É a arte contemporânea, estúpido

No seu mais recente romance, “A vida em surdina” (Asa, 2009), David Lodge põe na boca do seu protagonista a seguinte apreciação:

“Muita da arte contemporânea assenta numa enorme estrutura discursiva, sem a qual ela pura e simplesmente viria abaixo e se tornaria indistinguível de um monte de lixo.”

A observação segue-se à contemplação de uma série de obras de arte cujos significados apenas lhe são aclarados pela explicação que consta no catálogo.

Não ponho no mesmo chapéu todas as manifestações de arte contemporânea, mas sinto-me demasiadas vezes próxima do raciocínio desta personagem de Lodge .

Uma das minhas incompatibilidades é com certo teatro pós-moderno, em que os actores parecem recrutados de entre os membros de um grupo de apoio a doentes com síndroma de Tourette. [Read more…]

Uma lampreiada real

Vieram cá os cozinheiros de Congregação da lampreia do Mondego fazer a cozinha e ensinar os cozinheiros lisboetas. Cincoenta e seis comensais no belo restaurante da Associação 25 de Abril, traço de Siza Vieira, ali à Rua da Misericórdia, Largo de Camões ao Chiado.

Vinho tinto verde, carago, um arroz de lampreia da melhor que tenho saboreado e um passeio pela Baixa de Lisboa para fazer a digestão.

Começa-se pelo Teatro da Trindade, ali naquele largo onde se encontra tambem a casa decorada com azulejos alusivos à maçonaria ( uma bela fachada com os símbolos macónicos ) e descendo aí está o Largo do Chiado, com a estátua do poeta que deu o nome ao lugar e tambem lá temos a estátua do Pessoa sentado na esplanada do café Nicola um lugar magnifico para se ver as pessoas bonitas que cirandam por ali e ouvir os artistas de rua, desta vez um par do Norte da Europa, loiríssima ela e ele com uma boa voz, tocando ambos uma espécie de bandolim. [Read more…]

Liberdade de Expressão e Liberdade de Imprensa

O meu texto ‘A Incomodidade dos Blogues’, aqui publicado no Sábado, e as respectivas consequências convidaram-me para uma reflexão sobre a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa. São conceitos correlacionados, mas definidos em função de domínios e condições distintas.

Com o recurso à teoria dos conjuntos, julgo poder classificar a segunda das liberdades, a de imprensa, como subconjunto da primeira, a de expressão. De facto, esta última, no que respeita à fruição, corresponde ao direito reconhecido a todos os cidadãos de expressar em liberdade ideias, opiniões e pensamentos. A liberdade de imprensa, por sua vez, consiste em fruição de idêntico direito, restringida, porém, aos meios de comunicação social – jornais, publicações regulares temáticas, rádio e televisão que, embora regulados legalmente, actuam livres de censura institucionalizada.

Diversamente das sociedades de comunicação social, os blogues, suportados por tecnologias de telecomunicação via Internet, funcionam livres de condicionamentos legais, excepto no que se refere a ‘segredos do Estado’ e alguns crimes informáticos; ou seja, os blogues estão sobretudo subordinados a normas formais e informais estabelecidas entre os seus membros. Gozam, assim, de pleno direito de liberdade de expressão, beneficiando, ainda, da oportunidade de grande propagação de conteúdos, no tempo e no espaço; acima mesmo do que sucede com alguns órgãos beneficiários da liberdade da imprensa. Esta, de resto, está a ficar mitigada em Portugal, e a tendência é para piorar – a dependência da comunicação social relativamente a grupos económicos, associada à precariedade das condições de trabalho e à fatalidade da submissão de jovens jornalistas a disciplinas autoritárias estão, de facto, a perverter, passo a passo, a liberdade de imprensa.

Dentro da evolução esperada, o futuro dos blogues é, portanto, mais promissor no uso da liberdade de expressão e poderá privilegiar, creio, aqueles que se orientem por princípios de ética, responsabilidade, e tolerância. Os políticos, em particular, estão conscientes da força do fenómeno, e do crescimento potencial.

Por último, a propósito da liberdade de expressão, e de regresso ao ‘Aventar’, não me inibirei de exteriorizar o que sinto e penso, mesmo em desacordo relativamente a opiniões de companheiros desta caminhada; opiniões estas que respeitarei sempre e, quando for o caso, contraditarei no estrito cumprimento de regras da salutar convivência democrática. Estou convicto de não estar isolado na observação destes princípios.

