Do no evil?

A Google faz 13 anos. Desde o motor de busca à computação em rede e sem esquecer as assim chamadas redes sociais, vimos em 13 anos uma empresa nascer e tomar-se omnipresente. Repare-se na evolução da computação e do tempo que cada fase levou:

  • 60’s e 70’s: a distinção entre aplicação e sistema operativo era dúbia;
  • 80’s: as aplicações foram-se tornando autónomas do sistema operativo;
  • 90’s e 2000’s: as aplicações passaram a ter o mesmo aspecto dentro do mesmo sistema operativo;
  • 2000’s ~ 2011: a computação mudou-se para a rede, saído do escritório para estar acessível em qualquer esquina de café.

Na actual tendência, as aplicações estão a fugir ao sistema operativo, ficando para este reservado o papel de gerir o equipamento. Como se o computador passasse a um telemóvel com mais capacidade de processamento. Nem tudo são rosas nesta abordagem. Se por um lado o utilizador deixa de se preocupar com instalar e manter software, por outro perde o controlo sobre as suas aplicações já que estas passam a ser disponibilizadas nos termos (e preços) que o fornecedor entenda. E que o legislador autorize, já agora. Exagero? Repare-se então na fome de controlo que têm os EUA e a UE relativamente aos conteúdos audiovisuais. Tudo tem um preço. Veremos até onde vai o slogan da Google «Do no evil» ou quanto tempo demora até se tornar em mais uma monopolista como o foram, no seu tempo, a IBM ou a Microsoft.

Ólhó atestado médico, ólhó atestado, é para o profe, tá fresquinho

Deve estar a cair bordoada da grossa sobre os zecos (no acto de retenção do IRS para quem não se recorde designam-se por professores), tendo ontem o Diário de qualquer governo (não foi só o Saramago quando por lá passou, aquilo no DN não é estigma, é mesmo causa, um húmus onde todos os rotativos do poder plantam notícias) proclamado uns fantásticos números de atestados médicos.

Não tendo lido o jornal feito da mal arrancada árvore com que o imprimiram, crime para o qual não pago, nem ouvisto o posterior folhetim televisivo mas apenas a condensada versão online aproveito para recordar que atestado só é válido se confirmando na forma de Centro de Saúde ou Hospital.

Havendo processos de investigação sobre os médicos que atestam teriam de ser aos pares, ao que atestou, e ao que confirmou.

Força. Quando perceberem que essa duplicação idiota de gastos da anterior campanha para a domesticação do funcionário publico não serviu para nada vocês, os que vão comentar já a seguir repetindo que os zecos isto e aquilo, quando lá chegarem, talvez acordem.

Então vossas mercês pagais o atestado do médico via ADSE (não pagam nada, mas pensam que sim) e a confirmação noutro médico e os profes não deixam de estar doentes e as profes ainda por cima emprenham?

Pedro Noel da Luz e Gerard Castello Lopes

Esta fotografia de Pedro Noel da Luz (ou KameraEskura) trouxe-me à ideia Gerard Castello Lopes

fotografos portuguesesque tem, atualmente, uma exposição póstuma em Lisboa.

Bem sei que décadas separam os dois fotógrafos e que cada um carrega no olhar os signos do seu próprio tempo. No entanto fica-me a ideia que ambos comungam algumas particularidades, a mesma atenção aos detalhes, aos pormenores do quotidiano, a mesma poesia na fixação do momento.

É um luxo, digo eu, visitar a exposição “Aparições – A Fotografia de Gérard Castello-Lopes 1956-2006″, e acompanhar no Aventar – ou no KameraEskura – as fotografias contemporâneas do Pedro Noel da Luz. Digo eu, repito, que sou suspeito.

Candura desarmante

(Tradução do Aventar, desculpem as eventuais gralhas!)

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“Porque a vida passou antes que pudéssemos viver…” Victor Hugo

Pedro Noel da Luz

Angola, um testemunho musical

Brigadeiro 10 pacotes contra o governo.

Não é arrependimento, cada tempo tem a sua História, mas por vezes dói-me tanto ter andado a apoiar o MPLA, como único movimento anti-colonialista consequente e decente, assim o foi em Angola, que nem imaginam.

É o tempo, estúpidos!

