Procuram-se Mulheres Lacobrigenses Desempregadas para Trabalho Pontual

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Chamamos todas as mulheres Lacobrigenses desempregadas para participar numa performance de arte a realizar-se em Junho. Remuneração.

Este projeto enfoca a situação económica que se vive em Portugal, mais especificamente em Lagos, e pretende-se como um acto simbólico de contestação silencioso. Para tal, são precisas voluntárias que estejam dispostas a rapar os seus próprios cabelos para um filme que será projetado no exterior de edifícios em Lagos; na galeria LAR e no Centro Cultural de Lagos.

Em tempos de crise, seja ela qual for, precisamos de arranjar um símbolo que seja abrangente e abarque todas as contradições afectivas que estes momentos despertam em nós.

Rapar os cabelos tem muitas leituras diferentes e até mesmo contraditórias, dependendo das diferentes culturas e contextos onde esteja inserido. Poderá significar vergonha, castigo, humilhação, luto, perda, desespero mas, por outro lado, simboliza também um renovar de energia, revolta, contestação, provocação e um repensar de novas direcções, um novo começo. [Read more…]

O pior é já a seguir

Circula uma cópia do despacho de organização do ano lectivo que será publicado amanhã. Primeira leitura: ainda não se aplica a semana de 40h, mantendo-se a carga lectiva, embora haja uma redução de horários já que o trabalho de director de turma deixa de ser ali contabilizado.

Digamos que a greve convocada já surtiu efeito, adiando o pior para o próximo ano lectivo. Mais uma razão para a fazer, que enquanto o pau vai e vem nem sempre folgam as costas.

A propaganda do costume

Os sindicalistas não recebem em dia de greve, até porque o STA não deixa (já agora: a verba revertia para o sindicato).

Façam greve mas longe do meu quintal

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Estando neste momento marcado um dia de greve dos professores ao serviço de vigilância de exames que terá por única consequência atrasar o final da época um dia (e dando muito mais tempo de estudo a quem os vai fazer), temos associações de pais muito preocupadas. Não vi reclamações de uma única associação de estudantes.

Têm as associações de pais a presunção de defenderem os filhos, coisa que desde os meus tempos de associativismo liceal sei não ser bem assim. Neste caso estão unicamente a preocuparem-se com as suas férias, e  não tendo escutado um pio da hotelaria e agências de viagens, não se justifica.

Aguardo um comunicado das associações de pais sobre as consequências práticas do aumento do número de alunos por turma e a constituição dos mega-mega-agrupamentos de escolas, com impacto óbvio da qualidade de ensino, visível já este ano lectivo. Sentado, é claro, para não me cansar muito.

Greve

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Vogais e Consoantes Politicamente Incorrectas do Acordo Ortográfico

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João Pereira Coutinho leu o livro de Pedro Correia (“Vogais e Consoantes Politicamente Incorrectas do Acordo Ortográfico”, Guerra & Paz, 159 págs) — cujo lançamento foi aqui anunciado pelo Fernando Moreira de Sá e cujo título foi brutalmente estropiado por Francisco José Viegas — e descreve, na Folha de S. Paulo de hoje, o resultado da aplicação do AO90:

Depois do acordo, surgiram três “escolas” de pensamento.

Existem aqueles que respeitam o novo acordo. Existem aqueles que não respeitam o novo acordo e permanecem fiéis à antiga ortografia.

E depois existem aqueles que estão de acordo com o acordo e em desacordo com o acordo, escrevendo a mesma palavra de duas formas distintas, consoante o estado de espírito –e às vezes na mesma página.

Disse três “escolas”? Peço desculpa. Pensando melhor, existem quatro. Nos últimos tempos, tenho notado que também existem portugueses que escrevem de acordo com um acordo imaginário, que obviamente só existe na cabeça deles

Acrescenta Pereira Coutinho que [Read more…]

Confirmado

Ainda bem.

JJ águia

Não peças desculpa, Ricardo

Não peças desculpa, Ricardo, por lutares pelos teus direitos, pelo teu trabalho e por não quereres deitar pela janela fora vinte anos da tua vida.

Não peças desculpa, Ricardo, por fazeres greve, mesmo que eu duvide que muda alguma coisa, não peças desculpa por quereres que oiçam a tua voz, mesmo se me parece que gritas para uma parede surda e inflexível.

Mas não faças greve apenas por ti, Ricardo, nem apenas pelas tuas filhas (já é muito), nem apenas pelos professores, pelos funcionários públicos, pelos sindicalizados, pelos empregados, pelos desempregados. Faz greve pelo país, pela justiça, pela dignidade cidadã.

