Uber Eats neo-nazi

foi como RAP resumiu o passeio de Mário Machado à Ucrânia. E foi perfeito.

Turismo: ainda não é desta…

O Turismo em Portugal representa 14,6% do PIB (dados de 2018) e 9% do emprego (dados de 2018) e 13,3% do total das nossas exportações (dados de 2018), sublinhei a 20 de Março de 2020 aqui no Aventar. Já nessa altura, referi os mais de 26 mil milhões de euros para a economia portuguesa em 2017 e sabendo nós que 2019 foi o melhor número de sempre (e bem superior aos 26 mil milhões) e que, segundo o governo, eram mais de 400 mil os trabalhadores afectos directamente a esta área, aos quais temos de somar os da restauração e similares muito dependentes do turismo para não falar de outras áreas de negócio conexas.

A pandemia veio alterar esta realidade. Uma alteração que os especialistas consideram temporária. Contudo, a invasão da Ucrânia e o clima de incerteza que hoje vivemos leva a crer que essa “temporalidade” é capaz de ser um pouco mais lata que o previsto. Mesmo assim, desde Janeiro que se nota um incremento do turismo nas nossas cidades e em especial em Lisboa, Porto, Madeira, Açores ou Algarve.  Ou seja, o Turismo foi e ainda é uma espécie de petróleo para a nossa economia. Obviamente, todos sabemos que é um sector que necessita de avançar com algumas reformas que o tornem mais sustentável a médio/longo prazo. Que é fundamental repensar que futuro queremos para as nossas cidades evitando que o turismo se torne um problema em vez de ser uma oportunidade. É preciso pensar que turismo queremos e esta é a altura certa. O pós pandemia é uma oportunidade única para se fazer as reformas necessárias no Turismo. Para se definir o quereremos e como o queremos, para criar as regras necessárias e fundamentais para compatibilizar o turismo com a vida quotidiana das nossas cidades. Para um turismo mais sustentável.

Ora, o actual governo, com uma maioria absoluta está em condições para fazer que ainda não foi feito, com tempo, com rasgo e com génio. Por isso, se fiquei admirado por ver que não avançou para a criação de um ministério para o turismo ainda mais fiquei quando, hoje, vejo que nem a secretaria de estado do Turismo foi mantida. Podem sempre dizer que não é preciso, o que importa é que seja feito o trabalho e que até existe o Turismo de Portugal. Porém, a política também é feita de sinais. E o sinal que foi dado é o de pouca importância com o sector. Pode ser que eu esteja enganado. Pode ser. A ver vamos, como diz o outro…

A cegueira da “esquerda” pelo ódio à NATO

Fonte: epa

Os embaciados óculos ideológicos de certa esquerda de aquém e além mar, para a qual a adoração da imagem inimiga – no caso, a sem dúvida censurável NATO, –  é superior à sua capacidade de empatia, humanismo e respeito pela soberania dos povos, levam, por estes dias, adeptos seus a pronunciarem-se sobre a guerra na Ucrânia com as conhecidas adversativas e propostas de rendição da Ucrânia.

Taras Bilous é um historiador ucraniano, activista do grupo Sozialny Ruch (Movimento Social) da organização do Movimento Social e editor da revista ucraniana de esquerda Commons.

Pouco depois do início da guerra, Taras Bilous escreveu “A letter to the Western Left from Kyiv”, na qual comunica a uma parte da esquerda do Ocidente o que pensa sobre a sua reacção à agressão da Rússia contra a Ucrânia.

Deve ler-se na íntegra, mas aqui ficam alguns excertos: [Read more…]

A Caminho de 30 de Março – II

A 30 de Março de 2009 nascia o Aventar. No próximo dia 30 de Março de 2022 vamos festejar 13 anos de blogue Aventar. Convosco.

A caminho de 30 de Março

A 30 de Março de 2009 nascia o Aventar. No próximo dia 30 de Março de 2022 vamos festejar 13 anos de blogue Aventar. Convosco.

 

Era uma vez o défice açoreano, que afinal é quatro vezes maior que o anunciado pela junta de salvação regional

Há duas semanas, o governo regional dos Açores, que resulta de uma coligação entre PSD, CDS e PPM com acordos de incidência parlamentar com IL e CH, anunciou que o défice de 2021 se havia situado nos 92,6 milhões de euros, 2,1% do PIB regional. Duas semanas volvidas, o INE revela que o buraco nas contas públicas da região autónoma se fixou afinal nos 360 milhões, quatro vezes o valor apresentado pelo executivo Bolieiro.

