências de ter de lidar com autores de portais incompetentes e tão tótós como quem os contrata. Se estivesse a usar outro sistema operativo nem essa hipótese tinha. Tal como no Portal das Finanças. Mas no Portal do Consumidor deve ser piada, o gajo é que não achou nenhuma.

Aqui chegado o gajo vai ver quem fez o portal, uma tal de Master Link, se quiserem lá ir carreguem em  incompetentes, consulta a lista de clientes onde se destacam:

ANQ  ASAE  Assembleia da República MOPTH Cinemateca CNB DGAE  DGADR  DGC  DGE  DGERT DGEG DGFV  DGPC  DGS  DGC ENIDH  GEE ICAM IGAC IGAL IGAS IQF  IGF INE   Ministério da Economia e da Inovação  Ministério da Saúde   Secretaria-Geral do Ministério da Cultura Secretaria-Geral do Ministério das Finanças  SAEF Teatro Nacional São Carlos

Faz-se luz, o gajo topou a natureza da coisa. É uma empresa fortemente vocacionada para prestar serviços ao governo, perdão, ao estado.

Ah, já me esquecia: a funcionalidade do portal é muito avançada. Tem uma barra lateral onde o velho elevador é substituído por 2 botões. Nunca tinha visto. Ainda deve estar para ser inventado, tal como a roda do rato.

E na ficha técnica dizem: Em termos de navegabilidade este sítio é compatível com os browsers Internet Explorer, Netscape e Firefox. Para quem não saiba o Netscape, que se danou com a golpaça da Micro$oft, desapareceu há anos.  O funeral está aqui. São compatíveis com os mortos. E mentem em relação aos vivos.  E no governo, perdão, no estado, gostam deles e nem reparam porque usam os navegadores do tio Bill, que uma vez até cá veio, lembram-se?

Fotos fantásticas do Dakar

Para quem gosta de fotografia, a não peder estas fotos do Dakar!

O que se diz por aí

Dia terrível este, com o início da avaliação das consequência do sismo no Haiti, que terá afectado 3 milhões de pessoas. Também haverá portugueses afectados, incluindo funcionários da ONU e da UE.
Apesar da força transformadora do Homem, é nestes momentos que se vê o quanto somos tragicamente frágeis face às forças da natrureza.
Entretanto a actualização da informação é constante, sendo quase de hora a hora.
É interessante ver como as redes sociais são já um instrumento de ajuda humanitária.
Por cá, o PS já admite mudar acerca da adopção por casais homossexuais se o Tribunal Constitucional entender que a norma proibitiva no diploma aprovado for inconstitucional. É caso para dizer: Que remédio!…
Mais um problema num avião que partiu da Holanda, desta vez com destino a Arruba. Foi desviado para a Irlanda sob ameaça de bomba por um passageiro. A continuar assim, ainda se cria um novo adágio popular: da Holanda, nem bons vôos nem bons passageiros…

"O maior escândalo do século na medicina"

“O maior escândalo do século na medicina”

( Façam o sacrifício de ler, pois creio que vos trará algum proveito)

Exerço clínica há quase 50 anos, desde uma clínica um tanto primitiva da primeira fase da minha vida, em plena serra da Gralheira e no interior da Guiné, até à clínica especializada da maior parte da minha vida. Portanto, tenho direito a algum crédito naquilo que digo. E o que digo não é bom nem agradável.

Clama o Sr. Wolfgang Wodang, presidente da Comissão de saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, que a campanha da “falsa pandemia de gripe, criada pela Organização Mundial de Saúde e outros institutos em benefício da indústria farmacêutica, é o maior escândalo do século na medicina”. Ele vai pedir um inquérito para analisar a pressão que os laboratórios terão exercido sobre a Organização Mundial de Saúde. De facto, mais grave do que isto não é fácil conceber.

