
Um longo percurso, quase como uma reedição do Grand Tour de outros tempos. O Portugal urbano e rural, o Magrebe e o antigo reinos dos faraós, completam à perfeição, a procura das imagens de uma bem conhecida Europa e de uns tantos novos monumentos que marcarão o nosso tempo, ou dada a fraca perenidade do cimento, talvez não. Vidas indiferentes ao curioso que as capta, as grandezas e misérias que fazem o todo, eis uma bela exposição fotográfica a visitar.
“Ler a fotografia de António Barreto vai ser possível na Galeria Corrente d’Arte a partir de 11 de Novembro e até 30 de Dezembro de 2010. Na inauguração da exposição será lançado o livro de António Barreto em coautoria com Ângela Camila Castelo–Branco, “António Barreto: Fotografias, 1967 – 2010”, editado pela Relógio d’Água Editores.”
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Os buracos do Estado
Houve um primeiro-ministro, a que já chamaram o Menino de Oiro do PS, que em tempos se gabava de reduzir o défice e de o fazer sem desorçamentação e sem receitas extraordinárias. Recordando uma conhecida frase de Lincoln, se é possível enganar todos durante pouco tempo, também é possível enganar poucos durante muito tempo. Mas não é possível enganar todos durante todo o tempo. E a verdade veio à superfície.
Debate, hoje, no Porto:
Uma pergunta para os oradores do debate, hoje (12 de Novembro), 21h00, no Clube Literário do Porto:
– Dr. António Marinho Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados;
– Eng.º Manuel Almeida dos Santos, Ex-Presidente da Amnistia Internacional, em representação da AI;
– Prof.Doutor Carlos Abreu Amorim, Prof. Universitário e comentador político (Moderador).
Clube Literário do Porto, Rua Nova da Alfândega, 4050 Porto (em frente ao parque de estacionamento da Alfândega).
Organização: Associação Justiça Para Todos
May Malen's Diary, chapter 8
Some few weeks ago, my cousins from Netherland appeared in Cambridge for a whole week. Tomas is an enchanting boy, very charming and a good talker. They read for me, as Maira Rosa, his sister, was listening as well as I was. It was cold. We went out very rarely, not to catch a cold! The van Emdens are all ways ill with ear’s sore and nor always very well. I feel sorry because they are my only relatives of my age and I enjoyed playing with them. To go out, Dad wrapped me up a lot, and yet I felt cold, as you may see in my face. My cousins stay with us nearly every day, but Aunt Paula has so m any friends over here, which took a lot of her time and her family time as well. Altogether, we walked, despite rain and cold, for us to be used to the weather and not to
ISCTE assalta o INPI e rouba 20 400 euros

O INPI (Instituto Nacional para Propriedade Industrial) pagou 20 400 Euros ao ISCTE para “para estar no Twitter“.
Quer isto dizer que alguém de um Instituto Universitário público (conhecido por boa parte do governo a ele estar ligado) fez o seguinte:
1. abriu uma conta no Twitter em nome do INPI (5 minutos de trabalho, muito devagarinho).
2. foi à página do INPI e colocou um link do género do que temos neste blog, ou seja alguém escreveu Twitter, que em html se faz assim:
<a href=”https://twitter.com/Valor_PI” target=”_blank”>Twitter</a>
(2 minutos de trabalho, porque entretanto deve ter mandado uma piada ao colega que trabalha na secretária ao lado)
3. configurou o feed da página no INPI para que o que lá é publicado apareça no Twitter (não sei que solução utilizaram e admito que tenha demorado uns 10 minutos porque o colega deve ter respondido com outra chalaça)
Temos então 17 minutos de trabalho = 20 400 Euros, ou seja 1200 Euros por minuto. Não será o trabalho mais bem pago do mundo, mas anda lá quase. E ainda se riram.
Claro que foram necessários conhecimentos de informática, que se encontram em qualquer escola do 3º ciclo.
Estes gajos não podem ser presos?
