Um conto da vida de Zé Pequeno (1)

 O dia começara como tantos outros.

Era mais um dia de trabalho.

Zé Pequeno levantara-se com o corpo dorido do trabalho que o fustigara no dia anterior. E na boca conservava o mesmo sabor amargo com que a vida o ia marcando, aos poucos, os socalcos que galgavam a pele escurecida pelo trabalho árduo. Não era velho. A sua juventude apenas se ia esvaindo por entre a fome e a labuta, que o fizera forte como os trepos que circundavam a pobre casa de seus pais que também era a sua.

Uma vez de pé, respirou fundo o ar de fuligem e caruma que impregnava a casa, a que se misturava ainda ao cheiro do azeite da sopa fervida, no preto caldeirão que parecia ter aterrado pela chaminé na lareira.

Seguiu mecanicamente os seus próprios passos até à rude porta. Abriu e sorveu o ar fresco da alvorada que corria livre e selvagem.

Para Zé Pequeno, a única liberdade que havia era a dos ventos e dos rios. O Portugal de então cobrara o preço da não participação na Segunda Guerra Mundial.

De selvagem ficara o coração de Zé Pequeno e a sua força que não cedia ao cansaço nem ao medo.

Mirou em volta à busca de um pedaço de pão que enganasse o seu estômago e iludisse a fome que sentia. Levou-o à boca e mastigou-o com a mesma convicção com que enfrentava cada dia. A mesma convicção que o fazia acreditar. Acreditar que um dia tudo iria mudar pela força do seu braço e da sua arte.

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Madeira: Pessoas da Madeira comentam a situação no Aventar

Temos recebido mensagens de pessoas que se encontram na Madeira a dar-nos conta da situação que se vive. Veja os comentários aqui.

Calamidade na Madeira [em actualização]

Parece que na nossa comunicação social não se passa nada.  Via net fala-se em 7 mortes confirmadas, devido a inundações.

RTPMadeira fala em 9 mortes. Meios médicos falam em mais de 20 mortos.

17h23 – já se fala em 31 mortes

Norte da Madeira com sol e sem chuva.

Entretanto pelo menos a RTPN acordou. Siga a emissão.

Se está na Madeira coloque informações neste mapa.

Ligação para mais informações.

http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=9597431&server=vimeo.com&show_title=1&show_byline=1&show_portrait=0&color=&fullscreen=1

Madeira Storm February 20, 2010 from Wind Birds on Vimeo.

Madeira: 32 mortos

Estão confirmados 32 mortos em consequência do mau tempo na Madeira. Uma calamidade sem precedentes, pelo menos que a minha memória alcance.

Como foi possível?

Madeira, mau tempo não dá tréguas.

As notícias da Madeira continuam escassas. Afirmou-nos uma leitora que não consegue contactar via telefone ou net com familiares na ilha, talvez por estarem cortadas as principais comunicações. Se acompanha a situação possibilitamos-lhe as ligações de que dispomos. Veja aqui, aqui, aqui, aqui, e ainda aqui. Algumas críticas ao ordenamento do território começam já a surgir.

Adenda: A nossa leitora Henriqueta Costa enviou-nos a seguinte mensagem:

Sou da Madeira e estou na Madeira, mais propriamente no Funchal.  O cenário é assustador até porque também aqui não conseguimos contactar com os familiares e conhecidos. Estamos em casa, neste momento sem TV, sem telefone e sem água. Esperemos que tudo se resolva depressa!

Esperemos que sim, Henriqueta. Os leitores que queiram utilizar a nossa caixa de comentários para saber ou prestar informações podem fazê-lo. O Aventar está à vossa disposição.

Pensamentos XI e XII

XI

Há vida para além da morte.

Pelo menos há dú-vida.


XII

Há uma história cujo princípio e meio tu conheces.

O seu fim ser-te-á revelado no dia da tua morte.


Conheça o primeiro Caderno de Pensamentos do Sr. Anacleto da Cruz.

