Por LuisF
Comentário ao post Esquerda – destinada a perder?.
O século XX assistiu ao apogeu e declínio da esquerda. Esta, conquistou poder e falhou na sua execução, perdendo aí parte do referencial de humanismo progressista que lhe estava (e está) na base. Com a queda do modelo económico e de organização social caiu também a pujança ideológica mais radical, vermelha e comunista. As variantes social democratas não passam de subterfúgios menos ambiciosos duma sociedade baseada no “homem bom” capaz de se organizar em prol da comunidade. Esse “homem bom” revelou-se como é: individualista, interessado no melhor para si, e para os seus. A esquerda não o previu, não o incluiu nem criou formas de o “auditar”…
Apesar desta “dura” realidade para as almas generosas (e talvez a mais bela matriz da esquerda esteja precisamente no sentido humanista de protecção dos fracos e tolerância à diferença), a verdade é que o mundo precisa da “esquerda” como nunca.
Não obstante, a esquerda está ainda na ressaca dos seus próprios “falhanços” históricos e continua a ignorar as alterações profundas que o mundo experimentou nos últimos trinta anos.
Em Portugal, a esquerda “parlamentarizou-se”, sentou-se do conforto dos telejornais, na maciez amorfa do sistema e desistiu das lutas verdadeiras, optando em muitos casos pelas causas perdidas ou até levianas.

No verão, páram em Moledo todos os comboios da 



















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