Faz greve pelo país que emigra, pelos juros que as tuas filhas vão continuar a pagar depois de deixares de trabalhar, pela falta de trabalho com que os teus alunos se vão confrontar, pelas conquistas civilizacionais das gerações que te antecederam e que agora, subitamente, são postas em causa.

Faz greve pelo país que fecha portas, pelos centros das cidades cheios de lojas falidas, [Read more…]

Poiares e o Diagnósticos a Medo

Gostava de perceber por que motivo os animais do despesismo socialista se empertigam tanto com a análise dos antecedentes ao Resgate, caso essa análise seja proveniente do Governo e da absoluta Cabeça Pensante, Poiares Maduro: «Hoje vivemos um tempo que para muitos é de pessimismo e descrença no futuro que contrasta com o entusiasmo dos anos que precederam a crise financeira». Evidentemente que o optimismo merdificante do socratismo não fez o emprego acontecer nem fez o PIB crescer nem gerou senão estagnação: não passava de um entusiasmo impante e lúbrico, alguns dizem movido a cocaína. Era um optimismo feérico, frenético, tagarela, exibicionista, masturbatório, charlatão. Na verdade, não se tratava de optimismo nem de entusiasmo. Era apenas gula. Cio pelo Poder. Absolutismo democratóide. Autoconvencimento de que mentir compensa e de que mentir muito compensa imensamente. Hoje é diferente. Há pessimismo porque há razões e depressões. Mas ele gera uma espiral depressiva e autofágica: a Esquerda espera tudo do Estado e nada faz por si mesma: o seu discurso é o do fim do mundo. Não não se pretende um optimismo piroso que gera estagnação e produz esterilidade e imobilismo. Só seriedade e honestidade nas contas públicas, cumprimento escrupuloso da palavra dada, sustentam um optimismo enraizado e com razões para prosperar nos anos advenientes. Poiares falava na Grande Conferência JN, Porto, ontem. E foi demasiado vago. [Read more…]

A GREVE dos Professores é pelos alunos

Há momentos em que se colocam alguns valores em causa. Confesso que fico confuso com algum tipo de argumentos e o dicionário é sempre uma boa solução para situar o significado de alguns vocábulos:

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greve

(francês grève)

s. f.
1. Interrupção voluntária e colectiva de actividades ou funções, por parte de trabalhadores ou estudantes, como forma de protesto ou de reivindicação.
Parece-me então consensual que uma greve é uma iniciativa que e voluntária, organizada por quem trabalha e que implica a interrupção das suas funções laborais, certo? E para quê?
Para protestar ou reivindicar.
Pois bem!
O que estão a fazer os Professores?
A fazer uma interrupção nas suas actividades laborais, curiosamente até naquela parte do ano em que boa parte dos ignorantes que comentam o país costumam dizer que estamos de férias. Aliás, se temos 3 meses de férias (Junho, Julho e Agosto), creio que o contador já começou a andar e por isso, realmente, as aulas que tenho para dar hoje  e os testes para corrigir devem ser parte das minhas férias. Não se preocupe sr. Marcelo, que nós não vamos deixar de dar aulas para lutar. Vamos levar as aulas até ao fim, respeitando, assim, integralmente o direito dos alunos à Educação.
E que motivos levam os Professores a iniciar a luta mais dura desde o 25 de Abril?
A permanente vontade de Nuno Crato em despedir Docentes ( pode chamar-se mobilidade, requalificação ou outra coisa qualquer, mas verdadeiramente, o que está em causa é o despedimento de milhares de professores) e o aumento do horário de trabalho para 40 horas.
Ora, não me parece que seja crime defender o posto de trabalho – se os trabalhadores não lutam pela essência da sua condição, vão lutar para???
Diria que, antes pelo contrário,  temos a obrigação de o fazer – até podemos perder e ver o despedimento acontecer, mas que isso aconteça depois de lutar tudo o que for possível.
E, o que vão fazer os Professores? [Read more…]

Da lista dos beneficiários de apoios sociais aos açoites é só um passo

É tudo uma questão de linguagem. Mesmo num país tão pequeno como Portugal há aqueles pequenos detalhes que fazem com que um simples objecto para pendurar roupa seja identificado como cabide numa parte do país e de cruzeta noutra.

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Por isso não fico espantado quando o Governo pretende publicar a lista dos beneficiários de apoios sociais e lhe chama uma forma de promover a transparência e o controlo da despesa. O Terreiro do Paço pode ter jeito para artimanhas linguísticas, como se vê.

