Antropologia da criança. Losotros haulamos doh’s idiomas

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Para Ana Paula Vieira a Silva, no dia do seu aniversário, Antropóloga que me acompanhara a escrever em português, antiga discente dos cursos noturnos que ela e eu apoiávamos, hoje amiga íntima. Como este texto, o primeiro escrito para a Página, no primeiro numero, no dia 28 de Setembro de 1998 comigo em trabalho de campo entre os Picunche, na Cordilheira dos Andes, altura Chile [Read more…]

Todos contra a Barragem 0,1% – Depoimentos sobre o Douro e o Tua. 8 – Sant’Anna Dionísio (IV)

(continuação)

« – 54 km Mirandela, est. (D.); (208 m. de altitude).
A vila é airosa. Rodeiam-na, à distância, os perfis macios de alguns ondulantes outeiros.
À saída da estação, a via férrea trespassa um breve túnel e, ladeando discretamente a vila, afasta-se do rio Tua para tomar a direcção do nordeste. A estrada de Bragança segue, por momentos, ao lado da via férrea, num arborizado segmento horizontal e rectilíneo, de uns novecentos metros de extensão. De um lado e outro, hortejos, olivais e alguma vinha. Horizontes alongadfos. Aprazível alameda.

– 58 km Avantos, ap.
Um pouco antes da povoação de Jerusalém de Romeu, a via faz uma pronunciada inflexão, transpondo um fundo valeiro sobre um viaduto metálico, de quatro tramos, de tabuleiro ascendente e encurvado. À saída do viaduto, a linha cruza a estrada de Bragança.

– 67 km Romeu [Read more…]

Bandex: As Minhas Poupanças

E assine a petição, ao som dos Bandex.

O «polvo» Armando Vara na CGD: A carta dos funcionários do Banco

Pelos vistos, Armando Vara continua a ter muito poder dentro da Caixa Geral de Depósitos, mesmo que há uns anos tenha rumado a outras paragens.
Os funcionários estão incomodados com a situação e já puseram um documento a circular, que já é do conhecimento do Governo.
Vale a pena ler até que ponto Sócrates e o aparelho do PS fizeram da Caixa Geral de Depósitos um dos seus quintais.

O Governo Decidiu Acabar com os Feriados do 5 de Outubro e do 1 de Dezembro

ELIMINAR ESTES FERIADOS É ACABAR COM A IDENTIDADE DO NOSSO PAÍS
Nunca ninguém, nem mesmo os responsáveis do anterior regime, o Estado Novo, vulgo fascismo, se atreveram a mexer nestes dias muito importantes para a nossa identidade.
A relembrar:
5 de Outubro 1143 – Assinatura do Tratado de Zamora, onde Portugal foi reconhecido como País.
1 de Dezembro 1640 – Restauração da Independência de Portugal, acabando com a dominação espanhola.
Será esta decisão um percursor de uma eventual perda da nossa independência?
Aqui temos mais uma decisão controversa deste nosso governo que como é evidente não deveremos apoiar.

2 000 000 visitas

O Aventar atingiu hoje 2 milhões de visitas, contas do sitemeter. O primeiro milhão tinha sido alcançado a 3 de março do ano passado. Sendo o número real muito superior (o sitemeter peca por defeito), e estando neste momento inflacionado pelo concurso Blogues do 2011 é uma boa ocasião para agradeceremos a que tem gostado de nos ler. Faremos os possíveis para que continue a vir aqui tomar um cházinho, beber um café ou compartilhar um vinho. E se entretanto aproveitar para nos ler, tanto melhor.

Quem tem as mãos sujas de sangue?


Três trabalhadores morreram hoje soterrados durante a construção da Barragem de Foz Tua. Ao que parece, o acidente foi provocado por um deslizamento de terras.
É espantoso como, numa obra de milhões e milhões, ainda é possível que acidentes destes aconteçam. Claro, o que se gastou a besuntar as mãos de quem tinha poder e influência, para que a obra avançasse e não fosse interrompida, poupa-se agora em segurança.
Entretanto, três homens, certamente com mulher e filhos, deram a sua vida por um dos investimentos mais inúteis e ruinosos do nosso país nos últimos anos.
Quem tem hoje as mãos sujas de sangue?

