Cá está uma semana espectacular para introduzir medidas de grande calibre no qu-otidiano dos portugueses.
7-0 em futebol de alto nível deixa qualquer classe média embevecida por duas a três semanas… memorável!
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Cá está uma semana espectacular para introduzir medidas de grande calibre no qu-otidiano dos portugueses.
7-0 em futebol de alto nível deixa qualquer classe média embevecida por duas a três semanas… memorável!
os romanos alfabetizam ao povo...com fantasias...todo fica igual...
O caso da Irmã Lúcia de Portugal
Oh leitor! Não desmaie se ler mais uma vez esta minha teimosa ideia sobre o processo de aprendizagem das crianças. É tão importante para um povo, é tão interessante para nós, na cauda da Europa esse saber que define o dos mais novos. Curiosas investigadoras da vida, para construir o seu aparelho conceptual ou uma epistemologia para entender o processo de vida. A História, a Economia, a acumulação de Lucro, o Trabalho, o extorquir da Mais-valia. Esteja o adulto, consciente ou não do facto, é ele o mentor da criança. Atrevo-me a afirmar, pela pesquisa feita in situ, que o mais novo aprende na base de factos e lendas tecidas sobre pessoas que afirmaram ter vivido uma experiência invulgar: ter visto e falado com a divindade e a hierarquia social que esta origina. Conceito não entendido mas temido pela pequenada. Facto lembrado de forma agonística, cultivados até a exasperação e pregado «ad infinitum» por uma hierarquia religiosa, semelhante à civil, opulenta, ostentosa, omnipotente, vestida com abas e togas. Hierarquia de andar lento e majestosa e de palavra sabida, uma autoridade que aparenta ser impossível de desmentir e permitir a crença do saber proletário. Hierarquia ou Seres considerados autoridades por estarem vários degraus acima de nós na gestão da vida social, da solidária interacção, na distribuição do trabalho, na posse dos bens que criam riqueza e no ditar da lei e dos dogmas que nos governam. Poder
O querido líder está pior que estragado com o Raul Meireles, o grande líder, é coisa que não se perdoa, ele recuperava a bola, fazia jogar os companheiros e como não bastasse começou a dinamitar a defesa, aparecendo nos espaços que os Coreanos nem sabiam que existiam. E para lixar de vez o querido líder marcou o primeiro golo! Eu se fosse à federação contratava cinco seguranças para acompanhar o Raúl se não o mais certo é desaparecer.
Outro que precisa de protecção é o Tiago, esse menino andou numa roda viva, feito com o Raúl, cobria tudo o que era espaço no nosso meio campo, os gajos estão feitos um com o outro, grande joga, adeus Deco, vê se levas o Queiroz!
Andam, afanosamente, à procura nos arquivos para saberem quem é o puto de cabelo pintado de amarelo, corre mais do que eles, dizem os Coreanos que precisam de falar com ele sobre coisas cientificas, mal sabem eles que aquilo é tintol do Minho e cabritinho da Guarda, o Coentrão tem um motor nas pernas de tecnologia portuguesa, como alguns ciclistas têm nas bicicletas…
Os Portugueses quando lhes cheira a gajos bem comportados, muito bem alinhados, todos a dizerem o mesmo, mãos em prece, adeus ó linda…
Fiz um interregno nas minhas preocupações e fui ver o jogo na televisão.
Neste meu interregno resolvi escrever sobre ele (o jogo).
Escrever pouco, para não cansar quem me quiser ler.
Assim: [Read more…]

Sim, o burro é ele.
E nem falemos da forma como destruiu o trabalho com os jovens jogadores portugueses.
Hoje, pelas 16h, o Presidente da Junta Metropolitana do Porto (Rui Rio) e o Presidente da Câmara da Maia reúnem com a ANTRAM e as diferentes Comissões de Utentes das SCUTs do Grande Porto e Norte Litoral.
Um bom motivo para reflectir antes da reunião: Que Sócrates não submeta onde Salazar recuou…

Cavaco é useiro e vezeiro em não comparecer ou em não participar nas cerimónias nacionais que não lhe agradam , o que é profundamente lastimável porque não é isso o que se exige a um Presidente da República.
