Sinistra destra: os blogues que eu leio são melhores que os teus 26.1.10

a privatização do emprego público

O poder de compra dos funcionários públicos caiu 6% entre 2000 e 2009. As despesas com pessoal da administração pública diminuíram 11,1% em termos nominais e para os dez primeiros meses de 2009, em relação ao mesmo período de 2007. As despesas com a aquisição de serviços a privados por parte da administração pública central, entretanto, aumentaram 11,6% no mesmo período. O que antes era feito pela administração passa a ser feito, cada vez mais, por privados pagos pelos contribuintes.

João Rodrigues, Ladrões de Bicicletas

gripe

Agora, gripe tornou-se uma palavra de mau gosto, que se pronuncia como pedofilia, pobreza ou desemprego. Os doentes dizem, baixinho, que estão constipados. As zaragatoas, as máscaras e as batas adormecem nos depósitos. Regressámos à nossa ingenuidade infecciológica pré-pandémica. Tussa lá à vontade para cima de mim, sopre na sopa da menina, dê-lhe beijinhos na mão e na boca do seu amor também.

Luís Januário, A Natureza do Mal

moscas

Esse médico do hospital contou-me que uma vez lhe entrou uma mosca no ouvido e para a espantar teve de ouvir música muito alto. E não era qualquer tipo de música, tinham de ser canções com muitas baterias e congas, porque se fosse música clássica a mosca ia buscar a família para ir viver com ela. O médico depois contou que a mosca acabou por sair e com ela veio um caroço de azeitona que lhe tinha ficado do final de um jantar de turma da faculdade. Mas eu isso acho que já ele a inventar.

Jorge Daniel Internet

Destra Sinistra: os blogues que eu leio são melhores que os teus 26.1.10

O Pedro Correia descobriu um novo “estadista” e eu nestas coisas costumo de dizer que “é de estalo”. Nunca uma expressão foi tão adequada para a situação deste o pontapé do outro do Big Brother…

Pedro Correia – Albergue Espanhol

E nada como uma boa piada para animar a malta…

Rui Tabosa – Corta-fitas

E grão-a-grão, o António Caldeira vai enchendo o saco do nosso Primeiro. Dá-lhe forte.

António Caldeira – Do Portugal Profundo

O bom, o mau e o Vilão é a posta da semana e que inveja eu tenho de não ter escrito aquilo…

Luís Filipe Coimbra – 31 da Armada

E sim, é o mais puro deboche!

Tomás Vasques – Hoje há conquilhas…

Volta a Portugal em Blogues

O Aventar gosta de não ser um blogue de Lisboa. Também temos gente de Lisboa, mas já nos espalhámos do Minho ao Algarve, e mais se seguirá.

Decidimos destacar os blogues locais de que mais gostamos, numa volta que percorrerá todo o país, de lés a lés, por terra, mar e ar.

Aceitam-se sugestões, como de costume usem o contacto ou a caixa de comentários.

Congelar salários? Greves na avenida…

O ano passado era ano de eleições, os funcionários públicos foram aumentados 2,9% o que adicionado à inflação zero foi um aumento incomportável para as miseráveis contas públicas que já não enganavam ninguem. Mas a massa salarial é sempre muito mais elevada que o aumento da taxa nominal, há a acrescentar as progressões nas carreiras, o pessoal que entra…

Este ano aí está o congelamento dos salários da função pública, como não podia deixar de ser, cá no nosso país o “go-between” é sempre o mau da fita, mas a realidade , mais tarde ou mais cedo, é incontornável.

Os sindicatos, acicatados pelo acordo com os professores que corresponde a um real aumento da carga salarial, já estão com um pé na rua, as greves vêm a caminho num país à beira da bancarrota. Ninguem está para pensar no todo nacional, que interessa o país, quando milhões de euros são enterrados nos bancos, nos investimentos sem retorno, nos negócios das empresas do Estado e dos grandes grupos com o dinheiro da Caixa, nossa, muito nossa?

Um governo à deriva, sem saídas, a não ser mais dívida pública, mais empobrecimento…

Mas escondida, há uma rúbrica para os poderosos, gabinetes, assessores, advogados, consultores. Mil milhões de euros correspondem a 200 milhões de contos ( o último número andava pelos 80 milhões de contos) uma ganância desmedida a distribuir ao critério  dos governantes, pelos mesmos de sempre, enquanto os técnicos da função pública são afastados dos estudos e dos pareceres.

