
Terceira área urbana de Portugal.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Terceira área urbana de Portugal.
Lembro-me de ouvir Cesária Évora quase desde pequeno. Lembro-me, já lá vão muitos anos, dos discos de 33 rotações que passavam nas festas dos meus pais, dos singles de 45 que continham sucessos que todos os seus amigos cantavam. Eu puto, a ouvir aquilo e aquilo a entranhar-se em mim. Depois, sim, ouvi-a muito, vi-a menos do que desejaria.
Depois soube-se que já não cantaria mais, apesar de amigos em Cabo Verde me terem assegurado que preparava um último concerto nas ilhas que eram suas. Não foi assim. Quem canta agora, Cesária, mo da bô?
Ildo Lobo, Orlando Pantera e tantos outros estão felizes seguramente. Mais alguém para se juntar a eles e fazer a festa no paraíso.
No Público de hoje, surge um balanço acerca do impacto do Acordo Ortográfico nas escolas. Como tenho a intenção de escrever uma série de textos sobre o assunto, em Janeiro, limitar-me-ei, para já, a comentar alguns passos da reportagem.
Ana Soares: “Podemos ter questões pessoais [em relação ao acordo] mas estamos revestidos de uma obrigação perante a sociedade.”
É absolutamente inaceitável que alguém tenha “questões pessoais” em relação ao acordo, independentemente de ser contra ou a favor. Não é aí que reside o problema. Concordo plenamente com o facto de termos “uma obrigação perante a sociedade”. É, portanto, fundamental que sejam apresentados argumentos, desde que assentem em dados linguísticos ou pedagógicos, o que não acontece com os todos os que defendem o acordo e com alguns dos que o criticam. O Acordo deve ser revogado, como deve ser impedida a construção da barragem do Tua. [Read more…]
Para mim é , sempre será lectivo. Algo que acontece é um facto, já um fato apenas conheço o que se veste. Escrevo como aprendi e não como determinaram os políticos.
Esta afirmação de Luís Figo tem muito em comum com aquilo que Portugal quer fazer: vender tudo o que tem em Portugal, sendo a entrega – venda é outra coisa – da EDP um dos exemplos mais recentes.
É claro que há algumas diferenças: Figo vende tudo o que tem aqui para ficar melhor lá fora; Portugal venderá o que tem e ficará mal cá dentro. O ex-jogador conserva os dedos e troca de anéis; Portugal nem orelhas para brincos terá, até porque já perdeu a cabeça.
Na mesma entrevista, Luís Figo declara o seu arrependimento por ter apoiado José Sócrates e comenta a crise com esta clarividência: “Não me venham dizer que há uma crise financeira, uma crise mundial. Há é políticos que gastam mais do que há para gastar. E isso é o bê-à-bá da economia. Não é preciso ser muito inteligente para perceber isto – eu não sou muito e não gasto mais do que aquilo que tenho.”
Não sou obrigado a gostar do homem, mas esta frase poderia ser aproveitada para epígrafe das conclusões da Iniciativa por uma Auditoria Cidadã à Dívida Pública.
O comandante da Polícia Municipal da minha aldeia tem um processo disciplinar em cima porque anexou este powerpoint a um mail. Fantástico não é? para o presidente da Câmara. o beato Barbosa de Melo que herdou o cargo, é pornografia e uma pouca vergonha. O Natal para esta gente é só santinhos. Amén. Sendo verdade que as imagens estão ao nível de um calendário de oficina, eu subscrevo a petição “Quero que comandante da PM de Coimbra continue a enviar postais”
Esta semana só morrem os bons. Adeus Cesária.
Na ausência de qualquer vontade por parte das autoridades de encarar o problema da dívida na óptica dos interesses dos portugueses no seu conjunto, tomamos a iniciativa de iniciar um processo de auditoria à dívida pública com os meios ao nosso alcance. A auditoria deve avaliar a complexidade do problema da dívida, calcular a sua dimensão, determinar as partes da dívida que são ilegais, ilegítimas, ou insustentáveis, e exigir, em função dos resultados, a sua reestruturação e a sua redução para níveis social e economicamente sustentáveis.
