
Uma das inovações “covid” da esquerda, tem sido a facilidade com que apelidam quem se lhes opõe com epítetos como “fascistas”, “extrema-direita”, “racistas”, etc.
Pior que a prontidão no insulto, é nem perceberem que essa estratégia diz muito mais acerca deles próprios que, propriamente, acerca dos visados até porque, normalmente, essas acusações carecem de fundamento.
E o que diz acerca da esquerda? Desde logo, e numa perspectiva puramente espacial, o epíteto “extrema-direita” tem mais a ver com a distância a que se encontram. Ou seja, estão tão polarizados na esquerda, melhor na extrema-esquerda que esse afastamento leva-os a considerar que a partir do centro político, é tudo “far right”. Mais ou menos como aquele indivíduo que estando no Pólo Norte acha que o Porto fica mesmo no Sul. Muito, muito a Sul.
Segundo, e muito mais grave, é a desonestidade que esse argumento vazio representa. O agitar do fantasma fascista, do perigo do crescimento da direita radical, só visa angariar simpatias pelo medo. Assustar para conquistar. E mais desonesto se torna quando verificamos que a nivel global, as piores ditaduras, os sistemas que maior desgraça causam às suas populações e menos liberdade lhes concedem, são todos comunistas. Ou seja, se há perigo palpável para o qual devemos alertar a cidadania, é para o perigo vermelho.
Mas a desonestidade não fica por aí. Aliás como é timbre da esquerda que por força do demonstrado insucesso (eufemismo, a expressão adequada seria “naufrágio trágico”) das suas ideias, só pode fazer prova de vida se recorrer a truques de comunicação e a argumentos trapaceiros. Quando apelidam algo ou alguém de “fascista”, a acusação vem sempre, repito, sempre desacompanhada de qualquer facto ou razão que a sustente. O objectivo é criar uma incriminação que não precise de ser verificada. Acusação e sentença sem julgamento nem contraditório. Um estigma absoluto que evita que quem o afirma, precise sequer de o comprovar. Mais ou menos como isto: quando estiveres a perder uma discussão e não tiveres mais argumentos, chama fascista ao outro e já está.



















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