Feriados, vamos lá acabar com o de Abril e o de Maio

A questão dos feriados tem sido uma batalha recorrente da direita patronal com um objectivo claro, baixar os salários, e outro oculto: tirar o 25 de Abril e o 1º de Maio do calendário. Acresce a ideologia do trabalho é que induca, com ou sem vinho que instrói, a velha glorificação típica das ditaduras. Libertem-se, dizem eles.

Como é de aritmética elementar, e sendo o salário contabilizado ao ano, retirar um feriado é muito simplesmente baixar os custos do trabalho, fazendo por isso parte da cartilha dos fundamentalistas dos salários que o ex-economista Álvaro Santos Pereira tanto criticava. Trabalhas mais e recebes o mesmo é igual a receberes menos. Sim o trabalho é uma mercadoria, não é um favor, e muito menos um dever patriótico.

Já aventei sobre o assunto, a mentira de que temos mais feriados do que os outros (sobre isto ler também este artigo e os seus comentários) ou a treta de considerar as pontes como algo mais que férias repartidas.

Neste momento o governo, e nisto Passos Coelho cumpre o que prometeu, prepara-se para tentar cortar com quatro feriados e terminar com as tolerâncias de ponto, assunto que aquando da primeira estadia da troika entre nós deu origem ao episódio caricato de António Simões, patrão dos patrões, insurgindo-se contra uma tolerância oferecida aos funcionários públicos, quando fez o mesmo na sua empresa. E pego na sua argumentação atrapalhada: [Read more…]

Duarte Lima é rico, foi preso mas…

…nasceu pobre. É uma explicação que me dá jeito para manter o que escrevi ontem, confesso, mas que não anda longe da realidade. A aristocracia nunca apreciou recém-chegados. E depois acontece-lhes o azar de serem apanhados. Ainda falta perceber como num processo em julgamento há tanto tempo só agora é detido. Mistérios.

Música grega de intervenção

Melhor dizendo, de resistência. A Grécia sempre teve grandes compositores e continua a ter na pessoa de Alkinos Ioannidis.

A letra original desta cantiga épica sobre a violência policial.pode ser encontrada aqui. A tradução automática para inglês funciona razoavelmente.

Hoje em Atenas luta-se nas ruas, em memória dos que caíram a 17 de Novembro de 1973 na luta contra a ditadura, agora que um homem da Goldman Sachs assumiu o governo helénico.

Por cá mais 1100 bastonadas vão ser contratadas e António Borges já está disponível. É a democracia moderna, estúpidos.

BPN: eles são ricos, eles não vão acabar presos

Você sabia que o caso BPN está a ser julgado desde 15 de dezembro de 2010? Você ouviu no telejornal que só Oliveira e Costa, juntamente com Dias Lourreiro um dos principais responsáveis pelo estado de Portugal, arrolou cerca de 600 testemunhas? Você sabe que ainda agora o juiz do processo pediu flexibidade aos advogados e sua carregadíssima agenda ou “o julgamento só vai acabar daqui a 10 anos“?

Não sabia? estranho. Será porque nem ao PSD, de quem o BPN foi o banco de recursos financeiros ilimitados, nem ao PS que nacionalizou os prejuízos deixando fugir o dinheiro, interessa ouvir falar neste processo? Vive num país livre onde há liberdade de expressão, não vive?. Ou vive num país de merda onde a comunicação social é propriedade e obedece aos ricos que nunca vão acabar presos?

O Euro 2012 é muito previsível e não vai ter interesse nenhum

Os semi-finalistas estão praticamente apurados: Grécia, Irlanda, Portugal e a Itália ou a Espanha. A Alemanha ganha a final com um penalti inexistente marcado por um árbitro francês. É a crise.

João Duque podia ter aprendido português? podia, mas nesse caso sabia ler e escrever

Assim, é hoje claro que a televisão do curto prazo pouco terá haver com a televisão de massas do passado, o que obriga necessariamente a repensar a noção de serviço público.

P. 7 do Relatório do Grupo de Trabalho para a definição do conceito de serviço público de comunicação social

Não, não li o ralatório, este naco encontrado no Facebook alimentou-me.

