O que é que o socialismo português inventou? Caciquismo e dependências, rendimentos mínimos ou máximos em troca de um voto fidelizado e da protecção ao mais alto nível para toda a forma de corrupção ao mais alto nível. Passos gosta de mandar farpas polémicas e mandou mais uma, na tomada de posse do Conselho para o Empreendedorismo e a Inovação. Não é mentira que, havendo incentivos à ociosidade, o que mentalmente impere seja a ociosidade passiva, derrotada, e não o risco e o sentido de oportunidade, como o de alguns que, do dia para a noite, se atiram à Inglaterra e hoje fazem quase mil euros semanais, no duro, enquanto por cá vegetavam e certamente vegetariam. Isto não funciona para todos, mas é toda uma mentalidade sem rede a fazer a diferença para si mesmo, derrubando a vaca de todas as certezas precárias no abismo dos possíveis. [Read more…]
Lamento de um pai de família
de Jorge de Sena e por Mário Viegas. Tem filhosdaputa e tudo.
Quem não quiser ouvir, também pode ler:
Lamento de um pai de família
Vem aí a esquerda comer criancinhas ao pequeno-almoço, valha-nos Deus!
Tudo indica que a Europa mudou, virando à esquerda, seduzida, mesmo que não apaixonada, por um discurso que torna evidente a evidência: durante os últimos anos, acentuou-se uma governação submetida ao poder financeiro e à visão macroeconómica pura e dura, em detrimento do bem-estar dos cidadãos. Como é óbvio, porque o ensina a pedagogia do bom senso, a virtude está no meio e governar implicará sempre a procura do equilíbrio entre o individual e o colectivo, equilíbrio difícil que não se alcança, com certeza, governando contra as empresas ou contra os trabalhadores.
Tudo truísmos, dirão. É verdade, mas, por vezes, tendemos a esquecer o óbvio. Por falar em óbvio, está à vista o resultado da obsessão pela austeridade: as contas públicas continuam a derrapar, o desemprego aumenta, a dívida cresce, o nível de vida dos cidadãos regrediu. Como se de uma religião se tratasse, os responsáveis por estas políticas garantem um futuro paraíso aos que agora sofrem. [Read more…]
Quase 500 milhões do orçamento rectificativo servem para a compra de activos do BPN
Quase metade dos 1.100 milhões de euros inscritos no orçamento retificativo servem para o Estado comprar activos [tóxicos] do BPN. Tradução: os activos dum banco, de forma simplista, são os empréstimos que faz; activos tóxicos de um banco são aqueles que nunca serão pagos; o estado está a comprar o prejuízo do banco e a dar o que tem valor.
Bananeirismos militantes
Bem ao invés daquilo que as oficialistas “Rádios Moscovo” querem fazer crer, a questão dos feriados não é um mero pormenor ou um ínfimo fait-divers. Além do descarado trabalho gratuito roubado para ser oferecido à cleptocrática “competitividade” mais acintosa, quando se encara o Dia da Restauração da Independência como uma data dispensável, existe uma retinta mensagem política subjacente e tão clara como os veículos da Guardia Civil espanhola, na Páscoa estacionados sobre a placa do Monumento aos Restauradores. Paulo Portas sabe disso tão bem como qualquer outro português e dentro do próprio CDS o mal-estar sentiu-se fora do Largo do Caldas, não valendo a pena qualquer teatrinho de ocultação. Ribeiro e Castro está a falar a sério e não vai desistir.
No que concerne ao 5 de Outubro – que cada vez mais é bem um símbolo do estado a que chegámos -, é tão válida a exigência da sua re-imposição arbitrária seguindo o esquema “implantação” de 1910, como seria o regresso do 24 de Julho, sendo esta uma data muitíssimo mais prenhe de consequências para a construção do Portugal de bese constitucional que a nossa classe política aparentemente defende. O “5 de Outubro” foi uma nódoa negra e como as pífias mas milionárias “celebrações” evidenciaram, é uma caquética vergonha dispensável. Nem com milhões despejados em catadupa o povo aderiu. Se alguns deputados também resolverem retirar o mamarracho estatuário que preside aos trabalhos no Parlamento, melhor ainda. Não faz falta alguma. Eles que se dediquem a mitigar os resultados de um quarto de século de rapina generalizada a que o “esquema vigente” submeteu o país.
Fátima? Só se Pode Dizer Bem
Nunca entenderei como é que havendo tanta coisa sobre que despejar justificado rancor e justificada bílis haja quem os derrame desportivamente logo sobre a Igreja Católica e sobre o caso-fenómeno Fátima em particular. Sobre Fátima cristalizou-se um chorrilho preconceituoso, repleto de lugares-comuns e generalizações abusivas, as quais, ciclicamente, alguém vem disfarçar de ‘reflexão sociológica’ sobre o fenómeno. Quanto à Igreja é habitual lançar-se a rejeição e o anátema generalizados, estigmatizando-A com o vício manipulador, com o delito pedófilo escandaloso, com o arcaísmo e a inutilidade. Tarefa estúpida e caquéctica dedicar-se alguém a afirmar a Igreja, negando-A e insultando-A: mesmo para tão extremosa dedicação negativa tem de haver uma fortíssima paixão e um irreprimível desejo recalcado, pois o que nos não importa de todo também não é pensado nem mencionado. Onde estiver o odioso ao teu coração, aí estará o teu inferno e a tua escravidão. «Onde estiver o teu coração, aí estará o teu tesouro.»