Porque anda toda a gente com a boca cheia de dívida mas no fundo nem sabemos quanto devemos e sobretudo o que devemos. E seremos nós que devemos, ou andamos a pagar as dívidas dos outros? Apurar a verdade antes de pagar pareceria do mais elementar bom senso. Mas a direita quer que paguemos porque quem não paga é caloteiro. Pois é. E quem rouba é ladrão, ou os assaltos às finanças públicas vão continuar impunes?
“Chamei a atenção [antes das eleições] para os perigos que corria a região Património Mundial do Douro (…)”, Francisco José Viegas, Secretário de Estado da Cultura.
Qual destas palavras não perceberam?
“Um indivíduo que não acredita que há outra vida é que tem a fuçanguice de deixar uma marca. Eu gostei de servir e levo aspectos da vida muito bons, que talvez sirvam como referência, mas também cometi erros e talvez vá pagar por eles. Pelo menos era justo que assim fosse. Se não há esse sistema de justiça, é uma pena, mas andamos aqui a fazer de parvos.”
Quando Soares visitou Goa, uma cerimónia esperava-o no Palácio do Hidalcão e as necessárias formalidades protocolares foram cumpridas.
Ao ver a bandeira portuguesa subir no mastro, um velho goês, ostentando as suas condecorações dos seus tempos de servidor do Estado Português da Índia, disse a quem o quis ouvir, neste caso os milhões que na altura seguiam o telejornal da RTP:
-“Há trinta anos que esperava por este momento!”
Como já se tornou habitual, Soares regressou de Goa, Damão e Diu, declarando-se “espantado” pela ainda tão forte presença nacional naqueles territórios. Se isso lhe serviu de lição às balelas ocas que o Esquema vigente propala, ou contribuiu com algo que pudesse acarinhar aquelas gentes e manter os laços culturais com a antiga pátria, essa é uma outra questão. Aliás, nem sequer é questão, pois não existe.
O Tempo
caminho da razão no ventre das horas vazias o sonho de não serem horas todas as horas sem tempo.
O tempo
uma sinfonia de sonhos nascidos entre as asas e os dedos pintando as cores da razão por entre sombras e medos.
O tempo
a força do abrigo das mãos dadas com a haste frágil do trigo caminho incerto sobre abismos de gestos e palavras sem regresso.
O tempo
prisão de chegadas e partidas sem horas de liberdade um poema crucificado nos labirintos da verdade.
O tempo
uma guitarra chorando nos dedos da Primavera um beijo sempre à espera entre os lábios do Verão.
O tempo
horas de tudo e de nada na inquietude da mente a liberdade acorrentada entre as velas e o vento.
O tempo
uma paveia de esperanças nos braços da ilusão um poema abandonado entre o sonho e a razão.
After the Thin Man, comédia que faz parte de uma série de seis filmes “Thin Man”. Nick investiga o caso de um homem desaparecido. Filme de W.S. Van Dyke, com William Powell e Myrna Loy nos papeis principais. Este filme conta também com a aparição de um jovem James Stweart (28 anos). Página IMDB.
Confrontos violentos na praça Tahir transmitidos em directo aqui:
http://occupy.elementfx.com/occupytv
Este endereço está bloqueado dentro do Facebook. Começou a outra internet, aquela onde os governos são senhores e a liberdade de expressão acabou.
Actualização: Como era de prever este artigo, na sua forma de publicação automática foi censurado pelos filtros do Facebook por conter a ligação maldita.
É muito fácil a um estado bloquear uma ligação no facebook, basta que umas centenas denunciem, neste caso um link, automaticamente bloqueado antes de ser revisto por um humano. O princípio do bloqueio contra ou a favor de um estado é intolerável.
Vergonhoso! Um governo, maioritariamente dito ‘social-democrata’, pura e simplesmente, deveria proibir e punir os responsáveis da Delphi que, no Seixal, estão a instalar uma sistema de ‘neo-esclavagismo’, semelhante ao vigente na tristemente célebre ‘Foxconn’.
Trata-se, pois, de um abjecto processo de chinalização da sociedade portuguesa, permitido pelo africano de Massamá, Coelho, e presumo que defendido pelo tecnocrata canadiano, Álvaro.
É do domínio público que o Senhor PR promoveu uma reunião entre governo e militares, cujos resultados, aparentemente, sossegaram oficiais, sargentos e praças, quanto às reinvidicações.Coitados dos trabalhadores da Delphi, e de muitos, muitos outros milhares por esse país fora. Engrossam, com celeridade, um crescente exército de pobres e miseráveis, indefesos de prepotências deste e doutros géneros. Indefesos, sem meios e perspectivas de vida futura para eles próprios e seus descendentes.