Facebook atacado por pornografia e violência

Parece que está a decorrer hoje um ataque ao Facebook, aparecendo imagens de “sexo explícito” e violência no mural de pacifistas que só praticam sexo implícito.

Vai aparecendo alguma especulação sobre a sua origem, como não podia deixar de ser.

Ainda não vi nada, mas fontes muito bem informadas asseguraram-me que esta imagem de extrema violência não faz parte deste ataque, embora possa surgir numa segunda vaga do assalto:

Artur Carlos de Barros Basto e uma justa petição

Li em tempos a história deste homem, penso que numa investigação publicada no Expresso, e é arrepiante. Demonstra como o anti-semitismo germanófilo e ultra-católico também fez parte do Estado Novo, e mostra como a arma da homofobia sempre foi usada pelas ditaduras.

Mesmo que Barros Basto não tivesse sido um republicano, mesmo que não nos tivesse legado uma notável tentativa  de tirar os marranos da clandestinidade ainda inquisitorial, ou seja, da construção da identidade de Portugal enquanto História, Cultura e Sociedade como realmente foi e não como os eternos revisionistas a inventam, assinaria na mesma esta petição internacional para a reabilitação do seu bom nome.

E isto de eu assinar uma petição sabendo que o mesmo fazem muitos sionistas não é todos os dias. Como o que separa os humanos dos rebanhos também é a capacidade de não usar palas nos olhos, não me arrependo.

Retrato do artista quando idoso

Romântico.

O amor não tem idades, nem limites

Nesta novela de quem ganha mais, público ou privado, e perante o remorso do Tomás Belchior por me ter empurrado para os braços de Manuela Ferreira Leite, confesso que não reparei e sinceramente a senhora não faz o meu género por razões que me abstenho de divagar mas em nada se prendem com a idade. Digamos que foi apenas um beijinho.

Mas como troquei com o Tomás umas ideias sobre um célebre estudo da Capgemini, do qual só se conheceria uma nota do Correio da Manhã, lamento pela minha parte se o vejo muito enleado com o ex-ministro Teixeira dos Santos. É que nos idos de 2006 houve uma troca de palavras entre o ele e o então deputado Eugénio Rosa, que o Diário de Notícias narrou assim: [Read more…]

A Vítor Gaspar soletrado em três palavras: filho da puta

Trata-se de intervenção do ministro da Economia, que estaria a submeter ao colectivo medidas de intervenção na economia. Terminada a exposição, o ministro Vítor Gaspar afirmou seca e cortantemente: “Não há dinheiro”. Mas Santos Pereira insistiu; e então o ministro das Finanças retorquiu-lhe apenas: “Qual das três palavras é que não percebeu?”. É, efectivamente, um bom número, mas que revela três coisas inquietantes: a pesporrência de Vítor Gaspar, a falta de respeito dele para com o PM e a incapacidade deste para meter na ordem o seu ministro das Finanças.

Magalhães e Silva citando Maria João Avillez

E em filho da puta, qual será a palavra que Vítor Gaspar não percebe?

Auktyon

Já aqui escrevi sobre os AuktYon, a banda indie russa de Leonid Fjodorov.  Hoje descobri que têm um novo álbum, Top de seu nome, o que já era uma boa notícia a que se acrescenta uma ainda melhor: é possível ouvir e descarregar o disco na sua página Facebook.

Este vídeo não é deste álbum, mas de uma actuação ao vivo de Leonid Fedorov interpretando uma cantiguinha chamada Portugal (ou portugueses, os tradutores automáticos não dão para tudo).

Supondo que o homem andou por estas bandas, aposto em como ouviu Pop DellArte.

Pull Up Those PIIGS! Gotta save our banks!

Martha Rosler e o seu filho, Josh Neufeld, decoraram assim um edifício em Berlim, onde Marta se encontra numa residência artística.

É certo que o trabalho foi comissionado por uma organização alemã e está na Alemanha, mas daí às legendas com que tem sido brindado entre nós vai uma certa distância. Estas coisas googlam-se, até porque se tivesse sido feito por alemães o texto não apareceria em inglês e a lona estava mais esticadinha.