Sobre Fátima, eu só posso dizer bem. Fátima não promove o tráfico de droga. Fátima não procede à lavagem de dinheiro. Fátima não promove a corrupção social e política. Fátima não incentiva a prostituição. Fátima não ensina a roubar ouro. Fátima não avilta o ser humano. Fátima não faz mal a uma mosca. A mim fez-me todo o bem que um ser humano pode desejar nesta vida e nesta terra: Paz espiritual. Sublimidade. Harmonia interior e harmonia com o exterior, humildade, serenidade, contemplação.
Ninguém discute os que pagam muitos euros, tantas vezes subtraídos à comida e ao bem-estar, para um Festival de Verão, por que se imiscuem no sacrifício e na sensibilidade íntima dos que caminham dias para alcançar o Santuário?! O Santuário é uma pedagogia da nossa mortalidade peregrinante à procura de um Pátria à qual se acede pelo mais íntimo do nosso ser. O Santuário é a escolha da melhor parte. O Santuário é um êxodo, uma saída das rotinas para escutar uma Palavra Sólida e Vital.
Fui sempre extremamente feliz no Santuário de Fátima no plano espiritual, sem negar o carnaval religioso de que tudo é passível. Como consumidor de sublime, de belo, de intenso, de humano, de exemplar, tenho por Fátima um respeito e uma gratidão irrefragáveis.
Já fez a 4ª classe? No seu tempo é que era?
Então tente resolver a prova de aferição de matemática da “4ª classe” e, já agora,
também a de Língua Portuguesa.
Depois diga-nos qualquer coisa.
Hoje dá na net: Chicken à la carte
No país ao contrário

No país ao contrário, nem a lei da gravidade funciona e as coisas são puxadas para cima. Para cima, desde a primeira instância até ao constitucional.
No país ao contrário, os cabrões começam na ralé e acabam na Suiça. Na Suiça, das contas numeradas e dos primos taxistas.
No país ao contrário, as prima-donas da justiça dizem-se incapazes. Incapazes de meter a ferros os cabrões que usam a lei de puxar para cima.
No país ao contrário, roubar comida dá prisão. A prisão de onde os cabrões se esgueiram.
Esgueiram-se e ainda são aclamados.
E o burro sou eu?
Prova de aferição: fácil? Complicada? Ou antes pelo contrário
Vai boa a discussão sobre a Prova de Aferição.

De quando em vez aparece toda a gente a mandar umas postas de pescada sobre o que não sabem, fingindo-se conhecedores de áreas que ignoram. Mas se eu posso falar de bola, também eles podem falar de educação matemática.
De uma forma ou de outra os lugares comuns levam a conversa para o “no meu tempo é que era”. Diria que as coisas são um pouco diferentes de facto. Vejam o exemplo disponível na imagem e que é um dos exercícios da prova de hoje. [Read more…]
Entendam-se pá
Caramba… Parvoíce, por parvoíce, a gente ficava só com uma!
Ou bem que é uma oportunidade ou bem que é uma tragédia pessoal?
Moedinha ao ar? Ou então, iam os dois experimentar para depois decidir, boa?
Estar desempregado é uma oportunidade para…
Segundo Passos Coelho, ser despedido ou estar desempregado pode ser uma oportunidade. Concordo e acho que, politicamente, é uma frase brilhante, reveladora de grande sensibilidade social. Vejamos algumas oportunidades imediatas:
– Ir à pesca (se alguém pagar a licença).
-Conhecer melhor a sua cidade (a pé).
– Apanhar beatas do chão (se não for fumador pode pô-las no caixote do lixo ajudando a limpar as ruas).
– Estar à porta dos cafés a conversar animadamente com quem lá está dentro a consumir.
– Alimentar pombos nos jardins (se alguém fornecer o pão).
– Jogar à sueca (enquanto se virem os naipes do baralho e as cartas não se desfizerem).
– Caçar gambozinos (sempre fornecem alguma proteína). [Read more…]
A Primavera é global e (re)começa amanhã
Coimbra, Pç da República, 16h. Ver evento no facebook.
Faro, Jardim Manuel Bivar, 14h30. Ver evento no facebook.
Lisboa, Rossio, 14h. Ver evento no facebook.
Porto, Pç da Batalha, 15h. Ver evento no facebook.
Santarém, Jardim da Liberdade, 15h. Ver evento no facebook.