Claro que os Sindicatos têm razão!

Os sinais do empobrecimento…

Como há dez anos que o PIB não cresce e como nos próximos dez tambem não vai crescer, o empobrecimento acentua-se, inexoravelmente. Até aqui, andamos alegremente, Estado, empresas e famílias a endividarmo-nos para manter um nível de vida que é insustentável. A dívida pública cresceu desmesuradamente, e agora soam os sinais de alarme, cá dentro e lá fora.

Chegou a hora de se venderem os anéis. As grandes empresas públicas vão passando para as mãos de “centros de decisão internacionais” . A CIMPOR, talvez a mais importante empresa industrial portuguesa, está sob o ataque de uma OPA hostil da parte de uma empresa brasileira.

Os nossos amigos Angolanos têm tomado posição em grandes empresas nacionais, com grandes investimentos, na banca, na Indústria, jornais e até (diz-se) em equipas de futebol…têm capacidade financeira, e se tomam posição é porque alguem saíu, ou não querem ou não podem manter essas posições, é pois natural que quem tenha capacidade financeira o faça.

Investem, correm riscos, jogam o jogo segundo as regras do país. Bem sabemos que as mais valias não vão ficar em Portugal, mas são empresas cotadas em bolsa, há regras, assim todos as cumprissem.

Havendo reciprocidade, empresas portuguesas a tomarem posições ou a investirem em empresas Brasileiras ou Angolanas, nada a dizer, mas o que temos cada vez mais são as jóias da coroa a serem vendidas.

Nós nos últimos dez anos empobrecemos, temos que vender, quem criou riqueza e poupou, compra!

O pior é que tambem já poucos há que nos emprestem!

O regresso de Serpico

Lembram-se de “Serpico”? O polícia barbudo, amante da contra-cultura, que começa idealista, a acreditar que é possível ser polícia em Nova Iorque e não recorrer a métodos brutais, e acaba a enfrentar os colegas corruptos, que o querem ver morto?

Al Pacino foi um Serpico vibrante no cinema, mas o verdadeiro Serpico é real e ainda vive. Foi alvejado na cara e deixado para morrer pelos colegas que sabiam que ele não desistiria de denunciar a corrupção que minava o corpo de polícia da cidade. E acabou a depor contra esses mesmos homens, tendo ganho, como recompensa, o que sempre quis: ser promovido a detective. Recusou a oferta, entregou o distintivo e partiu para a Europa.

Assim termina o filme, dizendo-nos que Serpico vive algures na Suíça, naquilo que poderá ser uma reclusão meditativa ou uma tentativa de reconciliação com uma experiência pessoal arrasadora. Quando o filme acaba, ficamos sem saber se Serpico foi recompensado pela bravura ou se carrega um castigo que não mais acabará.

Agora surge a história do que foi feito do verdadeiro Frank Serpico. [Read more…]

Já está a ferver!

Vamos entrar na recta final da Liga, Taça de Portugal e Taça da Liga. É chegada a hora de lançar apostas entre os nossos leitores. Ora digam: quem vai ganhar? Apostas na caixa de comentários, s.f.f.

Que crime vamos inventar hoje?

Proibido

Segundo o Daily Mail, os governos de Gordon Brown e Tony Blair criaram 4300 leis proibicionistas em doze anos, à média de 33 por mês para Brown e 27 por mês para Blair ou, em números arredondados, uma proibição por dia.

As proibições incluem tolices como a interdição de vender aves que foram abatidas a tiro num domingo, nadar junto ao casco do Titanic, realizar explosões nucleares ( o que deve estar previsto noutro tipo de legislação mais geral ) ou a inefável criminalização de perturbar uma embalagem de ovos – disturbing a pack of eggs – quando instruído para não o fazer por um agente autorizado. Questionado por um deputado – que se refere a esta atitude como “diarreia legislativa” – sobre a lei dos ovos, Jack Straw respondeu: ” os inspectores de comercialização de ovos devem ser capazes de garantir que os ovos suspeitos de ser comercializados em violação dos regulamentos da UE não estão adulterados”.
E acrescentou: “Lamento que você considere estas proibições desnecessárias. Nas suas diferentes formas, são partes importantes da legislação”.

