A TVI que os sustente!

O ‘Correio da Manhã’ deu o mote e outros meios de comunicação, jornal “i” por exemplo, interpretaram a cantata ‘Os Salários Milionários da RTP’. Confirmou-se, pois, que na RTP existem 64 profissionais com salários superiores a 5.000 euros mensais.

Do grupo sócio-profissional privilegiado na TV do Estado, existem ‘5 cabeças de cartaz’ que, pelas minhas contas, auferem mais de 978.000 euros anuais. Resta saber se o total apurado inclui encargos da RTP com a segurança social, seguros de acidentes de trabalho e outros. A despesa provavelmente será mais elevada.

E o que mais se pode dizer da afronta? Num tempo de sacrifícios impostos a milhares de funcionários públicos e outros do Sector Empresarial do Estado, onde a RTP se integra, este despautério é revoltante.

O tipo de Estado, de Governo e de políticos de que estamos servidos, pelo que se percebe, não respeitam critérios de decência (há dias, a maioria PS + PSD reprovou cortes salariais aos gestores públicos e, entre os ‘5 magníficos do écran’, existe gente afecta a uma e outra cor).

Corre a notícia de que José Alberto Carvalho e Judite de Sousa já disseram sim à TVI. Fiquei satisfeito e a implorar que a Prisa e o Sr. Pais do Amaral levem da RTP mais umas paletes dessa gente. Que todos comam toneladas de morangos bem açucarados. O risco de diabetes é deles e o dinheiro que custavam à RTP é dos contribuintes. Oxalá haja o bom senso de moralizar os salários na TV estatal. Os contribuintes ficarão gratos.

Boa viagem à Judite e ao Carvalho e, se possível, a outros oriundos da mesma banda. A TVI que os sustente!

Ludvig van Beethoven

Für Elise – Bagatelle in A minor WoO 59 by Beethoven

Sempre escrevemos sobre a crise económica, os jogos de bola, especialmente o Benfica, o meu amado clube que, de certeza, esta noite ganha 2×0! Mudemos de tema. Falemos de música e da melhor bagatela  nunca antes escrita!

O compositor, nascido em Bona, foi baptizado em 17 de Dezembro de 1770 — faleceu em Viena, no dia 26 de Março de 1827 de mudou a fase da música. Introduziu, com o saber do seu professor, Joseph Haydn (1732-1809). É possível supor que tenha nascido a 15 de Dezembro desse ano, porque era hábito cristianizar ao bebé, antes que a morte os puder levar. Como nos tempos de van Beethoven os pequenos morriam prematuramente, as famílias luteranas e católicas romanas, levavam ao bebé a sua paróquia enquanto puder sair de casa, especialmente no frio do inverno da germânica Bonn ou Bona.

Era o segundo filho mais velho de sete irmãos, dos quais apenas sobreviveram, Kaspar Anton Carl van Beethoven (17741815) que também tinha dotes para a música e que morreu com 41 anos; o quarto, Nicolaus Johann van Beethoven (17761848), que se tornou muito rico, graças à indústria farmacêutica, e que morreu com 72 ano. Os outros cinco três faleceram ao nascer, e os outros, com dois anos de idade. O seu pai, (1740

[Read more…]

O Aviador Líbio

Para a Carla Romualdo

e para o seu

Aviador Irlandês

O piloto recebeu ordens superiores.

Receber ordens superiores é o que faz um piloto militar. Receber ordens, assentir, não questionar, cumprir. O ar, para o piloto militar, é meio, não é fim.

O piloto olhou o co-piloto e ambos assentiram questionar e não cumprir. Não bombardear o povo a que se pertence, não bombardear o povo que se é, não bombardear quem se é.

Ao carregar no botão de ejeção, o piloto deixou de pilotar o avião e pilotou a vida. Uma história bonita, estória de heróis quando tudo arde, mesmo que tudo arda, ainda que tudo arda.

