Amigo Saramago
Recebi, desde há umas horas atrás, alguns telefonemas e mensagens de amigos meus espanhóis que te adoram. Uma amiga minha dizia que a qualidade ou virtude que mais admirou em ti, e que mais a marcou, foi a lucidez. Concordo absolutamente com ela. E disse-lhe que tu morreste, segundo me informaram, em plena lucidez e consciência, sem qualquer medo ou surpresa em relação à morte. Foi assim e não podia ser de outra maneira, porque tu tinhas da vida e da morte o conceito antropológico, filosófico e de liberdade com que vivem e morrem os homens que não são homens vulgares.
E tu não foste um homem vulgar. Por isso me afligem as pessoas que te ignoram e odeiam, como ignoram tudo o que está para além da fronteira onde a sua mente não consegue chegar ou não quer chegar. Do ponto de vista literário, tu fizeste o que, até aí, ninguém fez, talvez depois do Padre António Vieira. Revolucionaste a literatura, quebraste a cristalização da literatura clássica como se tivesses feito explodir um fogo de artifício ao fim da página trinta ou quarenta do teu “Levantado do chão”. Criaste uma profunda influência na maior parte dos escritores portugueses actuais. E não só portugueses. Eu não sou nenhum especialista em literatura nem pretendo arvorar-me em tal, mas como tu pensavas, e bem, a literatura é uma espécie de “Casa de Deus” onde todos cabem e têm o seu lugar. Claro que “Casa de Deus”, aqui, a terás entendido como casa da arte. Deus nada tem a ver contigo nem comigo. [Read more…]





É tempo de reconhecer que o jogo com a Costa de Marfim tinha uma dificuldade acrescida: do outro lado estava um treinador que conhece bem Portugal e soube contratar o melhor que havia para tramar Carlos Queiroz.
Alguém anda com azia, e verte mails como quem despeja gases. Um que recebi hoje explicava que os “esquerdalhos” são mais do mesmo, que Francisco Louçã nomeara a própria mãe para sua assessora. Uma senhora de 79 anos, vejam lá. Esquecia-se de citar o pormaior que acima sublinho: sem qualquer remuneração. Os velhos métodos pidescos continuam.
Esta equipa não me entusiasmou nada! O Brasil não é, nem de perto nem de longe, o grande Brasil. Tem uma defesa onde joga um grande jogador – Maicon – os outros são jogadores de craveira média, dois médios muito lentos e um ataque com Robinho e pouco mais!
Em 07.06.2010 o Prof. Dr. Dres h.c. Paul Kirchof*, ex-juiz no Supremo Tribunal Constitucional Federal alemão e actual professor catedrático da Faculdade de Direito Fiscal da Universidade de Heidelberg, deu uma entrevista à SPIEGEL ONLINE. Na entrevista voltou a apresentar a sua proposta de 2005 para uma taxa plana (flat tax) de 25 por cento para todos, como um importante contributo para a saída da crise. Ontem escrevi-lhe uma cartinha que abaixo passo a traduzir.













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