Roube-me por favor

assaltante-internet-2002

A privacidade é uma coisa tramada. Num momento estamos a zelar por ela de forma furiosa, capazes de tudo para preservar o nosso cantinho, a nossa intimidade. Afinal, o que é que os outros têm a ver com a minha vida. Acaso eu me meto na deles? Faço-lhes perguntas incómodas? Sim, daquelas perguntas que eu não quero responder se as fizessem a mim? Não, pois não. Então não se metam na minha vida.

Imagine como seria ‘divertido’ se um ladrão posta-se no Twitter, Facebook ou noutra rede social: "A assaltar a casa do utilizador tta34yty que está de férias nas Caraíbas. Ena, tem plasma de 42 polegadas".

A não ser, claro, que eu permita isso mesmo. É evidente que há certas perguntas que não respondo cara a cara mas que quiserem mesmo saber, o melhor é analisarem o que faço na internet. Lá podem saber tudo. O que penso, onde estive, onde estou ou para onde vou. Catita, não?

Na internet estamos muito mais à vontade. Primeiro não temos ninguém à nossa frente a fazer-nos perguntas e isso é muito mais tranquilo. Hei-de agora dar respostas a uma pessoa à minha frente, que até conheço, quando posso muito bem dar todas as respostas a um mar de gente que não conheço de lado nenhum…

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A Incomodidade dos Blogues

A blogosfera para os ‘velhos do Restelo’ é um espaço de crime, de ignomínias e de toda espécie de ódios e maledicência. Ontem, na edição ‘on-line’ do Jornal de Negócios o artigo ‘Blogue Portugal’, de Leonel Moura, converteu-se em mais um texto esquizofrénico de ataque a blogues e blogueres.

A esquizofrenia do citado escrito, na parte final, também pretende flagelar parte dos jornalistas actuais, aquela que ousa transpor para a comunicação social todo o veneno de que a blogosfera está impregnada. Na palavra de Moura, os blogues são uma rede por onde circula alguma informação dispersa e nem sempre verídica e sobretudo opiniões, amores, compadrios, frustrações, manias, rancores e ódios. Enfim, a tragicomédia no seu esplendor (sic).

Este tipo de argumentos não é inédito. Já ouvira coisas parecidas de algumas figuras ligadas ao jornalismo e à literatura. Trata-se, pois, de posição muito comum de determinadas pessoas que vivem dos jornais e dos livros. Têm o perfil de cinquentenários recentes ou de há certo tempo – curiosamente, diga-se, parte deles são mais jovens do que eu.

Leonel Moura é mais um a fingir não compreender a transformação revolucionária da vida no nosso planeta, com a criação da plataforma Internet, e todas as demais que, com o decorrer do tempos, a utilizam como suporte e/ou lhes estão associadas; e digo fingir, atendendo a que o artigo acaba por revelar o espírito interesseiro do autor.

Com efeito, depois de também desancar nos tais jornalistas maus, os que usam e frequentam o mundo nauseabundo dos blogues, o Sr. Moura sai-se com esta: “…como se explica que apesar desta intensa campanha de insultos e intrigas contra Sócrates e o PS, estes continuem a ganhar eleições e ter boas sondagens?” (sic). Com esta tirada, o homem deixou cair a máscara: o incómodo dos blogues, para ele, corresponde a um sentimento de sofrimento por Sócrates, com Sócrates e só Sócrates.

Da opinião de Leonel Moura, transparece claramente que o ideal dos ideais seria aplicar à comunicação social portuguesa o modelo do amigo Chavez, incluindo a medida de jugular os Blogues. Apenas não se jugulariam os ‘Jugulares’, por mera precaução contra redundâncias.

Madeira a água e fogo

As notícias são ainda escassas, a Antena 1 da RDP vai actualizando o que pode.

Tudo começou por volta das 9, 10 da manhã e ainda não parou. Enxurradas, deslizamento de terras, sete mortos confirmados, desaparecidos, um número indeterminado de feridos, casas afectadas, automóveis levados pelas águas e até um incêndio.