Enquanto pessoa nada a apontar mas como Presidente da República fica-lhe mal. Ainda há bem pouco tempo não quiz participar, apesar de convidado, na homenagem ao capitão de Abril Ernesto de Melo Antunes, um dos mais importantes heróis da revolução e seu ideólogo. Nunca o vi com um cravo ao peito nas cerimónias do 25 de Abril, e já deu cobertura a homenagens a vilões e fascistas.
Não fiquei surpreendido, mas a verdade é que Cavaco Silva, começa a ser uma “não presença” mesmo no que à vida política diz respeito, preparando meticulosamente a sua reeleição e deixando o país ao desvario , não tomando posição, navegando nas àguas calmas de quem não se deita ao mar .

Depois do “casamento gay” Cavaco não estaria nunca disponível para estar presente no funeral de Saramago, por todas as razões, como mostrou quando deu cobertura ao imbecil Sousa Lara, e agora perante o mau perder da Igreja Católica, ainda menos. Repito, não se trata do cidadão Cavaco Silva, trata-se do Presidente da República que não pode deixar-se limitar por razões de circunstância ou de ideologia pessoal.
Sou o Presidente de todos os portugueses, diz amiúde! É só isso que se lhe exige! Afinal, seja qual for a ideologia de cada um, Saramago é o único Prémio Nobel da Literatura Portuguesa e o segundo Prémio Nobel de um cidadão nacional!
PS: . Em cima as imagens são a Casa dos Bicos e a delegação da Fundação de José Saramago na sua terra natal.
Esta quinzena acabou de forma triste: com a morte do escritor José Saramago,grande figura da nossa cultura, único prémio Nobel da literatura na nossa língua.O seu corpo por sua decisão própria , voltou para Portugal,depois de ter vivido muitos anos em Espanha, designadamente, nas Canárias.
Do seu enterro que mereceu honras de Estado alguns factos foram significativos.
Por um lado, o reconhecimento nacional que mereceu do Governo com a presença de Sócrates no dia do enterro,e o internacional marcado pela presença da vice Presidente do Governo Espanhol, e igualmente, a da futura candidata à Presidência do Brasil, como sucessora de Lula. Estas presenças são simbólicas do valor do da escrita de Saramago para a cultura lusófona, Ibérica, e do mesmo modo Ocidental.
Porém ,como disse Oscar Wilde,”Os Portugueses perdoam tudo, menos ser um génio”,não admira por isso, que o Presidente Cavaco e Silva em férias nos Açores se tivesse esquivado a vir ao enterro. Mas igualmente grave foi a postura da Igreja Católica que nem na hora da morte lhe perdoou o seu livre pensamento.
O “Observatório Romano”, orgão oficial da Igreja,pela mão de Claudio Toscani, não deixou de o zurzir, na sua ideologia anti religiosa ,definindo-o como “um intelectual sem nenhuma capacidade metafísica e que viveu agarrado até ao fim da sua vida à sua fé do materalismo histórico”.
Outro facto importante desta quinzena foi a realização do Conselho Europeu ,em Bruxelas no passado dia 19 de Junho, onde os 27 países, finalmente, lançaram uma operação transparência sobre o estado dos bancos europeus.
São os chamados “testes de resistência”,”stress tests”, que vao ser praticados sobre todos os grandes bancos europeus para dar garantias aos mercados ,e cujos resultados serão publicados até ao fim de Julho. Assim “acabam-se os psicodramas” disse Sarkozy, Presidente francês.
Os EUA fizeram-nos já ha um ano e o FMI também os vinha pedindo,contrariando a vontade da Alemanha.
Segundo Zapatero , o 1º Ministro Espanhol ,socialista,que já os vinha exigindo há muito, “a transparência é essencial e nós queremos ganhar a confiança dos investidores, dos cidadãos e das empresas.”
Tecnicamente os “stress tests” são simulações de resistência dos bancos aos grandes choques-recessão, falência de grandes empresas, bancarrotas num Estado,afundamento da bolsa.