Claro que, como diz o povo, “tarde piaste”, ou “agora agarra-lhe no cu com um gancho”, ou ainda “agora adianta-te um grosso”. Com cinco mil milhões no papo, a indústria farmacêutica faz um manguito e farta-se de rir à gargalhada. Só não estará totalmente satisfeita, porque uma boa parte da população já tem os olhos mais ou menos abertos, muitos médicos e outros agentes de saúde não são otários, e, portanto, marimbaram-se para o esquema, mandando às urtigas as vacinas, senão não eram cinco mil milhões, mas dez mil, quinze mil ou vinte mil milhões. A não ser que os governos já as tenham todas pagas, mesmo as não utilizadas. Se assim for, só lhes resta ensopá-las com batatas.

De pés bem assentes na minha vida e experiência clínicas, com a responsabilidade que sempre procurei ter, mas de pé atrás pelas inúmeras patranhas a que há anos estou habituado, e também avisado desde início desta “pandemia” pela análise lúcida e isenta de muita gente, quer do mundo médico quer do mundo político, como por exemplo o Prof. Vaz Carneiro e Ignatio Ramonet, eu não tomei a vacina, não a prescrevi nem a aconselhei a nenhum dos meus pacientes, nem tão pouco aos meus familiares, nomeadamente filhos, noras e netos. E não estou arrependido. Nem eles, creio eu. [Read more…]

Macacos a escrever à máquina

As probabilidades dizem-nos que, dado tempo suficiente (leia-se quase infinito), um chimpanzé a digitar aleatoriamente, seria quase certamente capaz produzir todas as peças de Shakespeare.

Parece uma ideia descabida essa de escrever coisas aleatoriamente para tentar obter um qualquer resultado, mas a verdade é que é mais ou menos isso que muitos de nós (humanos) fazemos quando temos que escrever as letras, habitualmente deformadas, que alguns sites nos obrigam a escrever, para assim nos deixar aceder a algum conteúdo, ou simplesmente para deixar um comentário no blog.

E não é pouco o tempo que o mundo todo gasta nisto, os 200 milhões de CAPTCHAs preenchidos diariamente levam-nos 150 000 horas.
Luis von Ahn, o inventor dessa técnica chamada de CAPTCHA achou que estava a fazer perder demasiado tempo à humanidade e imaginou uma forma de conseguir transformar esse acto banal em algo mais produtivo.

O resultado foi o ReCAPTCHA, uma ideia simples e engenhosa, como costumam ser as boas ideias, que permite recuperar estes segundos que desperdiçamos em vão num contributo para algo mais interessante que é a digitalização de documentos.

Assim, em vez de escrevermos conjuntos de letras aleatórias, passamos a ter que escrever 2 palavras, uma aleatória e outra que é uma palavra real, de um livro real, que foi digitalizado, resolvendo assim os problemas que mesmo os melhores sistemas de reconhecimento de caracteres (OCR) ainda não conseguem ultrapassar.

O resultado concreto deste trabalho é que, entre outras coisas, até ao final de 2010 o arquivo do New York Times (mais ou menos desde 1850) ficará previsivelmente todo convertido em texto.
Mais informação na apresentação que Luis von Ahn deu na ultima sessão de PopTech 2009.

Memória descritiva: o Movimento Setentrião

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Nesta fotografia dos coordenadores da revista Setentrião (nºs 2 e 3), datada de Julho de 1962, vemos da esquerda para a direita, António Cabral, Carlos Loures, Eduardo Guerra Carneiro e Ascenso Gomes.
Cheguei a Vila Real ao meio-dia de 28 de Dezembro de 1961. Partira de Lisboa na véspera com o António Barahona da Fonseca e a Luiza Neto Jorge, na altura casados. Ele ia ocupar o lugar de Encarregado de Biblioteca numa cidade a Norte, Bragança, salvo erro. Viajámos no carro da biblioteca itinerante dele, conduzido pelo respectivo motorista. O carro-biblioteca que me era destinado e que estava em Vila Real desde o dia 22, ardera completamente com o seu recheio de 5000 livros. Eu iria utilizar um carro velho que chegaria de Lisboa, antes da inauguração cuja data seria cumprida. A Gulbenkian encomendara já outro carro à Citroën. [Read more…]