Entre as leis assim criadas, contam-se muitas que permitem a intrusão de funcionários do governo em propriedade privada, intromissão na vida privada dos cidadãos, etc.

Em função do exposto, o Aventar pretende ajudar o governo britânico e a UE de duas formas:

1- Retirem a palavra Liberdade de todas as constituições europeias, pois só atrapalha.

2- Ao fim de tantos milhares de proibições deve ser cada vez mais difícil fazer novas leis. Nós, para já, contribuimos com uma semana inteira de “legislação” proibitiva: [Read more…]

Para quando o mestrado para orientador de aparcamento de viaturas?

Para quando o mestrado para “orientador de aparcamento de viaturas”? Ou, como denominam os invejosos e os ignorantes, para “arrumador”?

É mais do que tempo, que diabo!

Para quem queira inteirar-se melhor, é só clicar aqui.

Entretanto, ao ler o anúncio, vem à minha memória os discursos acerca do Alqueva, do Alentejo, do regadio, da agricultura, das prioridades, etc. Não sei porquê…

"Sinto vergonha de mim"

O terramoto de 1531 – faz hoje 479 anos

Com um epicentro algures entre Azambuja e Vila Franca de Xira, no dia 26 de Janeiro de 1531, faz hoje 479 anos, um terramoto destruiu parcialmente Lisboa. Sismo que, segundo se julga, pouco terá ficado a dever ao de 1755. No entanto, a cidade não era tão grande, nem tão populosa, embora para a época, fosse considerada de enorme dimensão – teria cerca de 100 mil habitantes (contra os 275 mil de 1755).

As zonas da cidade que foram atingidas não terão também sido as mesmas. Como exemplo desta afirmação, o Hospital de Todos os Santos, no Rossio, não ficou significativamente danificado, vindo porém a desaparecer no sismo de 1755. Sabe-se também que, embora com menos danos registados, o Ribatejo e o Alentejo foram regiões duramente atingidas. Desde o dia 7 que se verificavam abalos, mas o mais grave foi o de 26 quando, ao princípio da madrugada, a terra tremeu por três vezes. [Read more…]

Economia e Finanças:

Eu não percebo muito de finanças mas gostaria de saber as reais contrapartidas para a Madeira de todo ESTE acordo. É que não há almoços grátis. Sobretudo quando alguns terão de se sacrificar em nome de todos. Mas continuando a afirmar que nada percebo de economia e finanças, não deixo de ficar surpreendido ao ler que Portugal vai emprestar dinheiro a Angola. De certeza? Não será ao contrário?

A4: Terror na Auto-estrada

Todos os dias utilizo a auto-estrada nº4, mais conhecida como A4 (Porto-Amarante).
Conheço-a, em toda a sua extensão, como a palma das minhas mãos. É uma via fundamental para o Grande Porto nas suas ligações internas (Valongo, Ermesinde, Maia, Matosinhos e Porto) e essencial para nascente do Distrito do Porto (Penafiel, Paredes, Baião, Amarante, Marco).

Infelizmente, hoje foi palco de mais um acidente grave, muito grave. Independentemente das culpas que possam ser apontadas aos condutores, não se pode ignorar que esta via, em determinados troços, é bastante perigosa – descidas acentuadas, curvas bastante apertadas e sinalização paupérrima. É perigosa, bastante perigosa.

É tempo de os responsáveis por estas vias começarem a ser responsabilizados. Os valores de portagens que cobram, nada meigos, obrigam a um serviço de excelência. Manifestamente, não é o caso da A4.

Os núcleos de famílias

Nativos da etnia Picunche, segundo uma gravura do século XVI.

A minha intenção, ao longo dos próximos dias, é explicar as relações de família de nativos de várias Repúblicas na América Latina. Por me parecer mais simples, começarei pelas analisadas por mim e pela minha equipa. Há tantas surpresas, à medida que vamos conhecendo a vida dos nativos!

A primeira com que me deparei, antigamente conhecida por mim, e depois esquecida ao longo dos anos, foi a do matrimónio poligâmico dos Picunche do Chile e da Argentina.