Enfim,cada vez mais assitimos a nível europeu a uma regulação económica central,a partir de Bruxelas,que sendo em alguns casos algo dolorosa, é necessária para evitar derrapagens nacionais muito piores.
Temos portanto, de nos começar a habituar a um Governança Europeia que vai enfrentar decerto dificuldades nos nacionalismos dos Estados,mas nós temos de deixar de pensar Portugal na sua dimensão geográfica , e passar a pensa-lo na sua nova dimensão ,Ibérica, Europeia, e global.
O 3º facto importante deste período foi o esperado resultado da Comissão de Inquérito parlamentar ao negócio da eventual compra “PT-TVI”
No fim, depois de tanto tempo gasto,e tanto dinheiro acabou por se concluir,que não se podia concluir nada,ou seja se Sócrates tinha,ou não, mentido ao Parlamento quando disse nada saber do negócio. Foi algo desprestigiante para o nosso Parlamento este inquérito.
E agora vou referir o programa de rádio Vidas Alternativas 218, emwww.vidasalternativas.eu .
Tem três entrevistas.
Uma com Luís Mateus que nos fala da importância da assumpção da Cidadania no contexto actual da crise que passamos,e da necessidade de alargamos os nossos pontos de vista.
Depois voltamos à segunda parte da entrevista à escritora luso-caboverdeana Rose Nery de Sttau Monteiro. Desta vez fala- nos mais de si do que da sua obra.
Fechamos com chave de outro. É a vez do crítico musical Raul Mesquita nos introduzir na vida e na ópera “Testoride argonauta ” do compositor português do sec XVIII,João de Sousa Carvalho.
Com este programa enviamos de novo a newsletter habitual.
António Serzedelo -Editor
(Peço desculpa de estar a meter, tantas vezes, a família ao barulho. Se os digníssimos responsáveis pelo Aventar discordarem, agradeço que me digam e acatarei todas as indicações. Desta vez é um pequenino poema de minha irmã, a escritora e poeta Eva Cruz).

(adao cruz)
Duas palavras a Saramago
Levantado do chão
como só os Homens de sonho se erguem
não há vida que te deite nem morte que te leve.
A lucidez esparsa em luz nas páginas dos teus livros
de mão dada com a terna dureza do teu carácter
há-de curar os olhos da cegueira
e abrir as palavras do teu Evangelho
às correntes límpidas dos rios
que regam a terra de sabedoria.

Penso se um dos trunfos da escrita não será o facto de que quem lê está envolvido na leitura e, dentro da dinâmica própria em que a leitura se processa, não tem tempo para reflectir sobre o que vem a seguir. Refiro-me, concretamente, a estes textos que escrevo. À medida que os vou escrevendo, cada uma das palavras impressas me ecoa na cabeça e, como qualquer eco, traz uma aparência indefinida, dividida ou multiplicada, não sei, mas em que são perceptíveis várias derivações, relações profícuas, como quando se atira uma pedra a um rio e os círculos nascem uns dos outros, trementes, nunca parados, mas suficientemente nítidos para os podermos cristalizar na memória e, depois, se for caso disso, fazermos uso deles. Mais ou menos assim é, aliás, a vida: nunca pára, não dá para apanharmos verdadeiramente nada a não ser essas impressões e, depois, se for caso disso, fazermos uso delas. Será a vida um eco? Não sei. Mas também não era por aí que eu ia. [Read more…]
Não concordo absolutamente nada com a nota do Vaticano acerca da morte e da obra de Saramago, reduzindo os seus livros a um amontoado de axiomas marxistas-leninistas, de costas voltadas para o Homem e a sua Cruz. Sendo o que menos importa na vida e obra de Saramago a verdade é que o escritor em dado passo da sua vida colocou em causa o caminho “Marxista-Leninista” do partido de que era e continou a ser militante, sendo o primeiro subscritor de uma proposta para ser discutida num dos congressos do PCP.