Para quem tinha um plano infalível, que era uma espécie de salvação regional dos Açores para acabar com o nepotismo socialista e com a “mama” dos beneficiários de prestações sociais, a gestão da coligação de direita é uma desilusão. Seja nas contas públicas, seja na nomeação de boys e familiares para a administração pública local. Valeu a pena mandar o cordão sanitário às urtigas, não valeu?

A FDUL e o Alexandre Guerreiro – esclarecimento:

Sobre a “notícia” que teve origem na Revista Visão sobre o Alexandre Guerreiro, o Professor Carlos Blanco ( FDUL) já esclareceu* o seguinte

“A informação é falsa.
1. Guerreiro que é doutorado pela Faculdade foi proposto na reunião de ontem como investigador numa lista de pessoas ao Conselho Científico do Centro de Investigação.
2. Vários investigadores objectaram à inclusão.
3. Clarifiquei, como coordenador científico, que a não inclusão se deveria centrar em razões científicas e de mérito e não por delito de opinião. Tanto mais que foi convidado como orador externo para uma iniciativa em Abril sobre a Ucrânia.
4. Por proposta do Presidente do Conselho, Prof. Sérvulo Correia, de forma a que não fosse prejudicada a inclusão de outros candidatos que era pacífica, foi adiada a votação sobre a inclusão do dr. Guerreiro para uma sessão futura do órgão.
5. Não se pode expulsar de um centro de investigação alguém que não o integra como investigador. A notícia foi deliberadamente deturpada.”

A notícia foi escrita por Mafalda Anjos, directora da revista Visão.. Não foi uma estagiária, foi mesmo a directora….

*Informação recolhida na página do João Gonçalves

Alexandre Guerreiro: o erro em fazer dele uma vítima

Fui o primeiro, aqui no Aventar, e dos primeiros nas redes a “malhar” no Alexandre Guerreiro. E continuarei a malhar no que tiver de malhar sobre as suas opiniões se com elas não concordar. Dito isto, é um erro fazer dele uma vítima e esta atitude da FDUL noticiada pela Visão é exactamente isso, fazer dele uma vítima. E é de uma hipocrisia sem nome. Alexandre Guerreiro nunca escondeu ao que vinha, sobretudo nunca escondeu da FDUL, basta ler a sua tese de doutoramento produzida, defendida e aprovada pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa em 2016 e não ontem…

Esta decisão é um erro crasso. Igual ao erro de calar as televisões russas ou censurar a cultura russa. Um erro e uma estupidez. A nossa diferença é essa, a da defesa intransigente da liberdade de expressão.

Discurso do Almirante Gouveia e Melo

Aqui fica o discurso do Almirante Gouveia e Melo ao Corpo de Fuzileiros após os trágicos acontecimentos que levaram à morte do jovem agente da PSP Fábio Guerra:

“Tenho os Fuzileiros como a Força de elite da Marinha”, afirmou, recordando as missões que partilhou com eles “braço com braço” nos submarinos e na fragata que comandou, bem como nos incêndios de Pedrógão Grande em 2017.

“Conheço o vosso profissionalismo, as vossas qualidades militares, sei da vossa generosidade e dedicação, mas hoje tenho que vir aqui partilhar o que sinto convosco, na sequência de desacatos que resultaram no falecimento do Agente da PSP Fábio Guerra, na madrugada do último sábado. Quando penso em coragem penso naquela coragem que não se exibe, naquela entrega que os militares fazem motivados pelo sentido do dever e de lealdade à Pátria, de uma coragem firme, constante e sempre discreta. Ver Fuzileiros envolvidos em desacatos e em rixas de rua, não demonstra qualquer tipo de coragem militar, mas sim fraqueza, falta de autodomínio, e uma necessidade de afirmação fútil e sem sentido.

“Digo-vos enquanto comandante da Marinha que se não conseguirem ser isso mesmo, lobos na selva, mas cordeiros em casa, então não passamos de um bando violento, sem ética e valores militares, sem o verdadeiro domínio de nós próprios e, se assim for, não merecemos a farda que envergamos, nem os 400 anos de história dos Fuzileiros”, afirmou o chefe da Armada.