Antes de começar: não me interessa entrar em nenhuma competição para descobrir se há classes profissionais mais prejudicadas do que outras. Não ignoro que há quem viva muito pior do que os professores, mas os que estão pior do que nós não nos devem impedir de falar dos nossos problemas. Finalizando este intróito, os problemas dos professores vão para além de questões meramente corporativas: é a Educação que está em causa.

Terminados os preliminares, passemos ao acto.

Os professores, ao longo de vários anos, têm visto as suas condições de trabalho serem lesadas, nomeadamente, através de uma sobrecarga com tarefas de cariz administrativo. Para além disso, não é de mais relembrar que os professores pagam, do seu bolso, tudo o que implica deslocações e alojamento, para além de terem de comprar muito do material necessário ao seu exercício profissional, financiando, na prática, a empresa para que trabalham. Como se isso não bastasse, ainda foram alvo de congelamentos vários, reposicionamentos na carreira, diversos aumentos de impostos e cortes salariais.

Uma reportagem de hoje sobre as tão célebres quão esquecidas aulas de substituição já foi comentada pelo Paulo Guinote, que deixou, igualmente, um desafio. A propósito disso, e muito brevemente, quero só lembrar que aos professores foi retirado, com destaque para os últimos seis anos, o bem mais precioso da profissão: o tempo. [Read more…]

Correio da Manhã pode transformar-se num jornal de referência

Todos os dias se confirma o que foi escrito aqui. Numa deriva perigosíssima, o próprio Correio da Manhã põe em manchete um assunto importante, arriscando-se a perder quota de mercado e fazendo lembrar o Jornal de Notícias de outros tempos. Face à crise e aos problemas sociais, o JN garante vendas ao misturar “orgias sexuais” com “José Castelo-Branco” Que podemos esperar desta luta entre titãs da comunicação social? Voltarão, um dia, à senda do jornalismo? Não perca o próximo episódio.

Os malandros dos neutrinos

Por causa dos malandros de uns neutrinos que, assim parece, andam mais depressa do que a luz e que já parecem os moços do IC19 que andam mais depressa na curva do Palácio de Queluz do que o seu veloz pensamento lhes permite, está a comunidade científica pasma. Sumidades nacionais e até, veja-se, mundiais, mal conseguem conter o espanto, que se traduz pelo suposto ruir dos pilares da física. Quando Einstein veio com a sua teoria da relatividade, deve ser sido assim algo que essa comunidade terá dito por causa das leis de Newton. E, afinal, a teoria da relatividade apenas expandiu a anterior. Quiçá se agora não se passará o mesmo?

Mas a comunidade científica, nacional ou não, não teria ficado assim tão surpresa se tivesse escutado João Magueijo. Recordo o que aqui se escreveu há uns tempos, que reutilizar também é preciso 🙂

Sábado

Hoje é sábado. Poderia ser outro dia se a luz viajasse com velocidade diferente. Que até viaja, já que nos tempos do Big Bang  a constante c era, afinal, uma variável.  E numa redoma de vidro, por não ser o vácuo, também a luz demora mais tempo a ir de um ponto a outro.

Portugal, dizem, está 25 anos atrasado relativamente à Europa. Parece que o tempo corre aqui a outro ritmo. Poderá assim ser por a luz no nosso rectângulo viajar a uma velocidade menor. O que faz sentido se atendermos a essa campânula vítrea que parece isolar os nossos governos do país que os rodeia.

Sobre a teoria da velocidade variável da luz e sobre João Magueijo, um dos seus autores, é de ouvir o programa Pessoal e Transmissível de 25 de Setembro de 2007

Occupy Wall Street

Mais confrontos entre o movimento pacífico “Ocupar Wall-Street” e a polícia:

Como é normal, este tipo de informação não chega aos media nacionais. Mas há a Internet, informe-se! (Links directos depois do corte.)

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Curiosidades domésticas

Há uns tempos tomei conhecimento de umas curiosidades domésticas e vou partilha-las convosco, até para fugir à política, ao défice e ao cretino que estoirou 500 euros a cada português (crianças, desempregados, moinantes, trabalhadores e reformados incluídos) e que agora ainda levanta o espantalho da independência. Mas estou a desviar-me e se não tenho cuidado volto ao fastio.