Uma estória de aviadores. A história do Aviador Líbio.

 

Gadaffi tem razão: o mundo droga-se

Depois de Daniel Ortega, chegou a vez de Fidel Castro aparecer em apoio de Gadaffi. Nada de espantar: Fidel prestou-se ao envio de Che Guevara para a Bolívia a mando de Brejnev, e as suas canalhices em nome da revolução que conduziu Cuba ao capitalismo de estado, sob a habitual regência do seu clã familiar são por demais conhecidas.
A argumentação é clássica:

Una persona honesta estará siempre contra cualquier injusticia que se cometa con cualquier pueblo del mundo, y la peor de ellas, en este instante, sería guardar silencio ante el crimen que la OTAN se prepara a cometer contra el pueblo libio.

Mais delirante ainda, no Irão, um exemplo de humor muito negro:

Ahmadinejad está chocado: “Como é que alguém pode bombardear e massacrar o seu próprio povo?

Gadaffi tem razão em duas coisas, como qualquer velho relógio parado. Uma: anda por aí muita droga, e andam a  tomá-las sem saber. A segunda quando choramingou: “A rainha Isabel II de Inglaterra governa há mais tempo que eu e ainda não foi derrubada”. Com duas revoluções em meio século temos de convir que em relação aos ingleses os líbios levam vantagem.

Adenda: como o dono latiu, os cachorrinhos amestrados para os lados do PCP, já levantam a patinha no ar. Quando há uma revolução na Líbia os traidores do costume olham para a América. Não é de estranhar, falamos de velhos amigos de Gadaffi.

Amigos amigos, negócios à parte


Os corporativos andam aflitos. Publicam fotos de toda a gente, mas nada daquilo que se espera, apesar das recomendações do sr. Amado quanto a “adaptações inadiáveis”, por exemplo. Já nem sequer falamos dos sectores camaradas do BES, PT e quejandos, mas tão só, de “assuntos de Estado” como eles importantemente gostam de fazer crer.

Aguardam-se ansiosamente, as fotos do grande líder Kadhafi em Lisboa e especialmente, aquelas onde surge o sr. Sócrates e a sua entourage de negociantes de areias em terra de desertos. O google está cheio delas, é só procurar as tendas, o forte à beira Tejo, as “valquírias” que tanto deslumbraram os cooperantes do Público, Expresso e afins. Pelo sim pelo não, já fomos recolhendo algumas fotos da passagem do “caixeiro viajante” que Ahmadinejad enviou às Necessidades, não vão os “boys de serviço” fazê-las desaparecer. Se estivesse no lugar deles, aconselharia o grande-chefe a agendar um encontro com Reza Ciro Pahlavi. Há que garantir os próximos tempos.

É vê-los agora, a sacudir a água do capote. O pior é que estão sob uma portentosa queda, ao estilo Niágara.

"Revolução" e "revolta"


Um acampamento diante do Museu Egípcio. Uma carga de camelos, umas tantas pedradas, dois discursos presidenciais seguidos de uma demissão, uma feira de música e comes e bebes. Afinal de contas, foi isto, a “revolução egípcia”. Os olhinhos dos comentadeiros televisivos brilhavam, quando pronunciaram vezes sem conta, a palavra “revolução”.

Pelo menos até este momento, o Egipto não houve qualquer revolução, tendo-se limitado a um render da guarda militar. Esta é a verdade e nada mais.