Pensamentos XV e XVI

XV

Em vez de subires a subida, desceres a descida, avançares para a frente, recuares para trás, não te mexas.

Dar erros é cansativo.


XVI

Se és inimigo dos teus inimigos, mantém-nos junto a ti.

Alguém como tu é a pior coisa que podes dar-lhes.


Conheça o primeiro Caderno de Pensamentos do Sr. Anacleto da Cruz.

Poemas do ser e não ser

Passei o dia a ouvir música

sempre a mesma

alternando Madredeus e Erik Satie.

Como foi possível

parecerem-me tão semelhantes?

Que percebe de sons

este monocórdico espírito?

Mas foi o mesmo

o que produziram em mim:

a sensação amarga

de ter atirado fora uma paveia de sentimentos.

Como vou misturar

é quase certo que nada existe

nada está perto nem eu estou triste

com Embryons desséchés

e Peccadilles importunes? [Read more…]

Vergonha em cima de vergonha

Anda tudo muito indignado com a repressão no Irão e outras coisas do género, que também a mim me incomodam. Mas fecham os olhos à barbárie diária e às chacinas da OTAN, eufemismo de EUA e seus lacaios, no Afeganistão. Chacinas em série, nas quais se insere esta última. Um ataque da aviação contra três autocarros, matando, segundo dizem, mais de 30 civis, entre eles mulheres e crianças.

Dizem eles que o ataque aéreo das “forças internacionais”, (nas quais Portugal está metido!), visou uma caravana “suspeita” de três veículos que se aproximavam de uma unidade militar conjunta de tropas da NATO e afegãs, tendo os militares no terreno descoberto posteriormente “várias pessoas mortas e feridas”, incluindo mulheres e crianças. Ó pá, atira e depois se vê. [Read more…]

Da Madeira ao PGR, do IRS ao sexo oral

Na Madeira vai-se fazendo contas ao que sobrou, e constata-se como das adversidades surgem unidades.

O mau tempo, esse parece estar decidido a chatear-nos, sendo também notícia um mini-tornado em Aveiro. No geral, são 11 Distritos em alerta.

Na Justiça, mais uma novela de violação do “Segredo de Justiça”, agora com o PGR mandar investigar mais uma fuga . Desta vez deverá ser mais fácil, pois que, segundo o próprio, só 6 pessoas conheciam o seu Despacho. E eu que estava na ideia que, não vai há muito tempo, foi este PGR que afirmou que por si, as escutas eram publicadas.

A título de utilidades fiquem com duas dicas:

1 – Pode ficar a saber como poupar no IRS. Dá sempre jeito, por muito que nos “peçam” para contribuir;

2 – E pode escrever na versão portuguessa do Google (*) a palavra “como”, e logo vai ter várias informações de diversa utilidade, numa hierarquia no mínimo interessante, porquanto insiste no sexo oral…

(*) Já agora, fiquem a saber que a Google vai vender electricidade.

a liberdade de expressão revisitada

É  impossível deixar de lembrar e rememorar uma e outra vez, os acontecimentos do Século XVIII no continente europeu e as repercussões em terras do dito mundo novo. Digo dito mundo novo e não novo mundo de forma directa, porque de novo nada tinha para os habitantes nativos do continente descoberto pelos europeus. Nativos que moravam nas terras hoje denominadas Estados Unidos de Norte Américas, o Canadá, México.
Os monumentos, especialmente no sul das terras do Norte, eram impressionantes edifícios dedicados aos deuses que adoravam e para os sacrifícios oferecidos às divindades, ou seres humanos nascidos para se preparar para a morte na idade da puberdade e que eram criados em paços especiais e treinados para uma morte temprana, com alegria e felicidade: não pertenciam às famílias, pertenciam aos deuses, como tenho relatado em detalhe em outro ensaio anterior a este.
Novo era para para os europeus que começaram a explorar a terra além dos seus reinos e algumas repúblicas, especialmente na Itália.
Os mais ousados eram no das Monarquias do Estado Britânico, da Espanha e Portugal. No Século XV já andavam a explorar terras denominadas hoje  o sub continente da Índia e o continente africano, que não sabiam que eram continentes, é dizer, um conjunto de pequenas monarquias, principados, ou simplesmente etnias. [Read more…]

Rosebud (Memória descritiva)