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Gestores, precisam-se. Vergonha, também

No lançamento do jogo com o Boavista, instado pelos jornalistas a pronunciar-se sobre não ter sido – e normalmente não ser – “possível conciliar, na mesma época, uma campanha europeia de relevo e a conquista da Liga”, Sérgio Conceição foi taxativo: falta dinheiro.

Referia-se ao trajecto – penoso – ao longo do fair-play financeiro e aos 514,5 milhões de passivo, aos capitais próprios negativos de 200,198 milhões, consubstanciados nas perdas de 205,185 milhões na gestão dos últimos quatro anos.

Aliás, na impossibilidade de chegar com luz ao fim do túnel, em gestão normal, enquanto não encontra o ansiado parceiro internacional, interessado em investir no capital da SAD (lembre-se que a SAD portista já teve capital espanhol na estrutura accionista), o Departamento Financeiro vai praticando, em tabuleiros menores, empréstimos obrigacionistas que possam empurrar com a barriga para a frente o reembolso do mútuo anterior, seduzindo os investidores com um ganho de 1%, se trocarem obrigações do anterior empréstimo por obrigações do actual. [Read more…]

Ucrânia e a extrema direita

Nada como um banho de realidade: alguma malta não se cala com a pretensa força da extrema direita na Ucrânia. Eu sei que basta um facho, eu sei. Mas vamos lá olhar para as coisas como elas são:


🇫🇷 34% (2017)
🇮🇹 17% (2018)
🇪🇸 15% (2019)
🇧🇪 12% 2019)
🇳🇱 11% (2021)
🇩🇪 10% (2021)
👉🇺🇦 2% (2019)

Ah, e em Portugal? O triplo da Ucrânia: 7,18% para o Chega.

Portugal… bem, está quase

Zelensky, afirmou que Portugal pertence ao grupo de países que mostra (mais) relutância em tomar decisões a favor do seu país.

Não admira.

 

Afinal…

COVID, CRISE CLIMÁTICA, GUERRA…

Mas afinal não era suposto ser o mercado a resolver tudo??

Deixem a indústria fóssil resolver o aumento dos preços, deixem… e já agora continuem a meter-lhe mais uns tustes no bolso com o autovoucher…

Os pequerruchos de António Costa

António Costa, a linha de sucessão e o futuro do país, ilustrado com a habitual genialidade do Nuno Saraiva, para o Inimigo Público, Série II. O jogo de tronos dos social-democratas segue dentro de momentos.

Podemos ou Vã Glória de Mandar

Podemos no es en estos momentos una organización ni democrática ni mucho menos plurinacional – Meri Pita, deputada eleita pelo Unidas Podemos na hora em que abandonou a militância, El País, 24 de Março

Agora que temos um novo governo em Portugal e que António Costa, um político com MUITA sorte se livrou do seu Podemos (o Bloco), Sánchez começa o seu caminho das pedras que vai levar Espanha, não tarda nada, a eleições antecipadas.

São constantes as quezílias entre ministros(as) do PSOE e do Podemos. Constantes. As duas últimas bastante graves. Uma profunda divisão sobre a invasão da Ucrânia (o Podemos começou por ter uma posição parecida com a do PCP em Portugal e reafirmou a sua oposição à NATO) e agora sobre a questão do Saara Ocidental (neste caso o PSOE esteve mal, muito mal e apanhou tudo e todos de surpresa). Ora, o Podemos não percebeu o que aconteceu ao PCP e ao Bloco em Portugal e está a empurrar Sánchez e o PSOE para uma tomada de posição similar a que Costa e o PS tomaram em Portugal. E umas eleições antecipadas agora apenas servem ao PSOE e ao VoX. Com o PP em processo de renovação e o Podemos desacreditado (e cada vez mais odiado, diga-se) pode o PSOE conseguir um milagre idêntico ao de Costa e o VoX reforçar, ainda mais, a sua posição de terceira força espanhola com possibilidade de até, pasme-se, chegar a segundo partido mais votado. Uma verdadeira tragédia.

 

Um novo Governo. Vamos lá dar os 100 dias da praxe

Foto: Nuno Fox/Lusa

Finalmente, vamos voltar a ter um novo governo. Um governo do PS com maioria absoluta e, por isso mesmo, sem absoluta desculpa para fazer o que deve ser feito: um Portugal melhor, com mais qualidade de vida, menos pobreza e preparado para o futuro. Será que vai ser assim? Não sei, não faço a mínima ideia.