É o que, por agora, se sabe. A Madeira, para quem a conhece, é um lugar onde a natureza pode ser generosa mas, igualmente, perigosa. As belíssimas levadas e ribeiras, as ravinas, as encostas, a ocupação territorial, em grandes declives e muito junto ar mar, são um cocktail que pode passar rapidamente de quadro romântico a tragédia dramática.

Estamos solidários com o povo madeirense. Para já, infelizmente, é tudo o que podemos fazer.

A gente vê-se por aí

Motivos de carácter pessoal obrigam-me a deixar o Aventar hoje mesmo. Quando criei este blogue, a ideia era contribuir de forma positiva para a blogosfera política portuguesa e, valha a verdade, obter alguma visibilidade em termos de audiências. Parece-me que o objectivo foi conseguido.
Estou certo que a minha falta não se irá notar. O essencial continua cá: a verdadeira alma deste projecto, que é o Luis Moreira; a racionalidade e frieza, tipo cérebro, do Zé Freitas; e a combatividade – o coração – do João Cardoso. E depois todos os outros, com quem tive um enorme prazer em colaborar. Que ninguém leve a mal, mas quero deixar uma palavra muito especial para aqueles que começaram comigo naquele dia 30 de Março: a Carla Romualdo, o Carlos Loures, a De Puta Madre, o Isac Caetano, o João Paulo, o José Freitas e o Luis Moreira. A todos os outros, um muito obrigado.
A gente vê-se por aí.

Ricardo Santos Pinto

Calendário da cintura industrial (Poesia & etc.)

Tinha dito que neste série Poesia & etc., publicaria poemas, inclusive poemas meus. Até agora não tinha publicado nada da de minha autoria. Este poema, “Calendário de Cintura Industrial” foi escrito há muitos anos. Foi escrito ao mesmo tempo que os poemas inéditos de «O Cárcere e o Prado Luminoso», publicado em 1990. Sempre o achei um pouco lamecha e, além isso, excessivamente longo para o meu gosto. À última hora, retirei-o do livro. Tenho-o guardado, hesitando entre o deitá-lo fora ou reformulá-lo. Assim, foi mantido inédito durante vinte anos. Até hoje. [Read more…]

coisa feia…

Apontamentos do Porto (3)

(Praça da Ribeira, Cidade do Porto)

nÃO sEJAS dURO dE oUVIDO 2010 Fev #13:

Mais um conjunto de novidades num mês particularmente activo.

Uma colectânea de homenagem aos The Walkabouts (Got no Chains) de boa qualidade, seguida de mais um trabalho da Charlotte Gainsbourg (IRM) provando ter bons genes e, por fim, uma surpresa excepcional, Isbells (Isbells). Ora, siga para bingo continuando com musiquinha da boa!

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Papoilas Saltitantes

Lamento informar os meus leitores que não estou em condições de cumprir com as minhas obrigações.

Ressaco.

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May and Ale are improving

There is not parent that may be called as such, if their children are not well and they do not care. [Read more…]

Vila Nova de Gaia, Vista do Porto

Carlos Santos no Aventar

Carlos Santos é professor de economia na Universidade Católica e analista de política internacional. Na blogosfera, começou com o seu blogue pessoal, «O Valor das Ideias». Durante o Verão de 2009, colaborou no «Simplex», blogue colectivo de apoio ao Partido Socialista. Terminado esse projecto, fundou «A Regra do Jogo», que teve uma duração efémera.
Convidei o Carlos Santos para o Aventar logo que terminou o «Simplex», porque fazia-nos falta alguém com queda para a economia e que estivesse mais ou menos na área socialista – temos gente que está à Direita do CDS e gente que está à Esquerda do PCP, mas nunca conseguimos que alguém da área do PS aceitasse o nosso convite.
Na altura, o Carlos Santos estava empenhado em «A Regra do Jogo», mas deixou a porta aberta para um futuro próximo. Que é hoje. No Aventar, vai analisar sobretudo a evolução dos mercados, os problemas orçamentais do país e a política internacional. Como todos os aventadores, poderá sempre que quiser estender-se por outras áreas.
Todos sabemos o que se passou nos últimos dias, por isso seria estúpido fingir que não aconteceu nada. Aconteceu sim, mas no passado – e neste momento, sinceramente, a hora é de olhar para o futuro. Sendo assim, que o Carlos Santos seja muito feliz por aqui e que nunca deixe que os seus defeitos – entre os quais se encontra um benfiquismo cada vez mais dominante no Aventar – apaguem as suas grandes qualidades.