O que se diz por aí

É voz corrente que a chuva e o vento põem Portugal em estado de alerta. Compreende-se que as intempéries causem esse estado. Pena é que a dívida pública, a insegurança ou o desemprego, por exemplo, não causem o mesmo efeito. Mas deve ser por causa do tal ilusionismo de que fala Jerónimo de Sousa, que já começa a atingir o pico do hipnotismo com as novas previsões do Banco de Portugal sobre o crescimento do PIB.
Sem ilusionismos dois automóveis foram engolidos, devido ao rebentamento de uma conduta de água, em Rio Tinto. Já não bastava o carjacking…
Filipe Menezes afirma que seria uma tonteria excluir-se de qualquer cargo do PSD. A questão é se não seria uma tonteria ainda maior aceitarem-no?
No processo movido pelos McCann contra Gonçalo Amaral, existe um sério risco do feitiço se virar contra o feiticeiro. Para além do apuramento de eventuais responsabilidades, será interessante acompanhar o escrutínio que se irá fazer sobre métodos e rumos da investigação criminal e da influência da comunicação social em Portugal.
No Porto, a PSP deteve 19 pessoas numa operação de combate ao tráfico de droga. Agora quero é ver como vão decorar a mesa com as doses apreendidas. Sempre apreciei o modo como fazem a disposição do material apreendido, digno de um decorador profissional. Oxalá haja também dinheiro e armas e munições, para dar mais cor.
Por fim, é apresentada hoje uma nova vacina que previne a meningite, a sépsis, a pneumonia e otite médica aguda, para crianças dos seis meses aos cinco anos. Por azar, não é comparticipada…

Já chegamos à Madeira

Aos poucos, a questão dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo vai sendo discutida pelo país fora, depois do caso português ter sido noticiado em todos os jornais importantes, até o NYT. Mais pacoviamente, dois jornais da Madeira falaram pó CONTENENTE, para me ouvirem. Um deles, corajosamente, porque vende, fez disso hoje primeira página, com fotos e tudo. Aqui fica o link para quem quiser saber as diversas abordagens que se vao fazendo pelo pais fora sobre este assunto que tanto perturba algumas consciências moralistas, ao verem a sua coutada machista, invadida, inesperadamente, pelos homossexuais.

Parece que foi uma noite louca

Haiti, mais terror. Desta vez natural

Haiti-1301

Paciência dos pobres, quem te conseguirá esgotar algum dia?

François Mauriac

Desculpe, importa-se de repetir?!

Como se pode esperar, a árvore não tapa a floresta, mas seria de bom tom dizer umas verdades a este doutor de etiqueta.

Libertação imediata do camarada Carlos Santos, o povo vencerá!

Há anónimos de quem gosto, porque lhes vim a conhecer a identidade e, sobretudo, a personalidade, e anónimos em blogues de esquerda, de direita, de cima e de baixo. E exagera também ao incluir a Jugular na lista de blogues com anónimos: tanto quanto sei, todos assinam pelo seu nome (apesar de, se te lembrares, nunca ninguém ter visto o Rogério:).

(…)

Algumas piadas e ameaças a jornalistas e editores de jornais, são inócuas vindas de mim ou de ti, e não o fazemos. Mas, se se demonstrasse, virem de assessores de um qualquer governo, seriam um grave atentado político ao Estado de Direito. O apelo subliminar a associações a grupos económicos para calar um jornalista como se fez aqui, confesso que me perturba. Ai do país em que isto venha do seu governo. Não seria asfixia democrática. Seria atentado à democracia!

Carlos Santos, A Regra do Jogo

Segurem-me Senão Eu Vou

NÃO QUERO, MAS SE INSISTIREM MUITO…
.

