Portugal: Reprovado Com Distinção

Foto: FEVE1506Amarilla

A Linha do Tua passou com distinção à categoria de FINALISTA no concurso “7 Ex Maravilhas de Portugal“, sendo não apenas a mais votada, como tendo o dobro dos votos em relação à segunda classificada.”

E num momento em que Portugal dispõe de cerca de 90 km de via ferroviária métrica (outrora chamado “caminho-de-ferro económico”) dos cerca de 700 km de que já dispôs, no Norte de Espanha “o comboio dos pobres” está bem e recomenda-se. A FEVE, para além de serviços Regionais e de mercadorias em vários eixos dos seus cerca de 1,200 km de via métrica activa, explora também comboios turísticos.

A título de exemplo, o bilhetes para o Transcantábrico pode atingir os 6,000 euros (duas pessoas). É preciso marcar com dois meses de antecedência. Pode consultar o folheto 2010 aqui. Entretanto, nós por cá, preparamo-nos para fazer naufragar a Linha do Tua, notável obra de coragem e engenharia portuguesa do século XIX. E o Tâmega morreu, o Corgo também, no que resta do Sabor querem meter bicicletas, o Vouga e o Dão vão parir a maior ecopista do país, quiça do mundo…

O 11 de Setembro do ambiente

http://static.publico.pt/imagens.aspx/302914?tp=UH&db=IMAGENS&w=350Foi assim que o Presidente Obama classificou o desastre que está a ocorrer no Golfo do México. Nada será igual depois deste desastre tal como o mundo mudou com os aviões contra os edificios do World Center.

Um inferno, contam as pessoas habituadas a lidarem com furacões e a recomeçarem tudo no dia seguinte. Já tiveram derrames mas contidos, nada que se pareça com o actual que vai acabar com a sua  vida que apreciam nm lugar fantástico. O sétimo melhor lugar do mundo para a pesca desportiva cujo festival anual foi já cancelado.

Mas a o tipo de desenvolvimento económico a que estamos habituados, montados na energia proveniente do petróleo, vai cada vez mais trazer-nos problemas, até que se encontrem verdadeiras alternativas. Dizem-nos que as energias verdes não são ainda alternativas em eficiência e em preço, mas a verdade é que é dificil encontrar energia mais ineficiente que a proveniente do petróleo. Basta ver que um automóvel, precisa de pesar cerca de 2 000 kgs para transportar uma pessoa que pesa em média 70 kgs. Isto é, um carro gasta o combustível correspondente a fazer mover 2 000 kgs quando bastaria gastar o necessário para movimentar 70 kgs.

O que realmente está em equação há muitos anos são os poderosos interesses ligados ao petróleo e não a inexistência de energias alternativas provenientes de processos tecnológicos há muito conhecidos.

Infelizmente, só um desastre desta dimensão e às portas dos US poderá contribuir para a mudança de mentalidades! Será desta que a indústria vai apostar em força na energia verde?

Novos capítulos de…

…uma novela que afinal não é mexicana mas venezuelana. Embora o Pedro tenha colocado o dedo na ferida: não será antes o Big Brother da bloga?

Adenda:

O Aventar é um blogue. Como muitos outros, temos um fórum interno. Nele se discutem muitos assuntos com a ligeireza de algo privado. Julgo que esta novela/big brother explica e, sobretudo, dissipa muitas dúvidas e decisões passadas, incluindo o veto a determinadas participações…

o kaos da criança. a economia deriva da religião

crianças a rir entre alternativas opostas e contraditórias, esse seu kaos...

1. Introdução

A vida da criança parece ser uma grande paz. É o ser que depende de outros, é acarinhado, é cuidado, é considerado como o senhor da casa. Ou não. O mundo não é a preto e branco. A vida social tem por característica ser heterogénea. Um conceito com o qual tenho já tanto batido, que remeto para os meus textos. Apenas lembrar que é heterogénea por existir o carinho ao pé da mágoa, o beijo ao pé do berro, o exemplo ao pé do desatino. Tudo isto, entre adulto e criança. Ou entre crianças. A criança é denominada o centro do lar por estar a ser ensinada a comportar-se. A comportar-se entre os outros com respeito e subordinação; ou com decisão amável para saber dizer não. À criança é-lhe ensinado os limites do seu afazer e da sua interacção. Ai dos pais ou adultos que o não saibam fazer! A crítica social cai forte sobre eles e, ainda por esse temor do que vão dizer se… o grupo da criança é comedido com a mesma. E, no entanto, a criança vive em kaos. Kaos, esse conceito da mitologia grega que diz que do espaço inacabado e profundo, surgiu o Olimpo desde o qual foi espalhada Gaeia ou a maternidade de todos os negócios do mundo. Uma maternidade endereçada a manter a calma e a serenidade entre as pessoas. Como Hesiodo e Homero descrevem nos seus texto do Século VIII antes da nossa era. A criança vive no caos descrito pela tradição grega, transferida como foi ao nosso imaginário. Imaginário já povoado de realismo político por Aristóteles nos seus tratados, especialmente o da Öikonomia ou as actividades reprodutivas dentro de um lar. Toda criança vive necessariamente dentro de um Kaos por não entender as opções dos seus adultos na vida da cidade ou Polis, como Aristóteles designa no Século IV antes da nossa era.