e(Nobre)cer a sociedade civil

Talvez se inicie aqui a construção de um pilar essencial de qualquer Estado moderno. Uma sociedade civil, esclarecida, com efectivo poder de influenciar as decisões políticas que dizem respeito a todos nós (é preciso lembrar uma e outra vez) capaz de escrutinar o “regabofe” a que chegou a vida partidária.

O sufoco da vida partidária sobre a sociedade civil, os seus cidadãos, contribuintes e eleitores, atinge hoje um desaforo de quem se sente impune, esboroados que estão os pilares do Estado de Direito, que começam com a separação dos poderes democráticos.

Hoje já ninguem duvida que os poderes legislativo, executivo e jurídico são uma e a mesma coisa, com os mesmos actores, a mesma indiferença pela Justiça, pelo inclusão social, pela igualdade de oportunidades. Tudo sob o manto da partidocracia que ganhou “freio nos dentes” por circunstâncias que têm a ver com quarenta anos de “partido único”. Essas circunstâncias já não são hoje correctas, chegou o tempo da sociedade civil se libertar desse jugo infernal que empobrece o país e nos trás na lama dos escândalos!

O facto de um homem que não é nem nunca foi militante de um partido sentir que tem condições de se apresentar a eleições para o único orgão do Estado que ainda mantem alguma autonomia é, só por si, um sinal de esperança!

Os boys e as girls afiam as facas, vasculham carreiras, vida pessoal e amizades, vem aí a difamação, o seu recado vai ser ” nós somos maus mas não há melhor”!

Cumpre-nos ter a oportunidade de mostrar se sim ou não somos uma sociedade civil madura!

Fernando Nobre, o independente

Nutro por Fernando Nobre um respeito que apenas concedo a homens-livres, a livre-pensadores, a criadores e artistas, a pessoas não enfeudadas a interesses partidários e corporativos, a quem não dá tréguas às iniquidades e injustiças do mundo, a humanistas e independentes.

Tenho seguido com atenção e admiração – e confesso que não sou dado a grandes admirações – o percurso da AMI, o seu foco e prontidão para responder a catástrofes em qualquer parte do mundo, independentemente de crenças e alinhamentos políticos, religiosos ou outros. E admiro, entre outras qualidades, a sua capacidade de mobilização e de implementação de medidas em terrenos adversos, às vezes inóspitos e hostis, sempre precários. Não há organização portuguesa que se assemelhe a esta, nascida de quase nada, pioneira entre nós na ajuda humanitária internacional, respeitada mundialmente, sem a mácula de negocismo, mercantilismo, oportunismo e o despesismo sumptuário que hoje minam a credibilidade de grande parte das ONGs que por aí pululam.

Já aqui disse que Fernando Nobre abrange transversalmente parte da sociedade portuguesa. Divide a esquerda? Não mais do que a esquerda política sempre dividiu a esquerda. Peão de Mário Soares? Eu acredito no que escrevi no primeiro parágrafo e não respeito paus mandados. Agradará a Soares, mas Soares é um político de carreira, esculpiu o PS à sua imagem, joga num tabuleiro que evita o surgimento de independentes e que os cidadãos livres sucedam na política. Ajuda Cavaco? Não acredito, contra o que tenho lido, que esta candidatura agrade a Cavaco. Primeiro porque lhe retira também votos, segundo, porque estou convencido – e o actual PR também estará –  de que Alegre, sozinho, não terá condições para evitar a reeleição de Cavaco, terceiro, porque é precisamente de uma reeleição que se trata e a tradição diz que presidente em exercício é presidente reeleito, excepto, talvez, se um dado novo vier baralhar os cenários. [Read more…]

a rapariga do violino. história de infância

Era a menina mais linda e querida de todas, doce como o mel, não de muitos beijos, subtituidos por palavras bonitas e poéticas. As suas primas a adoravam e não eram capazes de passar sem ela. Ia de casa em casa as visitar e em todas elas dormia, excepto se a avó mais querida, estava só, a Avó Graça, uma mãe para ela.