Os Picunche não têm memória da sua aparição na terra. Não liam nem escreviam e eram, durante a época colonial quando o Chile era um Reyno (palavra que não é gralha, mas a forma como era escrita), escravos dos espanhóis que se apoderaram das suas terras. Como não conheciam o cultivo da batata, do milho e o cuidado das ovelhas, agrilhoavam os nativos para não fugirem. Forma de terem sempre, ao pé de si, um livro aberto que não falava e trabalhava em silêncio desde a manhã cedo até a luz do dia acabar. Os que morriam, eram retirados da fileira de índios agrilhoados e lançados a uma fossa construída por baixo de uma capela no sítio de huenchulami. Horror que deu nascimento a outro hábito, de que falarei mais em frente. [Read more…]

Apontamentos a sépia (8)

(Jardim do Vidago Palace, Vila de Vidago, Concelho de Chaves)

Por falar em audiências

As nossas voltaram à normalidade depois de uma crise em meados de Outubro seguida de hibernação num sapal.

Claro que isto tem umas explicações técnicas, mas não vos vou chatear com minudências. Fiquemos pelo é sempre bom saber-se que valemos por nós próprios. E chega.

O perfeito coração

Como escrevi aqui ontem, estive em Carnaxide que, curiosamente, tem dois hospitais em frente um do outro. De um lado da rua o Instituto do Coração, do outro lado, o Hospital Público. Estive neste à espera de um amigo meu. Meteu pilhas novas.

Enquanto esperava, lembrei-me de há quanto tempo foi efectuado o primeiro transplante cardíaco pelo Prof Barnard, na África do Sul, um tipo com estilo de galã de cinema. Eu trabalhava no Terreiro do Paço, não devia ter mais de 20 anos, logo à volta de 1966, saí do Ministério e lá vinha na primeira página dos vespertinos a notícia.

Um milagre ou uma trapaça? Um dos passantes diz, “vê-se logo que é mentira, como é que o coração tem o mesmo tamanho do outro? ” como quem diz, não cabe ou fica a dançar dentro do novo peito. Aquilo fez-me pensar, então aquele gajo, nunca tinha pensado num transplante e já tinha opinião? Quem andou toda uma vida a estudar o assunto não tinha visto coisa tão simples de ver?

Anos depois foi feito o primeiro transplante cá no Instituto do Coração, a paciente bordava corações, era uma mulher humilde aí de Espinho, que viveu muitos anos com o seu novo coração.

A técnica evoluiu rapidamente, mas o grande desafio era a rejeição do orgão pelo sistema imunitário que reagia a um orgão estranho e que não reconhecia como seu. Até que um jovem cientista descobriu, entra as muitas novas plantas que tinha apanhado na floresta uma, que tinha propriedades notáveis, foi dela que se extraiu o princípio activo da CICLOSPORINA, o primeiro grande salto na atenuação dos efeitos da rejeição .

Os transplantes tiveram então uma enorme evolução, com resultados notáveis, dos rins, do fígado, do coração, dos pulmões, enfim, até a situações que nos fazem tremer como a dos transplantes de partes da cara, como já aconteceu em França e em Espanha.

Lembrei-me daquele perfeito coração bordado e do Prof. João Queiroz e Melo o primeiro cirurgião a fazer transplante do coração, cá em Portugal, ele que tinha pertencido à equipa do Prof. Barnard na África do Sul.

Conheci-o pessoalmente, precisava de um equipamento fundamental para as suas cirúrgias e eu estava numa função em que podia fazer alguma coisa.

E fiz!

Em Primeira Mão…

…a nova imagem gráfica do “nÃO sEJAS dURO dE oUVIDO” que partilho com o Aventar, assim como a música do genérico:

(em breve numa rádio perto de si e sempre no Aventar)

A diferença, meu caro Ricardo:

A diferença, meu caro Ricardo (o Master do Aventar) é muito simples. Todos nós, em todos os blogues (ou quase) fazemos o mesmo mas não devemos, nem precisamos, de aldrabar o leitor. Cumprimos as regras do jogo. Repara, aqui na casa faz-se a coisa desta forma:

Sabendo que o PS defendeu (e bem) a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo mas não fez o mesmo para a bigamia, não podemos deixar de reparar que, na primeira oportunidade, o governo de Sócrates preferiu juntar os trapinhos com as duas princesas sentadas à direita na mesa. Só não sei se o novo orçamento foi redigido recorrendo ao Magalhães ou se preferiram utilizar o novo tablet da Apple.