Confesso que gosto muito de Luís Filipe Menezes, mas o homem não deixa de ser um pândego. Agora vem com a rábula do «segurem-me senão eu vou …», «Não quero nada … mas … não ponho de parte qualquer hipótese».
Outra vez para a presidência do partido? Para se queimar outra vez? Será que ele não vê que o tempo dele já passou? Ele mesmo o disse quando quis dar lugar aos mais novos. E agora vem com esta?
Enfim, mais uma para esquecer e aquecer este inverno tão fresquinho.

Acordo – o que lá está, não está… Deveria, poderia… parte VII

7- A Transição entre modelos

Uma das questões mais delicadas neste tipo de processo (negociação de carreiras) diz respeito à transição entre modelos. Como ponto de partida, creio que todos concordarão que há um princípio da mais elementar justiça – ninguém já integrado na carreira (antiga) pode ser prejudicado no acesso à nova.
Sobre este ponto a Srª Ministra chegou a confirmar tal intenção. Sabemos, que esta foi também uma medida colocada em cima da mesa pelos sindicatos, ao que parece, com pouca convicção.

No texto do acordo podemos ler que todos o tempo de serviço prestado num determinado índice será considerado na nova carreira – até aqui, batatinhas, era o que mais faltava que assim não fosse. O que seria importante dizer e exigir era que todos os professores tivessem uma contagem integral do seu tempo de serviço de modo a que a entrada na nova carreira fosse “limpinha” – uma coisa tão simples como isto: pegar no tempo de serviço de um professor, dividir por 4 (duração dos escalões) e colocar no sítio certo. Mas, não é isso que se vai passar porque vamos “pegar” na trapalhada que foi a carreira Maria de Lurdes e que nos levou para a rua, como levou.
Ou seja, o acordo, de forma absurda, permite que a base de integração na nova carreira seja a carreira Maria de Lurdes… Eu, para colocar as coisas na primeira pessoa, estava no 6º escalão na carreira pré-lurdes a 10 anos do topo da carreira… Agora estou no 3º… a 20 do topo. Na carreira pré-Maria de Lurdes estava à entrada do último terço da carreira… Agora, feliz e contente, estou no 1º terço.
Estas questões afectam de modo quase inócuo os docentes no topo da carreira e prejudicam ENORMEMENTE todos os que estão de meio para baixo (quase 70 mil)! Não quero acreditar que isto não é considerado uma prioridade pela organização a que pertenço – a FENPROF!

Servindo o exemplo pessoal apenas para ilustrar de forma mais detalhada um processo mais amplo, termino afirmando de forma bem vincada, que este modelo de transicção era um bom argumento para não ter assinado o acordo. De outra forma, eu teria assinado o acordo se houvesse contagem integral do tempo de serviço, incluindo os 28 meses que nos estão a roubar.
Será que em sede de regulamentação ainda vamos a tempo de emendar este ENORME erro?

Medo

É a palavra que justifica tanta preocupação!

São 25 anos sobre a morte de Pedroto, de que fala sua eminência?
É o aniversário de não sei o quê em Espinho, de que fala sua eminência?

Obviamente, a gente agradece tanta atenção!
São óptimos sinais!

Centenário da República: os posters comemorativos (1)

1. A DOCE MÃEZINHA

Mário Soares anda todo ancho, já perspectivando o ciclo de forró comemorativo que se avizinha. Assim, vai avisando que apenas serão comemoradas as duas repúblicas do imaginativo esquema vigente, deixando a mais longa e duradoura, como coisa esquecida no limbo da conveniência. Olvida assim, aquela que foi precisamente a 2ª República, – a actual, queira ou não queira, é mesmo a terceira – quem solidificou a instituição, tornando-a corriqueiramente respeitável e alçando os Venerandos à semi-divina condição de entes intocáveis, de que aliás, Mário Soares muito beneficiaria.