Quem se mete com a República um dia leva

O Governo vai propor aos parceiros sociais a eliminação do 5 de Outubro e do 1.º de Dezembro, da lista de feriados obrigatórios, anunciou hoje o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira. in Público

Não me vou repetir, não é por denunciar a mentira 100 vezes que a máquina de propaganda deixa de a transformar em verdade.

Trabalhadores do Comércio, Reboltem-se!…

E os outros também. “Os gajos andam-nos a gamar…”

Barcelona – Real de Madrid, os deuses andam loucos

É oficial: anda tudo doido, até os deuses. Caso contrário o Real de Madrid tinha ganho ontem em Barcelona, no final de um jogo fantástico em que humilhou o Barcelona e mandou o tiki-taka às urtigas. Ontem quem fez tiki-taka foram os olhos dos jogadores do Barça, trocados pela velocidade dos jogadores do Real. Velocidade mesmo, diga-se, jogadores a correr com a bola nos pés, em vez daquela coisinha em que os catalães são mestres (e muito bons) com a bola a andar e os jogadores praticamente parados no campo como se fossem matraquilhos.

Se os deuses não andassem embrutecidos teria ganho a equipa que colocou mais alma em campo, que jogou mais bonito, que mostrou maior mobilidade, querer, vontade e raça.  Se os deuses tivessem visto o jogo, aquele pontapé de Ozil teria entrado. Se os deuses tivessem que ganhar a vida, premiavam os que jogaram melhor, os que jogaram mesmo, os que mereciam melhor sorte. Assim ficou a ganhar a equipa que, ainda que com nota artística, é perita a congelar a bola. Uma pena.

A gema de fora

adão cruz

Mal a luz do dia beliscou a frincha da janela ele acordou acordou como sempre com pedaços do passado agarrados ao pijama às mãos e aos cabelos.

Sentou-se na beira da cama e um sonolento oh que merda soltou-se da garganta ainda seca do bagaço da véspera quando os pés palparam a falta dos chinelos.

Moldou os passos ao chão de modo a evitar a madeira fria do soalho.

Sobre a cómoda continuava a tristeza à mistura com águas-de-colónia de vários tipos. [Read more…]

Diga não à ACTA

(Para ligar as legendas inicie em primeiro lugar o filme, a seguir clique no botão ‘CC’ uma vez e, depois do fundo deste botão ficar vermelho, clique outra vez e escolha o idioma na lista que aparece)

A liberdade que desfrutamos na Internet representa uma ameaça muito sensível aos poderes do nosso mundo. É por isso que assistimos todos os dias a tentativas para cercear esta liberdade, para a limitar e estrangular. O Tratado Comercial anti-Contrafacção – ACTA (Anti-Counterfeiting Trade Agreement) – não é mais do que outra destas tentativas. Informe-se neste site.

O Comboio na Póvoa

Em meados dos anos 70, um comboio traccionado pela mais poderosa locomotiva de via estreita portuguesa CP E144, e rebocando quatro carruagens de fabrico italiano, passa sob o aqueduto de Santa Clara. Esta locomotiva ainda hoje existe; o local também: é hoje atravessado pelo Metro do Porto.

Hoje dá na net: American Holocaust of Native American Indians

American Holocaust of Native American Indians – os nazis mataram 6 milhões de judeus, um facto universalmente conhecido. Os Norte Americanos, seguindo o seu manifesto destino, levaram quase à extinção 19 milhões de nativos americanos. Esta história só muito raramente é contada.

Em inglês, sem legendas.

A petição continua a crescer, entrará Cavaco em depressão?

Vai nas 35000 assinaturas (o dobro de ontem). Adorava ver um gráfico do crescimento desta manifestação pública de agravo ao presidente eleito por uma minoria dos portugueses, boa parte da qual desvotava já se isso fosse possível.

O número de assinante não tem qualquer efeito jurídico, e é bom que as pessoas a subscrevam conscientes de que constitucionalmente assinar não serve para grande coisa mas  afirma o direito ao protesto, e isso já não é pouco. Serve também para que o cidadão Aníbal Cavaco Silva entenda haver limites para tudo, e neste momento ele mancha a instituição republicana como uma nódoa que só se limpa com a sua resignação.

E já que invoco a palavra manifestação tendo-lhe chamado digital, onde o José Meireles Graça descobriu a vantagem de não lhe entupir a fluidez do trânsito, para quem não esteja a entender do que falo recomendo a leitura deste texto do Paulo Querido sobre a flash mob de ontem, não concordando com alguns detalhes explica muito bem de que falamos quando falamos de cidadania em rede.