Se há um fio condutor na obra de Saramago e a torna singular é, exactamente, a angústia de procurar que a Humanidade seja mais que a vulgaridade da vida terrena, com o seu cortejo de vaidades, mentiras, ódios e “ter” em vez do “ser”. Se em quase todas as obras essa procura é evidente, e fá-lo nos livros que afronta Deus no sentido de O questionar, de O colocar perante a evidência da obra imperfeira de quem se pretende perfeito, então o “Ensaio sobre cegueira” é uma prova insofismável.
Sabe-se que foi este livro que empurrou Saramago definitivamente para o Nobel. E que encontramos nós nesta obra, tão transcendente, para merecer ser traduzida em tantas línguas e ter chegado a uma grande produção de Hollywood? Todo um povo encontra-se de um momento para o outro cego, sem explicação possível, uma “cegueira branca” que não assusta e não angustia. Só uma mulher foge a esse destino trágico! Porquê a excepção? Porquê uma mulher? Vamos, descobrir ao longo da leitura, que esta mulher é mais que uma simples pessoa é um “SER”capaz de se “dar” aos outros, capaz de os “guiar”, de os manter no limbo da esperança, mostrar-lhes que o que perderam ( o material, o físico) nada é comparado com o que cada “ser” é capaz de descobrir dentro de si mesmo!
Hoje, no cemitério do Alto de S. João, quando a urna foi definitivamente tragada pelo fogo do crematório, mais do que nunca senti, que Saramago procurou toda a vida uma explicação, ou um final redentor para uma vida que lhe deu mais dúvidas do que certezas, e que não o preenchou, o que o levou à procura, escrevendo.
Uma grande obra literária tem sempre muitas leituras e aí reside grande parte da sua importância, mas que melhor homenagem se pode fazer a Saramago que entender esta sua angústia existencial , transcendental?
Andou o ateu Saramago, afinal, toda a vida à procura de Deus?
No próximo dia 21/6, Segunda – feira, às 10h 30min, a Associação Justiça para Todos (AJpT) será recebida em audiência pelo Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga.
Na audiência a AJpT apresentará ao Arcebispo de Braga as suas preocupações sobre a crise social que o Distrito de Braga atravessa e dará conhecimento das iniciativas da AJpT com o objectivo de ajudar as pessoas que neste momento atravessam graves dificuldades, nomeadamente no combate à pobreza e à fome.
A delegação da AJpT será constituída por Franclim Ferreira e Carlos Borges, respectivamente Presidente e Vice – presidente da Direcção, e Emídio Guerreiro, Presidente da Assembleia Geral da AJpT.
Mas não vai.
É bem feito. Quem é que o mandou ser comunista?
Era o ano de 1992 e o governo de que Cavaco Silva era o primeiro, por interposto Subsecretário de Estado da Cultura Sousa Lara , cortou o Evangelho segundo Jesus Cristo da lista de livros concorrentes ao Prémio Literário Europeu. “A obra atacou princípios que têm a ver com o património religioso dos portugueses. Longe de os unir, dividiu-os.” Mas nem Cavaco nem Sousa Lara estavam sozinhos.
Dezoito anos mais tarde, tudo mudou. Para não distrair o governo da difícil tarefa de disfarçar a crise financeira onde também caímos, o mesmo íntegro, intelectualmente honesto e nunca equivocado Cavaco Silva, promulga a lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo, atentando assim contra o feroz discurso homofóbico da Igreja Católica e ignorando o milenar património religioso dos portugueses. Escapou-me alguma coisa?
Declaração de interesses: não li o Evangelho de Saramago. De Saramago só conheço alguns capítulos de Viagem a Portugal
A China e a India conseguem aumentos do PIB a roçar os 10%, porque as suas economias assentam no lado da oferta, baixos salários, nenhuns ou baixíssimos apoios sociais, não têm consumo interno.Estão virados para a exportação para a rica Europa e Estados Unidos. Acontece que estes dois deixaram de ser ricos, não compram, a China, A India e outros países com a taxa do PIB a crescer a dois dígitos vão ter que desenvolver o mercado interno.O Brasil está no rol, nos últimos dez anos tirou 40 milhões de pessoas da pobreza.