Quão justo seria que militares de alta, média e baixas patentes, juízes do Tribunal Constitucional e outras figuras do regime, Presidente Cavaco à cabeça, fizessem imobilizar os passos do tenebroso coelho. Poderia recorrer-se a conveniente doença da cunicultura, inibidora da prática do mal. Uma patologia, de facto, imobilizadora. Não seria preciso chegar à mixomatose infeciossa – sou contra a pena de morte. Talvez fossem suficientes ‘vermes intestinais’, que delibilitassem política e definitvamente o nefasto coelho. Sem dar hipótese a salvíticas massagens de fisioterapia.
O Natal enternece-me tanto quanto me irrita.
Mesmo já não sendo católico, não deixo de ser cristão em muita coisa e viverei sempre marcado pelo presépio, pela imagem do menino ameaçado por um Herodes que faz parte da minha particular galeria de vilões, na eterna história edificante em que os fracos acabam por derrotar os mais fortes.
Mesmo quando era católico, já me irritava o Natal enquanto pequeno intervalo em que as pessoas se permitiam o exercício da bondade, depois de terem dado o pior que tinham e antes de o retomarem, já purificadas por uma esmola maior e saciadas de bolo-rei. O Natal é, afinal, um Carnaval em que nos disfarçamos de boas pessoas.
A minha embirração particular com Cavaco Silva não se limita ao facto de ser um homem de direita, dado que nunca foi suficiente nem necessário para que outra pessoa me suscitasse tal sentimento tão humano e tão pouco natalício.
Este ano, com o cabotinismo que caracteriza o casal Silva, o Presidente e sua esposa, voltam a incomodar-me com a mensagem de boas festas, terminando com “E um ano de 2012 tão bom quanto possível”, especialmente irónico quando é dito por alguém que ficará na história por ter desconfiado de escutas e por ter preocupações com vírgulas no Estatuto dos Açores, enquanto apoiava o empobrecimento dos portugueses.
O vídeo que se segue – um clássico – ilustra o único momento em que a figura presidencial foi eloquente. [Read more…]
Socorro, chamem o Merdina Carreira, que horror, valha-nos o S. João Duque, um deputado do PS disse o que é óbvio: não pagar é o único caminho para entre outras coisas pagar a dívida que seja mesmo devida. Porque juros de usurário não são para pagar meus senhores. Porque nunca pagaremos, como é evidente, seguindo este caminho nunca teremos crescimento económico que o permita. Pedro Nuno Santos tem razão, quem não a têm é quem agora dá o dito por não dito, incluindo o próprio.
A estupidez da direita portuguesa não é bem estupidez: pagar uma dívida que não sabemos qual é nem que a arranjou (e amanhã espero que se comece a investigar no âmbito da Auditoria Cidadã) é uma boa desculpa para aumentar o desemprego e os horários de trabalho, reduzir os salários e robustecer os lucros e já agora meter os trabalhadores virados para a parede.
Isto é uma evidência, mas uma comunicação social manipuladora transforma a verdade em mentira e a mentira em verdade, tal como o outro não transformou a água em vinho (e adeus, Christopher Hitchens, deus não existe e não é pequeno nem grande).
“A educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo ” (Mandela).
Fiquei a observar, demoradamente, 5 imagens que o DN publicou hoje (16/12). Surrealista: crianças de um colonato na Cisjordânia assistem a uma aula sentadas nos destroços após a demolição das suas habitações pelos militares. É uma dúzia de rapazinhos com um grande livro sobre as pernas, que lêem algo em coro com o professor sentado numa cadeira. A escola não deixou de «abrir as portas» face ao ocorrido. A educação não pode esperar…
” É uma forma de vida” – disse ontem o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, numa conferência. Defendeu ainda que “a maior aposta deve ser na educação”, “o nervo fundamental de qualquer política cultural. É do trabalho que fizermos hoje nas escolas que depende a criação de públicos (…)”.
Palavras bonitas de um escritor que se vê nos sapatos de político e é obrigado a dizer que “temos de nos habituar à realidade”: não há dinheiro.
Corta-se no número de professores, no número de disciplinas, no número de escolas, nos financiamentos (as universidades perderam milhões – reitores avisam que a qualidade pode estar afetada).