[Read more…]

Só Saio Daqui Morto

 

Muammar está por um fio, e há quem diga que se pode vir a matar tal e qual um Hitler renascido.Entretanto lá vai matando os seus conterrâneos, sendo que se fala já em mais de dez mil mortos.
O homem, habituado que está a que lhe lambam as botas, desde os seus súbditos (à força) até aos políticos de caca como os nossos, e após quarenta e dois anos de poder absoluto, não quer largar a mama. É normal, ninguém pode levar a mal, a não ser, claro, os Líbios, que já estão fartos desta fantochada.
Em Tripoli há milhares de mercenários e os disparos são o pão nosso de cada minuto.
A chatice é que o petróleo continua a subir, já vai nos 120 dólares o barril de Brent e não se vê maneira disto acalmar.
Obama lá vai dizendo que o que se passa na Líbia não é bonito, e ameaça com mais uma guerra americana, e os outros políticos andam à espera de saber o que vai acontecer por lá para tomarem posições duras.
Estas revoluções Árabes, já vamos na terceira em poucos dias, são uma chatice para todos nós, mas uma necessidade para todos eles.

Com os alemães ficamos sempre a ganhar, ai pois é

O ministro alemão, Karl-Theodor zu Guttenberg, que fez, descobriram agora, um doutoramento plagiado, pediu, arrependidíssimo, e a universidade enganada retirou-lhe o doutoramento cópipaste.

Com este escândalo Karl-Theodor zu Guttenberg que já era o ministro mais popular do governo alemão subiu 5 pontos na consideração das sondagens locais.

Conto isto por causa daquele mal português em nos amesquinharmos perante o dono estrangeiro, hoje mais o alemão que o inglês, provincianismo que também já tivemos com a França.

Estas coisas são dos ministros, não são dos países que os têm, são mesmo da condição de ministros, primeiros ou não. Acontecem em toda a parte.

A única diferença é que por cá a universidade enganada não aceitaria, nem a pedido, retirar um título académico obtido fraudulentamente. O que é sempre consolador, pensando na nossa superioridade em matéria de tenacidade, mentira e coerência, convenhamos.

as minhas memórias-16-os nossos ancestrais, amavam?

membros da Nacão Mapuche, proprietaria do CHILI, até a invasão espanhola

Como sabem, ao longo da minha vida dediquei-me a entender o contexto da produção de crianças e percebi que essa produção, não é resultado exclusivo da transferência de saberes entre adultos e filhos de uma casa. A análise (de longa duração), percorre as vidas de três raparigas de dois continentes: Victoria, do clã Picunche do povo Mapuche, do Chile, Pilar, de Lodeirón, Paroquia de Vilatuxe, Pontevedra, Galiza, e Anabela, da aldeia de Vila Ruiva, Concelho de Nelas, Portugal. Analisei os seus pensamentos e os das suas famílias. De Pilar tenho já falado. De Victoria, apenas foi mencionada num outro ensaio, como Anabela. Hoje vou introduzir Victoria, do clã Picunche do concelho ou municipalidade de Pencahue, que limita com a cidade de Talca, capital da Província Maule. [Read more…]

Foi um Sofrimento, mas o Que Fica para a História é a Passagem aos Oitavos de Final

Depois de um começo calmo e cauteloso, o Sevilha fez o FCPorto passar por muitos maus bocados, sofrendo a bom sofrer até ao final.
Numa situação normal, a bola à trave e os muitos remates que o guarda-redes defendeu brilhantemente, teriam sido transformados em golo.
Numa situação normal, Hulk teria brilhado mais do que o fez esta tarde/noite.
Numa situação normal, Álvaro Pereira não teria sido expulso, com vermelho directo, logo após ficarmos a perder por um a zero, com golo de Fabiano (ex-jogador do Porto).
Perdemos o jogo, é certo, mas ganhamos a eliminatória, e isso é que, no final, conta. Com este resultado, seguimos em frente.
Esta é a terceira derrota da época, e o nosso próximo adversário será o CSKA de Moscovo, já no próximo mês de Março.
A nona vitória está a dois jogos de distância, podendo até chegar à décima, o que seria mais um record deste FCPorto e de Villas-Boas.

Um Imposto para a Saúde ou para a Doença?

Ana Jorge é pediatra. Substituiu Correia de Campos. Uma espécie de metamorfose para adoçar a comunicação de medidas injustas no sector da ‘Saúde’. No lugar do presumido e inconveniente Campos,  Ana Jorge, de voz e sorriso maviosos, é a interprete ideal para comunicar o nefasto.