[Read more…]

"Dentro do Carro de Ocasião"

Angola, apesar de tudo, deve ser um sítio com um piadão. Nem que seja pimba dentro de um carro de ocasião.

Inglês Técnico Para Tótós (1)

Passócrates – o mesmo que Socrelho.

Mundial da África do Sul – Queiroz “O Grande”

Queiroz, segundo Nicolau Santos do ‘Expresso’, é o sexto treinador de selecção mais bem pago do mundo. Ronaldo é quase o melhor do mundo. Outros jogadores, portugueses ou brasileiros, são vedetas em clubes de grande projecção: Chelsea, Real e Atlético de Madrid, Benfica – o tal dos 6 milhões rigorosamente escrutinados – F.C.Porto e Sporting.

O seleccionado luso jogou com a selecção da Costa do Marfim; designação irónica porque, na verdade, deveria chamar-se Costa do Carvão. Não em função do colorido epidérmico dos africanos, mas porque, no final do jogo, nos fez a vida negra. Terminámos, de facto, o jogo nas trevas do sofrimento.

Difícil de acreditar, mas os portugueses até podem vir a fazer um resto de campeonato arrebatador. Para muitos, o que entretanto vai prevalecendo, em função da partida de hoje e das anteriores de preparação, é a imagem de uma equipa que joga pouco, muito, muito pouco.

Visto o jogo, ainda extraímos outra conclusão: nem no futebol escapamos da crise, a qual, pelos vistos, é amplamente sistémica e estrutural. Nada fica de fora.

Duvido, pois, da capacidade da selecção de Queiroz de atingir o sucesso. Mais a mais, temos nele um treinador balofo e arrogante, de incompetência demonstrada e certificada. É claramente o técnico do sistema nacional-futebolístico. Beneficia de apoios em diversos azimutes, ou seja, de Norte a Sul do País – de Famalicão a Boliqueime, por exemplo. É um ídolo sem resultados, como tantos outros que por aí circulam. É Queiroz “O Grande”, da nossa Macedónia.

Por precaução, contra reacções adversas a este texto, já preparei a resposta. É plagiada de uma afirmação de Scolari: “E o burro sou eu?”.

A Novela Mexicana da blogosfera lusa:

Numa produção e realização do “do costume” estamos, por estes dias, a assistir aos episódios “revelação” da mais mexicana das novelas da nossa blogosfera. Os revelações sucedem-se a um ritmo vertiginoso.

Afinal, quem é o Abrantes? E o Valupi? E o Rogério Costa Pereira? Quem é, na realidade, o Paulo Querido???

Na próxima semana, segundo a TV Guia e a Gina, vamos ficar a saber quem é, na verdade, a f. e quais as suas relações secretas com perigosos “faxistas” dos blogues da destra, em especial, o AE e até o Aventar. A Não Perder.

Por amor de Deus, não cortem a fita!

O querido líder não gostou!

O seleccionador da Coreia do Norte tinha deixado em conferência de imprensa a sua vontade e a de todos os jogadores em ofercer a vitória ao querido líder. Sabemos que quem desagrada ao querido líder pode ter um problema grave às costas, desaparecer, ir para a prisão…

Não responde a perguntas políticas, um dos jornalistas perguntou-lhe quem é que escolhia a equipa, se ele, seleccionador, se o querido líder. Respondeu o senhor da FIFA, pergunta política, passa! Não reconhecer a existencia da Coreia do Sul é outra táctica, não futebolística, mas política.

E, depois, perder com uma equipa que ninguem conhece como o Brasil tambem não abona nada os perdedores que terão muitas explicações a dar ao querido líder ou então à família que está toda bem colocada no aparelho do Estado Norte Coreano!

Serão os mesmos, os jogadores que vão entrar contra este Portugal triste e medroso? Se os Coreanos perderem, acho que o melhor mesmo é nem pensarem voltar para perto das garras do querido líder!

educação, escola, aprendizagem,ensino e a selecção portuguesa

minha neta May Malen Isley, aprende a ler

Estava feliz de ver a nossa selecção jogar. Estava certo que iamos ganhar, com bendeiras e todo nod meus terraços. Grande desilusão. A defessa foi excelente, ou a equipa contraria nos enchia de golos. Para me consolar, o melhor é a escrita. Apesar de estar certo de ganhar todos os próximos encontros. Therefore, Darling May Malen I.Isley, my best grand-daughter, so far, a story for you…in Portuguese this time…

[Read more…]

Portugal – Costa do Marfim: O hino

Curioso. Durante a transmissão do hino de Portugal, só 3 jogadores não cantaram. Por coincidência, foram os 3 que não falam português de Portugal: Deco, Liedson e Cristiano Ronaldo.