Disse ainda com um sorriso: “o trabalho na educação demora tempo a dar frutos mas é essencial”.
Corte-se então naquilo que não é essencial e tragam de volta os professores para as escolas onde há tanto trabalho para ser feito.
Respeitem-se, mimem-se os professores para quem a educação é uma vocação e uma forma de vida.
Sem o professor que os chama a virem sentar-se um pouco para estudar, os meninos daquele colonato passariam o dia a remover destroços, ou a procurar as suas galinhas ou correndo riscos enquanto brincam sobre a destruição provocada por quem tem o poder e as armas.
Céu Mota
Os brasileiros e os chineses estão revoltados com aquilo que parece ser verdade: a EDP vai ser vendida aos alemães, apesar destes apresentarem a proposta de compra pelo menor valor. Os entusiastas de tudo o que venha de Berlim, tentam encontrar justificações de telejornal, como a “gestão cuidada, a inovação tecnológica”, ou rematando, a sempiterna “Europa”.

Acabei de ouvir um debate sobre a utilização de câmaras vídeo de vigilância nas cidades portuguesas no programa “Quadratura do Circulo” da SIC Notícias (eu lincava a página do programa, mas parece que a SIC desistiu dessas modernices, se souberem onde anda a dita página, avisem-me por favor!).
Não interessam muito as posições de cada um dos comentadores. Perderam-se em considerações sobre a legalidade e a salvaguarda dos direitos e garantias fundamentais dos cidadãos. Todos foram eloquentes, todos falaram muito bem.
O problema é terem todos esquecido a pergunta mais importante:
Estes sistemas funcionam realmente?
Bill Watterson, autor da emblemática tira Calvin & Hobbes, nunca autorizou que as personagens desta BD ganhassem voz e movimento, consequência de sempre ter proibido a sua distribuidora, a Universal Press Syndicate, de transformar a tira em produtos de merchandising.
Os vídeos aqui apresentados são, portanto, não “oficiais” mas têm algum interesse no imaginário calvin-hobbiano, nem que seja pelo choque de se constatar que as vozes escolhidas não coincidem com o que havíamos imaginado. São duas curtíssimas baseadas em duas tiras sobre… bom, o melhor é verem.

A EDP vai contratar o laureado arquitecto português Souto de Moura para “melhorar o enquadramento ambiental” do paredão de 108 metros da barragem de Foz Tua, em pleno Douro Vinhateiro, Património da Humanidade (não é só dos portugueses, é da Humanidade). Como o ilustre arquitecto parece não conhecer o ciclo da água que “vai para o mar” e tanta falta faz para produzir energia (limpa!) neste país que gasta o dobro da energia por unidade de PIB da Dinamarca, deixo aqui a ideia de lhe ser ofertado um kit de maquillage e o livro O Ciclo da Água.
Para ser mesmo bonito, e fazer boa figura, esta oferta bem poderia ser entregue por José Carcarejo, o visionário autarca de Alijó, defensor incondicional do Património do concelho e, por conseguinte, do seu alagamento por via de uma barragem inútil. Os autarcas vizinhos de Carrazeda de Ansiães, Murça e Vila Flor poderiam irmanar-se, digo eu, no pagamento desta benfeitoria cultural. A Bem da Nação.
De manhã tenho um ritual. Começa por acordar – surpresa. Ouço as notícias na rádio, visualizo frases de posts sobre o que vou ouvindo, tomo o pequeno almoço enquanto vou para o trabalho e aí me consumo no resto do dia. Não sei se se vai no trabalho ou se se esgota no noticiário das oito; o facto é que a minha vontade de escrever sobre o que se passa diminui na proporção inversa da crescente parvoíce que ouço aos nossos iluminados líderes. Há de tudo, desde os eternos contra, aos profetas da desgraça, sem esquecer os vira-casacas.