A despeito da mudança, o cerne da política de saúde do governo continua determinado e inflexível: eliminar direitos, restringir serviços e cobrar mais aos doentes. Tudo indica, novas medidas anti-sociais estão a fermentar. Agora foi a vez de Ana Jorge  divulgar a possibilidade de criar um imposto para a Saúde, no programa “Terça à Noite” da Rádio Renascença.

À parte de naturais dúvidas sobre a constitucionalidade e de outros aspectos de índole política contraditórias de um governo dito socialista, pergunto: a ser criado, deve designar-se Imposto para a Saúde ou para a Doença? A segunda hipótese é a mais rigorosa, uma vez que competirá, sobretudo, à população envelhecida e aos inúmeros doentes crónicos que a integram suportar grande fatia do imposto anunciado. Castigados por baixos rendimentos, excluídos de seguros de saúde por insuficiência de meios ou limites de idade, constituem, de facto, o segmento populacional mais exposto aos efeitos da penalização fiscal – aplicável predominantemente a doentes, sublinhe-se. [Read more…]

Brincadeirinhas Inocentes

Afinal parece que era só uma experiência. Assim sendo, esta frase de um polícia do Grupo de Intervenção de Segurança Prisional (GISP) era só a brincar:

P: Enquanto o sr. não tomar medidas para ser um ser arrumado o sr. vai ser altamente violentado. Há dúvidas?

Mas era só uma experiênciazinha para ver se o Taser funcionava. Funcionou, o preso tomou logo as medidas necessárias. Do outro lado estavam guardas prisionais, elementos do GISP e um elemento médico para o caso de dar para o torto e ser necessário tomar outras medidas, reanimatórias.

Estou a vê-los combinar a experiência: da próxima vez que o tipo se recusar a limpar a merda, o guarda telefona ao director, o director telefona ao GISP, alguém telefona ao médico e prontos, vemos se a tal arma eléctrica funciona. Se não funcionar experimentamos com uma cadeira. Eléctrica.

As eólicas flutuantes

imageA EDP está a investir em coisas giras:

Notícia no Expresso, 19-02-2011: «Portugal constrói eólica flutuante. É um protótipo inovador a nível mundial. Já existem eólicas no mar, mas alicerçadas no fundo. A que a EDP vai lançar flutua e é ideal para águas profundas.»

Notícia no Económico, 11-11-2010: «Avaliado em 18 milhões de euros, o projecto Windfloat insere-se num pacote de 40 milhões de euros destinado à área da inovação na energia.»

ricas ondasPor acaso, ainda há pouco tempo, também investiu em outras coisas giras:

Notícia SIC, Nós Por Cá , 28-12-2009: «Um milhão e 250 mil euros foi quanto o estado investiu, há mais de um ano, naquilo que dizia ser um projecto pioneiro, em termos mundiais, no campo das energias alternativas. Um milhão e 250 mil euros para a construção do Parque de Ondas da Aguçadoura. Nós por cá fomos agora ver o que é feito do projecto e que energia foi já produzida através das ondas do mar, 15 meses depois do anúncio.»

Gosto muito de empresas com ideias giras. Mas gosto menos quando este Portugal moderno do senhor engenheiro que nos governa é pago nas facturas da electricidade. É que há quem se queixe que a conta da luz é pesadita. [Read more…]

E assim vai o mundo

Um gajo, de 20 anos, matou o companheiro, de 40 anos, com várias facadas. Arrancou-lhe os olhos, o nariz e o coração e garante que “nunca teve intenção de matar”!

Importa-se de repetir? Repito: disse que “nunca teve intenção de matar“.