Portugal / Costa do Marfim, um mar de dúvidas

Vi o jogo e fiquei cheio de dúvidas.

Portugal entrou para não perder e não para ganhar, esta não é sequer uma dúvida. Mas Portugal não está lá para ganhar?

No primeiro tempo jogaram mesmo onze contra onze? Se sim, porque é que havia sempre um jogador português a menos e dois ou três costa-marfinenses a mais? E Dani? Jogou? Então porque é que eu não o vi jogar, apesar de o ver em campo? E Coentrão? Porque é que só subiu uma vez em todo o jogo? Não pode jogar com a liberdade que Jesus lhe dá no Benfica? E Ronaldo pode ser abandonado desta maneira, amarrado ao lado direito sem um lateral que suba para o ajudar e libertar?

Simão estava no banco porquê? Porque é que as palavras-chave do jogo foram perro, lento, temeroso, pouco ambicioso?

Portugal tem treinador? Mesmo? Eu olhei, olhei, vi uns senhores no banco mas não vi lá um treinador corajoso. Scolari é que era mau, não era? Era brasileiro e mal-educado, não era? E agora, os que lhe apontaram a porta de saída estão satisfeitos? E se Scolari saíu, porque é que não o substituíram por um selecionador em vez de um professor?

Nani e Pepe – tudo mal explicado!

“Daqui a uma semana estou bom” disse Nani quando chegou ao aeroporto, que é exactamente o tempo necessário para o Pepe jogar, se é que joga.

A não ser que o Pepe vá treinar contra o Brasil não se percebe a pressa em mandar embora o Nani, pois este até tem a vantagem de estar em grande forma, enquanto o Pepe não joga há seis meses. Os dirigentes da federação tentam calar o caso mas na verdade o que seria necessário é que explicassem bem explicado. Os antigos jogadores ontem no Prós e Contras, foram de opinião que neste momento todos estão focados no jogo de hoje, não há tempo nem necessidade de falar do caso, o que interessa é ganhar, depois explica-se. Espero que sim!

Na Costa do Marfim a novela acerca do Drogba continua, joga, não joga, joga digo eu, embora seja de alto risco podem ficar sem ele para o resto dos jogos. Todos escondem os trunfos, embora Portugal não vá apresentar nenhuma surpresa, trata-se de roubar a bola aos Africanos e pô-los a correr, afinal é o melhor que sabemos fazer.

Eu estou convencido que não vai haver golos, empate a zero, com o Queiroz não se joga para ganhar, joga-se no erro do adversário, digo eu que já vejo tudo a correr mal e já estou com uns nervos do catano!

Quer apostar? 1 – x – 2 .

A inglesa BP a cagar no Golfo do México!

A estimativa mais optimista aponta para 1,8 milhões de litros /dia de crude que se derramam nas águas do Golfo do México, mas a mais realista aponta para próximo do dobro. São 4 000 plataformas as que operam naquelas águas e que dão trabalho a milhares de pessoas. Agora, uma delas, está a produzir o maior desastre ambiental de sempre, a destruir toda a actividade pesqueira que fornece cerca de 60% do consumo do país, bem como as actividades de lazer e navegação.

Nos próximos 20 anos o ambiente não conseguirá recuperar de tamanho desastre, toda a população que vive nas redondezas não sabe sequer se poderá continuar a viver nas suas casas. A extração do petróleo faz-se cada vez mais fundo, em condições mais dificeis e mais caras, as hipóteses de algo correr mal, são cada vez maiores. A 1 500 metros de profundidade a BP tenta sem sucesso fechar o poço, a medida mais capaz é abrir dois poços secundários e assim retirar força ao poço fora de controlo.Mas esta solução demora meses (estará operacional em meados de Agosto) e custa milhões de dólares, bem menos no entanto que os biliões de dólares que o desastre já causou e vai continuar a causar.

Luisiana, Missipi, Alabama e Florida os territórios afectados têm milhares de trabalhadores a tentarem conter a “maré negra”, que mata peixes, animais, aves e homens, estes, daqui por uns anos vão padecer de problemas de saúde como já está a acontecer na Costa Galega, após a “maré negra” de muito menores proporções de há uma dezena de anos.

A tectónica de placas

 

(pormenor- adao cruz)

Tenho novamente entre mãos o magnífico livro “O Espectáculo da Vida”, de Richard Dawkins. Diz-me a minha filha, da área das bioquímicas e das físicas, que este livro é dos mais fascinantes que já leu, e aconselha-o vivamente a todos os amigos. Concordo plenamente com ela, e, por isso, voltei a lê-lo. Mesmo relido, cada página é uma surpresa e um hino à sabedoria.

Claro que as pessoas especialistas nestes assuntos da evolução, poderão rir-se da minha ignorância e da minha surpresa perante factos e fenómenos que eles conhecem bem. Não são coisas da minha esfera científica. Mas eu não me importo. [Read more…]

Vuvuzelas, venham elas?