A primeira das curiosidades é sobre silicone e champôs. Procure na embalagem do seu habitual champô e verifique se contém parabene ou dimethicone. Muitos contêm-no sem o referir e, por outro lado, alguns fazem questão de indicar “não contém parabenos”. Com este teste ficará a saber se estará no maioritário grupo das pessoas que procuram ter um cabelo mais bonito – nada contra – mas que por isso, vêm o seu coro cabeludo ganhar problemas por falta de respiração da pele e pelas alergias que a exposição continuada a estes produtos agressivos acaba por criar. E sendo estes produtos hidrosolúveis, há ainda a questão da desnecessária poluição. Por estes motivos, passei a usar apenas os que não contêm os tais parabenos.

O segundo tema é sobre amaciadores. Quem tiver reacções alérgicas devido aos restos de amaciadores que ficam na roupa ou simplesmente porque quer contribuir para menos poluição das águas e ainda poupar uns euros, em vez de usar amaciador pode usar vinagre da mesma forma e na mesma quantidade do amaciador. O mais barato, tipo Cristal, serve. A roupa fica áspera devido aos restos de detergente que não saem na enxaguagem e o vinagre resolve esse problema (o amaciador camufla-o).
Ao sair da máquina, a roupa ainda tem um ligeiro cheiro a vinagre mas na secagem perde-o completamente.

Pronto, aqui ficou o meu post na linha do (quase) “e agora algo completamente diferente”.

A Reforma da AP e a mentalidade:

Não existe outro caminho.

O nosso país vai ter mesmo de mudar se quiser continuar a existir. Uma mudança imperiosa e obrigatória. Na educação, na economia, no sector público e no sector privado. Estamos perante uma situação de excepção que exige medidas concretas, corajosas e nada populares.

Não sei, sinceramente e pondo de lado as questiúnculas partidárias, se os portugueses estão preparados ou mesmo conscientes da gravidade do momento. Não vou discutir se o modelo de desenvolvimento económico que a Europa, a Troika e os especialistas defendem, se é que defendem algum modelo, é o melhor ou não. Já nem sei se “isto” vai lá com mais impostos ou se não seria melhor procurar puxar pela economia diminuindo a carga fiscal. [Read more…]

Se Portugal Fosse a Espanha…

Este senhor não estaria acusado de incitamento ao separatismo? Mas, afinal, ele não queria dizer o que disse. É o diz que disse. E Portugal é o sítio certo para gente equivocada com as palavras. Em Espanha quer-me parecer que tratam estes assuntos de forma diferente.

Mais rápido do que a velocidade da luz II

Já aqui escrevi dizendo que nada sabia escrever sobre este assunto. E, na verdade, não sei.

Mas sinto que não estou sozinho na ignorância e, apesar de não ser especialista, parece-me que até os mais sábios sobre o assunto estão em situação semelhante à minha (salvo seja, os seus conhecimentos são, pese a sua atual estupefação, maiores). Como tantos, apercebi-me num primeiro momento de que, se comprovada esta notícia, edifícios inteiros da Física Contemporânea, erigidos sobre o pressuposto de que nada no universo ultrapassa a velocidade da luz, ruiriam, seriam postos em causa ou, no mínimo, mostrar-se-iam clamorosamente incompletos.

Os cientistas, pelo que leio, mostram-se ainda relutantes ou aturdidos. Imagino que, como em ciência se exige, medições atrás de medições serão feitas até se confirmarem ou negarem os resultados, ainda que o porta voz da experiência Ópera, Antonio Ereditato, afirme

que os resultados agora do projecto OPERA para os neutrinos têm “baixa incerteza sistemática e elevada precisão estatística”

Imaginemos portanto, por um instante apenas, que a experiência se confirma.

Nesse caso não se terá necessariamente de afirmar que não restará pedra sobre pedra de um dos pilares da física moderna, como chega a afirmar um dos maiores físicos portugueses e pensamos, provavelmente, muitos de nós

Isto representaria, como diz Carlos Fiolhais, “derrubar uma coluna” essencial da física

Poderá, como diz Pierre Binetruy, director do Laboratório de Astropartículas e Cosmologia em Paris,

 significar que a teoria de Einstein “é válida em alguns domínios mas que existe uma teoria ainda mais global”

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Porto-Benfica: sempre o árbitro

É mais fácil adivinhar os comentários de um treinador do que prever o tempo que vai fazer daqui a meia hora: basta que as coisas corram mal e o árbitro será sempre responsável. O treinador do Futebol Clube do Porto, evitando qualquer originalidade, deixou escapar a ideia número 23 do catálogo das vulgaridades futebolesas e que se pode resumir mais ou menos assim: “Não empatámos por causa da arbitragem, mas houve um erro do árbitro que nos prejudicou”. Na primeira parte da afirmação, deixa escapar uma ilusão de desportivismo, para, logo a seguir, culpar o bode respiratório do costume.

