No seu mais recente romance, “A vida em surdina” (Asa, 2009), David Lodge põe na boca do seu protagonista a seguinte apreciação:
“Muita da arte contemporânea assenta numa enorme estrutura discursiva, sem a qual ela pura e simplesmente viria abaixo e se tornaria indistinguível de um monte de lixo.”
A observação segue-se à contemplação de uma série de obras de arte cujos significados apenas lhe são aclarados pela explicação que consta no catálogo.
Não ponho no mesmo chapéu todas as manifestações de arte contemporânea, mas sinto-me demasiadas vezes próxima do raciocínio desta personagem de Lodge .
Uma das minhas incompatibilidades é com certo teatro pós-moderno, em que os actores parecem recrutados de entre os membros de um grupo de apoio a doentes com síndroma de Tourette. [Read more…]
Vieram cá os cozinheiros de Congregação da lampreia do Mondego fazer a cozinha e ensinar os cozinheiros lisboetas. Cincoenta e seis comensais no belo restaurante da Associação 25 de Abril, traço de Siza Vieira, ali à Rua da Misericórdia, Largo de Camões ao Chiado.















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