Exerça a sua, assine a petição, só precisa de saber o número do seu BI.

Provocações – O Essencial é Saber Ver

Sem que desejasse ou procurasse, caiu-me uma provocação nas mãos. Como um bilhete do ‘metro’, onde estou a viajar. Sentado e pensativo, fui enrolando ambos na mão esquerda. O que é minúsculo e insignificante, no fundo, reduz-se a minudências materiais ou imateriais. Facilmente destrutíveis num enrolar de dedos.

No decurso da viagem, o pensamento vazou-me um poema de Pessoa, no heterónimo Alberto Caeiro; aqui declamado por Antônio Abujamra:

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Bill Gates a favor de mais impostos para os milionários

Ocorrem-me duas perguntinhas: será que os políticos portugueses (em especial os do “arco da governação”) lêem jornais? E, se lêem, será que compreendem?

Às super-mulheres portuguesas

Sim, nós também conseguimos!

Somos «primeiras damas», super-mulheres, mães, escrevemos livros, temos uma profissão, criamos movimentos, etc. (completem a lista em comentário, eu agradeço).

Michelle Obama não faz nadinha (demais)!

Cartoon intitulado «Happy Birthday Michelle». KiCHKA, jornal Israel Channel 1 (in PÚBLICO, 24/1/2012).

A última crónica de Pedro Rosa Mendes na Antena 1

Versão remisturada. Tem uma explicação, para lá da solidariedade óbvia de qualquer democrata com este atentado relvista à pluralidade de opiniões que não cabe no que eles pensam ser o bem da sua nação.

Chama-se espírito Rádio Universidade de Coimbra, hoje possivelmente a última rádio livre em Portugal, onde conheci o Pedro e algumas vezes nos entretivemos com estas coisas de usar a voz e a música para contar que a verdade é um veneno.

Entretanto tenho reparado que a direita, à falta de argumentos, pergunta a alguns dos que se revoltam agora onde estavam o ano passado. Eu sei onde estava e onde exactamente esses não estiveram, e por aqui escrevi sobre outras censuras, mas não deixo de deixar uma ressalva: ao contrário de Mário Crespo e Manuela Moura Guedes, o Pedro Rosa Mendes é mesmo jornalista.

(feito com José Mário Branco, uma recolha de David Fanshawe no Uganda e Area)

A descapitalização dos Bancos

Por JOÃO PINTO

Este meu comentário em relação aos bancos não faz parte de qualquer análise ou fundamento científico. Nunca trabalhei na atividade bancária e por isso não a conheço minuciosamente. As conclusões baseiam-se numa pura análise empírica.

A atividade bancária exerce enorme poder sobre a atividade económica portuguesa (e mundial). O financiamento da economia depende muito dos recursos disponibilizados pela banca. Os bancos têm gerado lucros fabulosos nos últimos anos, sabendo que uma parte significativa tem sido distribuída pelos acionistas. Não conheço as exigências a que os bancos estão sujeitos, mas os lucros fabulosos que têm sido gerados pela atividade bancária não têm servido para capitalizar os bancos. Como não conheço a atividade bancária, não sei se os bancos estavam ou não obrigados a reservar uma parte dos lucros. Por ser uma atividade importantíssima no atual modelo económico, a atividade bancária deveria estar sujeita a uma percentagem bastante elevada de financiamento próprio. Se tivermos em atenção os números trazidos a público pela comunicação social, os rácios de capital dos bancos (relação entre o capital próprio e o ativo) andarão entre os 6-7%. [Read more…]