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Carris

Roubar 15 milhões nos salários para dar 17 milhões aos bancos.

Estacionamento à la Mesquita Machado

É fartar vilanagem em Braga!

A complexa relação de Passos com o tempo

Antes “nem mais tempo…” . Agora, Passos diz “[ajustamento prosseguirá] durante muitos anos”. Que diferença! E quantos anos são muitos?

Profs: Publicadas as listas de graduação

Ou antes, estão divulgadas as listas que antecedem o despedimento.

O Correio da Manhã não sabe adoptar o AO90

Correio da Manha 15 de Março de 2013

Pelo menos, é aquilo que esta notícia de Março deixa transparecer, considerando que o número de ocorrências em ortografia portuguesa europeia (‘Março’, Novembro e ‘pólo’) ultrapassa o das que respeitam o AO90 (uma singela ‘atividade’): estaremos perante um meritório acto de insurreição relativamente à vontade de adopção assim-assim do AO90 manifestada pela direcção do Correio da Manhã? Obviamente, as co-ocorrências apreciadas impedem igualmente que possamos falar de aplicação da norma de 45, mas essa é outra conversa.

Claro, o respeito pelas directrizes de Octávio Ribeiro poderá servir de atenuante para aquele *fato, porque, afinal de contas, o AO90 não interessa nada, aquilo que interessa são as orientações do Correio da Manhã, pois, como é público, quem manda na ortografia portuguesa não é o Governo, quem manda nesta tropa toda é o Correio da Manhã. Por isso, aprendam: facto passa a fato e pára não passa a para. As bases IV e IX do AO90 só servem para inglês ver.

Como hoje estou bem-disposto, não direi desta mistela ortográfica o mesmo que o Dr. Christian Couzinou disse acerca do problema apreciado na notícia, mas só porque – e repetindo-me – estou bem-disposto. A propósito, ao contrário daquilo que se crê no Correio da Manhã, o Dr. Couzinou não se chama Couzino. Claro, a imprensa francesa. Pois, eles lá saberão. Exactamente.

Post scriptum: Ia aproveitar o refrão dos Black Company para o título (‘adoptar’ em vez de ‘nadar’), mas contive-me. Fica prometido. Um dia.

A democracia da injustiça e do conflito

O ambiente sociopolítico tem vindo a registar uma degradação e tensões crescentes. Em complemento de manifestações de oposição ao governo, frequentes e mais ou menos participadas, sucedem-se protestos e vaias “inorgânicos”, de Norte a Sul do País.

No fim-de-semana, em Trás-os-Montes, o primeiro-ministro foi acolhido em ambiente de contestação por grupos diversificados em função da área profissional e/ou económica. Hoje, a semana iniciou-se com o impedimento do secretário de Estado dos transportes, Sérgio Monteiro, de discursar na conferência “A região metropolitana, a mobilidade e a logística”, em Lisboa.

Salvo a fase do PREC, naturalmente turbulenta, nunca o nível de conflitualidade social se elevou a este tom. Naturalmente, que a receita de dura austeridade prescrita pela CE, em especial pelos países poderosos da ‘Zona Euro’ aliados ao FMI, está na origem das contestações às injustiças do governo actual: captura e redução de rendimentos a funcionários públicos, reformados e pensionistas, liberalização dos despedimentos e consequente expansão desenfreada do desemprego e de insolvências, propósito de afastamento de dezenas de milhares de profissionais da função pública, endividamento externo em acelerado crescimento, quebras acentuadas do PIB e défice orçamental acima das previsões governamentais.

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Democracia à moda de Gondomar

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O Centro Escolar de Valbom já está em funcionamento desde Setembro de 2011 – ou seja, há quase 2 anos – mas isso não impediu Valentim Loureiro de inaugurá-lo na última sexta-feira, 31 de Maio de 2013. O facto de estarmos em ano de eleições autárquicas e de o «Movimento Independente Valentim Loureiro» ser de novo concorrente decerto que nada tem a ver com esta inauguração completamente desproprositada.
Já o candidato dessa lista, o eterno vereador Fernando Paulo, que também esteve na inauguração, parece que chamou ao seu gabinete – ou alguém por ele – todos os funcionários da Câmara que tiveram o desplante de colocar um «Gosto» na página do Facebook de Marco Martins, o candidato do PS e seu principal opositor.
É a chamada democracia à moda de Gondomar. Não é por acaso que a terra dos nabos insiste em eleger gente desta para comandar os seus destinos.