Claro que não. Dizem que o amor percorre caminhos sinuosos.

as minhas memórias-15-tu e eu e depois todos nós

estudantes de todo o mundo trabalham para desnvolver o si país

Decorriam as férias de verão, éramos estudantes, supostamente a descansar durante um período de três meses, divididos em dois grupos participávamos nos trabalhos do campo com os camponeses da Cordilheira dos Andes e, paralelamente, um grupo alfabetizava, enquanto o outro, preparava as matérias das cadeiras deixadas para exames. Eram raros os que aprovavam. Muitos os que alfabetizavam. O dormir em tendas de campanha no chão, comer o fornecido pela população rural, receber ajuda da Cáritas, Amnistia, ou Governo, ou, ainda das nossas famílias, era uma surpreesa para todos nós. Assim íamos construindo escolas e abrindo caminhos, enquanto retirávamos ideias das actividades observadas e as devolvíamos definidas, desenvolvidas, com palavras e ideias novas. Não era apenas ensinar a ler e a escrever, mas sim, a entender, como Paulo Freire nos ensinara. Tínhamos entre 18 e 22 anos. Éramos arquitectos,

[Read more…]

Linha do Tua – Actos e Omissões (2)

Mentir é muito feio.

Nova História da Porcaria.

Desde que a Nova História veio estabelecer que na historiografia não há barreiras, que alguns historiadores e estoriadores deixaram de se pôr em bicos dos pés e alegremente deram azo aos seus desejos mais íntimos. O voyeurismo histórico está na moda. Espreitar através dos buracos da fechadura é o único método e o único alívio para estes onanistas da cronologia. Mesmo que não interesse absolutamente nada saber a cor ou o material dos cueiros do Colombo, o número de vezes que o nosso D. João VI comia coxas de frango, se D. Carlota Joaquina se amantizava, ou sequer se Napoleão tinha chatos, estes parecem ser os temas em voga. E ainda que a dimensão do nariz de Cleópatra tenha influído na História Universal, (vá lá, compreende-se a pertinência da contra-factualidade), conhecer os pormenores sórdidos da alcova régia ou presidencial para que serve? Apenas masturbadores compulsivos que pretendem livrar-se ocasionalmente da lascívia que os apoquenta. A maior parte disto é porcaria. História do Sexo? História do Peido? História do Coito? História Queer? Amantes dos Reis de Portugal? Pormenores escabrosos de teor sexual? O que é isto? Nada, é claro. A maioria dos “investigadores” nem se preocupa em relacionar o tema e o objecto de estudo, no Tempo e no Espaço. Vamos analisar a tal história queer ou homossexual. Primeiro, ambos os termos são contemporâneos e, em segundo lugar, a própria consciência de “ser-se” homossexual é também recente. Como conceber isto aos olhos da medievalidade ou do classicismo? Impossível, dada a escassez de relatos na primeira pessoa É, aliás, impossível traçar uma linha que seja verdadeira e honestamente científica da tal “homossexualidade” desde, vamos supor, a Pré-História até hoje, que não seja pela biologia. Mas para isso não é preciso um historiador que nos venha elencar os homossexuais ou as lésbicas “famosas” desde há milhares de anos. Porque é disso que se trata, “desmascarar” os famosos nas suas “grandezas ou misérias” e expô-los ao ridículo – o que não deixa de ser curioso quando a ideia inicial de alguns destes articulistas ou historiadores até seria fazer a apologia da tal orientação sexual, supostamente errada ontem e correctíssima nos dias de hoje. Os livros ou as reportagens que saem todos os dias sobre estas questões só servem para satisfazer  as vendas editoriais, o ego de certos autores e o deleite de alguns leitores, desejosos por trocaram a monótona vida sexual que levam, pela garbosa e debochada vida dos mortos. De resto, como é sabido, jornalistas não escrevem História. Só estorietas. Por isso a estes já muita gente não leva a sério. O pior é quando cientistas sociais embarcam nesta brincadeira e sujam as mãos com tanta porcaria.