Depois, amigo Ricardo e seguindo os bons ensinamentos do grande Pedroto, a bola é tratada com o devido respeito e cumprindo sempre a regra do jogo:

Pois no Aventar estamos sempre ao lado dos homens do Norte que não hesitam em dar uns bons tabefes às vedetas. Porém, já não gostamos quando preferem armar-se em calimeros e afirmar que só bateram no gajo em defesa da massa adepta, ou seja, anónima. Quando, na verdade, nada como um bom arraial de porrada para aliviar a tensão pós-traumática de um péssimo jogo de futebol como aquele que o SCP realizou. Mas sublinhamos a bravura daqueles que reconhecem o erro e pedem desculpa ao seu colega – mesmo quando, como é o caso, não lhe perdoe, nunca, jamais, aquele golo contra o meu F.C.P.

Felizmente, o Aventar não é uma empresa (mas cumpre as regras do jogo). Mas se fosse ganhava, por muitos, à REMAX. Eles vendem casas, nós vendemos sonhos! Agora compara e diz-me se estou enganado

Steve Jobs e o Tablet PC: O profeta e a sua tábua

É quase uma religião. O homem, alto, acentuadamente magro, careca, com uma barba de três dias, óculos, vestido com uma camisola preta de gola alta, calças de ganga, entra na sala. Acto contínuo, é saudado de forma efusiva por quem enche a sala. Há palmas, gritos, saudações. Quando desvenda a sua última revelação, há mais palmas, mais gritos, mais… Ninguém diz, mas deve haver quem pense que a “Apple é deus e Steve Jobs o seu profeta”. A um mês de celebrar 55 anos, o homem cujo rosto se confunde com a marca da maça é hoje bem mais que um arquitecto de tecnologias. É um símbolo e uma forma de estar na vida e nos negócios.

Steve-Jobs-2501

Os novos Mac, o sistema operativo que os opera, o sucesso monstruoso do iPod, da loja iTunes, que ensinou aos incompetentes do universo das editoras como se pode e deve vender música online, o iPhone, que colocou um computador num telefone, são produtos topo que ajudaram a crescer a marca e a fazer desta algo de especial, próximo da idolatria por muito boa gente. E o dedo de Jobs está em todo o lado.

Cada evento da Apple é um momento especial. De tal forma que deve ser catalogado de EVENTO. As letras minúsculas ficam para outros. A empresa californiana vale hoje mais de 178 mil milhões de dólares.

Quase sem se dar por isso, porque aparentemente nem existe, a estratégia de marketing é digna dos melhores especialistas. Há uma linha determinada e seguida ao milímetro. Quando a Apple anuncia um evento, perdão, EVENTO, nasce um processo.

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A "opinião pública" de dois ou três zangados convivas


Os habituais fazedores daquilo a que abusivamente se chama opinião pública, desesperam no final de cada verão que como é regra, sempre foi a estação em notícias capazes de atrair um mínimo de atenção. Passada a fase seca, os frios que sopram do norte e do leste, fazem recrudescer o manancial para o espectáculo do entretenimento.
De facto, não existe em Portugal, uma opinião pública tal como a conhecemos em alguns grandes centros urbanos na Europa ou nos Estados Unidos. No nosso país, essa opinativa actividade, é reservada a uma dúzia de participantes no jogo político que aparentemente criticam. Os habituais amigos, filhos, primos ou amantes de “personalidades de relevo”, entram-nos em casa todos os dias, perturbam-nos a digestão e obrigam os telespectadores à maçada muito pequeno burguesa do zapping, na esperança de uma fuga às pequenas misérias que pelo passe prestidigitador desses opinion makers – é assim que se reconhecem e se comunicam, sempre em inglês -, sobem às alturas e transcendências dos outstanding events ou breaking news.