Deixem-me explicar como vai ser o campeonato: os árbitros vão errar e, no fim, vai ganhar a equipa mais regular, que, normalmente, é o Porto. Mais: todas as outras equipas, especialmente a que ficar em segundo lugar, vão afirmar que o campeão foi levado ao colo. Lá para Junho, ainda me vão dizer que sou o novo Zandinga.

Serviços Humorísticos

Os Serviços de Informações portugueses são umas construções que parecem ter sido feitas para divertir o pessoal, por outro lado, se os levarmos a sério, ficamos absolutamente aterrorizados. Por isso prefiro não os levar a sério.

Fazendo uma investigação on-line facilmente se encontram dezenas de casos de fugas de informação, algumas destas fugas têm claramente objectivos políticos, outras parecem perseguir objectivos meramente pessoais.

Mas não nos ficamos pelas fugas, nos nossos serviços de informações há de tudo!

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Teresa Guilherme é directora do JN

A manchete do JN de hoje, dedicada ao comportamento censurável de um médico, é a prova de que Teresa Guilherme assumiu a direcção do jornal, transformado agora numa filial da “Casa dos Segredos”. Não me espantaria que o próximo editorial fosse intitulado “Isso agora não interessa nada”, com a nova directora a explicar de que modo o estômago prescinde da ética, mostrando que um vício privado é mais importante do que qualquer outro assunto.

A ser verdade, o conteúdo da notícia refere-se, evidentemente, a factos graves, mas daí a considerá-lo digno de chamada à primeira página vai a distância entre um tablóide e um jornal. O Correio da Manhã que se cuide.

No público não vale tudo mas no privado é um negócio

O Público conta-nos hoje que alguns alunos do ensino recorrente (por módulos capitalizáveis) entraram em Medicina, e faz disso quase um escândalo. Antes de as Novas Oportunidades terem chegado trabalhei no recorrente durante três anos. É um modelo que facilita a vida a adultos trabalhadores-estudantes (e assim deve ser) mas sem comparação com os EFA’s que o substituíram: os programas são os mesmos do ensino diurno, e na prática apenas se permite que cada módulo (correspondente a cada período) seja feito por exame. Ao contrário do que ali se escreve é impossível fazer o secundário num ano, e os exames são tão válidos como os nacionais.

A bem dizer pensava que esta modalidade estava extinta, assassinada pelas Novas Oportunidades, embora na altura tenha estranhado o aparecimento de aúnuncios de abertura destes cursos no ensino privado.

E esse é o escândalo que agora se revela. Parece que médias de 20 por aqueles lados vão nascendo, já que tal como no ensino regular um tolinho qualquer deu a estas escolas autonomia para a realização de exames. Não sei se estão a ver o filme: sou cliente de uma empresa que me examina. Em última análise se a coisa não correr bem posso pedir o livro de reclamações (estou a exagerar, mas a lógica é essa).
Quando agora lemos isto: [Read more…]

Cavaco poupado nas preposições e despesista nas redundâncias

Em visita aos Açores, de passagem pela Ilha do Corvo, Cavaco Silva declarou, referindo-se à pista do aeródromo: “Sinto que a pista é a melhor que aquela que eu aterrei há vinte anos atrás.” Ao princípio, ainda pensei que o terror sentido pelas pistas de aterragem seria um estranho fenómeno açoriano comparável ao sorriso das vacas. Depois de alguma investigação, fiquei a saber que há instruções na Casa Civil da Presidência para poupar nas preposições, o que explica que o Presidente não tenha dito “aquela em que eu aterrei”. Futuramente, Cavaco passará a dizer à mulher “Vou mercearia comprar fruta nossos netinhos.”, o que lhe permitirá poupar milhares de milhões de preposições até ao final do mandato.