Khadafi incita à guerra civil

O uso de meios militares e assassínio de centenas de contestatários, a fuga de milhares de estrangeiros, a deserção de embaixadores, a redução drástica ou mesmo paralisação de petrolíferas  constituem sinais marcantes da luta do povo líbio pela queda de Khadafi.

O ditador falou ao país pela TV. O local escolhido, estrategicamente, foi o palácio bombardeado pelos EUA na década de 1980. O que disse de essencial? Subestimou os acontecimentos registados e o grau de adesão à contestação.

De semblante perturbado, agarrava e largava os papéis inspiradores do discurso. Intercalava palavras com silêncios, procurando uma comunicação consistente. Sem o conseguir. A certa altura, socorreu-se do ‘código penal líbio’. Intimidou os revoltosos com a pena de morte. Não faltou o recurso ao ‘inimigo externo’, argumentando também que uma minoria de jovens líbios, sob o efeito de alucinogénios, estão a ameaçar a estabilidade e os superiores interesses do povo líbio. “Há que combater essa minoria”, acentuou. De seguida afirmou: “Em defesa da revolução, digo sobretudo aos jovens que constituam comités populares para lutar a partir de amanhã”. [Read more…]

António de Melo Pires sobre a Autoeuropa e a economia portuguesa

António de Melo Pires

foto (c) Sofia A. Henriques / Negócios

À Antena 1, no programa “Este Sábado” o director geral da Autoeuropa (AE), António de Melo Pires, deu uma excelente entrevista sobre a AE e sobre a economia portuguesa.

Para uma entrevista, António de Melo Pires apresenta interessante informação, como por exemplo questões logísticas e de estratégia. Uma questão interessante foi sobre os obstáculos que as empresas enfrentam ao tentarem estabelecer-se em Portugal, sendo a burocracia o principal obstáculo apresentado. Que as empresas estrangeiras têm muita dificuldade em entender a lentidão dos processos e a indecisão.

Com tantos anos de propaganda a Simplexes, apoios e sei lá que mais, não deixa de ser curioso que o responsável por uma das mais importantes empresas em Portugal, o qual por acaso até português, continue a apontar o dedo à burocracia. Nada, ou vá lá, pouco, mudou.

Alguns dos tópicos abordados:

[Read more…]

Kadhafi, esse pobre diabo à beira túmulo


Ditadores houve que partiram discretamente, passando ao anonimato em exílios mais ou menos longínquos. Outros, optaram por um bunker na sua capital, recusando-se à rendição e evitando a captura pelo inimigo. São estranhas formas de queda do poder, mas sem dúvida, muito mais dignas que aquela que presenciamos em directo pela CNN, a televisão do “fero inimigo”.

Apelos à “religião, a heróis, a tumbas de antepassados” perdidas entre as areias do Saara. Segue-se o apelo ao ódio pelo ocidental, o clamar contra o infiel. Conclui e afinal tudo se resume à mais descarada mentira, indicando o leste do país e as bases militares líbias ali situadas, como “ocupadas pelos imperialistas americanos, ingleses e italianos” e claro está, insultando as cavilosas fontes de falsas informações que o Ocidente domina.

É possivelmente o derradeiro, paupérrimo e ridículo discurso do sr. Kadhafi. Um vergonhoso fim para quem mandou durante quatro décadas.

Tínhamos a percepção de o seu regime se encontrar condenado, mas após este patético estrebuchar, estamos certos de a “jamahiria” já se encontrar morta.