Como trabalho de street art tem a sua graça, mas é fraquinho.


Post Scriptum: como não podia deixar de ser no artigo de Josh de onde retirei esta informação aparece um comentador tuga que não percebeu a ironia e acha que Cristovão Colombo nasceu em Portugal.  Tristeza.

Olá Itália, acabou um pesadelo, começa outro

Já se foi Berlusconi. Não que resolva o assunto: por mais técnico e de unidade nacional que seja o novo governo os mercados, ou seja a especulação, já marcaram a Itália que agora fica refém de Merkozi, ou seja, tá tramada. As hienas não largam as presas. O último dos PIIGS tem o destino traçado, e desta vez a Europa vai mesmo atrás. A coisa promete, mas verdade seja dita, quanto mais depressa formos todos ao fundo mais depressa virá a possibilidade de dele sairmos, se é que vem.

A democracia no seu melhor. Demetrio Stratos já o cantava nos anos 70: [Read more…]

Mais uma esquerdista que andou a ler “estudos” da CGTP

Com efeito, o argumento de que a redução de salários na administração pública é um mal menor quando comparado com a possibilidade de despedimento, ou a de que os vencimentos da função pública são, em média, superiores aos do sector privado – o que não é verdade -, ou sugerindo que se poderiam dispensar dezenas de milhares de funcionários públicos ou baixar-lhes os vencimentos sem consequências para as populações é arrasador para a imagem e para percepção do valor do contributo dos funcionários públicos. (…)

Receio, por isso, que o dano causado na opinião pública pelos argumentos apresentados seja superior ao causado pela própria medida.

Manuel Ferreira Leite, Expresso, 12-11-11

Aguarda-se a reacção indignada de Tomás Belchior, que certamente encontrará uma relação laboral entre a antiga dirigente do PSD e a CGTP, ou pior. Desconfio que a senhora estudou em Moscovo na década de 60.

Actualizando: Não veio um Belchior, insurgiu-se um Arroja, invocando o Teorema Central do Limite. No limite já faltou mais para convocarem Nossa Senhora de Fátima que terá do alto de uma azinheira assegurado aos pastorinhos ser o salário dos funcionários públicos 17% superior aos do privado.

Cavaco foi à Casa Branca, não há vacas no país dos cowboys

– Não fizeram o seu trabalho, desabafou a Paulo Portas.

Ambos saíram com saudades das feiras da lavoura onde estas coisas nunca acontecem. Muuuu.

Hugo Colares Pinto

Vamos começar pelo fim: o Hugo é meu amigo, ensinou-me o pouco que sei de photoshops e artes gráficas, sou portanto muito mais suspeito do que o costume.

É um dos melhores ilustradores, sobretudo na sua especialidade – colagens digitais, mashup gráfico se quiserem, que vi até hoje, e vejo umas coisas. Autor da imagem gráfica do Aventar (e doutros blogues onde escrevi ou escrevo), desabafava hoje assim:

Estou farto de andar a pedinchar que me paguem pelos trabalhos que faço ou que pelo menos me paguem alguma coisa “por conta”… Acho que vou começar a publicar os nomes dos “calotes”. A “crise” é desculpa para tudo e os “independentes” (desempregados de longa duração que vão fazendo uns biscates mal pagos, dependentes dos trabalhos para “amigos” a preços de amigo ou quase de borla) ou “freelancers” ou como queiram chamar a esta situação de fodidos e mal pagos, passam metade da semana atrás dos “clientes” para ver se recebem e outra metade atrás de promessas de trabalho que não passam disso…e mostrar sempre cara de “tudo bem”… ESTOU FARTO! mas tudo bem: ACEITO TRABALHOS DE DESIGN GRÁFICO, ILUSTRAÇÃO, FOTOGRAFIA!