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A Regra do Jogo e a manipulação das visitas no Sitemeter

O meu querido Fernando Moreira de Sá publicou há dias, no Aventar, um «post» em que brincava com «A Regra do Jogo» e com os «links» em demasia que, na sua opinião, são feitos por aquele blogue.
Compreendo a sua posição e aceito-a. No entanto, conhecendo o Carlos Santos e sabendo que é uma excelente pessoa, não ficaria de bem comigo próprio se não escrevesse este «post». É verdade que o Carlos Santos faz muitos «links» e alguns deles, por vezes, de forma menos criteriosa. O resultado, talvez, do seu grande empenho no blogue que criou e da forma intensa como vive o fenómeno da blogosfera.
O Carlos Santos procura audiências? Acredito que sim. Mas e os outros, andam à procura de quê? Cada um utiliza as armas que tem à mão. Uns falam de futilidades, outros falam de coisas de mulheres em que não se percebe muito bem o que é ou não publicidade, outros põem mulheres nuas, outros especializam-se em downloads de tudo e mais alguma coisa, outros andam a substituir bandeiras de Portugal e por aí fora.
Não é o caso de A Regra do Jogo. É um blogue sério que fala de coisas sérias. E de uma coisa podemos ter a certeza: as suas visitas no Sitemeter correspondem exactamente ao número de pessoas que o visitam. «A Regra do Jogo» não manipula os dados do Sitemeter. Infelizmente, certos blogues que andam na parte superior da tabela, e que se especializaram em defender tudo o que o Governo diz e tudo o que o Governo faz, não podem dizer o mesmo.

7 000 000 de dependentes…

Esse é o número de pessoas que estão dependentes do Estado, melhor, à mercê do Estado ! Das suas políticas sociais, das suas políticas económicas, das suas políticas de repartição…

Este número representa 70% da população, e explica os silêncios, os escândalos sem castigo, a sociedade civil fraca e medrosa, a falta de homens e mulheres livres para criticar, para exigir respostas…

É a esta situação envergonhada que levam as políticas dos investimentos do Estado, as parcerias público/privadas cujos contornos são escandalosos, como ainda há dias um Juiz jubilado do Tribunal de Contas revelava.

A visão centralista e centralizadora dos governos do PS, em que os negócios são feitos à sombra do Estado, em que o dinheiro envolvido é dos contribuintes, abraçando como a jibóia, pagando favores e silêncios.

A livre iniciativa é filha bastarda, pode resultar em criação de riqueza e em mercados livres e regulados, não pelo Estado e os seus reguladores dependentes, mas pelo livre exercício do mérito e da competência. E essa liberdade não é consentida!

Silenciam-se os cidadãos, formata-se a comunicação social, nega-se uma justiça célere e transparente, lançam-se megainvestimentos que não deixam nada para mais nada, de que dependem empresários, banqueiros e trabalhadores, todos accionistas do regime, todos dependentes porque o Estado tudo controla, tudo filtra, tudo orienta…

E, para além da dependência financeira, temos a dependência na Saúde, na Segurança, na Educação e em vastas áreas sem as quais não vivemos, como a actividade dos transportes, da água, da luz, dos combustíveis, dos telefones, e até os serviços bancários já estão, em grande parte, dependentes do Estado!

Um Estado afundado em escândados e em corrupção, compadrios, partidarite, amiguismos, com a mentira das contas públicas e das contrapartidas dos negócios que ninguem explica. Há treze anos que o PS está no governo, há trinta que o PSD partilha a governação com o mesmo PS, chegamos ao fundo, somos os mais pobres, estamos condenados a empobrecer!

Sete milhões de pessoas, 70% da população, à mercê de um Estado corrupto e corruptor !

Por onde anda a indignação ?

O Hip-Hop Improvisa

Estávamos em casa de amigos. O rapazinho, acometido de urgência criativa, pediu papel, lápis e estendeu-se no chão a escrever. Contava sílabas, riscava, corrigia,voltava a riscar, enquanto os adultos conversavam. Às tantas levanta-se, pede uma guitarra, senta-se, ensaia uns acordes (?) e explica o que pretende como acompanhamento. -Acabei de fazer o meu primeiro hip-hop, diz.

Eu só tive tempo para pegar na máquina de filmar e registar o momento ao primeiro take, sem direito a repetição.

Isto passou-se há algumas semanas. O “artista” é meu filho e faz hoje dez anos, um número redondinho. Parabéns, rapaz.