Botas com Biqueiras de Aço, por Causa de Uma Segurança Insegura

GNR, PSP E PJ SEM DINHEIRO
.
Diz-se por aí à boca cheia que no nosso País a segurança é muito insegura, que antigamente é que era, que agora há medo de sair à noite, que não se vêm polícias na rua, que a GNR, a PSP e a PJ nada fazem para nos ajudar, etc., etc., etc..
De facto tudo isto é verdade, ou pelo menos parece verdade.
O dinheiro para o pão, para a educação, para a saúde e para segurança, que em primeira análise deveria ser assegurado pelo Estado, foi durante anos e anos esbanjado por ele, e agora não há.
Bem, não há, é uma forma de dizer. Haver há, [Read more…]

Diz-me com quem comemoras

Na hora da verdade para a Líbia faltava um pormenor, aqui por estes lados: Gadaffi foi em tempos um “revolucionário”, e os seus petrodólares espalharam-se por muita causa de esquerda. Ora a nossa direita anda muito caladinha, ainda ninguém bateu à porta de Otelo Saraiva de Carvalho (diga-se que com toda a razão), ou do PCP, já que a Líbia teve stand na Festa do Avante (onde em tempos obtive o célebre Livro Verde).

O problema do Ceausescu do deserto é que dava para os dois lados. Nos últimos tempos deu mais para a direita. Olhem quem, o ano passado,  foi comemorar a revolução líbia para a sua embaixada…

print screen do blogue Família Real Portuguesa

Nota: convém não exagerar muito quando se ataca a opção governamental pelos negócios com os ditadores árabes. É ver Ângelo Correia presidindo à Câmara do Comércio e Indústria Árabe Portuguesa, onde não podia faltar o impagável (que palavra tão desadequada) José Lello, é claro.

O comentador Pinguim sobre as visitas de Sócrates

o comentador pinguim - as visitas de sócrates

as minha memórias-14-o nos nossos ancestrais, amavam?

família Mapuche Rauco, a festejar aos seu parentes Picunche

O leitor pode lembrar que faz tempo, tenciono entender o contexto da produção de crianças já adultas no dia de pesquisa, 1999. Bem como essa produção, não é o resultado de apenas a transferência de saber entre adultos e filhos de uma casa. Para entender esta pergunta, estudei as vidas de três raparigas de diversos continentes, nos anos 90 do Século XX: Victoria, do clã Picunche do povo Mapuche do Chile, Pilar, de Lodeirón, Paroquia de Vilatuxe, Pontevedra, Galiza, e Anabela, da aldeia de Vila Ruiva, Concelho de Nelas, Portugal. Analisei os seus pensamentos e os da sua família. De Pilar tenho já falado. De Victoria, apenas mencionado em outro ensaio, como é o caso de Anabela. Hoje vou introduzir Victoria, do clã Picunche do concelho ou municipalidade de Pencahue, que limita com a cidade de Talca, capital da Província denominada Maule. [Read more…]

Linha do Tua – Actos e Omissões

Mentir é feio.

O grande feito nas contas públicas

Passados quase dois meses de 2011, já os impostos tilintam em grande nos cofres do fisco, excepção feita para a banca que continua sem que os novos impostos se lhes aplique. O entusiasmo é enorme entre as hostes socialistas, a tal ponto que coube a Nicolau Santos saltar do caderno de Economia para a página 4 do caderno principal Expresso, onde traz a boa nova quanto ao défice.

A acção concertada na comunicação social, vulgo spin, continuou ontem no Público, dizendo que «o défice do Estado diminuiu 31 por cento em Janeiro face ao mesmo período de 2010, totalizando 787 milhões de euros».

É do senso comum que se gosta de receber na hora e de pagar quanto mais tarde melhor e o Estado não é excepção. Por isso, em Fevereiro, é muito fácil ter grandes feitos nas contas públicas, bastando adiar a despesa o mais que se possa. Que é o que tem acontecido em todas as execuções orçamentais.

Este ano está melhor do que no ano passado? Basta atender que houve muitos impostos que entraram excepcionalmente antes da ripada de Janeiro e adiem-se os pagamentos um pouco mais do que o costume e está feito.

Cá estaremos para ver se esta leitura é errada. Pelo sim, pelo não, cá fica.

Os canalhas nunca são do seu próprio povo

A canalhice é como a estupidez, universal. Tal como a estupidez, torna-se tanto mais perigosa quanto mais poder tem o canalha. É nessas alturas que se vê com quantos paus se faz um canalha.