Pode ver os seus trabalhos e contactá-lo no Grafices (nunca mais o convenço a mudar-se para o WordPress), e aqui. [Read more…]

Liberdade de expressão e galopes de estado

Nem imaginam o gozo que me deu isto:

A Procuradoria-Geral da República (PGR) anunciou hoje que não vai abrir qualquer inquérito com base nas declarações feitas por Otelo Saraiva de Carvalho a propósito das manifestações de militares, “a não ser que factos posteriores o justifiquem”. in Público

depois de ter escrito ontem mais ou menos o mesmo: há leis parvas, o artigo 326º do Código Penal, pela sua inutilidade óbvia , ultrapassa todos os limites. A menos que a ideia tenha sido a de muito simplesmente violar a liberdade de expressão (alteração violenta do Estado de Direito pode muito bem ser lido como defender uma revolução, por exemplo), desconfio que foi mesmo.

Ou seja, só pela sua designação, vários partidos políticos portugueses seriam imediatamente extintos, numa golpada semelhante à que tem afastado os independentistas bascos de processos eleitorais, e a ideia era essa, não era?

Não houve foi até hoje condições políticas para a aplicar mas a nossa direita desde que foi vítima de um golpe de estado seguido de um processo revolucionário que não sonha com outra coisa (esquecendo-se de que chegou ao poder através do 28 de maio, uma verdade agora muito inconveniente).

A direita a galope no golpe de estado de Otelo

Li  num quiosque em corpo grande “A igreja tem de travar este liberalismo”, na capa de um pasquim inominável, até porque blasfemo, sobretudo falando de igrejas. Estas declarações do franciscano Melícias, juntamente com outras de responsáveis católicos na reforma ou no activo, não sei se violam “o artigo 326º do Código Penal, que reza assim:

“Quem publicamente incitar habitantes do território português ou forças militares, militarizadas ou de segurança ao serviço de Portugal à guerra civil ou à prática da conduta referida no artigo anterior [referente à alteração violenta do Estado de Direito] é punido com pena de prisão de 1 a 8 anos.”

Não sou jurista mas, pensando no último passatempo da nossa direita, liberal ou nem por isso, é capaz de também violar.

É que golpes de estado, não é bem coisa a que se apele, fazem-se em segredo. Quando alguém apela é porque não os vai fazer. Quem percebe de golpes de estado, e Otelo Saraiva de Carvalho é na matéria o nosso maior especialista vivo, se apela, e nem foi o caso, é para não fazer. Até eu que nunca fiz um golpe de estado já tinha reparado nisso.

Declaração de desinteresse: fiz a primeira campanha eleitoral de Ramalho Eanes, na rua, coisa que não assistiu a muito direitóide que hoje ostenta no currículo ter resistido à otolice  dita revolucionária. Já nem falo do José Manuel Fernandes que fez a do Otelo. A nossa direita, de resto, é de uma cobardia espantosa. Agora, com um teclado na mão, ui, são terríveis.

Assim vai a direita em terras de Espanha

Uma montagem em que a ainda ministra da Defesa aparece neste despropósito foi publicada por esta senhora, Francisca Pol Cabrer, vereadora do PP.  Desconhece-se a propriedade do peito utilizado. A senhora do PP já se demitiu e pediu desculpa. No meu  tempo as franquistas eram mais estilo opus dei. Volta Franco, fazes falta à moral e aos costumes das tuas devotas.

Contas mal contadas

Parece que o correio da manha andou a fazer contas, de cabeça e mal feitas, sobre o número de sindicalistas docentes, e resultou a coisa num número avultado que escandalizou vários idiotas inúteis a até mesmo pessoas de bem, esquecidas de que falamos da profissão com maior número de sindicalizados.

Isto foi assim: ao longo de décadas, para lá das duas federações (e suponho que ninguém vai agora defender a unicidade sindical) foram surgindo uns sindicatozinhos docentes, sem qualquer expressão, e que na verdade serviram para muito má gente fazer a vidinha. Como esses sindicatozinhos na hora negocial assinavam sempre com os governos, os governos fizeram de conta que aquilo representava alguma coisa, e tratavam-nos como sindicatos. Um regabofe. [Read more…]

Armando Vara, este cidadão foi muito moderado

Hoje à entrada do tribunal Armando Vara ouviu na cara aquilo que 99% dos portugueses pensam dele (e de outros Isaltinos e Limas da mesma laia).