É verdade que a rapariga do violino tinha a sua própria mãe, querida, mas muito longe, em outro país essa mãe Marta, no mesmo no que morava o tío primo Luís, mas bem mais longe de onde morava o seu pai, Ludgero.

Pai no Brasil, mãe na Inglerra a tirar um curso especial, esse famoso Skype da Avó Mãe Graça, era uma joia: podia vê los e falar com eles como se estivessem muito perto, como costumava fazer com o tio primo Luís. Que a levava as costas, era o seu cavalo.o havia semana em que os pais não falassem com ela e a ouvissem. Os pais no perguntavam da escola, contavam lhe histórias e o que eles faziam.

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Ao cuidado dos papás

Apesar de se ter tornado uma ambição lusitana comum, o facto é que hoje em dia ser Engenheiro ou Doutor não é princípio de sucesso. Pode ser, sim, reflexo de sucesso, no sentido de alguém, após ter atingido certo patamar social e económico, conseguir ser Engenheiro ou Doutor, o que é bem diferente.

Hoje, é mais difícil arranjar quem saiba de pichelaria ou de carpintaria, do que quem perceba de Direito, Engenharia Civil ou Gestão. O problema é que os primeiros, ao contrário dos segundos, não são tratados por Doutores ou Engenheiros, logo não são tão apelativos. Ainda que os segundos se acantonem, cada vez mais, no “mercado do desemprego”.

Uma medida que poderia potencializar a aproximação do ensino ao mercado de  trabalho, apesar da crise que vivemos, seria criar as licenciaturas em pichelaria, carpintaria, e demais artes, cujos profissionais são mais do que solicitados. Eu tenho-me visto bem mais à rasca para arranjar um picheleiro do que teria, se precisasse, de um pneumologista.

Mas isso depende de mudanças governativas e essas levam tanto tempo a acontecer, que o melhor é desde já os papás começarem a ponderar dar menos importância onde vão pôr o filho a estudar e antes cuidar de os inscrever na mais produtiva juventude partidária. Será mais importante uma inscrição numa boa “Jota”, do que em qualquer escola, colégio  ou universidade. Escola com eventual interesse só se for uma de futebol. O ideal é matricular os filhos numa escola de futebol e, mais tarde, numa “Jota” com boas perspectivas de carreira. O melhor de dois mundos, que tão interligados estão.

O resto, estudos académicos e afins, será o menos. Um bom lançamento pelas escolas  das “Jotas”, será o suficiente para um dia a pessoa até se licenciar por faxe, ou obter mesmo uma pós-graduações antes de ser licenciado. E mesmo que os vossos filhos não se licenciem, não será isso que os impedirá de ganhar milhões de Euros, seja onde for.

Por isso, caros papás, tratem já de garantir o melhor futuro para os vossos filhinhos, não percam as novas oportunidades que o futuro lhes desenha. Pode ser que assim, uma dia mais tarde, eles demonstrem alguma gratidão e vos escolham um bom lar de idosos.

Verdades ocultas


Este post no Combustões, alerta-nos para uma realidade que todos conhecem, mas que ninguém pode atrever-se a combater. O regime assenta totalmente nestas fidelidades impostas por uma manjedoura que por pouca ração que sirva, sempre garante o sustento à maioria de dependentes directos e indirectos. Na verdade, por detrás dos parcos salários de 750 Euros, esconde-se um outro Portugal, bastante exclusivista e quase secreto para milhões de distraídos. É o contentamento pela malga meio vazia, mas garantida para a maioria. No entanto, existe aquele outro país das comissões instaladoras, das comissões executivas, dos gabinetes de paus-para-toda-a-obra nomeados pelo partido que esteve, está ou estará no poder e que numa ciranda, vai garantindo os necessários postos para o efectivo controlo do todo.