O que se diz por aí

Como seria de esperar o Orçamento do Estado para 2010 não agrada nem ao BE nem ao PCP. Já se sabe que os socialistas sempre preferiram entendimentos à Direita. Habituem-se… que já é tempo.
Quanto às grandes medidas do Orçamento teremos hoje “novidades”.
Já José Sócrates pode-se considerar, realmente, como um um político com muita sorte, tal como diz Paula Teixeira da Cruz. Por várias vezes afirmei, e reafirmo: o PS governa graças ao PSD.
O caso “Casa Pia” conhece novos desenvolvimentos, e agora há já mais dois arguidos por força de denuncias feitas no âmbito daquele processo.
E em matéria de Justiça, continuamos a ter mais do mesmo, agora com a conclusão que mais de 80% dos advogados considera a Justiça lenta. A novidade estará nos cerca de 20% restantes.
Em Itália, Berlusconi arrisca a enfrentar um terceiro julgamento devido aos seus negócios. Coitado do homem: mas afinal quantas vezes terá ele de mudar a lei para que o deixem em paz de vez?
Na Taça de Portugal F.C. Porto defronta o Sporting. Vamos ver qual dois dois consegue ser menos mau.
Por fim, uma curiosidade: George Clooney quer criar roupa interior anti-scanner. Penso que Bin Laden será o primeiro a querer financiar o projecto, para que mais terroristas possam usar cuecas explosivas.

O terramoto de 1969

Em 1969 foi uma espécie de pesadelo. Acordei mas a minha irmã continuou a dormir.
Os meus pais e a minha avó apareceram no quarto e sossegaram-me … também eles tinham sentido “o pesadelo”. No outro dia, já no colégio, não se falava noutra coisa e aí sim com as notícias a espalharem-se percebi o quão grave tinha sido o nosso “pesadelo”.
O meu professor de geografia comparou o sismo/a morte/o pânico/o terror… com os “sismos humanos” que nós estávamos a provocar nas colónias. Nesse dia jurámos que faríamos tudo para acabar com a guerra e que ajudaríamos os colegas para não irem combater.
Em 1969 tinha 16 anos.

MARIA MONTEIRO

Apontamentos a sépia (7)

(Ermal, Póvoa de Lanhoso (2))

Do Porto para o Mundo

Porque razão há-de uma empresa portuguesa limitar-se às nossas fronteiras no momento da definição do seu público-alvo. Principalmente quando o seu produto é algo que pode estar à velocidade da luz no outro lado do mundo.

Foi isto que quis aprofundar depois de ouvir Fernando Martins na sua intervenção na sessão do Porto do Ignite Portugal a que chamou: Programar para o Mundo e não para Portugal.

Fernando Martins faz parte da muchBeta que é uma empresa de desenvolvimento de “aplicações web, empresariais, baratas, fáceis de utilizar”, e entre outras coisas, neste podcast falamos da importância de conseguir definir o que se quer atingir e quais os recursos necessários para isso.

É quase paradoxal que uma empresa de desenvolvimento web tenha optado por ter uma estrutura jurídica perfeitamente definida nestes tempos da informalidade mas Fernando Martins explica essa opção e detalha como decorreu o processo de criação do business plan da empresa e da pesquisa de financiadores.

Falamos ainda do mix diversificado de ideias que uma equipa com backgrounds diferentes pode desenvolver e a importância que todos esses contributos podem ter no desenvolvimento de um produto, que é mais do que linhas de código.

Para além desta primeira parte, na segunda parte deste podcast exploramos mais as questões tecnológicas e de desenvolvimento do produto… a ouvir, principalmente para os designers e programadores que nos seguem.

Memória descritiva: a comédia do ditador

No dia 3 de Agosto de 1968, no Forte de Santo António, no Estoril, onde habitualmente passava as suas férias de Verão, António de Oliveira Salazar teria caído de uma cadeira de lona. Segundo a versão que depois circulou, o chefe do Governo quando se preparava para tratar os pés com o calista Hilário, sentou-se pesadamente numa cadeira de lona no terraço do Forte. A cadeira não terá aguentado o peso e Salazar bateu violentamente com a cabeça nas lajes. Conta Franco Nogueira que queixando-se de dores no corpo, o ditador não autorizou a chamada de um médico, como queria a sua governanta, a D. Maria de Jesus. [Read more…]