Alberto João Jardim: O Elogio a Quem o Merece

Visitei pela primeira vez a ilha da Madeira no ano de 1976, no verão, em pleno Agosto, e durante doze anos fui visita assídua do arquipélago. Várias vezes por ano lá aportava e, entre Agosto e Setembro de cada ano, lá passava eu e a minha família perto de um mês na praia, no Porto Santo, o que me permitiu conhecer como poucos a ilha dourada e razoavelmente a ilha da Madeira. Depois, e durante os vinte e poucos anos seguintes, acompanhei a vida do arquipélago através dos mesmos familiares e das notícias que lia e ouvia, mas com poucas viagens feitas. A minha última viagem foi feita em Abril do ano passado.
Durante os trinta e cinco anos que passaram desde a minha primeira vez, ouvi de tudo sobre o arquipélago, sobre as suas gentes e em especial sobre o seu Presidente. O sr Jardim, da Madeira.
Durante esses anos foi sendo construída aqui no continente uma imagem negativa do nível de vida das ilhas e da capacidade intelectual das gentes da Madeira, e acima de tudo da competência e da honestidade do Presidente do governo Regional e dos membros do seu governo.
Quando conheci as ilhas, estas tinham um nível de desenvolvimento fraco e provinciano. Vindo eu da segunda maior cidade do País, via que a esse nível pouco as diferenciava das cidades limítrofes da minha e se calhar nem mesmo da minha. Lá como cá, o País era Lisboa, a capital o Estoril, e o resto era paisagem. Naquela altura nem o Algarve tinha ainda ganho mais um “L” para o internacionalizar e por essa razão não era ainda o País anglo-germânico que hoje é.
Com o passar dos anos vi a regionalização a ser implementada, as obras públicas a acontecerem com as estradas novas e os “furados” a rasgarem a terra, o crescimento do aeroporto, a criação da Zona Franca, o incremento do turismo de qualidade, e de um modo geral o grande desenvolvimento daquela parte de Portugal.
Corrupção, compadrio, favores, cunhas, e outras coisas do género, por certo que as houve e há, mas não mais do que em todo o Portugal de uma ponta à outra. [Read more…]

Diferenças de discurso

Já aqui declarei a minha convicção de que “o cargo de presidente dos EUA depende pouco da pessoa que o exerce“.

No entanto, e no plano simbólico do discurso político, registo as palavras de Barack Obama ontem à noite perante o Congresso americano

“nenhum desafio é mais urgente” e “nenhum debate mais importante” do que a desigualdade económica, “num país onde um número cada vez menor de pessoas vive muito bem, enquanto um número crescente de americanos mal consegue subsistir”.

lançando um novo apelo ao aumento dos impostos pagos por milionários.

Em Portugal, onde que os defensores mais acérrimos do neo-ultra-liberalismo estão sempre dispostos a apontar os EUA como grande exemplo matricial, estou seguro de que estas palavras do presidente americano passarão completamente ao lado e serão levadas pelo vento.

Além disso, Obama fez o que por cá o PR também pretendeu e deu o seu próprio exemplo, mas não nos mesmos termos. Se Cavaco Silva acha que também ele é penalizado ao ponto de se queixar disso e de tentar tapar o sol com uma peneira, Obama afirmou

Precisamos de reformar o nosso código fiscal para que pessoas como eu e muitos membros do Congresso paguem a sua justa fatia de impostos

e acrescentou que [Read more…]

Desabafos de um exilado

Obrigado a permanecer em sombrio degredo na capital deste País dois terços da semana e coagido à jorna por entre políticos e seus satélites, consegui ao fim de meses e meses de árdua investigação e profundo estudo, alcançar que nestas gentes e nestes meios há uma subtil dicotomia: os que são lisboetas e os que estão lisboetas.

Os que são lisboetas, uma óbvia minoria, distinguem-se pela sua procedência, ou seja, não procedem por que já cá estavam. E já cá estavam os seus Pais. E já cá estavam os seus Avós. São poucos, porque a maior parte dos lisboetas que por castigo divino aqui nasceram, não se coíbe de falar, com os olhos lacrimejantes de saudade, da sua querida terrinha (que, evidentemente, não é Lisboa).

Já os que estão lisboetas reconhecem-se pela sua enorme argúcia pois descobriram que podem ludibriar a naturalidade e, como quem não quer a coisa, passarem por nativos desde que lhes copiem os trejeitos. Assim, incham o ego até este fazer fronteira com o Uzbequistão, ostentam os talentos que irrelevantemente podem ou não ter, efeminam o registo vocal e obliteram antigas pronúncias, encaram o próximo com a grandeza dos predestinados, etc., etc., etc.

E diga-se em abono da verdade que não deixam de ter sucesso (e razão) porque por estes lados, grassa a soberba e a presunção. É como se o Barroco se limitasse ao Rococó.

Para agravar, os que estão lisboetas, normalmente, não reconhecem as ténues linhas da impostura e ficam mais lisboetas que aqueles que são lisboetas. E isso é supinamente patético.

Deus ou outra qualquer entidade todo-poderosa me ajude a resistir e a continuar “Tripeirinho da Silva”. Porque, sinceramente, e como está tão na moda, ser Portuense é, claramente, um avanço civilizacional.