“Trabalhos tenha quem trabalhos me quer dar”

CFBTerminou a primeira fase do campeonato nacional sénior de hóquei em campo, no que aos apurados para o play-off final diz respeito, uma vez que os dois jogos que falta disputar já não vão interferir na classificação final dos quatro primeiros, exactamente aqueles que vão lutar pelo título.

O grande vencedor desta primeira fase é o CF Benfica, que derrotou o campeão nacional, a AD Lousada, e parte em primeiro para a derradeira fase, onde vai encontrar o Sport Club do Porto, que foi quarto.

O segundo classificado, a AD Lousada, vai defrontar o terceiro, o CF União de Lamas. Havendo empate ao fim dos dois primeiros jogos (o primeiro, em casa da equipa mais bem classificada), a negra será jogada em casa do CF Benfica e da AD Lousada, “cabeças-de-série” à partida para o play-off. [Read more…]

Se há alguém que merecia isto era ele

Mais protestos contra o Governo…

Peço desculpa por querer defender o meu emprego

Sou professor há quase 20 anos e ganho 1300 euros por mês. Não me queixo, há quem ganhe muito menos. A minha mulher, também professora, está desempregada. O seu subsídio de desemprego, que está quase a acabar, é de 380 euros. Pago casa ao Banco e tenho duas filhas pequeninas.
Tenho mais de 40 anos. Se neste momento for despedido pelo Ministério da Educação e ficar sem emprego, não sei como vou sobreviver. Eu e as minhas filhas. Com esta idade, quem é que me dá trabalho?
É por isso que vou fazer greve no dia 17 de Junho e nos outros dias. Porque estou a lutar pelo meu emprego, pela minha sobrevivência.
No fundo, resume-se a isto. Podia apresentar mil argumentos, mas o principal é este. E não venham falar dos alunos e de como vão ser prejudicados. Adoro os meus alunos. São muitíssimo importantes para mim, mas as minhas filhas são mais importantes do que eles. E são as minhas filhas e o seu futuro que estão em causa neste momento. [Read more…]

Partir a espinha aos sindicatos

O título foi roubado ao António Ribeiro Ferreira, num editorial que escreveu no jornal i. Surgiu aqui republicada, recentemente, uma reportagem miserável, paternalista, preconceituosa e com todo o ar de encomenda sobre os sindicatos e os custos que estes têm para o Estado. Confesso que não pretendia dar antena a tal coisa. No entanto, depois de ler hoje o Mapa do II do Orçamento de rectificativo, vale a pena olhar para a questões sobre várias formas. [Read more…]

Greve às reuniões de avaliação

Diz Paulo Portas que a Greve dos Professores em dia de exame não deve acontecer porque:cartaz1

“prejudicam o esforço dos alunos, inquieta as famílias e também não é bom para os professores, que durante todo o ano escolar deram o melhor, para que aqueles alunos pudessem ultrapassar os exames”

Podemos, como mero exercício de retórica, considerar como válida a opinião do senhor Ministro, lembrando no entanto que a Greve que está marcada para dia 17 não é uma Greve aos exames – é uma paragem a TODAS as actividades docentes, estando convocados TODOS os professores e educadores, quer do privado, quer do Público.

Voltemos então à opinião Portista (esta saiu bem! só não sei se coloque o acento.):

– “Prejudica o esforço dos alunos”.

Pergunto:

– trinta alunos por turma ajuda?

– fim do estudo-acompanhado e da formação cívica ajuda os alunos?

– menos horas para apoio ajudam?

– alterações programáticas a meio do ano ajudam?

-…

E a lista poderia continuar, mas penso que será mais interessante colocar duas ideias em cima da mesa: os motivos e a Greve. [Read more…]

O prometido é devido

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Prometi que daria os parabéns aos jogadores e técnicos do Benfica se fossem campeões europeus em hóquei em patins.

Normalmente, cumpro o que prometo. Não sou político. Faço-o como desportista, que me prezo de ser; faço-o em nome da honra, que os atletas do SLB conquistaram; faço-o em nome daqueles que não aceitaram a decisão zarolha de uns tantos que queriam conspurcar, mais uma vez, o desporto.

Luís Sénica é um treinador que admiro, avesso a protagonismos baratos. Ele construiu a única equipa capaz de se bater com o FC Porto, o que tem feito, não com o sucesso todo, mas com alguns momentos de sofrimento que tem causado aos portistas. E conseguiu, sobretudo, que os seus atletas respeitassem o grande rival, porque o morder os calcanhares, paulatinamente, ao grande rival é uma forma de o ir desgastando. Luís Sénica soube conquistar o respeito de quase todos, para além das querelas clubísticas.