Só os mercados internos da China e da India, se e com capacidade de compra eram suficientes para dar um piparote na crise mundial, e arrastar as economias não só dos países desenvolvidos mas tambem de muitos países em desenvolvimento.Acontece que isso tambem levanta problemas. Desde logo uma corrida às matérias primas e consequente aumento de preço, lá se vão as jeanes a cinco euros…
Depois povos com as necessidades essenciais resolvidas começam a pensar em coisas perigosas como sejam a cultura e o conhecimento e isso leva a problemas sociais e políticos…
A Europa e os Estados Unidos têm que travar de vez a “bolha financeira” que não corresponde à economia, isto é, não representa a riqueza criada e deixar de vez de acreditar piamente, naquela máxima: “dá o teu dinheiro aos bancos que eles sabem melhor do que ninguem onde aplicá-lo” porque como se vê é falso!
Podemos e devemos queixar-nos mas a verdade é que fomos nós, pessoas, que achamos possível ganhar cada vez mais, que os bancos nos davam cada vez mais dinheiro na remuneração dos nossos depósitos, que andamos a comprar sapatilhas a um euro,(assente na exploração do dumping social) como se tudo isto fosse natural e sustentável.
Não é!
“Como é do vosso conhecimento, faleceu o nosso colega Fernando José Rico de Matos, colhido por um comboio, em Riachos, quando tentava ajudar dois idosos em situação de risco.
Um grupo de colegas tomou a iniciativa de lançar um apelo de angariação de fundos que, para além dos apoios que a empresa já concede neste caso, reforcem a ajuda à família (viúva e dois filhos menores), pedindo-nos a difusão do mesmo.
Os interessados em colaborar podem depositar a sua contribuição na conta N.º0639.018387.700, em nome da viúva, Maria Antónia Pita Cruz Matos, com o NIB:
003506390001838770071
na Caixa Geral de Depósitos de Ponte de Sôr.”
Fonte: fidedigna.
Destesta alguém? Quer impressionar idiotas? Convide-os para jantar e sirva-lhes uma Caldeirada de Merda à Carlos Santos. Mas atenção, com este prato só impressiona os convidados se estes tiverem um QI baixíssimo.
RECEITA
– Primeiro fale de si, apresente-se como sendo uma espécie de vítima arrependida que, no fundo, fundo, até é um gajo porreiro. Convidados com QI baixíssimo apreciam muito este ingrediente.
– Acrescente imediatamente um punhado de inimigos. Estes devem ser requentados e, de preferência, estarem-se a gagar para o cozinheiro. É um ingrediente aromático, funciona bem se não nos enganarmos na escolha e no QI dos convidados.
– Não deixe levantar fervura e junte um balde cheio de links (encontram-se facilmente no mercado) para tudo o que mexa. Exagere à vontade pois é conveniente que o sabor fique forte.
– Misture coisas que não tenham relação possível -pode sempre argumentar que um homem e uma galinha são a mesma coisa porque ambos têm unhas- e junte-lhes alhos e bugalhos. Remexa bem, mas também pode deixar agarrar ao fundo do tacho. Há quem prefira este sabor.
– Escandalize-se com vigor e atire meia dúzia de nomes para a fogueira. Bata bem.
– Pegue num bom molho de idiotices, descasque-as e junte-as umas atrás das outras. Ponha-as na panela e deixe ferver.
– Tempere tudo com a primeira merda que lhe venha à cabeça. Prove. Em faltando tempero, use qualquer outra merda que lhe venha à cabeça, junte-lhe também o resto das merdas que lhe venham à cabeça e mexa tudo. Tape o tacho. [Read more…]
O Presidente da República Cavaco Silva não vai estar presente nas cerimónias fúnebres de José Saramago.
Ainda bem. Também não faz falta.
Seja como for, evita aliar à hipócrita mensagem que enviou a hipocrisia da sua presença. Tanta desfaçatez junta seria insuportável. Todos sabemos o que Cavaco pensa de Saramago e o que lhe fez enquanto Primeiro-Ministro.
Para além disso, Cavaco sabe melhor do que ninguém avaliar a dimensão das personagens e admito que não se sinta bem a homenagear alguém da grandeza de Saramago.