A sua questionável coerência, deixa-nos por vezes pérolas de inestimável valor republicano e nos meandros do texto que hoje o Diário de Notícias publica, encontra-se esta saborosa justificação para o dinástico alçar do sr. Artur Santos Silva à presidência da Comissão Oficial do Centenário:

“O Governo decidiu – e bem – constituir uma Comissão Nacional para as Comemorações, presidida pelo Dr. Artur Santos Silva, bisneto de um dos heróis do 31 de Janeiro de 1891 (…), neto de um ilustre médico, várias vezes ministro da 1ª República (…) e filho do ilustre advogado e resistente antifascista (…) de quem tive a honra de ser amigo.”

A plutocracia tem destas coisas. Os amigos são para as ocasiões, mesmo sendo santos entre silvados.

A reforma dourada de Maria de Lurdes Rodrigues

Concordo totalmente com o Fernando Martins e não me importava nada de me sentar à mesa com ele. Nomear Maria de Lurdes Rodrigues para a presidência da FLAD – Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, dirigida até agora por Rui Machete, é premiar a incompetência, a inépcia e a mediocridade de uma ministra cujas medidas mais emblemáticas já foram parar, via Isabel Alçada, ao caixote do lixo da história.
Dir-me-ão os inocentes que foi uma excelente ministra e que esta nomeação é um prémio. Mas se o foi, por que razão não continua no Governo se todos os principais Ministros continuaram?
Quem devia ocupar o cargo na FLAD? Medeiros Ferreira di-lo melhor do que eu.
No meio disto tudo, sortudos mesmo foram os alunos do ISCTE, que se livraram de boa. E a própria, claro, que garantiu desde já uma reforma dourada.
Coitada da FLAD…

O sábio aponta a Lua, o idiota olha o dedo!

A dívida do Estado de que Sócrates nunca fala, é um dos factores que mais entorpece o desenvolvimento da economia. Desde logo porque uma parte significativa da riqueza criada vai para fora à conta dos juros; depois porque as taxas praticadas são cada vez maiores e os empréstimos são obtidos em condições muito desvantajosas; e os investimentos em que esses empréstimos são aplicados, muito raramente têm o retorno que possibilite o pagamento atempado.

Claro que nada disto interessa se o objectivo for fazer betão para alimentar a máquina das construtoras e dos bancos. As parcerias Público/Privadas são contratos onde o Estado reserva para si todos os riscos, com compromissos leoninos que admitem toda a sorte de negociações, rearranjos e golpes com vista a favorecer as empresas do regime.

Quando todos os economistas que não precisam do Estado para viver, indicam o precípicio para onde o país caminha, Sócrates vem-nos dizer que as gerações futuras não nos perdoariam se não fizéssemos hoje, as obras. Não diz que as gerações futuras nem sequer cá estão para saberem que vão pagar com o que não têm. Uma economia que gere riqueza! E sem riqueza vão pagar com o desemprego, com o nível de vida, com o atraso do país, como está aí à vista de todos, após décadas de investimentos públicos!

Porque pedir emprestado dinheiro lá fora e depois dar à manivela das betoneiras, todos fazem, é simples e fácil, dificil, seria pôr o tecido empresarial a produzir bens e serviços transaccionáveis que se exportam, que substituem importações. Isso é que teria mérito!

Maria Monteiro: Impossível decifrar escutas

Concurso Aventar: faça a sua transcrição das escutas Vara / Sócrates

Corpo da mensagem:
V
S
V
S
V
S
V
S
Obs da PJ: foi utilizada linguagem gestual (impossível transcrever escutas)

Constâncio, o mágico

Já nem me lembro quantas vezes Constâncio nos retirou da recessão. Hoje foi mais uma. Também tenho as minhas previsões: a credibilidade do Banco de Portugal vai descendo, e descer ainda mais, atingindo em meados deste ano o grau de boneco animado: este mesmo que aqui vos deixo.