O que sei é que, desta vez, António Costa não se pode desculpar com o Bloco ou o PCP. Nem com a Europa. E mesmo no caso da guerra na Ucrânia, a nossa situação não é mais grave que a dos outros. É, quando muito, igual. Ao centro esquerda em Portugal, representado pelo Partido Socialista, foram dadas pelos eleitores portugueses todas as condições necessárias para governar, para aplicar o seu programa. Todas. E, para ajudar, até a oposição está entre a que está fraquinha (PSD) e a moribunda (PCP). E o Presidente da República é Marcelo Rebelo de Sousa, que António Costa conhece muito bem e sabe que ele não quererá representar o papel de líder da oposição. Por feitio e por estratégia. Nem Cavaco Silva em 1997 teve um cenário tão positivo.

Existia uma velha tradição de dar os primeiros 100 dias a qualquer governo. Uma espécie de acalmia antes da tempestade. Nestes estranhos tempos em que vivemos, aqui está uma tradição que merece regressar. E quem sabe se Costa não nos surpreende. Eu não acredito no Pai Natal mas estou sempre pronto a mudar de ideias.

André Coelho Lima numa galáxia far far away

Comentando a composição do novo governo Costa, esta manhã no Fórum TSF, o deputado do PSD André Coelho Lima afirmou que a orgânica reflecte aquilo a que o PS nos habituou, um cenário em que o governo se confunde com o partido.

A colocação de sucessores em posições-chave [do Governo] expõe uma confusão entre o que é o Estado e o Partido [Socialista]

Confesso que fiquei perplexo, com este comentário de André Coelho Lima. E não ficaria, tivesse o comentário sido proferido por um deputado de qualquer outro partido (com excepção do PS, claro). Não sei se o deputado laranja está como o seu líder – parado no tempo, numa galáxia far far away – e não percebeu ainda que o PSD não será junior partner governamental do PS. De outra forma, o que esperava Coelho Lima? Que o PS, com maioria absoluta, fosse recrutar ministros a outros partidos? O que fez o PSD, sempre que esteve no governo? Não o preencheu com os seus? Com os quadros partidários que Cavaco, Durão ou Passos consideraram mais aptos (e com toda a legitimidade, sublinhe-se)? Não colonizaram também eles a administração pública, com militantes e familiares de militantes do PSD?

Em boa verdade, diga-se, este tipo de comentário até se compreende. É que o PSD está cada vez mais longe do poder e cada vez mais próximo de partidos de protesto, de tal maneira que começa a soar como eles. Mas basta dar um salto às autarquias governadas pelo PSD, e são muitas, para ver que mais do que autarquias, há concelhos inteiros que se confundem com os aparelhos locais do PSD. O concelho da Trofa, governando pelo conselheiro nacional do PSD Sérgio Humberto, é um bom exemplo. Da colonização da administração pública local até aos inúmeros ajustes directos que pagam tudo, de iPhones até jornais ilegais de propaganda, não falta cá nada (alguns exemplos aqui, aqui, aqui, aqui e aqui). De maneira que a diferença entre o PS e o PSD, actualmente, é apenas uma: o PS é, actualmente, mais competente na obtenção e manutenção de poder. O que não é de estranhar, sendo Rui Rio o líder do partido.

Socialistas ocidentais desunidos dos socialistas ucranianos e russos

Vladyslav Starodubcev, líder da ala esquerda do “Sotsialniy Rukh” dá uma entrevista esclarecedora ao “Business Insider” sobre o que o opõe ao neoliberal Zelensky e, muito particularmente, o que o separa das esquerdas ocidentais, europeias e norte-americanas.

Sendo um forte opositor à desregulamentação do mercado de trabalho levado a cabo por Zelensky e, mais recentemente, contra a suspensão de 11 partidos por usarem na sua designação palavras como “progressista”, “esquerda” ou “socialista”, apoia agora, perante as circunstâncias, o presidente, particularmente por considerar que ele conseguiu unir o país através da sua experiência mediática.

Perante a invasão de Putin a sua posição é muito clara: “Fico na Ucrânia porque quero participar na defesa do meu país e ajudar as pessoas que precisam. Se a Ucrânia foi ocupada, temos de resistir a essa ocupação.”