O papel actual do movimento associativo

As questões levantadas com as recentes descobertas de idosos falecidos na solidão – que vieram a público graças à capacidade inata da comunicação social de transformar o óbvio em tendências abruptas – recordaram-me as noções de vicinidade e laços sociais. Quando a humanidade passou por fases eminentemente rurais (e hoje caminhamos aceleradamente para uma situação de urbanismo global) a sobrevivência estava assegurada por recursos e espaços devidamente controlados, mas sobretudo, por uma coesão sanguínea e afinitiva que as cidades não permitem por várias razões: entre elas a composição dos novos agregados familiares. E, no caso de Portugal, um país eminentemente litoralizado, em que as relações já não se baseiam no sangue, nem na afinidade ou na vicinidade, como resolver esta solidão, estes casos de alienação social forçada? [Read more…]

Parabéns a Eusébio, o antigo jogador do Benfica, Beira-Mar e União de Tomar


O «Pantera Negra» está de Parabéns. Uma longa carreira, recheada de títulos e com participações em clubes de 4 países e 3 continentes: Sporting de Lourenço Marques (Moçambique), Benfica e Beira-Mar (I Divisão) e União de Tomar (II Divisão); Boston Minutem, Toronto Metros-Croatia, Las Vegas Quicksilvers e New Jersey Americans(Estados Unidos); e Monterrey (México).

Não Se Esqueça!

Este homem tem o poder de declarar a guerra em nome dos portugueses.

Ainda bem que ele é muito honesto. Podemos dormir descansados.

Hoje volta a dar na net: Rasganço

Uma reprise oportuna, o primeiro filme de Raquel Freire agora afastada da Antena 1 num processo de delito de opinião. Já ontem se leram, e vão insistir, todo o tipo de ataques à personalidade da realizadora, pessoa com ideias sem dúvida discutíveis, mas que agora se pretende enxovalhar.

Rasganço desmonta algumas das obscenidades coimbrãs, das praxes e outras violências mentais, a Coimbra das dôtoras encarando o corpo de um futrica, sempre com a música dos Danças Ocultas a rasgar, aproveitando um tema já existente e que estava mesmo a pedi-las.

Filme completo, ficha imbd

Instalação Tipográfica- 4000 Moedas em Barcelos

RDP e Angola – Relvas silencia vozes corajosas

O João José Cardoso já denunciou, aqui e aqui, a decisão do governo português, através do Torquemada de Tomar, Miguel Relvas, de silenciar vozes incómodas para  negócios entre Portugal e Angola – o desassombro de Raquel Freire e Pedro Rosa Mendes custou-lhes o afastamento da RDP.

Conheço Angola. Sem nunca ter sido residente, obrigações profissionais levaram-me àquele país mais de uma dezena de vezes por ano. Durante duas décadas. Tenho longas histórias dos meandros dos negócios locais, grandes e pequenos, assim como de homens do poder.

Estabeleci também relações de amizade com angolanos honestos que, hoje como ontem, não puderam ou quiseram enveredar por negócios espúrios, geradores de fortunas tão céleres quanto ilegítimas. Esses amigos, no fundo, são gente sensível à pobreza extrema de milhares e milhares de compatriotas – crianças, mulheres, idosos e jovens estropiados da guerra. Uma multidão de vítimas ainda submetidas a vidas bem duras em ‘musseques’, lá para os lados de Viana e de outras zonas afastadas da ‘sala de visitas’ que é a renovada baixa luandense.

O jornalista Rafael Marques, citado por Pedro Rosa Mendes, é este homem. Em finais do último ano, teve a coragem de fazer uma queixa-crime contra diversos generais angolanos: o poderoso ‘Kopelika’, Vaal da Silva, Armando Cruz Neto, Adriano Mckenzie e os reservistas João Matos, Luís Faceira e António Faceira. França Ndalu (além do mais, representante da De Beers em Angola) também foi citado. O processo inclui crimes de assassinato e mutilações.

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Sacanas com lei #PL118

A SPA está a procurar justificar o lobby que está a fazer para assegurar a sua mama fácil com um comunicado no seu site. Acontece que não passa de um chorrilho de mentiras, como bem demonstra a Maria João. Ide ler e percebam como Rodrigo Moita de Deus está profundamente errado ao defender a deputada Canavilhas.

Nota: aqui, a lista de links sobre o projecto de lei em causa