Hoje de manhã, por exemplo, ouvi Camilo Loureço comentar a questão da fábrica de baterias, esse grande desígnio onde o admirável líder aprendiz de filosofia enterrou uns milhões em apoios. O carro eléctrico, a maravilha do futuro-hoje, não está afinal em todas as esquinas e, por isso, não são precisas baterias. Parece que o spin foi meter dois dos responsáveis directos pelo dinheiro perdido e mais um que procura ocupar o lugar do filósofo de domingo a insinuar que a fábrica se foi por falta de acompanhamento por parte do Estado. Enfim, o que é que vai uma pessoa escrever sobre isto? Que há por aí uns tipos a assobiarem para o lado e a insinuarem que a culpa é dos que andam a rapar o tacho para arranjar dinheiro para a banca? Que ainda há menos de um ano havia um governante a falar de quão brilhante era a nossa execução orçamental que até havia excedente orçamental? Para quê? Para sublinhar que o dinheiro que se andou a estoirar nas baterias, na Qimonda, no BPN e em todos esses fabulásticos incentivos à economia tem agora que ser pago?
Mais vale trabalhar. Sou dos antiquados, daqueles que ainda acham que o trabalho traz riqueza, donde, naturalmente, resultam duas consequências: chego ao fim do mês sem fortuna que se veja e faço questão de não me enquadrar no grupo dos que acham que devem receber apoios – nem que por isso tenha que voltar à lavoura. Mais vale, portanto, trabalhar do que comentar a casa sem pão onde todos ralham e ninguém tem razão. Hoje estou assim, como que coiso; amanhã logo se vê.
Post scriptum: Quando a tolice comanda a política…
Isabel G.
Usamos o Aventar para reclamar, para criticar, às vezes até para lançar veneno. É bom, sabe bem, desopila-nos os fígados. Mas raramente, e corrijam-me se estiver errada, o usamos para elogiar. A verdadeira mudança de paradigmas, de mentalidades, reside, precisamente, e na grande maioria dos casos, muito mais no louvor do que no repúdio.
E porque é assim que penso, não quis deixar passar em branco o grande elogio, que deveríamos até considerar como importante ponto de reflexão, que deve ser tecido à Sicasal. Nem sequer decorei o nome do proprietário, mas isso também não é importante. O que é importante e digno de nota, isso sim, é que esse senhor, talvez com a sua atitude no decorrer da vida, foi capaz, sem aparente esforço falseado, pelo menos que seja notório, de transmitir atitudes geradoras de energia, de solidariedade, de cooperação.
Está patente na Sicasal, segundo o que a comunicação social difunde, o espírito de entreajuda que deveria ser a atitude intrínseca do ser humano. Ali não há patrão versus empregados e vice-versa. Ali há a sensata consciência de que o trabalho conjunto, na abundância e na provação, é a única via possível para que cada um prossiga da melhor forma com a sua vida.
Ali não há antagonismo. Ali não há um contra muitos nem muitos contra um. Ali há o senso comum que deveria pautar as vidas de todos os seres humanos.
Todos aqueles que estão convictos de que este ou aquele partido, este ou aquele sindicato, esta ou aquela facção, esta ou aquela ideologia, são a solução para os profundos problemas que fustigam a nossa sociedade, deveriam pôr os olhos nesse exemplo onde, apesar de “cada macaco no seu galho”, cada um serve, da melhor maneira que pode, um bem comum. Isto sim é evolução, isto sim é construção e avanço. Isto sim é o ser melhor no seu melhor.
As críticas têm o seu lado positivo, é inegável, mas o exagero e a carga negativa e revoltadora com que por vezes são feitas engendram atitudes e acções que corrompem a intenção primeira, desviando-a. Os louvores, os elogios, o reconhecimento das atitudes positivas e geradoras de mudança, porém, estimulam o bem fazer e suscitam acções criativas e positivas.
Com o senhor da Sicasal, cujo nome desconheço, partilho o meu mais humano sentimento. Aos seus colaboradores, modestamente confesso que gostaria de ser assim, de ser capaz de tamanhos actos altruístas.

ps: alguém explica a Souto de Moura o ciclo da água?
Enquanto João Duque escolhe entre pipocas e cinema, quer dizer, o filme passa-lhe pelas costas. Um espectáculo, quer dizer, o João Duque é um espectáculo.
Parabéns ao fotógrafo Nuno Sá: “único português a vencer por duas vezes o prémio Wildlife Photographer of the Year (Òscar da fotografia da vida selvagem)”. Venceu com um espectacular retrato de um tubarão-azul dos Açores, que é uma imagem entre dois mundos: o azul do céu dos Açores e o escuro profundo do Atlântico.