Nihil Obstat
Tiririca, o Palhaço, provou ao Brasil e a todo o imenso Portugal analfabeto e iletrado que, sim, ele sabe ler, ele sabe escrever. Nada o impede, por isso, de ser deputado e prestar grandes serviços à pátria, nada o impede. Sim, votarei sempre em gente honesta…
Linha do Tua: Lutemos contra um Primeiro-Ministro obtuso
O facto de sermos governados por obtusos e asininos políticos, de quem nada se espera em termos de defesa do património natural e edificado do nosso país, não dá a ninguém o direito de cruzar os braços perante o atentado criminoso que se prepara para o Vale do Tua e a sua inacreditável linha ferroviária, agora com o arquivamento do processo de classificação.
Para quem não sabe, a Linha do Tua foi equiparada, pelos mais reputados engenheiros, em termos de dificuldade, às Linhas ferroviárias dos Alpes Franceses ou Suíços. Pela sua beleza e rigor técnico, merecia ser classificada como Património Nacional ou, mesmo, Património Mundial da Humanidade.
Ao invés, querem destruí-la. Para dar lugar a uma Barragem, que representará menos de 4% da produção de energia existente de norte a sul. Uma Barragem! Um monte de betão, tão do agrado dos novos engenheiros de Portugal. Os engenheirozecos que hoje mandam no país, os mesmos que fazem licencias manhosas e que fazem projectos de sarjeta! [Read more…]
a criança abandonada

abandonada não apenas de comida, mas sim de carinho...
Falar em crianças, é uma tarefa difícil. Pensamos que sabemos tudo sobre elas e tratamo-las como melhor nos parece, ou reparamos nada saber e mimamos um ser que toma vantagem da dor dos pais, que vivem arrependidos desse nada saber. Arrependimento reflectido nas suas caras e nos presentes oferecidos, na simpatia usada para matar a dor da falta de apreço do seu comportamento. Quando nada se sabe sobre criar filhos, a dor bate nos progenitores
O desconhecimento de como tomar conta de uma criança é uma maneira de a abandonar. No lado oposto, há os que pensam tudo saber, mandando nela como se fosse escrava: punem, corrigem, batem, e enviam-na para a solidão do quarto. Em sociedades patriarcais, como a nossa, onde é o elemento masculino do grupo doméstico, quem dá menos carinho, arremete mais sobre os seus filhos e pede-lhes contas, de manhã à noite. Sem nada, devem inventar, como tenho observado no meu trabalho de campo em várias aldeias e diferentes continentes. Especialmente se o dia se passou sem se fazer nada de produtivo aos olhos dos pais, ou se a produtividade desejada, vira jogo de berlindes, da macaca ou na exploração do mato com os seus camaradas.
Tenho narrado noutros textos, a existência de uma diferença entre menino e menina. Esta segunda pessoa tem o seu tempo todo ocupado. As sociedades patriarcais usam e abusam das senhoras desde novas: nos trabalhos na cozinha, no coser e
É só para lembrar que o Pai Natal não existe
A arte é tramada. Muitas vezes, bem ou mal feita, incomoda. É como uma verruga que nos nasce no nariz, um quisto que insiste em aparecer numa nádega, um qualquer conhecido que se julga amigo e nos chateia durante horas com uma conversa da treta. Chateia. Sobretudo quando mexe na consciência de uma série de pessoas sem creatividade e muito espaço no cránio.
Na Holanda, um grupo de pessoas desatou a protestar contra os cartazes de promoção de um filme de terror. A fita é apenas para adultos, diga-se. Os cartazes é que estão espalhados pelas ruas. É este que está aqui, neste mesmo post. Ora vejam com atenção. Já viram? Viram, então, um personagem negro, ameaçador, com vestes vermelhas em jeito de bispo, sublinhado pelo chapéu, em cima de um cavalo branco que não inspira muita confiança. Ambos enquadrados pela Lua e um leve manto de neve.
O filme chama-se “Sint”, que é como quem diz São Nicolau, o bispo que acabou por ser ‘transformado’ em pai natal. Porque, dizem as lendas locais, a 5 de Dezembro São Nicolau viajava pelo país levando presentes aos mais pequenos. Só que, desta vez, em alternativa a um enternecedor filme típico da quadra, os autores, e o realizador Dick Maas, decidiram fazer uma história de terror. Pegaram no personagem colocando-o como um assassino que decapita crianças a 5 de Dezembro.