E é exactamente sobre este aspecto que diverge frontalmente de algumas esquerdas [Read more…]

Um lembrete fonético (não fonológico), por causa do novo ministro das Finanças

A livertação é, como diria um amigo meu, brill. O massacre contínuo, efectivamente, continua. Mas só surte efeito do lado do eleito. Rima e, salvo melhor opinião, é verdade

Pequeno resumo da repetição das eleições no círculo da Europa

O PS tem mais do dobro dos votos do PSD.

  • O PS tem mais do dobro dos votos do PSD e fica com os dois deputados;
  • O PSD está mais próximo do CH que do PS e perde o deputado que tinha.
  • O CH, que não gosta de emigrantes é o que mais cresce entre os emigrantes;
  • O BE regista um desastre em linha com o desastre a nível nacional;
  • PAN completa o pódio dos desastres
  • IL ganha mais ou menos os mesmo que o PCP perde, revelando uma notória transição do comunismo para o neoliberalismo;
  • O Livre cresce poucochinho;
  • O CDS ficou fora do ecrã, o que diz tudo o que precisamos de saber sobre o resultado;
  • O MRPP tem 522 votos! São 522 emigrantes prontos para matar os traidores. Nem o CH tem tantos.

Marcelo continua o namoro descarado e já marcou novo encontro para Agosto

Moçambique é sempre melho..

Com “irmãos” da índole de Nyusi e Bolsonaro, não espanta a falta de escrúpulos de Marcelo em se dispor a vender o peixe desses indignos personagens.

O entendimento de Marcelo sobre o que é a soberania de um país – com a qual enche a boca cada vez que vai a Moçambique para se escusar a tocar em pontos difíceis – é tão rasinho como é elevada a sua falta de sentido de estado ao se pronunciar com uma preferência tão exagerada, empolada e desapropriada pela terra em que o seu pai foi governador geral entre 1968 e 1970. Diz Marcelo que anda pelo mundo inteiro a ver se encontra outra terra que mais o enfeitice, mas não, Moçambique é o melhor país do mundo.

Só para explicar: falar de problemas de direitos humanos – como existem massivamente em Moçambique – faz parte da bagagem que chefes de estado ou de governos deveriam levar ao visitar um país, até mesmo quando vão falar de negócios, ou inaugurar hotéis de luxo, como Marcelo achou por bem fazer, ocasião que aproveitou para engraxar o Moçambique do corrupto Nyusi até doer. [Read more…]

Cristina Rodrigues: Do PAN ao Chega é um saltinho

A Cristina Rodrigues foi deputada eleita pelo PAN e depois, em ruptura coma direcção do partido passou a deputada independente. Agora é assessora do Chega.

A confirmação é da própria nas suas redes sociais: “Com toda a transparência quero dizer vos q irei trabalhar p o chega. As minhas funções serão jurídicas e foi me assegurada a possibilidade de continuar a trabalhar certos temas q acho prioritários. Apenas vos quero dizer q continuo aqui, sp disponível p ajudar no q me for possível“.

Do fundamentalismo animal ao fundamentalismo ideológico é um saltinho.

Isto envelheceu muito bem…

O PS elegeu os dois deputados….

PSD: o problema do original e da cópia

O PSD, através da JSD, decidiu colocar este outdoor. A cópia ao estilo IL é por demais evidente. Será isso um problema?

Podia até nem ser. Uma boa cópia até pode ser valorizada. Só que a questão é outra: a mensagem é absolutamente de nicho. A esmagadora maioria das pessoas vai olhar para o cartaz sem fazer a mínima ideia do que raio é a “Succession”. E a minha questão é um pouco mais simples: o objectivo do PSD agora é falar para os nichos? Um partido que se quer líder da oposição e o maior partido do centro direita vai dedicar o seu tempo e os seus recursos a falar para a malta do twitter? É esse o caminho? Cheira a despiste…

Quem vê futebois não vê opressões

A comunicação social já está de olhos postos no Portugal X Turquia de amanhã. Como sempre, mesmo em tempos de guerra, nada como o futebol para interferir com a grelha informativa, há um mês obcecada, como nunca, por uma das muitas guerras que decorrem no planeta Terra.