Cavaco Silva sabe bem que daqui a 100 anos, quando se fizer a História de Portugal deste período, Saramago será… Saramago, comparável apenas a um Pessoa ou um Camões, enquanto que ele, Cavaco, não passará de um obscuro governante de finais do século XX e inícios do século XXI.
Onde um volume não chegará para lembrar Saramago, um simples rodapé será demasiado para contar quem foi Cavaco.
Há dois dias, ao associar-me à homenagem a Saramago do companheiro de blogue Pedro Correia, denunciei a hipocrisia de certas figuras do centro e de direita, a enfunar simulados desgostos pela morte de José Saramago. Tinha, pouco antes, assistido na SIC a declarações cínicas de uns quantos, incluindo um padre, a elogiar a obra e o escritor. Senti – aliás, qualquer espectador atento sentiria – haver falsidade nos rostos e nas palavras daquela gente.
O Jornal “i” anuncia, agora, que o Presidente da República não comparecerá ao funeral de José Saramago. Considero coerente e correcto. Na qualidade de PR, limitou-se a palavras circunstanciais: “O País perde uma referência cultural”; entendeu, e bem, distanciar-se para posição consistente com a deliberação anunciada pelo Subsecretário de Estado da Cultura, o amanuense Sousa Lara, de um Governo por si liderado em 1992 – tal deliberação impediu, como se sabe, a candidatura do escritor ao Prémio Europeu de Literatura, com o “Evangelho segundo Jesus Cristo”.
As divergências políticas e religiosas, em especial, não se extinguem com a morte de uma das partes. Ao PR é reconhecido o direito de exercer a prerrogativa da objecção de consciência. E fá-lo com dignidade demolidora para as palavras insensatas do Conselheiro de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, ao considerar que Cavaco não estará presente fisicamente, mas em espírito sim – isto, sim, exala cinismo por todos os orifícios!
O cidadão José Saramago, com quem tive o prazer de privar, partirá naturalmente com a presença daqueles que, em vida, o admiraram como homem. Mas a obra legada jamais o deixará partir definitivamente. O escritor será figura perene da História da Literatura Portuguesa. Goste-se ou não.
Pop Dell’Arte regressa ao combate. A melhor banda pop, e portuguesa, de sempre demonstra que ao contrário da palavra nunca a palavra sempre é aceitável.
Todos selvagem e chicamente para a rua a ouvir isto, já!
Ide, e escutai camaradas! A música a quem nos trabalha!!!
1975 – Saramago é nomeado director adjunto do DN. “Quem não está com a revolução, é melhor não estar no DN.” diz para os atónitos jornalistas e colegas. Em tempo de opções radicalizadas, os editoriais vinham ao serviço da facção gonçalvista do MFA. O saneamento de 30 jornalistas colou ao seu nome um rasto de polémica que o acompanhou sempre” – Publico de hoje.
Foi preciso lutar para termos uma democracia em Portugal. Primeiro contra a tentativa totalitária da esquerda, depois contra a tentativa totalitária da direita. Foi preciso lutar e foi preciso vencer, há nomes e rostos que estiveram de um lado e outro da barricada e isso não se esquece passando uma esponja de elogios inflamados.
Saramago foi um homem de susceptibilidades à flor da pele, mal tratado por um alucinado medíocre que esteve sub-secretário de estado da cultura, não mais perdoou ao país o que considerou um agravo . País, esse, onde vendia os seus livros e utilizava a língua mãe para escrever, foi viver para longe porque o país não era digno dele. Eu estou do lado do meu país, mesmo que tenha burros como o sr. Sousa Lara .
Inchei de orgulho por lhe ter sido atribuído o Prémio Nobel da Literatura , admiro a sua obra e fiz do Memorial do Convento um dos livros da minha vida. Nunca gostei de Saramago tambem porque perfilhava uma ideologia contra a qual luto e continuarei a lutar.
Mas é tempo de enterrar velhos sentimentos, não ódios, porque eu não perfilho ódios, mas também não tenho “santinhos” a quem dedicar as minhas preces.