Algumas pessoas que ficam incomodadas por qualquer coisinha que estrague o dia a dia de ilusão decidiram não gostar da ideia e recorreram à comissão reguladora da publicidade na Holanda, que não retirou o cartaz. As tais pessoas já apresentaram recurso.
O realizador Maas diz que a polémica é desnecessária, que não há nenhum drama, que é só um filme e tal, que até há filmes de terror com cartazes mais assustadores e que os pais devem explicar aos meninos e meninas que aquele não é o pai natal, mais sim um “primo”. O que também dá uma ideia perfeita do tipo de família a que pertence o gajo de robe vermelho.
Por mim, deixo uma sugestão: digam à ganapada que o pai natal não existe, que é uma ficção, uma treta. Não há nenhum velhote gordinho a descer chaminés, nem a distribuir prendas. Confessem que os andavam a enganar, tal como se queixam de que são enganados pelos políticos. Ganhem coragem, respirem fundo e gritem: “Sim, é verdade, o pai natal não existe!”.
O poder da NATO
As redes sociais são um espaço de liberdade de comunicação? A contra-cimeira da NATO é uma manifestação legalmente convocada, e autorizada. Mas dá direito a isto.
O perfil da Esquerda Anti–Capitalista (Madrid) no facebook foi cancelado depois do partido ter publicado uma convocatória para a participação na Contra-Cimeira da NATO em Lisboa, que decorre este mês na capital portuguesa.
Se começam a apagar os perfis de quem apoia esta contra-cimeira vai haver uma boa limpeza no Facebook.
E entretanto na capital vai haver tolerância de ponto. Deve ser para aumentar a produtividade.
O Professor Arnaldo vai leccionar Educação Sexual
Lamentavelmente, no último Conselho de Turma fui o escolhido para leccionar as 12 horas de Educação Sexual a que todas as turmas têm direito em cada ano lectivo. Quase sempre, o Director de Turma é o escolhido, porque tem uma relação mais próxima com os alunos, mas neste caso fui eu. A velhota fugia do assunto como o Diabo da Cruz e os outros elementos do Conselho de Turma também.
Para além de ficar sem 12 horas para a minha disciplina, o que é trágico no 7.º ano, verdadeiramente dramático é mesmo o facto de eu ter de falar de Educação Sexual com crianças de 12 anos. Meu Deus, eu não estou preparado para aquilo! Eu não tenho à vontade com eles para falar dessas coisas. Eu nunca falei de Educação Sexual com ninguém ao longo da minha vida. Eu não sou casado nem tenho filhos. Nem sequer tenho qualquer actividade sexual, a não ser aquela que mantenho diariamente comigo próprio e com os meus 5 amigos.
Eu não percebo nada de Educação Sexual. Só de hardcore 1.º Escalão. As pessoas normais pensam em Júlio Machado Vaz quando pensam em Educação Sexual, eu penso em Rocco Siffredi. As pessoas normais pensam em Marta Crawford quando pensam em Educação Sexual, eu penso em Linda Lovelace e, mais recentemente, em Gina Lynn.
A culpa é do meu pai. A única vez de que me falou em sexo, na vida, foi para me dizer que a masturbação provocava cancro e que eu não devia fazê-lo.
O problema é que agora vou ter de falar do assunto como professor, como um adulto fala com uma criança e como se percebesse muito do assunto. E tem a grande lata, o Secretário de Estado, de dizer que todos os professores foram formados e estão preparados para leccionar Educação Sexual. Formado, eu? Só se for em acariciar o golfinho.
O Clube do Regime nos Trinta e Cinco Anos da Independência de Angola
O governo de Angola convidou (ou melhor pagou dois milhões de USD) o clube de futebol conotado com o regime colonialista, para disputar um jogo de futebol contra a selecção angolana, no âmbito das comemorações dos trinta e cinco anos da independência. Ora o dito clube, de nome Sport Lisboa e Benfica, foi, como é sabido, um dos instrumentos de propaganda do regime fascista e colonialista do Estado Novo, contra o qual milhares de angolanos combateram e morerram. O convite provocou uma onda de indignação sem precedentes em largos sectores da sociedade civil angolana. Durante todo o dia, ouviu-se e leu-se, em toda imprensa, falada e escrita, não conotada com o governo, vozes discordantes, que consideraram o convite uma afronta.