( Ou, Como Proceder Se o Seu Filho, de Repente, Lhe Pedir Uma Vuvuzela )

Se há desprazer que não me vejo dar a alguém, é o de me ouvirem vuvuzelar.

Amanhã, com a entrada em cena de Portugal, prevê-se um aumento exponencial do vuvuzelanço cá no rectângulo. Eu até vuvuzelaria com gosto se, vuvuzelando, fizesse música ou disso me aproximasse.

Mas não. A praga vuvuzeleira, comparo-a a um enxame de gafanhotos -sim, já assisti a pragas de gafanhotos- e eu não gafanhoto, por hábito e educação. Nunca gafanhotei, logo não vuvuzelo. Talvez vuvuzelasse, não fosse o vexame de gafanhotar. Se algum dia vuvuzelarei, ainda que a sós? Duvido, mas não garanto. Quem vuvuzela parece feliz, mesmo se para infelicidade dos outros.

Quem não concorda comigo, é o meu filho: -Não vuvuzelarás, disse-lhe eu alto e bom som quando me pediu uma vuvuzela, ainda por cima verde, vermelha e  amarela. -Não é justo, acusou ele, se todos vuvuzelam porque razão não vuvuzelo eu também? -Porque não, respondi o mais racionalmente possível. -Mas, pai, o meu sonho é ser vuvuzelista numa orquestra vuvuzelária, confessou o puto com o sonho de uma vida a desfazer-se e as lágrimas a rasgarem os olhos.

Felizmente salvou-me a irmã dele, que interveio dizendo: -Eu, se fosse presidente da câmara de Vouzela, já tinha um slogan para aumentar o turismo durante o Mundial – “Vouzela, terra livre de vuvuzelas”. Uma terra onde ninguém vuvuzelasse era um descanso.

-E pode-se ser presidente de uma câmara? perguntou o meu filho. -Claro, disse eu, qualquer um pode. -Ah, então, em vez de vuvuzelista, vou ser presidente da câmara de Lisboa. Ou do Porto.

Inquietei-me. Vuvuzelista ou vuvuzelador, ainda vá, agora presidente de câmara… Por estas e por outras é que esta juventude está perdida. Só querem coisas que dão cabo da paciência aos outros.

A quem serve a RTP pública?

Um estado em falência, cada vez mais endividado, com uma economia exígua e a decair, a primeira lição a tirar é que um Estado assim não é sustentável. Ouve-se que é preciso fechar Centros de Saúde e Escolas, despedir funcionários públicos, congelar concursos e progressões, mas ninguem ouve falar na RTP pública.

Ninguem ouve falar das centenas de milhões que o Orçamento Nacional todos os anos transfere para a RTP para que faça um serviço que pode ser feito por outros, imensamente mais barato. Há serviços públicos importantes que devem ser mantidos (RTP África, RTP internacional…) sem dúvida, mas esse tempo de antena pode ser comprado às televisões privadas. Sem custos fixos, sem megalomanias, sem pessoal a ser pago de forma milionária, sem estruturas caríssimas que custam milhões ao contribuinte.

Aumentam-se os impostos, acabam-se as SCUTS, diminuem-se as pensões, reduzem-se os subsídios, fecham-se escolas e Centros de Saúde desertificando o interior do país, tudo se lança mão para alimentar o monstro insaciável, mas cortá-lo no que não faz diferença nenhuma em termos de serviço, mas muito em termos de poupança, aí o governo e os políticos não mexem.

Será por causa dos telefonemas do gabinete do primeiro ministro a alinhar os telejornais? E será por isso que se pagam estes vencimentos?

– A directora-adjunta. Judite de Sousa, 14.720 euros.

– José Rodrigues dos Santos recebe como pivôt 14.644 euros por mês.

– O director-adjunto do Porto, Carlos Daniel aufere 10.188 euros brutos,
remunerações estas que não contemplam ajudas de custos, viaturas Audi
de serviço e mais o cartão de combustíveis Frota Galp.

De salientar que o Presidente da República recebe mensalmente o
salário ilíquido de 10.381 euros e o primeiro-ministro José Sócrates
recebe 7.786 euros

Outros escândalos:
– Director de Programas, José Fragoso: 12.836 euros
– Directora de Produção, Maria José Nunes: 10.594
– Pivôt João Adelino Faria: 9.736
– Director Financeiro, Teixeira de Bastos: 8.500
– Director de Compras, Pedro Reis: 5.200
– Director do Gabinete Institucional (?), Afonso Rato: 4.000
– Paulo Dentinho, jornalista: 5.330
– Rosa Veloso, jornalista: 3.984
– Ana Gaivotas, relações públicas: 3.984
– Rui Lagartinho, repórter: 2.530
– Rui Lopes da Silva, jornalista: 1900
– Isabel Damásio, jornalista: 2.450
– Patrícia Galo, jornalista: 2.846
– Maria João Gama, RTP Memória: 2.350
– Ana Fischer, ex-directora do pessoal: 5.800
– Margarida Neves de Sousa, jornalista: 2.393
– Helder Conduto, jornalista: 4.000
– Ana Ribeiro, jornalista: 2.950
– Marisa Garrido, directora de pessoal: 7.300
– Jacinto Godinho, jornalista: 4.100
– Patrícia Lucas, jornalista: 2.100
– Anabela Saint-Maurice: 2.800
– Jaime Fernandes, assessor da direcção: 6.162
– João Tomé de Carvalho, pivôt: 3.550
– António Simas, director de meios: 6.200
– Alexandre Simas, jornalista nos Açores: 4.800
– António Esteves Martins, jornalista em Bruxelas: 2.986 (sem ajudas)
– Margarida Metelo, jornalista: 3.200