No final ainda teve a lata de reclamar.

Cidadão Armando Vara: convença-se, você e os restantes que colocaram a política ao seu serviço, que não há presunção de inocência que abafe a vox populi. Pode sair ilibado do caso Face Oculta, mas essa é uma questão jurídica.

Nós, os que assistimos à vossa carreira miserável entre a política e os tachos, não abdicamos do nosso julgamento político: por isto, isto e aquilo. E disso já não pode lavar a cara, tal como o vai ouvir na cara até ao fim dos seus dias (e que sejam muitos, se possível sem problemas de audição).

E um dia o cinema será feito por quem o ama

Uma curta com um orçamento de 27 euros, uma trincheira aberta à pázada, um resultado, chama-se Comando,  bem simpático e pelos vistos premiado. Os moces da New Light Pictures – Independent Filmmaking demonstram que hoje em dia onde há talento e vontade não é por falta de orçamento que se deixa de fazer cinema.

Um bom indicador para este século, em que a linguagem do cinema, ia a escrever vídeo mas no fundo é a mesma 7ª arte, vai explodir. Se escrever estava ao alcance de quem se tivesse pena, tinteiro e papel, hoje não é preciso muito mais para filmar. Fixe.

via Denúncia Coimbrã

A Alemanha é caloteira

Os americanos adiaram o pagamento da dívida para depois da Segunda Grande Guerra, até terem imposto em 1953 aos seus aliados o acordo para a dívida de Londres, um exercício de perdão da dívida da Alemanha em termos bastante generosos. O milagre económico da RFA, a estabilidade do marco alemão e a saúde das suas finanças públicas foram o resultado deste generoso perdão.

(…)

Na verdade, o acordo de dívida de Londres adiou a questão das indeminizações – incluindo o pagamento de dívidas de guerra e o dinheiro dos impostos nos países ocupados pela Alemanha durante a guerra – para uma conferência a ter lugar depois da reunificação. Esta conferência não chegou a acontecer: desde 1990, os alemães teimosamente têm-se recusado a abrir esta caixa de Pandora. As poucas indemnizações pagas, a maior parte a trabalhadores escravizados, foram canalizadas através de ONG’s, sobretudo para não ser aberto um precedente. Apenas um país se tem oposto abertamente a este procedimento, tendo tentado ser compensado através dos tribunais: a Grécia.

Leia o artigo completo do Guardian no Arrastão

Também Beja merece

O espectáculo, a partir das 21h30, é organizado pelo movimento de cidadãos “Beja Merece”, que foi criado para contestar o fim das ligações directas via comboio Intercidades entre Beja e Lisboa e defender a electrificação do troço Casa Branca-Beja e a ligação à Funcheira, que permite a viagem até ao Algarve.
Segundo a organização, o espectáculo servirá para “fazer o balanço da luta em festa” e “mostrar que os cidadãos de Beja devem ter motivos de orgulho pela vontade manifestada e assumida na luta”.
Correio do Alentejo

Onde estarei, em espírito, até porque sem Intercidades é complicado…

Pedro Reis, isto já não vai lá com pequenos remendos pá

Fui  ver quem era o novo presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo, um tal de Pedro Reis, e sai o homem que coordenou  “Voltar a Crescer”, o livro que Passos Coelho dizia antes das eleições não ser bem o seu programa de governo mas afinal era o seu programa de governo.

Pedro Reis é um revolucionário, neste vídeo, ainda na fase projecto de pote, assume que precisamos de uma revolução..

Infelizmente não domina a linguagem das revoluções e sendo assim tentei traduzir o seu pensamento para Otelo Saraiva Carvalhês.