O edifício do Cinema Rex, na hoje degradada zona lisboeta do Intendente, foi sede da Federação Espírita Portuguesa, fundada em 1925. Ficava ao lado do Real Coliseu onde depois abriu a garagem Auto Lis, junto ao belo chafariz do Desterro. Quando a Ditadura Nacional se transformou, por obra e graça do referendo de 1933, em Estado Novo, a Federação seria perseguida pelo regime e, em 1939, a sede passou a ser um cinema – o Rex. A propriedade do edifício continuou a ser da Federação Espírita, mas a exploração foi atribuída a um particular, o senhor Eduardo Ferreira, um «industrial», como o classificam os documentos, que procedeu às obras de adaptação e construiu um belo cinema com capacidade para 478 espectadores.

Por cima da sala de cinema, equipada com um palco que podia funcionar para espectáculos teatrais, havia um grande salão onde se celebravam carnavais e réveillons. O cinema encerrou em 1967, reabrindo em Dezembro do ano seguinte com o nome de Teatro Laura Alves. Actualmente, implantado na zona mais degradada do centro de Lisboa, está transformado numa feia superfície comercial. [Read more…]

A Parque Escolar EPE está pelos ajustes…

Mais uma empresa criada pelos socialistas agora para apresentar ràpidamente obra feita. Para isso vale tudo, especialmente os ajustes directos que vão directos aos mesmos de sempre! Não se sabe qual foi o critério, mas segundo o Presidente da empresa há poucos ateliers de arquitectura com dimensão para responder à encomenda.

Se for para responder à preocupante concentração em meia dúzia de ateliers ( os mesmos de sempre) é capaz de ser verdade, mas se for entregue um ou dois projectos a uma maioria de ateliers todos são capazes, e com uma grande vantagem. Aparecem ideias novas, soluções para o futuro. O atelier que recebe por ajuste directo uma série de projectos para escolas, conceptualmente não cria nada, copia uns dos outros, com alterações aqui e ali, mas no essencial, como é bom de perceber, até pela pressa que justifica estas adjudicações sem concurso, são todos iguais.

Diferentemente, seria, se dezenas de ateliers estivessem a trabalhar independentemente uns dos outros, teríamos concepções diferentes, escolhiam-se as melhores soluções ao nível das diversas especialidades ( arquitectura, engenharias…) neste projecto há uma boa solução, naquele há outra e a concepção iria evoluindo para uma escola exemplar. Assim, muda-se a cor e a largura das janelas, e força no azimute…

Eu estive envolvido na concepção/construção dos hospitais, eram sempre as mesmas empresas a concorrerem, quando uma ganhava repetia a solução “ad eternum”, pois além de ter nas mãos um projecto vencedor beneficiava das alterações para melhorar nas áreas mais fracas discutindo com os técnicos que iriam apreciar os projectos futuros, a seguir era só dar à manivela, até que aparecesse alguem com uma solução diferente e melhor.

Temos aí bons hospitais? Pois temos, mas quando os andavamos a construir ía lá fora ao estrangeiro ver hospitais e já naquela altura eram bem diferentes, mais amigáveis, mais ecológicos e ao nível tecnico muitas coisas novas que só agora cá chegaram.

A pressa, como é bom de ver, serve sempre a quem quer fugir à Lei, ao Estado de Direito, entrega-se aos amigos e já está!

Apontamentos do Porto (5)

(Ribeira, Cidade do Porto)

Porque está Pinto Monteiro estarrecido com as fugas de informação?

Vá-se lá perceber porque, mas o jornal i diz que Pinto Monteiro “terá ficado estarrecido” com a divulgação de um dos seus despachos em vários jornais, no fim-de-semana. O "Diário de Notícias" e o "Correio da Manhã" transcreveram mesmo diversas frases do despacho de Pinto Monteiro que arquivou as certidões para eventual investigação de um eventual ‘atentado ao Estado de Direito’ que envolveria o primeiro-ministro, José Sócrates, no caso Face Oculta.

Até já mandou abrir um inquérito “com prioridade e urgência" para determinar de onde surgiu a fuga de informação.

Não se percebe a razão do espanto do Procurador-Geral da República. As fugas de informação em questões de justiça são quase o pão nosso de cada dia. Seja ou não segredo de justiça.

Se calhar é altura dos órgãos de justiça olharem para o umbigo e procurarem ai as causas do estarrecimento permanente em que vivemos.

Um post exclusivamente para a malta

Até os resultados da bola ajudaram à coisa.