O Benfica venceu, ontem, o FC Porto, no prolongamento, com um golo de oiro e é rei na Europa. Para os lisboetas, foi a primeira; para o FC Porto, seria a terceira vitória europeia numa final. Por tudo o que o Benfica tem dado ao hóquei português, que está bem ao nível desportivo, como disse Sénica, mereceu, finalmente, a coroa. Até porque o jogo, durinho quanto baste, foi jogado com extremo respeito por uma e outra equipa. E os jogadores até souberam resistir à tentação de provocar o adversário. E o FC Porto foi igualmente digno na forma como aceitou a vitória do eterno rival, aguardando em rinque para dar os parabéns ao vencedor.

Ainda bem que a futebolização não atingiu os intérpretes do jogo desta final.

É tempo de se ressuscitar um velho espírito do hóquei em patins, modalidade em que passei alguns dos momentos altos de socialização com o adversário, quer na Luz quer em Alvalade, mau grado os excessos de sempre por parte dalguns grupos organizados para confundir desporto com outra coisa menor, que nada tem a ver com o respeito exigido por aqueles que suam as camisolas em campo.

Parabéns, por isso, aos vencedores, ainda que equipando de vermelho e com a águia ao peito (ontem, equiparam de negro), pelos atletas que tem, pela equipa técnica que tem.

Parabéns aos atletas do FC Porto por terem honrado a vitória do adversário.

Foi bonito!

Foto: “roubada a “O Jogo”

Sondagens? deve ser gozo

O JN encomendou umas sondagens autárquicas, e logo à Eurosondagem. A piada está em que várias delas têm candidatos fictícios. Era bom lembrar que no Porto, Aveiro e Lisboa o PSD aguarda uma decisão do Tribunal Constitucional sobre a sua fraude republicana. De resto o choradinho vai-se preparando: os bons resultados em sondagens de Menezes e Ribau (olha que dois) servirão para desculpabilizar a derrota que o seu partido vai sofrer em toda a linha.

A Eurosondagem bem pode atribuir 33% a Menezes. O Tribunal Cível do Porto muito justamente deu-lhe zero.

Sondagem em Gaia

As sondagens são bissexuais, só pode  – estou absolutamente convencido que dão para os dois lados, mas servem vários aogaia mesmo tempo, o que as tornam uma espécie de meretriz bissexual. Sim, afinal, os seus préstimos são pagos por várias entidades, ou não?

As Brízidas Vaz da política são usadas por uns, os que estão em cima, como uma confirmação do caminho percorrido. Os outros, os que ficam por baixo, olham e coiso, ela é isto e ela é aquilo. E, são mesmo.

No entanto, não deixa de ser curiosa a parcialidade da análise – quando dá jeito, eis que os números mostram a qualidade de um candidato e da sua máquina. Quando o resultado sai furado, a máquina continua a caminhar para a excelência, o candidato é fantástico, mas a empresa de sondagens é que é uma daquelas que se vende a qualquer um.

E Gaia  – onde sou eleitor e daí a minha insistência na análise da sua realidade autárquica – foi um dos concelhos onde o Jornal de Notícias realizou uma sondagem sobre as intenções de voto para as autárquicas 2013. [Read more…]

Alô?

É do Magrebe?

Olha que coincidência: por cá é igual

Passe a palavra? Partilhe?

Passar a palavra? Partilhar? Com certeza, mas sem grande entusiasmo. Contudo, é importante dar-se a conhecer esta cacografia que actualmente se adopta em Portugal. Escreve-se *’direto’ e ‘Junho’ e tudo continua como dantes. Nem uma coisa, nem outra: a mistela do costume. Divulgado e partilhado está: siga.

Post scriptumNo JN já sou obrigado a escrever de acordo com o acordo ortográfico“. Rui Moreira foi obrigado a…?  A sério? Ah! Está bem. O Jornal de Notícias?

Projectando o presente, chegaremos a essa fase em que, teoricamente, passaríamos a financiar-nos no mercado, com uma dívida pública colossal, as famílias angustiadas, as empresas exangues e um país dividido. Não são boas as perspectivas.

(…)

Será o Governo, na sua actual configuração, capaz de conduzir o país nesta recta final até o pós-troika? Duvido.

Alberto Castro, Jornal de Notícias, 28 de Maio de 2013

Ansiedade

AnsiedadeClaro.