O estado é um abafador da economia, pá, isto a economia é como jogar ao berlinde, empurra-se daqui, dá-se um piparote acolá, e o mais forte ganha, agora pá, vem o estado e abafa, tá mal pá, por exemplo os impostos, um gajo ganha uma pipa de massa e vai logo parar ao escalão mais elevado do IRS, fora o que discretamente mandou para os offshores, não pode ser pá, eu tenho que ser ajudado no meu rendimento pá, eu sou um criador de emprego e um agente económico pá, claro que é preciso pagar impostos, não vamos tão longe, mas no IVA, eu quero lá saber se o leite paga 6 ou 23%, para mim isso são tostões, agora não é justo que esses gajos que ganham mal e porcamente paguem menos impostos sobre o rendimento do que eu pá, [Read more…]

O PSD/Lisboa está com problemas

A página do PSD/Lisboa tomou o soro da verdade:

Está na hora de deixarem de explorar o povo!

“GOVERNO DE PEDRO PASSOS COELHO E DO PSD GASTA 100 MILHÔES DE EUROS EM “ESTUDOS E PARECERES”: O orçamento de Estado que prevê o corte de subsídios de natal e férias para muitos portugueses é o mesmo que contempla mais três milhões de euros para estudos e pareceres. Em 2012, Passos Coelho prevê gastar mais de 100 milhões de euros nesta rubrica. São quase mais 4 milhões de euros que José Socrates reservou em 2011. O Ministério da Economia e Emprego leva a fatia maior, cerca de 23 milhões e 500 mil euros. Segue-se o Ministério da Agricultura e o das Finanças. Fonte do Governo disse à SIC que grande parte da verba prevista para estudos e pareceres * destina-se a consultoras internacionais por causa dos processos de privatização.”

Ou o LulzSec Portugal terá passado por ali, e por mais alguns lados: jsd.pt,pgdlisboa.pt/parquetematicodamadeira.pt/, a página do freeport já recuperou).

 

Como um grego ensina a um alemão a História das dívidas

Cartaz americano de apoio à Grécia durante a II Guerra Mundial

Um cidadão alemão escreveu uma carta aberta aos gregos, publicada na revista Stern. Um grego, Georgios P. Psomas respondeu-lhe pondo os pontos em todos os iis.

Ambas foram traduzidas pelo Sérgio Ribeiro e encontrei uma versão em inglês. Esta troca de correspondência  já data de 2010. Georgios conta-nos aquilo que toda a imprensa europeia cala. Merece ser lida, sobretudo por todos aqueles que têm tratado os gregos como culpados de tudo, incluindo o pecado original. e vou aqui transcrever os dois textos. [Read more…]

O deputado que aprendeu em casa

Michael Lothar Mendes Seufert é deputado do CDS e representa-o em coisas da Educação. Frequentou um mestrado em Engenharia Electrotécnica e de Computadores – Ramo Telecomunicações – Redes de Dados, e acha que o ensino de Tecnologias de Informação e Comunicação no 9º ano não lhe fez falta nenhuma. É o maravilhoso mundo da auto-formação.

Ainda não percebi porque o Arlindo lhe chama chófer de táxi, mas vamos ouvir falar muito deste deputado na presente legislatura, diz-me o meu dedo que adivinha.

O problema dos políticos: deram-lhes colo, quiseram mais mama

Nos anos 70 fazia-se política por causas e com paixão. Podem os mais novos duvidar mas era assim, à esquerda e à direita.

Depois veio a década de 80 e cada um (embora nem todos) se fez à vidinha, tratando de pensar em si e desistindo de lutar também pelos outros. Nessa altura os partidos do poder viram-se perante um problema: era preciso um estímulo financeiro para segurar os bons quadros, as tais elites que fugiam para as empresas. Ou lhes pagamos, ou ficamos com os medíocres, afirmavam.

E assim nasceram as mordomias, o aumento dos vencimentos pelo exercício de cargos públicos, e a cereja: subsídios vitalícios e de reintegração. Fazes uns mandatos e ficas com uma base para toda a vida, pá.

Santa ingenuidade, rapidamente se percebeu que os tais estímulos eram inúteis quando ex-ministro se tornou na mais rentável profissão do mundo. Não se seguraram as míticas elites, antes a força magnética do tacho atraiu o que de pior pode haver: gente medíocre, oportunistas em grau superlativo, canalhas puros e duros, alguns hoje caídos em desgraça, o que nem sequer corresponde a  terem sido os piores. [Read more…]