Quantos 25 de Abril houve? (Vasco Lourenço responde a Manuel Bernardo)

continuação daqui

Carta aberta do coronel Vasco Lourenço ao coronel Manuel Bernardo, que se referiu àquele na carta aberta que enviou a Marcelo Rebelo de Sousa a propósito vdo lançamento do livro do coronel Sousa e Castro

Pergunto-me se vale a pena gastar tempo e energias com o Manuel Bernardo (MB). As suas acções no passado criaram-lhe um tão grande perfil de descredibilidade que me parece ser tempo perdido… De facto, só quem gosta de ser enganado é que ainda lhe dá crédito…

O ter presente o velho ditado de “água mole em pedra dura…” leva-me a, perante as investidas que me vem fazendo – ainda não consegui atingir o porquê de me ter eleito como alvo preferido das suas ofensas – esta tomada de posição, que conto possa trazer algum esclarecimento e alguma luz a quem esteja mal informado, mas de boa fé.

1. Em primeiro lugar, recuso liminarmente o título que MB colocou em mais uma das suas diatribes: como afirmei já mais que uma vez, não sei mentir, não invento estórias, os factos que conto são verdadeiros. Por muito que alguns MB os tentem contrariar. Neste caso, para além de não apontar nenhum facto concreto, a sua falta de credibilidade é a minha melhor defesa.

Importa aqui recordar a sua reacção, quando alguém lhe chamou a atenção para o facto de ele saber que as afirmações que faz no seu último livro sobre mim e a minha actuação na Guiné não corresponderem ao que se passou, não estarem correctas, estarem deturpadas: ” está bem, mas eu tinha umas contas a ajustar…” afirmou, com o maior à vontade dos mentirosos e dos cínicos! [Read more…]

E eu que pensava que podia agir sempre igual!

Ensaio de Antropologia da Educação

Era o que os meninos comentavam. Numa das muitas sessões que fizemos ao longo do tempo. Com toda essa equipa em Portugal, Espanha, França, Chile, Angola, Brasil e noutros países. Equipa que me tem permitido viver a Antropologia da Educação. Essa Antropologia que nos faz viver de forma diferente, quando pesquisamos. E depois. E durante. E nos sonhos. E na interacção. Que nos confronta com o poder público que gere o nosso Estado. Essa, que Meyer Fortes, tantas vezes referido nos meus trabalhos, empurrou entre os Tallensi do Trans-Volta, no antigo Ghana. E no nosso imaginário. Eu nunca tinha pensado que havia esses agir propositados, incumbidos na mente. Na mente desse ser que está a entender, a pouco e pouco, o que no mundo anda a acontecer. E que o surpreende às tantas, e às tantas o deixa igual. O pai não quer, é uma frase reiterada nas culturas; a mãe não deixa, seria outra; se o tio souber? E a vizinha? E o Senhor Padre? E o professor? E o que aconteceu ao Capuchinho Vermelho por não aceitar? O lobo a comeu, Sr. Doutor. A Catequese já diz que é preciso obedecer. A quem de entre todos, é que a catequese não diz. Mas, nestes países latinos, como nos outros que tenho estudado de crendices não universais, o ensino do que e como fazer, está definido. Da forma heterogénea que eu gosto de bisbilhotar. Da forma heterogénea que o grupo onde calha andar, me ensina. No seu dizer, no seu fazer. [Read more…]

Contos Proibidos: Memórias de um PS Desconhecido. Mário Soares e o 25 de Novembro.

continuação daqui

O antigo chefe de gabinete do ministro dos Negócios Estrangeiros e secretário-geral do PS, Vítor Cunha Rego, tivera contacto anteriores ao 25 de Abril com o chefe da CIA em Lisboa, John Morgan. Após o assalto ao «República» e quando Carlucci adquirira a certeza de que Soares entrara no «bom caminho», seriam designados Cunha Rego e Bernardino Gomes para veicular os futuros contactos e o apoio da CIA ao PS.