SCUTs e Portagens

Hoje o JN dedica dois artigos de opinião ao tema. São ambos de leitura obrigatória:

Direito de Resistir (CAA)

Toca a pagar (RB)

Acresce esta notícia no Diário Económico

Os que não pagam (DE)

e dois blogues a desconversar: Deus e a Minoria

Caracóis à Algarvia, a receita


Se excluirmos os produtos do mar, os caracóis são, sem dúvida, o grande petisco do verão para algarvios e alentejanos.

Há quem prefira as caracoletas (maiores e mais escuras), quem goste apenas dos caracóis (mais pequenos e com coloração castanho-amarelada) e quem misture ambos no mesmo tacho. Claro que, para muita gente, a simples ideia de comer caracóis é repugnante. Mas perca o preconceito e prove-os à algarvia, feitos com aquela simplicidade que apenas os pratos do sul possuem e que transforma os ingredientes mais vulgares em verdadeiros manjares.

Está pronto para a receita? [Read more…]

Nova Lei da Água: tanta norma, tanta confusão!

Muitos não sabem…

Nova Lei da Água – Facturação e Medições:

A facturação no encadeamento das normas que presidem à sua marcha…

A Lei dos Serviços Públicos Essenciais prescreve – quanto à facturação – normas precisas:

Periodicidade:

Rege o artigo 9.º, como segue:

“1 – O utente tem direito a uma factura que especifique devidamente os valores que apresenta.

2 – A factura a que se refere o número anterior deve ter uma periodicidade mensal, devendo discriminar os serviços prestados e as correspondentes tarifas.

3 – …”

Pagamento Parcial:

O artigo 6.º permite ou autoriza o “direito a quitação parcial”.

Eis, adaptadamente, os seus termos:

“Não pode ser recusado o pagamento de um serviço público, ainda que facturado juntamente com outros, tendo o utente direito a que lhe seja dada quitação daquele, salvo se forem funcionalmente indissociáveis.”

Prescrição e Caducidade:

Repare-se no que se estabelece a este propósito:

1 – O direito ao recebimento do preço do serviço prestado prescreve no prazo de seis meses após a sua prestação.

2 – Se, por qualquer motivo, incluindo o erro do prestador do serviço, tiver sido paga importância inferior à que corresponde ao consumo efectuado, o direito do prestador ao recebimento da diferença caduca dentro de seis meses após aquele pagamento.

3 – A exigência de pagamento por serviços prestados é comunicada ao utente, por escrito, com uma antecedência mínima de 10 dias úteis relativamente à data-limite fixada para efectuar o pagamento.

4 – O prazo para a propositura da acção pelo prestador de serviços é de seis meses, contados após a prestação do serviço ou do pagamento inicial, consoante os casos.

[Read more…]

O Ministério da Educação e a limpeza…

O Ministério da Educação está a transformar-se no Ministério do Ambiente escolar, limpa tudo o que for preciso para melhorar as estatísticas. O chumbo, esse material perigoso se não utilisado com parcimónia, está a ser varrido das escolas.

Aluno com chumbo a mais deixa de ser considerado nas contas do ensino regular e é desviado para as vias profissionalizantes, reforma assaz profunda e séria introduzida por David Justino do PSD e aprofundada por Maria de Lurdes Rodrigues do PS. Claro que nada disto tem a ver com uma real melhoria na qualidade do ensino ou dos alunos. Os alunos com dificuldades podem continuar os seus estudos sem avaliação e sem exames, não contando para as taxas de retenção e de transição.

Há um aumento dos alunos nos cursos profissionais e uma retracção nos cursos regulares, a que há a juntar os alunos dos cursos das Novas Oportunidades o que representa cerca de 60% da população que o ME apresenta agora como estando no ensino secundário e que não precisam de realizar exames nacionais para concluir o 12º ano ou equivalente!

O Ministério do Ambiente e da Educação talvez seja mais apropriado embora um bocado comprido…

Nani com doping?