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Vieira, o Fenomenal
E fica para trás a estação do Entroncamento, a terra dos fenómenos. Nem precisava de ser, Portugal é todo ele um imenso fenómeno. Vamos ser sérios? Vota Vieira.
Acha que o país está preparado para a mudança?
Mais uma polémica barata, em plena crise económico-financeira cara.
O Governo resolveu criar uma nova figura no instituto jurídico das Adopções: o Apadrinhamento Civil. Até aqui muito bem, não fora o facto de se ter escrito que a “candidatura de casais homossexuais de crianças institucionalizadas não é factor de exclusão, mas de ponderação”. Todas as adoções ou apadrinhamentos devem merecer ponderação, mas não em função da Orientação Sexual, senão a Lei corre o risco de ser inconstitucional.
Foi o fim do mundo para os zelosos seguidores das diversas ortodoxias. A Isilda Pegado, conhecida protagonista da Plataforma contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, pegou logo na cruz e na espada e recomeçou a sua cruzada eucarística para salvar o mundo da mudança e pôr “Portugal nos eixos” de há 50 anos.
Luís Villas Boas, major de tropa, director de um conhecido asilo de crianças, correu aflito, aos gritos, desde o Algarve, porque assim começam-se a mudar paulatinamente as coisas e lá vai ele perder poder e clientela . É que deste modo os meninos, em vez de irem para instituições onde não têm família, mas com subsídios vários, muitos estatais, vão parar a casas de padrinhos homossexuais que os podem amar e acarinhar , onde não custam nada ao Estado, o que é, para ele, nitidamente uma “perversão”. [Read more…]
May Malen's Diary-Chapter 7

my newest granddaughter at Norfolk
I have no idea why, but Abuelo has loved me ever since I was born. There must be many reasons. One of which is to be the youngest member of the family. On the other hand, he is very tender with my cousins Tomas and Maira Rose, whom arrived to this world well ahead of my time. Whatever the reason may be, he loves me and adores me, so he says and I can feel it. There is no day with any news from Abuelo. He says he would love to be with me all the time of the world. He says he would like to teach me how to walk properly, as he did with Mum. She was too little and was able to walk grabbed by Abuelo´s hand. He was very tricky: Mum felt Abuelo by her believing that he was supporting her. However, he used to put his large finger on her shoulders for Mum to feel she was secure at his hands. One day, the secret was revealed: as Mum felt Abuelo behind her, she walked fat and pinkie cheeks as she was, when abuelo there appeared in front of her. He had made a curve [Read more…]
Pedir ao BCE ou ao Credibom?
O Estado pediu hoje emprestado 1.242 milhões de euros a uma taxa média de 6,8 por cento. Mais um pouco e parece o crédito obtido junto das credibons e afins.
E para que serve este dinheiro? Para pagar, por exemplo, 33 milhões de euros estoirados em brinquedos eleitorais. E para manter o rol de boys, como estes antigos e outros mais recentes. E ainda para as empresas do regime. E ainda… e ainda para muita coisa que para nada nos servirá, já que os serviços que o Estado nos presta (educação, saúde, segurança, etc.) são cada vez mais escassos. Ou inexistentes. (Estou a lembrar-me, por exemplo, do facto de eu não ter médico de família e, querendo consulta, só gastando um dia de trabalho para a fila no posto médico ou pagando 70 a 100 euros no privado.)
Dizem que é sacanice dos mercados. Será? Como diz o povo, quem não deve, não teme! O que os apologistas deste assobiar para o lado (a culpa é sempre "deles") parecem procurar disfarçar é que só estamos como estamos porque o Estado gastou muito, mas mesmo muito, mais do que tem.
Chegados aqui, vamos apontar dedos a quem caros leitores? Aos políticos? Ora pensem lá em que programas eleitorais votaram nos últimos 30 anos. Pois é, as promessas eleitorais têm preço. Houve rebuçados e agora há vinagre. Como dizia o outro, é a vida…
António Oliveira: O depoimento de um novo pobre
Trata-se de um depoimento, que encontrei por aí, de alguém que ainda há não muito tempo estava bem na vida, com emprego seguro e salário muito bom. Com o encerramento da empresa em que trabalhava, veio o desemprego, o subsídio que acabou, as poupança que se foram e, agora, os Bancos Alimentares. São os novos pobres de Portugal.