PGR mentiu no parlamento

Foi antes do carnaval, não pode ser brincadeira. O PGR mentiu, tal como o primeiro ministro, na Assembleia da República dizendo que as escutas que mandou destruir continham escutas a José Sócrates, o que numa delas não é verdade. Eram conversas unica e exclusivamente entre duas pessoas que estavam a ser escutadas por ordem de um juiz!

Isto é de uma gravidade extrema, como é possível orgãos de soberania não poderem ter confiança no mais alto magistrado do Ministério Público? A pressa em mandar destruir as escutas tem a ver com o que lá está, pelos vistos tão grave? Não se esqueça que dois magistrados de Aveiro acharam que sim, que era grave e por isso determinaram a abertura de um inquérito.

Como pode um governo tomar medidas fortes e ter força para as manter se a credibilidade é nula? E nós, “Zé Povinho” acreditamos em quem?

Depois há quem se queixe ao ver dezenas de milhares romarem (e rumarem) a Fátima! Ou ver os estádios de futebol cheios! Ou ver os morangos, e os ídolos guindados a coisas muito importantes…

FUTAventar – guarda-redes sem braços II

Quando a bolinha começou a rolar escrevi sobre a ausência de braços num posto específico desta coisa da bola!
Ao contrário de alguém que aqui adivinhou o primeiro não vencedor dos ídolos, eu acertei em cheio!

Aumentos na Função Pública, PS e Sindicatos

O movimento sindical português é dos menos poderosos da europa e ao contrário do que se diz na opinião publicada, Portugal tem dos mais baixos índices de conflito social, expressos, nomeadamente nos dias de greve, coisa quase impossível de acontecer nas empresas privadas.
A ditadura do dinheiro, o excesso de patrões e a falta de empresários, uma ditadura durante anos e um movimento sindical algo conservador justificam tal situação.
A negociação que tem havido entre o governo e os sindicatos da função pública tem sido pouco mais que anedótica. De um lado, os sindicatos dizem, com razão, que não podem ser sempre os mesmos a pagar a factura. Do outro, um infeliz secretário de estado, diz que é melhor estarem caladinhos porque no privado há gente sem emprego e por isso devem ficar bem satisfeitos com o que têm.
No meio disto uma coisa inovadora, até do ponto de vista matemático, que é o “aumento zero”. Será que alguém me consegue explicar o que é um aumento zero?
A realidade dos números mostra que a Função Pública foi aumentada desde 2000 18,16%. Mas, a inflação foi nesse mesmo período de 28,8%. Isso mesmo: os funcionários públicos nos últimos dez anos perderam 10% dos seus vencimentos.
Mas, com tal realidade, como é que a FRENTE COMUM, agora liderada pela Ana Avoila (candidata do PCP à C. M. do Barreiro) não consegue fazer valer a sua razão?

Se com Paulo Trindade (ex-deputado do PCP) nunca foi possível fazer valer a razão de quem trabalha, com Ana Avoila, só a sua presença é motivo de derrota. Não se trata de apresentar uma dimensão pessoal, porque no plano pessoal as pessoas merecem o máximo de respeito, mas antes de ver algo que não está bem: os líderes do movimento sindical na administração pública são maus!

Enquanto trabalhador da Administração Pública estou a perder há pelo menos 10 anos. Pergunto: as organizações que me representam vão ou não conseguir afirmar a nossa razão?
É que fazer greves de calendário, só porque sim… Creio que é um mau caminho!

Os golos de Hulk no FC Porto – Braga

1-0

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/icdUZa6p5ujHuzqEGEM1/mov/1

2-0 [Read more…]

Um conto da vida de Zé Pequeno (2)

(Continuando)

Findo o carreiro, precipitaram-se para o portal da casa, ao fundo de uma empena. Soltaram o som do pequeno sino que alertava a gente da casa.

Por entre os portões de madeira com grossos cunhais de ferro, surgiu gente que os levou aos donos.

No patamar do alpendre, Zé Pequeno mirou duas raparigas de idades aproximadas, ao lado de um homem com roupas limpas e corrente de ouro reluzente sobre o colete castanho.

Maria Pequena saudou com a humildade de quem passara os muros de um mundo que não era o seu e assim negociou o preço, por entre gestos repentinos e queixas de mercadora.