É uma das explicações que corre para o afastamento de Nani do Mundial da Africa do Sul. Baseiam-se os autores dessa explicação no excelente momento de forma que o jogador atravessava, no abandono da Selecção dias antes do controle anti-doping que foi realizado e em todos os acontecimentos que rodearam a alegada lesão.
Como é lógico, não sei se isto tem o mínimo fundamento, mas sei que é tudo muito estranho: o jogador lesiona-se num treino em Portugal, mas ninguém repara a não ser na Africa do Sul; o jogador regressa a Portugal a carregar bagagens cujo peso é incompatível com uma lesão grave no ombro; e para cúmulo, diz que daqui a uma semana já estará bom.
Ora, se daqui a uma semana está bom, já podia jogar com o Brasil e até com a Coreia do Norte. No fundo, só falhava o primeiro jogo.
Alguém que explique cabalmente o que se está a passar por favor.

Ai, falavas, falavas, Rui Pedro…

Negou-se a prestar declarações na Comissão para apuramento da verdade sobre o negócio PT/TVI. Rui Pedro Soares que ganha por mês o que não ganharia por ano se não fosse amigo de Sócrates e militante do PS, vem agora falar quando teve o tempo todo para o fazer na Comisssão, mas aí, fez uma declaração vexatória para defender Sócrates e a seguir remeteu-se ao silêncio.

João Semedo deputado do BE, que foi o relator, afirma que o boy foi “figura proeminente” nas duas tentativas de compra da TVI, uma por parte da PT, outra por parte do Taguspark e que “se empenhou pessoalmente nessas duas tentativas, promovendo diligências nesse sentido, conduzidas sob grande reseva e por sua exclusiva iniciativa”. Além de militante do PS é amigo de Armando Vara, José Sócrates, Paulo Penedos e Mário Lino. Acresce que à altura dos factos era administrador da PT e da Taguspark.

O Inquisidor – Mor, Rui Pedro Barroso Soares, vem agora dizer que “as semelhanças entre esta comissão e os julgamentos da Inquisição não são pura coincidência” .

Por acaso não sabia que  as testemunhas do caso tinham sido sujeitas a torturas para se obter a verdade, mas eu se fosse ao Rui Pedro não dava ideias. É que sujeito à tortura da roda falava, tornava a falar e dizia tudinho…

Há alturas que é uma pena…

Solidariedade Ferroviária

“Como é do vosso conhecimento, faleceu o nosso colega Fernando José Rico de Matos, colhido por um comboio, em Riachos, quando tentava ajudar dois idosos em situação de risco.

Um grupo de colegas tomou a iniciativa de lançar um apelo de angariação de fundos que, para além dos apoios que a empresa já concede neste caso, reforcem a ajuda à família (viúva e dois filhos menores), pedindo-nos a difusão do mesmo.

Os interessados em colaborar podem depositar a sua contribuição na conta N.º0639.018387.700, em nome da viúva, Maria Antónia Pita Cruz Matos, com o NIB:

003506390001838770071

na Caixa Geral de Depósitos de Ponte de Sôr.”

Fonte: fidedigna.

Arábia Saudita ajuda Israel a atacar Irão!

Para que os caças Israelitas possam atacar as instalações ligadas ao programa nuclear do Irão, terão que viajar cerca de 2000 Kms, limite da autonomia de vôo dos aviões. Mas a Arábia Saudita dá uma ajuda, abrindo um “corredor aéreo” limpo de radares de defesa para que os caças possam sobrevoar o território.

“Vamos olhar para o lado” dizem da secretaria de defesa, os sistemas de defesa não serão activados para os caças Israelitas poderem passar, e logo que passem, os sistemas serão reactivados ao máximo. Riad tem tanto medo do Irão como Israel e não quer que o programa nuclear siga o seu curso.

Entretanto, em Teerão, na passagem do aniversário das eleições, voltou-se a ouvir “morte ao ditador” apesar do medo que caiu sobre os que se manifestaram nas ruas o chamado “Movimento Verde” e que reinvindica ter ganho as eleições. A universidade tornou a agitar-se e houve envolvimentos de violência entre a polícia e os manifestantes. Dezenas de jornalistas foram presos e há um aparato militar e um ambiente de tensão enormes.

Num comunicado conjunto de toda a oposição, diz-se:”O regime devia avançar para termos uma imprensa livre, eleições livres e o respeito pelos direitos humanos, mas isso é o contrário do que se passa”!

Faz-me lembrar o velho aforismo : “a galinha do vizinho é melhor que a minha”!

O Estado, Thievery Corporation

Thievery Corporation, pelo contrário, boa música (clique)

as PME representam 99,5% do tecido empresarial, geram 74,7% do emprego e realizam 59,8% do volume de negócios nacional.

A estória que se segue assenta, rigorosamente, em factos irreais e consumados. De facto, irreais…

Imagine o leitor um país “abençoado por Deus e bonito por natureza”, imagine Portugal; imagine que nesse pequeno país uma parte maciça do emprego é gerado por pequenas e médias empresas (até 250 trabalhadores); imagine que muitas destas são apenas pequenas empresas (até 50) e destas muitas são micro-empresas (até 10). E, de entre estas, as nano-empresas. Temos um assim um vasto tecido empresarial de 214.527 (INE, 1998). Ou, como agora se diz, “nano, micro, pikenas e médias empresas”.