Todos aqueles que insistem em ser contra o Rendimento Mínimo e que gostam de generalizar, dizendo que esses beneficários não querem é trabalhar, deviam corar de vergonha ao ler este depoimento. É que a esses tais, os que são sempre contra os subsídios aos mais pobres, nunca se vê uma palavra que seja contra os privilégios pornográficos da Banca e das grandes empresas privadas. [Read more…]
Escolas do centro da Guarda …
…não têm cantina. Juntem-se ao deputado Ricardo Gonçalves para reclamação conjunta, já que este passa dificuldades por não ter cantina no Parlamento para jantar.
Portugal Public Debt: Buy Now! (We Will Not Pay)

É comprar, rapaziada. Tudo a entrar neste buraco sem fundo.
Administração dos CTT é Puro Prazer
Jobs for the boys? Amiguismo? Tratar a coisa pública como quintal privado? Compadrio? Não, que ideia! Toda a gente sabe que a administração dos Correios de Portugal e a produção de espectáculos são duas faces do mesmo selo. Ou será da mesma encomenda? Quanto à forma de pagamento, já se sabe, é à cobrança, a pagar pelo destinatário de sempre. Mais um envelope envenenado.
Ensino público e mama privada
Alexandre Homem Cristo chora o corte de 70 milhões nos subsídios ao ensino privado. Diz que é socialismo. E manda três argumentos para o ar sem ter medo que lhe caiam em cima, situação vulgar quando se fala do que não se sabe.
Primeiro acha as escolas com contratos de associação serviam para tapar buracos, e pergunta “se nessas zonas já existiam escolas a funcionar na rede pública, porque razão foi o Estado aí construir mais escolas?”. Eu explico-lhe: na maior parte dos casos não foi por falta que escolas da rede pública que se deu da mamar às privadas, foi porque as privadas e o Ministério da Educação inventaram essa necessidade. Na zona de Coimbra, e durante o reinado da viúva de Mota Pinto na DREC nasceram que nem míscaros no Outono, concorrendo directamente com as escolas públicas. Como foram patrocinadas por PSD e PS nunca mais ninguém se lembrou que era uma absurdo a sua existência. Se for preciso faço-lhe um mapa. Acresce que há menos alunos no ensino básico por razões demográficas. Também se arranja um gráfico se for preciso.
Depois acha que saem mais baratas ao estado. “Estas escolas têm de prestar contas e correm o risco de não ver o seu contrato renovado em caso de má gestão. A isto chama-se accountability e, lamentamos informar, é algo que não existe nas escolas estatais.” Olhe que não: [Read more…]
Portugal precisa de uma cultura diferente de responsabilidade
Por Santana Castilho *
1. A Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação (DGRHE) produziu um longo esclarecimento sobre a forma como dois decretos-lei deveriam ser interpretados. Porquê? Porque haverá incorrecções relativas à progressão na carreira docente nos últimos três anos. Consequências? Directores mobilizados para um longo trabalho administrativo de expurgo; professores ameaçados de retrocederem na carreira e reporem parte dos salários recebidos. Não se trata de legislação de ontem. Trata-se de legislação com anos. Esta circunstância torna pertinentes as considerações seguintes: por que razão só agora a DGRHE se deu conta da situação? Que interpretação estará correcta? A que agora é feita por aquele organismo central ou a que foi feita pelas direcções das escolas? Ou ambas são possíveis? Que fizeram as estruturas de supervisão e controlo? Sabe-se que muitos pedidos de esclarecimento foram feitos à DGRHE. Que respostas obtiveram? Quem responde pela má qualidade da produção de leis que, assim, originam prejuízos para muitos, tempo perdido e desconfiança acrescida? O texto que chegou às escolas continha a ameaça explícita de responsabilizar administrativa e financeiramente os actuais directores, mesmo que não tenham sido os intérpretes do que se questiona. Agora mesmo o problema é candente: em 2011 tudo ficará congelado; mas até lá há decisões que estão na mão de directores que têm dúvidas sobre as leis (na semana passada, o Conselho de Escolas dirigiu 100 perguntas ao secretário de Estado respectivo). Que devem fazer? Se adiam têm os professores em protesto angustiado, sob humana pressão. Se decidem correm o risco de mais tarde lhes dizerem que interpretaram mal e são responsáveis.