Mais informações na página da Primavera Global – Portugal
Eis os guardiões da democracia que temos
Queixa no Ministério Público por inscrições fraudulentas no PS
A cerca de um mês das eleições internas para as distritais no Partido Socialista — 15 e 16 de Junho —, dispararam as denúncias de caciquismo em variadas federações. Desde o ano passado que o PS é palco de inscrições em massa que depois de analisadas revelam, nas palavras de alguns, um “verdadeiro assalto ao poder”. Os casos verificam-se nas distritais onde existem mais do que uma candidatura à liderança, como em Setúbal, Porto ou Coimbra. (Público de hoje, edição impressa)
Quem vai a votos, seja em que partido for, é escolhido pelos partidos em processos tão claros e democráticos como este. Grandes guardiões estes que nem conseguem praticar o regime que defendem.
Actualmente, um primeiro-ministro é escolhido por uns escassos milhares de eleitores, os militantes do partido. O povo, tão caro aos partidos, não passa do botador da cruz na lista pré-cozinhada.
Esta pseudo-democracia tem que terminar.
Provas de aferição 2012: Língua Portuguesa e Matemática
Em primeira mão, o Aventar divulga as duas provas (formato pdf).
A produtividade dos feriados e a indústria portuguesa
Francisco Beirão Belo queixa-se, sobre os feriados:
Um feriado numa terça, quarta ou quinta, que implica a paragem de uma fábrica, significa que essa mesma fabrica tem que reiniciar as maquinas e reiniciar produções duas vezes na mesma semana. Em muitos casos, esse arranque de maquinaria é quase equivalente a um turno de produção.
Eu, que não percebo nada da indústria portuguesa, fiquei a saber que, em muitos casos, as nossas fábricas ocupam a segunda-feira a arrancar a maquinaria, ocupando nisso quase um turno de produção.
Assim não vamos lá.
Afinal I Don’t Like Mondays era um um hino empresarial português. Ainda assim as minhas desculpas, há pouco pop pior do que o dos Boomtown Rats.
Passos mente, Coelho também
“Estar desempregado não pode ser um sinal negativo“ tem de “representar também uma oportunidade”
Sobre a nacional-mitologia do empreendorismo, ler Empreendedorismo em Portugal – as mentiras e os factos seguido de Passos Coelho e o desemprego: ignorância ou mentira deliberada?
Lenha e Pinhas
Alexandre Fax – vendedor de lenha, pinhas e carumas variadas. Cuidado, pode partir a moca, a rir
Hoje dá na net: Bernardo Sassetti em concerto
No «Hoje dá na net», evocamos a memória de Bernardo Sassetti através de um concerto do pianista no festival Jazz au Chellah em Setembro de 2007.
A aceitação da Morte
Chegamos ao hipermercado com a lista na mão: pão, batatas, vinho, peixe, etc. e, à entrada, os livros como que se oferecem (não estão na dita lista…). Se tivessem asas, atiravam-se e assediavam-nos mais.
Gosto de ser eu a descobri-los. Quanto mais difícil, mais vontade sinto de os ter em minha casa.
Uns livros levam a outros. Cheguei a Cidadela através d’ O Principezinho do mesmo autor, tão conhecido, o aviador Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944) .
Mais de quinhentas páginas onde podemos encontrar meditações sobre “a solidão, o silêncio, as imagens do deserto [tema tão querido a Saint-Exupéry], o problema do tédio e da morte, do prazer e da liberdade, do «sentido da vida»”. [Read more…]
Saúde: Jesus recorre ao privado
Devido a problemas de saúde eventualmente causados pelo excesso de trabalho, e apesar da omnipotência do progenitor, Jesus viu-se obrigado a fazer uma TAC. Face à sua condição de Filho de Deus, seria natural que tivesse recorrido aos serviços de saúde disponibilizados pelo Grupo Espírito Santo, mas acabou por optar pela Católica, o que lhe valeu acusações de favorecimento por parte de sectores ligados à Igreja Protestante. António José Seguro lamentou que Jesus não se tenha dirigido a um hospital público.
António José Seguro preparado para se demitir
Fátimas e Holocaustos
Em nada me interessa a Igreja católica em si mesma. Porém, como cidadão, não posso ficar ao lado dos fenómenos que afectam, positiva ou negativamente, a sociedade e a humanidade. Desde há muitos anos que me arrepia o paganismo que se fabricou em Fátima, a monumental impostura que se ergueu no nosso país. Mas muito mais do que o paganismo me arrepiam os crimes de toda a ordem que estão na sua génese. [Read more…]
Provas de aferição 2012
Na passada 4ª feira os alunos do 4º ano realizaram a prova de aferição de língua portuguesa. No momento em que se publica este post está a começar a de matemática.
Post publicado, prova realizada, seria hora de deixar aqui o link para a prova, acontece que o MEC ainda não disponibilizou a prova, que será divulgada, também no Aventar, logo que possível.
O Aventar tem uma FORÇA sem limites. A gente exige, o MEC cumpre – aqui está a prova de matemática .
Quanto às provas de aferição são um excelente instrumento de aferição do sistema que têm vindo a fornecer alguns elementos bem interessantes, de análise do trabalho das escolas (ver relatórios disponíveis).
Não são exames e muito bem. Numa escola de todos e para todos não faz qualquer sentido existir um instrumento que promova exclusões. É, por isso, um erro transformar as provas de aferição em exames.












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