Seu filho admirava a sua esperteza, o seu modo de fazer negócio. Mas naquele instante ele estava atento às duas raparigas do patamar. Especialmente à Lourinha, o nome que logo de cabeça lhe pôs, pelos seus cabelos louros aos cachos. Das duas, era sem dúvida a mais bonita.

Mirava-a nos olhos à busca de um sorriso, mas o seu rosto parecia manter-se inalterado. O que o entristecia, sem saber bem porquê.

Às ordens de sua mãe, Zé Pequeno e os demais seguiram para o laranjal. Contrariado, voltou as costas à rapariga para seguir o grupo.

Um a um, tomava o peso das laranjas às suas costas num pesado fardo, e tomavam o longo carreiro para a pobre casa onde iam arrumando as laranjas num improvisado barraco.

Às costas lá iam suportando o peso da vida árdua, mas de onde vinha o sustento para a fome de cada dia.

Sempre que passava pelo patamar, Zé Pequeno olhava em busca dos cachos louros, mas não mais os viu.

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Arsenal do Minho tem redes sem braços?

Esta semana houve um clube equipado de vermelho que trouxe um guarda-redes sem braços para jogar no dragão, algo facilmente sustentável pelo vídeo que se segue.~

A pergunta que se coloca é:
será que o Arsenal que neste preciso momento começa o jogo no Dragão tem um redes sem braços?

Patriotismo e PS, uma relação estranha

As minhas noções de economia são escassas e não vão muito para lá do que qualquer trabalhador deste país sabe – no fim do mês sobra quase sempre mês no fim do dinheiro.
Em torno do orçamento de estado tem havido, fundamentalmente 3 correntes de opinião:
a) governo, PS, boys, empreiteiros, os do costume, etc- é preciso reduzir a despesa do estado e isso é feito à custa dos funcionários do estado, isto é, a fatia salários é a culpada das desgraças do país.
b) Oposição PSD: o corte tem que ser feito nas obras públicas de grande dimensão que não geram emprego.
c) Medina Carreira e Silva Lopes: isto não vai lá com paninhos quentes. Temos que reduzir e já a despesa.

Os boys do PS dizem que estes últimos são anti-patriotas porque só falam do que está mal, esquecendo o que de bom há no país. Eu costumo dizer que patriotismo é pagar impostos…

Os argumentos de Medina Carreira e Silva Lopes são os que mais me convencem – a cortar que seja já, sem pena de afectar A ou B. Sugerem um corte IMEDIATO de 5% em todos os salários e pensões, por exemplo, acima de mil euros / mês (informação ao leitor: eu faço parte deste grupo).
Dizem que assim conseguimos reduzir 5% da factura imediata e que isso será um grande contributo.
Sugiro, eu, [Read more…]

You are growing up far too soon. Mays'Diary

I never know if I shall see you when you be big, if you are already big after 49 days of having been born! That speed will give me no time to see you  to crawl first, to tumble as you try to walk and to play with your friends! [Read more…]

Madeira, o balanço possível

Depois do dilúvio a acalmia parece ter regressado à Madeira. O tempo, agora, é de localizar desaparecidos, socorrer dasalojados, cuidar dos feridos e repôr comunicações com povoados e habitações que permanecem isolados. É tempo também de desobstruir vias, limpar acessos, e voltar a alguma normalidade quotidiana. Os recenseamentos já começaram e estão em actualização constante: 40 mortos, 70 feridos, 248 desalojados. Outros balanços se farão posteriormente: políticos, técnicos, ecológicos.

Alberto João veio já declarar, contra toda a evidência, que as obras dos últimos anos minimizaram os prejuízos. O continente, durante os próximos dias, será tratado como um amigo que até já disponibilizou fundos e meios económicos. O julgamento público, na ilha, não sei se se fará. O mau tempo é o único responsável, eis a mensagem que o governo regional se esforçará por passar.

Depois, o regabofe continuará: construção desenfreada, impermeabilização indiscriminada de solos, ocupação de zona de cheias, encanamento de ribeiras, “tunelizações”, desflorestação, minimização da laurissilva.

Consequências a tirar? Confiar na boa disposição  S. Pedro e esperar que um dia alguém corrija os erros que entretanto se vão acumulando. É pouco, muito pouco.

Madeira: Será possível regressar à normalidade?

A tragédia provocada pela tempestade na Madeira é só mais uma prova da nossa fragilidade perante a natureza. Dizemos sempre isto quando as forças naturais nos afectam. Mas depressa o esquecemos quando tudo regressa à normalidade.