Parabéns também para os jovens realizadores de filmes documentários, Daniel Pinheiro e Jorge Pelicano, que tiveram excelentes ideias: o primeiro de registar a vida selvagem ao longo do rio Mondego e, o segundo, de “apresentar o lado emocional da luta do Tua”.
Penso agora no Douro, Património Mundial da Unesco. Até quando? Sofre uma ameaça que pode muito bem ser evitada. Vamos lá!
É preciso valorizar o nosso património, quer seja ele histórico, natural ou imaterial… mas para sempre. Não apenas para se ganhar mais uma candidatura, mas para genuinamente mostrarmos ao mundo – mas, sobretudo, a nós mesmos – que Portugal é de uma beleza invulgar, que ganha concursos e que nos deve orgulhar e fazer respeitar.
A vida de um país (e de cada um de nós) é feita entre dois mundos: o escuro profundo da realidade quotidiana mas também de céu azul que nos permite respirar e sonhar…
Céu Mota
Por ironia do destino, Francisco José Viegas nasceu no Pocinho, terra onde termina uma das mais belas linhas ferroviárias do nosso país, a Linha do Douro. O Pocinho fica no concelho de Vila Nova de Foz Côa, local onde há uns anos se conseguiu impedir a construção de uma Barragem que iria submergir um extenso conjunto de gravuras rupestres do período Paleolítico.
Alguns anos depois, Francisco José Viegas, que não se comove com essas coisas, prepara-se para ser o coveiro de uma das mais belas regiões do país, o Vale do Tua, e seguramente da mais bela linha ferroviária de Portugal e da única ligação que ainda permanece ao serviço das populações de Trás-os-Montes. Pelo meio, ainda será capaz de destruir a classificação do Douro como Património da Humanidade.
Aliás, a estratégia dos últimos dias parece ser essa. Ameaça-se com a perda da classificação do Douro, para, no final, garantir a continuidade da mesma e, como estava planeado, destruir o Vale e a Linha do Tua. [Read more…]
Não sendo o Hoje dá na net apenas uma série de cinemas e seus parentes chegados, vinha aqui hoje sugerir um livro disponível quando me lembrei que na vizinhança há um blogue especializado no assunto. No Ler Ebooks podem começar por esta listagem de 50 sítios com ebooks gratuitos.
Como o património literário livre de direitos de autor é muito superior a todos os outros à medida que vão sendo digitalizados tendem a formar a maior biblioteca de sempre, o sonho de qualquer leitor.
Noutros dias aqui voltaremos sugerindo livros, porque acima de tudo há livros que se amam, mas para já visitem o Ler Ebooks, e boas leituras.

“(…) Por razões que se prendem com o Orçamento do Governo Regional da Região Autónoma da Madeira (IDRAM), através da falta de plafond do Instituto do Desporto da Região Autónoma da Madeira junto das Agências de Viagens”, o Porto Santo não veio ontem jogar a Braga.
Aparentemente “Ninguém teve em consideração que a Madeira é uma região pobre, assimétrica, dependente e com graves problemas por ultrapassar” e também se diz que “já não há dinheiro para pagar passagens aéreas a esposas de dirigentes integradas na comitiva desportiva do Portasantense; dinheiro esses dos nossos impostos. Ladrões da puta que os pariu.” Birou…
Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Dos Tradutores Contra o Acordo Ortográfico
“Costuma dizer-se que quem não chora não mama. Ah, esperem, não é isso”.
#abortoortográfico #anedótico #ridículo #línguadescaracterizada #revogação

O Bochechas é um castiço.
—Diogo Hoffbauer
Estive contigo há mais de 30 anos nas grades do Coliseu.
Agora é só descer a rua. Anda!
“A maior parte da música é uma merda”
–-Mário Barreiros
“Isto é muito confuso para a tua cabeça”
—Jorge Jesus
“Não está em causa o direito à opinião, está em causa o relativismo opinativo”
—Ana Cristina Leonardo
Mourinho é uma recente prova viva de que as derrotas não são inevitáveis, coisíssima nenhuma. E o jornalista da Cadena SER ficou sem resposta à altura e, pior, sem a informação.

Os africanos invadiram África. Ele há cada coisa…
É verdade. Escreveu aquele “agora facto é igual a fato (de roupa)” e nunca se retractou.

Foto:Paulo Novais/Lusa
The Guardian. O que interessa é a arte, a arte, a arte!

(Foto de Francis Goodman/Getty Images)
Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
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