Portugal precisa de uma cultura diferente de responsabilidade.
2. O debate sobre o orçamento de Estado foi uma coreografia de mau gosto. A casa da democracia foi substituída pela casa de Eduardo Catroga e os deputados por negociadores que não se sentam na Assembleia da República. Quando o orçamento chegou ao Parlamento, os seus 230 membros já estavam reduzidos a um papel que Eça e Ortigão assim caricaturaram, em versão ortográfica por mim corrigida: [Read more…]
Como Se Fora Um Conto – Vigaristas que mereceriam ser presos
Quem nos disse que já sabia o que nos ia acontecer? Todos e mais os outros!
Há muitos meses, anos até, que se ouve nas ruas, nas mesas de café, com vozes baixas e medrosas mas também em frases inflamadas e ditas bem alto, a revolta surda das gentes anónimas. E no entanto… !
Em nenhum momento o povo Português teve qualquer tipo de dúvida (excepto os mandantes deste pobre País e também os que querem vir a sê-lo, mas esses não pertencem ao povo) de que a Justiça em Portugal não funciona nem funcionará tão cedo, de que ninguém irá para a cadeia no famoso caso Casa Pia, da mesma forma que as dúvidas não existem sobre o mesmo desfecho em qualquer dos grandes casos de Justiça que ainda hoje correm nas barras dos tribunais. [Read more…]
Os Mercados
Nos dias que correm toda a gente fala numa coisa a que chamam “mercados”. Ninguém se dá ao trabalho de clarificar o que vem a ser isso dos mercados e parece-me que a maior parte dos “comentaristas” que falam nos nossos media não fazem a mais pequena ideia do que estão a dizer.
Há inclusive teorias de conspiração a circular que apresentam ideias mirabolantes para tentar explicar a situação em que estamos, sem apresentarem o mínimo resquício de prova do que estão a dizer. Por exemplo acabei de ouvir na televisão (SIC Notícias), numa tentativa muito débil de explicação, os seguintes argumentos:
- Estamos a ser vítimas de um ataque concertado pelos “mercados internacionais” (outro que defende este ponto de vista: Alegre critica silêncio de Cavaco sobre agitação dos mercados);
- Há outros problemas com indicadores tão maus como os de Portugal que não estão a ser tão castigados como nós;
- Há algo que não bate certo quando o BCE empresta a 1% aos bancos e estes por sua vez emprestam a 7% a Portugal (este último argumento nem se qualifica como tal). – (Ideia também repetida aqui: Louçã culpa bancos nacionais pela subida dos juros da dívida portuguesa)
may malen’s diary, chapter 6

May Malen being spoiled by Mum, at her home in Cambidge: a forbidden spoil!
MAY MALEN’S DIARY CHAPTER 6
Ensaio de etnopsicologia da infância
I do not know why, I am too little to understand, but I have loved my parents even since I have been able to remember. Both of them have been extremely nice to me. The strength of Dad Felix, his tenderness with me, the way he taught me to walk, step by step, not even touching me as he trusted me that I was not to fall as I did on the day of my tenth’s months. I remember, or Abuelo, Mum and Dad may have told as I was too little to remember every single minute of my life as a little girl. I know very well, both because of my studies and for Abuelo’s explanations that Melanie Klein and Wilfred Bion used to say that children´s memory begin at their 5th month of existence into
Heranças pesadas

Qual seria hoje o seu valor, se não tivesse sido vendida uma boa parte? Aqui está uma questão a colocar ao Sr. Cavaco Silva. Esperemos que as toneladas que ainda se encontram armazenadas, continuem guardadas e que “esta gente” – todos os do Esquema vigente – não lhe consiga deitar a mão. Não tardará muito, até sermos “aconselhados” a alienar o que resta.
Fundamental: experiência de vendas
Um foi vender computadores para a Venezuela. O outro foi vendedor da Avon. Bem dizia o Pinho que este governo era uma delegação comercial de luxo.









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