Imagine que estas empresas têm contabilidade trimestral e que, por isso, no final de cada trimestre têm que reportar às Finanças, nomeadamente entregando o iva sobre sobre os bens transaccionados no trimestre findo. Sem apelo nem agravo, o iva – um imposto sobre o consumo – será entregue ao Estado considerando a data de emissão das respectivas facturas pelas tais nano, micro, pikenas e médias empresas e desconsiderando totalmente se as mesmas facturas foram já liquidadas pelos clientes finais.

[Read more…]

Empobrecimento acelerado!

O país vai entrar num ciclo de empobrecimento que ainda poucos ou ninguem consegue medir. Só em juros da dívida bruta vamos pagar cerca de 5% do PIB ao ano, qualquer coisa como 2/3 do SNS!( andará pelos 8% do PIB).

Como vem acontecendo há pelo menos 10 anos a nossa economia não cresce, diverge dos outros países europeus que vêm crescendo afastando-se de Portugal.Pequena e aberta ao exterior a nossa economia depende do comportamento das outras economias, especialmente da Alemanha, motor da economia europeia e que agora, pela voz da Senhora Merkel, anuncia um pacote de medidas duríssimas, cuja primeira consequência vai ser arrefecer a economia.Arrefecendo a sua própria economia, não vai ter para já o efeito de arrastamento que estavamos à espera, para que a nossa alavancasse!

Percebe-se mal esta política seguida pela Alemanha, se a UE funciona-se como um todo, a melhor política seria atacar os diversos déficites dos países do Sul da Europa e, ao mesmo tempo, acelerar as economias mais fortes, invertendo as prioridades. Assim, aumentando impostos e com isso diminuindo a capacidade da procura interna e, cortando na despesa, a Alemanha pode estar a contribuir para uma situação de recessão que é bem mais perigosa do que todos os déficites razoáveis e, em alguns casos, virtuosos, como são os da Alemanha.E aproveitava para as suas exportações o enfraquecimento do euro face ao dólar!

Entretanto, cá no país, o FMI anda por perto o que é sinal sério de problemas, oxalá não se confirmem as muitas dúvidas que assomam aqui e ali quanto ao conhecimento real da nossa situação financeira.A grande questão é que neste quadro o Estado Previdência não é sustentável, o conceito “usador/pagador” vem aí em força como já se está a ver nas SCUTS e a seguir virá a saúde e a educação.A Segurança Social, com o desemprego em alta e a demografia a inverter a relação jovem/idoso a favor deste, não aguenta cinco anos, prazo que não é suficiente para a economia começar a crescer e o desemprego diminuir para valores muito mais baixos.

Estamos numa situação muito dificil e é pena que os nossos governantes tenham andado a mentir-nos sobre a real situação, com a desculpa de gerir as expectativas.

PT/TVI – informalmente

Foi a esta conclusão a que chegou a Comissão Parlamentar para o negócio PT/TVI. Sabemos que o primeiro ministro sabia, mas não formalmente! Não, não é isso, o que a Comissão disse é que ela, Comissão, sabe informalmente que o primeiro ministro sabia, mas não é capaz de provar que ele, primeiro ministro, sabia formalmente!

Dito assim pode parecer confuso, mas isto é cristalino como a água. A Comissão, depois de tudo fazer para não saber formalmente (o seu presidente impediu que a Comissão soubesse formalmente, subtraindo documentos que o juiz do Baixo Vouga diz que sem esses documentos não é possível saber formalmente) vem agora dizer que sabe que o primeiro ministro sabia, mas não pode provar que mentiu ao declarar no Parlamento que não sabia.

Esforcem-se!

Freios, porcos e maus

( Pormenor - adao cruz)

(Estive fora e depois de regressar adoeci. Por isso, esta ausência do Aventar. Peço desculpa de preencher o vazio ( ou talvez não), com um texto que não é meu. Nestes tempos um tanto conturbados, dentro e fora do Aventar, em que vêm à tona, com muita facilidade, valores e desvalores, eu penso que este texto do Marcos Cruz pode ser interessante).

Freios, Porcos e Maus

Devia haver um Dia Mundial do Desenfreado (pela piada fonética, até merecia ser feriado), em que todos despejássemos indiscriminadamente o que trazemos dentro, o lixo orgânico e anímico no mesmo saco, no saco do Dia. Eu, cá por mim, vou fazer de conta que é hoje e, daqui para a frente, o que este texto contiver já terá de ser lido à luz dessa ausência de critério. Normalmente, o que me acontece é pegar numa ideia mínima e desenrolá-la, como se faz à massa de rissóis. Só que depois não vou lá com os copos, aliás, se lá fosse com os copos não escreveria nada de jeito, ou às tantas até era assim que arranjava maneira de o fazer, pois quem sabe se as minhas coisas são ou não de jeito é quem as lê, incluindo eu quando assumo esse papel. Nesta última frase, confesso já, quebrei as regras, porque onde escrevi “assumo esse papel” pensei antes escrever “o faço”, mas como tinha escrito, um pouco acima, “arranjava maneira de o fazer”, achei melhor não repetir o verbo. Mas continuemos: não vou lá com os copos, em vez disso junto a massa toda e chapo-a no blogue, menos bruta, concerteza, mais espalmada, mas para vocês fazerem dela o que quiserem. Porque é que me sai das mãos, ou do rolo, menos bruta do que a ele chegou, eis a questão. Em todo o caso, é uma questão que hoje, por ser, para mim, Dia Mundial do Desenfreado, não poderei explorar, ou melhor, poder explorar até posso, mas não poderei esclarecer, porque não garanto coerência ou consistência na abordagem, ou então não seria Dia Mundial do Desenfreado e sim Dia do Freio, a que levanto desde já o dedo do meio, porque esse é todos os dias. [Read more…]

