É o maior!!!

Paulo Portas de malas feitas

Paulo Portas partirá numa viagem pelas capitais dos países da CPLP, procurando encontrar soluções para a situação em que a partidocracia nos colocou. Esta catástrofe poderia ter pertencido à esfera das meras conjecturas, se os governos que têm navegado á vista quanto às prioridades do país, não tivessem descurado aquilo que o “tal sector” – o apontado “maior, mais antigo, transversal  e informal Partido clandestino de Portugal” – tem indicado desde há décadas. Se existe algo a apontar quanto a estes contactos, será pelo atraso. Este périplo não pode cinjir-se à tentativa de venda de dívida pública ou angariação de contratos para as empresas portuguesas. O Estado não é uma agência de negócios privados. Há que ir muito mais longe, mas isso já é do domínio da grande política.

O tempo está contra nós, mas no Palácio das Necessidades, o governo começa como deve.

Francisco Sá Carneiro Visto Pelos Outros

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O debate começa dentro de momentos, às 19h 30,  e é transmitido em directo via Sapo. Como entre Sapo e WordPress há uma espécie de conflito zoológico (o WordPress ponto com não é anfíbio) é possível que esta janela não funcione, mas uma vez que o representante do 5Dias também é desta casa, em caso de problema não fica mal convidar-vos a assistir a partir da casa do vizinho, ou seja, clicando aqui.

Massive Mov

“O massivemov é a mesa de café com os amigos! A mesa de jantar lá em casa com a família, a sala de reuniões com o investidor, o gabinete do gestor de cliente no banco. É isto tudo e muito mais!

É onde podes apresentar a tua ideia, o teu projecto, a tua paixão.

O teu empreendedorismo precisa de apoio, não precisa que lhe emprestem dinheiro! Precisa de apoio e é esse o convite que vais fazer às pessoas que conheces e á comunidade do massivemov.”

O pecado através dos tempos

pecado         Se a sociedade é produto dos homens, também as ideias contêm uma explicação histórica, quer no sentido da passagem do tempo e na acumulação da experiência do grupo social, quer no facto de pertencer a um tipo de explicação positiva da sociedade. Enquanto facto, o pecado é sujeito da produção humana e tem-se desenvolvido através do tempo e pertence à experiência das relações sociais das diversas culturas do mundo, hoje ou no passado. E digo como um facto, porque a ideia é um conceito genérico que subordina, envolve, define diversos comportamentos mutáveis através dos tempos, reprovados pelo grupo social e por alguma autoridade que sancione a opinião do grupo, autoridade que se baseia mais no que, sendo desconhecido para o conjunto da população, é por ela explicado. [Read more…]

Eurobonds

-Imagine o estimado leitor, este cenário perfeitamente comum. Um prédio com 10 fracções, todas elas hipotecadas a diversos Bancos, cada um com o seu empréstimo particular, livremente negociado, o que implica diferentes prazos de pagamento, spread e taxa de juro, esta normalmente indexada à Euribor, mas ainda assim a 3, 6 meses ou 1 ano, eventualmente alguém poderá ter optado por taxa fixa. Formam um condomínio, que os une. Vamos admitir que alguém se lembraria de reunir todas as dívidas numa única, uniformizando as taxas de juro. Em prol da harmonia e boa vizinhança, a ideia poderia ser muito bonita, mas na prática, implicaria aumentar a prestação dos que pagam menos, porque deram uma entrada maior, garantias bancárias que mereceram uma melhor avaliação ou auferem um maior rendimento, mesmo que tenham 2 empregos ou trabalhem até à exaustão. Por sua vez, os que têm menos rendimentos, seja por estarem menos qualificados, terem estudado menos ou trabalharem o mínimo, veriam recompensado o seu menor esforço. Acredita o leitor ser possível, colocar esta ideia em prática? O princípio é equivalente aos eurobonds, emissão de dívida pública europeia, que permitiriam descer a taxa de juro a países como Portugal, aumentando por exemplo à Alemanha… Eu confesso que a ideia não me desagradaria, tenho é dúvidas que os alemães alinhem, e admito que até os percebo…

O nosso Zé Mário que não é António nem Maria vai lá estar:

Por ocasião da celebração do aniversário do nascimento de Sá Carneiro, o Instituto Francisco Sá Carneiro organiza uma tertúlia – debate sob o tema «Sá Carneiro visto pelos outros», que irá ter lugar no Centro de Congressos da Alfândega, no Porto, pelas 19 horas do dia 19 de Julho. Hoje.
Qual a importância do legado pessoal e político de Francisco Sá Carneiro? Como o vêem hoje os que não pertencem à sua familia ideológica? Ou será que a dimensão de estadista e homem ultrapassa as fonteiras da ideologia?
Para conversar sobre este assunto estarão presentes no Centro de Congressos alguns representantes de conhecidos blogues de esquerda: Ricardo Santos Pinto (5 Dias), José Mario Teixeira (Aventar). Bruno Góis (Adeus Lenine), Tiago Barbosa Ribeiro (Kontratempos, Metapolítica, Blog De Esquerda, Simplex) e Tomás Vasques (Hoje Há Conquilhas).A moderação estará a cargo de Filipe Caetano (do programa Combate de Blogues, TVI24).
O nosso José Mário Teixeira (que não é António nem Maria, nem sei se suspira por semelhante :)) é um dos animadores de serviço. Por isso, nem sonhem em faltar!!!
A entrada é livre.
E se estivesse em Lisboa, não faltava a mais um PR After Work do nosso Rodrigo Saraiva. Uma coisa de outro mundo, em Lisboa, no ONE em Belém, a partir das 19h.

Nos 75 anos do golpe fascista do 4 generais

Um documentário sobre Buenaventura Durruti, anarquista, destacado combatente da Revolução Catalã. Restantes partes podem ser vistas aqui.

Outra vez os tontinhos do pouca-terra.

Várias vezes o Henrique Pereira dos Santos, do blogue Ambio, tem atacado a ferrofilia, traçando um perfil pouco simpático em relação aos entusiastas do caminho de ferro que, segundo ele parecem ser uns tontinhos capazes de se atarem a um carril para salvar o comboio. Porquê? Simplesmente porque o comboio é giro e os pobres coitados enfermaram, na infância, de um défice de atenção.
Volta agora à carga com a questão Porto-Vigo ou a sugestão (que por acaso também me me parece estapafúrdia) do aproveitamento do canal Lisboa-Corunha. Segundo ele «o facto de haver muita gente num sítio não quer dizer que haja muitos utilizadores de comboio. O facto de haver muita gente só quer dizer que há potencialmente muitos utilizadores de comboio. Mas que esse potencial só se transforma em bilhetes vendidos em algumas circunstâncias.». Caso para dizer: elementar, caro Henrique. Esta paliciana asserção serve para tudo o que tenha rodas e ande e mesmo para alguns quadrúpedes.
Porém, ao contrário do que HPS pensa, nesta altura do campeonato, a questão não é tanto um caso de procura-oferta. Isso era há uns anos, durante a gloriosa década de 1980, quando se começou a fechar em vez de modernizar. Hoje é uma questão de: vale a pena ter comboio que não seja do tipo suburbano, em Portugal? [Read more…]

Exposição de Fotografia na Galeria “PORTA 22” III

Rua do Ferraz 22 – PORTO

CAVALOS III

Fernando Pinto de Sousa, RIP

Uma coisa que me enoja é a confusão entre adversário político e inimigo político. Os inimigos existem, em situações extremas que não vou enumerar, mas onde o nome de um criminoso (no sentido em que foi mandante de homicídios e torturas) como António Oliveira Salazar o foi, chega perfeitamente.

Os adversários, por menos respeito político que tenha por eles, e por mais malfeitorias que tenham feito enquanto governantes e não só, são enquanto seres humanos merecedores da minha consideração, sobretudo quando  lhes calha o sofrimento pessoal.

Por isso aqui deixo as minhas condolências a José Sócrates, cidadão que hoje perdeu o seu pai. E a minha repugnância pelo que já se escreve em muita caixa de comentários dos jornais online. Há muito animal irracional que toma a forma física de gente, mas não ultrapassou a escala zoológica de uma amiba. É pena.

que bom!

e agora algo completamente diferente (ou não)

Exposição de Fotografia na Galeria “PORTA 22” II

Rua do Ferraz 22 – Porto

CAVALOS II

Exposição de Fotografia na Galeria “PORTA 22”

Rua do Ferraz 22 – PORTO

CAVALOS I

Há muitas formas de vandalismo

image

Atente-se nesta fotografia. É de uma automotora da CP estacionada em Monte-Abraão e prestes a sair para as Caldas da Rainha. Encontrei-a assim hoje, repleta de graffiti, vandalizada, até com as janelas pintadas. Ali estava a borrada, sem arte nem engenho, apenas uma estampa de um ego desmesurado num miserável acto de exibicionismo por parte de quem não respeita a propriedade alheia e que, neste caso, até é de todos.

Hoje, ainda, encontrei mais algumas formas de vandalismo na CP. Ou melhor dizendo, de auto-vandalismo, se tal coisa existe: [Read more…]

A Não perder e o Aventar vai lá estar:

“Francisco Sá Carneiro visto pelos outros” é o tema do debate do dia 19 de Julho, dia, do nascimento daquele, que é, ainda hoje, um ícone da política nacional, e que ultrapassou as fronteiras ideológicas do partido que ajudou a fundar. Mais do que sobre política, iremos falar sobre o homem e a sua relação com os seus pares.