Estranhamente, o Presidente não conseguiu evitar algum despesismo nas redundâncias, ao usar um “eu” dispensável e ao insistir na expressão pleonástica “há vinte anos atrás”, o que se pode explicar pelo pendor excessivamente didáctico de Cavaco.

Entretanto, comentando esta situação, uma fonte ligada à candidatura de Manuel Alegre terá afirmado que não sabe se “Cavaco será o Presidente de todos os portugueses, mas não é, com certeza, o Presidente do Português.”

Pais e filhos – Um rascunho

Pais e Filhos

 Parece-me impossível falar de pais e filhos sem acrescentar o complemento do sujeito um rascunho. Infelizmente nas línguas latinas, as palavras têm género ou subentendidos. Género, por existirem palavras masculinas e femininas que definem a relação. Bem como plural e singular, porque se falarmos de pai, falamos do género masculino, enquanto pais abrange aos dois géneros. O filho é o rascunho do pai, por outras palavras, a cópia do que a paternidade do bebé rapaz seria se tem um pai disciplinado e ordeiro. Diferente a maternidade e a filha.
No entanto, no género feminino a maternidade é mais ampla que o de paternidade: abrange filhos e filhas, por serem as mães as que suportam o peso da criança que tem sido engendrada, os amamenta, toma conta deles durante os seus primeiros anos da sua vida, ensinam a andar e até têm licença no seu trabalho para ficar com os bebés, até eles aprenderem a andar, comer sem apoio, serem limpos e mudados para estarem limpos e não ferir a pele do seu corpo com humores azedos, que ferem.
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Governo vai eliminar 50 mil funcionários

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Só falta conhecer o método de execução. Parece que no Texas os condenados já não têm direito a última refeição, e cá? Com um título destes, não percebo como falharam estas informações.

Associação de Extorquidos* Para Pagar Cenas

Li hoje no Público sobre uma tal Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas. Tive que ler duas vezes mas percebi.

Esta inesperada Associação deu-me uma ideia: acho que vou também criar uma associação.

Associação de Extorquidos* Para Pagar Cenas

Estatutos

1. Admissão de novos sócios: feita pelo acto de berrar ao nascer, sendo essa a forma de manifestar vontade de aderir à AEPPC.

2. Deixa de ser sócio quem, querendo, preencha um dos seguintes requisitos:
2.1 atingir a idade de 99 anos depois da idade adulta;
2.2 ou seja capaz lamber o seu próprio cotovelo.

nota: o ponto 2.2 não se aplica aos vivos.

3. Todos os bens do sócio poderão ser-lhe temporariamente retirados, passando a pertencer ao Estado.

nota: o sócio pode pedir os seus bens de volta se optar por cancelar a sua inscrição nesta associação, o que terá de ser feito nos termos do ponto 2.

* chamam-lhes Contribuintes, como se fossem os próprios a quererem, de livre vontade, ver-se livres dos seus rendimentos

FCP/Benfica: sem bolas de golfe é diferente…

…mas o FC Porto devia providenciar umas cadeiras de descanso para os seus atletas. Os rapazes quando se apanham a ganhar passam o tempo deitados no relvado e, com a humidade, deve ser desconfortável.

Por outro lado, com esta equipa, Pinto da Costa pode subir o preço dos bilhetes dada a estrutura multidisciplinar do espectáculo: o público tem direito a futebol (pouco), teatro (muito) e farta-se de ver filmes.

Solidariedade Ferroviária

Fonte próxima.

 

Os PIIGS passam a PIIGGS?

Notícia aqui.

 

A dívida oculta da Alemanha, ou um Alberto João Jardim de saias

A verdade” – é o título do Handelsblatt, que baseando-se em números espantosos, põe termo ao mito da alegada parcimónia do Estado alemão. Oficialmente, a dívida alemã, em 2011, é de 2 biliões de euros. Mas isso é apenas uma meia verdade, porque a maior parte das despesas previstas com reformados, doentes e pessoas dependentes não foram incluídas nesse cálculo. De acordo com os novos números, a dívida real ascende a mais 5 biliões de euros. Por conseguinte, a dívida da Alemanha atingiria 185% do seu produto interno bruto e não os 83% oficialmente anunciados. Como termo de comparação, a dívida grega em 2012 deverá ascender a 186% do PIB da Grécia e a dívida italiana é atualmente de 120%. O limitar [sic] crítico a partir do qual a dívida esmaga o crescimento é de 90%. Desde que chegou ao poder, em 2005, Angela Merkel “criou tantas novas dívidas como todos os Chanceleres das quatro últimas décadas juntos”, refere o economista principal deste diário económico.Estes 7 biliões de euros são um cheque sem provisão que nós assinámos e que os nossos filhos e netos terão que pagar.” in Presseurop, sublinhados meus