Os nossos ancestrais amavam no Chile?

Promaucaes ou clã Picunche do povo Mapuche, vestidos como antes

Queira o leitor lembrar, que ando a tentar entender o contexto da produção das crianças que cresceram. E que essa produção, não é o resultado de apenas a transferência de saber entre adultos e filhos de uma casa. Para entender esta pergunta, estudei as vidas de três raparigas de diversos continentes, nos anos 90 do Século XX: Victoria, do clã Picunche do povo Mapuche do Chile, Pilar, de Lodeitón, Paroquia de Vilatuxe, Pontevedra, Galiza, e Anabela, da aldeia de Vila Ruiva, Concelho de Nelas, Portugal. Analisei os seus pensamentos e os da sua família. De Pilar tenho já falado. De Victoria, apenas mencionado em outro ensaio, como é o caso de Anabela. Hoje vou introduzir Victoria, do clã Picunche do concelho ou municipalidade de Pencahue, que limita com a cidade de Talca, capital da Província denominada Maule.

Os Picunche eram denominados Promaucaes pelos conquistadores, no século XVI. Na altura que os Castelhanos foram ao país frio, o chile dos Quechua, esse habitantes da hoje República do Peru, esse inimigos imbatíveis, impossíveis de conquistar nas guerras índias (Villalobos,Sergio e tal. 1974; Lizana, 1909; Ovalle, 1646 Pedro de Valdivia, 1545-1542). Os purum auca, os inimigos imbatíveis para os habitantes do norte do sul do hoje Continente americano. Os que dançam, para os Castelhanos, os que se divertem, para quem fez uma enganada tradução mapudungun das palavras. Puru, feliz para os Mapuche e para os que Mapuche têm querido entender. Para os Mapuche, Picunche, as pessoas do Norte, donde che é pessoa, e Picun, Norte. Habitantes do Norte. Do Norte do rio Choapa, que separa os lugares nos quais viviam (ver mapa das etnias). Até Valdivia entregar as terras dos nativos, aos invasores, como relata ao Imperador Carlos V, nas suas cartas citadas. Eram sessenta as famílias invasoras. Terras asaltadas, beliscadas de volta, com raiva, com lanças, com flecha e arco, perdidas e tornadas a recuperar pela compra, séculos mais tarde. Picunche que teciam, teciam a lã dos guanacos locais da Cordilheira de Los Andes, das lamas e vicunhas importadas pelos prévios invasores Inca. Tinham uma horta em cada grupo consanguíneo de lares contíguos, ou rucas, feitas de madeira e barro. Madeira não elaborada, fibra de madeira, ramas de uma árvore, plantas de junco ou coligue entretecido e enchido com lama ou barro, a quincha, como o material é ainda denominado e usado por grande parte da população do país. Antigamente, pelos Pehuenche, os Huilliche, os Picunche, os Mapuche, as várias famílias dos Rauco. Os habitantes não parentes, as vezes inimigos outras aliados, conforme for a continência dos tempos. Por engano, eram denominados Araucanos pelos Castelhanos (SilvaPereira,1998;Bengoa,1985;Villalobos,1974). Cultivavam que hoje ainda cultivam: milho, feijão verde, cabaços ou pencas, donde Pencahue, ají, a quente guinda ou piri-piri; a batata que salvou a Europa e a fez crescer demograficamente e em proteínas, e mani ou amendoim. E outras plantas não conhecidas entre nos, nos verdes vales regados pelos canais de aguas tiradas aos rios circundantes, o branco Claro, e o navegável Maule. Espantados os Castelhanos de ver um homem com tanta mulher, até seis ou sete, e tanto filho. Varias Crónicas sobre o Chile, relatam a fertilidade das terras, a fertilidade das pessoas, a fertilidade do imaginário que adjudica um deus ou espírito a cada fenómeno natural, a cada animal, a cada pessoa. Até hoje, com nomes mortos na memória, mas vivos na dos Mapuche (ver Silva Pereira, 1998). Mapuche e Picunche compartiam os mesmos deuses, a mesma cosmogonia. Que os Castelhanos apagaram rapidamente nas Doutrinas ou Reduções para as quais transferiram esses habitantes. Habitantes que, em breve, se misturaram com os Castelhanos e outros da Espanha, que aí chegaram.

[Read more…]