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Mais um quadro 2010

                  

“HAY TANTOS QUADROS COMO OJOS CAPACES DE VER” (SAM FRANCIS)

Um roubo de igreja

Os castigos aplicados por esse tipo a Hulk e Sapunaru têm como fundamento considerar um segurança como um agente desportivo.

Pequeno pormenor: isso não está escrito em nenhum regulamento. Aliás, se provocaram os jogadores, e fossem agentes desportivos, cairiam sob a alçada disciplinar da Liga, o que não sucedeu.

Mais um episódio da saga Benfica levado ao colinho.

Eugenio Merino, mais uma polémica na ARCO de Madrid

Eugenio Merino apresentou mais uma escultura surpreendente na actual edição da Arco 2010. Habitualmente polémico, Merino tornou-se conhecido do grande público com a escultura “Still Staying alive” onde Bin Laden aparece travestido de John Travolta em “Saturday night fever”

Na ARCO 2008 Eugenio Merino protagoniza nova polémica, desta feita com “Viva Fidel Zombie”. Eu próprio testemunhei que, num espaço por vezes acusado de ser demasiado extenso e com um rol de obras difícil de absorver, ninguém passava indiferente perante esta inquietante representação caricatural de Fidel Castro. (ler mais)

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Pensamentos IX e X

IX

Quem canta seus males espanta.

Mas se cantares mal, espantas também os teus bens.


X

Utiliza bem o dinheiro que tens.

Compra tempo.


Conheça o primeiro Caderno de Pensamentos do Sr. Anacleto da Cruz.

Rapidinha – a crise

“Mais vale uma crise política que viver todos os dias em crise !”

” O governo tem estado a correr à frente da crise. Dá a impressão de que está à espera que alguem lhe dê um golpe de misericórdia”.

“Não é possível num momento em que se está a exigir ao Governo que seja austero na despesa pública, que se venha depois pressionar um aumento de despesa para as regiões autónomas”

” A Madeira é uma das regiões mais desenvolvidas do país e isso não pode deixar nenhum social-democrata indiferente”.

Pedro Passos Coelho em directo! despesa pública, madeira,PSD,

Do que falamos, quando falamos do Norte? (Memória descritiva)

Esta bonita canção interpretada pelo Rui Reininho, Isabel Silvestre e os GNR, peca, quanto a mim, por um defeito – é falaciosa. É que buscando na informação da qual sobre o tema disponho, não existe uma pronúncia do Norte – são várias as formas dialectais que coexistem no espaço que, de forma vaga, podemos considerar o Norte.

Socorrendo-me do saber de Lindley Cintra e Celso Furtado, diria que na área geralmente considerada «Norte» há, além do galego ocidental e do galego oriental, a norte do rio Minho os seguintes dialectos: transmontano, alto-minhoto, baixo-minhoto, duriense e beirão. Em conceitos de «Norte» mais ambiciosos, que incluem as regiões de Aveiro, Viseu, Coimbra e Guarda, a coisa complica-se ainda mais. Pronúncias ou acentos, muito diferentes uns dos outros. Por isso digo que a canção do Reininho é falaciosa – veicula uma ambição expansionista e política em detrimento da verdade científica. Mas não nos importemos com isso, vamos lá tentar analisar no que consiste o Norte. [Read more…]

Os ajustes directos de João Galamba

Não sei se é verdade ou não a notícia que vem hoje a público no «Correio da Manhã» acerca dos ajustes directos que foram entregues a João Galamba, actual deputado do PS.
Mas sei de uma coisa: ao contrário de outros, João Galamba dá uma explicação coerente aqui. Volto a não saber se é verdade ou mentira, mas, pelo menos, responde com dados concretos e não se refugia nas cabalas e nas campanhas negras. Merece, pois, o benefício da dúvida.
E eu sou o mais insuspeito para dizer isto.