Chegados ao poder, os canalhas submetem povos, não lhes pertencem. Chegam a acreditar que o povo e respectivos pertences lhes pertencem. É por isso que o canalha bombardeia o seu povo, com bombas, se preciso for.

Por vezes, há pessoas sérias que abraçam os canalhas e declaram publicamente amizades profundas tão eternas como eternos são os amores enquanto duram e juram que os canalhas não são canalhas ou que não se deve meter o nariz nas canalhices dos canalhas, como a colher entre marido e mulher. O que dirão as pessoas sérias se os canalhas forem castigados pela sua canalhice?

Pedro Passos Coelho, numa espécie de “Por qué no te callas?”

Juan Carlos CAW35N6YAo ler a notícia, lembrei-me da célebre pergunta do rei Juan Carlos a Hugo Chavez: “Por qué no te callas?”. E pensei: o que é que PPC pretende dizer com estas afirmações? Os militantes do PSD, dos anónimos aos mediáticos, caso refiram a “crise política do País”, estão a “falar demais”.

Das palavras do líder social-democrata, há inúmeras leituras possíveis . Uma delas, porventura a mais excêntrica, é a de que Passos Coelho sofre da mesma síndrome de José Sócrates. Na ideia de ambos, parece diabólico questionar se o País está em crise? Também política, claro. Não entendo. Sinceramente, tenho de recorrer aos serviços de um psicanalista amigo, também conhecido por astrólogo, a fim de saber o que Pedro Passos Coelho pretende.

Em antecipação à análise psicanalítica, arrisco uma opinião; à medida que o tempo corre, o líder do PSD emite sinais de hesitação ou mesmo de inconsistência, só de imaginar a hipótese da governação na grave situação económica, social e política em que estamos atolados.

Sem militância em qualquer partido, PSD incluído, estou consciente de agir com conta, peso e medida.  E as dúvidas, sobre o futuro do País, emanam também de Pedro Passos Coelho estar ciente de que contributos deste tipo de gente  são decisivos para governar a bem dos portugueses. Está profundamente errado e assevero que estou mesmo a “falar de menos”. Mesmo sem conhecer a bitola do sistema métrico do líder “laranja” que afere o menos, o normal e o demais, para abordar a realidade do País e a sorte que o espera.

Quando os canalhas massacram o seu próprio povo

Da Líbia as notícias que agora chegam são as piores: ataques aéreos contra manifestantes, mercenários disparando sobre tudo o que mexe. Telefones cortados.

Nesta altura, exige-se uma intervenção firme dos governos que ainda tenham vergonha, sim, os mesmos que têm feito acordos com o clã Gadaffi. Os que tremem com o fim do tampão que tem largado no deserto os africanos que tentam emigrar para a Europa. Os que pensam no seu interessezinho estratégico, ou se borram com medo de uma religião igual à sua. Tenham vergonha, ou pelo menos lembrem-se que as revoltas bem podem atravessar o Mare Nostrum. Muito mais depressa do que imaginam.

Educação: ainda a influência do meio socioeconómico

Aqui há tempos, alguns aventadores manifestaram a sua perplexidade relativamente a uma espécie de estudo que, com base na análise de resultados de exames de 12º ano, chegava à conclusão de que cabia à Escola 70% da responsabilidade do sucesso dos alunos, ficando os restantes 30% a cargo de tudo o que fosse exterior à Escola, incluindo, portanto, o meio socioeconómico das famílias dos alunos.

Numa outra polémica que também passou aqui pela casa, alguns de nós referiram que o sucesso de muitas escolas privadas está ligado à selecção de alunos, com o estatuto socioeconómico a ter grande influência na respectiva vida escolar. Entre alguns comentadores levantou-se um pé-de-vento, vendo nisso a afirmação simplista de que ser pobre era o mesmo que ser burro. [Read more…]