A iniciativa conta com a presença de Filipe Caetano apresentador do programa da TVI 24, Combate de blogs, e com as presenças dos bloggers: Ricardo Santos Pinto (Cinco dias), António José Mário Teixeira (Aventar), Bruno Góis (Adeus Lenine), Tiago Barbosa Ribeiro (Kontratempos, Metapolítica, Blog de Esquerda e Simplex).

O debate “Francisco Sá Carneiro visto pelos outros” decorre terça-feira (19 de Julho), pelas 19h00, no Centro de Congressos da Alfandega, no Porto. A sessão é aberta a todos aqueles que queiram partilhar as suas ideias. Da direita à esquerda.

O Aventar está representado pelo J. Mário Teixeira e ainda empresta um blogger ao 5 Dias, eheheehhe.

Fugiu-lhe a boca para a verdade

Até hoje, só houve ganhos para os alemães, porque recebemos da Irlanda e de Portugal juros acima dos refinanciamentos que fizemos.

Palavras do presidente do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), Klaus Regling, ao Frankfurter Allgemeine Zeitung.

Eu comentava isto, mas tenho uma dificuldade: a Norte do Mondego fala-se um português que abaixo da serra dos Candeeiros é visto como má educação, uma pouca vergonha, é só impropérios, etc. e tal. Como o Aventar é lido até no Algarve (incluindo o Alentejo que usa e abusa da porra mas se encolhe perante uma simplória merda), tenho o problema da geografia do palavrão (um texto que precisa de uma nova edição revista e acrescentada, vou pensar nisso).

Prontos, não comento.

Os canudos e o Sr. António

É notícia que este ano, para o ensino superior público, há “mais 647 vagas, num total de 54 068“.

Em princípio isto seria bom. Mas na verdade não é. Pelo menos enquanto dominar a lógica das famílias investirem ao longo de anos numa carreira académica para que a  descendência atinja o almejado canudo, e depois de se ter um doutor, ou engenheiro, na família, é procurar emprego. Com sorte, irá trabalhar numa empresa criada e gerida por alguém que só tem alguns estudos de liceu.

Um dos grandes males deste país é que se estuda para doutor ou engenheiro, ou algo do género, para se ir trabalhar para a empresa do Sr. António  – porque neste país o normal é tratar as pessoas pelo primeiro nome, nem que elas tenham idade para serem nossos avós.

O Sr. António não foi para doutor, lançou-se à vida e será ele quem, como patrão, irá fixar o salário do Sr. doutor ou do Sr. engenheiro. E é um sacana, porque explora e quer ficar rico. Como se fosse censurável quem assume responsabilidades empresariais – pagar salários, fornecedores, tributos, encargos, rendas, dar avais pessoais aos bancos, etc – almejar ter muito mais do que um salário. Para isso, para viver de um salário, tinha estudado para ter um canudo de doutor ou engenheiro e arranjado emprego na empresa doutro Sr. António.

A ouvir…

THE MARGINALS é um projecto recente que junta Miguel Vilar, (vocalista dos ANGUS YOUTH) e Paulo Costa mais conhecido por Leco, músico de profissão. O som deste projecto parte do Indie, Folk\Rock mas abrange outras sonoridades, todas as canções têm uma história e toda a “estória” pode ser uma canção, é esse o mote. Os THE MARGINALS apresentaram os primeiros temas do seu álbum de estreia “Songs for the Rebels” no final de 2010 tendo recebido excelentes criticas, no inicio do ano despertaram o interesse do premiado realizador de curtas-metragens Suíço Christian Guy Tschannen que se ofereceu para realizar o primeiro video da banda “Damaged Man”

Quem pretender ouvir o álbum na integra, pode fazer download em http://www.reverbnation.com/themarginals , disponibilizado pela banda, sem infrigir copyright.

eu e o meu mau feitio III

eu e o meu mau feitio II

Retrato de Sócrates enquanto jovem ministro

Um artigo de Helena Freitas, então presidente da Liga de Protecção da Natureza, datado de 2001 e dedicado ao ministro do Ambiente José Sócrates, agora ressurgido no Facebook da autora, é o retrato antecipado do que viria a ser o seu governo. Está lá tudo: a preocupação com imagem, a arrogância, a mentira, a estratégia de ligação com a cacicagem autárquica e da construção civil que o levou ao poder dentro do PS.