Com o caso «República» ainda fresco e tendo em conta que aquela organização considerava prioritárias as acções na imprensa e em editoras, como o senador Edward Boland de Massachusset apuraria no final dos anos 70, foi decidido combater a predominância do PC nestes sectores. Assim nasceria a editora «Perspectivas Realidades», ao mesmo tempo que era adquirido o edifício onde iria funcionar a CEIG, Cooperativa de Edições e Impressão Gráfica, com a finalidade de imprimir o diário «A luta» em substituição do «República». O contacto americano era um «operacional» das chamadas «covert operations», ou operações clandestinas, da CIA, a que chamarei apenas KC. (…)

Em entrevista à TVI e a Miguel Sousa Tavares na SIC [1994], o Presidente da República [Mário Soares], para além de se colocar no papel de principal líder da resistência à tentativa comunista de 25 de Novembro, adiuantaria que, de facto, «conspirara» com Callaghan e os serviços secretos ingleses, embora negasse qualquer apoio dos norte-americanos. (…) Mas o general Ramalho Eanes, um pouco esquecido pelos media, viria a contestar o paperl de Mário Soasres no 25 de Novembro, afirmando poder «garantir que a versão dos mesmos apresentada pelo Dr. Mário Soares contém algumas inverdades». Chegaria mesmo a acusar o seu sucessor de pretender adulterar a história, de não ter lido os documentos oficiais sobre o 25 de Novembro e de ter tendência para valorizar os seus contactos internacionais. Mas, segundo refere, «a verdade é que os militares trabalharam essencialmente com matéria-prima nacional». [Read more…]

Os maus professores têm calos no cu

Num momento em que tanto se fala do acordo entre Ministério e Sindicatos, penso que é necessário trazer à colação um critério que podia e devia ser utilizado em qualquer avaliação do desempenho de professores: o toque rectal.
Perguntarão os leitores mais maliciosos se eu ando a frequentar sítios menos adequados para um pai de família. Nada disso, seus maroteiros. A minha afirmação decorre da experiência, própria de quem lecciona há mais de 16 anos.
Com efeito, um mau professor é aquele que se senta na sua cadeira no início da aula e não mais se levanta até ao fim da mesma. Dá a aula dali, da cadeira. Fala para os alunos esticando o pescoço para poder vê-los. E repete a façanha, aula após aula, dia após dia, semana após semana. Ao fim de alguns anos de carreira, o seu rabo está quadrado e cheio de calos. Mas a progressão, essa, está sempre garantida.
Aproveitemos o que se está a fazer nos Aeroportos, com o «scanner» total dos passageiros, e apliquemo-lo ao processo de avaliação de professores. Mas neste caso, basta fazer um «scanner» muito específico que logo se obterão as respostas pretendidas.

Meu Querido e Adorado Gay

NOVOS CASAMENTOS, NEGÓCIOS DE MILHÕES

Não havendo um censo, estima-se que haja em Portugal cerca de um milhão de homossexuais. Dez por cento da população. Tantos quantos os apoiantes que reclama o poeta.
Mas não misturemos as coisas, o poeta nada tem a ver com este assunto. Só serve como comparação estatística.
Ora este milhão de pessoas, é muita gente.
Segundo as notícias com que todos os dias nos vão inundando, esta comunidade exultou com a possibilidade de se poderem casar. Festas, festinhas e festarolas, aconteceram por esse País fora. Dá para pensar e supor que nos próximos tempos, poderemos vir a ter um incremento do número de casamentos.
Aqui chegados, ponho-me a pensar nos verdadeiros motivos que nortearam o nosso querido e adorado líder, Sócrates II O Dialogador, quando propôs e fez aprovar, com uma maioria de esquerda apressada e medrosa, a Lei que consagra a possibilidade de os homossexuais casarem.
Não acredito que o nosso Primeiro queira casar com alguém do mesmo género, ou que tenha amigos ou familiares que o queiram fazer, e que por essa razão tenha decidido propor tal Lei.
Não acredito que o nosso Primeiro tenha por esta comunidade um tal apreço, que tenha decidido ajudá-los nas suas pretensões, só porque sim.
Por fim, também não acredito que o tenham norteado as ideais de um Portugal melhor, mais solidário e mais progressista.

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Vergonha!

Ao ler ESTE brilhante editorial sobre ESTA notícia já comentada pelo ETERNO capitão, só posso exclamar: VERGONHA!