Mas não há regresso à normalidade para quem perdeu familiares ou amigos nesta tragédia.

Pensamentos XIII e XIV

XIII

A linha recta, caro amigo, não existe.

Deus escreve circular por linhas tortas.


XIV

Não é, exactamente, a falta de fim que define o infinito.

É a falta de princípio.


Conheça o primeiro Caderno de Pensamentos do Sr. Anacleto da Cruz.

Chamou-lhe um Figo!

O Presidente do Tagus Park nada sabia acerca do contrato com Figo o que bem vistas as coisas só quer dizer que não pertence ao “inner circle”, não tem nada que saber, é assunto interno do PS!

Figo fez o que tinha a fazer, ganhou o dele, faz render a sua imagem enquanto de lembram dele, nada a dizer. É pouco ético enganar os eleitores fazendo crer que está perdido de amores por Sócrates e que o seu apoio era desinteressado? Pois sim, mas só um ingénuo é que vai nisso.

Mas que dizer de uma empresa com dinheiros públicos que utiliza a massa para financiar a campanha do partido do governo e que por acaso tem lá os boys donos do dinheiro? Pagar a Figo para ser cabeça de cartaz de uma campanha de propaganda ao País é íligitimo? Não, não é, salvo se ele  estiver a ser paga pelo empurrãozinho que deu ao candidato Sócrates.

E cá estamos no lamaçal que Sócrates adora. É, mas não é, estão lá os amigos e os boys mas ele não sabe de nada, os xuxas trabalham sem o chefe saber, são mais Sócrates do que Socrates, afinal quem é que aos 39 anos ganha 2.5 milhões de euros/ano tanto quanto ganharia um funcionário público no topo da carreira ao fim de 20 anos. Reparem, não é ganhar o mesmo ,eram precisos 20 anos para juntar um só ano do milionário vencimento!

Isto é algo tão escandoloso que não vale apena sequer tentar que as pessoas se sintam motivadas.

Nos ricos países sociais- democratas a relação é de 1 para 3, em Portugal é de 1 para 8 !

A que limite poderá chegar a ganância?

Viva o luxo! Novo e desnecessário aeroporto

Apontamentos do Porto (4)

(Rio Douro, Barcos Rabelos, Cidade do Porto)

Até ao último grão de pólvora!


Dois luso-tailandeses

Hoje, junto do cemitério onde jazem cerca de 200 restos mortais de luso-siameses, evoquei essa tragédia. Aquela gente lutou até ao último grão de pólvora e não vacilou ao decidir lutar pela sua liberdade. Uma lição de heroísmo que integra as mais vibrantes páginas da saga portuguesa nos confins desta Ásia que celebrará proximamente a aliança na paz e na guerra entre dois povos. Os luso-siameses terão compreendido perfeitamente o sentido daquela façanha que hoje evocámos. Os tailandeses, todos falando um excelente português, compreenderam, também eles, que os portugueses não vieram aqui apenas para fazer business pois, chegada a hora decisiva, lutaram ombro a ombro com os siameses na defesa da terra comum, não deixaram cair a bandeira e não tentaram, como outros, fugir e salvar os cabedais. Morreram pela sua liberdade; é tudo.Isto merecia uma coprodução épica luso-tailandesa ou o nome de uma avenida lisboeta: Avenida dos Heróis de Ayutthaya.

Leia mais A Q U I !

Mais uma vez a senhora da foto

“É com palavra e actos que nos inserimos no mundo humano; e esta inserção é como um segundo nascimento, no qual confirmamos e assumimos o facto original e singular do nosso aparecimento físico original. Não nos é imposta pela necessidade, como o labor, nem se rege pela utilidade , como o trabalho. Pode ser estimulada pela presença, mas nunca condicionada, pela presença dos outros em cuja companhia desejamos estar; o seu ímpeto decorre do começo que vem do mundo quando nascemos, e ao qual respondemos  começando algo de novo por nossa iniciativa. ”

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Antes de ser o navio escola Sagres


Lançado ao mar em Hamburgo, a 30 de Outubro de 1937, o Leo Schlageter foi construído para servir como navio escola da Kriegsmarine. Numa fase de rápida expansão da marinha alemã e após os acordos de limitação de tonelagem celebrados com os ingleses, Berlim decidiu-se pela construção de uma esquadra de alto mar, cujo fim estratégico seria a intercepção das principais vias comerciais atlânticas.

A tripulação na festa da passagem do equador

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