Comentários para quê? A confirmar-se esta notícia, além de a CE acabar nos próximos dias estaríamos perante o final da III Guerra Mundial, esta discreta e convenhamos que com muito menos mortos. Mas ficaria explicada muita coisa, nomeadamente que a preocupação em salvar os bancos alemães afinal era mesmo uma tentativa de salvar a própria Alemanha.

E agora os PIIGS passarão a PIIGGS?

Cesária Évora: quem nunca a viu cantar ao vivo, já não vê

Tive a sorte de a ver ao vivo algumas vezes e tenho a fortuna de as recordar.

Agora, a senhora dos pés descalços anuncia um ponto final numa carreira que deve muito a França e a Paris como grande centro difusor da música – e da cultura- africana, por muito que isso custe a quem se julgue mais próximo de África, que a língua é que nos une e tal e tal.

Eu, Cesária, também só queria poder cantar mo da bô* e é ma bô** que eu queria aprender…

* como você

** com você

Tu queres ver?!

Ronaldo e Iniesta podem casar no mesmo dia

Uma leitura apressada de determinados títulos pode levar à ligeireza de insinuações, ainda para mais tendo em conta as loas que Cristiano Ronaldo teceu recentemente à sua própria beleza, numa atitude considerada pouco máscula em determinados círculos. Parece, aliás, que os responsáveis pela Liga Espanhola estão a pensar incluir passerelles no acesso ao relvado e não será estranho assistir à entrega do ceptro e da coroa ao nosso madeirense madrileno, que poderá chorar, ao mesmo tempo que louva a paz no mundo, atirando beijos com a mão enluvada de rendas brancas.

A leitura da notícia, cujo conteúdo é precioso para a vida de todos aqueles que prezam a informação útil, desmente qualquer maledicência ou dúvida forçada acerca da sexualidade dos dois craques rivais, mas não deixa de ser curioso imaginar que a legalização do casamento homossexual venha a juntar matrimonialmente dois jogadores de clubes inimigos que, uma vez em casa, poderão dedicar-se a entradas de pés juntos, dando um novo enquadramento ao conceito de violência doméstica ou conferindo um sabor diferente a uma relação sadomasoquista.

O caruncho (2)

(Continuando)

Cada vez mais, o país precisa de um Tribunal de Contas munido de efectivos poderes punitivos.

É preciso, também, o enquadramento como crimes de lesa-pátria as decisões políticas que agravam o endividamento público e nos tornam mais dependentes do financiamento externo com a consequente perda de soberania e dependência de agências de notação financeira.

Hoje, face a mais descalabros de défice público nas contas da Madeira, é um imperativo nacional que, de uma vez por todas, se exija dos responsáveis políticos e gestores públicos, responsabilidades pessoais pelos ilícitos cometidos no exercício das respectivas funções.

Urge, também, alterar a contabilidade pública de modo a se contabilizar não apenas o que é devido em certo ano mas sim a totalidade do compromisso assumido. Bem como submeter todos os organismos estatais ao Plano Oficial de Contabilidade Pública.

Pedir continuamente sacrifícios ao povo, aumentando impostos sobre os rendimentos do trabalho, aumentando o custo de bens essenciais, diminuindo às prestações do Estado-social para depois se permitir a impunidade de quem é responsável, é a negação do Estado de Direito Democrático consagrado na nossa Constituição.

Mas se as decisões quanto a distribuir os sacrifícios são políticas, a impunidade já é matéria de foro criminal. E aí, é obrigação do Ministério Público investigar e acusar nos termos preceituados pelas leis penais e processuais penais.

Não se pode apenas exigir medidas ao Governo e omitir o Procurador-Geral da República.

(Publicado no jornal semanário famalicense “Opinião Pública” a 21/09/2011)

José Niza – 1938-2011, RIP

José Niza fez de grandes poemas enormes canções.  Morreu um dos nossos mais brilhantes compositores, produtor e editor de Adriano ou Zeca Afonso.