É pois tempo de acabar. Descansa em PAZ José Saramago!
Alguém explica ao sr. Rui Sanches a diferença entra A república e O república?
Agradecia, e não me refiro apenas à gramática, nem às coisas de género, é mais em relação à História.
Até gosto da ideia, vista de trás para a frente:

“Mago da Palavra” foi como lhe chamou a Real Academia de Espanha… acrescente-se: de coração português! Felizmente, como disse ontem à RTP, Fernando Dacosta, o Governo do nosso país dignificou-se, dignificou-nos e dignificou o Escritor, o Cidadão e o Nobel da Literatura, com honras de Estado e 2 dias de luto nacional… de Saramago conservaremos sempre a imagem e a memória de um Homem frontal, corajoso, afectuoso e lúcido como poucos que nos honra com o legado de uma Obra Maior do que podemos, para já e apesar de tudo, pensar… 

Começava a escrever este texto, ouvi a notícia que todo o mundo sabe. Às nossas 11.30 de ontem, 9.30 de Lanzarote onde morava, calava para sempre José Saramago. Bom ou não, este texto é para ele, além do escrito em Aventar e em Estrolábio.
A condição da criança dura apenas um instante. Um minuto das várias horas que estruturam o nosso ser histórico. Ser pai é um sentimento que parece durar até o derradeiro dia da nossa vida. [Read more…]
Esta é que é a grande vantagem dos nossos amigos americanos, como a sua moeda é a moeda de reserva, dão à manivela e produzem as notas necessárias. O problema é que este movimento tão simples de dar à manivela é determinado por problemas internos da nação americana e não por problemas e preocupações mundiais.
Como a dívida dos US é em dólares e são eles que os imprimem quando e quanto querem, sempre será capaz de pagar as suas dívidas, a única questão é saber se os dólares com que pagam valem o mesmo de quando a China emprestou o dinheiro.
Por isso já há movimentações para a criação de um novo sistema de reserva global. A China, a França e muitos outros países apoiaram a ideia, mas tem que ter a prioridade máxima e não está a ter. O que mudou mesmo, com a globalização, é que os bancos americanos chegaram à conclusão que o melhor sítio para colocar o aforro não é nos US, a liquidez com que o mercado foi inundado não se traduziu em crédito para a economia, empresas e famílias americanas e isso trava o crescimento da economia.
Claro que os US não querem nem ouvir falar na criação de uma nova moeda global enquanto tiverem de pedir emprestado, todos os anos, um bilião de dólares, não querem perder esta pechincha enquanto houver pessoas dispostas a comprar os seus títulos da dívida pública.
É que para pagar basta dar à manivela!

a luta contra o desgoverno do país
Para os pais das crianças que hoje vivem a nova História de Portugal.
Para Francisco Castelo
O título é uma frase referida pelo evangelista Mateus, no seu texto do Século I, capítulo IX, versículo 5, conhecido entre os membros da cultura cristã. Nele narra a história de um paralítico, a quem, um dia, o seu Senhor Jesus mandou andar. História metafórica para os tempos que vivemos de crise económica, causada pelos investidores que transferem o dinheiro para países ou empresas que dão lucro sediadas no estrangeiro… falta de solidariedade e de patriotismo. Mas, continuemos com a metáfora.
E o paralítico, da história, andou. Tal, como diz outro Evangelista, João, no seu texto do mesmo Século, Capítulo XI, versículos 33 a 44, manda Lázaro sair do seu sepulcro, levantar-se e andar. Metáforas, senhor leitor, que nós, agnósticos, precisamos acudir, quando um povo, definido pelo seu saber e práticas como cristão, apesar da Constituição (de 2001) definir no Artigo 1: Portugal é uma República soberana,

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?

Os africanos invadiram África. Ele há cada coisa…
É verdade. Escreveu aquele “agora facto é igual a fato (de roupa)” e nunca se retractou.

Foto:Paulo Novais/Lusa
The Guardian. O que interessa é a arte, a arte, a arte!

(Foto de Francis Goodman/Getty Images)
Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
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