Um documento histórico que aqui vos deixo, em imagem e texto: [Read more…]

eu e o meu mau feitio I

A cabeleireira, o assaltante e a reciclagem

Apanhei a estórinha no Espesso online, o copipaste circula internacionalmente; uma cabeleireira karateka dominou um assaltante, enfiou-lhe viagra pelas goelas abaixo, e usou-o sexualmente até à exaustão. Física, da moral não sabemos.

Qual é a piada? é que já foi contada pelo menos em 2009 e deve voltar a sê-lo em 2013. É uma piada par para o verão dos anos ímpares. Recicla-se.

(leia a versão de 2009)

Os tapados da Troika…

… não viram o “desvio colossal”.

(Por Fernando Saraiva)

Factores de reprodução social em sistemas rurais: trabalho, produção e pecado em aldeias camponesas

1 – O problema

          Embora num sistema rural se possa definir pela cultura que nele surge como dominante, seja porque proporciona o sustento ou o dinheiro, seja porque ocupa a maior parte do tempo de trabalho, e por fim, da criação da sociedade e cultura, com ele coexistem outras actividades produtivas que o complementam. No caso das aldeias, que tenho estudado no Chile e em Portugal, produtoras de uvas e de vinho, ou nas aldeias produtoras de leite que estudei na Galiza, o milho, as batatas, as azeitonas, as hortaliças, os animais, as matas, compõem o contexto mais amplo dentro do qual se desenvolve o trabalho principal. A  produção  de  tecnologia e a renovação dos instrumentos são também parte do processo de trabalho. [Read more…]

Pudera!

Nos bancos não há stress.

Stressado está quem tem de pagar IRS, mais a dita sobretaxa. Incluindo os que não ganham subsídio de Natal mas que irão pagar como se ganhassem.

Para o resto da maralha é que Portugal vive o “tempo dos sacrifícios“.

A bela gravata da ministra Cristas: em frente pela libertação do pescoço

Não conheço acessório humano mais ridículo e inútil que a gravata. Hoje em dia abundam os velhos piercings e multiplicam-se as tatuagens (a proibição medieval, pela igreja do costume, foi esquecida), mas nada se compara a um adereço masculino tão enfemeninado.

É curioso que se formos à wikipédia encontramos uma tentativa muito britânica de aldrabar a História, contando a velha lenda de que a gravata tem origem nos soldados croatas e seu lencinho à volta do pescoço, esquecendo-se que nem gravata sabem dizer. Explicação etimologicamente possível, quanto às origens do seu uso a versão francesa é bem mais pragmática e sabe bem do que fala; disto por exemplo:

Pelo menos a partir do séc XVII fez parte das mariquices com que se embelezavam os homens da aristocracia, numa época em que a bem dizer apenas as saias os distinguiam, na indumentária, das também mui adornadas mulheres.

Deixando de lado o meu mau humor quando se passa pelo barroco, a gravata foi evoluindo e transformou-se no séc. XX numa peça obrigatória a que estavam condenados os funcionários públicos, de colarinho bem apertado, não fosse ver-se a maçã de adão, com tudo o que de pecado original daí se pudesse sugerir. É escusado fazer trocadilhos com uma das palavras com que os gauleses designam o que separa a cabeça do tronco.

Pensava eu, ingenuamente, que tinha passado o tempo em que me podia gabar de nunca tertido tão abjecto trapo rodeando o meu pescoço, substituída pela camisola de gola alta em momentos mais complicados como a defesa de uma dissertação académica e defendendo-me sempre com os padres, que não se engravatam de modo algum mais que não seja porque sabem umas coisas de história, quando descubro agora por via de uma libertação, numa assumpção bem cristã e ponderada por motivos energéticos, que o pessoal nos ministérios ainda anda obrigado ao seu porte. [Read more…]

O país do faz de conta – mais um take

Segundo o JN, 35 policias meteram baixa médica em protesto contra a pena de prisão aplicada aos colegas que agrediram barbaramente um estudante alemão em Lisboa.

Tenho para mim que os bons policias devem estar a aplaudir esta pena. Os bons policias preocupam-se com o prestigio da sua profissão e com a confiança dos cidadãos, não tendo objecções à punição dos abusos que tanto têm afectado a imagem das polícias portuguesas. O facto de existirem polícias a protestar contra aquela pena é extremamente preocupante. Desprestigia as forças policiais e adensa o véu de desconfiança que sobre elas se abate.

No entanto, há uma outra questão que me preocupa: as baixas são fraudulentas, e somos nós que as pagamos. A facilidade com que 35 policias da mesma esquadra as obtiveram é aterradora. Faz o país parecer uma verdadeira república das bananas.

Assim, questiono: Vai mais esta passar impune? Não acontece nada aos médicos que passaram estes atestados? Não acontece nada aos policias que dolosamente lesam o Estado desta maneira? Assim, não vamos lá.