O jogo é a primeira etapa dos playoffs que poderão levar Portugal ao Mundial do Qatar. Um Mundial marcado desde cedo por suspeitas de corrupção na escolha do anfitrião. Um Mundial que acontece numa monarquia absoluta, com níveis de opressão não muito diferentes dos da Federação Russa, que também organizou, recentemente, um Campeonato do Mundo de Futebol. Um Mundial ensombrado pelas denúncias internacionais de abuso de direitos humanos, com trabalho escravo na construção dos estádios e infraestruturas, sem condições dignas, que de resto levou à morte de mais de 6500 trabalhadores. Ou escravos, como preferirem, até porque, em muitos casos, os “trabalhadores” podem legalmente ser sujeitos ao trabalho escravo, não podendo sequer ausentar-se do país sem autorização do patrão. Ou, se preferirem, do oligarca lá do sítio.

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Se és extremista, já foste…

Esta não é uma guerra ideológica. Ao contrário do que alguns (fracos, fraquinhos) tentam fazer crer, não são ideologias políticas que aqui estão em confronto. No limite, poderão estar (e provavelmente estarão) em causa os extremos da geometria política. No limite, poderão estar em confronto a democracia e todas os outros sistemas que não respeitam os direitos fundamentais.

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Let’s look at the trailer….

Podem ir buscar as pipocas.

Nuno Melo e a reabilitação da delinquência

Segundo Nuno Melo, jovens delinquentes ganhariam com a formação das Forças Armadas. Acho que ganharíamos todos. Acontece que há quem faça o serviço militar obrigatório para depois chegar cá fora e se ver envolvido em esquemas criminosos com luvas e submarinos, para não falar em financiamentos ilícitos à Jacinto Leite Capelo Rego. Há até quem assine resoluções de bancos na praia, enquanto degusta um cocktail com um mini-guarda-sol e fruta na borda, sem ler as letras pequenas. Ou as grandes. Ou qualquer letra. Se a tropa poderia ter feito alguma coisa por isto? Não sei. Mas três meses na solitária sempre dariam para reflectir sobre o sentido da vida.

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José Milhazes explica o corporativismo tuga

Ontem, na SIC Notícias (o vídeo ainda não está disponível mas podem ver AQUI) José Milhazes colocou o dedo na ferida sobre a questão dos ucranianos em Portugal, relembrando o que se passou há uns valentes anos. Foi nos anos noventa do século passado que Portugal recebeu um número bastante elevado de ucranianos que vinham procurar uma vida melhor.

Uma boa parte deles, provavelmente a maioria, eram trabalhadores qualificados no seu país (cirurgiões, enfermeiros, professores, engenheiros, etc.). Em Portugal trabalhavam nas obras, na limpeza de casas, na hotelaria. E porquê? Como José Milhazes muito bem sublinhou: “graças ao sistema corporativo existente nas nossas universidades de defesa do nosso tachinho” e prosseguiu recordando que muitos deles andaram anos e anos para verem os seus cursos superiores reconhecidos (e alguns nunca o conseguiram). O mesmo se passou (será que ainda passa?) com muitos brasileiros.

Agora, por causa da invasão da Ucrânia e segundo os números divulgados ontem por António Costa, já chegaram mais de 14 mil ucranianos a Portugal e muitos mais estão a caminho por este andar da guerra. Será que Portugal mudou? Será que o corporativismo da nossa Universidade é coisa do passado? Não acredito mas….

Ucrânia Rejeita Mário Machado

É o que se pode ler na capa do DN de hoje. Lê-se também:

“Não queremos este tipo de pessoas no nosso país.

A pessoa que refere não pode ser aceite na legião internacional”, garante adido militar ao DN, justificando-se com o facto de serem excluídos combatentes com cadastro. E rejeita a hipótese de o neonazi condenado se juntar a uma milícia.

Não sei quanto a vós, mas eu tenho o DN como um jornal sério. Sendo verdade, isto é um embaraço ainda maior para a justiça portuguesa, que suspendeu as apresentações quinzenais de Mário Machado sem se certificar que o líder neonazi reunia condições para combater na Ucrânia. Pelos vistos, não reúne.  Agora – em princípio – vai ter que abrir um procedimento para anular a suspensão das apresentações quinzenais do arguido. E entretanto ele já foi. Não aprenderam nada com o João Rendeiro.